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quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Homens Ficam Mais Bonitos com Máscaras Antivírus Chinês, revela Pesquisa

Uma importantíssima pesquisa realizada pela Escola de Psicologia da Universidade de Cardiff, no País de Gales, tão vital quanto um tratado ou de pedagogia ou de sociologia ou de psicologia mesmo, promete elucidar novos aspectos da pandemia e, quiçá, até mesmo mudar os rumos da Peste Chinesa.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

O Sapinho Covid

A triste e aterrorizante história do estadunidense que perdeu 4 cm de benga depois de contrair o vírus chinês, narrada na postagem anterior, Uma Sequela do Caralho, fez-me lembrar de uma piada.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Uma Sequela do Caralho

Desde o começo da pandemia, desde a soltura e o catapultamento do vírus chinês para o mundo, em nenhum momento, eu tive medo de ser infectado por ele. Nem o mais leve receio de.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

O Vírus em Mim (3)

Pããããããta que o pariu!!!!! Made in China, a famosa República Popular da Tinta à base de Chumbo, eu não compro nem CD pirata nem cabo USB nem pilha palito nem tupperware nem óculos de sol nem fone de ouvido nem incenso nem tênis "Adidas" nem caneca de café nem caneta laser nem porta-retratos!!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

O Vírus em Mim (2)

Madrugada de sábado para domingo. Quase quatro horas. Ele se programara para ir deitar às duas, duas e meia, mais tardar. Seus intestinos, no entanto, lhe chamaram à função, ele levou um livro junto e acabou lendo uns três ou quatro capítulos. Não achou o livro ruim, mas sabe que não retomará a sua leitura. Sua especialidade nos últimos tempos : deixar os livros pela metade. Já tendo sabotado a sua programação, resolveu tomar uma última vodka-tônica, terminar de assistir a uma apresentação do Premeditando o Breque, no Sesc Pinheiros.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

O Vírus em Mim

Agora é oficial, irrevogável e irreversível : estou contaminado com o vírus chinês!
O governo do estado de São Paulo ampliou a campanha de vacinação contra a peste chinesa para os profissionais da educação com idade a partir dos 47 anos.
É o Doria Calcinha Apertada querendo acabar com a nossa mamata de ficar em casa!
E lá foi, então, esse vetusto escriba a providenciar o seu lugar na fila da vacina, a peregrinar pelos trâmites burocráticos.
Primeiro, fiz meu cadastro na Secretaria Estadual de Educação; no dia seguinte, recebi a confirmação do meu patrão de que, realmente, eu sou professor, com QR Code e tudo - é o Azarão nessa frescura. De posse do tal, agendei meu atendimento no site da Secretaria Municipal da Saúde; dia seguinte, a confirmação da data, hora e local. O local foi surpresa.
Eu já estava contando em ser direcionado ao posto de saúde mais próximo de casa, já contava com uma longa espera na fila, igual às que vejo nos telematutinos jornalísticos. Comprara até um caderno de palavras cruzadas especialmente para a ocasião.
Estranha e inesperadamente, no entanto, nós, os professores, fomos todos vacinados no centro médico do Ribeirão Shopping, o shopping mais luxuoso da cidade. Eu nem sabia que shopping tinha centro médico. Pois esse tem. Meu horário, o das 09h30min.
Então, hoje, munido de RG, CPF, QR Code (pããããta...), comprovante de agendamento e ficha de cadastro manual Vacivida, dirigi-me ao shopping. Cheguei meia hora antes do meu horário. Para garantir qualquer contratempo. Qualquer entrave que pudesse surgir. Qualquer exigência documental não informada e que nos fosse agora cobrada.
De novo, estranha e inesperadamente, nenhum obstáculo houve. Desnecessário se mostrou o meu cuidado de chegar um tanto antes. Havia, é verdade, muitos professores no local - há muitos de nós a circular por aí, muitos conseguem até transitar despercebidos pelas ruas, mercados etc., muitos até conseguem se fazer passar por pessoas normais -, porém, em contrapartida, havia também um esquema de organização excelente - e inédito em se tratando de algo promovido pelo Estado . Um atendimento de Primeiro Mundo. Ou o que eu, nascido e (mal) criado nos tristes trópicos, julgo o que seja um atendimento de Primeiro Mundo.
Houve, é claro, antes de eu chegar à sala de vacinação, quatro barreiras alfandegárias burocráticas, cada uma verificando a autenticidade de um único documento dos exigidos, porém, não houve lentidão no trânsito, não ocorreu congestionamento de professores. Uma equipe de moças  bonitas, bem-educadas e bem vestidas e de coroas simpáticas, bem maquiadas, serelepes e das mais apetecíveis percorria as filas em pré-conferência dos documentos, para agilizar o processo.
Resumindo : cheguei ao centro médico do shopping às nove horas com o meu horário marcado para as nove e meia. Às nove e vinte, eu já estava vacinado e na rua.
Pãããããããta que o pariu!!! Em mais de vinte anos de magistério no serviço público, nunca vi o professor ser tratado tão bem e dignamente, ser tratado, aliás, como todo cidadão deveria ser.
É o Doria Calcinha Apertada querendo agradar as "tias", as PEB I, querendo que o professor deposite o seu voto na urna devassada dele!!!
Antes de me aplicar a vacina, o rapaz me mostrou a ampola que continha o cobiçado líquido, exibiu-me o logotipo do Butantan estampado no rótulo, para me informar da procedência da mesma, extraiu um tanto com a seringa e me fez constatar a dose de 0,5 ml que me seria aplicada.
Vacina do Butantan. A chinesa. Deixei-me inocular sem medo ou apreensão. O Butantan produz eficientíssimos soros antiofídicos e antirrábicos há tempos. Por que não iria dar conta de uma picada de chinês? Por que falharia fragorosamente em fabricar uma boa vacina contra o sinovírus?
Agora é oficial, irrevogável e irreversível : estou com o vírus chinês! E também com um microchip, que permitirá, doravante, que os chineses vigiem todos os meus movimentos. E daí? Eu já tenho um chip implantado pelos greys e outro pelos reptilianos. Julguei que mais um, ainda que Made in China, não fará grande diferença.
Só não sei o que o governo chinês pode querer me monitorando. Que informações e dados sobre a minha vida pode lhe ser de alguma valia. Só sei que se, de fato, o governo chinês, a partir de hoje, começar a rastrear os meus passos, do jeito que eu ando, logo, logo, o satélite espião deles estará de língua de fora. Vai dar pane, na certa. Só hoje, foram uns bons quinze ou mais quilômetros, contando a ida e a volta da vacinação. E é capaz que mais ao fim da tarde, ao crepúsculo, ao lusco-fusco, eu ande mais uma légua tirana.
Eis a vacina.
Ou acharam que eu fosse postar uma foto minha a tomar a vacina e fazendo sinal de "joinha"? O caralho que eu ia!
Quaisquer efeitos colaterais, reações adversas e transmutação para jacaré, eu informo ao longo dos próximos dias.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Azarão Proibidão

Ontem, por nove votos a dois, o STF não liberou os cultos, manteve a proibição a eles. Os cultos estão vetados, proibidos.
Então, eu não poderei sair de casa? Circular pelas ruas? Virei um proibidão?

