São
cada vez mais raras, as APAMAs. Raras e jogadas ao descaso das
autoridades ditas competentes, cada vez mais devastadas, as APAMAs.
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quarta-feira, 3 de julho de 2024
sexta-feira, 14 de junho de 2024
Que Porra é Essa, Pastor?
Edir
Macedo, Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e assemelhados, pastores
que, uma vez que bem assimilaram o abecê da Igreja Católica sobre a
venda de indulgências e o comércio de relíquias sagradas, tanto inovaram
e revolucionaram a arte de bem tosquiar suas ovelhinhas, estão
superados, ultrapassados, parados no tempo. Correndo rapidamente de
encontro à obsolência, a um triz de se tornarem anacronismos.
quarta-feira, 12 de junho de 2024
A Viadagem do Papa
O
Papa está cada vez mais pop! Polemizando e viralizando mais que
influencer do you tube! Trollando direto! Tornando-se um stalker da
turma LGBT. Direto da Basílica do ódio!
terça-feira, 28 de maio de 2024
Papa Francisco Quer Instituir o Teste Vocacional da Farinha (Ou : è tutto frocio!)
Pedofilia no desjejum, efebos glabros de agências de prostituição masculina no almoço, eclesiásticas orgias à ceia noturna. Eis o cardápio, o menu gourmet rotineiro do Vaticano, o arroz com feijão dos homens de Cristo.
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
Fogo Mui Amigo
No jargão militar, a expressão "fogo amigo" caracteriza situações em que um soldado é atingido por artefato bélico de suas próprias fileiras, ou atinge outro de mesma farda que a sua. No entanto, esse fogo amigo não é nada frente ao fogo mui amigo que alvejou um homem de 36 anos, no município de Ipatinga, Vale do Aço, MG, e cuja identidade é mantida em segredo
terça-feira, 19 de setembro de 2023
Filho de Cavalão, Éguinha Pocotó é
No ultrassom pré-natal, para aplacar a curiosidade das futuras mamães e dos futuros papais, o médico invade a privacidade indevassável do ventre e procura pelas partes pudendas do feto, macula a sua inocência. Se aparecer lá um penduricalho, o rebento será um homem, um menino-homem, como se dizia antigamente; se houver lá uma racha, o perfeito complemento para o penduricalho, logo virá ao mundo mais uma menina-mulher.
domingo, 8 de janeiro de 2023
Coringa Também Tem Seu Dia de Arlequina
Quem é o maior vilão das histórias em quadrinhos de super-heróis? Rei do Crime, Lex Luthor? Galactus, Darkseid? Caveira Vermelha, Duas-Caras? Dr. Destino, Brainiac? Loki, Adão Negro? Magneto, Ra's al Ghul? Thanos, Apocalypse? Mefisto, Trigon?
sábado, 30 de julho de 2022
Sustentabilidade é o Cacete !
Até o quinto ano da vida escolar do meu filho (a antiga 4ª série do primário), estudei com ele para todas as suas provas mensais e bimestrais. Todas. Absolutamente todas.
Considerei importante, durante esse período, ensiná-lo a estudar. A preparar o ambiente de estudo, organizar o material a ser utilizado, aprender a fazer um bom resumo do assunto, entender o que há para ser entendido, decorar o que precisa ser decorado, enfim, a ter um mínimo de ordem, método e disciplina.
Do sexto ano em diante (hoje, ele está no sétimo), deixei-o por "conta própria". Chutei-o para fora do ninho, para ver como ele se saía voando com as asas que eu treinei. Em primeiro lugar, porque tenho muito menos tempo hoje em dia para estudar com ele; em segundo, porque só de tocar num livro didático começo a dar sinais de angústia, de ansiedade e de aflição (sim, sou professor, e sei que estou com sérios problemas); em terceiro, porque ele precisa estabelecer o seu ritmo próprio, o seu modo de estudar.
Longe do meu domínio (mas ainda sob minha atenta vigilância), e como era de se esperar, suas notas caíram um tanto, ainda que, no geral, ele venha se saindo a contento. Uma puxada de rédea aqui e acolá, de vez em quando, é necessária, mas tem se saído a contento.
Gostei bastante desses anos em que estudei com ele (acho mesmo que gostei mais do que ele). De certa forma, foram proveitosos também para mim. Relembrei de fatos da História do Brasil - dos tempos do Descobrimento, do Império, dos engenhos, dos bandeirantes, dos jesuítas etc. De conceitos da geografia física - elementos do relevo, tipos de solo, paralelos e meridianos, continentes e oceanos, corpos celestes e sistema solar.
Até mesmo aprendi coisas novas. Assuntos que, na minha época de grupo, nem se cogitava em falar, nem existiam; sobretudo em Ciências.
Aprendi, por exemplo, sobre os 3 Rs da sustentabilidade. Hoje, poucos anos depois, vi que esses Rs se multiplicaram mais do que sequência de filme ruim de Hollywood, chegando já aos 8 Rs, mas me aterei aos três originais.
Claro que eu sei que essa história de sustentabilidade é balela das grossas. Não existe - e não há como existir - nenhuma atividade econômica humana totalmente sustentável, que não parasite algum recurso natural do planeta e o devolva na forma de lixo. Mas, como diziam antigamente, aprender, ainda que falácias brabas feito essa, não ocupa espaço.
Os 3 Rs : repensar, reciclar e reutilizar.
Repensar consiste no ato de ponderar sobre se, de fato, necessita-se comprar um certo produto, ou mais do mesmo produto, repensar foca na redução do consumo. Um "R", vê-se logo de cara, fadado ao fracasso. Repensar implica em que, primeiro, alguém tenha pensado algum dia; o que mostra que o planeta está mesmo encalacrado.
Reciclar talvez seja o mais conhecido dos 3 Rs. Basicamente é transformar uma embalagem já produzida a partir da transformação de recursos naturais, de novo, na mesma embalagem, evitando, assim, um maior sequestro de recursos para a sua confecção. É transformar lata de alumínio em uma nova lata de alumínio (ao invés de extrair mais bauxita), garrafa de vidro em nova garrafa de vidro (ao invés de extrair mais areia, silicatos etc).
Reutilizar, o 3º R e o motivo dessa postagem, fundamenta-se em dar novos usos a uma embalagem, diferentes propósitos e destinações daqueles para o qual ela foi originalmente concebida. Por exemplo, um pote de sorvete, ao invés de ser descartado ao meio ambiente, onde levará um porrilhão de anos para ser degradado, pode ser reutilizado como, sei lá, um vaso para plantas. A outro exemplo, uma lata de tinta pode ser reaproveitada como, digamos, um vaso para plantas. Uma caneca que rachou ou que teve a borda lascada pode ser redirecionada para ser, quem sabe, um vaso para plantas. De onde se vê que, a depender de minha criatividade de reuso, o planeta está mesmo fodido. Ou virará um jardinzinho até que bem legal.
E todo mundo está a praticar os 3 Rs da sustentabilidade. Agronegócio, indústria, comércio, prestação de serviços. Todo mundo fazendo o papel de bom moço e fingindo preocupação com a Mãe Terra em troca de umas boas isenções de impostos.
Porém, algumas vezes, certas ações isoladas, individuais e anônimas se mostram muito mais inovadoras e criativas - e, por que não dizer, mais eficazes? - que as dos grandes setores da economia.
Iniciativas pessoais que mereceriam uma condecoração internacional, uma medalha de honra ao mérito da sustentabilidade e das metas do milênio concedida pela ONU.
Feito a do iraniano de 50 anos, casado, cuja identidade não foi revelada, e que deu às garrafas PETs, um dos tipos de embalagem de mais difícil reciclagem, um reuso inusitado e revolucionário.
Depois de três dias a suportar estoicamente fortes dores abdominais, foi levado a um hospital pela esposa, a quem disse o tempo todo que seu sofrimento vinha de uma terrível constipação, um clássico caso de merda empedrada.
Porém, no hospital, uma tomografia revelou o segredo escondido pelo iraniano. Bem escondido...
O iraniano estava com uma garrafa PET enfiada no cu. Transformou a garrafa num consolo, num vibrador, numa rola não biodegradável!!! Valha-me Santo Aiatolá Khomeini !!!!
Isso é que é amor pelo planeta e pelo meio ambiente! Isso que é sacrificar-se pelo bem das futuras gerações!
Durante a consulta, o iraniano não entregou a rapadura, não fez nenhuma referência à garrafa entalada no toba.
"Por causa do seu constrangimento e do medo de sua esposa, ele não forneceu nenhum histórico da presença de um objeto estranho no reto e chegou tarde ao pronto-socorro", escreveram os médicos que relataram o caso na revista Clinical Case Reports.
