sábado, 20 de fevereiro de 2016

Homens Precisam Cair na Gandaia com os Amigos Duas Vezes Por Semana, Conclui Estudo de Oxford

A mulher que se gosta, que se dá os devidos valor e importância, que muito bem se cuida, que prima e zela por seu bem-estar físico, mental, psicológico e espiritual vai regularmente ao ginecologista, ao dermatologista, ao dentista, ao cardiologista, ao endocrinologista, ao nutricionista, ao massagista, ao podólogo, ao acupunturista, ao psicólogo, ao psiquiatra, ao terapeuta, à manicure, ao cabelereiro, ao seu personal homeopata, faz meditação, ioga, reiki, shiatsu, feng shui, cromoterapia, gnose, alinha os chacras, faz pilates, hidroginástica, alisamento de cabelos, depilação da xana, consulta a cartomante, a taróloga, o astrólogo, toma um passe no centro espírita, faz simpatias, acende vela pro anjo da guarda, encomenda cabalas e mapas astrais e, para garantir, afinal, o seguro morreu de velho, faz suas macumbinhas.
E funciona. Tudo isso funciona muito bem para elas. Todos esses cuidados as tornam e as conservam mais bonitas, mais saudáveis, dispostas, vistosas, vigorosas, viçosas, exuberantes, tesudas e atesuadas, confiantes e senhoras de si, desinibidas, despojadas de preconceitos e tabus, bem resolvidas e liberadas - algumas passam até a liberar o cuzinho.
Nós, homens, agradecemos imensamente esse amor-próprio que vocês têm, essa necessidade de estarem bem consigo mesmas para estarem bem para e com o outro. Agradecemos do fundo do coração a esse aprimoramento a que se dedicam, o qual, por tabela, acabamos por usufruir.
A merda, meninas, e não é ingratidão, sei que vocês fazem pensando no nosso bem, é que vocês querem que as acompanhemos em suas jornadas pelo bem-estar pleno, holístico. A merda, meninas, é que vocês pensam que os meios para que nós, homens, alcancemos nosso bem-estar físico, mental, psicológico e espiritual, para que atinjamos nosso nirvana, sejam os mesmos que os seus.
Se você que me lê é casado ou tem relacionamento fixo de longa data, sabe exatamente do que digo. Um dos passatempos preferidos da mulher é marcar consulta médica para o seu homem. O cara tá lá, sentado no sofá, pensando na vida, sem mexer com ninguém, à vontade e de bem com sua pança, sua careca, suas varizes, suas unhas cascudas do dedão do pé, com os pingos de mijo na cueca, em paz e felizão da vida, sentindo-se muito bem, sem sentir nem se queixar de qualquer dor ou desconforto e lá vem a mulher, acabar com seu sossego. Manda-o ao clínico geral, ao cardiologista, ao oftalmologista, ao barbeiro e, principalmente, ao urologista.
Somos diferentes, meninas. Somos muito mais simples. Simplórios, até, se preferirem, e, por conseguinte, muito mais facilmente contentáveis que vocês. Não temos a complexidade de vocês, meninas, apesar de muito a admirarmos, os seus detalhes, as suas complicações, os seus múltiplos talentos. Somos reles, rasos e transparentes se comparados a vocês, meninas. Vocês são aquelas mesas de estúdios de gravação, aqueles equalizadores com infinitos botões, infinitas modulações. Somos radinhos de pilha, meninas, com um só botão, que liga e desliga e aumenta e abaixa o volume. E que só pega AM. Logo, precisamos de muito pouco para alcançarmos nosso bem-estar em sua plenitude.
Homens, meninas, não precisam ir ao médico, não precisam fazer eletrocardiograma, não precisam correr na esteira do cardiologista, não precisam verificar glicemia e triglicérides, não precisam fazer dieta, terapia, artesanato, tomar florais de Bach, raspar o saco e, sobretudo, meninas, guardem isso com vocês, homens não precisam levar dedada no cu.
A nossa felicidade é muito mais prosaica e mundana, nada tem de transcendente, não estamos interessados em nenhuma teoria, nessas coisas do Oriente, romances astrais. O nosso equilíbrio físico, mental, psicológico, espiritual e até sexual pode ser obtido com uma única prática : sair para beber com os amigos no buteco, e, pelo menos, duas vezes por semana.
Todo homem sabe disso. Toda mulher finge não saber. O homem volta renovado para casa depois de um encontro para beber com os amigos. Estar entre iguais, rir, falar besteiras, esquecer da vida, contar piadas sujas e preconceituosas, falar mal da vida dos outros, olhar pras gostosas que desfilam pelas calçadas, recordar histórias da juventude etc etc renova a vontade de viver do sujeito. É biológico. É a coisa do macho que sai para caçar em bando e que, depois, senta-se ao redor da fogueira com seus camaradas para, juntos, assarem uma boa coxa de mamute. É genético e ancestral.
Não é desculpa esfarrapada, meninas, para irmos à gandaia, para nos lançarmos à esbórnia. Não é canalhice de nossa parte. É fisiológico. Podem até não acreditar em mim, meninas, não me ofendo nem guardo mágoas. E na University of Oxford, vocês acreditam, meninas? E a University of Oxford, meninas, vocês são capazes de contestar  os resultados dos estudos e das pesquisas dessa tradicional, icônica e ilibada instituição fundada em 1096, portanto, com mais de 900 anos de tradição?
Pois é de Oxford que nos chega a confirmação da necessidade do homem sair para beber com os amigos. A pesquisa foi conduzida por Robin Dunbar, diretor do departamento de Neurociência da Universidade de Oxford, no Reino Unido. As conclusões são enfáticas e definitivas : beber com os amigos alivia a tensão e o estresse, o que nos torna menos sujeitos ao risco de hipertensão e infarto; beber com os amigos eleva os níveis de endorfina e serotonina, o que diminui nossa ansiedade, aumenta nossa sensação de saciedade e nos torna praticamente invulneráveis à depressão; beber com os amigos aumenta a eficiência de nosso sistema imunológico, faz com que nos recuperemos mais prontamente de alguma enfermidade; beber com os amigos faz elevar os níveis de prolactina e testosterona, beber com os amigos, exercer nossa masculinidade com os companheiros, torna-nos mais autoconfiantes, torna-nos mais viris e paudurescentes.
Querem um companheiro saudável, feliz, de bem com a vida e de pau sempre em riste? Ordene que ele saia com os amigos duas vezes por semana. Que é só disso que precisamos, meninas : de camaradagem e de cerveja. E, claro, de vocês, nossas Penélopes, nos aguardando em casa, tecendo teias intermináveis, mil quarentenas; de vocês nos tratando com açúcar e com afeto, esquentando nosso prato, dando um beijo em nosso retrato e nos abrindo os braços, quando chegamos cansados, maltrapilhos e maltratados.
Um brinde aos meus amigos Leitinho, Fernandão e Margá. Incluam-se nessa, Marcellão e Jotabê, a gente deixa vocês tomarem cerveja sem álcool, mesmo. Joguemos mais essa "migué" pra cima de nossas esposas, mais esse 171, agora com o selo de qualidade de Oxford. Depois me contem os resultados. 
Aqui em casa já falhou!!!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O Dicionário Dilma Rousseff Para Feministas "Ignorantas"

