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quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Túmulos Violados

Há pessoas que vivem por anos, até pelo resto de suas vidas, com fragmentos metálicos alojados em seus corpos, muitas vezes acomodados em regiões vitais, crânio, tórax, coluna cervical, e cujas remoções cirúrgicas oferecem mais riscos do que, simplesmente, deixá-los lá, quietinhos. E eles são deixados lá, quietinhos .
Volta e meia, porém, fazem-se lembrar por seus donos, fazem-se saber que ali ainda fazem morada. Basta um movimento mais brusco, menos cuidadoso, um dia mais frio e chuvoso. E eles voltam a incomodar.
É o mesmo com certos tipos de saudades. Removê-las do miocárdio de seu portador seria matá-lo na mesa cirúrgica. Menos arriscado deixá-lás, quietinhas. Volta e meia, porém, também fazem-se lembrar, fazem-se saber que ainda coexistem ali. Basta um baixar de guarda, um dia mais cinza, um desembestar da memória . E elas voltam a incomodar. E a doer.
Assim, pelas razões expostas, há muito não passava defronte ao local onde um dia foi o Paulistânia Rock Bar. Para não fustigar o estilhaço aconchegado ao peito.
Hoje, porém, não sei por que cargas d'água, na volta do trabalho para casa, tomei uma rota alternativa (tenho várias) e resolvi visitar-lhe o túmulo, depositar-lhe peônias imaginárias ao pé de sua lápide.
Já falei do Paulistânia algumas vezes aqui, mas para compor rápido perfil dele, digo que o Paulistânia não foi somente o último bar de rock de Ribeirão Preto, capital da cultura (de cana-de-açúcar) e do abjeto sertanejo universitário. Digo que ele foi, desde sempre, o único bar de rock que essa cidade já conheceu.
Houve - e talvez até haja ainda - outros bares que tocavam rock em Ribeirão, o passável Bronze, o sofisticado e viadesco Vila Dionísio. Mas uma coisa é um bar tocar rock, outra - muitíssimo diferente, sem nenhum parâmetro plausível de comparação - é o bar ser um bar de rock. Se você não percebe a diferença, nem perderei meu tempo em explicá-la : você não seria capaz de entender.
O Paulistânia foi o único ambiente coletivo e "social", até hoje, no qual me senti à vontade, em casa. Não gosto de sair. Nunca me senti bem - e me sinto cada vez menos - em bares, restaurantes, cinemas lotados, onde quer que houvesse muita gente em volta. Gosto de acender fogueiras, mas em sigilo, não suporto o bando se congregando em volta delas.
Inexplicavelmente, no Paulistânia, o bando não me exasperava. Se não o último, eu era sempre um dos derradeiros a sair, isso já lá pelas três ou quatro da matina.
O Paulistânia operou de 1998 até 2012, 2013. Não estive em seu funeral . Por questões de força maior, deixei de frequentá-lo em 2008, 2009 : minha esposa não apreciava que eu o fosse seu habitué.
Depois disso, em 2015, foi arrendado pelos donos, o velho Durval e o Durvalzinho, para uma meninada mais nova. Mas essa nova encarnação do Paulistânia durou pouco. Só até inícios de 2016.
Hoje, depois de anos sem passar por ele, claro, não esperava vê-lo vivo ou reativado, mas contava com poder chorar um pouco sobre a sua lousa malcuidada e tomada pelo mato e pelas ervas daninhas. Esperava ver o logotipo desbotado a encimar seus grandes portões metálicos, portões sobre os quais, no passado, bem poderia ter sido escrito : "perdei, ó vós que aqui entrais, toda a esperança". Ver a sua casca oca de cigarra, que tanto cantara no passado.
Mas o que vi foi pior. Do Paulistânia, não restara nem a tumba. Sua ossada, exumada e levada sabe-se lá para onde.
O que vi foi.
Riber Balada Mix. Uma casa de swing, de troca de casais e cornagem em geral. Essa casa já funcionava há alguns anos em um local menor, na esquina superior ao Paulistânia e, pelo visto, emendou o seu prédio ao dele, aumentando o conforto de seus clientes.
Da tríade sagrada, sexo, drogas e rock'n'roll, extirparam este último.
Se minha esposa não gostava que eu fosse ao Paulistânia antes, imaginem, então, agora.
Pãããããta que o pariu!!!!!!
Descanse em paz, Paulistânia. Que eu, esta noite, não conseguirei.

