domingo, 23 de julho de 2017

O Fiasco de Lula

Excelente texto. Publicado hoje no Estadão, que mostra a empulhação que sempre foi Lula, a sua inevitável derrocada, a sua passagem para a história como uma figura ridícula e como o maior quadrilheiro que o país já teve e também mostra o número cada vez menor de pessoas que vão às ruas para defendê-lo, que sempre foram militantes pagos a pão com mortadela e que, agora, o PT, com os caixas em baixa, não consegue mais pagar.

"Faltou povo no ato que pretendia defender Lula da Silva, na quinta-feira, em São Paulo e em outras capitais. Apenas os militantes pagos - e mesmo assim nem tantos, já que o dinheiro anda escasso no PT - cumpriram o dever de gritar palavras de ordem contra o juiz Sérgio Moro, contra o presidente Michel Temer, contra a imprensa, enfim, contra “eles”, o pronome que representa, para a tigrada, todos os “inimigos do povo”.
À primeira vista, parece estranho que o “maior líder popular da história do Brasil”, como Lula é classificado pelos petistas, não tenha conseguido mobilizar mais do que algumas centenas de simpatizantes na Avenida Paulista, além de outros gatos-pingados em meia dúzia de cidades. Afinal, justamente no momento em que esse grande brasileiro se diz perseguido e injustiçado pelas “elites”, as massas que alegadamente o apoiam deveriam tomar as ruas do País para demonstrar sua força e constranger seus algozes, especialmente no Judiciário.
A verdade é que o fiasco da manifestação na Avenida Paulista resume os limites da empulhação lulopetista. A tentativa de vincular o destino de Lula ao da democracia no País, como se o chefão petista fosse a encarnação da própria liberdade, não enganou senão os incautos de sempre - e mesmo esses, aparentemente, preferiram trabalhar ou ficar em casa a emprestar solidariedade a seu líder.
Está cada vez mais claro - e talvez até mesmo os eleitores de Lula já estejam desconfiados disso - que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político. A sentença do juiz Sérgio Moro contra o petista, condenando-o a nove anos de prisão, mais o pagamento de uma multa de R$ 16 milhões, finalmente materializou ao menos uma parte da responsabilidade do ex-presidente no escândalo de corrupção protagonizado por seu governo e por seu partido. Já não são mais suspeitas genéricas a pesar contra Lula, e sim crimes bem qualificados. Nas 238 páginas da sentença, abundam expressões como “corrupção”, “propina”, “fraude”, “lavagem de dinheiro” e “esquema criminoso”, tudo minuciosamente relatado pelo magistrado. Não surpreende, portanto, que o povo, a quem Lula julga encarnar, tenha se ausentado da presepada na Avenida Paulista.
O fracasso é ainda mais notável quando se observa que o próprio Lula, em pessoa, esteve na manifestação. Em outros tempos, a presença do demiurgo petista com certeza atrairia uma multidão de seguidores, enfeitiçados pelo seu palavrório. Mas Lula já não é o mesmo. Não que lhe falte a caradura que o notabilizou desde que venceu a eleição de 2002 e que o mantém em campanha permanente. Mas seu carisma já não parece suficiente para mobilizar apoiadores além do círculo de bajuladores.
Resta a Lula, com a ajuda de seus sabujos, empenhar-se em manter a imagem de vítima. Quando o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 600 mil e de bens de Lula para o pagamento da multa, a defesa do ex-presidente disse que a decisão ameaçava a subsistência dele e de sua família. Houve até quem dissesse que a intenção do magistrado era “matar Lula de fome”. Alguns petistas iniciaram uma “vaquinha” para ajudar Lula a repor o dinheiro bloqueado - e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante o ato na Paulista, disse que “essa é a diferença entre nós e a direita: nós temos uns aos outros”.
Um dia depois, contudo, o País ficou sabendo que Lula dispõe de cerca de R$ 9 milhões em aplicações, porque esses fundos foram igualmente bloqueados por ordem de Sérgio Moro. A principal aplicação, de R$ 7,2 milhões, está em nome da empresa por meio da qual Lula recebe cachês por palestras, aquelas que ninguém sabe se ele efetivamente proferiu, mas pelas quais foi regiamente pago por empreiteiras camaradas.
Tais valores não condizem com a imagem franciscana que Lula cultiva com tanto zelo, em sua estratégia de se fazer de coitado. Felizmente, cada vez menos gente acredita nisso.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Indecifrável Paradoxo do Botox no Cu