Dilma Rousseff continua firme e destemida em sua íntima e particular reforma gramatical, em sua pessoal cruzada neologística em prol de um feminismo estúpido e anacrônico, bem anos 60, com os sovacos bem cabeludos e os peitos bem muxibentos, rançoso, encruado e revanchista.
O primeiro vocábulo a padecer nas mãos de Dilma foi o próprio substantivo que designa o posto que ocupa frente à nação. Dilma fez - pensa que fez - uma operação de mudança de sexo em "presidente", pensa que o emasculou, típico de feminista portadora da freudiana inveja do pênis, quer cortar tudo quanto é cacete que vê pela frente. Dilma pensa que cortou o pau do presidente : criou a palavra "presidenta".
Ora porra, presidente é aquele que preside algo, ou a algo. É substantivo de dois gêneros, não sofre flexão de gênero. A seguirmos a reforma gramatical de Dilma, e a exemplos da idiotice absurda, inadmissível a quem ocupa tão elevado posto, à mulher que estuda - a estudante -, deveríamos passar a tratar por estudanta; à médica em período de residência - a residente -, por residenta; à mulher que faz comércio - a comerciante -, por comercianta; e a Chefes de Estado (ou Chefas?) como Dilma, por ignorantas. Será que os envelopes utilizados na correspondência presidencial tiveram o seu remetente - aquele que remete - também castrado e transformado em remetenta? Remetenta : Presidenta Dilma Rousseff.
Mais adiante, já dona e assenhoreada do poder, com a autoestima presidencial lá no alto, Dilma ousou ainda mais. Fez muito mais que simplesmente criar uma palavra, criou uma nova espécie biológica. Fez Carl Von Lineé, o pai da classificação e da nomenclatura científica, revirar-se na tumba. Em junho do ano passado, em seu discurso de abertura dos importantíssimos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas - a olimpíada da tanga, do tacape, da piroga e do cochilo na rede -, depois de saudar a mandioca, Dilma, emocionada com o presente recebido de uma tribo da Nova Zelândia, uma bola feita de folhas de bananeira, versou sobre a importância da bola no surgimento e na formação do Homo Sapiens, e também das Mulheres Sapiens. Pãããããta que o pariu!!! Homo Sapiens designa todos os indivíduos pertencentes à espécie humana atual, nomes científicos de espécies com dimorfismo sexual também são comum de dois. Dilma criou uma nova espécie. Uma espécie formada apenas por indivíduos do sexo feminino. Ou seria melhor dizermos indivíduas? E como se reproduzirão as Mulheres Sapiens? De forma assexuada, por cissiparidade ou divisão binária? Feito as bactérias e as amebas? Isso bem explicaria a cara bonita da Dilma.
Agora, Dilma Rousseff, para mostrar que não se deixa abalar pela crise, volta à carga e inventa uma nova palavra : "mosquita". Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, como parte da campanha nacional de mobilização contra o Zika Vírus e o seu vetor, o mosquito Aedes aegypti, Dilma brindou seus ouvintes com o neologismo "mosquita", inexistente nos dicionários oficiais da Língua Portuguesa. Dilma Rousseff não se fez de rogada, fez uso da "mosquita" por três vezes em sua fala, que, aliás, está de uma coerência cada vez maior, de um brilhantismo sem precedentes, uma joia da eloquência e loquacidade. Deliciem-se:
"A 'mosquita', ela, é a 'mosquita' que põe em média 400 ovos. Se você considerar que a 'mosquita' transmite também [o vírus], que é ela que pica, que ela que provoca a contaminação das pessoas. Portanto, se for uma senhora grávida, uma moça grávida, o que acontece? Há um grande risco de a criança, se isso ocorrer nas primeiras semanas de gestação, ter microcefalia"
Em tempo : a seguir o "raciocínio" de Dilma, o macho da mosca é o mosco e o da aranha, o aranho. Pãããããta que o pariu!!!

Buceta Lavada

Essa é da boa! É pra beber sem copo, direto do gargalo! Essa é de lamber os beiços, os nossos e os dela!
Tal preciosidade foi contribuição enviada por e-mail pelo amigo Margá, que nem é grande entusiasta do artigo, que prefere mais uma caipirinha de vodka de kiwi, enfeitada com guarda-chuvinha e flor de hibisco, e, claro, com três gotinhas de adoçante!

Krypton Café

Krypton que se exploda
(como de fato),
Jor-El que se vire para colar seus cacos;
A Ilha Paraíso que se afunde
Que submerja e se afogue
Em nova e extinta Atlântida;
A Terra que se defenda,
Que sobreviva ou não
Sem a égide de semideuses alienígenas.
Porque,
Muitas vezes,
O único mundo que merece ser salvo
É povoado por dois habitantes
E gira em torno da mesa de um café.
Distraído, despreocupado e alheio à música caótica do universo.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Melhor Assim

Intumescidos
Inchados
Pés de pé de cana
Varicosos
Calcanhares rachados
Cheios de estrepes e carrapichos
Paquidérmicos
Praticamente elefantinos
Mas são meus pés
Meus rastros atolados no barro 
Minhas pegadas em carne viva no asfalto derretido.

Translúcidas
(quase lúcidas)
Diáfanas
De fada
De bolha de sabão
De paina
De dente-de-leão
Mas eram suas asas
Suas vistas aéreas
Suas fotos de satélite.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Dia do Orgulho Ateu é o Cacete!

