A Argentina também tem a sua música motivacional para a conquista da Copa do Qatar. Também tem o "70 neles" lá deles. É o hit Muchachos. Uma versão da música Muchachos, esta noche me emborracho, da banda portenha La Mosca Tsé-Tsé - adorei o nome.
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domingo, 18 de dezembro de 2022
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
Argentina X Croácia
A musa croata, a peitudíssima Ivana Knoll, foi banida dos estádios da Copa por autoridades cataris após o jogo em que a Croácia arrebentou as pregas da selecinha do Neymar. Suas vestimentas atentam contra os costumes locais. O banimento já é válido para a partida de hoje, logo mais às 16 horas, contra a Argentina.
Diante do que só me resta a opção de retomar a minha tradição de todas as Copas : torcer para a Argentina.
domingo, 11 de dezembro de 2022
A Croácia Bate um Bolão - Dois Bolões!!!
É notório que o Leste Europeu foi agraciado com as mais belas mulheres do planeta. E as mais peitudas, também. Com vocês, Ivana Knoll, musa e amuleto da sorte da seleção croata.
E vocês querendo que eu torcesse mesmo para quem? Pro Brasil? Romperei até com a mais antiga das minhas tradições futebolísticas : nem para a Argentina, vou torcer mais nessa Copa!!!
E vejam o nível não só de acefalamento e lobotomia causado pelo uso dos celulares, mas também o de emasculação. Uma gostosa dessa bem à frente e ao lado e os homens da foto estão com as vistas fixas em seus celulares. Eu só os perdoaria em uma situação : se eles já tivessem tirado um monte de fotos do bundão e das jabulanis da musa e as estivessem enviando, no momento do registro, para os amigos, para fazer-lhes inveja.
Com uma musa dessa, na idade em que estou, eu não garanto um hexa, não. Mas que um tricampeoanato, eu abiscoito, isso eu abiscoito. Pããããâãããta que o pariu!!!!
sexta-feira, 9 de dezembro de 2022
Eu Vejo o Futuro Repetir o Passado
Pãããããããta que o pariu!!!! Anteontem mesmo, eu postei aqui sobre minhas reminiscências da Copa do Mundo de 1986! Quando o Brasil levou no toba da francesada, entubaram legal um baguete : nos pênaltis. 5 x 4. Sócrates, Zico, monstros sagrados da pelota, erraram o que até eu acerto, pênaltis. O cara tem um portal de 7,32 m à sua frente e está a uma distância de 11 metros desse buraco para acertar uma bola com um diâmetro de 22 cm dentro dele. E erra! O cara ganha milhões e milhões para chutar bola. E erra um pênalti. Se a seleção de futebol fosse a de basquete, só perderia de zero.
Seria algo como eu dizer que a lei da segregação dos fatores é chamada também de a 1ª Lei de Newton, e não de Mendel. Imperdoável.
A seleção brasileira de futebol sempre se fode nos pênaltis - para a minha alegria, é claro. Acho que os caras são tão arrogantes, tão pernósticos, que nem treinam cobrança de pênalti em seus coletivos. Acham mesmo que são os picas da galáxia e desconsideram a possibilidade de terem que chegar aos pênaltis.
Hoje, diferente de 1986, não subi ao telhado, moro num prédio de 15 andares, assisti ao jogo.
Meu filho, que também não gosta de futebol nem de igrejas - isso eu consegui passar pra ele; agora só falta ele gostar de ler e estudar -, reclamou o tempo todo da chatice do jogo. É que ele ainda não bebe. Noventa minutos de zero a zero. Aos 106 minutos, a desgraça do Neymar faz um gol. Poderia ter sido qualquer outro, eu não ligaria. Mas não ele. No segundo tempo da prorrogação, Santa Kolinda, a santa padroeira e gostosa-mor da Croácia, jogou suas bençãos sobre a seleção xadrez e um cara lá empatou. Urrei de alegria aqui. Até porque eu tinha ainda um latão pra tomar e se o jogo acaba na prorrogação, ia ter que deixá-lo para depois.
Pelo whatsapp, meu amigo e corno Fernandão profetizou : agora eles vão chutar tudo pra fora. Não deu outra. Perderam dois pênaltis em quatro cobranças. A Croácia encaçapou os quatro! No cu! Tudo no cu!
Sai à sacada e gritei aos quatro ventos : perderam!!! perderam!!!! E dei uma gargalhada alta. De fazer inveja ao Coringa. Ao Mefistófeles.
Aliviado pelo término do jogo, meu filho perguntou se podia mudar de canal, ver lá os desenhos dele, afinal, só estava aparecendo os jogadores chorando, o Galvão se lamentando etc. Falei que não. - Mas o jogo já acabou - ele disse.
