quarta-feira, 21 de junho de 2017

Quer um Copo, ou Vai Tomar no Gargalo?

A vagina humana é um ambiente - por que não dizê-la mesmo um ecossistema? - possuidor de uma enorme biodiversidade microbiana, um bioma dotado de uma profícua, viçosa e exuberante flora bacteriana, um jardim de delícias e de belezas microscópicas, um Éden de moneras.
O que torna a xavasca - tabus, viadagens e nojinhos à parte - em um vastíssimo e praticamente inexplorado manancial de matéria-prima e de insumos para todos os setores da indústria da fermentação, o de panificação, o de laticínios, o farmacêutico e, agora, o de bebidas alcoólicas.
A ideia de usar certas bactérias vaginais, a Lactobacillus casei em especial, na produção de gêneros alimentícios não é nova e muito menos minha, infelizmente. Já publiquei aqui o caso dos iogurtes feitos a partir da fermentação das bactérias da casa do caralho, trabalho de uma pesquisadora dos EUA, da Universidade de Wisconsin : Lactoxavasccus vivos.
A novidade, agora, vem da Polônia e é empreendida pelo ramo cervejeiro. A cervejaria The Order of Yoni lançou no mercado a cerveja Bottled Instinct, preparada com água, malte, lúpulo, lascas de madeira aromática, levedura e, claro, bactérias lácticas da buceta. É a Cervagi!!! 
São as bactérias lácticas que conferem aquele gosto azedinho peculiar à xavasca. Aliás, exatamente o mesmo azedinho do leite fermentado (Yakult etc) e das coalhadas.
A The Order of Yoni garante aos seus consumidores que levarão para casa uma cerveja com gosto e cheiro de mulher. Pããããããta que o pariu!!!! Isso me lembrou até do nome de uma novela mexicana exibida, é claro, pelo SBT, Café com Aroma de Mulher. Cerveja com aroma de mulher...
A empresa assegura também a higiene observada no preparo da Cervagi : "usamos o que há de mais moderno e avançado na microbiologia, as bactérias do ácido láctico são isoladas da vagina de uma única mulher e os procedimentos de isolamento e preparação evitam que outros tipos de bactérias, vírus e fungos sobrevivam, proporcionando um produto final limpo e saudável", diz o químico cervejeiro responsável.
No caso, a única mulher de quem foram retiradas as bactérias, a doadora da cepa original de lactobacilos, foi a modelo Alexandra Brendlova, a gostosa abaixo.
Conseguem adivinhar, ou mesmo supor, a nacionalidade da gostosa? Tcheca! 
É verdade! E óbvio! É a cerveja feita da xeca da tcheca! Melhor certificado de qualidade, impossível!
A empresa não pretende parar por aí, tem projetos para novas cervejas vaginais : a BDSM Ale, feita com ameixas vermelhas e bactérias vaginais de mulheres ruivas; e a Ale Blond, confeccionada com malte de trigo, açafrão e bactérias da xavasca de uma modelo ou de uma celebridade loura.
Quer um copo, ou vai tomar no gargalo?
No gargalo! No bico! Na beiçada!
E quero a minha sempre com colarinho, se é que vocês me entendem.
Se bem que só provarei dessa preciosidade caso ganhe uma garrafa de presente. Comprar, jamais. Nunca paguei por um buça. Não será agora que começarei. Só vou em degustação grátis.
Mas como saco vazio não para em pé e muito menos o pau, os leitores machos do Marreta estão a perguntar : e o acompanhamento? Que tipo de prato ou de tira-gosto bem harmoniza com a Cervagi, a cerveja com aroma de mulher? Responda-nos, oh, Azarão, grande sommelier de buceta que sois.
Tal acepipe não existe à venda. Apenas na ideia. Na minha ideia. Exponho-a aqui e a deixo de sugestão e inspiração para os fromagers europeus. Um gorgonzola, ou um camembert, ambos feitos com fungos vaginais do gênero Penicillium seriam o acompanhamento perfeito para a Cervagi. O gorgonxana. O camembuça.
Você pode também, a título de pegadinha, dar uma Cervagi para aquele seu amigo viado, aquela bichinha que jura de pés juntos que jamais colocará a boca numa xoxota. Deixá-lo degustar e, ao fim, perguntar : e aí, tomou?
Usando o que há de mais avançado na microbiologia, os criadores da bebida prepararam as bactérias do ácido láctico a partir da vagina de uma única mulher, nesse caso, a modelo tcheca Alexandra Brendlova. Os procedimentos de isolamento e preparação evitam que outras bactérias e vírus sobrevivam, proporcionando um produto final limpo e saudável. 
Esse "ingrediente especial" é combinado com água, malte, lúpulo, chips de madeira e levedura para criar a cerveja.
Fonte: Deles - iG @ http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2016-03-31/marca-desenvolve-cerveja-feita-com-bacterias-vaginais-de-modelo-tcheca.html
Usando o que há de mais avançado na microbiologia, os criadores da bebida prepararam as bactérias do ácido láctico a partir da vagina de uma única mulher, nesse caso, a modelo tcheca Alexandra Brendlova. Os procedimentos de isolamento e preparação evitam que outras bactérias e vírus sobrevivam, proporcionando um produto final limpo e saudável. 
Esse "ingrediente especial" é combinado com água, malte, lúpulo, chips de madeira e levedura para criar a cerveja.
Fonte: Deles - iG @ http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2016-03-31/marca-desenvolve-cerveja-feita-com-bacterias-vaginais-de-modelo-tcheca.html



Deles Mundo Masculino

Marca desenvolve cerveja feita com bactérias vaginais de modelo tcheca

Por Francine Olivieri | - Atualizada às
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Bebida feita com "ingrediente" do órgão genital feminino instiga a população masculina para o consumo

Entre tantas cervejas no mundo, eis que surge uma novidade que divide opiniões: a cerveja feita com bactérias vaginais. É isso mesmo que você acaba de ler!



Cerveja com bactérias vaginais, criada pela The Order of Yoni
Divulgação
Cerveja com bactérias vaginais, criada pela The Order of Yoni


Usando o que há de mais avançado na microbiologia, os criadores da bebida prepararam as bactérias do ácido láctico a partir da vagina de uma única mulher, nesse caso, a modelo tcheca Alexandra Brendlova. Os procedimentos de isolamento e preparação evitam que outras bactérias e vírus sobrevivam, proporcionando um produto final limpo e saudável. 
Esse "ingrediente especial" é combinado com água, malte, lúpulo, chips de madeira e levedura para criar a cerveja.