quarta-feira, 7 de abril de 2021

STF só Libera Realização de Cultos se Deus for Vacinado

Em tempos de pandemia da Praga Chinesa - muito pior que todas as pragas do Egito somadas -, em tempos de quatro mil mortos/dia pelo vírus xing ling, o nobre e honrado STF despende tempo e dinheiro público para decidir se libera ou não a realização de cultos religiosos. 
A mim, parece que a volta das ovelhas às igrejas interessa muito mais aos seus tosquiadores do que a elas próprias. A pandemia chinesa pode não ter abalado a fé dos crentes, mas abalou pra caralho o  comércio da fé. Os defensores da volta da manada aos bancos das igrejas se apoiam no direito constitucional do livre exercício de crença religiosa. Defendem que o exercício da fé é um componente importante de nossa saúde global.
Eu não entendo picas de Direito, mas tenho cá pra mim que o direito a uma crença religiosa, ou mesmo o seu exercício, nunca foi proibido, nem a realização de cultos. O que está proibido, por razões óbvias, é o espaço físico em que o culto é realizado.
O culto pode ser realizado virtualmente. Padres, pastores e outros assemelhados podem muito bem trabalhar home's god office. Podem transmitir via on line os seus sermões, suas bênçãos, suas curas milagrosas; assim como empresários emitem ordens e tomam decisões por videoconferências; assim como professores continuam a dar suas aulas.
E mais : por que o exercício da crença depende da realização de um culto? O sujeito não pode fazer de seu quarto, de sua sala, da sua cozinha e até de seu banheiro, a sua igreja? (E me lembrar sorrindo que o banheiro é a igreja de todos os bêbados). Ou a crença e a fé são tão frágeis e quebradiças a ponto de precisarem do aval e da confirmação da manada?
Hoje, num matutino local, ouvi um pastor dizer que é justamente neste momento de pandemia que as pessoas mais precisam da igreja, mais precisam rezar.
Rezar para quê? Esperando o quê? Que a pandemia chinesa passe? É igual a rezar por chuva. O sujeito reza todos os dias pela chuva... um mês, dois meses, dois anos... um dia, ela cai. Da mesma forma que cairia se ele nunca tivesse rezado. Um dia a pandemia vai passar (o vírus chinês, não), reze você ou não.
Mas eu fico imaginando Deus a ouvir as súplicas para acabar com a pandemia. A imaginar alguns pensamentos e pronunciamentos a respeito que o Todo-Poderoso poderia fazer.
1) Deus se autocriaria por alguns segundos, diria : Eu não existo, e se descriaria de novo;
2) Eu tô cagando e andando pro que acontece aí embaixo (supondo que o Céu esteja acima, o Inferno, abaixo, e nós, Midgard, a Terra do Meio).
3) Eu fiz vocês como Eu, imagem e perfeição, e dei-lhes o livre-arbítrio, emancipei-lhes, lavei as minhas mãos. E joãobaptistafigueiredamente, concluiria :  Me esqueçam.
4) O vírus chinês também é filho de Deus; referindo-se a si próprio na terceira e, ao mesmo tempo, na primeira pessoa (a terceira pessoa é o Espírito Santo; a segunda, o Filho);
5) Eu assumo : eu criei o vírus chinês, para tentar limpar a cagada que fiz ao criar vocês. O vírus chinês é o meu agente de queima de arquivo
Em tempo : entre outros significados, dizimar é matar um em cada grupo de dez. Se os fíéis forem dizimados, se morrer um fiel em cada dez, o dízimo também não será dizimado? Os padres e pastores, idem? Olha aí o lado bom da coisa.
Em tempo (2) : Gilmar Mendes, um dos juízes a se pronunciar sobre a questão, assim que a sessão foi suspensa, teria perguntado a um colega de toga : "Quando é que vai chegar a parte em que eu inocento e mando soltar o Judas?"

sábado, 3 de abril de 2021

Loquidau de Birita

A notícia chegou-me há dois dias, na quinta-feira. Estarrecedora. Vinda de Passos (MG), terra natal da minha sogra.
Diego Oliveira (PSL), prefeito da cidade, resolveu aderir à fase roxa do combate à disseminação do vírus chinês e endureceu, perdendo totalmente a ternura, ainda mais as medidas restritivas à população.
Com vistas ao feriadão da Semana Santa, usufruído e gozado por católicos, evangélicos, espíritas, judeus, budistas, macumbeiros, daimes, krishnas, amishs, mórmons e até por ateus feito eu, proibiu a venda de bebidas alcoólicas na cidade. Segundo o despótico alcaide, a medida foi tomada para evitar aglomerações e festas clandestinas durante o feriadão.
É o loquidau da birita!!!
Que se restrinja o contato social, dou o maior apoio. Que se decrete loquidau que cerceie o superestimado convívio humano, assino embaixo. Em minhas aulas de zoonoses, em que abordo as principais doenças transmitidas por outros animais ao bicho homem, as encerro sempre dizendo : "não podemos nos esquecer, no entanto, que o bicho que mais transmite doença ao ser humano é o próprio ser humano". E já digo isso há anos; há décadas.
Loquidau de gente? Beleza! É o lado bom do comunavírus. Mas loquidau de cerveja, de biritas em geral? E logo na Semana Santa, quando muito católico já passou a quaresma sem entornar? Logo na Semana Santa? Não há cristão que mereça tamanha penitência. E muito menos nós, os ateus, que não temos culpa nenhuma no cartório do Éden.
Loquidau de gente é proteger nossa saúde e nossa integridade física. Loquidau de birita é impedir o contato com nós mesmos, é impedir que nos conectemos, que nos religuemos à nossa alma.
Esse tipo de demonstração de poder por parte de nossos pseudogovernantes é uma ótima maneira deles dizerem que estão fazendo de tudo no combate ao vírus chinês sem, ao mesmo tempo, fazerem porra nenhuma.
Desde quando a proibição do comércio legal de algum produto impediu a sua aquisição? Eu não conheço nem tenho notícias de nenhum traficante morrendo de fome. De bala, sim; de fome, não. Impedir festas clandestinas? Ora porra, será que o prefeito acha mesmo que o cara que organiza festas clandestinas não tem como conseguir bebidas para elas da mesma forma, clandestinamente? Que o sujeito não tenha lá o seu fornecedor, o seu Al Capone?
Esse tipo de medida ditatorial em nada coíbe a ação do vagabundo e dos vagabundos que participam de suas festas, só põe é no cu do comerciante honesto e do cidadão ordeiro, do cara que só quer tomar a sua cervejinha em casa, sozinho, ou acompanhado da esposa, a assistir a um filme, a ouvir uma musiquinha, a dar uma metidinha. É o comerciante honesto que verá seus ganhos mirrarem ainda mais; é o cidadão ordeiro que irá ter um sono menos tranquilo e feliz.
Acontece que é muito mais fácil se engrandecer como governante marretando decretos na cabeça do honesto e do ordeiro, pois não haverá resistência da parte deles, pois eles, uma vez honestos e ordeiros, os acatarão; revoltados, sim, porém pacíficos, mansos e resignados. 
Mais fácil, muito mais fácil, valer-se da certeza da obediência civil do honesto e do ordeiro do que fazer o necessário, do que fazer o que deveria ser feito, intensificar a fiscalização e o policiamento destas festas clandestinas. Chegar chutando a porta e descendo o pau na moleira e metendo o ferro na boneca da vagabundada dos "pancadões". Exatamente a mesma situação em que se desarma a população para diminuir a violência, mas em que o bandido continua a ter acesso a armas cada vez mais potentes.
O que por um lado, porém sem diminuir o meu desprezo pela medida, eu até entendendo. Caso um prefeito, durante a fase roxa de combate ao vírus chinês, vire um cabra do saco roxo e mande descer o cacete nos organizadores e frequentadores (mentores e cúmplices do crime), ele será acusado de ditador, de fascista, de nazista, de filho do Bolsonaro.
O pior de tudo, e o que muito me preocupa, é que esse tipo de medida pode acabar por "inspirar" prefeitos de outros municípios. Enquanto o loquidau de birita está lá em Passos, está tudo bem. Lei Seca no cu dos outros é cerveja sem álcool. O duro é se a moda pega.
Mas o decreto foi decretado! Semana Santa sem birita só com muita fé em Jesus! E o pior : nem vai dar pro Nazareno transformar uma água em vinho aqui, um suquinho de caju Maguary em batidinha lá, um chazinho de camomila em cerveja acolá. Ele ainda está morto. Só ressuscita no Domingão.
O decreto caiu feito uma bomba na pequena e outrora pacata cidade de Passos. Cidadãos largaram seus expedientes, esqueceram a comida a queimar no fogão, deixaram filhos e animais de estimação sem água nem comida, não compareceram à consultas médicas do SUS que esperavam há mais de 6 meses, esqueceram de tomar o remédio da pressão alta, a insulina, de fazer a hemodiálise, faltaram a encontros com amantes, o padre suspendeu a missa das seis, o bicheiro cancelou os sorteios da tarde, o zonão fechou as janelas e apagou a luz vermelha.
E todos, todos desabalaram rumo aos armazéns, mercadinhos, hipermercados, lojas de conveniência e distribuidoras de bebidas para se abastecerem e resistirem a esse inverno nuclear, a mais essa provação do Senhor.
As imagens abaixo mostram as aglomerações em busca de birita causadas pelo decreto do prefeito, cuja intenção era justamente evitá-las.
As filas estavam maiores que a fila para tomar a coronavac. Há inúmeros relatos, inclusive, de pessoas que passaram a sua vez na fila da vacina para irem garantir o seu fardinho e a sua 51. "Vacina é o caralho! Vacina, eu tomo outro dia! Eu vou é garantir a minha puro malte!", disse um idoso, e saiu célere, a claudicar com sua bengala.
E esse aí de cima gastou o auxílio emergencial em Amstel. Tudo em Amstel! Que Crystal, Bavaria, Schin, Lokal e Serrana, tomo eu!!!
O seo Zé da Zefa, vizinho da minha sogra, está sossegado. Tendo previsto o loquidau de birita, cujos rumores já circulavam há quase uma semana, fez antes a compra do mês.
Pãããããããããta que o pariu!!!!!

