domingo, 15 de janeiro de 2017

Meu Fardo, Abraço-te de Bom Grado

Assim como outros inúmeros vocábulos da nossa Língua, a palavra fardo foi destituída de seu sentido primeiro, desterrada de sua essência, teve seu significado ampliado e seu uso transferido a novos conceitos, passou a ser metáfora e alegoria para outras situações e contextos, no mais das vezes, distantes e desvinculados da ideia original.
Denotativamente, segundo a edição eletrônica do Dicionário Houaiss, que eu pirateei da net, fardo significa : qualquer tipo de embrulho, pacote ou volume; objeto ou conjunto de objetos mais ou menos volumosos e pesados que se destinam ao transporte; carga.
Ou seja, um fardo é o resultado de um ajuntamento lógico de objetos semelhantes, de uma compactação sistemática, de uma organização para melhor acomodamento, transporte, aproveitamento de espaço, enfim, de um método para a facilitação de uma tarefa.
Pela lógica, era de se esperar, portanto, que um uso figurado de fardo remetesse e fosse aplicado e associado a um quadro de planejamento, ordem e clareza, que conotasse controle, funcionamento e eficiência, se não máximos, ao menos, maximizados, um contexto desejável, portanto.
Mas não. Fardo teve subvertido o seu sentido original, pervertido, até. Fardo foi conotado não pelo que é - o produto final de um trabalho -, mas pela dificuldade em realizar esse trabalho, pela faina em produzi-lo. Fardo passou a ser usado, na esmagadora maioria das vezes, como aquilo que é difícil ou duro de suportar, penoso, árduo; aquilo que impõe sérias responsabilidades. Ou seja, algo não desejável, a ser evitado. Tomou-se o produto pelo processo.
Pela lógica... iniciei um dos parágrafos anteriores, subentendendo, pretensiosamente, a humana, como fosse a única. Ocorre que a lógica humana não vale de porra nenhuma, é só uma outra nossa ilusão, um outro nosso construto, feito deus.
Há apenas e tão-somente a lógica do Universo. E ela se nos impõe imperativamente, ainda que não percebamos, ou que não admitamos. O Universo se pauta pela miníma entropia, pelo menor gasto possível de energia na solução, na manutenção e gerenciamento de uma situação, seja na órbita de um elétron em torno de seu núcleo, seja na orquestração de uma galáxia.
Dizem, inclusive, o ser humano, é claro, que o Universo prima pelo caos, pela desordem. Outra vez, a empáfia dos ignorantes : o Universo tem uma ordem que não conseguimos reconhecer como tal, que não conseguimos decifrar, logo, a taxamos de desordem, de caos.
O que demanda mais energia, deixar ramos, galhos, capim espalhados pelos campos, montes e pradarias, ou recolhê-los, um a um, organizá-los num só volume e amarrá-los de forma compacta? A resposta é óbvia.
O nosso modelo de organização contraria as diretrizes do Universo, por isso, manter a (nossa) ordem é sempre cansativo, penoso e árduo, em suma, um fardo. Autoproduzido e autoimposto.
Há também, veio-me agora, o "eu me fardo", presente do indicativo do verbo pronominal fardar. Civis ou militares, todos nos fardamos. Fardar-nos vai muito além do que meramente vestimos, é a maneira como nos organizamos, como nos compactamos e nos amarramos dentro de um personagem em cuja pele nos apresentamos em público, nos ambientes que frequentamos e pelos quais trafegamos, seja por vontade própria, seja por obrigação, imposição. Construir e morar num personagem, numa farda, requer atenção e manutenção constantes, demanda imenso gasto de energia, em suma, um fardo.
Há, porém, um fardo que me é dos mais suaves. Um fardo que não faço amuo nem zanga nem azedume em carregar. Ei-lo :
Meu fardo, abraço-te de bom grado!
E não pensem que um fardo de cerveja é carga das mais leves e jeitosas de se carregar. Os de dezoito unidades, então... E os de latões de 550 ml? Acham que é fácil, para mim, que não dirijo, carregar tal fardo na mão, pelos quarteirões que separam o mercado de minha casa?
Mas eu resisto, eu persisto sem reclamar. Sou um abnegado. Contribuo com minha parte em carregar o fardo que, enfim, é a porra da vida.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Quem Tem Medo de Sexta-Feira 13?