O fundo da garrafa, de 250 ml, já estava a adentrar o cólon, o famoso intestino grosso, e a boquinha da garrafa, que escapou da mão do iraniano, quase dois centímetros afundada cu adentro.
Por sorte, ou talvez por prática e habilidade, a garrafa não feriu seriamente as entranhas do homem. Não foi preciso nem intervenção cirúrgica. O médico deu uma anestesia, enfiou os dedos no cu do homem e foi, segundo suas próprias palavras, "cuidadosa e lentamente arrastando a garrafa do reto até a abertura do ânus, sem ruptura ou sangramento".
Depois de cinco dias em observação na enfermaria, e a só receber líquidos em copos, o sujeito teve alta e foi encaminhado para uma clínica psiquiátrica, pois o médico concluiu que ele sofre de depressão.
Depressão? Ele "sofre" é de viadagem, isso sim. De tesão na argola. Quem tem depressão, toma tarja preta, não enfia garrafa no cu.
E eu, inocentemente, pensando em ir me consultar com um psiquiatra... Vai que ele, em vez de um tarja preta, me receita uma brahma casco escuro?
Às vistas do quê, e a depender do meu engajamento na causa da reutilização de embalagens, vos digo : quero que o planeta se afogue em plástico! Sustentabilidade é o cacete - literalmente, nesse caso!
Pãããããããta que o pariu!!!!
domingo, 1 de agosto de 2021
O Estatuto do Armamento das Feminazis
Um texto dos mais interessantes e esclarecedores sobre o complô mundial para a castração em definitivo do macho heterossexual, sobre a grande maquinação (que há muito denuncio aqui) para o embichamento planetário. Depois dessa, o mais saudável e sensato que o macho das antigas tem a fazer é manter segura distância do bicho mulher. Depois da aprovação dessa lei, para o solteiro das antigas do futuro, só restarão as prostitutas, as mais honestas das mulheres nos dias atuais. Uma prostituta sai muitíssimo mais barato que uma namorada ou esposa rancorosas. E o sexo é garantido. No mais, deixemos estar. Cu, pra gente, nunca vai faltar. Que falte rola pra elas. Do Blog do Neófito.
"Há algum tempo eu vinha acompanhando a tramitação da hoje Lei nº 14.188 de 28 de julho de 2021 (então Projeto de Lei n° 741/21), que previa a tipificação de violência psicológica contra mulher. Acreditei até os instantes finais que algo assim não passaria. Seria a punhalada decisiva da agenda feminista contra a família e os relacionamentos heterossexuais. Ao jogar homens contra mulheres - e o contrário também -, divide-se para conquistar. No caso, a conquista é o fim das relações tradicionais entre macho e fêmea.
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não constitui crime mais grave.
Agora, nosso Código Penal conta com o tipo mais vago, abstrato e aberrante que conheço. É sem dúvidas uma anomalia jurídica, em todos os aspectos de fundo e boa técnica de redação de norma jurídica, ainda mais quando envolve pena restritiva de liberdade. A redação é a seguinte:
Art. 147-B. Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação:
Pena - reclusão, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa, se a conduta não constitui crime mais grave.
Como sou pai de menina, me preocupo com isto. Se algo assim prosperar no mundo forense (e creio que prosperará, pois será plenamente constitucional na Justiça "mangina"), ainda mais dependendo da maneira como será aplicada a lei, antevejo a total ruína dos relacionamentos de qualquer ordem no longo prazo. Não vale a pena namorar uma garota que pode te levar ao xilindró porque ficou triste no relacionamento ou te acusar de ser a causa de sua falta de "autodeterminação" (que raios seria isso?). E tudo com reflexos financeiros na esfera cível. E se você for dono de algum empreendimento, fica complicado oferecer à mulher determinado posto onde ela ficará sujeita às suas ordens, pois ela poderia conseguir sua prisão acaso associe sua cobrança profissional a eventual "dano psicológico".
A vida é dura. O mundo é cruel. Mas, agora, é crime não impedir que alguma mulher fique triste. Homens evitarão mulheres. E, por isso, me preocupo com o futuro amoroso de minha filha. Por sorte, o mundo possui muitos imbecis que ainda se arriscarão. Mas por quanto tempo haverá gado feministo abundante no mercado?
A previsão de feminicídio com pena superior ao de homicídio elevou as mulheres a um nível supremo. Com este novo tipo penal, elas agora são deusas e merecem ser reverenciadas três vezes ao dia. Prefiro pular fora e me manter com poucos contatos femininos.
Tenho bastante pena dos atuais meninos que estarão enrascados a partir de agora, em seus futuros relacionamentos e descobertas amorosas. Obviamente, tenho pena até de mim. Se amanhã eu discutir com alguma mulher, mesmo se provocado (no trabalho, na vizinhança etc.), poderei ser preso se ela alegar "dano psicológico". Falando por mim, tentarei manter distância máxima de mulheres em meu cotidiano.
Imagine o caso. Numa rusga na fila do supermercado, uma garota empoderada lhe cospe a cara. Então você a chama de porca. Mas ela é gordinha. Então daqui a uns meses ela alegará depressão devido ao xingamento, pois foi um pesado gatilho à sua gordura corporal (ui, os gatilhos!). Ela não sofrerá nada devido à injúria real da cusparada e você será condenado por violência psicológica. Logo após, ela pedirá reparação por danos moral e material, alegando que não trabalhou durante alguns meses por estar tristonha em casa.
Possivelmente, esta norma também será aplicada às mulheres trans (vulgo "travestis") mais à frente. Então, cuidado quando olhar para uma transexual, pois ela pode pedir sua prisão por sentir-se ofendida. E mais: pode ser que esta ação penal pública seja incondicionada. Ainda não estudei a respeito. Mas é possível. Logo, se uma amiga de sua amiga de trabalho não for com a sua cara, poderia - em tese - bater à polícia ou ao Ministério Público para notícia-crime de que você é um criminoso, pois repararia tristeza na amiga quando está perto de você.
Penso que está norma será aplicada até entre mulheres (amigas, parentes, vizinhas, empregadas etc.). Veremos...
Esta norma tramitou tranquilamente no Congresso e foi sancionada pelo Presidente da República, o qual vem fazendo inúmeros desserviços à filosofia liberal-conservadora, ao aceitar descalabros da senhora Damares Alves, enquanto Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nem o PSOL causaria tantos estragos!
quarta-feira, 14 de julho de 2021
A Bichinha Ponstan
Afora uns quatro ou cinco casos, que comentam com mais frequência no blog e sempre se identificam, nada sei a respeito dos leitores do Marreta. Quem são, de onde são, que idades têm, suas profissões etc. Não sei nem mesmo quantos leitores tenho ao certo, pois a grande maioria, acredito, passa por aqui sem nunca comentar nada, sem deixar pegadas ou rastros de suas visitas. E há uns poucos que comentam esporadicamente, beeeem esporadicamente, inclusive, alguns dentre esses poucos, pedem para que seus comentários não sejam publicados; no que são sempre atendidos.
Um desses casos é o de uma professora que acompanha (não sei com que constância) o blog há alguns anos, praticamente desde o seu começo. E é só o que sei dela, que é professora e que atua tanto na rede pública quanto na particular. Não sei a disciplina que leciona, não sei qual a idade dela, a cidade ou estado em que reside etc.
Ontem, depois de muito tempo sem dar sinal de vida, ela fez um longo comentário na postagem Homens Grávidos de Ribeirão Preto Também Querem se Vacinar Contra o Vírus Chinês, na qual eu destilo meu habitual (e inútil e inócuo) veneno contra a maledeta ideologia de gêneros.
Primeiro, declarou-se igualmente desanimada com essa pandemia premeditada de boiolagem que assola o planeta, ou, ao menos, o mundo ocidental, e, depois, contou um caso relacionado ocorrido em uma escola particular de ensino médio em que leciona. Como sempre, pediu-me para não publicar o comentário, mas autorizou-me, caso eu quisesse, narrar o incidente ao estilo Marreta.
Claro que eu quis. E o batizei de A Bichinha Ponstan.
Ela não testemunhou o acontecido, mas o mesmo lhe foi contado por um fonte fidedigna, a coordenadora da escola, que participou ativamente da mediação do conflito iniciado numa aula de Educação Física, professor homem, macho das antigas. Vamos ao infausto.