domingo, 10 de abril de 2022

R.I.P. (Requiescat in Paulistânia)

23:30 h. O Paulistânia fechado.
(com sorte, estofando seu travesseiro apenas com a paina das boas lembranças e não também com os espinhos da saudade delas).

Ele, eu, você : um passado que não deu certo. (?)

Ou um passado que deu certo durante um tempo, durante o tempo que tinha que dar, que ter dado?
Quem disse que os passados são eternos?

23:30 h. E eu também estou fechado
(com muito custo, consegui emborcar uma de 600 ml, hoje),
Já (mal) dormindo há umas horas.

23:30 h. Pelo visto, você pelas ruas.
Na esperança ainda de quê?
(não visto mais a Noite).

Que tentemos descansar em paz.
Eu,
Você.

O Paulistânia parece já ter conseguido.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Hoje

Hoje
O redivivo
O recidivo
O lázaro Grillo Verguero
Toca o Imortal Raul Seixas
No fênix-rock-bar Paulistânia.

E eu...
Me rendendo à Morte
Indo me deitar às nove e meia da noite.
(a benção Grillo, a benção velho Durval e Durvalzinho)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Só Mais Um Sábado Sem Rock'n'Roll

postagem em homenagem à minha amiga Priscilão

O Paulistânia Rock Bar foi um bar de rock e de blues que manteve suas atividades por cerca de duas décadas aqui em Ribeirão Preto. Frequentei-o, contumaz e assiduamente, entre 1998 e 2006, 2007, período que, julgo, ter compreendido o seu auge, que nada mais é, o auge, que o ponto máximo de uma trajetória balística, o vértice de uma parábola que se desenha entre o lançar da catapulta, que tira um lugar do anonimato, e o primeiro pisar das solas na areia movediça, que o tragará em retorno ao esquecimento.
O Paulistânia não era pra qualquer um. Recebia e agregava seletíssima clientela. Uma elite. Não financeira - o Paulistânia sempre praticou preços bem mais módicos que outros estabelecimentos do gênero -, tampouco intelectual - rockeiros, via de regra, pouca coisa têm na cabeça, por isso, podem ficar a chacoalhá-las e a batê-las uns contra os outros à vontade, o risco de dano é mínimo.
Sim uma elite de desequilibrados, de portadores de algum tipo de transtorno, se não mental, no mínimo, social. Se o sujeito não fosse, de alguma forma, um desajustado, jamais seria atraído a cruzar os portais do Paulistânia, ou, se inadvertidamente o fizesse, o faria uma única vez.
A clientela habitual era tudo VIP. Não de Very Important Person. Sim de Very Insane Person.
As paredes do Paulistânia delimitavam um espaço exíguo, mal distribuído, de difícil locomoção quando mais de vinte ou trinta pessoas estivessem presentes (o que era considerado um público recorde), e com um perpétuo e perenal nevoeiro de nicotina que parecia emanar do chão e das paredes, uma Little London de fog azulado. Um local próprio para se esconder, e não se exibir, como é de costume e o objetivo de quem cai na noite às sextas e aos sábados.
A loucura, dificilmente, aportava sozinha no Paulistânia - eu mesmo, que sempre fui gato vira-lata de sair e me perder sozinho pelas ruas e pela madrugada, por raríssimas vezes fui sozinho ao Paulistânia. A loucura por lá chegava em ondas, em pequenos bandos, surgia em "panelinhas" das mais diversas vertentes, cada um com seus códigos, seus trajares, seus vocabulários e seus maneirismos, os metaleiros, os progressivos, os punk rockers, os rastafáris, os bluseiros, os raulseixistas, os cabeludos, os maconheiros etc.
Embora eu nunca tenha presenciado uma única briga entre os grupos - todos conviviam e se esbarravam pacificamente pelo Paulistânia -, também nunca testemunhei nenhum congraçamento entre eles. Eles não se misturavam. A loucura sempre foi segmentada e imiscível no Paulistânia.
Assim, por anos, cruzei e cumprimentei pessoas cujos nomes jamais soube, e nem elas o meu.
E havia um grupo muito especial que frequentava o Paulistânia à época, o qual é o motivo dessa postagem e de todo esse blá-blá-blá, e que abrilhantava e que perfumava e que salpicava com doçura e delicadeza as cruéis noites ali passadas. Um grupo feminino, praticamente as únicas mulheres com cujas presenças podíamos contar.
E essa era outra peculiaridade do Paulistânia : se você fosse até lá na intenção de pegar mulher, tava fudido. E eu falo com propriedade, afinal, quando um macho das antigas sai de casa, mesmo que ele diga que não, é atrás disso que ele vai, mesmo que o mar não esteja pra peixe, ele sai é para pescar. Mas ali, as redes sempre saíam vazias da água. Nem Cristo conseguiria operar o milagre da multiplicação das buças. Aquilo parecia um colégio interno católico. Um presídio.