Está aí. Divulgo a data. Mas só para dizer que não me identifico com ela, tampouco me reconheço como membro desse grupo de "orgulhosos ateus". Antes pelo contrário, considero uma data e uma comemoração inúteis e idiotas. Como, aliás, assim também considero todas e quaisquer datas e comemorações relacionadas ao orgulho desse, daquele ou daqueloutro segmento social. 
Da Parada Gay à Marcha da Maconha, passando pela Marcha para Jesus e pela Marcha das Vadias, considero tudo um espetáculo de circo mambembe, puro exibicionismo, uma romaria de autocomiseração, um desfile carnavalesco de lamentações, chororôs e choramingos - vejam como eu sou perseguido, vejam como eu sou uma vítima inocente e indefesa, um coitadinho infeliz fustigado pela sociedade.
Virou moda se dizer vítima. Tanto que até alguns poucos ateus entraram nessa onda. Sim, alguns poucos, pouquíssimos; asseguro-lhes que um número muito abaixo do que seria representativo em relação ao montante total de ateus, cerca de 2 a 3 milhões no Brasil. De uns tempos para cá, esses ateus pingados se organizaram e se anunciaram como a nova minoria perseguida - mais uma para nos encher o saco com suas lamúrias -, as vítimas da vez, para se dizerem discriminados e injustiçados e, de preferência, fazer disso seu meio de vida : fundar ONGs, promover palestras, viajar para congressos de ateus etc etc. Birra de bebê chorão! O mundo não se ajusta à minha vontade, então, eu esperneio e me faço de melindroso e de ofendidinho.
Tem duas coisas que o ser humano adulto precisaria entender de uma vez por todas : 1) o mundo não é bonzinho com ninguém. Obstáculos, das mais diversas naturezas, são colocados à frente de todos, o tempo inteiro, você não é o único a passar por agruras, não é o único que será injustiçado várias vezes ao longo da vida; você próprio cometerá algumas injustiças contra outros; 2) ninguém é obrigado a gostar de você, a lhe elogiar por suas escolhas, seu modo de vida etc.
Eu sou ateu. Já fui impedido, por duas vezes, de chegar às etapas finais de seleção de emprego por ser ateu. Ambas as vezes em colégios religiosos, claro. Nos dois casos, as entrevistas estavam indo muito bem, até que me perguntaram sobre minha religiosidade. Quando ouviram a palavra ateu, imediatamente deram a entrevista por encerrada. Eu não me encaixava no perfil da escola, disseram-me. Acho que eu teria tido mais chances se, ao invés de ateu, tivesse me declarado um pedófilo. Pensando bem, visto que eram colégios religiosos católicos, as minhas chances teriam aumentado em muito, seria um item positivo no meu currículo. Acham que me senti discriminado, vítima de preconceito, que pensei em processar os colégios para lavar minha honra, para fazer valer meus direitos de cidadão? Porra nenhuma. Caguei e andei. Azar das porras das freiras. 
Elas me tiraram uma pequena e tacanha possibilidade de emprego, só isso. Não tiraram minha capacidade de trabalho, minha força produtiva. Claro que se fosse em um órgão público, tal atitude seria inadmissível, mas em uma empresa particular, de cunho religioso, não vejo nada de absurdo, nem mesmo de ofensivo, o dono considerar que um professor ateu, independente de sua competência acadêmica, seja persona non grata em seu quadro de funcionários. Repito : azar deles. Não me fiz de vítima nem de coitadinho, não fundei ONGs nem promovi marchas para atrapalhar o trânsito e o sábado. Continuei a fazer o que sempre fiz na vida, segui a trabalhar.
E por que orgulho em ser ateu? Que merda é essa? No meu entender, orgulho é um sentimento que só se justifica se advindo de um grande feito, de uma conquista, de uma realização a que tenhamos muito nos dedicado, na qual tenhamos despendido muito tempo, esforço, estudo e planejamento.
Orgulho de ser ateu? Eu não fiz esforço algum para ser ateu, não me instruí para, não me disciplinei para tal. Nasci ateu. Eu sou ateu antes mesmo de conhecer a designação, antes mesmo que alguém, por volta dos meus 13 ou 14 anos, um padre, me dissesse que eu era ateu. Ateu verdadeiro, nasce; não se converte, não se constrói.
A crença religiosa não é racional - é impossível provar a existência de deus -, o crente simplesmente olha para o mundo ao seu redor e vê a presença de deus em tudo, sente o todo-poderoso em tudo que o circunda. Da mesma forma, e contrariando o que pensam a maioria dos ateus, o ateísmo também não é racional - igualmente, é impossível provar a inexistência de deus -, o ateu simplesmente olha para o mundo e não vê nenhum indício de deus nele; para o ateu, deus é uma componente, uma variável, uma hipótese desnecessária para a sua explicação ou visão de mundo. Não só desnecessária : incômoda, inconveniente, atravancadora, contraproducente, um ponto fora da reta a ser desprezado, uma inconsistência no experimento.
Eu nunca senti a presença, muito menos a necessidade de um deus em meu mundo, em minha realidade. E não que o mundo não tenha tentado me impor deus, me inocular com a peçonha da fé cega. Na infância, primos, irmã, colegas de escola, todos fizeram a tal primeira comunhão; cheguei a estudar por um tempo em colégio de padres e, sinceramente, toda essa "presença" de deus ao meu redor nunca me disse nada. Nem me tocou de alguma forma - sempre mantive distância segura de padres.
Por isso, repito : ateu, o verdadeiro, o legítimo, não se constrói, nasce. Não tem, portanto, orgulho de algo que lhe é natural. Tampouco se ressente quando alguém critica sua descrença. É parte dele, sempre foi.
Isso posto, garanto-vos : não são ateus genuínos, de nascença, de DNA, que promovem essa palhaçada de Dia do Orgulho Ateu. Isso é coisa de neoateu, de ateuzinho de boutique, de shopping center, de merda. Papagaiada das crias malparidas de Richard Dawkins - brilhante biólogo evolucionista, mas que perdeu todo o meu respeito desde que, deploravelmente, começou a professar o ateísmo científico mundo afora, desde que se tornou uma espécie de antimessias e angariou uma legião de seguidores, os neoateus, que o seguem como os crentes a Cristo, que têm no best-seller do inglês, Deus, um delírio, a bíblia de suas descrenças.
Não são ateus porra nenhuma. Ateu que é ateu não se reúne com outros ateus para conversar sobre suas falta de fé. Não existe o A.A, ateus anônimos. Ateu que é ateu não participa de grupos de apoio para desabafar, para compartilhar experiências, para dar testemunhos de vida, para ser aplaudido ou consolado. Sempre que pessoas se reúnem em torno de uma única particularidade, das duas uma, ou é fundado um novo partido ou uma nova religião. Esses ateuzinhos de araque estão é atrás disso, de pertencer, de se congregar e de se congraçar com um grupo, estão é atrás de uma nova religião, de um clero cientificista cujo Papa já está eleito : Richard Dawkins. Embusteiros é o que são. Farsantes.
Farsantes e burros ainda por cima. Ignorantes. Iletrados. Incultos. A data do Dia do Orgulho Ateu, 12 de fevereiro, foi escolhida por ser o dia do nascimento de Charles Darwin, o teórico da Evolução. Acontece, seus ateuzinhos de bosta, que Darwin nunca foi ateu. Pelo contrário, foi religioso ferrenho durante a maior parte de sua existência. Só próximo ao fim da vida é que se declarou, muito do hesitante, como agnóstico - alguém que não acredita nem nega a existência de deus, um em cima do muro, um tucano religioso.
Em sua autobiografia, ele relata que foi ridicularizado por oficiais do navio da Marinha Britânica HMS Beagle, embarcação a bordo da qual fez a famosa expedição que originou A Origem das Espécies, por acreditar que a Bíblia era uma autoridade final sobre a moralidade. 
Em sua passagem pelo Brasil, absorto e embasbacado pelas belezas naturais que se lhe apresentavam, Darwin as declarou como sendo a manifestação de um ser superior.
Em 1879, em carta enviada a um amigo, depois publicada por seu filho, Francis Darwin, no livro A Vida e a Correspondência de Charles Darwin, o pai da Evolução confessou :  "Sejam quais forem as minhas convicções sobre este tema [religião], elas só pode ter importância para mim próprio. Mas, já que mo perguntas, posso assegurar-te que o meu juízo sofre, amiúde, flutuações…Nas minhas maiores oscilações, nunca cheguei ao ateísmo no verdadeiro sentido da palavra, isto é, nunca cheguei a negar a existência de Deus"
Eu li o livro A Origem das Espécies em minha juventude, e a impressão que tive foi exatamente essa : Darwin postulou a Evolução de forma científica e acadêmica, mas, em seu íntimo, pareceu-me mesmo que ele considerava a Evolução como um expediente de que deus lançara mão para criar novas espécies, considerava que deus dera o pontapé inicial no processo.
Retiro o que disse acima : a data 12 de fevereira é bem oportuna, é perfeita. Os neoateuzinhos atiraram no que viram e acertaram no que não viram. Sendo eles falsos ateus, nada mais adequado que o dia de seu orgulho tenha como data o dia do nascimento de um outro falso ateu, Charles Darwin.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Marchinhas do Azarão (V)