Ceveja Bottled Instinct, da The Order of Yoni
Divulgação
Ceveja Bottled Instinct, da The Order of Yoni


O produto final não tem gosto e nem cheiro do órgão genital feminino, mas como a própria descrição diz, é "aromatizado com instintos".
"Imagine a mulher de seus sonhos, seu objeto de desejo. Seu charme, sua sensualidade, sua paixão. Experimente o gosto dela, sentir seu cheiro, ouvir a sua voz. Imagine ela massageando-o apaixonadamente e sussurrando em seu ouvido tudo o que quer. Agora libere suas fantasias e imagine que, com uma varinha mágica, você pode fechá-la em uma garrafa de cerveja. A bebida dourada fabricada com sua atração, graça e aromatizado com instintos. Imagine a cerveja que a cada gole é um randez-vous com esta mulher quente de seus sonhos. Ela iá abraçá-lo e beijá-lo suavemente, olhando diretamente em seus olhos. Quanto você daria para essa cerveja?", diz a propaganda do produto.



A modelo tcheca Alexandra Brendlova, que cedeu as bactérias vaginais para a fabricação da cerveja Bottled Instinct
Divulgação
A modelo tcheca Alexandra Brendlova, que cedeu as bactérias vaginais para a fabricação da cerveja Bottled Instinct


E a edição Instintic é apenas o começo. A marca ainda quer desenvolver outros tipos do produto que seguem o mesmo pensamento. Entre eles estão: a  BDSM ale ale azedo feito com ameixas fumadas e bactérias lácticas vaginais de mulheres ruivas ou morenas, e a  ale Blond, feita com malte de trigo, açafrão e ouro comestível, com bactérias do ácido láctico vaginal de uma modelo ou celebridade de cabelo loiro.

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  • Fonte: Deles - iG @ http://deles.ig.com.br/mundo-masculino/2016-03-31/marca-desenvolve-cerveja-feita-com-bacterias-vaginais-de-modelo-tcheca.html

    segunda-feira, 19 de junho de 2017

    Que Fossa, Hein, Meu Chapa, Que Fossa... (43)

    Há quem pense e diga que a lancinante fossa seja deflagrada pela perda de um grande amor, pela rejeição de uma boa buceta que bate seus beiços, voa e vai se aninhar, fazer-se em ninho de outra(s) rola(s).
    Ledo e preconceituoso engano. Pretensão da mulherada. Há dessas fossas, também. Mas são fossas mi-mi-mi, fossas rasas. A verdadeira fossa é muito mais abissal, vinda de uma saudade muito mais profunda.
    A maior saudade não é da xavasca que se foi, sim do tempo em que ela se foi, da época em que o abandono se deu; do tempo, esse sim, perdido e irrecuperável. A fossa das antigas não vem da perda de uma boa buça, sim da progressiva dificuldade em abiscoitar novas delas, para perdê-las depois. A verdadeira fossa vem da saudade de quando perdíamos bucetas em série, pois em série, com nossa juventude, também éramos capazes de arrebanhá-las, vem da nostalgia de um pé na bunda atrás do outro, pois se tomávamos um pé na bunda, antes tínhamos posto nosso pau numa bunda.
    A maior dor não é pelo pé na bunda da pérfida, sim pelo pé na bunda do tempo, o pé na bunda que, de um dia para o outro, sem aviso prévio nem indenização nem FGTS nem seguro-desemprego, levamos da juventude, amante das mais infiéis, que nunca fica conosco até que a morte nos separe. A maior fossa não é lembrar da traidora, sim do tempo em que éramos tão jovens. E não mais somos. Nem o Renato Russo o seria, vivo estivesse hoje. E, sim, é sempre tempo perdido.
    É o tempo que se perdeu e nos atraiçoou, e não um bom dum entrepernas e entrefolhas, que fica para sempre feito farpa enferrujada no calcanhar. Dependendo do dia, do clima e da temperatura, do jeito de pisar, é ele que nos espeta e se faz em estopim de uma nova fossa.
    Aí, meu chapa, se num daqueles dias em que nossos olhos são chumaços de neblina e que os termômetros em nosso peito marcam 0º C (com sensação térmica de 0 K ), juntando-se ao tempo que não volta, algo ainda - um cheiro, um ruído, uma estranha a atravessar a rua, um olhar de floricultura que encontra o nosso, árido e estéril, uma música - nos faz lembrar de uma dona que nos foi desleal, um míssil terra-ar de melancolia nos atinge em cheio. Que fossa, hein, meu chapa, que fossa...
    Foi o que se deu com o sujeito da bela canção Um Tango Pra Teresa, se não com os próprios autores dessa preciosidade, Evaldo Gouveia e Jair Amorim.
    O sujeito está lá, num quarto úmido e solitário de um velho apartamento, já no outono da vida (a luz do cabaret já se apagou em mim, diz ele), quando, de repente, alguém põe um disco de Gardel no apartamento junto ao dele. Danou-se. O velho tango traz-lhe lembranças de Teresa e, mais pungentemente, de sua mocidade.
    Evaldo Gouveia e Jair Amorim são craques incontestes da MPB, mas foram de uma mestria inigualável na letra dessa canção, de uma virtuosidade poucas vezes vistas ou repetidas. São ou não são de arrepiar os versos : Era todo o passado lindo, A mocidade vindo na parede a me dizer para eu sofrer?
    A mocidade vindo na parede me dizendo para eu sofrer... pããããããta que o pariu!!!
    Agora, me calo e vos deixo com a bela letra de Um Tango pra Teresa. Que é hora de lembrar e de chorar.

    Tango Pra Teresa
    (Jair Amorim/Evaldo Gouveia)
    Hoje, alguém pôs a rodar
    Um disco de Gardel
    No apartamento junto ao meu
    Que tristeza me deu

    Era todo o passado lindo
    A mocidade vindo
    Na parede a me dizer
    Para eu sofrer

    Trago a vida agora calma
    Um tango dentro d’alma
    A velha história de um amor
    Que no tempo ficou

    Garçom, põe a cerveja sobre a mesa
    Bandoneon, toque de novo que Teresa
    Esta noite vai ser minha e vai dançar
    Para eu sonhar

    A luz do cabaré
    Já se apagou em mim
    O tango na vitrola
    Também chegou ao fim

    Parece me dizer
    Que a noite envelheceu
    Que é hora de lembrar
    E de chorar.
     Em tempo : para ouvir a canção, com o Ney Matogrosso, minha interpretação preferida dela, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.

    sábado, 17 de junho de 2017

    Pêlos Pelo Quê?