Mas havia esse grupo de mulheres. Todas gordinhas, gordas, GGs. Rolhas de poço. Pudins de banha. Nós as chamávamos de As Pichorras, ou, mais formalmente, de A Confraria das Pichorras.
Aqui, um parêntese se faz necessário : o termo pichorra - e eu procurei pra caralho - não consta em nenhum dicionário oficial, formal ou informal da língua portuguesa com o sentido com que o aplicávamos. Foi um significado imputado e trazido, sabe-se lá de onde, acho que nem ela mesma sabe, pela minha amiga Priscilão (não, não é um traveco).
Segundo o Dicionário Revisado da Nova Ortografia Priscilão, pichorra é um sinônimo, de cunho pejorativo, para gorda, balofa, supositório de baleia.
Acontece que, se a oportunidade faz o ladrão, a escassez e a necessidade fazem o tesão. Por não haver delícias e beldades no Paulistânia, um padrão outro para comparação, as Pichorras acabaram por ser tornar as musas do Paulistânia, as últimas bolachas do pacote, os objetos de desejo dos punheteiros do lugar.
O tiro da Priscilão saiu pela culatra. Pichorra passou a designar não apenas uma gorda, mas sim a gorda sexy, a plus size, a gorda com sex appeal, com savoir-faire, com approach, com balacobaco, com o buraco quente. A gorda que, longe de causar repulsa e paumolescência, é capaz de causar ereções matinais, vespertinas e poluções noturnas.
O que, da parte da Priscilão, surgiu como um termo depreciativo, acabou por se tornar em uma honraria, uma comenda, uma condecoração.
Igualmente aos integrantes dos outros grupos, nunca soubemos os reais nomes das Pichorras. Havia uma, a líder delas, que lembrava um pouco a atriz Neve Campbell, que fez relativo sucesso e furor na década de 1990, estrelando séries e filmes voltados ao público adolescente. Logo, a pichorra passou a ser a Neve Campbell. Tempos depois, ela tingiu os cabelos de preto retinto e passou a cortá-los ao estilo da Cleópatra da Elisabeth Taylor : virou Cleópatra para nós. Outra delas, dados a compleição e os atributos físicos, foi batizada de Bola 7 pelo meu amigo Samuel, o famoso Nariz. Só que nunca sabíamos se a Bola 7 era mesmo a Bola 7, pois a mesma tinha umas 18 irmãs quase que idênticas, como que saídas de uma linha de produção fordista. E a coisa e as nomenclaturas extraoficiais iam por ai, por esse viés.
Então, um salto de 10 anos no tempo e eu me pego acordado às sete da manhã de um sábado na sacada do apartamento - cabelos bem mais brancos, rugas mais profundas, mais barrigudo -, tomando um café forte, olhando a rua, esperando mulher e filho acordarem (as gatas já foram alimentadas e já roçam e se enrodilham em meus pés), me preparando psicologicamente para um fim de semana na casa da sogra.
Eis que de repente, não mais que de repente, um caminhão sobe e estaciona do outro lado da rua, poucos metros acima, em frente a uma empresa de manutenção de computadores e periféricos. Na lateral do enorme baú, o nome da transportadora, em foto tirada da sacada, meio que de lado, da porra de um tablet CCE que recebi do Governo.
TransPichorra! Pãããããta que o pariu!!!
Abriu-se o Túnel do Tempo! Foi ligado o tomógrafo da memória!
No mesmo instante, comecei a imaginar as pichorras saindo alegres e dançantes e requebrantes e sensuais e luxuriantes do caminhão, quando o motorista destrancasse as portas traseiras. A líder dela em suas duas versões a coexistir, a Neve Campbell de mãos dadas e colando velcro com a Cleópatra, a Bola 7 e suas 18 irmãs. Quem sabe até o Durval, o dono do Paulistânia e o último verdadeiro homem do rock em Ribeirão Preto, a servir, mal-humorado, a sempre morna cerveja. Liberei geral e imaginei mesmo ver o Grillo Vergueiro - o maior cover do Raul Seixas do Brasil, infelizmente aposentado por motivos infelizes - descendo do caminhão com sua guitarra e sua garrafa de conhaque em punho e a tocar e cantar DDI, Amigo Pedro, A Hora do Trem Passar, Medo da Chuva, Conserve seu Medo, SOS, Sessão das Dez e, ao encerramento da noite, na hora do bis e dos pedidos, declamar Movido a Álcool e se derreter a uma bem fornida fã e entoar Baby.
Imaginei um reencontro, uma festa e uma serenata sob minha sacada.
Qual o quê... O caminhão transportava somente uma carga de toner para impressoras.
Dei as costas para a rua e fui me reabastecer de café.
Seria só mais um sábado comum. Movido a café. Sem Baby.
Só mais um sábado sem rock'n'roll.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Grillo Verguero, A Volta