sexta-feira, 26 de março de 2021

Variantes de Quem, Mesmo? De Quem? De Quem? De Quem?

Em tempos normais, tempos de sair ainda antes do sol para o trabalho, tempos de respirar sem barreiras o ainda ar fresco da manhã, tempos nos roubado pelo Império Amarelo, meu despertador ficava programado para as cinco horas da manhã; embora eu sempre acordasse antes. Em tempos de agora, de loquidaus, de escolas novamente fechadas por decreto biológico da pátria de Mao, dou uma folga de uma hora a ele, ao meu velho, empoeirado e cansado rádio-relógio, regulo-o para as seis horas, hora suficiente para que eu prepare o leite e o lanche do filho, em aula remota a partir das sete e quinze, e o café da esposa, em home office. Calibro-o para as seis horas; mas sempre acordo antes.
A depender do quanto antes, como foi o caso de hoje, levantei-me às três e quinze da manhã, vou, faço o meu café na minha surrada e oxidada cafeteira italiana, assisto àlgum filme de curta duração, uma hora e meia no máximo, e assisto a relances de telejornais matutinos. Minhas duas gatas, já novamente cansadas e com sono então, acompanham o meu sonambulismo desperto só com os olhos.
Hoje, num desses telematutinos, o Bom Dia São Paulo, uma repórter bonitinha, mas simplória, transmitia sobre a decisão do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, de colocar seis barreiras a guarnecer a área urbana do município, de modo a impedir o afluxo e a entrada de veículos de outras localidades; sobretudo da capital paulista, que convergiriam aos muitos sítios e chácaras de Sorocaba por conta do super feriadão decretado por Bruno Covas, prefeito da cidade de São Paulo. A intenção é evitar que turistas contaminados venham a piorar a situação da cidade e também que outros não se contaminem com as novas cepas encontradas na cidade e as carreguem de volta para as suas casas.
Segundo a repórter, em Sorocaba, foram detectados casos de contaminação por cinco "variantes diferentes" (sic) do vírus, inclusive com mortes; ou, como tenho certeza que diria a repórter bonitinha, com a ocorrência de óbitos fatais. Cinco "variantes diferentes", as variantes brasileiras de Manaus e de Minas Gerais (uai, sô, dessa eu nunca tinha ouvido falar), a variante britânica e duas outras cujas origens não foram informadas pelas autoridades sanitárias do município.
Antes ainda, num outro telematutino do mesmo canal, o Hora Um, o âncora daquela barca furada, noticiou que 40% dos novos casos de covid-19 no Peru já são devidos à variante de Manaus.
Ora, vejam... bem que chegamos aonde eu queria. Ora, vejam... uma vez que estamos a nomear as "diferentes variantes" por suas origens e procedências geográficas, a chamar-lhes por suas nacionalidades e naturalidades, que tal, só para variar um pouco, até por uma questão de coerência, clareza e, principalmente, de ética, imparcialidade e vergonha na cara, complementar a informação e se fazer acompanhar também do local de seu nascimento o vírus original, do qual se irradiaram adaptativamente todas essas "variantes diferentes"?
Variante manauara de quem, mesmo? Variante mineira de quem, mesmo? Variante britânica de quem, mesmo? De quem? De quem? De quem?
Do novo coronavírus? Do covid-19? Porra nenhuma! Do vírus chinês, isso sim! Do vírus de olhinhos puxados. Pois que digam : a variante brasileira - e completem - do vírus chinês! Por que variante brasileira, ou britânica, podem ser ditas, não "ofendem" ninguém? Por que a repórter bonitinha já teria sido malhada feito Judas nas redes sociais e mesmo perdido seu emprego se, supondo que ela possuísse o discernimento para tal, tivesse dito a variante de Manaus do vírus chinês?
Que sejam reportadas as novas "variantes diferentes", sim; que sejam carimbadas e rotuladas com seus locais de origem, sim; até para tentar controlar e minorar o trânsito e o tráfego de pessoas por essas regiões. Mas que nunca deixe de ser dito a que matriz pertence a nova filial do vírus. Que seja sempre dito e lembrado : filial britânica do vírus chinês. Filial de Manaus do vírus chinês. 
Variante brasileira do coronavírus é o caralho!!! Variante brasileira do vírus chinês!!! Do vírus chinês!!! CHINÊS!!!
Ou, daqui a pouco, se é que já não, e essa é a sub-reptícia intenção, o mundo passará a acreditar que o comunavírus tenha surgido nas selvas amazônicas - mais um exótico vírus tropical -, e logo se esquecerá, se é que já não, e essa é a sub-reptícia intenção, de que ele foi criado na China.
As variantes brasileiras são as versões piratas do vírus chinês. São as cópias xing ling do vírus xing ling!

sábado, 20 de março de 2021

Loquidau? Só Se For na Nova Zelândia, Jotabê... Só Se For na Nova Zelândia.

