segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Novas Inteligências? Merda Nenhuma !

Hoje em dia, a grossa massa de jovens com idade próxima aos 17 anos sai semianalfabeta das escolas públicas, ao fim do chamado Ensino Médio, o antigo e mais eficaz Colegial.
Entretanto, mesmo iletrados, esses jovens demonstram notável habilidade com computadores, telefones celulares e tecnológicos outros. Alguns teóricos, sem muito o que fazer e nenhuma noção da realidade, chegam a dizer de um novo tipo de inteligência, uma inteligência tecnológica ou coisa que a valha.
Balela, mais uma vez. Conversa pra boi dormir, para dar emprego a peidagogos.
Não há nenhuma nova ou superior inteligência surgindo nesses jovens, antes pelo contrário. Seus raciocínios e capacidades cognitivas são os mesmos que os dos homens pré-históricos, por isso são tão hábeis com suas maquininhas infernais, para cujo manuseio é o bastante uma inteligência básica e primal, quase que somente de instintos, uma inteligência muito mais de atos reflexos que de ponderações.
Explico: a destreza que eles exibem com esses eletrônicos vem do simples fato de que tais artefatos não lhes exigem nenhuma capacidade de leitura da linguagem escrita, a interface entre eles se dá meramente por desenhos, os ícones. Esses jovens não têm novas modalidades de inteligência ou cognição, eles têm as de mesmo tipo do Neanderthal e seus desenhos rupestres, que eram representações do cotidiano esboçadas nas paredes de suas cavernas.
Explico mais: praticamente tudo pode ser feito pelo computador, via internet, sem a necessidade do sujeito pôr o pé à rua, comprar comida, roupas, medicamentos, pagar contas sem precisar ir ao banco, até namorar e trepar. O computador reconduzirá o ser humano à época das cavernas, uma caverna tecnológica, mas uma caverna.
Continuo: a linguagem escrita já vem sendo truncada, mutilada, estuprada pelo usuário-padrão da internet, logo voltaremos a abrir a boca e só emitiremos sons guturais e simiescos, ah, ah! uh, uh! ah, ah! uh, uh!
Tornaremos às cavernas, sim. E as paredes dessa nova caverna (entenda-se aqui como limites, cercas) são as telas dos computadores conectados a outros computadores e a outros...
Ora, o que se espera encontrar nas paredes de cavernas habitadas por humanos? Uma escrita bem regrada e elaborada? Claro que não! Apenas desenhos toscos e mal-acabados, como as pinturas rupestres, como os ícones do Windows. E a habilidade em ler tais desenhos não é uma nova inteligência, é um retrocesso da atual.
Acho que eu, que desenho pessimamente, preciso me matricular urgente numa escola de desenho, para bem me fazer entender futuramente.
Preciso?
Porra nenhuma que preciso!!!

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