Lançada em Nova York, a nova moda entre a viadada, os sommeliers de mandioca, os jóqueis de jiboia, é injetar (é óbvio) botox no cu. Poooorra! Quero dizer, porra não, ou não só, botox, mesmo. O criador da controversa técnica, o cirurgião plástico Evan Goldstein, de Manhattan, garante que algumas aplicações de botox no toba promovem o rejuvenescimento anal.
Tirar as rugas do cu? Amenizar as "marcas de expressão" das pregas? A boiolada já não tem pregas faz tempo!
De mais a mais, o botox não rejuvenesce ninguém. O botox é uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani, a causadora do potencialmente letal tétano, que vai provocando uma paralisia progressiva da musculatura do corpo até atingir a do diafragma, músculo responsável pela respiração, levando a pessoa à morte por sufocamento.
Aplicada, porém, em pequeníssimas quantidades, a toxina botulínica causa apenas paralisia muscular in loco. Por isso, as rugas somem como se por mágica, a musculatura facial cujo movimento leva ao surgimento dos pés de galinha fica paralisada e, impedida de se contrair, as rugas "somem", deixando as peruas (peruas têm pés de galinha?) com a cara plastificada, de idiotas, revelando ainda mais as suas verdadeiras naturezas.
Aí, o baitola vai e aplica o botox no butão - ou seria, no caso, o butox? Pronto. Trava tudo. O esfíncter não mais contrai nem relaxa. Para de piscar! O viado fica de cu duro. Quem tá fora não entra, quem tá dentro não sai. Como a bichana vai fazer para fagocitar e mascar um tarugo? E pra dar aquela guilhotinada no troço na hora de cagar?
É o indecifrável paradoxo do Botox!
Mas o rejuvenescimento do cu não é pra bichinha pobre, não, não é para bichinha pão com ovo. As quatro sessões do tratamento, que asseguram 6 meses de pregas firmes, podem custar R$ 85 mil. Em Portugal, a procura das bichas lusitanas pelas injeções de botox  é ainda maior, isso porque, na Santa Terrinha, injeção se diz pica no cu. Filas e mais filas de bichas se formam às portas das clínicas à espera de uma pica no cu. E como, em Portugal, fila se diz bicha, bichas e bichas de bichas aguardam ansiosamente uma pica no cu de botox! Pãããããããããta que o pariu!!!!
Mais esse exemplo de que a futilidade humana é infinita, lembrou-me de uma piada.
"A bichinha chegou ao médico com o cu em petição de miséria e o doutor logo marcou um transplante de cu. Findos o transplante e o período de recuperação, a bichinha retorna ao médico para as recomendações finais de manutenção. O médico lhe diz que ela tivera sorte em aparecer um doador compatível tão rapidamente, que tem muita bicha que morre na fila de transplante de cu, e que, doravante, ela deve tomar cuidado, não exigir muito da nova rosca, pegar leve. "Imagiiiiiina, doutor! - diz a bichinha -, se eu não tomei cuidado nem com o meu cu, o senhor acha que vou tomar com o dos outros?" 
Cena do boiola passando pela primeira sessão do tratamento, gravada por uma câmera escondida.

Vou Jogar na Cobra!!!

Nunca joguei! Nem em loteria esportiva nem em loto nem em sena ou mega sena. Nunca comprei nem rifa de escola. 
Nunca acreditei em sorte, em prognósticos, em inspirações, em palpites, em sonhos premonitórios nem em outras ilusões às quais ao ser humano se apega na esperança de uma vida melhor. Mas estou para capitular frente aos sinais do Universo, frente à fatalidade e à inexorabilidade do número nove. 
Lula, o nove-dedos, foi condenado por Sérgio Moro a nove anos de prisão. A defesa recorreu. Alegou, em nove itens da sentença, "omissão, obscuridade ou omissão". Moro rebateu as nove alegações, negando Lula por nove vezes, como Pedro negou Cristo por três vezes.
E, agora, fora os 600 mil reais, quatro imóveis e dois automóveis em nome de Lula confiscados na terça-feira, 18/07, hoje, foram descobertos 9 milhões de reais (olha o nove de novo, aí gente!!!!!) numa conta de previdência privada em nome de Lula - logo ele, que é tão contra a reforma da previdência...
Lula se diz pobre, do povão. Que outro pobre você conhece que tem uma previdência privada no valor de 9 milhões?
Nove dedos, nove anos de xilindró, nove alegações da defesa e nove devolutivas de Moro, nove milhões de pé de meia. É a prova dos nove!!!!
Decidi! Amanhã (que já é hoje), me levantarei cedo, irei à feira comer o pastel da japonesa com meu filho e, duas esquinas adiante, farei uma fezinha no jogo do bicho com o dono da banca de revistas.
Jogarei, óbvio, no número nove. Que, agora, pesquisando na net, descobri ser a Cobra!!! Faz todo o sentido. Confira na tabela abaixo.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Defesa de Lula Pleiteará Bolsa Família Para o Petista

Mediante o confisco de 600 mil reais, quatro imóveis e dois automóveis do seboso de Caetés ordenado por Sérgio Moro nessa terça-feira, 18/07, a defesa mais cara de pau do planeta volta a espernear, a fazer birra, chantagem emocional e segue na mesma linha de sempre : pintar o safado do Lula como um coitadinho, como uma vítima de um vingativo juiz, como um santo que tanto ajudou o povo brasileiro.
Diz a defesa do sapo barbudo que o confisco dos bens põe em risco a própria subsistência de Lula e de sua família, que Lula e os seus ficarão privados dos meios mínimos de sobrevivência, que passarão até fome, os pobrezinhos.
A defesa do capo Lula já proferira que a decisão de Moro era mesquinha e revanchista. Quer dizer que fazer com que o barbudo "devolva" aos cofres públicos o que obteve de forma desonesta e fraudulenta, nem que seja uma ínfima fração, agora se chama revanchismo e mesquinharia? Pros petistas, sim; pros comunistas de araque, só interessados em viver às custas do trabalhador, sim, pros canalhas vermelhos, ter que devolver o que roubaram chega a ser uma heresia, pois não chamam tal ato de roubo e sim de distribuição de renda, a renda dos outros pra eles.
Diz a defesa de Lula : "a decisão de Moro “retira de Lula a disponibilidade de todos os seus bens e valores, prejudicando sua subsistência, assim como a subsistência de sua família”. “É mais uma arbitrariedade dentre tantas outras já cometidas pelo mesmo juízo contra o ex-presidente Lula.”
Seguindo a mesma linha, diz o diretório do PT : "Moro tomou uma “decisão mesquinha” e classificamos o confisco de “pena de asfixia econômica que priva o ex-presidente de sua casa, dos meios para subsistir e até para se defender das falsas acusações”.
Ô, coitado!!! Como diz uma humorista da qual não me recordo o nome. Ô, coitado!!! Vai passar fome, o Lula e sua família.
Penalizado com a situação do sapo barbudo, deixo aqui uma sugestão para garantir a sobrevivência do clã Lula : basta que os advogados de defesa entrem com um pedido de Bolsa Família para o seboso, a esmola eleitoreira que sempre garantiu a boa vida para Lula e a corja petista.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Sérgio Moro é o Carrasco e a Zélia Cardoso de Melo do Lula