Eu nasci um ano antes do AI-5, Jotabê, em 1967. Quando acabou o governo militar, eu tinha a mesma idade que você no início do AI-5. Eu vivi até o meu início da fase adulta sob o governo militar. Nunca tive essa sensação de medo ao andar pelas ruas que você descreveu, Jotabê. 
Pelo contrário, medo de andar pelas ruas, eu tenho hoje. Com 12, 13 anos, muitas vezes, íamos, em grupos de 3 ou 4 amigos, aos cinemas do centro; muitas vezes, voltávamos já ao anoitecer, ao fim da sessão das quatro, que ia até às seis, seis e pouco da tarde. Voltávamos a pé por lugares que hoje eu fico com receio de passar ao meio-dia. Nunca fomos abordados por policiais ou militares; tampouco por vagabundos, que hoje lotam as praças públicas. Nunca tive notícia de algum vizinho, parente ou mesmo professor meu que tenha sofrido algum tipo de repressão ou tortura. Claro que a visão que temos de uma época depende muito do lugar em que vivemos, das relações que tivemos e até da idade que tínhamos então, mas nunca senti, como eu disse, esse medo do regime. 
Durante esse período, entre 1967 e 1985, morei em Ribeirão Preto, em Porto Velho (RO) e em São José dos Campos, e em nenhum dos três lugares presenciei ou fiquei sabendo de nada que pudesse me assustar nesse sentido. Mesmo quando eu já tinha 16, 17 anos e voltava sozinho à noite da escola para casa (já quase 23 horas ou às vezes mais), eu atravessava boa parte do centro de S.J Campos e nunca tive essa sensação. Havia quase sempre viaturas policiais em algumas praças que eram parte do meu trajeto, mas nunca fui abordado por nenhuma delas. Eu passava por eles com meus materiais escolares nas mãos, algumas vezes até os cumprimentava e seguia meu caminho.
Segundo dados oficiais, o número de mortos e desaparecidos durante o governo militar (contabilizando os dois lados da briga) é algo em torno de 400 pessoas. Quatrocentas baixas em uma população de 90 milhões na época. Será que havia, de fato, tanta insatisfação para com o regime vigente?
Quanto aos tratamentos precoces para a praga chinesa, conheço pessoalmente uma enfermeira-chefe que os adotou; conheço, de forma indireta, dois médicos, maridos de duas professoras com quem trabalhei, que também se utilizaram desses tratamentos e os estenderam aos familiares. Será que de fato eles não têm nenhuma eficiência, ou só são desprezados e propositalmente ridicularizados para que todos fiquem "réfens" apenas da vacina, seja ela chinesa etc. Teoria da conspiração? Pode ser uma conspiração dizer também que eles sejam meros placebos. Vá saber.
Quanto a outros países mais civilizados que os nossos adotarem "democraticamente" o loquidau, não se engane : por trás de cada democrata se esconde um ditador pronto para dar o bote. E também, como você disse, eles são mais civilizados. A população tem mais recursos para poder ficar em casa.
A nossa maior tragédia não é o presidente. É a população. É o povo. Burro, indisciplinado, semianalfabeto. Que não é capaz, que não quer, que se recusa em seguir protocolos minímos de segurança, que se nega em ficar sem sair para a balada, sem o seu churrasco na laje. 
Eu não parei em casa um único dia desde o começo dessa pandemia. Só agora, desde quarta-feira, que o ditador Duarte Nogueira nos proibiu de sair às ruas. Antes disso, saí de casa todos os dias, fosse para ir ao mercado, fosse para dar uma caminhada. Sempre usei máscara, sempre mantive o distanciamento. E nunca peguei a peste chinesa. Do começo de fevereiro desse ano até a semana passada, fui todos os dias à escola. Tive contato com outros professores (tivemos três casos de docentes lá), tive contato com alunos. Sempre com máscara e mantendo distância. Também não peguei a gripe chinesa. E não sou mais nenhum garoto, já estou indo para os 54 anos. Se todos, ou a grande maioria, procedessem dessa forma simples, será que um pequeno comércio não poderia funcionar em um ritmo menor, mas ainda funcionar? Limitando o número de pessoas que entram nele de cada vez? Poderia, se não fosse o zé povinho. E quem é que paga por isso? O sujeito que quer trabalhar.
Moro no mesmo bairro há 34 anos (com um intervalo de 3 anos em que residi em Mococa por conta de assumir o meu cargo), conheço vários pequenos comerciantes, donos de quitandas, papelarias, ópticas, perfumarias, lojas de ferragens, de eletrônicos, de colchões, de tintas etc. Eu sou funcionário público, e você, Jotabê, aposentado, o nosso está garantido. E o desse pessoal? Comerciantes de mais de décadas no bairro estão fechando suas portas porque os governos resolveram fechá-las por eles. Por conta de um povo escroto e filho da puta feito o brasileiro, o trabalhador está se fudendo. O zé povinho, como eu disse, está pouco se lixando, sempre teve o bolsa família e agora tem o auxilio emergencial.
Ontem, com itens básicos de alimentação chegando ao fim, minha esposa entrou no site de um mercado para fazer o pedido. Primeiro, essas compras não podem ser feitas a dinheiro, com quem entrega recebendo a grana em mãos. Disse à minha esposa que usasse o meu cartão de débito do banco. Também não podia, tinha de ser, sabe-se lá o porquê, cartão de crédito. Eu não tenho cartão de credito, só de débito. Minha esposa tem. Se eu fosse solteiro, por exemplo, ou se minha esposa também não tivesse, não teríamos comprado os mantimentos. Quantos milhares de pessoas pelo Brasil afora, Jotabê, nem conta em banco têm? Loquidau na Nova Zelândia? Pode até ser, não sei como são as coisas por lá, mas loquidau em país de população pobre e semianalfabeta? Não é possível, meu caro, não é possível. É querer matar mais que o comunavírus. 
Mais : resolvido o problema do cartão de crédito, o uso da página em si era complicadíssimo. Minha esposa, não é de hoje, compra quase tudo o que precisa pela internet, e ela mesma apanhou um bocado até conseguir entender e acertar o procedimento para fazer a compra. Eu mesmo não sei se teria conseguido. A mesma pergunta : quantos milhares de brasileiros que mal fazem ler para não errar o itinerário do ônibus são capazes de navegar por um site de compras? Quantos milhares não têm sequer um computador ou uma conta de internet? Loquidau na Itália, no Reino Unido? Pode até ser, não sei como são as coisas por lá, mas loquidau num país cuja maioria da população não tem acesso nem a saneamento básico, quanto mais a contas bancárias e habilidades cibernéticas? É loucura, meu caro Jotabê. É querer matar mais que a peste chinesa. 
E não é só a população. Quantos pequenos estabelecimentos, quantas pequenas empresas familiares estão equipadas para atender via site, feicibúqui etc? Quantas contam com um esquadrão de entregadores? Quantas podem pagar por eles? Na quitanda do Sudo, de uma família de japoneses antiquíssima do bairro, o cara ainda usa aquelas máquinas de calcular manuais, com bobina de papel, aquelas de puxar a alavanca a cada item adicionado. Eu sou gato velho escaldado nessa história de se imitar modelos que deram "certo" em outros países; na chamada Educação é o que mais se faz, e nunca dá certo, sempre dá merda.
Encontrei por acaso, no mercado, na terça-feira, véspera do início do loquidau por aqui, com o dono de uma oficina de reparos de aparelhos eletrônicos; eu mesmo já me utilizei de seus serviços por várias vezes. Ele me contou que já está há meses sem conseguir pagar o aluguel da pequena sala que ocupa, da qual tira o seu sustento, e que com o loquidau previsto para até domingo, mas com chances de ser prorrogado, ele não terá o que fazer a não ser entregar o ponto no qual trabalha há 18 anos. O assistente que ele tinha já foi dispensado há 3 meses. Falou-me de uma maneira contida, impessoal, mas se ele pudesse, se ele não achasse vergonhoso, tenho certeza de que teria chorado na minha frente. Será que o filho da puta do prefeito vai socorrer financeiramente esse sujeito? Vai é o caralho que vai. Por causa de um povinho desgraçado, acostumado a viver de esmolas governamentais, um cara desse é sacrificado. E milhares de outros como ele.
E não pense que o Cavalão seja tão burro assim. Por que você acha que foi criado o auxílio emergencial e por que, muitas vezes - tenho algumas notícias disso aqui na cidade -, se faça vistas grossas ao funcionamento "ilegal" de pequenos estabelecimentos, sobretudo em bairros de periferia? Para que a panela de pressão não exploda. Para que esse povo sem acesso ao numerário e às ferramentas necessários para se viver confortavelmente em loquidau não saia às ruas saqueando mercados, para que consigam, ao menos, comprar o seu arroz com feijão na mercearia da esquina. Que é o que eu, sinceramente, queria que acontecesse, que a panela de merda explodisse. Mas o Cavalão, assim como todos os que o antecederam, sabem muito bem o gado que tangem.
Para finalizar este texto meio desconexo, que não irei revisar para tentar lhe dar maior coerência, que começou como uma resposta ao seu comentário, concordo com você que se o comportamento do presidente tivesse sido diferente, tivesse sido mais estratégico, capaz de uma macro visão do problema, possivelmente estivéssemos em uma situação um pouco melhor. Mas se o comportamento do povo também tivesse sido diferente, certamente estaríamos numa situação muito menos grave. Não coloquemos, feito os marxistas, o povo sempre como vítima de seus governantes. Nunca nos esqueçamos de quem os colocam lá.