Iniciadas as atividades da aula, o professor notou que um dos alunos não se juntara à turma, ficara sentado, quieto a um canto da quadra. O professor se dirigiu até ele e perguntou : "ô, fulano, você não vai participar da aula hoje, está com algum problema?". Aliás, "ô, fulano", não : "ô, fulana"! Que o (a) jovem já obteve, há algum tempo, o direito de ser matriculado e constar da lista de chamada com o seu "nome social".
Para quem não sabe, nome social, a exemplo hipotético, até porque ela não citou mesmo nenhum nome, é o sujeito nascer com uma rola e se chamar Sebastião, mas "sentir" que aquilo é um grelo hipertrofiado e ter o direito de ser chamado de Fabíola.
"Ô, Fabíola, você não vai participar da aula hoje, está com algum problema?", voltando ao professor. Fabíola respondeu que estava com fortes cólicas. Inocente, puro e besta, o professor julgou que fossem cólicas intestinais. Perguntou se ela comera algo diferente, que pudesse estar estragado, se queria que ligassem para a casa dela. Fabíola revelou, então, ao estupefacto mestre, que eram cólicas menstruais, comuns a ela naquela época do mês. O incidente se deu em maio desse ano.
Imagino a cara de "ai, meu saco..." do professor.
Munindo-se da paciência de um Jó - a nossa maior arma hoje em dia -, o professor explicou que acreditava que ela estivesse, de fato, sentindo dores, mas que não poderiam ser cólicas menstruais, porque, apesar de preferir ser vista e tratada como uma menina, ela nascera com aparelho reprodutor masculino, e homens não menstruam.
Pronto! Foi o que bastou! A merda tava feita e espalhada! Foi aí que se deu a desgraça do professor!
Fabíola ficou indignadíssima! Saiu pisando duro e rebolando da quadra! Poucos minutos depois, veio um inspetor e disse ao professor que ele estava sendo aguardado na sala da direção. Chegando lá, o circo estava armado. Fabíola sentada de cabeça baixa e choramingando numa cadeira mais ao canto e a diretora e a coordenadora postadas à mesa no centro sala, feito duas Torquemadas.
Pacientemente, o professor contou toda a história. Reiterou que nunca pôs em dúvida as dores da aluna, nunca insinuou que fosse algum ardil para escapar à aula de Educação Física, que, inclusive, oferecera-se para tentar entrar em contato com algum familiar etc.
"O problema, professor - começou a diretora -, é que a aluna está dizendo que o senhor falou que ela não é uma menina".
Mais pacientemente ainda, de novo, o professor explicou (e precisava?) que, apesar dela preferir ser vista como uma menina, ela não tem útero, não ovula, enfim, não pode ter cólicas menstruais.
Então, Fabíola, que até então estava quieta, gemeu mais alto, gritou que as dores estavam insuportááááááveis... Sem saber o que fazer - na verdade, sabendo exatamente o que fazer, mas impedida pela lei -, a coordenadora falou pra Fabíola que tinha um remédio para cólicas menstruais em sua bolsa e perguntou se ela queria tomar um comprimido, enquanto a escola entrava em contato com seus pais. Fabíola disse que sim. A coordenadora abriu a sua bolsa, pegou uma cartela de comprimidos Atroveran e a estendeu à Fabíola.
No que viu o Atroveran, Fabíola fez cara de decepção e de menoscabo e falou : "pra mim, só faz efeito o Ponstan!!!
Pããããããta que o pariu!!!! É a bichinha Ponstan!!! Atroveran é coisa de bicha pobre!!! De bichinha pão com ovo!!!
Resumindo a palhaçada, acabou que o professor teve sorte, muita sorte, mas muita sorte, mesmo. Os pais conversaram reservadamente com ele, sem a presença da Fabíola, entenderam as colocações do mestre, mas pediram que ele, em qualquer outra ocorrência do tipo, encaminhe Fabíola diretamente para a coordenadora. Sorte pra caralho do professor. Fossem, os pais da Fabíola, do tipo que compõe a maioria dos pais de hoje em dia, ele estaria fodido! Demitido na mesma hora! E respondendo a processo por xyzfobia!
À pedido da coordenadora, também ficou combinado que os pais, por via das dúvidas, sempre que Fabíola estiver próxima "daqueles dias", coloquem uma cartela de Ponstan no estoja da menina.
Pãããããta que o pariu!!!!
É como dizia aquela antiquíssima música dos Incríveis : "esse é um país que vai pra frente...ô ô ô ô ô".
Todo mundo batendo palma pra louco dançar!!!
quarta-feira, 23 de junho de 2021
Queernejo, o Sertanejo que Senta no Cabo da Enxada (Ou : Você Achou Mesmo Que o Sertanejo Universitário Fosse o Que de Pior Havia Para Acontecer?)
Chegar ao fundo do poço não é, necessariamente, algo ruim, apenas ruim. Vestindo os óculos do otimismo (que sempre carrega em si o gérmen do conformismo), chegar ao fundo do poço pode significar que a situação, embora trágica, adversa e desastrosa, não tem como piorar mais, que o infortúnio, seja ele reversível ou não, pelo menos, não pode mais se agravar. É um consolo. De uns 30 cm de comprimento por uns 8 de diâmetro. Mas um consolo.
Mas há poços em que aqueles que atingem o seu fundo, não satisfeitos, esmeram-se em aprofundá-lo mais um tanto, em cavar mais um bocadinho, e outro bocadinho, e outro bocadinho, ad infinitum.
Feito o que me parece ser o poço do gênero musical conhecido como sertanejo. Gênero que, em outrora, lá nas suas raízes, era dos mais autênticos, dignos e macho das antigas. As sofridas, pungentes e lamuriosas modas de viola eram compostas por matutos trabalhadores, por homens sem nenhum refinamento, broncos, homens do campo endurecidos pelas intempéries do clima e da vida, homens que, não obstante, também guardavam em si as suas vulnerabilidades, suas angústias, seus sonhos deixados de lado e, claro, suas dores de cotovelo e de corno.
Com o tempo, a legítima música sertaneja foi sendo conspurcada, adulterada, corrompida; enfim, desgraçadamente modernizada e jogada na lama movediça em que hoje se encontra.
Não sou um conhecedor nem ao menos raso do gênero, mas o primeiro golpe sensível e significativo levado pelo sertanejo raiz, o primeiro sinal de que sua corrupção, ainda que gradativa e quase sub-reptícia, viera para ficar em definitivo, creio eu, foi o advento do chamado "sertanejo romântico", lá nas décadas de 1980 e 1990. O sertanejo dos "Amigos", cujos expoentes foram/são as duplas Chitãozinho e Xororó (os pais da Sandy e do Junior), Leandro e Leonardo, e Zezé di Camargo e Luciano.
Já não era mais a música caipira do caipira paulista, mineiro ou goiano; já não era mais a música que meu avô paterno ouvia no seu velho rádio à válvula de ondas médias, curtas e tropicais. O sertanejo romântico flertava e se arreganhava para a música caipira ianque, deixou-se miscigenar e contaminar pela música country americana.
O sertanejo virou pop. E o pop - valha-me São Humberto Gessinger - não poupa ninguém. No lugar do pranto sentido da viola, a histeria da guitarra elétrica e o chiado metálico do banjo; no lugar da luz do lampião a acalentar a escuridão das pequenas varandas, os holofotes de mil watts dos palcos dos rodeios e das festas de peão de boiadeiro. Era o sertanejo new wave.
Apesar disso, olhando hoje em retrospecto e sob a luz da terrível realidade, vemos que o estrago causado pelo sertanejo romântico nem foi dos maiores. Ainda que a música sertaneja tenha sido adulterada em sua essência melódica e instrumental pelo sertanejo romântico, ela continuou intacta em sua masculinidade e origens geográficas e laboriais. Continuava a ser composta e cantada por homens do campo, que muito araram o solo antes do sucesso artístico, que muito carpiram terrenos, por homens que traziam a fértil terra roxa sob as unhas, em cujos dedos e palmas das mãos, os calos do cabo da enxada faziam companhia e segunda voz para os calos das cordas de aço do violão. E tudo espada! Tudo comedor das antigas. Tudo passador de rodo!
Além disso, não era sempre, mas vez ou outra, apareciam canções muito bem escritas, com belas letras, sobretudo as das lavras iniciais de Zezé di Camargo, de quem Maria Bethania, que nunca foi boba nem nada, gravou É o Amor.
Para o violeiro das antigas, no entanto, o sertanejo estava morto. Os "Amigos" eram o fundo do poço.