Raul Seixas morreu. O Grillo, quase. Foi ao inferno e voltou.
Foi ter com o Raul, que jogava xadrez com Nicuri, e recebeu uma ordem expressa do maluco beleza : sua vestimenta de cetim ainda não está pronta, se apruma, meu nêgo, volta lá pra fora e...Toca Raul!!!!
E o Grillo, finalmente, voltou. Depois de alguns anos fora de cena, pagando ao diabo o que devia e conseguindo novos empréstimos, o Grillo voltou. Sempre a cantar e a defender os clássicos de Raul Seixas, desde a década de 1990.
Ele começa com DDI, emenda com Meu Amigo Pedro e, daí para frente, tudo pode acontecer. É o dia do Grillo.
Dar-se-á nesta sexta-feira, 14/06, o seu retorno. No Paulistânia, lógico. A capital federal da Sociedade Alternativa. Taí o Grillo, abaixo. Mais gordo, mais corado, mais sorridente e, de alguma forma, pode ser só impressão minha, mais triste. Veja o poeta inspirado em Coca-Cola, que poesia mais sem graça ele iria expressar, já dizia Raul em sua canção Movido a Álcool. Será isso?
Bom retorno e faça um belo show, Grillo, meu velho. Com toda habilidade e talento que sempre lhe foram peculiares e, agora, ciente, alerta e zeloso de suas novas limitações.
Toca Raul, toca, Grillo. Um dia a gente se vê.
Grillo Verguero, Sexta-Feira, 14/06, no Paulistânia Rock Bar. À partir das 23:00 h.
Rua Daniel Kujawski, 193 - Jd Paulista - Ribeirão Preto
O Azarão recomenda!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O Dia Do Rock No Paulistânia Rock Bar