    Vou escovar meus dentes,
    Fazer uma atualização,
    Um upgrade evolutivo de 70 mil anos,
    Ventilar a toca neandertal,
    Maquiar o bafo paleolítico
    Com flúor, malva e menta americana
    E cuspo pelos :
    Da minha barba
    Ou da buceta que acabei de chupar.
    Enfim,
    Cuspo pelos,
    Pilosidades ralo abaixo,
    Repilo (tento me limpar de) minha condição de primata,
    De macaco,
    De mamífero.

    Vou me deitar
    (glabro e sem rabo)
    Sem bando
    (com pijama)
    Sem alcateia
    (com meias de lã)
    Sem banquete antropofágico em volta da fogueira
    (tendo ceado uma salada de rúcula com repolho roxo e rabanete e usando um protetor bucal contra bruxismo).

    No travesseiro de penas
    Peso soluções
    Peno soluços.
    Grito e clamo 
    (só os gatos no cio me ouvem)
    Pela minha condição de cria
    De filhote
    Pelo teu colo
    Pelo teus peitos
    Pela tua caverna
    Pelo teus pêlos.

    quarta-feira, 14 de junho de 2017

    U.T.I.

    Vamos rir, 
    Rir sem amarras. 
    Rir como quem galopa latas de cerveja, 
    Expelir risos como quem escarra. 

    E vamos rir. 
    Rir de tudo que em nós não mais viceja. 
    Rir um riso sem pregas, 
    Riso sem parcimônia. 
    Amanhã, de repente, a Inevitável nos pega. 
    Então, rir. 
    Rir como quem trepa em cavalos marinhos 
    Fumando sargaços pelos mares da Macedônia. 

    Rir sem vergonha, 
    Riso de quem sonha e sabe que está pra acordar. 
    Vamos rir, 
    Vai que logo amanhece, 
    Amanhece um dia bonito de amargar. 
    E se percebe nossa farra, 
    O Enfermeiro, em uma de suas rondas, 
    Logo acaba com tudo, 
    Nos tira os tubos. 

    Se percebe o ópio em nosso soro, 
    Logo corta nossa onda 
    E com riso de cachorro 
    Imediatamente nos arranca a sonda.

    terça-feira, 13 de junho de 2017

    Olimpíada Brasileira de Biologia (Ou : Conhecimento, Para Que Vos Quero?)

    Dois alunos me abordaram no pátio da escola, num intervalo entre duas aulas :
    - Professor, inscreve e ajuda a gente na Olimpíada de Biologia?
    - E em que modalidades vocês pretendem competir?
    Eles não entenderam a ironia, não captaram o chiste. Não riram nem manifestaram qualquer expressão de desdém pela piada sem graça. Ficaram a se entreolhar.

    A resposta é um categórico não. Primeiro, ainda que não principalmente, porque não tenho tempo. Deixá-los minimamente aptos a mais que simplesmente marcarem um "X" demandaria infrutíferas horas e mais horas. Segundo, e sobretudo, porque sempre acreditei que, ao conhecimento, não se deve dar esse tipo uso, o de competição, de exibicionismo e premiação. Aliás, a priori, creio que o conhecimento não precise ser de nenhum emprego prático, de nenhum utilitarismo.
    Ele, o conhecimento, deve existir e ser adquirido per si. O conhecimento pelo conhecimento. O conhecimento pelo prazer pessoal e inalienável de conhecer. Como todo prazer pessoal, ele deve ser de natureza íntima, não deve ser dado à promiscuidade, não deve ser tratado como um item em uma vitrine de shopping center, ou em uma prateleira de supermercado.
    A exemplo do que falo, não me lembro, em minhas infância e adolescência, de uma única ocasião em que meu pai tenha posto um livro em minhas mãos e ordenado que eu o lesse. No entanto, sempre deixou muitos livros disponíveis em nossa casa. Na época, e digo das décadas de 1970 e 1980, era comum as editoras publicarem coleções e enciclopédias na forma de fascículos. A cada semana, ou quinze dias, um novo fascículo chegava às bancas de jornais e revistas e, ao fim, eram encadernados em livros de capa dura.
    Havia uma estante com várias dessas coleções na sala de casa. A coleção Conhecer - doze volumes de capa dura vermelha com letras douradas e que tratava de conhecimentos gerais, História, Geografia, Ciências, Política etc -, a Ciência Ilustrada - seis volumes de capa azul escura com letras prateadas, que trazia as novas tecnologias; novas para a época, claro -, a Medicina e Saúde - dez volumes de capa verde com letras douradas, de conteúdo óbvio -, a Grandes Vultos da Nossa História - seis volumes de capa branca escrita em dourado e que trazia biografias das principais figuras de nossa triste História. Além de dois dicionários grossos, completíssimos e de toda a coleção infantil do Monteiro Lobato.
    Criei-me entre esses livros. Tomava-os sem compromisso ou obrigação, aleatoriamente, e passava tardes a lê-los. Meu pai, que eu me lembre, nunca me perguntou sobre o que eu lera neles, nem ao menos se os lera, nem eu nunca contei. Nem a ele nem a ninguém. Eu gostava de saber. E era só.
    Quando saía à rua para brincar com a molecada não ficava falando sobre a civilização Maia, sobre a longevidade das diversas espécies animais, sobre os maiores vulcões do mundo. Eu sabia. Era o importante. E o que bastava. Minha irmã, apenas dois anos mais nova que eu, por outro lado, passava pela estante e dava aos livros a mesma atenção que ao abajur, ao sofá ou à mesinha de centro; talvez até menos.
    Lembro-me de uma outra situação, que, igualmente, talvez até mais, bem ilustra minha postura para com o conhecimento. Em meu segundo ano do primário (1975), para punir alguma traquinagem da sala, a professora nos castigou com um ditado de quarenta palavras, uma imensidão para a nossa idade. Quem acertasse menos de trinta e duas palavras, o equivalente a uma nota 80 - sim, à época, a nota era de 0 a 100, e, sim, à época, as professoras primárias bem sabiam fazer proporções - teria seus pais chamados à escola.
    Acertei a grafia das quarenta. Gabaritei. Surpreendida, a professora resolveu me premiar. Saiu comigo e com o meu ditado perfeito nos exibindo pelas outras salas - eram um total de oito - e também pela sala da Diretora. Não morri porque não era a minha hora. Não me caguei porque não tinha merda pronta. Eu teria preferido o castigo ao prêmio. A partir de então, para evitar novas premiações, passei, deliberadamente, a errar  uma ou duas palavras por ditado, ou um ou dois resultados na tomada da tabuada.
    Para mim, treinar estudantes para que compitam em Olimpíadas de Biologia, ou de qualquer outra disciplina, é a mesma e exatíssima coisa que adestrar cãezinhos poodles, que colocá-los a desfilar e a saltar por sobre obstáculos e por dentro de aros para a apreciação de uma banca julgadora. É prostituir o conhecimento por umas medalhas de lata e umas faixas de falso cetim. Medalhas são para heróis de guerra. Mortos, de preferência. Faixas de campeão são para misses e Presidentes da República.
    Sentiria-me, também, levando parte do crédito e da glória em eventual boa colocação, um usurpador do trabalho de outrem, um aproveitador. Um cafetão de Mendel, Darwin, Spallanzani.

