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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Hoje é Festa Lá no "meu" DP

Tudo indicava que aquela seria apenas mais uma prisão pro forma, inútil e frustante para os policiais que a fizeram; como tantas outras. Tudo levava a crer que seria apenas mais um desperdício de esforço e de trabalho dos homens da lei, que grampearam, em flagrante, o vagabundo a roubar a aparelhagem de som de um automóvel. Que o tempo gasto na captura, na condução do criminoso à DP mais próxima e no cumprimento da burocracia para o registro do delito seria, mais uma vez, muito maior que o levado para que o infrator fosse liberado e saísse livre de novo às ruas. Livrado por algum benemérito cidadão ou dos direitos humanos, ou da vara da criança e do adolescente, ou de alguma pastoral, essa corja sempre a defender e livrar a cara dos seus.
Afinal, o meliante, a vestir uma camisa do Curíntians, apesar do incipiente buço sobre as ventas, levava o maior jeito de ser "di menor"; mais um dos segmentos da sociedade, dentre tantos, protegido e tornado intocável por um dos sem-fim de estatutos especiais de nossa Constituição Cidadã, constituição que se abre a dizer que todos são iguais perante a Lei.
Qual não foi, no entanto, a surpresa dos policiais ao puxarem a ficha corrida do distinto, a famosa "capivara", para procederem com sua autuação? Os PMs descobriram que o ladrãozinho pé de chinelo acabara de completar 18 anos, de ser promovido a "di maior", justamente naquele dia, no dia de sua prisão em flagrante, 05/06.
A alegria e o júbilo dos policiais foram tamanhos que eles resolveram comemorar a maioridade do delinquente com uma festa de aniversário. O ladrão fez aniversário, mas quem ganhou um presentão foram os policiais.
Fizeram uma vaquinha entre si e, com dinheiro do próprio bolso, organizaram uma festa na DP. Com direito a bolo, refrigerante e parabéns pra você! 
Hoje é festa lá no "meu" DP, vai rolar bundalelê!!!! 
O primeiro pedaço do bolo foi para o digníssimo aniversariante, o segundo foi para a mãe do precioso rebento, que o acompanhara até à DP. Abaixo, o larápio fazendo "joinha" para sair bem na foto, ao lado do bolo, da Coca 2 litros e da aparelhagem de som, produto e prova de seu roubo.
No vídeo da Festa na DP gravado pelos policiais, o qual disponibilizarei ao fim da postagem, um dos guardas diz : "vamos cantar os parabéns pro rapaz, é uma data comemorativa, e a gente não pode deixar passar uma data como essa, tá entendendo? Eu trouxe Coca pra você original, viu chefe? Só porque você tá completando 18 anos hoje".
Pããããããta que o pariu!!!! Até Coca-Cola original os PMs compraram para o safado! Mesmo eu, quando tomo meu rum na forma de cuba libre, não compro a original, só as genéricas, a Roller Cola, a Jabuti Cola, a It! Cola, a Baré Cola e, às vezes, muito de vem em quando, por ocasião de oferta, uma Pepsi. Tratamento de fidalgo, o aniversariante recebeu!
E, depois, vêm os lacradores da esquerdalha dizer que a nossa polícia é desumana, truculenta, insensível, despreparada e que trata todos à bala. Pois esse bandido foi tratado a bolo. E à Coca original! Pois, desmentindo a esquerdalha, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte  - o caso se passou na cidade de Macau (RN) - se mostrou muito humana e solidária para com o contraventor aniversariante. E, sobretudo, revelou-se muito espirituosa e bem-humorada. Um humor e uma ironia finíssimos! Machadianos!
E os parabéns? "É pique, é pique, é pique, é pique, é pique! É hora, é hora, é hora, é hora, é hora! Rá-ti-bum! Teje preso, teje preso, teje preso!!!" Poderiam também ter cantado a "Vou Festejar", canção de Jorge Aragão consagrada por Beth Carvalho : "vou festejar, vou festejar o seu sofrer, o seu penar...".
Sensacional! De uma genialidade e de uma verve humorísticas ímpares! Uma verdadeira cassetetada com luva de pelica! 
A Festa na DP, é claro, como não podia deixar de ser, foi denunciada por algum filho da puta mal-humorado e rançoso e, segundo declarações das Polícias Civil e Militar do Rio Grande do Norte, serão abertos processos administrativos para investigar o ocorrido e proceder com as devidas punições aos responsáveis, caso elas sejam cabíveis.
Punições? Pois eu acho que os policiais potiguares mereciam era ser condecorados. Com a Comenda da Grã-Ordem das Salinas e da A Praça é Nossa.
Esse povinho dos direitos humanos nunca está satisfeito. Se o preso leva porrada, eles reclamam; se ganha até festa de aniversário, eles reclamam. Ô povinho que tá é precisando de serviço, de uma enxada e uns terrenos pra carpir.
Por quais crimes contra a dignidade da "pessoa humana" e contra as integridades física e moral desta pobre vítima da sociedade eles serão acusados? Pelo que tentarão incriminar os valorosos PMs?