Há loucura e cagaços (o que os especialistas chamam de fobias) de todos os tipos. Há irracionalidades para todos os gostos e desgostos. Uma grande e variada coleção de irracionalidades é o que costumamos chamar comumente de ser humano.
E, então, entram em cena os estudiosos do irracional, os bam-bam-bans da psiquê - psiquiatras, psicológos, terapeutas e outros que tais. Tentam explicar o que eles consideram irracionalidade do ponto de vista do que julgam racional. Aí, não tem como. É o conhecido festival de psicoabobrinhas.
Os psicopicaretas fartam-se em explicar cada loucura ou fobia, em descrever seus sintomas, seus mecanismos, os gatilhos ambientais que as teriam desencadeado e as maneiras de controlá-las, de pô-las à coleira da racionalidade. E, tenho certeza, alcançam orgasmos anais múltiplos a nomeá-las, a cada fobia, a cada pane de nosso disco rígido - como o psicopicareta gosta de dar nomes complicados e eruditos a cada anomalia, real ou por eles mesmos inventadas.
Quanto mais pomposo, quanto mais longo o nome, melhor. Invariavelmente, são nomes compostos por palavras oriundas do grego ou do latim, que é pro psicopicareta ostentar toda a sua erudição do Almanaque do Biotônico Fontoura e/ou das palavras cruzadas Coquetel, nivel médio.
Aliás, tenho cá pra mim que os tais experts padeçam também de uma fobia, a de não dar nomes às fobias. O cara se depara com uma fobia dantes nunca vista, ainda não descrita nem catalogada e, no mesmo momento, uma angústia abissal se lhe abate, um ataque de pânico, um medo irracional e incontrolável se lhe acomete frente àquela fobia sem nome. E ele se vê obrigado, terapeuticamente, a inventar mais uma pernóstica denominação.
Descobri hoje que existe a parascavedecatriafobia, termo derivado das palavras gregas "paraskeví", que significa "sexta-feira", e "dekatreís" que significa "treze", ou seja, fobia de sexta-feira 13. O cara se caga de medo de que algum infausto ou infortúnio possa descer do nada sobre a sua cabeça, sem nenhuma razão, motivo ou circunstância, simplesmente porque é uma sexta-feira 13.
Para combater seus medos irracionais, o ser humano, via de regra, costuma se valer e se apoiar a estratagemas, subterfúgios e sortilégios tão ou mais irracionais do que são os seus próprios medos. Apega-se a rezas, mandingas, simpatias e amuletos. Os mais abastados chegam a consultar psicólogos e  psiquiatras.
No caso da parascavedecatriafobia, o cara acredita que pode se defender da amaldiçoada data se carregar consigo um pé de coelho, ou um trevo-de-quatro-folhas, ou uma ferradura (aliás, ele deveria calçá-las cotidianamente), ou uma figa na carteira, ou um ramo de arruda na orelha etc etc.
Recitar pequenos mantras e encenar pequenos rituais também podem servir de escudo contra o agourento e maledeto dia : pé de pato, mangalô três vezes, e bater três vezes na madeira com  os nós dos dedos são exemplos clássicos.
O louco é tão louco que acha que a sua fobia também tem lá as fobias dela. Crê que a sexta-feira 13 tenha pédecoelhofobia, trevofobia, ferradurafobia, espadadesãojorgefobia, salgrossofobia e outras tantas.
Pois com o Azarão não tem essa baitolagem de pé de pato, mangalô, nem de bater na madeira, nem de fugir de gato preto, nem de não passar embaixo de escadas, e nem, e principalmente, de andar com pé de coelho no bolso, ou à guisa de penduricalho de chaveiro.
Pé de coelho é o caralho! O que tira qualquer tipo de azar de um sujeito é uma boa buceta de coelhinha, como a abaixo.
Meu amigo, se uma felpuda buceta de coelhinha não tirar a sua uruca e a sua ziquizira, nada mais logrará êxito. Seu caso é incurável e terminal. Você tá no bico do urubu.