A mais bonita das lendas carnavalescas.
Estrela do Mar
(Marino Pinto/Paulo Soledad)
Um pequenino grão de areia
Que era um pobre sonhador
Olhando o céu viu uma estrela
Imaginou coisas de amor

Passaram anos, muitos anos
Ela no céu, ele no mar
Dizem que nunca o pobrezinho
Pôde com ela se encontrar

Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois
Ninguém soube até hoje explicar
O que há de verdade
É que depois, muito depois
Apareceu a estrela do mar.

Para ouvir a gravação clássica com Dalva de Oliveira, clique aqui, no meu poderoso MARRETÃO.
O Pierrot é o pequenino grão de areia; a Colombina, a estrela fulgurante e inacessível. Um pequenino grão de areia, que era um pobre sonhador, olhando o céu viu uma estrela, imaginou coisas de amor...

Marchinhas do Azarão (IV)

Se o rock'n'roll, muito mais que um gênero musical, é uma questão de postura e de atitude combativa à sociedade careta, se os três acordes básicos do rock são a irreverência, o protesto e a subversão ao status quo, aos modelos engessados e preestabelecidos, então, não restam dúvidas : Raul Seixas é o caralho! O verdadeiro pai do rock é o Chacrinha. O Abelardo Barbosa, garoto levado da breca, que tá com tudo e não tá prosa.
Chacrinha é Elvis misturado com Carmen Miranda! É Be bop a lula  com caminhando contra o vento sem lenço sem documento!
Maria Sapatão é o rock das aranhas das marchinhas carnavalescas!
Vocês querem bacalhau? Elas querem, Chacrinha!
E eu também, é claro.
Maria Sapatão
(Chacrinha)
Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

O sapatão está na moda
O mundo aplaudiu
É um barato, é um sucesso
Dentro e fora do Brasil

Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

Maria Sapatão
Sapatão, Sapatão
De dia é Maria
De noite é João

O sapatão está na moda
O mundo aplaudiu
É um barato, é um sucesso
Dentro e fora do Brasil

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Marchinhas do Azarão (III)

Vinicius de Moraes compôs belíssimas marchinhas de carnaval; Chico Buarque também nos legou as suas; até o mano Caetano, embora tenha se engraçado mais para o lado do frevo, já alegrou muitos carnavais. Mas, agora, falando sério e deixando de lado (momentaneamente) a faceta satírica, debochada e de duplo sentido das marchinhas, e deixando transparecer o lado sensível do Azarão, sem ironia nem sacanagem nenhuma, nem Vinicius nem Chico nem Caetano conseguiram superar Adoniran Barbosa e a sua doce Vila Esperança.
Para mim, Vila Esperança é a canção mais bonita e dolente sobre carnaval já composta até hoje. Ouvi-a inúmeras vezes, e, sem exceção, arrepio-me a cada nova audição. Arrepio mesmo, de eriçar os pelos do braço feito gato. A temática é das mais banais do carnaval, o cara conhece a mulher no baile, se apaixona e tal e tudo termina nas cinzas da quarta-feira. Mas Adoniran foi de tal forma feliz em sua poesia, na combinação das palavras, em suas rimas, que, sem exagero, teria deixado o poetinha Vinicius roxo de inveja. 
Eu arrepio na parte : O carnaval passou, levou a minha rosa, levou minha esperança, levou o amor criança levou minha Maria, levou minha alegria, levou a fantasia, só deixou uma lembrança. Pãããta que o pariu!!! Levar a nossa rosa, tudo bem, jardins há aos montes; levar o amor criança, muitas vezes um amor maduro é muito melhor; levou a Maria, que se foda, Maria se acha aos montes; levou a alegria, puta sentimento superestimado, a alegria. Agora, quando ele diz que levou embora a fantasia, aí é foda, aí é pra desmontar qualquer macho das antigas. Sem fantasia, o rei fica nu, sem fantasia, o homem capitula. Levou a fantasia, é transformar o sujeito no Pierrot do Manuel Bandeira : Da veste branca/A larga túnica/Por fim arranca/A rosa púnica/Em um soluço/E parecia,/Jogando ao chão/A flor sombria,/Que o coração/Ele arrancara!... 
E o que o ingrato carnaval deixou em troca da fantasia? Só uma lembrança... e como dói a porra de uma lembrança.
Vila Esperança
(Adoniran Barbosa)
Vila Esperança, foi lá que eu passei
O meu primeiro carnaval
Vila Esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor

Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança

Numa volta no salão ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo Pierrô
Ao ver que descobriu sua Colombina

O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria
Levou a fantasia, só deixou uma lembrança.