Não bastasse ter condenado o sapo barbudo a 9 anos e meio de xilindró, de ter derrubado o seboso de Caetés de seu status de deus conferido a ele pelo povão vagabundo e encostado desse país, Sérgio Moro, o Eliot Ness brasileiro, ataca, agora, onde mais dói no petista safado, no bolso. No bolso recheado do dinheiro roubado do trabalhador brasileiro. Moro mandou confiscar uma caralhada de grana e de bens de Lula. Mais grana do que a ex-ministra Zélia confiscou da poupança no governo Collor. Moro não é apenas o carrasco de Lula, é também a sua Zélia Cardoso de Melo.
Ontem, terça-feira, 18/07, Moro mandou que o Banco Central bloqueasse R$ 606.727,12 encontrados em quatro contas de Lula - R$ 397.636,09 (Banco do Brasil), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal), R$ 63.702,54 (Bradesco) e R$ 21.557,44 (Itaú) - e mais quatro imóveis - três apartamentos e um terreno.
Quatro contas, quatro imóveis. Tô achando que o sapo barbudo usa a mão esquerda para se apropriar do alheio. Que sorte, a nossa. Claro que as contas e os imóveis bloqueados são os que estão oficialmente em nome do barbudo, ou seja, o dinheiro de pinga do petista. É necessário que se ache também o que o safado tem escondido por aí, em nome de outros.
O confisco dos ativos do petista foi decretado a pedido do Ministério Público Federal e, agora, Moro bateu o martelo. Certíssimos, o MPF e o Moro. Tem que confiscar tudo do canalha barbudo. Deixá-lo tão pobre quando de sua época de retirante. E, claro, botá-lo a ver o sol nascer quadrado.

Abaixo, reportagem completa do Estadão
"O ex-presidente Lula teve R$ 606.727,12 bloqueados pelo Banco Central nesta terça-feira, 18, por ordem do juiz federal Sérgio Moro na Operação Lava Jato. O confisco dos ativos do petista foi decretado a pedido do Ministério Público Federal. O dinheiro foi encontrado em quatro contas de Lula: R$ 397.636,09 (Banco do Brasil), R$ 123.831,05 (Caixa Econômica Federal), R$ 63.702,54 (Bradesco) e R$ 21.557,44 (Itaú).
Além do dinheiro, Moro confiscou de Lula três apartamentos e um terreno, todos os imóveis em São Bernardo do Campo, grande São Paulo, e também dois veículos.
O bloqueio dos imóveis do petista atinge 'a parte ideal de 50% correspondente à meação' - em fevereiro, a mulher do ex-presidente, Maria Letícia, morreu vítima de um AVC.
O pedido de bloqueio do dinheiro de Lula foi realizado em 4 de outubro de 2016 em medida assecuratória de arresto e sequestro.
No pedido, a Procuradoria da República afirma que após assumir a Presidência da República, 'Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais'.
Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato queriam o bloqueio de uma fortuna de R$ 195,2 milhões, incluindo multas e acréscimos a título de reparação de danos. A força-tarefa não atribui este patrimônio a Lula. O montante faz parte de um cálculo efetuado por procuradores com base em danos à Petrobrás.
Além do ex-presidente, o pedido incluiu como alvo do confisco dona Marisa Letícia, que morreu e teve extinta sua punibilidade.
No último dia 14, apenas dois dias depois de condenar Lula a 9 anos e seis meses de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex, o juiz Moro acolheu parte do requerimento da Procuradoria.
Na sentença, o juiz da Lava Jato decretou o confisco do imóvel do Guarujá e impôs multa de R$ 16 milhões ao petista e a outros dois réus, o empreiteiro Léo Pinheiro e o executivo Agenor Franklin Medeiros, da OAS.
"Neste processo, pleiteia (Ministério Público Federal) o sequestro de bens do ex-presidente para recuperação do produto do crime e o arresto dos mesmos bens para garantir a reparação do dano", anotou o juiz.
O magistrado se refere à Petrobrás, vítima do esquema de cartel e propinas instalado em suas principais diretorias entre 2004 e 2014.
Moro detalhou os valores que deveriam ser bloqueados de Lula. "Como já decretado o sequestro e o confisco do apartamento, o valor correspondente deve ser descontado dos dezesseis milhões, restando R$ 13.747.528,00. Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  até o montante de R$ 13.747.528,00."
O juiz da Lava Jato mandou oficiar o Banco Central, responsável pela execução de medidas dessa natureza.
"Quanto aos bloqueio dos demais ativos, oficie-se ao Banco Central do Brasil para que tome as providências necessárias para a indisponibilidade de quaisquer bens ou valores titularizados por Luiz Inácio Lula da Silva, até o limite de R$ 10 milhões", ordenou.
A ordem do juiz recai inclusive sobre 'ações, participações em fundos de ações, letras hipotecárias ou quaisquer outros fundos de investimento, assim como PGBL - Plano Gerador de Benefício Livre, VGBL - Vida Gerados de Benefício Livre e Fundos de Previdência Fechado'.
O magistrado mandou o Banco Central do Brasil 'comunicar à totalidade das instituições a ele submetidas, não se limitando àquelas albergadas no sistema Bacenjud, tais como as instituições financeiras que administrem fundos de investimento, inclusive das que detenha a administração, participação ou controle, às cooperativas de crédito, corretoras de câmbio, as corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários'.