Então, década e pouco depois, entre início e meados dos anos 2000 (isso eu tive que pesquisar para saber), veio uma turma das mais musicalmente desclassificadas e cavou mais um tanto o fundo do poço do gênero sertanejo. Mais um bom tanto. E bota tanto nisso. Cavou tanto que atingiu os lençóis freáticos do mau gosto e fez jorrar a água podre da futilidade do subsolo, da submúsica, da subcelebridade.
Era o sertanejo universitário. Tudo universitário de curso à distância e com ingresso por cotas. O sertanejo universitário causou avaria infinitamente maior que o sertanejo romântico das décadas de 80 e 90, que, como eu disse, não causou grandes danos em si, mas abriu precedentes para o que viria de pior depois.
O sertanejo universitário não tirou do sertanejo de raiz apenas suas estruturas melódicas e instrumentais, subverteu-lhe também em suas origens campesinas humildes e honradas. É um "sertanejo" urbano, saído dos condomínios e das escolas particulares. Também põe em dúvida a masculinidade inerente ao gênero, uma vez que o sertanejo é, antes de tudo, um macho das antigas. Dizem e "cantam" que gostam de mulher, mas só as suas mães e avós são quem lhes acreditam.
Não trazem mais a terra embaixo das unhas - duvido que algum sertanejo universitário tenha plantado sequer uma batata ou uma mandioca na vida. No lugar dos calos nas mãos e dos calcanhares rachados, a manicure e o podólogo; no lugar da pele curtida pelo sol, o bronzeamento artificial em spas, a hidratação, o peeling facial, a arquitetura de sobrancelhas e a depilação a laser do saco. No lugar do burrico ou do carro de boi, a Hilux importada e "tunada"; no lugar da pinga de alambique tomada na venda ou no armazém de secos e molhados, o Red Label com Red Bull na loja de conveniência.
E as tais "músicas", então? Só a letra de Fio de Cabelo, de Chitãozinho e Xororó, tem mais texto e conteúdo que toda a discografia do Luan Santana e a da dupla João Bosco e Vinicius, juntas (também tive que pesquisar para saber quem eram os bambambãs do sertanejo universitário).
Enfim, o fundo do poço do sertanejo? Teriam sido alcançados os graus máximos de degradação e descaracterização do dantes valoroso gênero musical? Enfim, o tão desfigurado e avacalhado sertanejo iria poder, ao menos, descansar em paz sobre as suas ruínas, sem que ninguém mais voltasse a incomodá-lo?
Até eu pensei que sim. Na verdade, mas que pensar que sim, eu torci muito para que sim. Porque mesmo que eu não coloque para ouvir no toca-CD, esses novidades e modismos acabam por nos atingir de qualquer forma, ainda que por linhas indiretas acabamos por ficar sabendo delas.
Mas não. Sou um puta de um pé frio. Minha torcida foi em vão. Fiquei sabendo ontem, por um e-mail sacanamente enviado por um velho amigo, que uma outra turma chegou ao fundo do poço do sertanejo e resolveu cavar ainda mais. E chegaram munidos não de pás ou de picaretas, sim de sondas de prospecção. Dessa vez, essa nova vertente sertaneja atingiu o pré-sal do absurdo e do despropósito.
Fundado no Brasil no ano passado, é o Queernejo! O sertanejo LGBTQetc! É o boiolonejo. É o sertanejo a procurar por suas raízes, principalmente a da mandioca! É o sertanejo de volta ao cabo da enxada, nem que seja pra sentar nele! Agora, o sertanejo não perdeu apenas a sua essência melódica e suas origens, perdeu também as pregas! É o Jeca Gay! Valha-me São Moacyr Franco!
Um dos fundadores e líderes do movimento Queernejo brasileiro é Gabriel Felizardo, 21 anos, que atende pelo nome artístico de Gabeu. E o menino, ou menine, ou meninx, tem pedigree e selo de procedência na área. É filho do cantor Solimões, da dupla Rio Negro e Solimões. Gabeu diz que sempre viveu uma relação de amor e ódio com o sertanejo, com o gênero que lhe proporcionou uma vida muito boa e confortável, pois nunca se sentiu "representado" por ele, e decidiu usar a sua indignação para revolucionar a cena sertaneja.
Fico imaginando a cara do Solimões, macho das antigas. E também as zoeiras do Rio Negro para cima do amigo de dupla.
Fico também a imaginar os clássicos do sertanejo de raiz sendo vertidos e invertidos para o Queernejo. A Cabocla Tereza vira o Bofe Terêncio; É o Amor! vira É o ardoooor...; Tocando em Frente vira Socando Atrás; Pinga ni mim, Porra ni mim; Saudades de Matão, Ai, Que Saudades do Miltão; e Cabecinha no Ombro, Chapeleta no Toba.
Pãããããããta que o pariu!!!!
sexta-feira, 4 de junho de 2021
LEGO Lança Brinquedo de Encaixe Para a Turma do Engate
Possivelmente precavendo-se contra futuras acusações de ser um conglomerado não inclusivo, heterofascista e descomprometido com as metas do milênio (e aproveitando para encher o cu com o dinheiro do povo LGBT), a dinamarquesa LEGO, que tem entre os seus brinquedos mais vendidos aqueles que retratam policiais, mecânicos, construtores, aviadores, piratas, bombeiros, super-heróis e outras ocupações de macho, lança agora uma edição especial, comemorativa e mais delicada de seus famosos bloquinhos de encaixe. Lança um brinquedo de encaixe pensado especialmente para a turma do engate.
É a caixa "Everyone is awesome", Todo Mundo é Fantástico, ou coisa parecida. E da mesma forma que o povo defensor da patética ideologia de gêneros quer negar e subverter a Biologia e teoriza um sem-número de outros sexos, uma miríade de novas espécies de impalas, antílopes e gazelas, a LEGO extrapola os limites da Física Newtoniana e soma outros espectros cromáticos ao arco-íris : abaixo do vermelho, um espectro marrom e outro preto, para acrescentar a pluralidade das raças à diversidade sexual; acima do violeta, cândidos azul clarinho, branco e rosa, para dar visibilidade à comunidade trans.
Segundo o departamento de marketing da LEGO, o objetivo do Everyone is awesome é apresentar e familiarizar as crianças com a representatividade LGBTQIA+.
Pois nem precisavam ter dito. Que é assim que a sempre mal-intencionada esquerda atua. Que doutrinação boa é aquela que vem de berço. Que, como diz o ditado, é de pequenino que se torce o pepino; ou, nesse caso, que se corta fora o pepino.
Como no Brasil, em 2011, com a tentativa de distribuição do kit gay para estudantes de sete a onze anos de idade das escolas públicas, uma cartilha para formar miniboiolas elaborada pelo MEC sob a gestão do lulopetista Fernando Haddad. Distribuição impedida e frustrada pelo imbrochável Bolsonaro, então deputado federal.
O brinquedo de encaixe para a turma do engate traz onze bonecos sem sexo definido confeccionados nas diferentes cores da bandeira LGBTetc, e eles são formados por peças totalmente intercambiáveis, podendo ser combinados e montados das mais diversas formas. A imaginação é o limite.
É o boneco vermelho montando no amarelo, o amarelo montado no azul, o rosa sentando no marrom, o laranja catracando o verde... é todo mundo montado e montando em todo mundo!
Mas se a intenção da LEGO foi a de abarcar toda a diversidade da fauna e da flora humanas e, com isso, se livrar de acusações e de processos por essa, por aquela ou por aqueloutrofobia, folgo em dizer que ela não logrou inteiramente o seu intento. A LEGO deixou de fora de sua bandeira a mais nova vertente do fragmentado comportamento sexual humano : os não-binários.
Sim, porque atualmente não causa mais impacto nem rende manchete o sujeito se declarar homossexual, bissexual, ou mesmo pansexual, como fez Serguei, o tataravô do rock brasileiro, no extinto programa Jô Soares 11:30 h, afirmando que transava até com um cajueiro. O cara dizer que queima a rosca não dá mais ibope, não é mais capaz de alavancar a carreira de nenhuma subcelebridade cuja falta de talento a jogou merecidamente ao ostracismo.
O negócio, agora, é dizer que se descobriu um ser não-binário. Que, independente de gostar ou de homem, ou de mulher, ou dos dois (até porque, para eles, homens e mulheres não existem, são construções sociais machistas, brancas e repressoras), eles não se reconhecem em nenhum dos dois gêneros pensados para a espécie humana pela Mamãe Natureza - que, se fosse uma não-binária, ou uma trans, uma baita dum travecão, não teria era parido nada nem ninguém.