Para ouvir Vila Esperança, e essa merece ser ouvida com atenção, com reverência, à meia luz, ao fim da noite, quando a casa inteira estiver a dormir, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO 
 O palhaço triste Adoniran Barbosa

Marchinhas do Azarão (II)

Chiquinha Gonzaga, Lamartine Babo, Braguinha, João de Barro, Haroldo Lobo, Noel Rosa... Exímios compositores de marchinhas carnavalescas, todos eles. Pilares, pedras fundamentais do cancioneiro de Momo. Verdadeiros obeliscos da trilha sonora dos antigos salões. 
Contudo, toda a solidez e relevância de suas figuras ruem, esmaecem frente ao nosso marcheiro-mor (ou marchista? Ou marchador?) : Ele, o homem do Baú, o Senor Abravanel, o Sílvio Santos.
Silvio Santos estreou nos carnavais com  Transplante Corinthiano - doutor, eu não me engano, meu coração é corinthiano... -, isso lá em 1968; na esteira do Transplante Corinthiano emendou sucessos nos carnavais seguintes com a hermética A Bruxa (1970) - Ai, a bruxa vem aí/E não vem sozinha/Vem na base do saci... -, até hoje não sei que porra é essa de "vem na base do saci"; Gigi (1977) - Gigi, eu chego lá/Me dá uma colher de chá/Deslumbrada/Boneca, eu sou teu fã/Eu te quero hoje/Não tem nada de amanhã"; mas alcançou seu auge, seu pináculo, em 1987, com a clássica A Pipa doVovô.
A Pipa do Vovô é, até hoje, a campeã de audiência nos Bailes da Saudade, nos carnavais da Velha Guarda, nos blocos da terceira idade. Apesar de fazer muita força, o vovô foi passado pra trás. Isso porque os autores da música, o casal Manoel Ferreira e Ruth Amaral, não conheceram o meu avô, o velho Pebim. O velho Pebim, segundo crônicas familiares, empinou a sua pipa até o dia de sua morte. Eu tenho a quem puxar!!!
A Pipa do Vovô 
(Manoel Ferreira/Ruth Amaral)
A pipa do vovô não sobe mais
A pipa do vovô não sobe mais
Apesar de fazer muita força
O vovô foi passado pra trás!

A pipa do vovô não sobe mais
A pipa do vovô não sobe mais
Apesar de fazer muita força
O vovô foi passado pra trás!

Ele tentou mais uma empinadinha
A pipa não deu nenhuma subidinha
Ele tentou mais uma empinadinha
A pipa não deu nenhuma subidinha

A pipa do vovô não sobe mais
A pipa do vovô não sobe mais
Apesar de fazer muita força
O vovô foi passado pra trás!

A pipa do vovô não sobe mais
A pipa do vovô não sobe mais
Apesar de fazer muita força
O vovô foi passado pra trás!

Para dar ouvir e dar uma força para a Pipa do Vovô, é só dar uma clicadinha aqui, no meu poderoso MARRETÃO. E claro, a Colombina gostosa.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Marchinhas do Azarão

Não gosto de carnaval. Nunca gostei. E nem tenho aquela saudade do que não vivi, dos antigos carnavais, que os mais velhos dizem que eram folguedos familiares, inocentes, repletos de pureza. Não sou ingênuo a ponto de crer que os antigos carnavais eram singelos e cândidos tributos a Momo.
Carnaval sempre foi putaria, sempre foi bebedeira e devassidão - o que, muitas vezes, me suscita uma pergunta de foro íntimo : por que é que nunca gostei deles? Mas o fato é que não. Porém, sempre gostei de dois elementos dos carnavais de outrora : as máscaras e as marchinhas. Máscaras e marchinhas são exatamente a mesma coisa : máscaras. As primeiras escondiam a identidade do folião, dando-lhe o superpoder do anonimato, da  invisibilidade; as segundas cantavam, decantavam e retratavam o ambiente orgiástico do carnaval de forma idílica e bucólica, as marchinhas eram as verdadeiras máscaras do carnaval, são elas que fazem muitos ter saudade de um carnaval ingênuo, que nunca existiu.
Gosto das marchinhas. Gosto pra caralho. Baixei há tempos uma coletânea com mais de 200 marchinhas e, nos carnavais, ao fim da noite, vou pra sacada com meu canecão de cerveja, meu toca-CD e boto lá as marchinhas. Postarei algumas aqui no Marreta durante esses dias.
Como escapei de ir para a casa da sogra nesse carnaval, a primeira marchinha será justamente em homenagem ao essa figura folclórica, a sogra.
Coração de Jacaré
(Carlos Gonzaga)
Trocaram o coração da minha sogra
Puseram o coração do jacaré

Sabe o que aconteceu?
A velha se mandou
E o jacaré morreu!
A velha se mandou
E o jacaré morreu!

Ê-e-e-e
Coitado do Jacaré!
Ê-e-e-e
Coitado do Jacaré! 
Para ouvir a marchinha, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO 
Se alguém quiser baixar o pacote de marchinhas, é só clicar aqui, no meu viril MARRETÃO 
E uma Colombina gostosa, claro. Porque ninguém é de ferro e, enfim, é carnaval.

Arena Romana

Contorce-se em mim
Cada cardíaca fibra
Sou campo de batalha entre vontade e razão
O peito implora que eu lhe olhe de frente
O cérebro, prudente, diz:
"-Não faça, não."

Dilata-se em mim
Cada esclerosada veia
Sou briga de navalha entre orgulho e emoção
Os olhos imploram que eu lhe faça festa
O cérebro, que sabe que você não presta, diz:
"-Não faça, não."

