segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Os Fora da Lei de Descartes

Li,
Dia desses,
Que 90% das pessoas do planeta
Nunca se muniram
De caneta e folha em branco
E tentaram dar corpo,
Parir um pensamento próprio.
Nem mesmo dar seu parecer, 
Sua versão sobre o pensamento de outrem.
90% das pessoas do mundo,
Simples, primária e primitivamente,
Não pensam.
E ainda assim existem.
Que existência de merda devem levar...
E que paz!!!
Puta que o pariu...
E que paz!!!

Mickey "Balboa" Rourke

Em Rock Balboa (2006), o último filme da série de seis sobre o boxeador consagrado e imortalizado por Sylvester Stallone - ou melhor, sobre o boxeador que consagrou e imortalizou Sylvester Stallone -, deparamo-nos com o garanhão italiano aposentado há décadas dos ringues, proprietário de uma cantina em que serve massas e antigas histórias de boxe aos seus clientes e a bater na casa dos sessenta anos.
Um encadear de contingências (quem quiser detalhes que veja o filme) põe Balboa frente a uma nova chance - a última - de voltar aos ringues. Contra o jovem campeão Mason Dixie, um campeão legítimo, saído das ruas e tudo o mais, porém, sem muito carisma e, principalmente, sem adversários à altura que legitimem a posse de seus cinturões em campo de batalha, que lhe proporcionem um batismo de suor, sangue, supercílios desbeiçados, maxilares triturados e retinas descoladas, o que torna suas lutas desinteressantes e as coloca sob suspeita de serem arranjadas, marmelada pura.
Rocky aceita o convite, volta a treinar - aquela coisa de subir escadaria, de socar quarto traseiro de boi em gélidos frigoríficos, com Eye of the Tiger a tocar ao fundo -, e faz luta das mais decentes e combativas contra o jovem Dixie, dá mais trabalho ao jovem detentor do título mundial dos pesos-pesados que todos os adversários anteriores dele, juntos.
Balboa aguenta firme os doze rounds, como cada um fosse uma façanha de Hércules, beija, faz Dixie beijar a lona por várias vezes e perde por pontos, em decisão apertada dos juízes. O campeão, incrédulo ao começo do combate e surpreendido ao seu final, agradece a Balboa pela luta de macho e recebe a gratidão de Balboa pela chance do último combate, de um encerrar digno de carreira, de poder sepultar de vez fantasmas do passado e outras viadagens e salamaleques só permitidas aos verdadeiros machos.
Lembro-me que, à época do lançamento de Rocky Balboa, a crítica bateu pesado em Stallone, mais que Apolo, o Doutrinador, Clubber Lang e Ivan Drago. Mesmo para um filme de ficção, Stallone, desta feita, exagerara, um sessentão voltar aos ringues e encarar de igual para igual um jovem campeão no auge da forma, na ponta dos cascos, era por demais absurdo. Até para Hollywood.
Ou melhor, só para Hollywood, só para o cinema, que é a cópia borrada, sem graça, formatada e politicamente correta da vida. Um sexagenário enfrentar um jovem só não é plausível na ficção e na sétima arte, terreno em que a lógica e a coerência são necesssárias. A vida real não se pauta por nenhuma espécie de lógica, manda a coerência às favas. A arte tem que ter manter uma coerência, a vida não.
Há duas semanas, a vida imitou a arte, que é vulto formado em espelho fosco da vida. A sexagenária vida desafiou a jovem arte, subiu com ela ao ringue. E lhe deu um belo dum cacete. Feito os personagens de A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen, o Balboa de Stallone fendeu a tênue barreira dimensional entre a telona do cinema e a realidade e tomou corpo entre nós. Na figura única, tresloucada, psicótica e grotesca de Mickey Rourke.
Aos 62 anos de idade, vinte anos depois de ter abandonado os ringues pela segunda vez, o ex-galã de 9 e 1/2 Semanas de Amor (um dos filmes mais bregas de todos os tempos), o cara que lambeu Kim Basinger de cabo a rabo (principalmente o rabo), voltou a lutar, enfrentou o jovem Elliot Seymour, de 29 anos, e derrotou-o. Por nocaute, no segundo round. Numa clássica porrada no fígado.
Derrotou! E não simplesmente, feito Balboa, aguentou o castigo do jovem adversário e conseguiu chegar capengando ao último assalto, o que já seria chamado, pelos politicamente corretos de plantão, de "vitória moral". Rourke não está nem aí para vitória moral, nem para a moral.
Tudo bem que Elliot Seymour não é nenhum virtuose dos ringues, nenhum campeão mundial. O jovem batido por Rourke ocupa a 265ª posição no ranking do boxe mundial e só venceu uma de suas dez lutas como profissional, ou seja, é um zé mané, um pau de bosta.
Mas até aí, se Elliot Seymour nunca foi um Mason Dixie, Mickey Rourke, muito menos, foi um Rocky Balboa. Ainda que Rourke colecione apenas vitórias e empates em suas carreiras amadora e profissional - 13 vitórias em 13 lutas como amador e sete vitórias e dois empates como profissional - sempre atuou nos baixos escalões do boxe, nunca foi do primeiro time, nunca subiu ao ringue escoltado por Don King. De semelhantes níveis técnicos, portanto, Seymor, com trinta e três anos a menos que Rourke, deveria tê-lo estraçalhado.
Deveria... Mas acontece que Rourke é Rourke. É daqueles sujeitos cujo espírito parece ter reencarnado em época errada. Rourke se sentiria muito mais à vontade num campo de chachina viking, decapitando o inimigo com um pesado machado e depois indo a uma taverna, descansar, beber e dançar junto à fogueira com uma ruiva gostosa e carnuda. Rourke sentiria-se muito mais vivo e satisfeito numa planície do Pleistoceno, a rachar crânios dos recém-evoluídos Homo Sapiens com um porrete feito de um fêmur de mamute.
Mickey Rourke não tem paciência para civilidades. É o cara que prefere sangrar e se quebrar num ringue do que, a exemplos, enfrentar uma fila de banco ou de mercado, esperar em casa pelo encanador, renovar a carteira de motorista, discutir um problema conjugal e outros inimigos imateriais, que ele não pode esmagar.
Quando as aporrinhações da civilização começam a lhe pesar, Rourke volta aos ringues. Onde, apanhando ou batendo, o que tem que fazer é claro e objetivo, de solução rápida e definitiva, e o inimigo, reconhecível e palpável.
Abaixo, Mickey Rourke, ao fim da luta com Elliot Seymour, sendo declarado vencedor pelo árbitro da contenda. Sessenta e dois anos de idade, corpinho de 60 e cara de 113 anos.
Quantos aos filmes de Mickey Rourke, não percam tempo com 9 1/2 Semanas de Amor, um soft porn. Nas telas, Rourke é encontrado em sua melhor forma em filmes como O Selvagem da Motocicleta, Coração Satânico, Barfly (em que interpreta Henry Chinaski, um alter ego do beberrão Bukowski), Harley Davidson e Marlboro Man, Homeboy, Johnny Handsome, O Lutador e Sin City.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Memorial aos Verdadeiros Heróis do Período Militar