Pois, bem. Se o não-binário não se reconhece em nenhum gênero, por que ele iria se reconhecer em algum dos espectros cromáticos arbitrária e ditatorialmente estabelecidos pelo Universo? E se um não-binário vier a público e se declarar, igualmente, um não-cromático? Pronto! Eis a LEGO a levar processos judiciais por exclusão e não-cromatofobia. Mas por que um ser não-cromático processaria a LEGO? Simples : para ganhar uma nota preta, que é o acúmulo de todas as cores. Por isso, sugiro à LEGO que inclua mais uma faixa ao seu tresloucado arco-íris, uma faixa incolor, transparente, sem cor definida.
Seres não-binários... bonecos sem gênero a se montar e desmontar de todas as formas e jeitos... o que virá ainda?
Bons tempos aqueles em que a gente pegava o boneco Falcon e colocava o valoroso e macho Comando em Ação pra meter na boneca Barbie, ou Suzie, das irmãs e das primas.
domingo, 30 de maio de 2021
Em Nome de Pai, do Filho e do Espírito "Tá Boa, Santa"?
A autodenominada travesti e transexual Jacque Chanel foi ordenada pela Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM) da cidade de São Paulo e se tornou a primeira pastora trans do Brasil. A primeira pastora que já vem com cajado!
Na sequência, e imediatamente, anunciou a fundação da Igreja Séforas, a primeira igreja trans do Brasil, que atuará conjunta e paralelamente à ICM, uma espécie de coirmã.
Valha-me Santo Astolfo Pinto!!!
É a Igreja Travecal do Reino de Deus! Ou melhor, da Deusa... linda, poderosa, absoluta... da Diva. É a Igreja Travecal do Reino da Diva!!!
Evangélica desde criança, Jacque Chanel disse que "nunca pôde viver sua verdade dentro da igreja" e, por isso, a importância de uma igreja cristã trans, a Séforas, que segundo a pastora, será mais um espaço de acolhimento pensado especialmente para o povo trans : "Para nós, é muito importante ter essa igreja pensada para o público transexual e travesti porque isso significa um novo espaço de acolhimento. Eu sou trans e quero que meu povo se sinta acolhido".
Imagino que certas adaptações das liturgias deverão ser necessárias para melhor acolher as bonecas na Igreja Travecal do Reino da Diva, que a ITRD deverá adotar certas peculiaridades, certas liberdades poéticas dentro dos ritos cristãos.
Não haverá procissões nem romarias; só paradas gay! Ninguém vai rezar uma Salve Rainha, só uma Salve Drag Queen! A Santíssima Trindade será ampliada : o Pai será também, e ao mesmo tempo, e no mesmo corpo, a Mãe; o Filho, também a Filhota, o Espírito Santo passará a ser o Espírito Tá Boa Santa?, sendo mantida, no entanto, a sua iconografia, continuará a ser representado por uma pomba, mas uma pomba-rola!
Igualmente, não se realizarão sessões de exorcismo, sessões de desencapetamento, mas sim rituais de descacetamento, de cirurgias espirituais de mudança de sexo. A pastora porá a mão na cabeça do traveco e dirá : sai, caralho! Sai desse corpo que não te pertence! E o caralho desaparecerá. E a igreja virá abaixo pelo milagre concedido. É o milagre da transubstanciação! Da transubstanciação de sexo! Vai ser trans assim na casa do Senhor!
A sala dos ex-votos, então, parecerá um sex shop : pirocas por todos os lados. De cera, de madeira, de gesso, de borracha, de silicone, de massinha de modelar, de papel maché, de argila, de pedra sabão; todas confeccionadas e doadas como forma de agradecimento pela graça alcançada!
E a virgem imaculada, e a madona de cujo útero veio à luz do mundo o Salvador? Fácil : Roberta Close!
Abaixo, Jacque Chanel sendo ordenada, ungida e empoderada.
Como diria Paulo Silvino : mas isso é uma bichooona!!!
domingo, 14 de fevereiro de 2021
No Combate à Pandemia do Boiolavírus, A China Inclui (no bom sentido) Matéria Antiviadagem no Currículo Escolar
A China é a pátria do coronavírus. Mas também é terra de regime comunista das antigas. A economia chinesa pode até ter se aberto ao mundo, mas abrir o CUmunismo, jamais. Se o regime é fechado, o toba também tem que ser. Os olhos da cara podem ser rasgados, o do cu, não.
A China infectou o mundo com o coronavírus; porém, está sendo infectada pelo mundo ocidental por uma pandemia ainda pior : a da viadagem socialmente construída e imposta, lenta e sorrateiramente inoculada e infiltrada pelo discurso canalha do politicamente correto de uma ala esquerdista mais liberal, mais flexível e arrombada - feministas encruadas, suvacudas e muxibentas, defensores da ideologia de gêneros, mestres-salas e porta-bandeiras do estandarte do arco-íris etc -, que pretende demolir e tornar vergonhosa, criminosa, até, a figura do macho da espécie.
Hoje em dia, o sujeito nascer homem e exercer todos os atributos e as qualidades que seu cromossomo Y lhe confere, cumprir com a função de macho que a natureza lhe deu por missão e incumbência, e ter orgulho disso, é crime. Punível pela penas capitais da lacração e do cancelamento. Orgulho de ter a rosca frouxa, pode; de ser homem, não.
Hoje em dia, o sujeito nascer com um pau entre as pernas, ficar ereto ao ver uma gostosa e atender o chamado biológico de querer metê-lo num bom bucetão cabeludo, agora, é considerado "tóxico". Aliás, bucetão cabeludo também não pode mais, é "sujo", é "feio", "anti-higiênico e antiestético". O caralho que é! É uma delícia, isso sim!!!
Esse discurso de castração do macho e de tentativa de catequizá-lo à doutrina e à prática de escorregar no quiabo e de beijar pra trás é tão onipresente que, na maioria das vezes, ele nos passa despercebido, de tão asperso e impregnado que já se encontra no ar que respiramos.
Essa construção do "machinho" se dá por todos os flancos, essa urdidura do cara sensível às necessidades da mulher, simpático às causas sociais e ambientais, empático aos infortúnios das "minorias" e dos "vulneráveis, do cara que não conta piada de bicha, que é membro do greenpeace, que não vira o pescoço para olhar a bunda da gostosa, que sequer mija na piscina e que, claro, é um broxa irremediável (afinal um sujeito com tanta empatia e preocupação social jamais correria o risco de machucar uma buceta, ainda que, para com as próprias pregas, não demonstre mesmo cuidado e consciência social), se dá por todas as mídias, plataformas e veículos de comunicação : noticiários, novelas, filmes, livros, redes sociais, músicas e, sim e desgraçadamente, nas salas de aula.
Nas salas de aula, majoritariamente nas das redes públicas, onde as canalhas estão imunes à demissão, professoras de sociologia, filosofia, história, geografia etc - o chamado povinho da área de "humanas" - cortam e cauterizam as bolas dos sacos dos apedeutas do sexo masculino desde os seus ingressos na escola, desde as suas primeiras infâncias. Fazem-nos se sentir culpados por terem nascido homens. Martelam o tempo todo em suas cabeças (principalmente na do pau) que eles são potenciais opressores, repressores, objetificadores e agressores das mulheres. Vomitam e impõem aos meninos todas as suas frustações e recalques de mal-resolvidas que são, destilam todas as suas mágoas e seus ressentimentos por serem incapazes de segurar um macho com o que têm entre as pernas, por chatas, rançosas e "empoderadas" que são não conseguirem um pau duro para chamar de seu. Se o menino for macho e, ainda por cima, branco, aí é que ele está fodido de vez nas mãos dos "educadores" engajados e "críticos sociais" deste nosso Brasil dante mais macho e varonil. Nesse caso, ele não só é um estuprador em potencial como também o responsável por toda discriminação, racismo, homofobia e desigualdade social do país.
A emasculação social do macho não se dá apenas no terreno da ideologia, ela tem também apoio técnico-científico na sua missão, também conta com o auxílio da adição de diversos componentes, hormônios e outras substâncias químicas, sabidamente feminizantes, em alimentos e embalagens que os contêm.
A extinção do macho das antigas é um projeto muito bem engendrado. É o que eu chamo de o Complô Mundial para o Embichamento Planetário, e contra o qual eu alerto há tempos aqui no Marreta, há mais de 10 anos, como, a quem interessar possa, está exposto e fundamentado nas, entre outras, postagens abaixo.
Pois é justamente essa pandemia, a do boiolavírus, esse sim comprovadamente criado em laboratórios e nos centros acadêmicos de universidades de "ciências" humanas, que está a chegar à China, que está a contaminar os seus jovens mancebos, o principal grupo de risco do boiolavírus.