Ribeirão Preto é dita uma cidade próspera; economicamente, pode até ser. Porém, em termos de lazer, atividades culturais, espaços diversificados, é simplesmente uma cidade nojenta. Nojenta é a mais exata palavra, sem exageros. 
Tudo nessa merda é tal da balada, que nunca entendi muito bem o que seja, mas que me parece ser um termo genérico para a bagunça, para a descerebração, para a putaria. E tem que ser genérico mesmo, pois os frequentadores da tal balada não conseguiriam memorizar mais de uma palavra que designasse suas preferências hediondas.
Tudo por aqui é a porra do sertanejo universitário, tudo por aqui é o tal do rodeio, é a promiscuidade e a bebedeira tornada em tradição.
Quase tudo...
Há um pequeno espaço na cidade que resiste há mais de uma década à burrice ribeirão-pretana. Há mais de uma década (talvez quase contabilizando duas) que ele está no mesmo lugar, exibindo o mesmo tipo de programação, sem nunca ter alterado a natureza de suas atividades na busca de mais frequentadores.
É o Paulistânia Rock Bar! O único bar de rock de Ribeirão Preto. Existem outros bares na cidade que tocam rock, mas só o Paulistânia é um bar de rock. É muito diferente um bar tocar rock e ser verdadeiramente um bar de rock. Em Ribeirão Preto, só o Paulistânia.
Durvalzinho, seu proprietário, ex-fotógrafo do Notícias Populares, é o homem do rock em Ribeirão. Durval não anda com roupas pretas, cintos e braceletes de pregos, nem fica fazendo sinal do demônio com os dedos à guisa de cumprimento, que tudo isso é firula, é fake, é rock de boutique, é viadagem.
Não obstante, Durval tem o verdadeiro espírito combativo do rock'n'roll. Já presenciei muitas noites de baixíssima frequência no Paulistânia. Noites que pareciam ser definitivamente as últimas. Noites que teriam levado qualquer outro a fechar suas portas, qualquer outro a desistir de manter o negócio funcionando por mais um dia que fosse.
Mas não o Durval. O Durval é o cara! 
Não esperem dele tratamento diferenciado : você não está num restaurante francês, está no Paulistânia; não esperem dele sorrisinhos fáceis : você não está na porra de uma micareta, está no Paulistânia; não esperem dele nenhuma simpatia : Durval não vende telefones celulares, Durval vende rock'n'roll. Do mais puro, ilibado e legítimo
Nunca outro tipo de música pisou o solo sagrado do Paulistânia!
Hoje, o dia do rock será muito bem comemorado no Paulistânia Rock Bar. Serão três bandas tocando a partir das 23 horas. Velhus Tempus, Superumanos e o Oráculo do Seixas. Tudo pelo precinho de 10 reais a entrada. E a cerveja lá dentro também é barata, tem que ser! Cerveja cara não é rock'n'roll, bar que serve cervejinha importada e se diz de rock, não é de rock, é de GLS.
Parabéns pelas resistência e persistência, Durval. 
Longa vida ao rock'n'roll! Longa vida ao Paulistânia Rock Bar!
O Paulistânia Rock Bar fica à rua Daniel Kujawski, 193, no Jardim Paulista.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Toca Raul !!!