    Tornei a lhes perguntar (afinal, alguma diversão, vez ou outra, tenho de extrair de meu ofício) :
    - Em que modalidades da Olimpíada vocês pretendem competir?
    Tornaram a se entreolhar. Um deles, mais corajoso, tropeçando em gaguejares, disse :
    - Ainda não decidimos, professor.
    Ainda não decidiram... Pãããããta que o pariu!!!
    - Pois, então, quando resolverem, voltem a me procurar.
    Isso foi há dez dias.

    quinta-feira, 8 de junho de 2017

    4º Prêmio Sexy Hot, o Oscaralho do Pornô Brasileiro

    Meryl Streep e Jack Nicholson que se cuidem! Coppola, Scorsese e Spielberg que ponham as barbinhas de molho! Tapete vermelho, calçada da fama e a estatueta do Tio Oscar pelado serão instituições anacrônicas em breve, dèmodès, fadadas ao olvidamento. As colinas de Hollywood serão a nova Acrópole e os estúdios de filmagem, os templos em ruínas de deuses não mais reverenciados.
    Que o negócio, agora, ou o "quente", como se dizia antigamente, ou a "tendência", como dizem os viadinhos atuais, é o Prêmio Sexy Hot, o Oscar do cinema pornô nacional, já em sua quarta edição - e eu nem fiquei sabendo das outras. É o Oscaralho!
    o PSH, porém, não dá moral para frescuras e firulas, não premia categorias técnicas como sonoplastia, edição etc, não premia quem fica nos bastidores, por detrás das câmeras, filmando com uma mão e batendo punheta com a outra.
    O PSH só laureia quem faz a ação acontecer, só os que dão duro e os que dão pro duro!
    A quarta celebração do PSH teve data e lugar na noite dessa terça-feira (06/06), na cidade de São Paulo, e foi apresentado, pelo segundo ano consecutivo, pelo cantor e compositor Léo Jaime.
    A grande premiada da noite, levando para casa (e na bunda e na buça e na boca e nas orelhas e nas dobras dos joelhos) as estatuetas de quatro das cinco categorias às quais foi indicada, foi Emme White. Venceu nas categorias Melhor Cena de Sexo Oral, Melhor Cena de Orgia/Gang Bang, Melhor Atriz Homo Feminina e Melhor Cena Homo Feminina.
    Teve até discurso em tom de desabafo da moça. A desgraça é que sempre tem discurso. A nossa Ingrid Bergman criticou a hipocrisia de uma sociedade que assiste a filmes pornôs, porém, discrimina e avilta os atores e as atrizes que os realizam.
    Disse a moça : "Meu discurso foi em tom de desabafo porque minha família não aceita e não culpo eles (sic), culpo a educação que eles tiveram". E eu culpo os professores de português que passaram a moça de ano. Primeiro, atrizes e atores? Em tempos mais simples, pessoas que trepavam por grana recebiam outra denominação. Segundo, fico imaginando o pai de uma atriz pornô, um velhinho de suíças e de cabelos brancos, olhos baços pela catarata, dentadura periclitante a dançar pelo céu da boca, vendo a filha ajoelhada na frente a três rolas gigantes, tomando surra de pica na cara e esporrada dentro do olho, vendo a filha sorrindo para a câmera com a boca cheia de porra e ainda assoprando pra fazer bolhinhas. O cara tem que aceitar, sentir orgulho e admiração? E toda a sociedade, bater palmas?
    Hoje, o que não é de nenhum valor, exige que a sociedade lhe tenha em alto apreço e consideração. Não basta tolerar, fazer vistas grossas, todos têm também que os exaltar, engrandecer, glorificar, querem um aval da sociedade, para que, no fim, eles próprios se convençam, se autoaceitem e aplaquem qualquer resquício de culpa ou remordimento. Têm é o caralho que tem! É como diz meu amigo Fernandão, corno e filósofo de primeira categoria : não pode pintar o urubu de branco, que ele já pensa que é cisne. 
    Foram premiadas um total de 17 categorias, teve estatueta para todos os gostos, orifícios e orientações, inclusive, pasmem, Melhor Filme Hétero.
    Grande aficionado que já fui do gênero e considerando-me, hoje, apenas um diletante espectador, dou-me ao direito e à liberdade de sugerir aqui, para a 5ª edição do PSH, a inclusão de mais três categorias, afinal, incluir é com o PSH, mesmo.
    1) Oscaralho de Efeitos Especiais : dado à atriz com mais implantes de silicone, aplicações de botox, lipoaspirações e cirurgias de reconstrução da beiçuda e das pregas, e aos atores mais enviagrados;
    2) Oscaralho de figurino : conferido às fabricantes de camisinha, Jontex, Preserv, Prudence, Olla, Blowtex, Durex etc;
    3) Oscaralho de melhor roteiro adaptado, o famoso pornô com história; e esse deverá ser o ápice da premiação, o príapo do evento, a estatueta mais esperada da noite, pois não há maior sacanagem que o pornô com história. O desavisado punheteiro aluga um pornô com história e vai pra casa crente de que vai descabelar o palhaço, esgoelar o bem-te-vi, descascar o inhame, envernizar o pescoço da girafa. Aí, começa o filme e nada, mais 10 minutos e nada. O punheteiro larga do pau mole, pega o controle remoto do DVD (ou do videocassete, se for punheteiro das antigas, punheteiro VHS) e começa a acelerar o filme, e nada. Que sacanagem!
    E por que roteiro adaptado? Simples, ora porra! Porque roteiro original só tem um, do qual se derivou toda a espécie de putaria que existe hoje :
    Filme : Bundalelê no Paraíso
    Ator Principal : Adão
    Atriz Principal : Eva
    Ator/Atriz coadjuvante e epiceno : a Cobra
    Locação : Jardim do Éden
    Diretor : Deus.
    Pãããããta que o pariu!!!! O primeiro registro da história da humanidade é um filme pornô!!! A história humana já começou com um ménage. Adão, Eva e a Cobra, que pode tanto ser macho quanto fêmea, olha aí o início da porra da ideologia de gêneros.
    Também sugiro uma mudança na estatueta dada aos vencedores, uma figura geométrica meio triangular, meio que uma ampulheta estilizada, e em nada representativa. Os laureados deveriam era receber, confeccionada em ébano e bronze, uma estatueta feita nos moldes da benga do Kid Bengala. Não em tamanho real, porém; numa escala 1:12, que é para caber na estante da sala sem ter que mandar abrir uma claraboia no teto.
    Entrei em contato e perguntei a um dos organizadores do evento sobre a possibilidade da inserção das novas categorias de premiação e da mudança da viril estatueta a ser entregue aos vencedores do 5º Prêmio Sexy Hot.
    A bichinha, toda esquizoelétrica, respondeu-me categórica : "Nenhuma. Nenhuma possibilidade. Nosso trabalho é sério. Tá de gozação, é?"
    Tô. Pããããããta que o pariu se tô!!!! Pelo menos, gostaria de estar!!! Não com a bichinha, é claro!!!
    Eis a grande vencedora Emme White e, depois dela, todas as categorias premiadas, a quem interessar possa.