Mas na China, meus caros, ditadura vermelha das antigas, o buraco é mais embaixo.Tão embaixo e escondido e protegido que inacessível e inexpugnável à entrada não só do boiolavírus como também à de qualquer outro corpo estranho de maiores dimensões.
Digamos mal o que e o quanto queiramos do regime chinês - e estaremos certos -, mas não lhe neguemos o reconhecimento e o aplauso por sua suprema virtude : a disciplina. A disciplina e a organização que lhe é colateral. Através das quais a China é capaz de detectar precocemente o inimigo, antes que ele cause maiores estragos, e combatê-lo e rechaçá-lo rápida e eficazmente. Erradicá-lo.
O alerta epidemiológico do crescente surto do boiolavírus entre os jovens chineses foi dado pelo conselheiro político e presidencial Si Zefu, cujos olhos, não obstante serem oblíquos, não são obtusos, enxergam longe.
Si Zefu externou sua preocupação a respeito da boiolagem adquirida dos jovens chineses (descrevendo-os como "delicados, covardes e afeminados") ao presidente Xi Jinping, que cobrou medidas urgentes e severas do Ministério da Educação Chinês. No que foi atendido prontamente : os burocratas chineses da educação criaram a Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino.
Valha-me São Bolsonaro!!!!
A medida, entre outras coisas, obrigará, em breve, os governos locais a contratarem mais professores homens para as escolas, tidas como um ambiente excessivamente feminino. Um aumento de homens no quadro docente, segundo Si Zefu, ajudará a "combater o problema", que considera como "uma ameaça ao desenvolvimento e à sobrevivência da nossa nação".
De fato, as escolas são ambientes predominante femininos e, logo, feminizantes, emasculadores, o menino não tem, ou tem pouquíssimas, referências masculinas, só escuta um lado da história, e nele é doutrinado.
Sobretudo, professores homens de educação física, de preferência ex-atletas, para promover o "desenvolvimento vigoroso" de esportes de macho feito o futebol, e não aulas de bordado e ikebana, a fim de "cultivar a masculinidade dos alunos homens" e "melhorar a saúde física e mental deles". De novo, corretíssimo o conselheiro Si Zefu. Tem que elevar a autoestima do macho, reacender nele o orgulho de carregar um pau entre as pernas.
Há algum tempo que Si Zefu vem demonstrando preocupação com o fato de que figuras atléticas fortes não são mais tomadas como modelo e padrão de masculinidade, sendo trocadas, muitas vezes, por figuras de celebridades afrescalhadas e andróginas, como os astros do gênero musical K-Pop.
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| Mocinhas e "moçoilas" chinesas do K-Pop |
Pois eu sugiro que, além do aumento de professores homens e de atividades de macho, o governo chinês inclua revistas suecas de sacanagem no material escolar do apedeuta macho. Revistas suecas e "catecismos" do Carlos Zéfiro.
É o kit macho das antigas, opondo-se ao KIT GAY que o PT quis distribuir para alunos de 7 a 10 anos de nossas escolas públicas lá pelos idos de 2010, 2011. Que se abra a mochila do chinesinho e estejam lá os livros de matemática, de chinês, de ciências etc e revistinhas de putaria.
Que seja incentivada, nas aulas de educação sexual, a quase perdida arte da punheta entre os jovens. Que, no mínimo, três vezes por dia, o chinês largue de seu celular por cinco minutinhos e soque uma bronha. Só não vale enfiar o dedo no cu. Só não pode se eletrizar com um fio-terra.
É claro que o anúncio da tão necessária Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino não foi bem recebido pelos ativistas e passivistas (principalmente) das redes sociais. Novidade nenhuma. A internet, como bem o disse Umberto Eco, é o reino dos idiotas. E, digo eu, o ducado da viadada.
"Os meninos também são humanos… sendo emocionais, tímidos ou gentis, essas são características humanas", escreveu uma pessoa na plataforma de microblog Weibo. Escreveu e não disse porra nehuma.
"Do que os homens têm medo? Ser igual às mulheres?", protestou outra usuária do microblog. Nem é questão de medo, é questão de senso. De fato, não há nada de mais, muito menos de depreciativo, antes pelo contrário até, em ser igual a uma mulher : desde que se tenha nascido com dois cromossomos X, útero e uma fenda do bíquini no meio das pernas.
Uma vez que estamos a importar a CoronaVac da China, proponho que o Governo Federal negocie um combo imunitário com o governo chinês. Que, junto à CoronaVac, para ser aplicada na velharada, também recebamos a BoiolaVac, para ser inoculada em nossos jovens, que importemos o programa educacional do macho chinês para implantá-los em nossas escolas.
Si Zefu morreria de AVC da cabeça da rola se soubesse quantos alunos já me disseram que depilavam pernas, peito e saco porque namoradas, mães e professoras lhes diziam que pelo é "feio e anti-higiênico".
A importação da BoiolaVac deverá ser de inteira e exclusiva responsabilidade do Governo Federal, do intrépido Bolsonaro, pois o João Dória, governador de SP, tenho certeza, não importaria a vacina. Nem mooooorta! Não daria esse tiro no pé!
Pãããããããta que o pariu!!!!
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Sim. Somos um País de Maricas.
O intrépido Bolsonaro bem que tentou. Todos vimos e somos testemunhas de que ele tentou. Contra a sua natureza de macho das antigas, Bolsonaro tentou e se esforçou em adotar uma postura e um tom mais comedidos em suas aparições e em seus pronunciamentos - talvez o fugaz vislumbre de uma trégua e do início de uma política de boa vizinhança com certas alas da política e da grande mídia. Tentou ser mais manso, mais contido, mais moderado. Tentou sorrir e parecer simpático àqueles cujo desejo é o de esganar. Tentou ser mais político, na pior acepção da palavra. Tentou, enfim, ser um fingidor; adjetivo que só cabe ao poeta, que, no fundo, é um maricas.
Mas há um limite para tudo e para todos. Mais ainda para a paciência e para a boa vontade de um macho das antigas. Bolsonaro não recebeu nenhuma contrapartida positiva de seus adversários políticos e da grande mídia por sua incipiente e canhestra polidez. Antes pelo contrário, só chumbo grosso e perfídias e trairagens estão a despontar e a raiar em seus horizontes.
O ex-juiz Sérgio Moro, a quem Bolsonaro confiou o mais alto cargo da Justiça do país, não só deixou o cargo cuspindo no prato em que comeu, dizendo que possuía provas contra graves improbidades cometidas pelo Presidente, sem, no entanto, nunca ter apresentado nenhuma, como agora, aparentemente, pretende lhe fazer frente nas eleições de 2022, coligando-se ao mauricinho global Luciano Huck. Não bastasse, vem sendo também aventada a possibilidade da candidatura do general Hamilton Mourão para 2022, por algum partido do centrão. Até tu, Mourão? Militar das antigas a quem Bolsonaro condecorou como o seu segundo-em-comando.
Pois ele voltou! O Mito voltou novamente! Bolsonaro mandou às favas e à merda qualquer possibilidade de alianças políticas futuras e de ser elogiado pelo William Bonner em horário dantes mais nobre da televisão brasileira. Mandou à puta que o pariu o comedimento e o centrão de Rodrigo "Nhonho" Maia, o Marquês de Rabicó da Câmara dos Deputados. Pois deles, do comedimento e dos mercenários de nossa política, Bolsonaro não precisa. Nunca precisou.
Amado por uns, odiado por outros tantos, o fato, queiramos ou não, é que Bolsonaro perpetrou uma façanha notória e inédita na história política do país : elegeu-se Presidente da República sem ter feito nenhum acordo, coligação ou conchavo com ninguém; nem com outros partidos nem com empreiteiros nem com os poderosos e onipresentes canais de televisão. Bolsonaro se fez Presidente sozinho. E sozinho, mostra agora, continuará a se fazer. Bolsonaro envergou a faixa presidencial ao peito sem dever absolutamente nenhum favor de campanha, sem ter leiloado pastas e ministérios como garantia de apoio político.
No país do homem cordial, onde a troca de favores e, mais ainda, de favorecimentos é a moeda corrente, muito melhor cotada que o dólar e o euro, é inadmissível que alguém chegue à Presidência da República sem dever nada a ninguém, sem ter o rabo preso e comprometido com a canalhada da Câmara e do Senado. Essa é a grande mágoa, o grande ranço do establishment político, econômico e midiático contra Bolsonaro, saber que ele chegou lá sem pedir as bençãos deles. O resto, o resto é pretexto, é subterfúgio, são desculpas esfarrapadas, é birra e esperneio de quem foi alijado da mamata a que estava habituado.