É o Melô da Punheta!

"É Mariquinha, é Maricota, é com a direita, é com a canhota". Quem nunca ouviu esse singelo versinho é porque ou não tem pau, ou tem, mas é do time que se masturba com o dedo enfiado no cu.
É Mariquinha, é Maricota... é apenas uma das inumeráveis expressões, dos incontáveis e bem-humorados eufemismos para aludir ao ato sexual mais antigo praticado pelo ser humano, a masturbação, o vício de Onam, sendo esse último, ele próprio, também uma alusão ao ato, mais erudita. Punheta, bronha, cinco contra um, descabelar o palhaço, descascar o inhame, esgoelar o bem-te-vi, espancar o macaco, envernizar o pescoço da girafa, empinar a pipa, apontar o lápis, fazer justiça com as próprias mãos, homenagem, lavar o frasco etc são outras designações.
O mais antigo ato sexual praticado pelo ser humano, sim. Ou pensam que Adão, antes da Eva, ficava só em estado contemplativo, só assistindo extasiado à obra do Senhor? Porra nenhuma. Adão morria na punheta. Adão alisava o dia inteiro a serpente do Paraíso. Só não sei para quem ele batia, mas enfim... isso são mistérios de Deus.
Eu só não sabia que a Mariquinha, Maricota fosse oriunda da letra de uma música, ou que tivesse dado origem a uma canção - não consegui constatar nem estabelecer em que ordem se deu a coisa, se a expressão saiu da música ou o inverso. Como também não consegui encontrar o(s) nome (s) autor(es) de música.
Tomei contato com mais essa pérola do cancioneiro, talvez, mundial, uma vez que é cantada em espanhol, ao ouvir um CD baixado há tempos da internet e esquecido em meu porta-CDs, uma caixa de tênis, tamanho 42. Acontece que tenho muita coisa baixada da net e pouco tempo para ouvir, assim, muito do que tenho gravado continua lá, esperando por uma audição. 
Ontem, porém, todo mundo em férias aqui em casa, fui cuidar do almoço - fiz umas panquecas -, cuja preparação segue um rígido e litúrgico ritual : vou tomando umas latinhas e ouvindo umas musiquinhas. Ao acaso, tirei um CD da caixa de tênis e veio o 18 Anos Sem Sucesso, do grupo Joelho de Porco, um dos mais originais, vanguardistas, divertidos e ácidos grupos musicais que já pisaram nas antigas terras do Vinil. Mariquinha, Maricota é a segunda faixa. Cantada em espanhol, num desses ritmos caribenhos, salsa, rumba, mambo, sei lá.
Como disse, não consegui nenhuma informação dela na net - talvez seja de autoria do próprio Joelho de Porco, mas como eles também fizeram muitas regravações, releituras de outros compositores, não tenho como ter certeza -, não encontrei nem mesmo a letra, fosse em espanhol, fosse em português, apenas um vídeo no youtube.
Fiz, então, uma livre tradução de Mariquinha, Maricota, que coloco logo abaixo.
E, para ouvir a canção, o melô da punheta, é só fazer o de sempre, é só clicar aqui, uma clicada com a direita e uma clicada com a canhota, no meu poderoso MARRETÃO.

Mariquinha, Maricota
(Joelho de Porco)
Lá onde eu vivo, em Trinidad e Tobago
Existem duas gêmeas
São as mais bonitas da minha rua
São duas lindas fêmeas
São duas garotas internacionais
Viajam todo ano
As duas conhecem o mundo todo
Como a palma de suas mãos
Mas existe uma diferença
Que por vezes à vista não se mostra
É que uma escreve com a direita
E a outra com a canhota

É Mariquinha
É Maricota
É com a direita
É com a canhota

É Mariquinha
É Maricota
É com a direita
É com a canhota

Mariquinha é muito prendada
Chuleia e prega botão
Maricota é muito aplicada
Todo dia bate o cartão
Mariquinha não fala muito
Maricota não fala nada
Mariquinha é quase muda
Maricota é muito calada. 
Mas existe uma diferença
Que por vezes à vista não se mostra
É que uma escreve com a direita
E a outra com a canhota.

É Mariquinha
É Maricota
É com a direita
É com a canhota

É Mariquinha
É Maricota
É com a direita
É com a canhota.

domingo, 16 de julho de 2017

Vou Virar Uberista

Uma vez que sou não só avesso como também refratário a certas modernidades, sobretudo ao celular e seus infinitos aplicativos, o trocadilho, infame e (in)digno do JB, em cima do qual surgiu essa infame e indigna postagem, nunca antes me ocorrera.
Anteontem, meu corno amigo Fernandão fez um comentário aqui no blog e nele apareceu a palavra "uberista". Sério que eu, pelo motivo acima exposto, não relacionei uberista como sendo o motorista de Uber. Taxi/taxista, Uber/uberista. Um neologismo óbvio, mas não relacionei de imediato, demorei bastante, na verdade.
De cara, o que me ocorreu foi que uberista seria o cara que trabalha e lida com úberes, com tetas. Um ordenhador, por assim dizer.
A ideia, fiquei matutando, é boa. Excelente, em fato. Talvez venha a ser, inclusive, uma alternativa, um plano B para mim, que estou desgostoso, desesperançado e, em certos casos, enojado de minha profissão. Ser um uberista. Lidar com úberes o dia todo.
E para meu primeiro dia de serviço na nova profissão, bem que meu encargo poderia ser esse, Yulia Nova. Seria  um dia cheio. Muito cheio.