Eletrifica-se em mim
Cada desligado nervo
Sou arena romana de certeza e confusão
A boca implora que eu lhe acolha sorridente
O cérebro, intrasigente, diz:
"Não faça, não."

Erupciona-se em mim
Cada célula extinta de minha epiderme
Sou zona de guerra entre lealdade e traição
Tudo em mim implora que eu me deite ao seu lado
O cérebro, que sabe dos seus pecados,
Num inflexível recado, diz:
"-Não faça, não."

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Haicai do Vinho (II)

Vinho na tulha
Põe bala na minha agulha
Baco, és do balacobaco.

Haicai do Vinho

Que tanto rancor?
O vinho 
É a uva de bom humor.

00-Machete, O James Bond Cucaracha

Rússia e a Cortina de Ferro é o escambau! O negócio agora é a Lucha Caliente, com direito a muito chili e tacos, entre os EUA e o México, e em lugar de uma porra de uma cortininha, um muro de concreto do caralho a cercar toda a fronteira entre os dois países.
Ian Fleming é o caralho! O negócio agora é Roberto Rodriguez!
007, o agente a serviço de sua majestade, com licença para matar é o cacete! O negócio agora é o 00-Machete, o James Bond cucaracha, o agente com a obrigação de matar, de trucidar, de degolar.
Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e, o pior deles, Daniel Craig que vão se fuder, são bichinhas britânicas! O negócio agora é o macho man, o latin lover Danny Trejo!
Roberto Rodriguez faz seu melhor filme depois de Desperado - A Balada do Pistoleiro, Machete Kills Agains. Machete Mata de Novo não avacalha simplesmente com todos os chavões hollywoodianos de espionagem e agentes secretos, detona com eles, os tritura a pó de traque. Machete Mata de Novo não debocha de James Bond e do MI-6, não os transforma em paródias engraçadinhas e nonsenses, merda pra nerd ver, como já feito por Rowan Atkinson (o Mr. Bean) em Johnny English e por Mike Meyers em Austin Powers, o Agente Bond Cama", Machete Mata de Novo corta-lhes a garganta, joga merda no smoking engomado do 007, reduz o agente da Rainha a um almofadinha empoado que não duraria dois minutos no mundo de Machete; enfrentar a KGB é coisa de principiante, quero ver é encarar os cartéis de drogas mexicanos.
O trama central do filme é descaradamente copiada de 007 contra a Chantagem Atômica. Um ex-líder do Cartel se apossa de um míssil nuclear e o tem apontado para a capital americana Washington. As condições são que os EUA invadam o México e combatam os cartéis de droga que ajudaram a criar, ainda que indiretamente. Como se trata de um caso de violação de soberania nacional, os EUA não podem agir abertamente. A solução : convocar o invencível Machete (Danny Trejo).
Daí em diante, o absurdo é o monarca supremo (como também sempre o foi nos filmes do 007). Machete tem direito a tudo a que James Bond sempre usufruiu. Um vilão megalomaníaco e bilionário afim de destruir o planeta, esconderijos em ilhas paradisíacas, fugas em helicópteros, corrida de lanchas em alta velocidade, saltos de paraquedas, carros equipados e, claro, mulheres gostosas pra cacete. Muito mais gostosas que as magrelas, desbotadas e frígidas inglesas de James Bond. Jessica Alba, Alexa Vega, Michelle Rodriguez e a gostosíssima colombiana Sofia Vergara, no papel da dona de zona Madame Desdemona, a mulher dos peitos bélicos, munidos de lâminas afiadas e de metralhadoras giratórias.
Machete não perde para James Bond nem no quesito armas tecnológicas. Numa cena hilária, ele recebe das mãos de uma agente um machete (um facão), arma que é sua marca registrada, porém, é um machete high tech, ao simples apertar de um botão, o machete se abre em três ou quatro lâminas diferentes; é o canivete suíço dos machetes, lhe diz a agente.
Para fechar o pacote, Machete Mata de Novo, fiel ao seu modelo inglês, também desfila uma imensa galeria de atores canastrões. Charlie Sheen (como o presidente dos EUA), Mel Gibson (como o vilão Luthor Voz), Antonio Banderas (como El Camaleon), Lady Gaga (como El Camaleon), além do próprio Trejo.
O filme não é para estômago fracos, é ketchup pra tudo quanto é lado o tempo todo; também não é para mandíbulas e maxilares fracos, você vai rir do começo ao fim. O filme é uma piada surreal e grotesca, uma piada ruim contada por um comediante exímio. Só os viadinhos politicamente corretos não rirão.
Roberto Rodriguez, ao fim do filme, já dá dicas da sequência de Machete Mata de Novo, Machete Mata de Novo no Espaço. Sim, o vilão Mel Gibson foge para uma colônia espacial, de onde pretende aniquilar o planeta, e Machete é mandado atrás dele em um foguete. Qualquer semelhança com 007 contra o Foguete da Morte não é coincidência porra nenhuma. E Machete terá direito a uma luta de sabres de luz contra Mel Gibson em plena estação orbital, ou melhor, Mel Gibson portará um sabre de luz, Machete, um machete de luz. 
O Marreta recomenda. Pããããta que o pariu se eu recomendo!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pletismógrafo, o Polígrafo do Caralho!