quarta-feira, 10 de março de 2021

Ué? Mas é Só o Brasil? Cadê os Outros?

Li hoje, no blog do Jotabê, um texto de um tal Jamil Chade, no qual ele se mostra alarmado e preocupadíssimo com a imagem do Brasil no exterior, "a pior desde o fim do Regime Militar", segundo ele. A culpa, é claro, total e integralmente do intrépido e imbrochável Bolsonaro. Mas deixemos isso de lado, por ora.
Fui ver quem era o tal e verifiquei que o cara tem pedigree. Que é cachorro grande. É jornalista e correspondente brasileiro na Europa há quase vinte anos. Dos mais conceitudos, respeitados e premiados do seu ramo. Tem mestrado em Relações Internacionais cursado em Genebra. Fez parte de um grupo de direitos humanos que ajudou nas investigações da Comissão da (meia)Verdade. De onde dá pra sentir a música que o cara toca. Um currículo vastíssimo e invejável (de verdade). Escritor de livros, também. Talentoso, competente e inteligentíssimo, pareceu-me ser Jamil Chade. Porém, a soldo da esquerda.
Em seu texto, ele diz que, aos olhos do mundo, o Brasil passou da condição de pária para a de uma "ameaça global", por conta das estratégias governamentais de combate à Peste Chinesa (adoro me referir a ela desta maneira, e saber que não estou a cometer nenhuma imprecisão ou ato de xenofobia), por conta de um "louco genocida" que nos governa.
Ele relata uma série de pequenos episódios de seu triste cotidiano europeu para fazer com que seus leitores brasileiros entendam e tenham conhecimento do quão terrível é a imagem feita de nós pelos estrangeiros. Imagem essa que deve ser muito fundamentada na imagem que o próprio jornalista tem do Brasil; afinal, há quase vinte anos residindo na Europa, grande parte do olhar dele já é o de um estrangeiro..
Ele conta que, ao levar o filho ao dentista, que os sabe brasileiros, o bom doutor, ressabiado e receoso, perguntou se ele estivera recentemente no Brasil. Oh, constrangimento!!!!
Também que, ao entrar na sede da ONU, em Genebra, foi abordado por um jornalista do New York Times horrorizado sobre o tratamento dado por Bolsonaro à pandemia da Peste Chinesa (os EUA têm maiores números absolutos e maior porcentagem de mortos pelo comunavírus que o Brasil, como logo mostrarei). Por que o "horror" deste jornalista ianque?
Fala de manchetes de jornais britânicos que estamparam uma caçada das autoridades sanitárias em busca da pessoa contaminada pelo "vírus brasileiro". Dizer vírus chinês é preconceito, tá proibido, né, seus porras? Vírus brasileiro, variante de Manaus etc, tá liberado. Ora, vão todos tomar em vossos cus!
Diz, ainda, que perguntou a um dirigente da OMS sobre a opinião dele a respeito de Bolsonaro : "louco, louco", foi a resposta recebida.
Vivemos um contexto de pandemia, de infecção mundial. A Peste Chinesa flagela e colhe em sua foice pessoas de todas as nações. Por que apenas o Brasil, segundo Jamil Chade, é visto como uma ameaça global? Será que a maioria dos outros países estão em situação muito melhor que a nossa nesse quesito, senão pior? Será o imbrochável Bolsonaro o governante mais inepto e sanguinário do planeta?
Deixei de lado o texto de Jamil Chade e fui ter com os números. Ah, os números. Tão impessoais e confiáveis. Adoro os números. Eles não mentem nem deixam que mintam em seus nomes. Por isso, a maior parcela das pessoas os odeiam e à Matemática. Por isso, preferem as "ciências" humanas, putas baratas e facilmente moldáveis e ajustáveis às conveniências de cada um, de cada época.
Pesquisei as populações atuais dos EUA, da Itália, da Espanha, da França, do Reino Unido, da Suíça e do Brasil. Também os respectivos números de mortos pelo comunavírus em cada um deles e calculei a porcentagem de mortos entre as suas populações.
Os dados são de hoje (10/03/21) e foram retirados do site Country Meters. Tabelei-os.

País

População atual

Mortos pela Peste Chinesa

% de mortos

EUA

332.998.465

527.352

0,158

Itália

60.556.770

100.479

0,166

Reino Unido

68.214.810

124.797

0,183

Espanha

46.630.892

71.436

0,153

França

65.550.062

89.301

0,136

Suíça

8.742.053

9.374

0,107

Brasil

214.096.627

268.568

0,125

Dentre os países pesquisados, só estamos pior em números porcentuais que a Suíça. Todos os outros, todos países de primeiro mundo, apresentam índices piores que os nossos.
Por que, então, só o Brasil é internacionalmente considerado uma ameaça global e tem essa terrífica imagem lá fora? Por que só Bolsonaro é tido como um "louco genocida"? Por que não os outros países da minha tabela? Por que não os seus governantes? Nem de Trump foi dito que ele é um genocida. Por que estamos no topo da lista de suspeitos das barreiras alfandegárias do Reino Unido e outros países europeus? Se tivéssemos por aqui a mesma proporção de vítimas fatais que no Reino Unido, estaríamos já a bater na cifra dos 400 mil mortos.
Não estou negando que nossa realidade seja terrível : ela o é. Nem estou a dizer que Bolsonaro tem mais acertado do que errado no combate à Peste Chinesa : ele não tem. Mas a situação está tão terrível quanto a nossa em vários outros países, muito mais desenvolvidos e com melhores estruturas que as nossas. Muitos outros líderes mundiais também estão mais a errar do que a acertar. E por um simples motivo : ninguém nunca teve de lidar com tal conjuntura, é novidade para todo mundo.
Por que, então, a imagem do Brasil às vistas do mundo é muito pior que a imagem de países com maiores índices de mortos que o nosso, EUA, Reino Unido etc?
Para mim, a coisa é clara : a imagem que um estrangeiro tem de um país X, que não é o seu, é a imagem que lhe é transmitida pela própria imprensa do país X. A terrível e alarmista imagem que os europeus têm do Brasil é a terrível e alarmista imagem pintada por nossa própria imprensa. Imprensa esquerdista (na maioria dos casos), desmamada da cornucópia das verbas governamentais petistas e que tem se valido da situação para tentar minar e derrubar o governo, pouco se lixando, de fato, para os mortos, usando-os apenas como bucha de canhão aos seus propósitos.
A imagem do Brasil no exterior que tanto apavora Jamil Chade é a imagem veiculada por seus próprios colegas da imprensa vermelha, que querem reaver as benesses e as regalias que tinham nos governos anteriores.
Quanto ao autor do texto, será que ele está mais preocupado com a imagem do Brasil no exterior ou com a sua própria imagem frente aos estranjas com quem convive? Será que ele está mais preocupado com o estrago intensificado, segundo ele, por Bolsonaro da imagem do Brasil ou com o estrago de sua imagem para "inglês ver", ou para americano ver etc?
Repito :  a situação é, de fato, terrível e apavorante. Mas por que demonizá-la só aqui? "Ué? Mas é só o Brasil? Cadê os outros?" Perguntaria o sábio e indignado Macaco Sócrates, criação de Orival Pessini, do humorístico O Planeta dos Homens, da época em que a rede Globo produzia bons programas humorísticos. Épocas pré-zorra total, pré-Adnet e pré-outros idiotas metidos a gênios.