Menino Jesus, Um Capeta em Forma de Guri

Crianças não são inocentes. São inconsequentes. Não têm o menor tino do que os seus atos podem acarretar, para si mesmas e para os outros.
Crianças não são boazinhas, uns anjos de candura. São tão cruéis quanto qualquer adulto pode ser. Ou, muitas vezes, até mais, devido à já citada inconsequência congênita.
Se os atos de crueldade de uma criança não excedem em escala de intensidade os de um adulto, é tão-somente pela sua pouca força física, pela fragilidade de seus membros, por seu pequeno porte, sua incapacidade de causar grandes danos e destruições; porém, em essência, na intenção e na ideia, são equivalentes.
Haja vista às barbaridades e aos atos atrozes cometidos pelas crianças contra pequenos animais.
Minha especialidade, por exemplo, era a de jogar detergente (Odd azul, alguém lembra dele?) num pequeno aquário de uma tia materna, só pra ver os peixinhos soltarem bolhas de sabão pela boca - até o dia em que tomei uma surra bem dada e tive o dinheiro da merenda de um mês inteiro redirecionado à compra de novos peixes para a minha tia, que é só assim que o ser humano passa a ter consciência de seus atos, arcando com as consequências na pele, no bolso e no estômago.
Gostava também de capturar borboletas, cigarras e libélulas, amarrar uma linha de costura aos seus abdomens e soltá-las para que voassem - eu empinava borboletas feito pipas. Igualmente, tinha por prática pegar insetos de maior porte - geralmente besouros e louva-a-deuses - e jogá-los num grande formigueiro de lava-pés num terreno baldio próximo de minha casa, formiga minúscula, mas de picada doloridíssima e que sempre ataca em bando, em legiões. O bicho mal tocava no formigueiro e uma miríade de lava-pés cobria instantaneamente a superfície do corpo dele; em segundos, o bicho já estava sendo carregado de barriga para cima para as profundezas da terra.
Minhas normais e salutares maldades de infante se estendiam, às vezes, a alguns familiares. A uma outra tia materna, em todos os Natais, sempre lhe roubava e escondia uma lampadinha vermelha de seu presépio, que iluminava a manjedoura do menino Jesus - eu já era um pequeno herege. Ao meu primo Leitinho, feito uma versão mirim e espada da Bruxa Má da Branca de Neve, ofertei uma ameixa recheada de tinta guache preta. Lembro até hoje do Leitinho mastigando a ameixa, a tinta já a lhe escorrer pelos cantos da boca e ele dizer : "parece que essa ameixa tá meio podre...".  Meio podre... pãããta que o pariu!!!
Para minha irmã, dois anos mais nova que eu, dei uma esférica e luzidia pimenta roxa, dessas cultivadas mais para fins ornamentais que para alimentícios, colhida na vasta e variada horta de minha avó materna - lá tinha de tudo um pouco, erva-doce, capim-cidreira, funcho, boldo, arruda, carqueja, hortelã, salsinha, cebolinha, orégano etc, que eram as farmácias e os mercados da época, os quintais. Dei-lhe a pimenta e disse que era uma bala, uma jujuba, uma goma de mascar ou coisa que as valha. Ela acreditou. Ficou uns dois dias com os beiços inchados. E eu, em decorrência das tamancadas de minha mãe, uns dois dias sem poder sentar direito. Valeu cada lambada.
E a coisa ia por aí. E até que eu, comparado a outros moleques com quem convivi na escola e na vizinhança, era tido como comportado e pacato.
Agora, imaginem uma criança perfeitamente normal no que diz respeito ao comportamento travesso e às pequenas inconsequências, porém, dotada de superpoderes desde o berço. Imaginem o que não devem ter sofrido Martha e Jonathan Kent, o casal de fazendeiros que adotou e criou o alienígena Kal-el, o futuro Super-homem. Tentem conceber a intensidade dos decibéis de um superchoro, de uma superbirra. O supervômito do bebê de aço, a supercagada, o superapetite. Acham mesmo que o superbaby nuca usou sua superforça para arrebentar o seu cercadinho, ou para revidar as palmadas dos pais? Que nunca usou sua visão de calor para queimar o rabo do gato? Que agruras não terá penado o casal Kent para tornar o bebê no probo, honesto e incorruptível Homem de Aço?
Um adendo : para mim, sempre foi muito mais fácil acreditar na existência de um ser capaz de arrancar planetas de suas órbitas com um único soco, ou de fazer o tempo andar para trás, do que crer que esse mesmo ser nunca tenha usado seus poderes especiais em benefício próprio, para conseguir uma pequena e inofensiva vantagem que fosse, nem pra comer uma bucetinha, o Super-homem nunca se valeu de seus atributos de semideus, isso é o mais difícil de conceber. Fim do adendo.
Se meu filho, hoje com sete anos, tivesse nascido com superpoderes, no mínimo, eu estaria morto agora. Eu e as duas gatas aqui de casa.
E o Cristo, o bebê Cristo? E o Jesus Cristo Superstar, o fodão da mitologia cristã? Os evangelhos canônicos dizem apenas do Cristo adulto, do Cristo feito em homem, profeta e sábio. Mas terá sido o bebê Cristo, dotado desde a manjedoura de superpoderes sobre a vida e a morte e sabedor de sua origem divina, tão pacífico, paciente e conciliador?
Terá, o bebê Cristo, assim como a sua versão adulta e barbuda, usado seus superpoderes apenas para o bem, para ressuscitar mortos, para curar cegos e aleijados, ou, ainda na creche em Nazaré, promover a multiplicação das mamadeiras, das chupetas e das papinhas?
Dizem os evangelhos apócrifos, o PMDB da Bíblia, que não. Muito pelo contrário.
O evangelho apócrifo de Tomé, aquele que tinha de ver para crer, escrito provavelmente 140 anos depois da morte do Cristo, afirma que a criança Cristo não era flor que se cheirasse. Era um arrogante, um mimado a quem as vontades não podiam ser contrariadas, um típico filhinho de papai, ou, nesse caso, o filhinho do Pai.
Os relatos de Tomé, que eram tidos como verdades pelos cristãos primitivos, descrevem um adolescente Jesus, à época no Egito, que se irritava facilmente com todo mundo, tinha mania de grandeza e, pasmem, que usou seus superpoderes para matar três meninos, entre outras bondadezinhas.
Conta-nos, Tomé, que, certa vez, estava o filho de Deus a construir uma pequena represa, quando passou por ele o filho do escriba Anás e destruiu a obra. Furioso, Jesus disse:  “Tolo injusto e irreverente! O que as poças d’água fizeram para te irritar? Eis que agora também tu secarás como uma árvore, e nunca terás nem folha, nem raiz, nem fruta". E o menino secou. 
Aliás, Jesus parecia ter uma certa fixação, quiçá um fetiche, nessa coisa de secar. Já adulto, é célebre o caso da figueira que não tinha frutos para saciar a sua fome. Do evangelho de Mateus : "Pela manhã, ao voltar à cidade, teve fome. Vendo uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas; e disse-lhe: Nunca jamais nasça fruto de ti. No mesmo instante secou a figueira".
Porra, a figueira não tinha frutas porque não era época! Não sabia o bondoso Cristo que cada árvore tem seu ciclo, seu período de frutificação? Não entende porra nenhuma de botânica e já vai logo rogando praga. Por que, ao invés de secar a figueira, não usou de seus poderes para fazê-la frutificar em abundância, mesmo fora de época, e matar sua fome e as de seus discípulos? Sim, porque ali ninguém nunca tinha um puto no bolso, ninguém ali pegava no batente, desconfio até que Cristo e seus doze apóstolos tenham inspirado a formação dos primeiros sindicatos trabalhistas. 
Em outra ocasião, um garoto esbarrou em Jesus sem querer. "Não seguirás mais teu caminho", lançou Jesus a sua maldição. E o garoto caiu duro. Os pais da vítima foram ter com José e Maria : "Assim não dá, o vosso filho é um assassino". Ao saber da reclamação, o menino Jesus cegou os pais do garoto. 
José, o santo padroeiro dos cornos, teria dito à Maria : “Daqui por diante, não podemos deixar Jesus sair de casa, porque qualquer um que se oponha a ele é morto por suas maldições”.
E não são apenas os evangelhos apócrifos cristãos que trazem registros das maldades do menino Cristo. Joseph Carter, autor do livro "Os Evangelhos Apócrifos", diz que também o Corão registra algumas crueldades do menino Jesus.
Ou seja, paradoxalmente à sua origem divina, o moleque Jesus foi um capeta em forma de guri.
Aliás, paradoxalmente, porra nenhuma. Basta ver as hecatombes e os genocídios promovidos pelo Pai de Jesus no Velho Testamento. Paradoxalmente, porra nenhuma. Quem sai aos seus, não degenera.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Nova Miss Helsinque e Sua Polêmica, por Cláudia Wild

O texto a seguir - admirável e corajoso - foi escrito por Cláudia Wild e publicado originalmente no site Olhar Atual. Nunca ouvira falar ou lera nada da moça até hoje, e me declaro, desde então, um admirador.
Ela marreta sem dó a canalhada do politicamente correto, estraçalha de forma magistral, lógica, clara e irrefutável a tal ditadura das minorias. Chama, inclusive, os pústulas dos patrulheiros da esquerda, os justiceiros sociais, de "jagunços virtuais de esquerda". Adorei. Adotarei o termo, doravante.
E o melhor : pasmem, calhordas esquerdistas do politicamente correto, que bem sei que por aqui também rondam e arrastam suas sombras, o texto, como o nome de seu autor sugere, embora não garanta, nessa época de transgênicos e transgêneros, foi escrito por uma mulher. 
Uma mulher! Que poderia muito bem ficar acomodada e confortável, ela própria, dentro do discurso do politicamente correto, visto que é mulher e pertence, portanto, a uma das minorias mais queridinhas do politicamente correto, a uma das minorias - dizem os crápulas vermelhos - discriminadas, excluídas e exploradas pelo demônio do homem branco, heterossexual e bem-sucedido financeiramente.
Podia ficar, mas não fica. O que só tornam seu texto e sua atitude ainda mais raros e louváveis.
Com vocês, a Marreta de Cláudia Wild.