    Melhor Cena De Sexo Oral
    Emme White e Erick Fire ("Desejos Femininos")

    Melhor Cena De Sexo Anal
    Elisa Sanches e Yuri ("Sexy Blonde")

    Melhor Cena De Dupla Penetração
    Ana Julia, Eduardo Lima e Jack kallahari ("Molhadinhas e Meladinhas 2")

    Melhor Cena De Orgia/Gang Bang
    Emme White, Mel Fire, Angel Lima, Fabi Thompson e Paty Kimberly ("Orgasmos Múltiplos")

    Melhor Cena De Menage
    Grazy Moraes, Sol Soares e Renan Cobra ("As Aventuras de Grazy")

    Melhor Cena De Fetiche
    Nego Catra E Sandy Cortez ("Masturbatrix 9")

    Melhor Atriz Hétero
    Paty Kimberly ("Uberxxx da Paty")

    Melhor Ator Hétero
    Loupan ("Casa da Mãe Joana")

    Melhor Atriz Transexual
    Carol Penélope ("Gang Bang com Carol")

    Melhor Ator Homo Masculino
    Kaleb ("O Tímido da Sauna")

    Melhor Atriz Homo Feminina 
    Emme White ("Festival Bucetal")

    Revelação Do Ano Lgbt
    Mel Fire ("Orgasmos Múltiplos")

    Revelação Do Ano Hétero
    Elisa Sanches ("Abundância")  

    Melhor Cena Homo Feminina
    Emme White e Grazzie ("Sessões de Fetiche 3")
     

    Melhor Cena Transexual
    Grazi Cinturinha, Victoria Carvalho e Erick Fire ("Doutor Ponha no meu Rabo Por Favor") 


    Melhor Filme Hétero
    "Loucuras de Casal" (Elenco: "Polly Petrov, Elisa Sanches, Katrinha e Capoeira") 


    Melhor Diretor
    Marco Cidade ("Player")
    Meu discurso foi em tom de desabafo porque a minha família não aceita e não culpo eles, culpo a educação que eles tiveram. A sociedade é muito machista e acho que foi uma oportunidade boa, vivi muito tempo nessa luta e demorei par... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2017/06/06/conheca-os-vencedores-do-4-premio-sexy-hot-o-oscar-do-porno-brasileiro.htm?cmpid=copiaecola

    terça-feira, 6 de junho de 2017

    O Pau Dentro que Veio de Garanhuns

    O Natal chegou mais cedo na casa do Azarão. Não veio, contudo, na figura do bom velhinho voando em seu trenó puxado por viadinhos dos narizes vermelhos e dos tobas roxos. Nem veio do fresquíssimo Polo Norte. Veio da tórrida e caliente Garanhuns (PE), no lombo de um jegue montado, aferrado e esporeado pelo cabra safado, porreta, arretado, fuleiro, xibiuzeiro e pai d´égua Altamir Pinheiro.
    Altamir é o Guerrilheiro do Agreste Pernambucano. Blogueiro e escrevinhador da moléstia, não poupa ninguém de seu Chumbo Grosso, principalmente o sapo barbudo Lula, a quem chama afetuosamente de o seboso de Caetés, e a esquizofrênica Dilma Rousseff, a qual trata por a vaca da Dilma.
    Em suas horas de paz e trégua, porém, Altamir é também o Pajé de Garanhuns, o Alquimista da Suíça Pernambucana. Altamir herda e detém todo o conhecimento herbário e farmacopeico dos anciãos das anciãs nações indígenas, os quais alia às intrincadas e herméticas técnicas alquímicas. Altamir é uma mistura de xamã com Paracelsus, de Sapaim com Hermes Trismegisto.
    A suma criação de Altamir Pinheiro, a sua pedra filosofal, é a cachaça Pau Dentro, uma infusão feita com técnicas e ingredientes que jamais seriam aprovados pela Anvisa e que aprisiona na cachaça o espírito dos troncos e dos cernes mais duros, resistentes, paudurescentes e imperecíveis de nossas devastadas matas. Uma vez ingerida, os espíritos das antigas árvores difundem-se pelo sangue e vão se alojar no pau, no famoso cacete, mas que, sob o efeito da Pau Dentro, passa a atender pelo nome de peroba, de jequitibá.
    Miraculosa e mítica beberagem, de fórmula mais secreta que a da Coca-Cola, a Pau Dentro é o Santo Graal buscado por todos os broxas desde a aurora dos tempos.
    Há alguns meses, em uma de nossas conversas, Altamir, julgando-me, talvez, merecedor de provar dessa beberagem milenar, desse concentrado imemorial de conhecimentos ocultos, revelou-me sua existência e prometeu me enviar, em breve, umas garrafas desse elixir da longa vida do caralho. Pediu-me apenas que não tivesse pressa, pois a confecção da Pau Dentro é processo meticuloso e melindroso.
    Então, hoje, a cumprir o assegurado, mostrando que sua palavra vale cada fio de sua barba, chegou-me, pelos correios, uma remessa da lendária Pau Dentro. Aliás, uma remessa, não. Um verdadeiro carregamento : duas garrafas já prontas à degustação e mais quatro litros rotulados com a inscrição "Purgante", recomendando prévia diluição.
    Mas não foi só. Altamir enviou-me inúmeros produtos e artigos produzidos por ele, todos com poderes afrodisíacos. Além da Pau Dentro : uma barra de rapadura batida, um saco de castanha de caju, um saco de feijão do tipo fava tesuda, um queijo coalho, uma manteiga de garrafa, três licores - jabuticaba, jenipapo e canela -, feixes de cascas de cajueiro roxo, umburama e aroeira e dois copos pra tomar a Pau Dentro.
    É a cesta básica do broxa!!! Pããããta que o pariu!!!
    Diante de tantos produtos de usos e propriedades a mim desconhecidos, enviei minhas dúvidas a Altamir, que respondeu-me de forma clara e direta, curta e grossa, como é peculiar a quem não se utiliza do linguajar dos conventos. Abaixo, minhas dúvidas seguidas das respostas do Guerrilheiro :

