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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Aniversário do Marreta do Azarão

 
Há muitos anos que só me lembro do meu aniversário porque sou lembrado dele por minha esposa e mais até por minha mãe, as únicas que ainda insistem em me dar os parabéns, mesmo diante de minha total indiferença e cara de cu ao receber o cumprimento. As únicas que, de alguma forma e sem nenhuma razão ou fundamento que sustentem tal crença, acreditam que, quem sabe, um dia, eu comemorarei o fato de ter vindo ao mundo num quinze de agosto de 1967.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Aniversário do Marreta do Azarão

Treze anos de Marreta. Treze anos de muita pancadaria e putaria. E, nos últimos tempos, de muito cansaço... de um cansaço brutal, inextinguível... uma vontade de nada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Aniversário do Marreta do Azarão

Na verdade, o aniversário foi há dois dias, no dia 02/02, mas se eu me esqueço até da minha data de nascimento, que dirá então da do blog.
Doze anos de marreta em riste. Doze anos sem ser nocauteado nem ter nocauteado. Doze anos, o décimo-segundo round. O round, se não decisivo, final. 
Terá sido meu último round?

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Aniversário do Marreta do Azarão

Onze anos de Marreta. Quem em sã, ou insana, consciência imaginou que duraria tanto? Mas enquanto eu estiver de Marreta dura e em riste, vou resistindo, vou dando minhas bordoadas.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Aniversário do Marreta do Azarão

Dez anos de Marreta do Azarão. Dez rounds pesos-pesado. Sem intervalo pra beber água nem pôr gelinho na nuca. Sem clinches. Sem gongo que me salve. Apenas mais dois para o derradeiro 12º round
Perderei, na certa. Por pontos. Em pé. Por decisão fraudulenta dos juízes.
Os braços estão a um triz da total prostração. Erguê-los para desferir um jab contra o inimigo, dói tanto quanto, ou mais, que receber um cruzado no queixo. O supercílio já sangra mais que o recomendável. As pernas não mais gingam e bailam pelo ringue como este fosse pista de patinação no gelo : atolam-se em lama movediça. As asas de borboleta em meus tornozelos foram trocadas por bolas de chumbo de condenados perpétuos.
Já sou mais Maguila que Cassius Clay.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aniversário do Marreta do Azarão

A sabedoria popular - graduada e diplomada ou pelo Mobral, ou pelo Madureza, ou pelo supletivo, ou, ainda pior, por uma faculdade à distância - professa horrores e impropérios a respeito do "filho do meio", aquele que não teve a atenção exclusiva dada pelos pais ao primeiro filho, que não recebeu todos os cuidados e zelos dedicados ao irmão mais velho, motivados até pela inexperiência e insegurança dos pais de primeira viagem, e que quando, com a crescente independência do primogênito, viu se aproximar a sua vez de ser o "queridinho" dos pais, foi surpreendido pelo nascimento do caçulinha. E o filho do meio ficou... no meio. Sem mar nem porto. A sabedoria popular, nos seus dias menos maledicentes, diz que o filho do meio é "problemático".
Nesse caso, a Ciência Oficial dos homens, da qual desconfio cada vez mais, corrobora a sapiência inculta das massas. A psicologia catalogou os "sintomas" mais comuns aos filhos do meio e deu-lhes status de uma síndrome. A Síndrome do Filho do Meio.
Que merda de nome. Nem mesmo um nome todo pedante e pomposo, exalando a erudição, de raízes gregas, feito complexo de Édipo, de Sísifo ou de Promoteu, se preocuparam em dar às angústias do filho do meio. Nem esse desvelo tiveram para com ele. Depois reclamam que o filho do meio seja problemático.
Pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), analisaram dados de irmãos americanos e dinamarqueses e registraram até que o filho do meio, na maior parte das vezes, tem entre 25% e 40% mais chances de terem problemas na escola. Eles também têm maior tendência à delinquência e a terem complicações com a lei no futuro. Ou seja, problemáticos.
O Marreta do Azarão é o meu filho do meio, mais novo que minhas duas gatas, que contam com 10 anos cada uma, e mais velho que meu filho, que completou oito anos no ano passado. O Marreta é o autêntico filho do meio. Revoltado, neurótico, cabeça-dura e boca suja que só ele.
As mais velhas são as mais independentes, a elas basta a caixa de areia sempre limpa, o prato abastecido de ração e a vasilha, de água fresca. O resto é com elas. O mais novo é o que consome os maiores tempo, atenção e energia. Não lhe chega água e pasto, ele requer e exige outros tipos de sustento, é levar à escola, acompanhar nas tarefas, estudar junto para as provas, ficar de olho para que não se envolva em acidentes caseiros, vigiar se escovou os dentes ou se tomou banho direito, acompanhá-lo nas suas brincadeiras, ter a pachorra de repetir mil vezes por dia as mesmas ordens e recomendações, corrigir um ou outro comportamento inadequado etc etc.
O pouco tempo que sobra - quando sobra, quando sobra e não estou tão exaurido que a única coisa que posso fazer com esse tempo é dormir -, assumo a culpa, é o que eu dedico ao filho do meio, o Marreta. Que, talvez por pirraça, por picuinha, por uma espécie de vingança em se saber preterido, é o mais enjoado dos filhos para "comer". Não aceita outro alimento que não ideias e pensamentos. Vive - ou, no caso, nos últimos tempos, subsiste - deles, e só deles. Anda meio desnutrido, ultimamente. Anêmico, raquítico. Mea culpa! Mea maxima culpa! Não venho sendo capaz de lhe oferecer um cardápio variado e balanceado de ideias e pensamentos. Só o arroz-com-feijão requentado de sempre.
Mas o fato é que, apesar dos pesares, a pesar os não-pensares, o Marreta continua aqui. Há nove anos. Nove anos se passaram de seu primeiro choro, de seu primeiro berro, de seu primeiro resmungo mal-humorado. Anêmico, desnutrido e meio desanimado, sim. Não obstante, de Marreta em riste! Sempre!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Aniversário do Marreta do Azarão

O ano novo chinês se inicia na noite da lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo quinto grau de Aquário - muito louca essa chinesada. O ano novo judaico, no primeiro dia do mês de Tishrei, ou, no nono mês do calendário gregoriano, setembro, o nosso conhecido setembrochove.
O ano novo Azarônico, porém, só se inicia na data de hoje, 2 de fevereiro, dia em que o blog foi dado à luz.
E já se vão oito anos de Marreta, contabilizando com um legado de 2.253 postagens (sendo 90%, ou mais, de caráter autoral), 3.002 comentários publicados (muitas críticas, é verdade, mas a maioria entendendo, aderindo e entrando no espírito ácido, sarcástico, irônico e grosso feito cano de passar bosta do Marreta), um, ou dois, ou três corações involuntariamente partidos e até, vez em quando, uma ameaça de corno aqui, uma ameaça de biscate acolá. E, pãããããããta que o pariu, até esse exato momento, sejam elas voluntárias, involuntárias, incautas ou inadvertidas, 479.125 visualizações, quase meio milhão de bolinadas no meu poderoso Marretão, cifra que eu preferiria, claro, em notas de dólar.
Mas o mais importante : são oito anos de Marreta ereta e em riste. Em priapismo sempiterno!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Aniversário do Marrreta do Azarão

Sete anos de Marreta em riste, ereta! Sete tenebrosas temporadas! Sete rounds a la Cassius Clay, "voando como uma borboleta e ferroando como uma abelha"!