A nova Miss Helsinque e sua polêmica
Cláudia Wild
"O rebuliço virtual foi enorme! O motivo foi a escolha da nigeriana como representante da beleza nórdica e ainda sua estética pouco convencional para um concurso desta natureza.
Na página do Miss Helsinki disponível no Facebook, podemos encontrar vídeos e fotos ( que mostram as demais participantes) e a reação de internautas do mundo inteiro, que mostraram muita  indignação com o resultado. Com a realidade da Europa multiculturalista e politicamente correta, é compreensível a surpresa dos internautas.
A vitoriosa,  uma jovem nascida na Nigéria, que imigrou para o país nórdico, ostenta um padrão estético deveras inconvencional para a disputa - onde não apenas, mas principalmente a beleza deve ser o ponto central. Apesar do conceito de beleza  poder ser subjetivo, existem regras para sua constatação, como a simetria e harmonia dos traços, por exemplo. O próprio dicionário assim define uma “miss“: Mulher excessivamente bonita, vistosa e elegante.
A Finlândia é um país com 5,5 milhões de habitantes, dentre os quais 90% são finlandeses, 5% são finlandeses-suecos, e apenas 5% são estrangeiros. Deste último grupo, o maior (1/3) é formado por imigrantes da Rússia e Estônia, seguidos por somalis, iraquianos e imigrantes da ex-república da Iugoslávia. A comunidade africana constitui um grupo étnico minoritário.
Após divulgada a eleição, aqueles que  a questionaram  foram  histericamente  atacados pelos justiceiros sociais - os jagunços virtuais da esquerda -, que começaram a perseguir e criminosamente chamar de “racistas”, todos aqueles que desconfiaram do caráter político da escolha, principalmente devido à impregnação do famigerado politicamente correto nas sociedades europeias, que procuram privilegiar certas categorias étnicas e religiosas.
Não se trata de racismo, pois a beleza não escolhe raças, conhecendo apenas requisitos estéticos. Com a vitória de  uma  negra africana de beleza questionável, ao invés de pelo menos ouvirem as opiniões divergentes, usaram a mesma tática leninista de sempre; o ataque ignorante, a desonestidade intelectual e seu próprio racismo, que aceita dois padrões diferentes de exigências para uma mesma situação. Se assim o fazem, estão sendo lenientes com um dos lados, deixando claro que um deles não consegue cumprir os mesmos padrões rigorosos que  exigem para o outro lado. Isso tem nome e se chama RACISMO e preconceito.
Talvez este concurso de beleza  passaria em brancas nuvens  e a etnia da miss ganhadora pouco importaria, se ela fosse realmente bela. Não sendo relevante o fato de ser branca, amarela ou negra. Coincidiu o fato da vencedora ser negra e desprovida de beleza, portanto, fatores que autorizaram o discurso raivoso, apontando um suposto racismo para calar qualquer  pessoa que enxergasse a situação de outra forma.
A mídia alternativa europeia também levantou a mesma questão  dos internautas mundiais. Primeiramente qual teriam sido os critérios para elegerem uma candidata tão fora dos padrões usuais neste tipo de concurso. E segundo, se a beleza da mulher finlandesa estaria realmente sendo representada pela escolhida. Todos sabem que  concursos deste porte, visam sobretudo escolher uma representante da beleza da mulher local. Conforme é de conhecimento público, a Finlândia tem uma população  95% composta por outra etnia que não aquela  da vencedora. Se houve racismo foi justamente o contrário; o racismo em discriminar o padrão nacional da beleza nórdica.
A eleição da candidata provavelmente não  seria vista em países africanos, que possuem mulheres deslumbrantes, ou mesmo no Brasil, que é um país multirracial e que já se viu representado por uma bela mulher negra. Aliás,  misses negras de estéticas perfeitas e belezas estonteantes já foram eleitas representantes da mulher brasileira, e com muita propriedade!
Não é de hoje que ter opinião virou crime grave e tentam calar os que não estão dispostos a usar a cartilha marxista. A conhecida cartilha que pretende enquadrar todos de acordo com suas atrasadas bandeiras, que inclusive já mataram mais de 100 milhões de pessoas mundo afora. Não é de hoje que  uma multidão de canalhas e zumbis ideológicos desafiam a sanidade de pessoas minimamente equilibradas. Foram cegados por uma ideologia, e esta ideologia provocou até mesmo a cegueira da visão. A cognição e bom senso destes zumbis foram severamente atingidos. O desafio atual é enfrentar esta imposição e não se calar  ou se deixar intimidar por ela.
Quer ganhar concurso de beleza? Excelente! Desde que se considere o requisito estético  como fundamental. Seguindo o mesmo raciocínio e com a destruição completa de todos os conceitos e paradigmas, em breve, um homem que se julgar mulher e se declara como tal, pois, assim se sente, poderá participar e ganhar  estes concursos em nome do tal politicamente correto(combate ao preconceito de gênero) e seu conhecido “progressismo“, que de progresso só tem o nome.
Como disse Vinícius de Moraes…“As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”
No caso em tela ela deveria ser também obrigatória."