    Cara!!! 
    Esqueci dos dois litros de pimenta. Estais fudido, não vais escapar da próstata? – Mandarei nessa segunda carrada, aguarde!!! 
    Os 11 quilos de “MANGAIOS” que chegaram aí, tudo é produzido por mim(ARTESANAMELTENTE SEM FINS LUCRATIVOS, SOMENTE POR HOBBY!!!), com exceção da manteiga de garrafa e do QUEIJO DE COALHO(QUE DEVE SER CONSUMIDO, COMO TIRAGOSTO NESSES PRÓXIMO 30 DIAS). 
    Vamos as respostas:
    - as garrafas escritas pau dentro pronto para o consumo tem líquidos de cores diferentes, um mais claro e outro mais escuro, tem diferença no poder enrijecedor de cada um? É PARA CONSUMIR, SIM!!!! TENHA CUIDADO NA MEIO AMARELADA QUE O EFEITO PODE SER O CONTRÁRIO E DAQUI UNS DIAS VOCÊ TÁ DANDO UM CU DA PORRA!!! 
    - pelo que entendi, as garrafas escritas "purgante" contêm uma versão mais concentrada da pau dentro, que requerem, antes, uma diluição com mais cachaça. Quanto de diluição? Meio a meio? Um pra dois? A SEU GOSTO!!! OU ENTÃO, UM COPO DE PURGANTE PARA CADA LITRO DE CACHAÇA LIMPA!!! 
    - as cascas de cajueiro roxo, aroeira e umburama de cheiro são para ser adicionados na pau dentro já pronta para o consumo? NÃO!!! ADICIONÁ-LAS EM CACHAÇA LIMPA, AÍ, DA SUA REGIÃO(PROCURE AGITAR AS GARRAFAS TODOS OS DIA ATÉ ELA PEGAR O PONTO) 
    - a manteiga de garrafa tem que ficar na geladeira? NÃO, SEMPRE PERTO DO FOGÃO DE PREFERÊNCIA PERTO DE PANELAS QUENTES(CONSUMI-LA NO PRÓXIMOS 90 DIAS, COM UM ARROZINHO QUENTE, CAI BEM A MANTEIGA DE GARRAFA!!! 
    - aquelas sementes são de que tipo de feijão? ISSO AÍ CHAMA-SE FAVA. MAIS CONHECIDA COMO FAVA RAJADA TESUDA, COZINHA-SE DO MESMO JEITO DO FEIJÃO COM O TEMPERO A SEU GOSTO. SÓ HÁ UMA DIFERENÇA QUANDO FOR NA HORA DE SABOREÁ-LA. POIS TEM QUE BOTAR CAMISINHA NA PICA, SE NÃO É COMENDO E A GALA ESCORRENDO PELO CANAL DA ROLA, POR ISSO QUE SE CHAMA, FAVA RAJADA TESUDA!!! ESTA FAVA E A CASTANHA DE CAJU PRODUZIDAS NA MINHA CHÁCARA SÃO AFRODISÍACA E É UM TIRAGOSTO ARRETADO. QUANTO AOS LICORES, TAMBÉM PRODUZIDOS POR MIM, É UMA BEBIDA MAIS ADEQUADA PARA AS MULHERES. 
    - por último : meu sogro tem 73 anos e é bem chegado numa cachacinha mineira, posso dar uma garrrafa de pau dentro pra ele? Será que a carcaça dele aguenta o tranco? MATE O VÉIO, MATE!!! Nada.. nada... Estou brincando... Pode dar, sim!!! 
    Geralmente, eu convido os amigos para passar um domingo em minha chácara e lá eu cozinho 4 a 5 quilos de FAVA(AQUI NOS CHAMAMOS DE “UMA FAVADA”), A MISTURA DELA, PARA TIRAGOSTO A GENTE FAZ UMA VACA ATOLADA, QUE, AQUI NO NORDESTE, COZINHAMOS NA MESMA PANELA, JUNTAS, CARNES DE BOI, PORCO E BODE COM SEUS RESPCTIVOS INGREDIENTES, COMO MACAXEIRA(MANDIOCA), CHUCHU, QUIABO E MAXIXE. E TOME CACHAÇA E TIRAGOSTO ATÉ UMA “ZORA” E lá pras tantas, HAJA NEGO BEBO!!!

    Fico imaginando a putaria que não é essa chácara!!! Uma última dúvida, Guerrilheiro, nessas festanças regadas a muitos comes e a muitos bebes, a mulherada também comparece? Ou só vai o macharal? Tem xibiu também, ou é só prega que avoa?
    Mais uma vez, gratíssimo pelo presente!!!

    Bruno Gagliasso e a hipocrisia dos “tolerantes” que odeiam quem pensa diferente

    Um excelente texto de João César de Melo.