Bolsonaro voltou a ser Bolsonaro. E voltou com tudo. Sem economizar munição de sua metralhadora giratória de uso exclusivo das Forças Armadas. Ontem, em poucas palavras, que Bolsonaro não é homem de lero-lero nem de vem cá que eu também quero, o Capitão estarreceu jornalistas, comentaristas políticos, articulistas e outros VPC (viadinhos politicamente corretos). Mostrou que Bolsonaro ainda é Bolsonaro. Que é só o que ele sabe ser.
Sobre a gripe chinesa, sobre o comunavírus, o Messias lascou : "A pandemia foi superdimensionada". Será? Será que a pandemia chinesa foi mesmo superdimensionada pelas lentes distorcidas e sempre mal-intencionadas dos meios de comunicação dominantes?
O prefixo super-, do latim, quer dizer "sobre", "além de", "acima de". Porém, não especifica o quão acima, o quão SUPERior. Aos afeitos aos quadrinhos, como um dia eu fui, é mais que conhecido e recorrente o termo super-humano, alguém com dotes e atributos além dos humanos, acima deles. E pode ser aplicado desde ao Super-Homem, capaz de arrancar um planeta de sua órbita com um único soco, até ao Capitão América, um atleta anabolizado pelo supersoro, bem treinado e disciplinado pra cacete e que consegue levantar, segundo o site marvel.fandom.com, 360 kg. O termo super, portanto, abrange uma larga gama de possibilidades.Valendo-me, pois, da inespecificidade do prefixo super e, por conseguinte, de sua enorme plasticidade, digo-vos que sim, digo-vos que a pandemia foi superdimensionada.
O vírus existe, é claro. Foi bem criado. A pandemia e o comunavírus são, sem dúvida ou qualquer questionamento, dignos de atenção, apreensão e vigilante prevenção. Mas serão dignos de todo esse alarde, alarmismo e terrorismo midiático ao qual estão a nos submeter nos últimos seis ou mais meses? Duvido muito. Dignos da implosão e do sucateamento da economia? Duvido mais ainda. Alguns setores não só continuaram em atividade como até experimentaram uma expansão durante a pandemia; a exemplos, os supermercados e o ramo das reformas residenciais e prediais. Será que houve um número maior de contaminados e de mortos entre os trabalhadores dos serviços ditos essenciais do que entre os que ficaram em home office ou entre os que perderam seus empregos? Duvido muito que pesquisas tenham sido feitas a esse respeito. Se alguns serviços foram mantidos, tomando-se os devidos cuidados, por que não todos? Não sei em que grau do amplo espectro abarcado pelo prefixo super Bolsonaro coloca o superdimensionamento da pandemia, mas que ela foi superdimensionada, foi.
Bolsonaro seguiu dizendo : "A manchete amanhã. ‘Não tem carinho, não tem sentimento’. Tenho sentimento com todos que morreram. Tudo o que eu falei sobre o vírus lá atrás, e eu apanhava como um cão sarnento em porta de igreja, se comprova que é verdade agora. Até a isenção de impostos para vitamina D. Isolamento vertical, que não podia ser daquela forma. ‘Fique em casa, economia a gente vê depois’ –afundaram vocês".
Nesse caso, na primeira parte, quando diz que, ao contrário do que pensam dele, ele lamenta os 160 mil mortos pelo vírus chinês, Bolsonaro mente. Como eu também mentiria caso dissesse o mesmo. Como também vocês, meus cada vez mais minguados leitores, a não ser que tivessem vítimas da Covid-19 entre os seus entes queridos, estariam a mentir se afirmassem o mesmo. Até, e principalmente, o VPC que dissesse sentir empatia não só pelos mortos como por toda a humanidade e quiçá pelo planeta estaria mentindo. Ninguém sente ou lamenta, de fato, a perda do outro, que lhe é desconhecido e distante. Não existe isso de empatia pela dor do semelhante. Aliás, nem existe essa balela de empatia. Que tal sublime e tão apregoado sentimento é fake, é uma construção social. É mais uma invenção do serumaninho sensível e civilizado, geralmente um inútil e um perdedor, que, muito mais interessado do que em ajudar com o fardo do infortúnio alheio, está a querer é que se apiedem e se condoam de seus fracassos. Que tal reação, tal desconforto que nos acomete frente às tragédias daqueles que não nos são próximos não é empatia. É medo. É cagaço de que ela, a tragédia, venha também bater à nossa porta e às dos nossos. É o alarme de nosso instinto de sobrevivência. Este sim, um sentimento natural, gravado a ferro, fogo, adenina, timina, guanina e citosina no nosso DNA e no de todas as outras espécies. Mas até o necessário ditame biológico de primeiro sobreviver para depois, se for o caso, salvar o outro é tido hoje como politicamente incorreto. Foi, assim, esse alarme biológico, conspurcado e transformado em empatia. O Zezinho morreu de Covid-19 lá no Acre. Ficou triste por ele? Sentiu empatia? O caralho. Ficou é com medo. Ficou em alerta pela possibilidade de também acontecer com você. Como eu disse, nessa parte, Bolsonaro mentiu.
Acertou em cheio, no entanto, na sequência, acertou que a vida não pode parar em detrimento dos mortos, que os vivos não podem se acovardar e estagnar frente a iminência da morte. Acertou na mosca, o Mito. Ora porra, estamos na iminência da morte desde o momento em que fomos dados à luz. Antes disso, até. Estamos na iminência da morte desde o instante de nossa fecundação no útero, desde o momento em que o espermatozoide do pai fez fiu-fiu, passou uma cantada no óvulo da mãe e este, ao invés de processá-lo por assédio sexual, se abriu e se arreganhou para ser penetrado. Desde que éramos um inocente zigoto estávamos na iminência da morte. Poderíamos não nos ter bem fixado ao endométrio materno, poderíamos ter nos mal dividido e malformado. Poderíamos ter sofrido um aborto, espontâneo ou praticado por alguma feminista que defende a vida dos bebês-focas e bebês-tartarugas e é militante convicta do fetocídio humano. Vivemos na iminência da morte. E se a vida é sagrada (há controvérsias), mais sagrados ainda os meios que permitem a sua manutenção, as atividades econômicas, no caso. Parar com a vida pela iminência da morte? Por isso? Só por isso? Melhor seria que nem a tivéssemos começado.
E se a porcentagem de infectados e de mortos pelo vírus chinês na população brasileira é superior à maioria dos outros países, a culpa também não é de Bolsonaro. É da falta de educação congênita do brasileiro. O brasileiro tem orgulho de ser grosseirão e mal-educado. Valoriza o "jeitinho" e despreza toda e qualquer regra (regra, para ele, é autoritarismo), não tem nenhum respeito pela ordem, hierarquia ou disciplina. Eu mesmo, durante esta pandemia, no mercado em que me abasteço, tive que, por várias vezes, discutir com pessoas atrás de mim na fila do açougue, dos frios, do hortifruti, do caixa etc e fazê-las observar e obedecer às marcas de distanciamento impressas no chão. Todos me fizeram cara de cu. Um até tentou acalorar a discussão, mas foi aconselhado a não pelo atendente do balcão, que ameaçou chamar o segurança caso ele não respeitasse as marcações. Culpa do Bolsonaro, a escrotice desse sujeito? Que é aquele tipo de verme que faz churrasco na calçada de casa e bota sertanejo universitário no máximo volume para incomodar a vizinhança? Culpa do Bolsonaro, o sujeito ser o tipo de verme que eu, caso possuísse os supracitados atributos super-humanos, a todos de sua lais exterminaria? Não, claro que não. A eleição de Bolsonaro para a Presidência da República pode até ser um reflexo dessa falta de educação do brasileiro. Um dos efeitos dela; jamais a causa.
Para fechar com chave de ouro e coroar o bolo com rutilante e rubra cereja, o Capitão disparou : "Tem que acabar com esse negócio, pô. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas, pô".
Somos mesmo um país de maricas? Sim, somos. Não éramos. Nem sempre fomos. Broncos, chucros, ignorantes, iletrados prepotentes, sim, sempre fomos um país de. De maricas, começamos a ser quando nos passou a ser conveniente, vantojoso e mesmo lucrativo. Começamos a nos tornar um país de maricas a partir da Constituição de 1988, a malfadada "Constituição Cidadã", a maldição nos legada pelo safado do Ulysses Guimarães.