Você não verá os nomes abaixo no relatório final da Comissão Nacional da Verdade. São os verdadeiros heróis do período que se estendeu de 1964 a 1985, os que realmente lutaram pela liberdade de expressão que, para o bem e para o mal, temos hoje. Retirei do site clubemilitar.com.br

sábado, 13 de dezembro de 2014

Os Mortos Sem Sepultura Histórica da Comissão da Farsa 1 - Os assassinados pelas esquerdas antes do AI-5, por Reinaldo Azevedo

Canso de desmentir aqui no blog a mentira histórica de que os canalhas comunistas, Dilma e sua patota, só surgiram depois de instalado o regime militar; canso de dizer que a tomada de poder pelos militares é que foi uma reação às atividades criminosas de grupos como o Colina, o VAR-Palmares e outros embriões do PT, e não o contrário. Mas sou apenas o Azarão. 
E quando é Reinaldo Azevedo que diz, com muito mais propriedade, lógico, exatamente a mesma coisa? E quando é um jornalista com décadas de tarimba e que foi trotskista quando jovem? Quem melhor para desvelar a farsa comunista do que alguém que já fez parte das sangrentas fileiras vermelhas? Abaixo, Reinaldo Azevedo:

"No dia 12 de janeiro de 2010 — há quase cinco anos, portanto —, publiquei a lista de todas as pessoas que foram assassinadas pelos terroristas de esquerda. Cheguei a 119. O Clube Militar fala em 120. Que fossem apenas duas, pouco importa: suas respectivas mortes e seus respectivos nomes tinham de estar na lista da Comissão da Verdade. Por que não estão? Pelo visto, essa turma não leva a sério aquela história de que a morte de qualquer homem nos diminui. Eles não se sentem diminuídos nem com mais de 100.
E que se note: entre os 434 mortos “do bem” (os assassinados pelas esquerdas, pelo visto, são “mortos do mal”), há uma pessoa que já se sabe estar, felizmente, viva. Trata-se de Dirce Machado da Silva. A relação elaborada pelas esquerdas inclui, por exemplo, os que morreram de arma na mão no Araguaia. Antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre esse particular.
Mas o que é que os livros de história, boa parte da imprensa e, agora, a Comissão da Verdade escondem de você, leitor? Apenas a… verdade! As esquerdas alegavam até outro dia que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, havia matado 424 pessoas — número agora ampliado para 434. É um total provavelmente inflado. Mortos comprovados eram 293 (agora não sei). Os outros constavam como “desaparecidos” e se dava de barato que tenham sido eliminados por agentes do regime. Havia casos em que a vinculação com a luta política não estava comprovada. E, como já lembrei, estão na lista os mortos do Araguaia, que estavam lá para matar ou morrer. Que corpos tenham sumido, é evidente, é inaceitável. Que pessoas tenham sido executadas depois de rendidas, idem. Adiante.
O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Consolidou-se ainda outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica.
Neste primeiro post sobre as vítimas dos terroristas de esquerda, listo apenas as pessoas mortas antes do AI-5: nada menos de 19. Em muitos casos, aparecem os nomes dos assassinos. 
Se vocês forem procurar, muitos homicidas estão na lista dos indenizados do Bolsa Ditadura, beneficiados por sua suposta “luta em favor da democracia”. Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Os casos mais escandalosos são os facinorosos Carlos Marighella e Carlos Lamarca. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda é o grupo Terrorismo Nunca Mais. “Ah, lista feita pelo pessoal ligado os militares não vale!!!” E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, as mortes  estão devidamente documentadas. Seguem os nomes das 19 pessoas assassinadas antes do AI-5 e, sempre que possível, de seus algozes. Em outros posts, os outros 100 nomes.
Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, elas não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Verdade, que é de mentira.
AS VÍTIMAS DAS ESQUERDAS ANTES DO AI-5
1 – 12/11/64 – Paulo Macena,  vigia – RJ
Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e um morto.
2 – 27/03/65 – Carlos Argemiro Camargo, sargento do Exército – Paraná
Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osório. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.
3 – 25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, jornalista – PE
Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Ver próximo nome.
4 – 25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
Morto no mesmo atentado citado no item 3. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino,  guarda civil, teve a perna direita amputada.
5 – 28/09/66 – Raimundo de Carvalho Andrade, cabo da PM, GO
Morto durante uma tentativa de desocupação do Colégio Estadual Campinas, em Goiânia, que havia sido ocupado por estudantes de esquerda. O grupo de soldados convocado para a tarefa era formado por burocratas, cozinheiros etc. Estavam armados com balas de festim. Andrade, que era alfaiate da Polícia Militar, foi morto por uma bala de verdade disparada de dentro da escola.
6 – 24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico), fazendeiro – SP
Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.
7 – 15/12/67 – Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.
8 – 10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima, Marinha Mercante – Rio Negro/AM
No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados  por Ricardo Alberto Aguado Gomes, “Dr. Ramon”, que, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste  ataque, Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a morrer no dia 10/01/68.
9 – 31/05/68 – Ailton de Oliveira,  guarda penitenciário – RJ
O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17h30, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani.
10 – 26/06/68 –  Mário Kozel Filho, soldado do Exército – SP
No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4h30, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos. É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.
11 – 27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos, civil – RJ
Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.
12 – 27/06/68 – Nelson de Barros, sargento PM – RJ No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.
13 – 01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen, major do Exército Alemão – RJ
Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não identificado. Todos pertenciam à organização terrorista Colima – Comando de Libertação Nacional.
14 – 07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza, soldado da PM – SP
Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no Deops, em São Paulo.
15 – 20/09/68 – Antônio  Carlos  Jeffery, soldado da PM – SP
Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.
16 – 12/10/68 – Charles Rodney Chandler, capitão do Exército dos Estados Unidos – SP
Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro da garagem para seguir para a faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua mulher, Joan,  e de seus três filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).
17 – 24/10/68 – Luiz Carlos Augusto, civil – RJ
Morto, com um tiro, durante uma passeata estudantil.
18 – 25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite, civil – RJ
Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9 mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista Colima (Comando de Libertação Nacional).
19 – 07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia, civil – SP
Morto pelos terroristas Ioshitame Fujimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo."