- E você acha que eu vejo o jogo por quê? Por que eu gosto? Vejo pela possibilidade de ver esses cornos chorando, se lamentando pelo talento que julgam ter, só que não. Essa é a melhor parte do jogo pra mim, são os lances mais aguardados por mim - respondi. Assisti a mais uns 10 minutos de chororô e vim pra cá, registrar meu júbilo.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2022
A Copa do Mundo de 1986
Como prática meramente desportiva e recreativa, nada tenho contra o ludopédio. É uma atividade física com regras ilógicas como qualquer outra, basquete, vôlei, tênis, handebol, beisebol etc.
Tanto que, em criança, já joguei muita bola em campinhos improvisados em terrenos baldios e mesmo na rua, traves de lata de óleo, ralando o joelho no asfalto. Colocavam-me sempre no gol, é claro. E eu até que era bom, defendia pênaltis e tudo. Que o diga meu amigo Marcellão, que nunca conseguiu penetrar a minha defesa. E nenhuma outra coisa, também. Que calcanhares frouxos, quem tem é o Aquiles. Valha-me São Jotabê!
Também joguei muito futebol de botão. Possuía os times do Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Grêmio, Botafogo de Ribeirão Preto. Na verdade, eu gostava muito mais de confeccionar os goleiros do que a partida em si. Não usávamos o goleiro que acompanhava os botões, uma espécie de escudo plástico acoplado a uma longa haste, para que o mesmo fosse movimentado dentro do gol. Enchíamos caixas de fósforos com areia ou pedras, encapávamos com papel e colávamos o emblema do clube nelas.
Aliás, enchiam de areia e pedras, os outros. Eu pegava (surrupiava, mesmo) aqueles pequenos lingotes de chumbo usados no balanceamento de pneus dos automóveis e, usando a chama de uma lamparina à álcool, item integrante do meu laboratório de química Guaporé, derretia-os em panelinhas de alumínio dos brinquedos de casinha da minha irmã. Vertia o chumbo para a caixinha e pronto.
Porém, o que eu nunca entendi desde criança (na época, eu só não entendia; hoje, incomoda-me profundamente) nem era o gosto popular pelo futebol, sim a devoção aos times, a idolatria aos jogadores. O fanatismo.
Meu pai me arrastava para o estádio de futebol do Comercial F.C. muitas vezes com ele. Eu não via sentido nenhum - e continuo não vendo - naquela gritaria, naquela comoção toda quando uma bola ia para fora, batia na trave, balançava as redes. Só sabia que, naquele exato momento, estava a passar o Festival Jerry Lewis na TV.
Eu, então, encaramujava-me num outro mundo, sublimava o entorno. Distraía-me com uma formiga que andasse pelo cimento rachado da arquibancada, com a habilidade do cara do amendoim, que acertava sempre a mão do cliente, com o quero-quero atrás do gol, com um avião que passasse.
Amigos da escola e vizinhos, todos eles, sabiam as escalações de seus times, a posição de cada jogador, a classificação na tabela. Eu, por outro lado, demorei até pra entender o que significava o time “jogar em casa”. Eles colecionavam álbuns de figurinhas de jogadores, empenhavam-se em fragorosas batalhas de “bater bafo” para conquistar cromos que lhes faltavam. Eu colecionava selos, chaveiros, tampinhas de garrafa e besouros reluzentes e envernizados.
Nunca entendi a paixão por clubes e jogadores; a paixão no significado mais castiço de sua origem etimológica, pathos, doença. Nasci imune ao futebol e às religiões, que são, no fundo, a mesma coisa. E olhem que era uma época em que os ídolos da pelota eram pessoas que, ao menos em público, portavam-se com decência e compostura, podendo servir mesmo de modelos para a meninada. Zico, Falcão, Sócrates, Rivelino, Ademir da Guia, Emérson Leão. Imaginem, então hoje, na era Neymar? Na era da ostentação de riqueza e, sobretudo, de falta de caráter? Aí é que não posso mesmo compactuar.
Lembro-me bem - e, enfim, o motivo da postagem - da Copa do Mundo de 1986, no México. Eu contava com 18 para 19 anos de idade. Foi um tormento. A última conquista de título da seleção fora em 1970, a do tricampeonato, a da Jules Rimet. Para incentivar os atletas e a torcida, não sei se a Globo, ou se a própria CBF, sei lá, lançaram um jingle, uma vinheta musical, a 70 Neles! Interpretada pela finada Gal Costa : Ô, ô, ô,ô, ô,ô,ô,ô, Um grito novo a torcida uniu, 70 neles, 70 neles, 70 neles outra vez Brasil.