domingo, 7 de março de 2021

Pandemia da Peste Chinesa Faz Cair as Máscaras

O confinamento faz aflorar personalidades recônditas. Não ter que representar o papel lhe atribuído pela sociedade, pela família, pelos amigos, pela profissão e mesmo autoatribuído na frente do bando faz com que se descortinem facetas muitas vezes insuspeitadas. Enrustidas e trancadas a sete chaves nos armários embutidos do ser.
O confinamento imposto pela Peste Chinesa vem escancarando e arejando com brisa fresca (fresquíssima) armários e gavetas recendendo a mofo, naftalina e pijamas com bolso na camisa. A Peste Chinesa vem aumentando ainda mais a viadagem planetária.
Garanhões reprodutores puros-sangues estão a se tornar em eguinhas pocotó. Reis leões, em princesinhas gazelas. Galos que cantavam e mandavam nos terreiros estão a soltar a franga, a se mostrarem Galinhas Pintadinhas. Zés Mayer e Jeces Valadão estão a virar Jeans Wyllys.
É a covid-19 fazendo cair as máscaras.
A pandemia do comunavírus fez crescer em 80% a venda de maquiagem "masculina". Eu nem sabia que essa viadagem existia. Os dados são da gigante do ramo, a rede de farmácias americana CVS, cujos campeões de venda são o BB Cream ("disfarça as pequenas imperfeições da pele e pode ser usado diariamente, pois é super discreto". Super discreto já é coisa de bichana, mesmo), o corretivo ("ótima opção para esconder aquela espinha incomoda ou as olheiras de uma noite mal dormida"), o pó compacto ("depois de aplicar o BB Cream e o corretivo, é comum a pele ficar com um aspecto meio brilhoso. O pó compacto serve para, além de tirar esse brilho, fixar a maquiagem para que não se desfaça com facilidade"), o lápis de olho ("para deixar o visual mais marcante e dar destaque aos olhos", também na versão para o olho do cu) e o hidratante labial ("para não ficar com os lábios ressecados durante o dia", e ficar com um boquinha de veludo à noite).
E na compra do conjunto completo de maquiagem, o cara recebe de brinde um vibrador de 20 cm de bitola com três velocidades, wi-fi e bluetooth para conectar na sua entrada USB.
Valha-me São Bolsonaro!!! É a volta do KIT GAY!!! 
Baitolas, boiolas, perobos, maricóns, paneleiros e jóqueis de jiboias do mundo todo entraram em pânico! Ficaram "horrorizadas" com suas imagens nos aplicativos de vídeoconferências. Perceberam que tinham, vejam só, gravíssimas deformidades faciais : imperdoáveis rugas, pés de galinha, olheiras, cravos, manchas de sol, marcas de acne juvenil etc.
As dondocas não tiveram dúvidas, começaram a se maquiar. A investir  em bases, corretivos, sombras e delineadores. Caiu a máscara dos machões. E entrou o make-up!  
Ben Dixon, corretor de imóveis, de 42 anos, de Nova York (EUA) diz ter "perdido o foco" (e depois as pregas) durante uma videoconferência de negócios quando percebeu olheiras e bolsas sob os olhos. Para se sentir seguro no trabalho remoto, para reforçar a sua imagem de macho, Ben recorreu à maquiagem.
"Foi incrível, as pessoas diziam que eu parecia mais jovem", declarou ele. Que atribuiu ao novo visual a venda de um imóvel de R$ 170 milhões, pela qual lutava há mais de um ano. Um ano suando para vender uma propriedade e o cara acha que conseguiu fechar negócio por causa de sua sombra marrom-verona, apenas um tom abaixo do tom de sua pele.
A nova modalidade de viadagem já ganhou até um nome : é o Efeito Zoom. Em referência a uma das ferramentas de chamadas de vídeos mais populares.
Gabriel Reyes, publicitário de Los Angeles (EUA), biba sexagenária, "tomou um susto com as rugas e as marcas de sol durante uma conversa por vídeo". Imagine só, um cara com mais de 60 anos ter rugas... Recorreu a um creme, uma base e um corretivo para rebocar rosto e pescoço e gostou do resultado que viu no vídeo : "os homens não devem ter receio de usar ferramentas que os ajudem a ter uma boa aparência e a se sentir melhor", declarou. 
A ferramenta que essa teteia está precisando, além daquela que a gente já sabe, é duma boa enxada para carpir de sol a sol.
Não nos preocupemos com o presente de grego nos dado pela China, com o cavalo de troia de R$ 1,99 colocado às nossas portas, não será o coronavírus a exterminar e a extinguir a humanidade. Sim, o boiolavírus.
Abaixo, o padrão do "macho" do milênio, o homem do século XXI, a nora que toda sogra pediu a Deus.
Ele limpa a casa, cozinha, lava e passa, lembra do seu aniversário, costura, tricota luvas e suéteres para o inverno, é vegano, faz lasanha e quibe de  berinjela, separa o lixo reciclável do orgânico, é "entendido" em arte contemporânea, adora uma bienal, emociona-se em saraus, dá dicas de decoração para a casa e te acompanha à Tok & Stock, só bebe vinho biodinâmico e cerveja artesanal, vota na Marina Silva e no Fernando Gabeira, não conta piada de bicha, de gordo, de japonês, de baiano e de gaúcho, pratica ioga, meditação, reiki, do-in e reflexologia, faz ikebana e origami de cisne em guardanapos de papel, tem purificador spray Gleide de lavanda no banheiro, só toma caipirinha de kiwi, leva o shih tzu para o banho e tosa, senta com as perninhas cruzadas e fica balançando os pezinhos tomando um espresso e folheando uma revista de arquitetura na bookstore. Um mimo de rapaz.
Só não vai te comer!
Pãããããããããta que o pariu!!!!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Volkswagen Relança Modelo de Carro Retrô, Retrô-vírus

Surfando na atual tendência dos novos modelos do Covid-19 produzidos na Zona Franca de Manaus, a Volkswagen reedita um de seus maiores êxitos mercadológicos da década de 1970 : a Variant.
Variant 1973, na cor azul-calcinha.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O Pancadão dos Velhinhos (Ou : os 300 do Asilo)