As Verdades da Comissão da Verdade

Nesta semana, deu-se a conclusão dos trabalhos da denominada Comissão Nacional da Verdade e o relatório final da patifaria foi entregue à "presidenta" Dilma Rousseff, que chorou lágrimas de crocodilma, de saudades de seus tempos de guerrilheira, de sequestradora, de assaltante de banco etc, aquele cinismo todo, aquela hipocrisia filha da puta, mais uma demonstração em rede nacional da maior habilidade dos do PT : fazer-se de vítima, de coitadinho.
Alguns números divulgados me chamaram a atenção. Porém, antes de dizer o que tenho a, quero deixar bem claro que em nenhum momento estarei a fazer pouco caso, a menoscabar da dor e do sofrimento das famílias que perderam algum ente querido durante o período do governo militar, tenha sido ele morto e/ou torturado pelos militares, tenha sido ele morto e/ou torturado pelos comunistas subversivos de merda - sim, os grandes "defensores da liberdade e da democracia", as "indefesas vítimas" dos militares também muito mataram e torturam. E o fizeram muito antes dos militares tomarem o poder - que fique bem estabelecido que a atividade desses grupos de guerrilha é anterior a 1964, encetadas no início da década de 60, no governo civil de João Goulart.
Tenho plena consciência de que, na esfera pessoal e familiar, cada filho, filha, pai ou mãe de famílias mortos ou desaparecidos é um drama irreparável, uma chaga incicatrizável, que latejará em sangue vivo para o resto da vida. Repito : jamais desprezaria esses dramas individuais.
Mas e no âmbito nacional, e na escala de nação, mesmo? Será que a ferida deixada pelo governo militar é assim úlcera tão escalavrada? Pois eu digo que não. Digo que, em âmbito nacional, as duas décadas de governo militar foram - se foram - uma ralada no joelho, dessas de um tombo de bicicleta, cuja casca caiu há tempos e não deixou cicatriz ou qualquer outra indelével lembrança epidérmica.
Sempre tive essa impressão, a de que os chamados movimentos de resistência à ditadura foram eventos localizados, restritíssimos, nunca algo de abrangência nacional. Até porque se houve alguma resistência àquela época, ela foi feita pelos militares, os militares foram os heróis da resistência, contra a canalha que sonhava (sonha até hoje) em instalar uma franquia de Cuba por aqui.
Explico tal impressão : infância e adolescência vividas sob o regime militar - a chamada Nova República me encontrou já à entrada de minha maioridade -, nunca tive nenhum tipo de problema com o governo dos generais; pelo contrário, podia andar pelas ruas com muito mais tranquilidade, formei-me em uma escola mil vezes melhor que a escola em que hoje leciono etc etc. Nunca nem conheci ninguém que tivesse tido algum problema com os militares, fosse pai, tio, vizinho; aliás, nunca conheci ninguém que tivesse conhecido alguém que ouvira outro alguém contar que alguém tivesse tido lá suas desavenças com os militares.
Claro que eu escutava o tempo todo que os militares eram o câncer da nação, a fonte de todos os nossos males, através dos meios de comunicação e, principalmente, de professores de história, esquerdistas, marxistas, leninistas, trotskistas e outras merdas mais.
Eu ouvia aquilo tudo e, sinceramente, não sentia nada daquilo se processando ao meu redor. Mas eram professores bem formados e graduados a proferirem tal discurso antimilitar, bons professores, excelentes, alguns. E eu, um jovem apedeuta, durante um tempo, acabei também por engolir a conversa vermelhoide, a balela de que o país inteiro estava em grave litígio contra os militares, ávido por se livrar do jugo verde-oliva.
Já mais adulto, e livre da doutrinação quase que messiânica dos professores de história, voltei a ter a impressão de que a maioria da população ou fora indiferente aos militares - pouco se lhe dava se era governada por fulano ou beltrano -, ou mesmo favorável ao regime, estivera satisfeita com o governo.
Voltei a ter a nítida percepção de que os insurgentes eram uma ínfima parcela da população, um desprezível e numericamente insignificante bando de baderneiros, de criminosos querendo tomar o poder pelas armas e perpetrar sua própria ditadura, a tal do proletariado.
Pois os números agora revelados pela Comissão Nacional da Verdade vieram a corroborar essa minha percepção : foram 434 baixas civis, entre mortos e desaparecidos; as baixas militares pelas mãos da malta comunista, a comissão da meia verdade não investigou. 
Quatrocentas e trinta e quatro pessoas em duas décadas de confronto. O regime do titio Fidel, o líder espiritual dos petistas, mandou quase 20 mil ao paredão. Não é à toa que o historiador Marco Antonio Villa chama a nossa ditadura - e eu concordo com ele - de ditabranda.
Qual significância estatística, ou mesmo histórica, de 434 baixas dentro de uma população que contava, à época, com 90 milhões de habitantes, 0,00048% da população?
Basta olhar para esses números e constatar que nunca houve um movimento popular contra o governo militar e muito menos um clamor nacional a pedir pelo comunismo, e sim uma isolada amotinação de criminosos contra a soberania da nação.
E desses 434, quantos de fato sabiam exatamente o que estavam fazendo, pelo que estavam lutando? Se 10%, já era muito. Justamente os líderes do movimento, os cabeças da conspiração. A grossa maioria dessa pequena massa era formada pelo inocente útil, cooptados pelos filhotes bastardos de Fidel, principalmente estudantes universitários, fisgados em suas ingenuidades, em seus idealismos acadêmicos e em suas quase nulas percepções da realidade que os circundava pela canalha vermelha. E na hora do pega pra capar, esses jovens feitos em bucha de canhão foram os que se fuderam de verde e amarelo. Os cabeças fugiram quando o pau quebrou, exilaram-se em outros países, deixando seus seguidores na mão. 
Os verdadeiros pústulas, os líderes da insurreição, foram os que menos sofreram na guerra provocada por eles próprios. Tanto que estão até hoje por aí, instalaram seu assentamento no Planalto Central do país e atendem genericamente pelo nome de PT.
Abaixo um infográfico, publicado no jornal O Globo, com mais alguns números do relatório, dos quais não entendi bem o que diz respeito ao número de militares perseguidos pela ditadura militar. Os militares perseguriam também aos seus durante o seu governo? Não consegui achar dados a respeito, se alguém souber algo do assunto, esclareça-me, que eu adiciono aqui.
Por isso, você que teve, por exemplo, um filho morto por um militar, culpe, sim, os militares pela morte de seu estimado rebento, pois foi um militar quem pôs o cano de uma arma na cabeça do sangue de seu sangue e puxou o gatilho. Mas culpe primeira e principalmente os comunistas, a turma da Dilma, pois foram eles quem puseram a cabeça do seu filho na mira do cano da arma de um militar.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Perereca Assobiadora