O pletismógrafo é um aparelho de uso médico que se presta a medir a variação do tamanho/volume de órgãos ou estruturas do corpo humano em função do afluxo de sangue ou de ar através dos mesmos. É composto basicamente de uma cinta, parecida com aquelas braçadeiras dos aferidores de pressão arterial, variável em tamanho, de acordo com o órgão a ser envolvido e avaliado, preenchida por um fluido sensível à variações de pressão, que pode ser o ar ou o mercúrio, e ligada a um cabo através do qual os estímulos captados por sensores são levados a um processador eletrônico, um tipo de osciloscópio que converte os dados em um gráfico de picos e vales.
Inicialmente, o pletismógrafo foi projetado para medir a tonicidade e a capacidade muscular, tendo suas maiores aplicações na área da pneumologia. A exemplos, o plestimógrafo é capaz de determinar volumes pulmonares (mede o volume de ar total retido nos pulmões), a resistência das vias aéreas (avalia a maior ou menor facilidade da passagem do ar nas vias aéreas), as pressões respiratórias máximas (avalia a força da musculatura responsável pela respiração) etc. O que o tornou em um valoroso aliado na detecção e no diagnóstico de doenças pulmonares bem como nas avaliações pré e pós-operatórias.
Só que o ser humano é incapaz de aplicar seu conhecimento apenas a serviço do bem, de limitar o uso de sua tecnologia às grandes causas - o ser humano é, ele próprio, a pequena causa mais mal resolvida da Natureza. O ser humano bem que tenta se dar sérios e circunspectos ares, mas a verdade é que ele, como diria a saudosa Dona Bela, da Escolinha do Professor Raimundo, só pensa "naquilo". Por "naquilo", entenda-se sacanagem, putaria, a famosa furunfa.
Vai daí que o médico e sexólogo tcheco Kurt Freund (não confundir com o Sigmund Freud, embora Freund, provavelmente, fosse tão doente e pervertido quanto o seu quase xará mais famoso) resolveu adaptar o pletismógrafo para medir a paudurescência. Resolveu colocar as bengas de seus pacientes no pletismógrafo - devia ser uma bichona, esse Freund - para avaliar as suas variações de volume e de intumescência, para monitorar-lhes as ereções. 
Freund constatou que o pletismógrafo era extremamente sensível a qualquer aumento de afluxo sanguíneo no cacete. Mesmo o mais ínfimo sinal de paudurescência, mesmo aquele que nem o próprio dono do tarugo percebe, o plestimógrafo era capaz de acusar e registrar. Se algo, fosse o que fosse, até mesmo um desejo desconhecido pelo cara, causasse uma variação de paudurescência detectável pelo plestimógrafo, não havia como ele negar o tesão, não havia como ele mentir sobre suas preferências sexuais.
Tal capacidade tornou o pletismógrafo muito útil na identificação e no tratamento de pacientes com desvios ou compulsões sexuais enrustidas. Usando como exemplo o maior chavão da psicanálise, a sua falácia-mor, o tarado está lá, deitado no divã, com o pau amarrado a um  pletismógrafo, e jura de pés juntos que não nutre o menor tesão pela mãe : "- Que é isso, doutor, desejo pela minha santa mãezinha? Tesão por aquela vagina carnuda que me deu passagem ao mundo, à luz? Tesão por aqueles peitos túrgidos, volumosos, firmes e pulsantes que proveram meu primeiro sustento? De jeito nenhum!" Só que o pau, lá no pletismógrafo, está até arrebentando a braçadeira, está fazendo os gráficos ultrapassarem todas as escalas do osciloscópio. Édipo puro! Maior comedor de mãe! Queira ele admitir ou não!
O pletismógrafo é o polígrafo do pau! É o detector de mentiras do caralho! E é muito mais confiável que o polígrafo. O polígrafos, desses que conhecemos dos filmes e das séries policias, e que se baseiam nas alterações de pulsação, de batimentos cardíacos e de modulações da voz para detectar o mentiroso, podem ser facilmente enganados por pessoas bem treinadas, ou por psicopatas que creem piamente nas suas declarações de inocência. Já o plestimógrafo, não há quem o engane. O pau não mente. Se algo agradou ao pau, em menor ou em maior grau, ele se manifesta. A paudurescência é a única reação fisiológica que o homem não consegue fingir. O pau é centro nevrálgico da honestidade do homem. É a única reserva de sinceridade masculina.
Imeditamente, ao saber do prodígio tecnológico criado por Freund, o exército da então Tchecoslováquia requisitou o aparelho para fins militares. Dava-se, à época, que o exército tcheco estava a enfrentar uma série de fraudes no alistamento e recrutamento de novos soldados. Muitos dos jovens tchecos que se alistavam, declaravam-se homossexuais como forma de não servir ao exército, como uma maneira de fugirem às suas obrigações para com a pátria. E como saber se realmente o sujeito tinha tesão na argola, tique nervoso na rosca, comichão no brioco? Fica de quatro aí e dá essa bunda pro sargento? Não era possível. Na dúvida, o viadão era dispensado.
Com o advento do plestimógrafo, a farsa veio abaixo. A autodeclarada bichona tinha o pau ligado a um plestimógrafo e era submetida a uma série de imagens de mulheres gostosas, fotos e vídeos de peitudas e bucetudas nas mais excitantes e pornográficas situações. Se o pau do sujeito fizesse o pletismógrafo registrar um único pico que fosse, a casa caía pro lado dele. Estava automaticamente incorporado ao exército, a farda e os coturnos esperavam por ele. Se, por outro lado, o pau não desse o menor sinal de vida, ou, ainda, se desse até uma encolhida, desenhasse curva negativa no pletismógrafo, o cara era viadão dos legítimos. Tava dispensado.
Fiquei aqui pensando se os viadões, tanto os reprovados como os atestados pelo aparelho, eram submetidos a uma contraprova, ou seja, se eram depois expostos a imagens eróticas de conteúdo homossexual. O que ficou de pau duro ante a visão de uma gostosa, poderia também hastear a bandeira para um musculosão de sunga, vai que o cara fosse bissexual; o que não reagiu à uma bela tcheca, poderia igualmente se fazer de morto frente a um cacetão ereto, ele poderia simplesmente estar nervoso e constrangido com a situação, ou ser broxa. Taí, o broxa é o calcanhar de Aquiles do pletismógrafo! Só o broxa consegue mentir para o pletismógrafo! Portanto, o psicopata broxa é o mentiroso supremo!
De qualquer forma, essa lenga-lenga toda me fez lembrar de uma piada. Uma anedota das antigas contada pelo inigualável Costinha, se não me falha a memória, no LP O Peru da Festa Vol.2. Conta-nos o Costinha :
"Todos os dias, às cinco da matina, o sargento passava o pelotão em revista. Um dia, ele notou que o recruta 49 estava de barraca armada, batendo continência. Condescendente, chamou o 49 prum canto, deu-lhe um dinheiro e mandou que fosse resolver seu problema numa zona próxima ao quartel. No dia seguinte, o sargento passou pelo pelotão e lá estava de novo o 49, de pau duro. Deu-lhe mais uns trocados e lá se foi o 49 pra zona. Isso se repetiu durante a semana inteira, até que no sábado, o sargento, já de saco cheia da situação, deu uma grana preta pro 49 e ordenou que ele passasse o fim de semana todo na zona afim de resolver aquela questão, pois pegava mal a um soldado, a um representante e defensor da pátria ser visto de pau duro. O recruta 49 agradeceu ao sargento, mas recusou o dinheiro : "- Não adianta, não, sargento : o meu negócio é o senhor."
Pããããããããta que o pariu!!! Que falta fez, ao sargento, um pletismógrafo por ocasião do alistamento dessa moçoila!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Casa dos Jacintos