    "Não há dia em que algum ator da Rede Globo não apareça se manifestando contra o “golpe”, contra Temer, com o capitalismo, contra o preconceito, contra o racismo, contra o machismo e contra a homofobia, e em favor dos pichadores, da Cracolândia, dos delinquentes, dos presidiários e, claro, de Lula.
    No último sábado (03), Bruno Gagliasso se retirou de um evento esportivo porque nele também se encontrava, entre outras 20 mil pessoas, o deputado Jair Bolsonaro. Foi a forma dele protestar contra a direita. Uau!
    O gesto do ator tornou evidente uma antiga realidade: os socialistas não aguentam mais viver num mundo onde existam pessoas que pensam diferente deles.
    Diante disso, não seria a hora dos artistas socialistas liderarem uma grande e decisiva revolução?
    Num mundo onde Trump está destruindo o planeta Terra, onde Temer está acabando com o maravilhoso legado de Lula e Dilma e onde Doria está promovendo o genocídio dos grafiteiros e viciados em crack, torna-se urgente que os artistas “globais” convertam a fama e o dinheiro que conquistaram num projeto que poderia revolucionar nossa civilização.
    Abaixo, segue uma lista de ações que eles poderiam promover:
    1 – Reincidir seus contratos com a emissora e com seus patrocinadores capitalistas;
    2 – Vender seus apartamentos descolados e todos os outros imóveis que acumularam ao longo de suas carreiras;
    3 – Promover uma campanha para que seus fãs façam o mesmo;
    4 – Realizar shows e peças de teatro nas favelas para convidar a classe trabalhadora a se juntar a eles num grande e maravilhoso projeto: construir uma sociedade livre do individualismo, da exploração e da ganância, onde a coisa mais importante seja o amor, não o dinheiro;
    5 – Com o dinheiro arrecadado, comprar uma imensa área de floresta e nela fundar uma sociedade autossuficiente, livre de produtos industrializados, livre de armas, de automóveis, de televisão, de dinheiro, de roupinhas de grife, de muros e de preconceitos;
    6 – Para viver nesta sociedade, poderiam convidar todos os “excluídos pelo capitalismo”: a população carcerária formada por ladrões, assassinos e estupradores seria acolhida com todo amor e compreensão. A Cracolândia seria bem-vinda;
    7 – Em vez de alimentar a ditadura “cristã-islamofóbica”, poderiam promover a convivência pacífica entre muçulmanos e umbandistas;
    8 – Em vez de escolas burguesas com coisas chatas como português e matemática, poderiam oferecer uma educação focada em aulas de teatro, capoeira, rap, maracatu, grafite, papel marche, sexo e cultura dos povos africanos e latinos-americanos.
    Creio que dentre as “centenas de milhares de pessoas” que se interessariam em integrar essa nova sociedade – vide o público das manifestações promovidas por UNE, CUT, PT, MST e PCdoB −, há um grande número de engenheiros e cientistas que, sem visar o lucro, iriam promover a mais espetacular revolução tecnológica já vista, desenvolvendo e disponibilizando produtos de grande qualidade, 100% ecológicos, que tornariam essa sociedade feliz, harmônica e autossustentável.
    O que impede os artistas da esquerda de começar essa revolução?
    O que impede Bruno Gagliasso de empenhar sua fama e seu talento empresarial na construção de um mundo onde não existam pessoas como Jair Bolsonaro?
    Enquanto não fazem eles mesmos o que cobram que os outros façam, só nos cabe dizer que são hipócritas que criticam o capitalismo enquanto usufruem dele e cretinos que dão faniquito contra a “direita” enquanto adulam ditaduras e políticos corruptos da esquerda."
    Bruno Gagliasso (à esquerda) e um outro barbudo qualquer também metido a artista defendendo a democracia brasileira, protestando contra a direita "canalha e opressora". Se bem que, para mim, isso responda a outro nome...

    sábado, 3 de junho de 2017

    Gatinha Manhosa

    Um dia, gatinha manhosa, eu prendo você...

    A Hora de o Moro Beber Água (e de o Lula Parar de Tomar Whiskão às Nossas Custas)