Confesso : não chego a ser um especialista no assunto. Longe disso, aliás. Devido a uma timidez congênita, demorei em iniciar os meus estudos acerca da taxonomia dos anfíbios anuros, as pererecas em especial. Mas também, por outro lado, não sou um total desconhecedor de tal ordem zoológica, não sou um completo apedeuta.
Já observei, experimentei, dissequei, descrevi e classifiquei diversas espécies e subespécies de pererecas ao longo de minha vida acadêmica, por assim dizer.
Hoje, porém, tomei notícia de uma espécie nunca dantes vista por mim, sequer imaginada, a perereca-assobiadora (Eletheurodactylus johnstonei). Pãããta que o pariu!!! Uma perereca que assobia. Será que ela junta os lábios e faz biquinho? Com uma dessa, realmente, nunca topei de frente, nem de costas, ou de lado.
Em minhas árduas pesquisas de campo, em minhas andanças científicas por lagoas, brejos, pântanos e outros terrenos viscosos e escorregadios, a espécie mais comumente encontrada sempre foi a perereca-bate-palminha-bate (Xavasccus aplaudydoran).
E, acreditem, meninos, fui muito aplaudido em meus bons tempos. Não vou dizer que eu tenha sido assim ovacionado, aquela coisa do teatro inteiro me aclamar de pé e pedir bis, mas que já fui bem aplaudido, fui. Mas perereca-assobiadora? Nunca vi, tampouco ouvi dizer dela por pesquisadores mais experientes.
Mesmo sem um elemento empírico em que me apoiar, acredito que travar contato com uma perereca-assobiadora deva ser uma experiência interessante, gratificante e engrandecedora. E muito boa para dar uma inflada no ego.
Explico : não vou dizer dormir a noite inteira com uma perereca-assobiadora, o que deve ser terrível, insuportável. Mas que seria o máximo se a perereca-assobiadora, quando tirássemos a roupa e exibíssemos nossas armas em riste, prontas para o embate,  nos olhasse e assobiasse, nos fizesse um fiu-fiu, isso lá seria. Uma perereca que assobia coió para a cobra. Seria a glória!!!
A perereca-assobiadora, originária das Antilhas, está a se tornar, a exemplo do caramujo africano, em uma praga, uma bioinvasora de praças, parques e jardins de alguns bairros da capital paulista, perturbando o sono dos moradores e competindo por alimento e espaço com a fauna nativa; provavelmente foram trazidas para cá por algum bicho grilo criador de animais exóticos, algum desses ecologistas de merda, que, desatento, não notou a fuga das pererecas que estavam presas na gaiola, ou, cansado da novidade, resolveu soltá-las por conta própria no ambiente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ribeirão Preto, a Capital Nacional do Sapatão

Vizinha a Ribeirão Preto (SP), Franca é conhecida como a capital nacional do sapato, em clara alusão à sua pujante indústria calçadista. Não sei se Franca ainda é detentora legítima desse título, ou se foi sobrepujada por Jau, socorra-me, aqui, Leitinho.
De qualquer forma, ser munícipio vizinho a Ribeirão Preto não costuma ser bom negócio. O povo ribeirão-pretano, além de mal-educado pra cacete, é invejoso pra caralho. Quer tudo o que o outro tem, quer solapar as glórias e conquistas de outrem.
E Ribeirão Preto tanto fez, tanto fez, que está em vias de desbancar a irmã Franca, está prestes a se tornar a capital nacional do sapatão.
É bem como vaticinou Chacrinha, garoto levado da breca : "o sapatão está na moda, o mundo aplaudiu, é um barato, é um sucesso, dentro e fora do Brasil..."
E em Ribeirão, o quarenta e quatro bico largo é o que há de mais em voga, de mais in (que coisa viada, isso de in) : "as mulheres lideram o ranking dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo em Ribeirão Preto. No ano passado, das 35 uniões homossexuais registradas nos cartórios da cidade, 25 foram entre mulheres. O número é mais do que o dobro dos dez casamentos registrados entre homens". (Jornal A Cidade)
Os especialistas - já reparam que tem especialista pra tudo quanto é porra? - afirmam que tal superioridade numérica de casamentos de aranha com aranha, em detrimento aos de jiboia com jiboia, deve-se ao sonho feminino do matrimônio. Além disso, após oficializarem em cartório a colação de velcro, elas passam a ser mais respeitadas pela sociedade, pois o casamento transmite uma imagem de seriedade, compromisso e respeito.
O Azarão - e não me deixam mentir as inúmeras postagens elogiosas e laudatórias aqui no blog - sempre foi um grande apoiador e simpatizante da união homoafetiva entre caranguejeiras, entre alegres e desenlutadas viúvas-negras, entre tarântulas a dançar sua louca e frenética tarantela. Sou um verdadeiro mecenas das aranhas!!!
Parabéns, meninas, parabéns!!!
E Ribeirão Preto, já chamada de a capital do café, a capital da cultura, a califórnia brasileira, capital sucroalcooleira, finalmente, recebe um epíteto meritório : a capital nacional do sapatão.
Valha-me São Raul, o que é que essas aranhas estão fazendo aí no chão? Uma em cima, outra embaixo, e a cobra perguntando, onde é que eu me encaixo?