Cerveja 1500 : Uma Descoberta

Em meu eterno e incansável garimpo pelo aluvião das cervejas boas e baratas, hoje brilhou nova pepita em minha bateia : 1500. Produzida pela cervejaria Casa di Conti, é cerveja da linha puro malte pelo preço de uma pilsen normal, de uma Bavária, uma Subzero etc.
Segundo o parecer de Erik Macedo, avaliador do site brejas.com, a 1500 tem coloração clara, espuma de moderada formação e duração. Sabor leve, com amargor no final e algo frutado no retrogosto. Cerveja de boa opção e excelente custo-benefício.
Só não entendi, e nem quero, essa coisa do "retrogosto", de dar ré, sei lá. Coisa de degustador! Tô fora desse negócio de retrogosto!
Tem a cara do Cabral e tudo. Melhor a cara do Cabral do que um taludo pau-brasil.
À esquerda, a 1500 na lata, sem nem imaginar o que lhe espera; à direita, deslacrada, descabaçada e deitada na caneca do Azarão, pronta para o abate, que degustação é coisa de viadinho politicamente correto! À minha saúde!!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saudade Pouca é Bobagem

Ontem, da esquerda para a direita, Francisco Buarque de Holanda, Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e Marcus Vinícius de Moraes. Tempo em que só os fortes e talentosos sobreviviam e se sobressaíam. Em que música era coisa de maestro, e letra, de poeta.
Hoje, li a notícia agora, involuntariamente, é claro, Anitta, Nego do Borel e Wesley Safadão juntam suas terríveis forças para lançar o novo hit do verão, Você Partiu meu Coração. Eis o produto final e acabado da chamada democracia brasileira, do tempo do não-tempo.
O que só vem mais uma vez a confirmar que liberdade em excesso só faz mal pro ser humano. Liberdade plena nas questões dos direitos básicos, vitais e essenciais, sim, inquestionável; liberdade para fazer qualquer merda, não.
É como diz a célebre frase de Orson Welles, no filme "O Terceiro Homem", de Graham Greene : "Na Itália, por 30 anos, sob os Bórgias, tiveram guerra, terror, homicídio, sangue e produziram Michelangelo, Leonardo da Vinci e o Renascimento. Na Suíça, tiveram amor fraterno, 500 anos de democracia e paz e o que produziram...? O relógio-cuco."  
Traçando um paralelo à frase de Welles, o governo militar no Brasil, os chamados depreciativamente de Anos de Chumbo, produziu Tom Jobim, Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Edu Lobo, Baden Powell, Caetano Veloso, João Gilberto, a Tropicália e a Bossa Nova. A democracia brasileira, a começar pela nefanda constituinte do sr. Ulisses Guimarães, seguida pelo neoliberalismo de FHC e fechada com chave de bosta pelos 13 anos de governo do PT, produziu a total degradação da cultura popular e dos costumes, promoveu a baderna, a licenciosidade e a total subversão dos valores.
Chega de saudade é o caralho, Poetinha! Ela está cada vez maior!

Haicai da Fidelidade

A dizer, sigo :
Se não for consigo
Não consigo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Sangue do Apóstolo Valdemiro Tem Poder (Ou : Cada Povo Tem o Santo Sudário Que Merece)