sábado, 15 de julho de 2017

Corpo de Cristo Light, Não! Proclama o Papa Francisco I

O Papa Francisco I, que tem se mostrado tão conciliador e progressista para com temas antes nunca sequer abordados e discutidos pela Igreja, como acolher pessoas divorciadas e os viadões (desde que arrependidos) em seu rebanho, finalmente deu uma de macho, mostrou seu lado autoritário, sua face Bento XVI : proibiu, terminante e categoricamente a hóstia sem glúten! Não existe isso de hóstia glúten-free, garante o Papa.
A proibição, de suma importância para o Sumo Sacerdote, tanto que mereceu ser expressa em carta oficial lavrada, assinada e enviada aos bispos pelo próprio Pontífice, decorre, primeiramente, da grande oferta e da pequena confiabilidade na procedência dos ingredientes usados na confecção da hóstia bem como da mão de obra empregada, que deve ser composta de pessoas distintas, pias e íntegras. "Deve-se vigiar a qualidade do pão e do vinho destinados à Eucaristia e, portanto, aqueles que os preparam”, escreveu o Papa. Antigamente, apenas comunidades religiosas se ocupavam de preparar o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, hoje, os ingredientes e até a hóstia já pronta são vendidos também nos supermercados, em outros negócios e através da Internet. Daí, a proibição, para que não restem quaisquer dúvidas sobre a validade da matéria eucarística, garantindo-a mediante certificados apropriados. A carta faz concessão à farinha produzida com trigo transgênico, mas não ao acréscimo de outros produtos como frutas, açúcar e mel, o que é considerado "um abuso grave".
Segundamente (como dizia Odorico Paraguaçu), a proibição da hóstia 0% glúten vem em resposta, ainda que uma negativa, a grupos de mães portuguesas e espanholas cujos filhos são celíacos, isto é, alérgicos, ou intolerantes ao glúten, ficando, assim, impedidos de comungar.
É por essa e por outras que a Igreja Católica, de uns tempos para cá, tem visto seu rebanho debandar e rarear, levados pelo lobo mau ou do secularismo, no caso da Europa, ou das igrejas evangélicas neopentecostais, nos casos do Brasil e outros países da América Católica : ela não diversifica seus produtos e serviços.
Por que não diversas opções de hóstia? Por que não diferentes modelitos do corpo de Cristo? Poderia haver a hóstia tradicional, a sem glúten, a integral, a 7 grãos, a com aveia e quinoa, a com castanhas e passas etc. Entre pessoas da mesma religião, a fé tem que ser única, mas os paladares podem ser diferentes. Por que não congregar e irmanar, sob a mesma fé, diferentes preferências, necessidades e até, no caso das crianças celíacas, diferentes impedimentos fisiológicos e metabólicos?
Por que tantas especificações e restrições feitas aos ingredientes e à mão de obra empregados na confecção da hóstia se, depois de consagrada pelo sacerdote, toda e qualquer substância se transforma no corpo de Cristo? Sim. Porque, para o católico, a hóstia consagrada não é uma simbologia do corpo de Cristo, ela é, literalmente, a carne do Nazareno (só a antropofagia nos une, disse Mário de Andrade). É o milagre da transubstanciação.
Assim sendo, técnica e teologicamente falando, qualquer "pão" poderia ser consagrado pelo padre e entregue em comunhão. O pão francês (que aqui nas bandas onde moro é o filão e no Rio Grande do Sul, questão de preferências regionais, é o cacetinho), uma torrada, uma bolacha de água e sal, uma barrinha de cereais, um biscoito Traquinas (é a hóstia Kids) e até as rosquinhas (queimadas) Mabel, as preferidas da padraiada.
A proibição do Papa à hóstia sem glúten, no entanto, procede, tem fundamento. Não de cunho dogmático, canônico ou teológico, mas sim científico. E o Papa, sendo homem de cultura e erudição inimagináveis para nós, reles mortais, sabe disso, mas, claro, não dará o seu santo braço a torcer. Mas eu, o Azarão, que sou o caminho, a verdade e a vida, vos revelarei.
Acontece que, se bem me lembro de minhas aulas de Química, qualquer preparado à base de farinha de trigo, ou outro cereal, para dar o ponto na massa, para se tornar minimamente palatável, tem que passar por um processo de fermentação, ainda que discreto. A hóstia, contudo, é um pão ázimo, feito sem o uso de fermentos convencionais, seja o químico (pó Royal), seja o biológico (o fungo Saccharomyces cerevisiae). É, então, que entra em cena o glúten, o fermento secreto à serviço de Sua Santidade. É o glúten presente no trigo que vai garantir e promover a mínima fermentação necessária à massa da hóstia, sem a qual ela ficaria embatumada e mais dura que pau de dar em doida. Ficaria o pão que o diabo amassou.
Aliás, isso de hóstia com ou sem glúten me lembrou de uma piada.
"Última missa do dia encerrada. O padre já estava a recolher os badulaques do altar, se preparando para ir dormir e chega o bêbado. Arrependido de sua vida de cachaceiro e querendo comungar. As hóstias haviam acabado. O padre, para evitar maior tumulto, corre os olhos pelo ambiente para tentar achar algo que possa dar ao bêbado à guisa do corpo de Cristo e vê um chumaço de bom bril, usado para polir a taça do vinho, em cima da toalha do altar. Pega o chumaço da palha de aço, o amassa e modela na forma de hóstia e dá para o bêbado, que está contrito, de olhos fechados. O bêbado agradece, vai saindo, mas sente alguma coisa estranha no gosto daquela hóstia. Ele para no meio da nave da igreja e pergunta ao padre o que ele havia lhe dado. O corpo de Cristo, meu filho - responde o padre. O bêbado se vira, continua seu caminho rumo à saída e vai pensando : é isso que dá chegar atrasado na missa, sobrou pra mim só os pentelhos do Cristo."
Pããããããããta que o pariu!!!