Lágrimas de Crocodilma (Ou : a Comissão da Meia Verdade)

Dilma Rousseff chorou durante a cerimônia de entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que foi criada para investigar as violações aos direitos humanos durante o período de 1946 a 1988. O período inclui o governo militar (1964-1985), alvo principal de Dilma Roussef. A instauração da  Comissão da Verdade diz ter o objetivo de resgatar a verdade e dar uma satisfação às famílias dos mortos e desaparecidos durante o governo militar.
Porém, é uma comissão da meia verdade : é bom que se frise, ela investigou apenas os crimes cometidos pelos militares durante o governo militar, só os crimes de suposta autoria dos militares.
Que tal investigar também os crimes cometidos por civis durante o governo militar? Pelos grupos de guerrilheiros, compostos de sequestradores e assaltantes de bancos, de um dos quais, inclusive, nossa presidente fazia parte? Que tal também começar a investigar a verdade sobre os mortos e desaparecidos por obra dessas guerrilhas? Que tal investigar também os crimes de subversão dessas quadrilhas de civis, crimes esses que desencadearam os crimes cometidos pelos militares em sua oposição? Que tal, só para variar, começar a investigar a causa e não os efeitos?
Sim, porque os abusos cometidos pelos militares durante seu período governista foram o efeito - a reação - às ações criminosas de civis, como Dilma e seus companheiros de luta armada.
Ficou bem claro o cárater revanchista dessa Comissão da Verdade. E não só revanchista : a Comissão da Verdade quer, na verdade, solidificar em fato inconteste, de uma vez por todas, um falso registro histórico, ou, pelo menos, uma falsa e tendenciosa interpretação dele, a de que Dilma e seus companheiros foram obrigados a pegar em armas para combater uma ditadura desumana em prol da democracia.
Foi bem o oposto, a tomada militar do poder é que veio em reação à turma da Dilma, que nada queria com a democracia, mas sim instalar por aqui a chamada ditadura do proletariado, transformar o Brasil numa grande Cuba.
O relatório final da chamada Comissão da Verdade vai colocar Dilma, juntamente com seus cupinchas, na posição de heróis, de benfeitores da nação. Vai gerar também mais uma infinidade de indenizações às famílias dos "perseguidos" pelos militares, mais e mais Bolsas-Ditadura serão distribuídas.
Sim, existem as Bolsas-Ditaduras. Os cartunistas Ziraldo e Jaguar, o escritor Carlos Heitor Cony, o ex-presidente Lula, o atual presidente do PT Rui Falcão etc etc, recebem polpudos salários por terem "combatido a ditadura". O valor já gasto com essas bolsas-ditadura ultrapassa os 4 bilhões de reais, tudo na conta do trabalhador.
Só para citar um louvável contraexemplo, Millôr Fernandes, também do Pasquim, foi igualmente perseguido pelo governo militar, mas não entrou com pedido de indenização, ele fez o que fez porque acreditava, sabia das consequências, não ficou se fazendo de vítima, de coitadinho. Millôr Fernandes, diferentemente de seus contemporâneos, tinha vergonha na cara, muita vergonha na cara, disse que a luta pela ditadura não era uma poupança. Perfeito, o Millor.
E por que esses sujeitos têm de ser ressarcidos por terem sido perseguidos por um governo ao qual se opunham, o qual queriam desestabilizar?
Ora, vão à merda. Um bando de caras de pau é o que são. Vítimas é o caralho.
Quando o sujeito se dispõe a lutar contra um governo - seja essa luta justa ou não -, ele assume o risco de se dar mal, de tomar no cu. O opositor a um governo é sempre o lado mais fraco da guerra, e ele sabe disso; de livre vontade, ele entra na briga ciente disso.
Acontece o previsto, ele se dana, se ferra, toma lá uns merecidos catiripapos. Logo em seguida, ele vem querer passar por injustiçado, por vítima.
Esses sujeitos não têm a hombridade de assumir a surra que levaram, a honradez de aceitar a derrota e sumir com os respectivos rabinhos entre as pernas. É possível encontrar maior integridade e decência em bandos de babuínos.
Se a luta armada tivesse sido vitoriosa, ela teria produzido montanhas de cádaveres, como vários regimes comunistas fizeram em outros países; como perderam, foram bater à porta do Estado com pires e chapéu na mão. Grandissíssimos filhos da putas, isso sim.
Quem luta verdadeiramente por um ideal, luta tão-somente por esse ideal, não para ser recompensado financeiramente.
Por que esses mercenários ideológicos têm o desplante de achar que os contribuintes brasileiros lhes devem parte de seus impostos na forma de altos salários indenizatórios? Agradecê-los e recompensá-los pelo quê?
Pela restauração da democracia? Por ajudar na ascensão de um regime de governo em que imperam a permissividade, a falta de ordem, as leis favoráveis ao bandido e o assistencialismo ao vagabundo às custas do trabalhador? Eles querem agradecimento e paga por, supostamente, terem lutado por isso?
Dilma Rousseff chorou durante seu pronunciamento acerca do relatório final da Comissão da Verdade, chorou pela lembrança de seus companheiros mortos e desaparecidos, as vitimazinhas indefesas dos militares. 
Acho que ela chorou foi de saudades daquele tempo, tempo em que planejava sequestros, assaltos a bancos, ações armadas em geral; saudades do tempo em que ela e seus companheiros tinham o sonho de se tornarem grandes ditadores, como Fidel e Mao; sonho interrompido pelo governo militar, felizmente. Por isso, a mágoa, a revanche, a Comissão da Verdade.
Dilma Rousseff, disseram, chorou pelas vítimas dos militares, lágrimas de crocodilma.
Resta saber (perguntar, ao menos) quem irá chorar pelas vítimas das quadrilhas de criminosos formadas por Dilma e seus companheiros à época do governo militar.
Ôôô, coitada!!! Tão com dozinha dela, tão?
Não digo dos ingênuos bem intencionados, sobretudo estudantes universitários, que foram usados como massa de manobra, como bucha de canhão, como inocentes úteis pelos grupos terroristas, pois esses realmente foram vítimas (mais até dos comunistas que dos militares), mas os líderes dessas quadrilhas, como foi Dilma Rousseff, apanharam merecidamente. E apanharam pouco. Sequestro, assassinato, assalto a banco, roubo de armas são crimes em qualquer país do mundo, seja qual for o seu regime de governo.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

É a Podridão, Meu Velho (6)

Nada mais de planar de asa-delta
Pelas bordas do cu de um buraco negro.
Nem de saltar de bunguee jump
Do pináculo do Monte Olimpo,
Embriagado de néctar, Afrodite e ambrosia.