Amanhã, 07/08/10, tem cover do Raul Seixas no Paulistânia Rock Bar, com Grillo Verguero e banda, a partir das 23 h.
O Paulistânia fica em Ribeirão Preto, rua Daniel Kujawski, 193, Jd. Paulista.

sábado, 3 de julho de 2010

Mandem Um Abraço Ao Durval E Ao Grillo


Da esquerda para a direita, Grillo (cover do Raul) e Durval, dono do Paulistânia Rock Bar, o único verdadeiro bar de rock de Ribeirão Preto, e que re-reinaugurou essa semana.
Existem, é verdade, outros ambientes na cidade onde se apresentam bandas de rock, mas daí a serem bares de rock, vai uma distância imensa.
Bar de Rock em Ribeirão é só mesmo o Paulistânia.
O Durval ainda é o homem do rock em Ribeirão Preto.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Roqueiros de Merda, Isso Sim

Entre 1998 e 2006, frequentei regularmente um bar de rock, o Paulistânia Rock Bar. Dessa data em diante, por motivos alheios à minha vontade e mais fortes que ela, minhas visitas foram se tornando mais esparsas (Durval, desculpe minha ausência mal-educada, e aparentemente ingrata, até) e, hoje, já têm uns seis meses que não vou até lá. Mas é um lugar do qual sinto imensa falta e pelo qual guardo grande carinho.
Sabendo da comunidade do Paulistânia no Orkut, resolvi ontem dar uma olhadinha nela. Só para matar a saudade - que só se intensificou -, como quem abre gaveta antiga para cheirar naftalina e olhar fotos de uma antiga namorada.
Estavam lá fotos, bandas que tocam no local,várias enquetes e fóruns
Os fóruns é que me estarreceram !
O fórum com maior número de participantes é o "o que falta para regularem uma área de fumantes?" Onde os tais "roqueiros" reclamam da fumaça dos cigarros a pairar pelo ambiente.
Puta que o Pariu!!!!!!!!!
Roqueiro reclamando de uma fumacinha?
Roqueiro politicamente correto?
Roqueiro com camiseta do Green Peace?
Vão todos tomar no meio dos seus cus.
Lembro do Paulistânia azul de tanta fumaça, de The Doors tocando sem ninguém a encher o saco,
lembro do frenesi das sapatões, que outrora pousavam por lá, ao tocar o Rock das Aranhas, do Raul. Não era uma época de choramingos por causa da roupinha que fica com cheiro de fumaça.
O autor do abjeto fórum é um tal Fernando, que tem um cavanhaque de bode, boca de lampreia e, pelo que vi no orkut dele, curte MPB, sambinha de raiz, João Gilberto e essas coisas. Ele que vá chupar o pau do João Gilberto enquanto este toca "Desafinado" pela oitocentésima milésima vez, ele que vá tocar punheta pruma roda de pagodeiros, ele que vá comer o cu magro do Caetano cantando "Esse cara".
E o pior é que esse sacripanta ainda consegue amealhar simpatias de outros "roqueiros", tudo um bando de "emos" doidinhos para dar o rabo.
Não resisti a tamanho sacrilégio, não me conformei com esses frescos cobrando do Durval (roqueiro das antigas) que ele seja fiscal de fumantes e inseri meu comentário no hediondo fórum, deixei lá minha assinatura, minha marca do Zorro.

Eis o comentário que postei:
"Eu não fumo, mas acho uma tremenda duma hipocrisia isso de perseguir os fumantes, uma puta duma viadagem.
Freqüento o Paulistânia desde 1998 e na época não tinha dessas reclamações de bichinhas politicamente corretas, não.
Lá era lugar de rockeiro de verdade, de macho.
Quer contradição maior que cara que se diz rockeiro ficar melindrado por causa de uma fumacinha?
Vocês devem ser rockeiros do tipo que vestem abadá, que vão nos shows da Ivete, Chiclete com banana e outras excrecências.
Uns merdas é o que vocês são.
Vocês não dirigem, não, seus filhos da puta?
E a fumaça que seus carros produzem?
Vão ser hipócritas assim na puta que os pariu.
É isso aí, Durval!!! Tem mais é que continuar sem dar muita importância a essas "moçoilas" de nariz delicadinho.
E viva o Paulistânia enfumaçado. "

Longa vida ao rock and roll.
E também ao Paulistânia e aos Durvais (pai e filho, sobretudo o pai).