Só se for por fazerem justiça poética com as próprias mãos!
Abaixo, o vídeo. Hilário. Dá de dez a zero em qualquer esquete do humor metido a inteligentinho e nonsense do Porta dos Fundos.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Pau de Bêbado Não Tem Dono

O ditado "cu de bêbado não tem dono" é dos mais notórios e axiomáticos. Mais até que um ditado : uma advertência do Ministério da Saúde, um credo a ser lembrado e rezado diariamente por todos os bebuns das antigas.
Mas e pau de bêbado? Não terá, o cacete, igualmente ao brioco, também proprietário de escritura passada e lavrada em cartório? E não digo do sortudo capotar de bêbado e acordar com marcas de batom na rola, ou de gosma seca de xavasca no sem-osso e nos pentelhos. Digo do pé de cana sofrer um apagão etílico e acordar sem a benga, com a piroca decepada, subtraída. Descaralhado. Um eunuco de Baco.
Pois tal infausto se abateu sobre um homem de 36 anos, morador da pequena comunidade de Macaúbas (MG) e cuja identidade vem sendo mantida em sigilo.
Na madrugada deste domingo para segunda, o pudim de cachaça exagerou na birita e acordou horas depois no meio de um matagal. Com a sua rola cortada e desaparecida. Socorrido pelo SAMU, foi levado ao hospital mais próximo, atendido pelos médicos e seu quadro foi declarado estável.
Agora, o caso ficará sob a jurisdição da 210ª Companhia da Polícia Militar de Bocaiúva. De acordo com o comandante da Companhia, o capitão Michael Stephan da Silva, o mangalho do homem ainda não foi achado para que se tente uma cirurgia de reimplante. "Realmente, este caso é algo inusitado, fora do comum. É uma coisa até desumana", declarou o capitão ao jornal Correio Braziliense.
Investigar o sumiço de um pau... a que grau de humilhação um oficial graduado tem de se submeter... fico imaginando como a PM mineira sairá desta sinuca de bico. Como procurar por um pau desaparecido? Que linhas investigativas adotar?
Inicialmente, cães farejadores da raça pastor alemão poderiam ser postos a vasculhar o matagal e seus arredores, mas a ideia, frente à constatação de sua impraticabilidade, logo teria de ser descartada. E por dois motivos : primeiro, pastores alemães são raça de cachorro das antigas, tudo espada, e se recusariam peremptoriamente a sair por ai a farejar caralhos; segundo, por urgir a localização da benga, não havendo, assim, tempo hábil para se treinar poodles, malteses, shih tzus, lhasa apsos, pugs e lulus da pomerânia.
A polícia, então, poderia pedir à vítima uma foto recente de seu caralho, e, de posse dela, sair a mostrá-la para o dono do buteco, para os frequentadores da birosca e moradores vizinhos, perguntando se alguém tinha aquele badalo por ali nos últimos dias. Caso o homem não seja adepto dos nudes e não possua uma foto do cacete, a polícia levaria um especialista ao hospital para proceder na confecção de um retrato falado da piroca.
Outra estratégia, além do boca a boca, poderia ser os agentes da lei espalharem cartazes com a foto ou com o retrato falado da piroca pelos postes da comunidade, com telefone de contato e promessa de gratificação, feito aquelas fotos de cães e gatos desaparecidos. Assim poderia dizer o cartaz : "Se encontra desaparecido um caralho de muita estimação. O dono está profundamente triste e deprimido. Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro da estrovenga, ligar para o nº XXXXX. O caralho atende pelo nome de Ditão".
Uma vez achado o caralho, uma outra questão : como atestar que ele pertença mesmo ao reclamante, que é de fato o caralho perdido, como verificar a legitimidade de sua posse? A polícia conduziria o homem a uma sessão de reconhecimento, como vemos nos filmes policiais. O homem seria colocado em uma sala, separada de outra, contígua a ela, por uma vidraça que só permite a visão de fora para dentro, e, nessa outra sala, em cima de uma mesa, cinco caralhos, numerados de 1 a 5. O policial diria ao homem : "aponte e diga o número da piroca que você diz ser sua".
A polícia poderia também colocar agentes a postos e de prontidão nos ramais telefônicos da delegacia; para, na hipótese não descartada de um sequestro, tentarem localizar o sequestrador quando esse ligar para exigir o resgate.
Inquirido pela polícia se suspeitava de alguém que pudesse ter motivos para capá-lo, o homem afirmou que não tem inimigos, e que nunca fez nada que pudesse ter motivado uma vingança.
E o caso segue sem solução.
Pois, para mim, está tudo muito claro e evidente. Não há mistério algum em relação à autoria da emasculação do mineirinho comia-quieto. Foi um crime de ódio! De pirocafobia! Um caso clássico de falocídio! Perpetrado por uma feminista suvacuda e muxibenta, que expropriou um potencial estuprador de seu instrumento máximo de opressão. Elementar, meu caro Watson!
Pãããããããããta que o pariu!!!!! 
 O capão, no momento em que era socorrido pelo SAMU.