Nada mais de atravessar
- de madrugada (sempre e nunca mais a madrugada) -,
Bêbado e equilibrista,
O vão do rio por sobre tubulações enferrujadas
E transpiradas de limo, metano e enxofre.
Nem de correr,
Querendo voar,
Sob o fogo cerrado da tempestade
A brincar de roleta-russa com relâmpagos
E fogos de Santelmo.

Nada mais de calçar minhas sandálias de Hermes,
Nem de envergar meu sobretudo da pele do Leão da Nemeia.

Nada mais, nada mais...
Apenas pequenos contos noturnos
E poemas despetalados.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Que Fossa, Hein, Meu Chapa, Que Fossa... (27)

Gosto do Leoni. 
Surgido no cenário musical da década de 80, ao lado do Kid Abelha e seus Abóboras Selvagens, hoje apenas Kid Abelha, sempre foi uma figura mais de bastidores que de frente de cena. Nunca experimentou um sucesso estrondoso e meteórico feito alguns de sua geração, Cazuza, Paralamas, Titãs, RPM etc. Mas, por outro lado, também não entrou em decadência. Seus trabalhos mantém uma constância de qualidade, seus trabalhos mais recentes, muitas vezes, são melhores que os antigos, o que não se pode dizer dos citados Paralamas, Titãs e, muito menos, RPM.
Não bastasse ter comido a Paula Toller, Leoni é bom músico, bom letrista e tem voz agrádavel e adequada ao estilo de música que faz.
As composições de Leoni são mais do tipo alto astral, músicas mais para cima, de bem com a vida. Mas tem sempre o dia em que a casa cai... e aí a fossa vem braba.
É o caso da bela e melancólica Silêncio, do tempo em que Leoni liderava os Heróis da Resistência, se não me falha a sempre falha memória. É a história do cara machão, orgulhoso, que não quer dar o braço a torcer. O cara que, bem à moda Erasmo Carlos, tem que manter a sua fama de mau. 
Porém, quando sozinho, sem ninguém a quem fazer pose, desaba e passa a noite "bebendo orgulho e solidão, chorando em frente à televisão, mantendo o silêncio, pra ninguém ouvir, pra ninguém ouvir". Que fossa, hein meu chapa? Você tem tanto medo, você é tão igual a mim...
Silêncio
(Leoni)
Eu costumo sorrir demais
E fingir que eu posso tudo
Ninguém sabe o que eu sou capaz
Pra conquistar o mundo
Eu não posso perder meu tempo
com alguém que eu não preciso
E se a gente se amar um dia
Pensa bem, o que é que eu ganho com isso
?
Mas quando a noite chega
e eu não tenho mais pra quem fingir
só eu sei o que isso dói
...
 
Eu te vejo sorrir demais
e esse olhar que pode tudo
E eu nem sei se acho graça ou não
porque eu sei, eu sei que lá no fundo

Sempre que a noite chega
e você não tem pra quem fingir
Sempre que a noite chega
você queria tanto
alguém igual a mim


E a gente acaba a noite sempre assim
bebendo orgulho e solidão
chorando em frente a televisão
mantendo silêncio
pra ninguém ouvir 

pra ninguém ouvir... Shh...

Esse mundo é cruel demais
mas você é mais que o mundo
Seu dinheiro, poder e fama
você acha que te protegem de tudo


Mas quando a noite chega
e ninguém tem mais pra quem fingir
Mas quando a noite chega
você tem tanto medo
você é tão igual a mim


E a gente acaba a noite sempre assim
bebendo orgulho e solidão
chorando em frente a televisão
mantendo silêncio, oh... 


E a gente acaba a noite sempre assim
bebendo orgulho e solidão
chorando em frente a televisão
mantendo silêncio, oh...
pra ninguém ouvir
pra ninguém ouvir... (pra ninguém ouvir)
(Sofrendo em silêncio pra ninguém ouvir...) 

O Azarão é Unplugged. Ontem, Hoje e Sempre.