Travessuras de Menina Má (8)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Busca Continua, Companheiro

Muitos pensaram (torceram contra, fizeram troça, rogaram praga, até) que, após minha malograda, trágica e quase traumática experiência com a barata, ruim e, provavelmente, inexistente cerveja Royal Pilsen, eu, por fim, capitularia, amarelaria, desistiria de minha messiânica busca pela cerveja boa e barata. Que eu jamais passaria de novo por perto das prateleiras do mercado das cervejas mais populares, que eu viraria um cervejeiro artesanal.
Porra nenhuma! Cervejeiro artesanal é o cacete! As pregas continuam no lugar! Só dei um tempo por precaução. Feito lutador nocauteado que se afasta temporariamente dos ringues para se recuperar das lesões e observar possíveis sequelas. Mais de um mês e tudo certo. Nem sinal de envenamento químico e/ou radiativo. Nada de queda de cabelo, de descamação da pele, de pústula e sarcomas, nada de falência renal ou hepática e, principalmente, nada de broxidão. Decidi que estava pronto para outra.
Quarta-feira, voltando do banco pelo centro cada vez mais feio, sujo, barulhento, desorganizado e poluído de povo e de vendedores ambulantes da cidade, dei uma passada na rede de supermercados Dia, para comprar lá umas coisinhas. Passei pelo setor das cervejas e lá estava ela : Prosit.
De cara, gostei da lata, de um vermelho vivo e confiante e com um desenho bem caprichado dum alemão e seu canecão. Agradou-me, igualmente, o preço, R$ 1,19. Gato escaldado pela Royal, porém, fui comedido e parcimonioso, comprei apenas duas latinhas.
Pu-la a gelar e a provei. É cerveja leve, uma linha da bebida com menores teores alcoólicos - 3,8% contra os costumeiros 4,5 ou 5% -, cerveja para não bebuns, para consumidores moderados (o que não é o meu caso), para mulheres - geralmente mais suscetíveis ao efeito do álcool - e viadinhos em geral. Cerveja que até meu amigo JB pode tomar. Mas é boa. A aparência, o gosto, o aroma não ficam nada a dever para as cervejas comerciais mais corriqueiras, Skol, Brahma, Bavaria, Kaiser, Crystal etc. Inclusive, bem melhor que a Skol (nunca gostei da Skol) e a Kaiser. E com o precinho compatível com o salário do Professor Raimundo, e com o meu, também.
Minha opinião coincide com as dos especialistas do site Brejas.
As notas do site vão de 0 a 5, sendo que para conseguir um quatro ou um cinco tem que ser cerveja artesanal, com adição de malte e lúpulo importados, sabores exóticos etc, ou seja, tem que ser cerveja de viado.
Se vou voltar ao Dia e comprar mais da Prosit? Pããããããta que o pariu se vou!!!
Ein prosit, Ein prosit, amigos do Marreta. Que, em alemão, significa um brinde, um brinde.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sexo, Drogas e Orações