Valdemiro Santiago foi atacado por um de seus fanáticos a golpes de facão nas costas e no pescoço - alguns lugares dizem duas facadas, outros, três.
Um vídeo, ou qualquer outro tipo de registro, mostrando as facadas propriamente ditas, não há. O vídeo divulgado pela própria Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD) mostra um Valdemiro Santiago pós-facadas, saindo do palco amparado e escoltado por quatro acólitos, com a mão apertando o local do suposto ferimento, no lado do pescoço oposto ao focalizado pela câmera.
Pura armação do autodenominado apóstolo, pareceu-me na hora. Puro teatro, tosco e mambembe. Mais uma forma espetaculosa de Valdemiro Santiago arrebanhar mais fiéis e dízimos, visto que são notórias as suas dívidas e as pendengas financeiras.
Valdemiro Santiago confia em Deus, mas optou por colocar sua vida nas mãos terrenas dos médicos do Hospital Sírio-Libanês, um dos hospitais mais caros do país, se não o mais.
Valdemiro Santiago levou uma caralhada de pontos no pescoço - vinte pontos, dizem alguns jornais, vinte e cinco, outros - e logo divulgou um vídeo, gravado em um dos leitos do hospital, ao lado da esposa, a bispa Francileia, mostrando-se já fora de perigo. O que jogou por terra a minha teoria da conspiração de mais uma pantomima do apóstolo : não que eu considere de todo impossível, mas acho muito pouco provável que um hospital da envergadura de um Sírio-Libanês seja capaz de compactuar com uma farsa.
No vídeo, Valdemiro Santiago tranquilizou seus fiéis quanto ao seu estado de saúde e aproveitou para dar uma de bom samaritano, não só perdoou o seu agressor como também disse que fará o que estiver ao seu alcance para tirá-lo da cadeia.
Preso e indiciado por tentativa de homicídio, o ajudante-geral Jonathan Gomes Higino, de 20 anos, declarou ter esfaqueado Valdemiro Santiago porque o apóstolo disse que ele, Jonathan, estava possuído por um demônio, e que a crucificação seria a única maneira de expulsar o encosto. Jonathan não gostou disso, e, partir desse dia, em julho de 2016, passou a planejar uma maneira de matar o apóstolo, começou a estudar a rotina do religioso, a seguir todos os seus passos. Quando se julgou pronto para a empreita, de posse de um facão com lâmina de 35 cm, surrupiado do quintal de um vizinho, em Santana do Parnaíba (SP), Jonathan deu o malogrado bote. Seis meses planejando o assassinato e ataca Valdemiro Santiago em público, no domingo, dia de maior movimento na igreja, de onde se vê que o rapaz é mesmo um gênio do crime.
Antes que Valdemiro Santiago o crucificasse, Jonathan o esfaqueou. Perfeitamente lógico e coerente, dentro da loucura e do delírio coletivos que são as religiões.
Mas, enfim, Valdemiro Santiago está pleno e reestabelecido, novo em folha, como tivesse bebido diretamente do próprio Santo Graal, como tivesse beijado as próprias chagas de Cristo. E como Deus ajuda a quem cedo madruga, Valdemiro Santiago já está de mangas arregaçadas, a gravar novos programas para seu canal de TV.
Voltou mais fodástico ainda, renascido, mais ungido e mais imbuído do poder de Deus. No programa de estreia de sua nova vida, apareceu confiante e confiado, tirando sarro do Capeta, zombando do Chifrudo : "O demônio fez o serviço dele, mas acabou dando o contrário. No acerto de contas com o diabo, foi assim: ‘E aí, como é que foi com o Valdemiro? O saldo foi negativo. Porque teve até gente que saiu curada".
Sim, curada. Sentado a uma bancada, ao lado da esposa Francileia, Valdemiro afirmou que a camisa que usava na hora do ataque, e que ficou embebida de seu sangue, já está a curar fiéis
Nas imagens, um membro da igreja aparece esfregando a camisa ensanguentada em um manto, que é dado a seguir a uma fiel, para que ela o toque : “Passaram até a camisa ensanguentada no manto. Quando ela [a fiel] tocou no manto, ela aprumou. Foi curada. A unção está na nossa roupa, no nosso copo, no nosso relógio, na nossa aliança, no nosso chapéu, no nosso sangue”, Santiago, modestamente dizendo que o poder vem de Deus, não dele, que ele é apenas um escolhido.
Pããããããta que o pariu!!! Sudário de Cristo porra nenhuma! Tá ultrapassado, obsoleto. Santo Sudário de Turim é o cacete, que já foi provado que é só uma relíquia produzida pela Igreja Católica na Idade Média. O quente e poderoso é o Sudário de Valdemiro Santiago! O Santo Sudário do Brás! 
Em entrevista a VEJA, o pastor Jorge Pinheiro, que assumiu temporariamente o comando da Poder de Deus, disse que a camisa ensanguentada de Santiago não será utilizada para “fins simbólicos”, mas que será guardada “pela importância do que aconteceu”. Para fins simbólicos, tenho certeza de que não será mesmo usada, será usada para fins bem concretos, isso sim, ou seja, arrecadar uma grana nada simbólica para a IMPD. 
Não duvido nada de que Santo Sudário do Brás fique exposto à visitação em local de destaque na sede da IMPD, localizada na capital paulista, no bairro do Brás. Dentro de um mostruário de vidro à prova de balas (e de facadas), colocado em um pedestal munido de sensores de pressão e de uma teia de raios infravermelhos, para acionar alarmes em caso de tentativa de roubo, climatizado e com controle de umidade, para evitar a ação do tempo, fungos e bactérias, e cercado por cordões de isolamento e uma meia dúzia de seguranças. Os fiéis passarão em romaria pelo Santo Sudário do Brás, mas não o tocarão, apenas depositarão sua oferenda em espécie em uma caixa bem trancada e o contemplarão à distância, distância que, dado o poder divino ali depositado, não se tornará em um óbice para a obtenção de uma graça buscada, tampouco impedimento para uma cura  milagrosa. 
O sangue de Valdemiro Santiago tem poder! Cada povo tem o Santo Sudário que merece! Pãããããta que o pariu se tem!!!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Presídios Autolimpantes

Dizem, os viadinhos defensores dos direitos humanos (aos quais designarei, doravante, nessa postagem, por VDDH, um ramal, uma ramificação, uma subespécie do VPC - viadinho politicamente correto), que o sistema carcerário, penitenciário, ou qualquer que seja o nome dado ao Minha Casa, Minha Vida do bandido, ao INSS do vagabundo, é precário, ultrapassado, arcaico, praticamente medieval.
Discordo dos VDDH. Veementemente. Falta de visão dos VDDH, que só enxergam pelo olho do cu. Pois é justamente o oposto, o avesso, o invés. O sistema penitenciário no Brasil é de vanguarda, é pioneiro, representa a tecnologia de ponta em reengenharia social. Justamente por isso, por ter uma visão além de seu tempo, nostradâmica, é tão mal compreendido, mal falado, deturpado e depreciado pelos VDDH : tudo o que é novo e, sobretudo, inovador, causa estranheza, repulsa das mentes tacanhas e engessadas. Impacta, choca.
O sistema penitenciário brasileiro, após décadas e mais décadas de pesquisas, não de ciência acadêmica e pura, que não serve pra porra nenhuma, mas de suado empirismo, utilizando-se de cobaias humanas, que são sempre as melhores cobaias, desenvolveu a tecnologia dos Presídios Autolimpantes.
Depois do forno e da geladeira (a tal frost free) autolimpantes, o xilindró autolimpante, aquele que você liga e esquece que ele existe. A tecnologia não é exatamente nova, o seu criador, Ubiratan Guimarães, conhecido por Coronel Ubiratan, a aplicou com estrondoso sucesso, pela primeira vez, em 1992, no presídio do Carandiru. Cada país tem o Bill Gates e o Vale do Silício que merece, que faz por onde. Um visionário, um incompreendido, o Coronel Ubiratan. O Marreta, silenciosamente, presta uma salva de 21 tiros para ele, nesse momento.
A tecnologia é simples, como todo o engenho dotado de genialidade, obedece às leis naturais, prima pela menor entropia : basta confinar a escória em presídios de segurança máxima e deixá-la por sua conta, deixar que ela siga seus instintos, sua natureza, ou seja, deixar que, na falta de vítimas indefesas e inocentes, mate-se entre si, o que eu chamo de uma autofagia social.
Que, fermentando na sua própria merda, a escória seja a cura para o próprio mal que é. Onde, isolada, cague, mije, vomite e ejacule o veneno para a sua própria peçonha, seja sua doença, redenção e livração autoimune. Ambiente controlado em que a cobra morda o seu próprio rabo, em que seja aplicado o princípio da homeopatia, a lei dos semelhantes, similia similibus curantur (semelhante pelo semelhante se cura), nem que seja, e principalmente, pela eliminação. 
Os Presídios Autolimpantes são, portanto, o avesso do avesso do avesso do avesso do que apregoam os VDDH, não têm nada de anacrônicos ou de obsoletos, estão na dianteira desse processo, estão com as vistas voltadas e antenadas às novas necessidades e urgências planetárias, pautam-se pelo prisma das  metas do milênio : são baratos, ecológicos, holísticos, homeopáticos, autogeríveis e, pra usar o termo que causa múltiplos orgasmos anais nos VDDH, autossustentáveis. E também definitivos. Que ninguém escapa do cemitério, nem faz rebelião ou motim.
Os presídios autolimpantes também são grandes aliados na contenção de despesas, palavra de ordem do dia da nossa  tão combalida e arrombada economia. Li que cada preso chega a onerar os cofres públicos em 4 mil reais mensais. Multipliquem essa cifra pelo número de mortos recentes e vejam a economia. Montante esse que poderia ser redirecionado à escolas, creches, postos de saúde e até, em se tratando de estados da Amazônia Brasileira, a alguma ONG de proteção ao boto-cor-de-rosa, o Clóvis Bornay da Amazônia.
E por que sempre que ocorrem essas triagens, essas peneiradas no interior de presídios, há tanto alarde da imprensa - seja a falada, a escrita, a televisionada ou a internetada - e dos VDDH? Até a ONU, através de seu Alto Comissariado, resolveu se meter e pediu que as mortes de detentos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) , em Manaus, sejam investigadas de forma "imparcial e imediata" e que os responsáveis sejam levados à justiça.
Por que esses indivíduos tão bem-intencionados não armam estardalhaço semelhante em relação às vítimas dos vagabundos que lá estavam confinados? Por que não fazem o mesmo alvoroço para defender aquele que foi assassinado ou estuprado? Por que a porra da ONU não vai intervir de forma efetiva em locais onde estão a ocorrer os verdadeiros massacres e genocídios, onde gente inocente de verdade está a ser dizimada?