"Eu preciso de um novo amigo que não me incomode, eu preciso de um novo amigo que não me atrapalhe, eu preciso de alguém que não precise de mim." É The Doors! É Jim Morrison! 
Essa eu ainda não conhecia : A Casa dos Jacintos. E, pra variar, me pegou na veia. Os poucos verdadeiros amigos que tenho são assim, não precisam de mim e nem eu deles. Ficamos anos sem nos ver, sem nem ao menos ligar um pro outro, mas continuamos amigos pra caralho. Justamente por isso : um não dá trabalho pro outro, um não fica enchendo o saco do outro, nos encontramos quando calha de, quando o universo cochila e se descuida. E é como se tivéssemos nos visto ontem, e não há dois, cinco ou dez anos. Casamos, tivemos filhos, envelhecemos, ficamos de cabelos brancos, criamos barriga... mas isso é só para o resto do mundo, pois o mundo é que dá trabalho. Entre nós, somos os mesmos de décadas atrás, somos Peter Pan, somos os Garotos Perdidos. Visitamos cada vez menos a Terra do Nunca, é verdade, mas nos basta saber que ela continua por lá. Que sempre continuará.
E o que você está fazendo para agradar os seus leões nesse dia? E por que você jogou fora o valete de copas, se era a única carta no baralho que eu tinha pra jogar?
Hyacinth House
(Jim Morrison)
What are they doing in the Hyacinth House?
What are they doing in the Hyacinth House?
To please the lions in this day
 

I need a brand new friend who doesn't bother me
I need a brand new friend who doesn't trouble me
I need someone, yeah, who doesn't need me
 

I see the bathroom is clear
I think that somebody's near
I'm sure that someone is following me, oh yeah
 

Why did you throw the Jack of Hearts away?
Why did you throw the Jack of Hearts away?
It was the only card in the deck that I had left to play
 

And I'll say it again, I need a brand new friend
And I'll say it again, I need a brand new friend
And I'll say it again, I need a brand new friend, the end
 

Casa dos Jacintos 
O que eles estão fazendo na Casa dos Jacintos?
O que eles estão fazendo na Casa dos Jacintos?
Para agradar os leões nesses dias?
 
Eu preciso de um novo amigo que não me incomode
Eu preciso de um novo amigo que não me atrapalhe
Eu preciso de alguém que não precise de mim
 
Eu vejo que o banheiro está limpo
Eu acho que alguém está por perto
Eu estou certo que há alguém me seguindo

Por que você jogou fora o Valete de Copas?
Por que você jogou fora o Valete de Copas?
Era a única carta no baralho que eu tinha para jogar
 
E eu digo outra vez, preciso de um novo amigo
E eu digo outra vez, preciso de um novo amigo
E eu digo outra vez, preciso de um novo amigo, o fim
Por que justo o Valete de Copas, Jim? Por quê?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Bilau no Tratamento de Canal (Ou : Boca de Anestesiado Não Tem Dono)

Gravem esse nome, Bilal Ahmed. E corram dele. O mais rápido e para mais longe que conseguirem. Isso se ele lhes der tempo.
Com um sobrenome desse, Ahmed, ele poderia ser tomado por um perigoso fundamentalista islâmico disposto a decepar infiéis, ou a se explodir em nome do profeta. Mas não. Ele oferece perigo muito maior. E muito mais insidioso. Bilal Ahmed é dentista.
O dentista é a figura mais terrível que povoa o imaginário do medo infantil. Ele assombra e instila mais temor que o bicho-papão, que o homem do saco, que o monstro dentro do guarda-roupas, que a loira do banheiro, que o professor de matemática. Mesmo quando adultos, admitamos, quem é que se deita despreocupadamente na cadeira de um dentista e se entrega tranquilamente aos seus cuidados? Quem é que não tensiona toda a musculatura e não se agarra firme aos braços da cadeira quando ele começa a escrutinar nossos dentes e gengivas?
Pois o paquistanês Bilal Ahmed conseguiu acrescentar um novo elemento de terror à sádica e temível figura do dentista. Um elemento que faz com que as agulhas, as anestesias que não pegam, as brocas, os torturantes motorzinhos e até mesmo o medieval boticão se transformem em simpáticos e agradáveis instrumentos, mais inofensivos que acessórios de cabeleireiro e de manicure. Bilal Ahmed introduziu um novo instrumento na terapêutica de seus clientes, uma revolução no tratamento de canais : o próprio pau! Isso mesmo. O caralho, a rola, o cacete!
Bilal Ahmed foi acusado de ter enfiado o pau na boca de um paciente anestesiado. A anestesia acabou antes do planejado por Ahmed e ele foi pego com a boca na botija, ou melhor, com a botija na boca do paciente, que agora lhe processa por abuso sexual.
A vítima (um homem) relatou à polícia que o dentista disse que seria necessário o uso de óxido nitroso, um gás incolor com efeito anestésico quando inalado em grande quantidade. A pessoa inala o gás através de uma máscara colocada em seu nariz e, em pouco tempo, dorme, apaga. No início do procedimento, relatou ainda a vítima, um assistente acompanhava o dentista. Ao acordar, porém, o assistente já não se encontrava na sala e uma estranha broca lhe examinava a boca, o caralho de Bilal Ahmed, fazendo-lhe uma aplicação de flúor, uma limpeza, tirando-lhe os tártaros.
Bilal Ahmed, que é casado e pai de seis filhos, foi liberado após pagar fiança equivalente a R$ 200 mil.
Pããããta que o pariu!!! Mil vezes uma broca daquelas bem fininhas e com o motor no máximo de rpm. 
Acho que vocês já perceberam, mas caso não, deem uma olhada no nome do tarado : Bilal. O Bilal atochou o bilau na boca do cara! É a piada pronta, como diz o Zé Simão. O cara vai se consultar e se deixa anestesiar por um sujeito chamado Bilal. Estava esperando o quê?
Bilal deu azar, simplesmente deu azar. Um azar geográfico. Esse imbróglio todo pro lado dele só ocorreu porque ele clinica nos EUA. Fosse no Brasil, a agenda dele estaria lotada! E ele nem precisaria usar óxido nitroso!
 Bilal Ahmed, o rei da broca.

Aniversário do Marrreta do Azarão

Sete anos de Marreta em riste, ereta! Sete tenebrosas temporadas! Sete rounds a la Cassius Clay, "voando como uma borboleta e ferroando como uma abelha"!