A todo momento, em todos os lugares, aquela desgraça tocava. Na televisão, era fácil, eu desligava e pronto, nunca fui muito chegado em televisão. O problema era nas rádios FMs. Na época, sem grana para comprar LPs, eu me abastecia de músicas nas FMs, gravava-as em fitas cassetes. Tenho 42 delas ainda, guardadas numa gaveta. Minha base de operações era um 3 em 1 da Panasonic. Para quem não viveu esse período, o 3 em 1 era um aparelho de som que reunia toca-discos, gravador e rádio AM e FM num único módulo. Punha a fita cassete na posição, abaixava os botões play e rec, acionava a tecla pause e ficava de campana, à espera da música que queria gravar. Quando, depois de muita espera, até de dias, às vezes, a música começava, tinha que estar perto, reconhecer a música logo no início, ser rápido no gatilho e destravar a pausa.
Pois durante a duração da Copa, não consegui gravar uma única música de forma decente, na íntegra. A fita estava lá, registrando a música e, do nada, o filho da puta do locutor soltava a vinheta da Copa, 70 neles, 70 neles, 70 neles outra vez, Brasil. Aguentei quase um mês dessa merda. Mas minha vingança chegaria. Eu nem sabia disso ainda, mas chegaria.
Brasil x França. Brasil eliminado nos pênaltis. 4 x 5. Não vi o jogo. Passei a maior parte do tempo em cima do telhado de casa - a última habitação térrea em que morei. Morávamos numa rua paralela e quatro quarteirões acima de uma grande avenida, pela qual, nos dias de jogo do Brasil, uma romaria de carros embandeirados passava em direção aos bares, restaurantes, lojas de conveniência. E eu ficava lá, empoleirado, observando aquela procissão sem sentido e aproveitando o vento frio de julho - sim, eu era estranho (era?). Às vezes, levava até um livro ou um gibi para o meu ninho de águia.
Nesse dia, só desci quando os gritos de desilusão e os lamentos da vizinhança começaram a chegar aos meus ouvidos. Foi quando fiquei ciente da eliminação da seleção pela França. Meu pai e meu irmão mais novo, tristes, inconformados. Minha mãe na cozinha, cuidando da vida, também cagando e andando pra seleção.
Nada fora premeditado. A ideia me veio de estalo. A hora da minha vingança era aquela. Não titubeei : tirei o telefone do gancho e disquei o número da Clube FM. Quando ligava para pedir uma música, em 95% das vezes, dava ocupado. Mas não naquele dia. Ninguém queria ouvir música. Logo me atendeu um locutor sem aquela animação idiota na voz, própria de seu ofício.
- Quero pedir uma música - falei.
- Que música você gostaria de ouvir? - perguntou-me com voz de velório.
- 70 Neles!!!! - gritei exultante.
O filho da mãe desligou na minha cara. O sujeitinho mal-educado.
em tempo : eu me lembrava apenas do refrão da música, então, fui ao Google para achá-la na íntegra e caí no videoclipe veiculado na TV. É uma pérola. Uma raridade. Um verdadeiro arquivo do que eram aos anos 1980, tempo de machos das antigas e nos quais o patrulhamento politicamente correto das feminazis e outra minorias ainda nem sonhava em nascer, ótimos tempos. O clipe vale a visita. A música, como já deu pra ver, é uma merda, mas as imagens são a cara do Brasil, são a quintessência do tripé de nosso patrimônio cultural : futebol, praia e gostosas! Tem uma gostosa jogando futevôlei em um sumário fio-dental enfiado no rego. E dá-lhe close da câmera na bunda e no bucetão!!! E a voz e o rosto da Gal aparecendo ao fundo. Fosse hoje, fariam com a Gal o que deus acabou de fazer. Cancelariam-na.
sábado, 3 de dezembro de 2022
Camarão no Cu da Selecinha é Refresco
Camarão-pistola 1 x 0 Canarinho Pistola
Logo cedo, na escola, os fanáticos pela selecinha já estavam com aquelas piadas de tiozão do churrasco sobre o jogo de ontem, contra a República dos Camarões. Um véio lá, pra todo professor(a) que ia chegando, ele falava : - hoje vai ter camarão na moranga. E se o descuidado perguntasse, onde? Ele respondia rindo, no Qatar, às 4 da tarde.
Outro se lembrou da antiga música dos Originais do Samba, Tragédia no Fundo do Mar, popularizada pelo nome O Assassinato do Camarão : assassinaram o camarão, assim começou a tragédia no fundo do mar... vou dar um pau nas piranhas lá fora... E ficava assoviando a melodia. Valha-me São Mussum!!!
Eu me lembrei da Egotrip, da Blitz, muito mais específica para o caso : ninguém entendeu, quando o dia amanheceu, os dois pelados na Praça da Bandeira cantando um samba da Mangueira, e quando chegaram os camburões, saíram assoviando o Hino da República dos Camarões. Lembrei, mas não fiquei cantando ou falando dela feito um besta. Tenho a decência de manter as minhas lembranças só para mim. E para o blog, claro.
Camarão na moranga é o caralho!!! O que teve foi o canarinho pistola à passarinho. No espeto!
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