(Palavras do governador do Amazonas sobre os tipos de crimes pelos quais os que se mataram entre si estavam a cumprir pena : "Não posso fazer comentário sobre o que o ministro falou. Só sei dizer que não tinha nenhum santo. Eram estupradores, eram matadores que estavam lá dentro do sistema penitenciário e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria no estado do Amazonas e que foi objeto disso".)

A questão, o grande agravante, segundo os VDDH e todos os órgãos nacionais e mundiais de defesa ao bandido, é que os detentos que ali morreram (que se mataram, que fique bem claro; a chacina não partiu da força policial, foi uma limpeza promovida por e entre eles, uma reorganização de poder das facções ali estabelecidas) estavam sob custódia, tutela e proteção do Estado.
Ora, porra, e não estamos todos nós? Sob a custódia, tutela e proteção do Estado? Afinal, o Brasil é um dos países ditos democráticos em que o Estado mais interfere na vida do cidadão, que mais ingerência exerce sobre a vida particular dos seus. 
O cara que foi assaltado e morto na rua, ao voltar do trabalho para a casa e para a sua família, não estava sob a proteção do Estado, da Segurança Pública? A menina estuprada, também não estava sob a proteção do Estado? O idoso que morreu a esperar por consulta, exames e tratamento na fila do SUS, também não estava sob a proteção do Estado? A criança que foi aliciada pelo traficante na porta da escola, ou mesmo dentro da sala de aula, também não estava sob a proteção do Estado?
Então, por que porra o espalhafato é feito somente quando o Estado falha em sua obrigação para com o bandido? A OAB fala em indenização paga pelo Estado às famílias dos vagabundos. E às famílias que ficaram sem o pai, a mãe, sem um filho? Pau na bunda, né?
A resposta é simples, e já a disse aqui várias vezes : o Brasil é um país descoberto, colonizado, habitado e legislado por bandidos. Os bandidos, desde a chegada de Cabral, sempre ocuparam os cargos e as posições de liderança.

(Palavras do secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio (PMDB) : "Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana. Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio que o presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Elas, que não têm nada a ver com nada, que se explodam. Os santinhos que estavam lá dentro, que estupraram e mataram: Coitadinhos, oh, meu Deus, não fizeram nada! Para, gente! Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato. Obviamente que tem de investigar, tem que ver...")

(Palavras, que faço as minhas, do deputado Jair Bolsonaro : "50 mil mulheres são estupradas todo ano, esse pessoal não tem recuperação, tem gente com pena de bandido, lá é lugar do cara se ferrar, se explodir, de pagar os pecados, e o objetivo da cadeia é tirar o canalha da sociedade, não é recuperar, não. Mais desconfortável que o preso, tá aquele cara debaixo da terra, ou aquele que chora a morte do filho a vida toda".)

A solução são os presídios autolimpantes. A solução para a superlotação carcerária é superlotar o inferno. O Capeta está em festa. Está com superávit de mão de obra. 
O Capeta, conversei com ele ontem, está até pensando em construir um décimo círculo em seus domínios, à periferia dos nove já descritos por Dante, só para alocar os refugiados dos presídios brasileiros. Um novo círculo a fazer as vezes de um conjunto habitacional, uma espécie de Cohab, antes que os presos brasileiros comecem a gritar por seus direitos também lá no Quinto dos Infernos, comecem também por lá a se organizar em movimentos sociais, e, o maior pesadelo do Capeta - ele próprio me confessou -, que comecem a montar assentamentos em frente ao Palácio do Planalto Infernal.
Perguntou-me também, o Capeta, sobre a idoneidade de uma certa empreiteira, que nem mesmo publicado um edital de licitação das novas construções, provavelmente tendo recebido informações privilegiadas, já se ofereceu para realizar as obras : "uma tal de Odebrecht", disse o Capeta.
Pããããããããta que o pariu !!!, eu disse, vade retro!
O Capeta, a pensar que era com ele, se benzeu e sumiu numa nuvem de enxofre.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Ah, As Mulheres...