No ramo fonográfico, unplugged é o selo que caracteriza a obra gravada sem o acompanhamento de nenhum instrumento elétrico. Daí, unplugged, desligado, desconectado e até mesmo desplugado, uma vez que, desgraçadamente, os dicionários atuais já aceitam o verbo plugar, mais um anglicismo deplorável e nojento, mas enfim...
No Brasil, o tal do disco unplugged é conhecido como Acústico. Basicamente, o tal disco acústico é aquele que o cantor, ou banda, grava quando fica velho, quando chega à meia idade e não consegue mais ficar correndo, berrando e rebolando pelo palco durante duas horas. Aí, o cara se sai com esse ardil, com essa patifaria, põe um terninho, mune-se de um violão e um banquinho, diz que está numa fase mais intimista e contemplativa e grava o acústico com os maiores sucessos de sua juventude. Intimista é o caralho. O cara tá é um caco, tá dobrando o cabo da Boa Esperança, por isso se senta e aprende até a dedilhar um violão. Se o cara ainda aguentasse, mandaria o acústico à merda. Alguém já viu algum Mick Jagger acústico, por exemplo?
Subterfúgios à parte, que o mundo do showbizz só deles é feito, sempre me agradou muito mais o som "acústico" que o elétrico. E isso desde sempre, desde de a minha adolescência, quando comecei a me interessar por música. Sempre fui um unplugged, um desplugado. E minha desconectividade nunca se limitou ao universo musical, sempre se estendeu para todos os setores de minha vida. Nunca fui "ligado" em modismos, sempre estive - como hoje ainda estou - por fora das novidades do mundo.
Sou um unplugged!!! Nunca me senti mal com isso, nunca me senti excluído, discriminado ou constrangido pelo bloco dos contentes. E se fui, nunca percebi. Meu desprezo pela maioria - pelos seus gostos pré-fabricados e suas preferências de estação - sempre foi muito maior que o dela por mim, simplesmente não vejo a manada, não a percebo.
Sempre fui um unplugged!!! E, depois do que li ontem, meu orgulho em ser um desconectado cresceu ainda mais. E explico.
Li, no blog Page not found, que a obra do artista Paul McCarthy (não confundir com o Beatle) a representar uma árvore de Natal conceitual (puta viadagem, isso de conceitual), exposta nas ruas de Paris, causou revolta na população e, por conseguinte, foi depredada, destruída. Estourada, uma vez que era uma "escultura inflável".
O motivo : a árvore conceitual lembrou algo muito mais concreto à população parisiense. Seu formato e aspecto bateu fundo no inconsciente coletivo e hipócrita. Confundiram-na com um plug anal. Sim, um plug anal. Pããããããta que o pariu!!!!
Nesse ponto da reportagem, eu tive que parar e pesquisar o que era o dito plug anal. Será que hoje se recarrega até o cu? As pregas? Aparece lá um aviso pro viado : a bateria do seu cu está com 28% do total. Recarregue-a ou considere a troca da bateria.
Não era nada disso. Era quase pior. Plug anal é um brinquedo erótico indicado, segundo informações dos sites em que entrei, para uma "confortável e prazerosa" iniciação ao sexo anal. A grosso modo, é um consolo pequeno, com tamanho padrão entre 5 e 7 cm. A resumir e a esclarecer, o plug anal é a solução pro viadinho que morre de vontade de dar pro Kid Bengala, mas tem medo de não aguentar a bronca; aí, ele começa aos poucos, vai enfiando um plug de 5 cm, depois um de 7 cm e assim por diante.
Ou seja, o plug anal é uma espécie de tira-gosto, um petisquinho para a rosca faminta da bichinha temerosa.
Os plugs anais tem o formato de chama de vela e se apóiam em uma base redonda, um tipo de tampão, para impedir que o plug seja tragado para as profundezas do buraco negro da boiolagem. Exatamente igual à arvore de Natal conceitual. Não é à toa que dizem que os artistas são almas sensíveis, sempre conectados ao seu tempo.
Apesar da rejeição à obra, a ideia do plug anal, o "conceito embutido" (bem embutido) na instalação, ficou no inconsciente dos parisienses, feito música ruim que não desgruda da cabeça : as vendas de plugs anais aumentaram vertiginosamente.
"Nós vendíamos cerca de 50 por mês", disse Richard Fhal, vendedor de artigos eróticos em Paris, ao site "The Local". "Desde a polêmica, passamos a vender mil", acrescentou. 
Segundo Richard, o perfil dos clientes também mudou. Antes de McCarthy, os compradores do plug eram basicamente gays. Agora, o público se expandiu e o produto está agradando a heterossexuais masculinos e femininos.
É todo mundo querendo ficar plugado a seu tempo!!! E que se fodam as pregas.
Mas pra cima de mim, não, violão. Que o Azarão não curte essas vanguardas, essas "artes conceituais". O Azarão é jurássico. Sou do tempo do lampião a gás, a querosene. Sou pré-Benjamim Franklin. Aqui, ninguém conecta nenhum cabo. Muito menos fio terra. Já me basta o dedo do urologista. Pããããta que o pariu!!!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Cabaré de Leonardo e Eduardo Costa : Pra Corno Nenhum Botar Defeito.

Especial de fim de ano do Roberto Carlos é o caralho!!! Dar o novo CD do Rei de presente para o seu amigo secreto é a pãããta que o pariu!!!
Neste ano, o melhor presente fonográfico de Natal para aquele seu amigo corno é o CD Cabaré, gravado pelo cantor e bebum Leonardo e por Eduardo Costa, figura de quem nunca antes tinha ouvido falar.
São 16 faixas da mais pura, autêntica e destilada em alambique cornagem, a quintessência do chifre aprisionada em uma mídia de plástico, feito um gênio cativo de sua garrafa. E só tem musicão antigo, só tem modão, a mais nova tem uns 30 anos.
Porque dor de corno é mesmo a das antigas, a do macho rústico e bruto, que dor de corno é diretamente proporcional à afeição que se tem pela buceta traidora. Donde, essa molecada nova até tenta, mas não sai música que preste, o chifre não lhes dói de acordo, falta, à essa molecada metrossexual, um maior apego à buceta.
Cada faixa do CD traz um tipo de corno, uma subespécie do ramo evolutivo mais diversificado da filogenia humana, o chifrudo.
Tem o corno blasfemador (daquele maldito momento até hoje, só você), o corno lamurioso (ainda ontem, chorei de saudade), o corno missivista (Amigo, por favor, leve essa carta e entregue àquela ingrata e diga como estou), o clássico corno cachaceiro (Traga mais uma garrafa, hoje vou embriagar-me, quero dormir para não ver outro homem lhe abraçar), o corno vingativo (quero ver você chorar como eu chorei), o corno quem-com-chifre-fere-com-chifre-será-ferido (de igual pra igual, quem sabe a gente pode ser feliz) e, na mesma faixa, o corno enigmático (e perguntou, por quê?, mas eu não respondi) e, ao mesmo tempo, orgulhoso (saí da sua vida de cabeça erguida, coisa que você não fez). 
O CD desce ainda mais redondo se acompanhado de um velho amigo, os dois entornando um traçado, um rabo de galo ou um bom whisky paraguaio.
Fernandão, caro amigo corno, fica definida assim, e desde então, a trilha sonora de nossa próxima carraspana. E o seu CD Cabaré, entregar-lhe-ei em mãos. Pirata, é claro.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pequeno Conto Noturno (46)