Carta Magna que abre suas páginas nos declarando todos iguais perante a lei, para depois, logo em seguida, fragmentar-se, segmentar-se e promover a segreção favorável de certos grupos da população em Estatutos especiais. Estatutos, estes, que são verdadeiras cartilhas de criar indolentes, vagabundos, moleirões e encostados de todos os tipos. Estatutos, estes, que são verdadeiros bunkers a blindar os seus escolhidos de todas as adversidades e contrariedades da vida; inclusive e sobretudo a de ter que trabalhar, de ter que pegar no batente.
A partir da promulgação da desgraça desta Constituição, todo mundo começou a se autodeclarar vítima de alguém ou de alguma coisa, todo mundo começou a querer um estatuto para chamar de seu. Viramos, sim, em pouco mais de três décadas, um país de vitiminhas, de ofendidinhos, de melindrados, de coitadinhos, de mimizentos, de frouxos, que barganham facilmente os seus brios e dignidade por qualquer esmola governamental. Ou seja : um país de mariquinhas.
Em certos ambientes sociais, é muito benquisto o cara que se declara fraco e em posição de vulnerabilidade, o maricas que, ao invés de tomar as rédeas da própria vida nas mãos e virar gente, prefere viver da comiseração alheia - e dos impostos alheios também, é claro. Ser maricas hoje em dia no Brasil é legalmente vantajoso e bem visto socialmente. É a viadagem institucional.
Sim, Bolsonaro está certo. Somos um país de maricas. Temos que parar de sê-lo? Sim. Deixaremos de sê-lo? Duvido muito.
Nesse caso, na primeira parte, quando diz que, ao contrário do que pensam dele, ele lamenta os 160 mil mortos pelo vírus chinês, Bolsonaro mente. Como eu também mentiria caso dissesse o mesmo. Como também vocês, meus cada vez mais minguados leitores, a não ser que tivessem vítimas da Covid-19 entre os seus entes queridos, estariam a mentir se afirmassem o mesmo. Até, e principalmente, o VPC que dissesse sentir empatia não só pelos mortos como por toda a humanidade e quiçá pelo planeta estaria mentindo. Ninguém sente ou lamenta, de fato, a perda do outro, que lhe é desconhecido e distante. Não existe isso de empatia pela dor do semelhante. Aliás, nem existe essa balela de empatia. Que tal sublime e tão apregoado sentimento é fake, é uma construção social. É mais uma invenção do serumaninho sensível e civilizado, geralmente um inútil e um perdedor, que, muito mais interessado do que em ajudar com o fardo do infortúnio alheio, está a querer é que se apiedem e se condoam de seus fracassos. Que tal reação, tal desconforto que nos acomete frente às tragédias daqueles que não nos são próximos não é empatia. É medo. É cagaço de que ela, a tragédia, venha também bater à nossa porta e às dos nossos. É o alarme de nosso instinto de sobrevivência. Este sim, um sentimento natural, gravado a ferro, fogo, adenina, timina, guanina e citosina no nosso DNA e no de todas as outras espécies. Mas até o necessário ditame biológico de primeiro sobreviver para depois, se for o caso, salvar o outro é tido hoje como politicamente incorreto. Foi, assim, esse alarme biológico, conspurcado e transformado em empatia. O Zezinho morreu de Covid-19 lá no Acre. Ficou triste por ele? Sentiu empatia? O caralho. Ficou é com medo. Ficou em alerta pela possibilidade de também acontecer com você. Como eu disse, nessa parte, Bolsonaro mentiu.
Acertou em cheio, no entanto, na sequência, acertou que a vida não pode parar em detrimento dos mortos, que os vivos não podem se acovardar e estagnar frente a iminência da morte. Acertou na mosca, o Mito. Ora porra, estamos na iminência da morte desde o momento em que fomos dados à luz. Antes disso, até. Estamos na iminência da morte desde o instante de nossa fecundação no útero, desde o momento em que o espermatozoide do pai fez fiu-fiu, passou uma cantada no óvulo da mãe e este, ao invés de processá-lo por assédio sexual, se abriu e se arreganhou para ser penetrado. Desde que éramos um inocente zigoto estávamos na iminência da morte. Poderíamos não nos ter bem fixado ao endométrio materno, poderíamos ter nos mal dividido e malformado. Poderíamos ter sofrido um aborto, espontâneo ou praticado por alguma feminista que defende a vida dos bebês-focas e bebês-tartarugas e é militante convicta do fetocídio humano. Vivemos na iminência da morte. E se a vida é sagrada (há controvérsias), mais sagrados ainda os meios que permitem a sua manutenção, as atividades econômicas, no caso. Parar com a vida pela iminência da morte? Por isso? Só por isso? Melhor seria que nem a tivéssemos começado.
E se a porcentagem de infectados e de mortos pelo vírus chinês na população brasileira é superior à maioria dos outros países, a culpa também não é de Bolsonaro. É da falta de educação congênita do brasileiro. O brasileiro tem orgulho de ser grosseirão e mal-educado. Valoriza o "jeitinho" e despreza toda e qualquer regra (regra, para ele, é autoritarismo), não tem nenhum respeito pela ordem, hierarquia ou disciplina. Eu mesmo, durante esta pandemia, no mercado em que me abasteço, tive que, por várias vezes, discutir com pessoas atrás de mim na fila do açougue, dos frios, do hortifruti, do caixa etc e fazê-las observar e obedecer às marcas de distanciamento impressas no chão. Todos me fizeram cara de cu. Um até tentou acalorar a discussão, mas foi aconselhado a não pelo atendente do balcão, que ameaçou chamar o segurança caso ele não respeitasse as marcações. Culpa do Bolsonaro, a escrotice desse sujeito? Que é aquele tipo de verme que faz churrasco na calçada de casa e bota sertanejo universitário no máximo volume para incomodar a vizinhança? Culpa do Bolsonaro, o sujeito ser o tipo de verme que eu, caso possuísse os supracitados atributos super-humanos, a todos de sua lais exterminaria? Não, claro que não. A eleição de Bolsonaro para a Presidência da República pode até ser um reflexo dessa falta de educação do brasileiro. Um dos efeitos dela; jamais a causa.
Para fechar com chave de ouro e coroar o bolo com rutilante e rubra cereja, o Capitão disparou : "Tem que acabar com esse negócio, pô. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas, pô".
Somos mesmo um país de maricas? Sim, somos. Não éramos. Nem sempre fomos. Broncos, chucros, ignorantes, iletrados prepotentes, sim, sempre fomos um país de. De maricas, começamos a ser quando nos passou a ser conveniente, vantojoso e mesmo lucrativo. Começamos a nos tornar um país de maricas a partir da Constituição de 1988, a malfadada "Constituição Cidadã", a maldição nos legada pelo safado do Ulysses Guimarães.
Carta Magna que abre suas páginas nos declarando todos iguais perante a lei, para depois, logo em seguida, fragmentar-se, segmentar-se e promover a segreção favorável de certos grupos da população em Estatutos especiais. Estatutos, estes, que são verdadeiras cartilhas de criar indolentes, vagabundos, moleirões e encostados de todos os tipos. Estatutos, estes, que são verdadeiros bunkers a blindar os seus escolhidos de todas as adversidades e contrariedades da vida; inclusive e sobretudo a de ter que trabalhar, de ter que pegar no batente.
A partir da promulgação da desgraça desta Constituição, todo mundo começou a se autodeclarar vítima de alguém ou de alguma coisa, todo mundo começou a querer um estatuto para chamar de seu. Viramos, sim, em pouco mais de três décadas, um país de vitiminhas, de ofendidinhos, de melindrados, de coitadinhos, de mimizentos, de frouxos, que barganham facilmente os seus brios e dignidade por qualquer esmola governamental. Ou seja : um país de mariquinhas.
Em certos ambientes sociais, é muito benquisto o cara que se declara fraco e em posição de vulnerabilidade, o maricas que, ao invés de tomar as rédeas da própria vida nas mãos e virar gente, prefere viver da comiseração alheia - e dos impostos alheios também, é claro. Ser maricas hoje em dia no Brasil é legalmente vantajoso e bem visto socialmente. É a viadagem institucional.
Sim, Bolsonaro está certo. Somos um país de maricas. Temos que parar de sê-lo? Sim. Deixaremos de sê-lo? Duvido muito.
em tempo : e teve um singelo recadinho até para o recém-eleito Joe Biden, que nem se sentou ainda à Casa Branca e já está querendo meter o bedelho na Amazônia : "Assistimos a um grande candidato a chefia de Estado (Biden) dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil (...) Apenas na diplomacia não dá (...) Quando acaba a saliva tem que ter pólvora".
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