Conforme o esperado, proibir os foliões de Pindorama de pularem o carnaval fez pulular a quantidade de festas clandestinas por todo o País do Carnaval. Festas cujo o breve reinado de Momo só veio a servir de pretexto para a manada se congregar, pois, de fato, em nada guardam a essência dos velhos carnavais. São raves, bailes funks, pancadões e outras aberrações e excrescências.
Deliberada e inconsequentemente, por todo o território nacional, hordas e mais hordas de jovens, em rebeldia e desobediência civil, lançaram-se a festas que foram verdadeiros rituais suicidas de contaminação pela Peste Chinesa.
Jovens? Só se tiver sido por aí, na cidade em que você reside, caro leitor. Só se tiver sido por aí. Por aqui, na eternamente mal-educada e insalubre Ribeirão Preto (SP), rebeldia juvenil é coisa do passado. É, literalmente, coisa de velho. Por aqui, a vibe deste carnaval, o que bombou mesmo, foi o Pancadão dos Velhinhos!
No sábado de carnaval (13/02), uma denúncia de um filho da puta anônimo, levou a polícia a desbaratar uma festa com mais de 300 pessoas, promovida por uma casa de eventos localizada no Centro Velho da cidade, à rua Álvares Cabral, nº 50.
A denúncia, mais uma de várias, foi feita ao 190 e a polícia já foi preparada para descer o sarrafo na moçada (policiais ganham pouco, mas se divertem). Qual não foi a surpresa dos meganhas ao verem que era um bailão bate-coxa e mela-cueca destinado a idosos. Os famosos "bailes do desmanche".
E por pouco a polícia não pegava ninguém no local, pois o baile da velha guarda (e do velho que não mais "guarda") tinha término previsto para as 22 horas. Que Bailão do Desmanche é assim, começa ao anoitecer, ao lusco-fusco, às 21 horas é servida a canja, que é para não abusar do Corega, e às 22 todo mundo vai pra casa, vestir o pijama com bolso e as pantufas. Sei porque trabalhei com uma professora que era assídua e entusiasta frequentadora dessas matinês da terceira idade. Inclusive, corria à boca pequena que ela era conhecida como a Pantera do Palestra (tradicional e decadente clube aqui da cidade).
Ao jovem, o atenuante concedido à sua inconsequência é a sua própria condição de jovem, a sua juventude, que, dizem, não lhe permite ter a clara - ou mesmo nenhuma - percepção de sua mortalidade. Um jovem de 20 anos se julga imortal. Um eleito e um protegido dos deuses. E, convenhamos, o cara que é capaz de ter três ou quatro ereções por dia tem todos os motivos para acreditar nisso.
E aos velhinhos, o grupo de maior risco do comunavírus? E aos 300 do Asilo? Que atenuante poderíamos lhes conceder pelas suas inconsequências, para que não sejamos acusados de discriminação, de geriatrofobia? O que lhes poderia ser aceito como álibi?
Creio que um da mesma natureza que o concedido ao jovem; apenas no outro extremo do espectro da vida. O jovem não tem a precisa noção de sua finitude; já o velho não só a tem como também sabe que ela lhe chegará em breves e curtos anos.
Então, o velho, já com sua missão cumprida, filhos criados, já no bico do urubu, já mijando no pé, já tendo tirado as medidas com o alfaiate da funerária para o seu paletó de madeira, resolve desbundar, despirocar, "aproveitar" os poucos anos que lhe restam vivendo a ilusão de ser novamente jovem, dobrando e unindo, assim, os dois extremos do espectro da vida e fechando o círculo da triste existência humana.
Com 90 anos de idade, o matusalém vai se cuidar para quê? Vai adotar alimentação saudável e ir fazer ginástica na praça para quê? Para chegar aos 92, 93 anos? Porra nenhuma! O velhinho quer mais é rosetar! Parar de beber? De fumar? O caralho!! Na velhice, os vícios nos são os únicos prazeres possíveis.
O jovem se arrisca porque acha que não vai morrer; o velho, porque não tem muito mais pelo que viver.
Depois de uns quinze ou vinte minutos de filosofia barata, que geraram esta postagem, percebi que o motivo para a "loucura" cometida pelos 300 do Asilo aqui de Ribeirão nada teve de existencial, de "profundo" quiçá de metafísico. Foi produto da absoluta confiança na ciência. Na semana passada, os idosos e idosas (senão seria um baile gay) ribeirão-pretanos acima dos oitenta anos foram vacinados.
Pois os velhinhos tomaram a vacina, sentiram-se protegidos e foram brincar o carnaval!
Certíssimos, os velhinhos!!!!
Só esperemos que a vacina chinesa, a CoronaVac, não entre em conflito medicamentoso com o Viagra, produzido pela Pfizer. Interação desastrosa que levaria a uma movimentada e concorrida Quarta-Feira de Cinzas. No único crematório da cidade.
Pãããããta que o pariu!!!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2021

No Combate à Pandemia do Boiolavírus, A China Inclui (no bom sentido) Matéria Antiviadagem no Currículo Escolar

A China é a pátria do coronavírus. Mas também é terra de regime comunista das antigas. A economia chinesa pode até ter se aberto ao mundo, mas abrir o CUmunismo, jamais. Se o regime é fechado, o toba também tem que ser. Os olhos da cara podem ser rasgados, o do cu, não.
A China infectou o mundo com o coronavírus; porém, está sendo infectada pelo mundo ocidental por uma pandemia ainda pior : a da viadagem socialmente construída e imposta, lenta e sorrateiramente inoculada e infiltrada pelo discurso canalha do politicamente correto de uma ala esquerdista mais liberal, mais flexível e arrombada - feministas encruadas, suvacudas e muxibentas, defensores da ideologia de gêneros, mestres-salas e porta-bandeiras do estandarte do arco-íris etc -, que pretende demolir e tornar vergonhosa, criminosa, até, a figura do macho da espécie.
Hoje em dia, o sujeito nascer homem e exercer todos os atributos e as qualidades que seu cromossomo Y lhe confere, cumprir com a função de macho que a natureza lhe deu por missão e incumbência, e ter orgulho disso, é crime. Punível pela penas capitais da lacração e do cancelamento. Orgulho de ter a rosca frouxa, pode; de ser homem, não. 
Hoje em dia, o sujeito nascer com um pau entre as pernas, ficar ereto ao ver uma gostosa e atender o chamado biológico de querer metê-lo num bom bucetão cabeludo, agora, é considerado "tóxico". Aliás, bucetão cabeludo também não pode mais, é "sujo", é "feio", "anti-higiênico e antiestético". O caralho que é! É uma delícia, isso sim!!!
Esse discurso de castração do macho e de tentativa de catequizá-lo à doutrina e à prática de escorregar no quiabo e de beijar pra trás é tão onipresente que, na maioria das vezes, ele nos passa despercebido, de tão asperso e impregnado que já se encontra no ar que respiramos.
Essa construção do "machinho" se dá por todos os flancos, essa urdidura do cara sensível às necessidades da mulher, simpático às causas sociais e ambientais, empático aos infortúnios das "minorias" e dos "vulneráveis, do cara que não conta piada de bicha, que é membro do greenpeace, que não vira o pescoço para olhar a bunda da gostosa, que sequer mija na piscina e que, claro, é um broxa irremediável (afinal um sujeito com tanta empatia e preocupação social jamais correria o risco de machucar uma buceta, ainda que, para com as próprias pregas, não demonstre mesmo cuidado e consciência social), se dá por todas as mídias, plataformas e veículos de comunicação : noticiários, novelas, filmes, livros, redes sociais, músicas e, sim e desgraçadamente, nas salas de aula.
Nas salas de aula, majoritariamente nas das redes públicas, onde as canalhas estão imunes à demissão, professoras de sociologia, filosofia, história, geografia etc - o chamado povinho da área de "humanas" - cortam e cauterizam as bolas dos sacos dos apedeutas do sexo masculino desde os seus ingressos na escola, desde as suas primeiras infâncias. Fazem-nos se sentir culpados por terem nascido homens. Martelam o tempo todo em suas cabeças (principalmente na do pau) que eles são potenciais opressores, repressores, objetificadores e agressores das mulheres. Vomitam e impõem aos meninos todas as suas frustações e recalques de mal-resolvidas que são, destilam todas as suas mágoas e seus ressentimentos por serem incapazes de segurar um macho com o que têm entre as pernas, por chatas, rançosas e "empoderadas" que são não conseguirem um pau duro para chamar de seu. Se o menino for macho e, ainda por cima, branco, aí é que ele está fodido de vez nas mãos dos "educadores" engajados e "críticos sociais" deste nosso Brasil dante mais macho e varonil. Nesse caso, ele não só é um estuprador em potencial como também o responsável por toda discriminação, racismo, homofobia e desigualdade social do país.
A emasculação social do macho não se dá apenas no terreno da ideologia, ela tem também apoio técnico-científico na sua missão, também conta com o auxílio da adição de diversos componentes, hormônios e outras substâncias químicas, sabidamente feminizantes, em alimentos e embalagens que os contêm.
A extinção do macho das antigas é um projeto muito bem engendrado. É o que eu chamo de o Complô Mundial para o Embichamento Planetário, e contra o qual eu alerto há tempos aqui no Marreta, há mais de 10 anos, como, a quem interessar possa, está exposto e fundamentado nas, entre outras, postagens abaixo. 