    Após infinitos, arrastados e, muitas vezes, frustrantes rounds, a luta entre o Eliot Ness brasileiro Sérgio Moro e o Al Capone Nove-Dedos Lula parece estar chegando ao fim. E com vitória por nocaute, ao menos técnico, para o Paladino de Curitiba. 
    Em alegações finais, o Ministério Público Federal pediu ontem, 02/06, a condenação e prisão do sapo barbudo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Junto com Lula irão para o xilindró também os companheiros Léo Pinheiro, Agenor Franklin Medeiros e Paulo Gordilho. O MPF só livrou a cara da Dona Marisa Letícia, que essa, agora, está sob a jurisdição do Capeta.
    No mesmo pedido, o MPF quer que Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26. O valor é correspondente ao montante de propinas que foram pagas nos contratos que a OAS firmou junto à Petrobras a agentes públicos, do qual o seboso de Caetés teria abiscoitado R$ 3 milhões para si.
    Além da apreensão de 87 e tantos milhões, o MPF também pede que Lula pague uma multa de outros R$ 87 milhões. Tadinho do ex-retirante, tadinho do ex-operário tanto explorado pelo Grande Capital... Vai ter que vender parte do acervo de obras de arte, vinhos e outros "presentinhos" que recebeu enquanto Presidente e em que passou a mão e levou consigo ao deixar o Planalto. Lula é igual pobre em festa, é aquele que leva para casa um pedaço do bolo, um monte de salgadinhos embrulhados num guardanapo, rouba o arranjo da mesa e pega uma última latinha de cerveja pra ir bebendo pelo caminho. Os procuradores do MPF não caíram naquela conversa evasiva, dissimulada, canalha, filha da puta e pra boi dormir de Lula no depoimento prestado a Sérgio Moro. Não embarcaram naquele papinho de buteco com o qual Lula já venceu quatro eleições presidenciais, duas para si e duas para Dilma Rousseff. Estão pensando o quê? Que os procuradores do MPF são desdentados famintos, ou professores de história, sociologia, filosofia e outros que tais? Porra nenhuma.
    Nas alegações finais entregues a Sérgio Moro, os procuradores pedem a condenação com base em provas indiciárias. Segundo os procuradores, as provas por indícios são aptas a lastrear a condenação em caso de crime de fácil presunção, porém de difícil prova pelo fato de os bandidos terem tomado cuidados e precauções prévios para que ela não existisse.
    Afirmam que a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro : "o ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova. Isso não é apenas um “fruto do acaso”, mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus".
    O MPF baseia seu pedido em modernas técnicas de investigação e de coleta de provas, que admitem probabilidades, evidências e inferência para uma melhor explicação. Lembram que no apartamento de Lula foram apreendidos documentos referentes ao tríplex 164-A, alguns com adulteração; e que, no depoimento a Sérgio Moro, Lula admitiu dar a palavra final na nomeação dos diretores da Petrobras e que o modus operandi de manter o triplex registrado em nome da OAS Empreendimentos "serviu para ocultar a origem e dissimular a verdadeira propriedade do apartamento perante terceiros, uma vez que a unidade pertencia materialmente" a Lula e sua mulher, Marisa Letícia, já falecida, facilitando o repasse de valores ilícitos.
    "Assim, o que se deve esperar no processo penal é que a prova gere uma convicção para além de uma dúvida que é razoável, e não uma convicção para além de uma dúvida meramente possível. É possível que as cinco testemunhas que afirmam não se conhecer, e não conhecer suspeito ou vítima, mintam por diferentes razões que o suspeito matou a vítima, mas isso é improvável",afirmaram no documento os procuradores.
    As defesas têm até 20 de junho para contestar os argumentos do MPF. Esta é a última fase da ação penal. Após todas as partes apresentarem as alegações finais, o processo volta ao juiz Sérgio Moro, que estará com a faca e o queijo nas mãos para tirar de circulação o maior mafioso que já apareceu por aqui desde a chegada de Cabral, estará com a faca e o queijo nas mãos para sepultar de vez a corja da esquerda que tentou aparelhar a nação aos seus propósitos, estará com a faca e o queijo nas mãos para aplacar e vingar - sim, a vingança é a mais deliciosa forma de justiça - a estuprada alma do bom brasileiro, do brasileiro honesto, do brasileiro que trabalha e paga impostos e não do que vagabundeia e vive dos impostos dos outros, não dos parasitas e sanguessugas que vestem camisas vermelhas.
    É a hora de o Moro beber água, e de o Lula parar de tomar whisky às nossas custas. É a hora de o barbudo começar a passar a pão (com mortadela) e água. Esse será o maior castigo para o capo do PT, ter que tomar água. Só espero que Moro não nos decepcione, que não deixe Lula sair livre como fez com a esposa de Eduardo Cunha, por "falta de materialidade à acusação".
    Diretas, Já, é o cacete. Isso sim seria um golpe, pois, em eventual queda de Temer, as indiretas são o previsto na Constituição. Diretas, Já é o cacete. Lula na Cadeia, Já - isso, sim. E deixem que cantem Caetanos e Miltons, e deixem que esperneiem Wagners Mouras e outros "artistas" saudosos da grana fácil que recebiam do PT via Lei Rouanet. Lula na Cadeia, Já!

    sexta-feira, 2 de junho de 2017

    Noivo Dá o Anel e Noiva Leiloa a Aliança

    Quando Laura Braxter, britânica de 28 anos, encontrou vestes e apetrechos de uso feminino que não lhe pertenciam - um vestido longo, sapatos de salto alto, meias-calças e uma peruca loura - na casa que dividia com o noivo, o também britânico Sean Rochester, começou a desconfiar de que tinha boi na linha de seu relacionamento, que tinha piranha no bidê, que uma vasta galhada estava a lhe ser transplantada, que seu nobre consorte estava a vesti-la com uma peruca do Príncipe Charles. Alguma biscate, certamente, estava a compartilhar com ela das joias da coroa de seu noivo.
    Muito sangue-frio, paciência e trabalho investigativo depois, Laura descobriu estar meio certa em suas desconfianças. Sim, ela estava a levar chifres. E o noivo, a levar vara, rola da boa e grossa.
    As roupas não eram de alguma vagabunda. Eram do próprio Sean, que as usava em seus escusos encontro com seu comedor, Brad.
    Atônita e puta da vida, Laura tomou a única atitude que lhe era possível : rompeu o noivado com o viadão e, redundantemente, o mandou tomar no cu, impropério que o noivo despregueado tomou como mostra de um fim amigável do relacionamento, como um voto de felicidade de Laura ao novo casal.
    Para se livrar das lembranças e das ziquiziras do malfadado noivado, Laura resolveu se livrar de todos os objetos e pertences que compuseram a história do casal, a começar pelo mais simbólico deles, uma aliança de diamantes dada pelo ex-noivo. Botou a aliança para leiloar no site e-bay com lance inicial de 3.500 libras.
    Ou seja, o noivo dá o anel e a noiva leiloa a aliança. Pããããããta que o pariu!!! Tá certíssima, a noiva.
    Fico aqui imaginando a futura cerimônia de enlace do casal Sean e Brad. O padre, no culminante momento do "e agora pode colocar o anel na noiva", a dizer : "e agora pode colocar no anel do noivo". Só fica faltando contratar o brega e chique cantor Falcão para cantar no baile, que mandaria logo de cara os versos de sua canção Ah! Uma Jaula! : "se aquele anel, você me deu, pensando no meu anel, aquele anel já se perdeu, o meu, Deus guarda, adeus..." Pãããããta que o pariu!!!
    Aliás, isso das roupas que Sean usava com Brad, lembrou-me de uma piada.
    O gaúcho chega em casa tarde da noite, vindo de uma noitada com os amigos, e encontra a mulher a esperá-lo acordada. Mal ele põe os pés no quarto do casal e a mulher, com uma voz que é um misto de sono e de urgência, vai logo dizendo:
    - Vai, Gauchão, tira a minha blusa.
    O Gauchão, solícito e obediente, desabotoa e tira languidamente a blusa da mulher.
    - Agora, Gauchão, tira a minha saia.
    O Gauchão, dando mostras de excitamento, solta o colchete da parte de trás da saia, desce o zíper e tira a saia da mulher.
    - Vai, Gauchão, vai... agora tira o meu sutiã.
    O Gauchão, a demonstrar grande destreza, desafivela num toque o fecho do sutiã, que cai no chão do quarto.
    - Vai, Gauchão, agora tira minha calcinha e minhas cintas-liga.
    O Gauchão, mal podendo se conter, se livra da calcinha e atira as cintas-liga em cima do guarda-roupa.
    - E agora, Gauchão - continua a mulher -, vou te dizer pela última vez : nunca mais use as minhas roupas para sair com seus amigos.
    O leilão será encerrado no dia 8 de junho e os lances já estão na casa das cinco mil libras. Quem sabe o Brad não o arremata para o Sean?