O padre Luigi Capozzi, 50 anos, é secretário do cardeal Francesco Coccopalmerio, que, por sua vez, é um dos homens de mais próxima confiança do Papa Francisco I. Ou seja, o padre Capozzi não compõe as hostes do alto clero da Igreja Católica, mas tem livre trânsito, circula bem à vontade pelas elevadas esferas celestiais, goza (literalmente, como veremos a seguir) dos privilégios e dos beneplácitos da alta cúpula.
Na noite do dia 06/07, o padre Capozzi foi preso pela polícia italiana - os valorosos carabinieris -, que o conduziu, primeiramente, a um hospital, onde passou por um processo de desintoxicação de entorpecentes  e por uma cirurgia de reconstrução das pregas do cu, e de lá, direto para o xilindró.
O padre Capozzi é acusado de uso de drogas ilegais e de promover um surubão de viados no apartamento em que reside, um imóvel registrado em nome da Congregação para Doutrina da Fé, às vezes chamado de Palácio do Santo Ofício, muito frequentado também pelo cardeal Coccopalmeiro.
Os vizinhos estranharam e se sentiram incomodados com o constante e frenético entra e sai de homens do apartamento do padre e chamaram as autoridades policiais. Nenhuma expressão poderia descrever tão bem o que estava a acontecer entre aquelas quatro sacras paredes : um entra e sai de homens.
A polícia chegou e, como diria Bezerra da Silva, deu o flagrante perfeito. Foi só padre, coroinha e sacristão correndo e tentando fugir pelado pelo corredor, pelas escadas de incêndio - tudo com a rosca em brasa. Era um chupando o turíbulo do outro, era o outro dando linguada na hóstia sagrada do um. Tinha padre vestido de noviça, a satisfazer taras e fetiches, pois gostar de mulher é considerado perversão, desvio sexual, no meio eclesiástico. Tinha de tudo. Tudo junto e misturado. E embolado. E engatado.
Lembrou-me até aquela música do Léo Jaime, Sônia : "Sônia, chega mais aqui e fica bem juntinho /Sônia, vamos nessa festa fazer um trenzinho/ Você na frente e eu atrás /E atrás de mim um outro rapaz /Sônia, que loucura!". Com a diferença de que, para a festa do padre Capozzio, a Sônia não foi convidada. Só o Mário. Que Mário? Ora, porra, aquele que te comeu atrás do campanário. E também o Zé. Aquele que te comeu atrás da Santa Sé.
Novidade nenhuma. Surpresa nenhuma. Desde os seus primórdios, a Igreja Católica sempre foi, ainda o é e para sempre o será, uma verdadeira gaiola das loucas, um reduto seguro, uma livre embaixada para a pederastia. Aliás, tenho cá comigo que reunir boiolas em ambiente protegido tenha sido a pedra angular da fundação da santa Igreja Católica. Consigo imaginar, isso lá por volta do ano 30 d.C., um grupo de homens abastados, bem-nascidos, bem nutridos, gordos, carecas e rosados feito leitões capados e cultos e eruditos pra cacete, se reunindo para discutir uma estratégia de como poderiam continuar a se congregar em torno dos prazeres da rosca e da argola de forma insuspeita, sem serem perseguidos, condenados e humilhados pela moral pública. Solução encontrada, depois de muito vinho e queimação da borda : fundar a Igreja Católica. Uma confraria de baitolas. Uma espécie de uma maçonaria secreta de queima-roscas.
Há, pelo menos, dois fortes indícios a corroborar minha desconfiança.
Primeiro. Qual é o requisito básico para que o sujeito seja ordenado padre e passe a constituir o exército de Cristo? Ser celibatário. Abster-se da buceta. Fazer votos que jamais se deitará com uma mulher.
Requisito sine qua non que é uma pérola do que George Orwell chamou de duplipensar. Por um lado, às vistas do populacho, fica parecendo que a Igreja quer recrutar homens de elevada espiritualidade, desapegados da matéria, indiferentes e insensíveis aos prazeres e à podridão da carne, seres quase etéreos. Por outro lado, por detrás (sempre por detrás), a propaganda da Igreja atua em nível subliminar e atinge precisa e certeiramente os acólitos que ela quer trazer às suas fileiras. Que tipo de homem, pleno de suas saúdes física e mental, se comprometeria, para todo o sempre, em jamais se deitar com uma mulher, que tipo de homem seria capaz de jurar a deus jamais se refestelar num bucetão? Simples : aquele que não gosta de mulher. A viadada.
Segundo. A Igreja Católica foi fundada sobre os ensinamentos de Cristo. Cristo. Um típico e claro homossexual enrustido, ou, no mínimo, sublimado. Cristo, ao que me parece, tinha sérios problemas e reservas em relação ao pai, o corno José. A única participação de José na vida de Cristo foi quando ele arrumou o jumento sobre cujo lombo fugiram, José, Maria e Cristo, da espada de Herodes. Qaundo fez 12 anos de idade, idade em que começaria a aprender o ofício com o pai, idade em que o pai começaria a lhe ensinar as coisas de macho, o que fez Cristo? Sumiu no mundo. Só voltou aos 30. Cristo renegou a figura masculina do pai, José, e a substituiu pela figura invisível e inexistente do Pai. Por outro lado, a mãe, Maria, é sua referência de humanidade, sempre adorada e enaltecida. 
Querem clichê mais clichê? A bichinha que briga com o pai e se aferra à barra da saia da mãe? Não bastasse, a Igreja Católica faz questão de sempre afirmar e reafirmar que Cristo nunca teve um intercurso carnal com uma mulher. Ora porra, posto que seja verdade, o que poderia ter feito com que um cara jovem, bem-apessoado, cheio das lábias e dos 171, na plenitude de seus poderes divinos, nunca tivesse comido uma mulher? Simples : o filho de deus não era chegado; as mulheres nunca lhe interessaram, nunca lhe apeteceram, nunca o deixaram de pau duro. Cristo vivia rodeado e adorado por homens, e muito gostava de, por eles, ser acompanhado e bajulado. Teve lá a tal Maria Madalena, é verdade. Que, na minha opinião, era meio que a empregado da comitiva Cristo e seus 12 Jesusetes. Ela era levada a reboque para fazer a comida e lavar as túnicas fedorentas do bando. Cristo nunca a teve como mulher, sim como uma segunda mãe. Boiola. Boiola no osso.
O padre Capozzi, segundo o site New York Daily News, responderá apenas às acusações pelo uso de entorpecentes, uma vez que, no Vaticano, o sexo gay é legalizado.
E com essa postagem, eu devo ter ganho uns 300 anos a mais queimando na caldeira do capeta. Ou 300 a menos. Vá saber...
Pe. Luigi Capozzi 
Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, entidade responsável por analisar os membros do clero denunciados por abuso sexual.  Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-07-06/sexo-drogas-vaticano.html

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula, Quantos Anos de Xilindró Você Pegou?

Nove, companheiro. Nove!

Finalmente, Lula, O Seboso de Caetés, Se Fudeu !!!