E o menino, em breve, perderá toda a sua tranquilidade, a sua serenidade, o seu equilíbrio; enfim, a paz.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

PSDB Lança O Legado do PT - O Jogo da Memória da Comunalha

Ainda que na infância, acredito que todo mundo já tenha brincado com o Jogo da Memória - décadas depois, eu voltei a jogá-lo, com meu filho, e perco sempre. Para quem nunca ouviu falar, ou se esqueceu, afinal, como dizem com toda propriedade e precisão, brasileiro é um povo sem memória, o jogo consiste de um conjunto de cartas com figuras estampadas que se repetem duas a duas. As cartas são embaralhadas e distribuídas em fileiras na superfície de uma mesa, ou mesmo no chão, e os jogadores, cada um a sua vez, viram duas cartas com o objetivo de achar os pares. Caso não formem os pares, as cartas são viradas novamente e a vez passa para o outro. Conforme as cartas vão sendo viradas, os jogadores vão memorizando suas posições e ganha o jogo aquele que conseguir achar mais pares.
Os temas do Jogo da Memória podem ser os mais diversos, infinitos, diria eu. Animais, frutas, carros, personagens de quadrinhos, esportes, bandeiras de países, profissões, flores etc etc. Lembro de ter jogado com um de mulheres peladas, presente ganho por um amigo da escola de um tio, isso lá em fins da década de 70, e a gente tinha que achar os pares de bucetas, era uma bucetaiada cabeluda de dar gosto. O problema é que a molecada só aguentava jogar uma rodada. Depois, ia todo mundo pro banheiro tocar uma. Pãããããta que o pariu!!! Taí um jogo que nunca saiu da minha memória.
Com o objetivo de resgatar os prazeres simples e inocentes da infância e de preservar de forma lúdica a memória do brasileiro em relação ao maior desastre da nossa história, os 13 anos de governo do PT, o PSDB lança um jogo da memória com cartas que ilustram as maiores realizações da quadrilha do Planalto, intitulado Legado do PT.
Um parêntese : antes que algum esquerdista filho da puta, algum vermelhoide canalha, venha querer minimizar a devassa cometida pela quadrilha do quatro-dedos, venha querer pôr panos quentes no saque e na rapina perpetrados pela gangue do sapo barbudo, do seboso de Caetés, e dizer que todo mundo sempre roubou nesse país, que o esquema sempre foi esse, já digo que sim, que concordo, o Brasil é roubado por seus governantes desde que Cabral aqui pôs seus fedorentos e sifilíticos pés. Mas nunca em tal escala. O PT estourou toda e qualquer escala de corrupção de que já se teve notícia, e não só no Brasil, no mundo. O PT estabeleceu uma nova escala Richter da corrupção. O Maluf está até envergonhado, obscureceram sua obra. A roubalheira cometida durante o governo do PT é o maior caso de corrupção da História Mundial. Até o FBI está envolvido e afirma que a corrupção feita em parceria pelo PT e pela Odebrecht é a maior do mundo. Alegrem-se petistas e outros pústulas comunistas, vocês puseram o Brasil nos anais da História Mundial. E nos nossos também, e principalmente. O roubo político e institucionalizado no Brasil sempre se deu na base da Galinha dos Ovos de Ouro, os governos roubavam os ovos, mas deixavam a galinha viva. O PT arregaçou o cu da galinha e cavucou fundo em procura de mais. O PT estuprou e matou a Galinha dos Ovos de Ouro. Fim do parêntese.
O jogo Legado do PT causa impacto logo na sua apresentação, que mostra, sorridentes e felizes da vida, os pilantras Lula e Dilma.
Logo abaixo do terrível frontispício :

"Em 13 anos de governo, o governo petista foi marcado por escândalos de corrupção e incompetência. Essa combinação teve um resultado desastroso: pior recessão da história, 12 milhões de desempregados, rombo de R$ 300 bilhões nas contas públicas, sem falar do caos na saúde, segurança e educação.
Infelizmente, o povo brasileiro lembrará durante muito tempo das peças que montam esse legado.
Confira nosso jogo.
Clique aqui"
Em seguida, abrir-se-á a tela abaixo:
Então, é só ir clicando, memorizando a posição de cada carta virada e formando os pares, que podem ser os a seguir, existem várias telas diferentes.
No fim, o jogo informa em quantos movimentos você cumpriu seu objetivo. Minha melhor marca foi de 6 movimentos. E o alerta final, em tom panfletário e apocalíptico, porém, e infelizmente, mais que adequado à situação :

"O que está em jogo é o futuro do país!
O mal que o PT causou para milhões de brasileiros não pode ser esquecido. A era da incompetência, corrupção institucionalizada e irresponsabilidade com a gestão pública. Agora que você já reforçou a sua memória, compartilhe o jogo com seus amigos.  
Quanto mais gente jogar, mais gente vai lembrar!"

Fica aqui a dica do Azarão para os agora em merecidas férias mestres de nosso Brasil dantes mais varonil, principalmente para os professores de história, geografia, sociologia e outras disciplinas assemelhadas, esses canalhas disfarçados de educadores que fazem lavagem cerebral bolivarianista em milhares de jovens cabeças ocas pelo país afora : usem, seus doutrinadores políticos esquerdistas de merda, o jogo Legado do PT como vossas aulas inaugurais do ano letivo de 2017, uma maneira lúdica de agregar as novas tecnologias às disciplinas do saber e do pensar.
Quem quiser jogar o Legado do PT, é só clicar aqui, no meu poderoso e anticomunista MARRETÃO