 
Pois é justamente essa pandemia, a do boiolavírus, esse sim comprovadamente criado em laboratórios e nos centros acadêmicos de universidades de "ciências" humanas, que está a chegar à China, que está a contaminar os seus jovens mancebos, o principal grupo de risco do boiolavírus.
Mas na China, meus caros, ditadura vermelha das antigas, o buraco é mais embaixo.Tão embaixo e escondido e protegido que inacessível e inexpugnável à entrada não só do boiolavírus como também à de qualquer outro corpo estranho de maiores dimensões.
Digamos mal o que e o quanto queiramos do regime chinês - e estaremos certos -, mas não lhe neguemos o reconhecimento e o aplauso por sua suprema virtude : a disciplina. A disciplina e a organização que lhe é colateral. Através das quais a China é capaz de detectar precocemente o inimigo, antes que ele cause maiores estragos, e combatê-lo e rechaçá-lo rápida e eficazmente. Erradicá-lo. 
O alerta epidemiológico do crescente surto do boiolavírus entre os jovens chineses foi dado pelo conselheiro político e presidencial Si Zefu, cujos olhos, não obstante serem oblíquos, não são obtusos, enxergam longe. 
Si Zefu externou sua preocupação a respeito da boiolagem adquirida dos jovens chineses (descrevendo-os como "delicados, covardes e afeminados") ao presidente Xi Jinping, que cobrou medidas urgentes e severas do Ministério da Educação Chinês. No que foi atendido prontamente : os burocratas chineses da educação criaram a Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino
Valha-me São Bolsonaro!!!!
A medida, entre outras coisas, obrigará, em breve, os governos locais a contratarem mais professores homens para as escolas, tidas como um ambiente excessivamente feminino. Um aumento de homens no quadro docente, segundo Si Zefu, ajudará a "combater o problema", que considera como "uma ameaça ao desenvolvimento e à sobrevivência da nossa nação"
De fato, as escolas são ambientes predominante femininos e, logo, feminizantes, emasculadores, o menino não tem, ou tem pouquíssimas, referências masculinas, só escuta um lado da história, e nele é doutrinado.
Sobretudo, professores homens de educação física, de preferência ex-atletas, para promover o "desenvolvimento vigoroso" de esportes de macho feito o futebol, e não aulas de bordado e ikebana, a fim de "cultivar a masculinidade dos alunos homens" e "melhorar a saúde física e mental deles". De novo, corretíssimo o conselheiro Si Zefu. Tem que elevar a autoestima do macho, reacender nele o orgulho de carregar um pau entre as pernas.
Há algum tempo que Si Zefu vem demonstrando preocupação com o fato de que figuras atléticas fortes não são mais tomadas como modelo e padrão de masculinidade, sendo trocadas, muitas vezes, por figuras de celebridades afrescalhadas e andróginas, como os astros do gênero musical K-Pop.
Mocinhas e "moçoilas" chinesas do K-Pop
Si Zefu não livra a cara de ninguém pelo processo de embichamento do jovem chinês. Culpa as escolas, culpa as celebridades da rosca frouxa e sobra chumbo grosso até para a dantes mais tradicional e rígida família chinesa. O conselheiro atribui parte da viadagem
ao ambiente doméstico, com boa parte dos meninos chineses sendo educados por suas mães e avós, que os criam com muitos mimos, além de lhes atribuírem tarefas domésticas femininas como lavar a louça, passar roupa, varrer a casa etc.
Pois eu sugiro que, além do aumento de professores homens e de atividades de macho, o governo chinês inclua revistas suecas de sacanagem no material escolar do apedeuta macho. Revistas suecas e "catecismos" do Carlos Zéfiro. 
É o kit macho das antigas, opondo-se ao KIT GAY que o PT quis distribuir para alunos de 7 a 10 anos de nossas escolas públicas lá pelos idos de 2010, 2011. Que se abra a mochila do chinesinho e estejam lá os livros de matemática, de chinês, de ciências etc e revistinhas de putaria. 
Que seja incentivada, nas aulas de educação sexual, a quase perdida arte da punheta entre os jovens. Que, no mínimo, três vezes por dia, o chinês largue de seu celular por cinco minutinhos e soque uma bronha. Só não vale enfiar o dedo no cu. Só não pode se eletrizar com um fio-terra.
É claro que o anúncio da tão necessária Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino não foi bem recebido pelos ativistas e passivistas (principalmente) das redes sociais. Novidade nenhuma. A internet, como bem o disse Umberto Eco, é o reino dos idiotas. E, digo eu, o ducado da viadada.
"Os meninos também são humanos… sendo emocionais, tímidos ou gentis, essas são características humanas", escreveu uma pessoa na plataforma de microblog Weibo. Escreveu e não disse porra nehuma.
"Do que os homens têm medo? Ser igual às mulheres?", protestou outra usuária do microblog. Nem é questão de medo, é questão de senso. De fato, não há nada de mais, muito menos de depreciativo, antes pelo contrário até, em ser igual a uma mulher : desde que se tenha nascido com dois cromossomos X, útero e uma fenda do bíquini no meio das pernas.
Uma vez que estamos a importar a CoronaVac da China, proponho que o Governo Federal negocie um combo imunitário com o governo chinês. Que, junto à CoronaVac, para ser aplicada na velharada, também recebamos a BoiolaVac, para ser inoculada em nossos jovens, que importemos o programa educacional do macho chinês para implantá-los em nossas escolas.
Si Zefu morreria de AVC da cabeça da rola se soubesse quantos alunos já me disseram que depilavam pernas, peito e saco porque namoradas, mães e professoras lhes diziam que pelo é "feio e anti-higiênico".
A importação da BoiolaVac deverá ser de inteira e exclusiva responsabilidade do Governo Federal, do intrépido Bolsonaro, pois o João Dória, governador de SP, tenho certeza, não importaria a vacina. Nem mooooorta! Não daria esse tiro no pé!
Pãããããããta que o pariu!!!!
Conselheiro Si Zefu, entrando com honra e distinção para a galeria Macho das Antigas do Marreta.