Martina chega ao apartamento de Rubens ao crepúsculo. Para o que se planejara uma noite de vinhos, queijos (mais vinho, o queijo é mero pretexto, acompanhamento) e sexo (mais sexo, o vinho e o queijo são meros pretextos, acompanhamentos).
À primeira golada da segunda garrafa desarrolhada, as regras de Martina, que, por regra, viriam em dois dias, fazem-se exceção. 
Rubens não esmorece, não dá a noite como perdida; anima-se, pelo contrário. Rubens gosta de emporcalhar-se em sangue infecundo, do cheiro, cor, densidade, de se sentir grudento e viscoso. De celebrar a vida ronca-e-fuçando numa poça de sangue renegado, estéril, do qual nenhuma vida pode surgir.
Porém, Martina, em seus dias de impedimento, sente-se e se queda mesmo impedida. Desconforto verdadeiro ou bloqueios morais e sociais, Martina não se dispõe a participar da dança da chuva rubra de Rubens.
Bebem um pouco mais. Ao fim da segunda garrafa, Martina se despede de Rubens, ligará para combinarem nova oportunidade.
Sozinho, Rubens tira a roupa, veste um cuecão frouxo, abre outra garrafa, senta-se à sacada e fica a vislumbrar o céu, até onde sua limitada visão o permite divisar o Universo; tomando direto no gargalo e mexendo em suas bolas.
Inadvertidamente, uma ereção das boas se pronuncia em Rubens. Dessas sem motivos, sem mais o quê, que vêm quando se está distraído, relaxado, absorto. Na idade de Rubens, ereção é coisa preciosa, que não pode ser ignorada, muito menos desperdiçada.
Toma outra boa talagada, tira o pau pelo lado esquerdo da cueca e toca um punhetão em intenção de Virna (Pequeno Conto Noturno 9). Goza, põe o pau pra dentro, limpa parte da porra na cueca, parte na perna e parte fica a secar e a craquelar na mão.
Mais relaxado, entorna o resto da garrafa, volta com outra da cozinha, senta-se e, de novo, põe-se a contemplar o céu, a perscrutar o espaço negro e estrelado.
Toda essa merda - pensa Rubens - nasceu de uma colossal esporrada de um deus pervertido. É isso mesmo - Rubens num lampejo de pensamento -, o Big Bang foi uma puta de uma esporrada de deus. Deus estava lá, filho da puta como sempre, sem dar uma trepada há milhões, bilhões de anos, ou de eras, ou de eons, ou seja lá a unidade de tempo em que é medida a rotina de deus. Pudera, com quem uma singularidade poderia trepar?
Então, com porra a sair pelo ladrão, com o saco doendo, latejando pra caralho (literalmente), deus tocou uma punheta terapêutica pensando nele mesmo e a porra toda se espalhou, sêmen de átomos de hidrogênio para tudo quanto é lado, para tudo quanto é confim do Universo; aliás, criando os lados, os confins, o Universo.
É o que somos - conclui Rubens, sorriso sardônico no canto esquerdo da boca -, somos porra de deus jogada ao não-tempo, ao acaso, à sorte. À falta da buceta de Martina, Rubens se satisfaz com o insight sobre a porra de deus. 
À luz dessa revelação, só resta uma coisa a ser feita, decide Rubens. Levanta-se, equilibra-se na amurada da sacada, três andares acima da rua, tira o pau e mija feito um cavalo sobre o pequeno jardim à entrada do prédio. Abre os braços, inclina a cabeça o mais que pode para o alto e berra aos céus : - Deus, vá tomar no cu!!!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Cerveja, o Elixir da Longa Vida

Quer parecer mais bonito(a)? Ter unhas mais fortes, cabelos mais brilhantes e pele mais suave? Tome uma cerveja gelada, rica em vitaminas B1 e B3, selênio, ferro, magnésio, fósforo, zinco e cobre. Aliás, a cerveja não faz apenas você parecer mais bonito; principalmente, faz os outros lhe parecerem mais bonitos.
Quer reduzir em até 40% o risco de cálculos renais? Tome uma cerveja gelada, excelente diurético.
Vive enfezado (no sentido literal da palavra)? Constipado, com o cu entupido, caga uma vez por semana? Tome uma cerveja gelada, rica em cevada e, portanto, em fibras, facilita o trânsito intestinal, faz você arriar bonito.
Quer ter ossos mais resistentes, diminuir os riscos de osteosporose? Tome um cerveja gelada, que contém alto teor de silício, mineral que sabidamente intensifica o funcionamento das células dos tecidos ósseos.
É praticante assíduo de um bom churrasquinho aos fins de semana? É aí que você pode se foder. Acontece que a queima do carvão produz resíduos cancerígenos, que ficam impregnados na carne e também são respirados juntamente com a fumaça. Mas a cerveja também pode socorrê-lo. Se a carne for deixada a marinar previamente na cerveja, pode reduzir em até 70% a formação desses agentes nocivos.
Está estressado, mal-humorado, angustiado, com ataque de ansiedade, não consegue pegar no sono? Terapia e tarja preta é o caralho!!! Tome uma cerveja gelada, rica em flor de lúpulo, de propriedades comprovadamente calmantes. Já na Idade Média se usava o lúpulo para melhorar o humor e recomendava-se colocá-lo nas orelhas para facilitar o sono.
Não consegue se lembrar de onde deixou as chaves do carro, da casa etc? Não consegue decorar a mais simples lista de compras nem os telefones dos amigos? Medo de demência e/ou Alzheimer? Tome uma cerveja gelada. Estudos de universidades alemãs apontam redução de 42% da incidência de Alzheimer e de 29%  da de demência entre os consumidores moderados de cerveja.
Preocupado com a forma física? Com o barrigão, com a celulite e os com os pneuzinhos? Corte o pão com manteiga de sua dieta, ora porra. O arroz, o macarrão, a batata... E tome uma cerveja gelada, a bebida alcoólica menos calórica de todas. Não é a cerveja que o engorda, mané. É o que você come com ela. É o torresmo, o provolone, a linguiça acebolada, o pão de alho etc.
E não acabou, cientistas da Universidade de Barcelona, médicos do Hospital Clínico de Barcelona e pesquisadores do Instituto Carlos III de Madri, comprovaram que tomar cerveja diariamente combate a diabetes, evita ganho de peso e previne contra a hipertensão. A bebida, segundo Rosa Lamuela, médica do hospital clínico, ainda é muito rica em ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio, que são nutrientes que protegem o coração.
Ou seja, todos os fatores somados, a cerveja melhora a qualidade de vida e aumenta a longevidade do bebum, impulsiona a expectativa de vida.
Até aí, tudo bem, tudo são flores, flores de lúpulo. Mas - sempre tem um mas - o que ferra, o que acaba com a alegria do bebum é a posologia prescrita pelos médicos. A dosagem diária recomendada de cerveja, acima da qual os benefícios mencionados trocam de cara e se tornam riscos à saúde, é de meio copo.
Meio copo de breja por dia? Pããããta que o pariu!!!! Meio copo de cerveja nem é cerveja. Meio copo é volume que se toma de conta-gotas. Meio copo é homeopatia! É floral de Bach! É viadagem!
Cerveja se toma de caneca, de jarra, de barril. A medicina ainda tem muito o que avançar.
"Eu bebo sim 
Eu tô vivendo
Tem gente que não bebe
E tá morrendo"