Chegou ao fim a luta peso-pesado Moro x Lula !!! O vencedor : o brasileiro honesto, o trabalhador. O nocauteado : Lula, o PT, as centrais sindicais, os movimentos sociais, os diretórios acadêmicos das universidades de Humanas, os atorezinhos e os cantorezinhos de merda sustentados pela Lei Rouanet, ou seja, os vagabundos e os encostados de nosso Brasil dantes mais varonil.
O Eliot Ness brasileiro ferrou de jeito o Al Capone da caatinga!!!
Nove anos e seis meses de xilindró!!! E achei pouco!!!
O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença, anunciada nesta quarta-feira, é a decisão derradeira de Moro no processo em que o petista foi acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de receber propina da OAS, uma das empreiteiras com contratos bilionários na Petrobras. Lula recebeu R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas pagas pela OAS. A maior parcela, R$ 1,1 milhão, corresponde ao valor estimado do tríplex, cujas obras foram concluídas pela empreiteira. Os procuradores sustentaram ainda que companhia gastou R$ 926 mil para reformar o apartamento e outros R$ 350 mil para instalar móveis planejados na unidade, sempre seguindo projeto aprovado pela família Lula.
É sempre bom lembrar que Lula ainda é réu em mais quatro processos.
É a primeira vez, desde a Constituição de 1988, que um ex-presidente é condenado criminalmente. Se bem que eu considero que essa primeira vez ainda não tenha chegado, pois, para isso, teríamos que considerar que Lula foi um presidente da república. Nunca foi. Sempre foi o que agora ficou claro, evidente e estabelecido : um bandido, um quadrilheiro.
Porém, como a lei brasileira é muito condescendente, muito boazinha para com o bandido, posto que nossa atual Constituição foi por eles pensada, elaborada e escrita, pelos bandidos (acham que o tal do Ulisses Guimarães era o quê? Um velhinho bondoso? Porra nenhuma. Bandido, tanbém), Lula poderá recorrer da decisão e ainda aguardar o recurso em liberdade.
"Por fim, registre-se que a presente condenação não traz a este julgador qualquer satisfação pessoal, pelo contrário. É de todo lamentável que um ex-Presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei. Prevalece, enfim, o ditado 'não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você (uma adaptação livre de 'be you never so high the law is above you')'", escreveu Moro ao final da sentença.
Para ele, Moro, pode não ter dado nenhum prazer, ou satisfação pessoal, a condenação de Lula, mas para mim deu. E muito. Estou eufórico e radiante pela prisão do sapo barbudo, do nove-dedos. Não que eu ache que seja isso que vá mudar o país, colocá-lo nos eixos. Não vai. Nada pode fazê-lo. Seria necessário trocar o Zé Povinho que por aqui habita. Mas que estou feliz pra caralho, estou!!! Pããããããta que o pariu se estou!!!
Se Lula chegará de fato a ser enjaulado, infelizmente é outra questão. Mas foi condenado.
Lula foi condenado, seus petistas, esquerdistas e vermelhoides de merda!!! Vosso capo, vosso Ali Babá teve a sua verdadeira face exposta ao Brasil e ao resto do mundo : a de bandido.
Se ele vai ser preso e assim permanecer, eu não sei. Sei que Moro fez a parte dele. Foi probo. Incorruptível. Não cedeu à ameaças e intimidações. Foi homem. Foi macho das antigas.
Parabéns, juiz Sérgio Moro. Vossa decisão, tenho certeza, lavou a alma de grande parcela do povo brasileiro. Lavou a jato.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Todo Castigo Pra Corno é Pouco (26)

Luiz Ayrão é sambista das antigas, portelense da mais alta estirpe. Um dos grandes poetas do samba. E corno - como todo poeta. Poeta de verdade não faz poeminha para a florzinha olorosa nem para as estrelinhas do céu. Poeta de verdade faz verso é para a buceta!
Poeta de verdade escreve com a pena do chifre embebida no tinteiro da desilusão.
Na canção Amor Dividido, Luiz Ayrão é o corno manso e conformado : "E pouco importa /Que por detrás daquela porta /Você divida o nosso amor". Pior que manso e conformado, Ayrão é o corno esperançoso. O corno que crê piamente que toda a sua compreensão para com a amada, que toda sua paciência e sua espera resignada, um dia, trarão a biscate em definitivo para o seu lado : "Pois eu sei que um dia não vai ter mais despedida/ Vamos ficar juntos pra toda vida/ E ninguém mais vai nos separar".
Vai esperando, corno, vai esperando...

Amor Dividido
(Luiz Ayrão)
Deixa amor
Que eu te aperte em meus braços
Que te sinta nos compassos
Da batida do meu coração

Quero amor
Me embriagar de desejos
Me afogar nos seus beijos
Num vendaval de paixão

Esqueça amor
Aquele mundo lá de fora
O importante agora
É nos amarmos com muito ardor
E pouco importa
Que por detrás daquela porta
Você divida o nosso amor

Pois eu sei que um dia não vai ter mais despedida
Vamos ficar juntos pra toda vida
E ninguém mais vai nos separar

Meu amor

em tempo : Como sempre, para ouvir Amor Dividido é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Nem Coxinhas Nem Mortadelas : Somos Todos Pamonhas

Férias. Apenas eu, ainda. Minha esposa e filho saem para a lida deles, ela o deixa na escola a caminho do trabalho. Sete. Sete e dez da manhã. Desço com eles até a garagem do prédio, despeço-me, recomendo os habituais cuidados a cada um.
Saio em caminhada. Meu particular e nada místico caminho de Compostela. Perdi 8 kg de fevereiro até agora. Não deixarei que umas férias inúteis e improdutivas - assim como também o é meu trabalho - os traga em retorno.
Na rua, um inverno tropical me recebe com hospitalidade e simpatia, como se eu fosse o visitante em sua casa e não ele um hóspede raro nessa terra de ares do inferno. 12º C, informou-me o televisivo matutino, minutos antes de eu sair. Um ventinho brincalhão - desses de levantar as saias (isso quando as mulheres ainda as usavam) e de eriçar os pelos e de arrepiar a pele ao sussurrar impropriedades aos nossos ouvidos e cafungar em nossas nucas - faz com que a tal e nunca bem explicada sensação térmica chegue, talvez, aos 10º C, não menos. Nem chega a ser frio. Apenas uma delicada forma de calor.
Não  obstante, de tênis, bermuda e camiseta, cruzo com pessoas indo ao trabalho, ou à feira, ou ao mercado, ou à toa feito eu, trajadas como se a um exílio político na Sibéria estivessem a se encaminhar.
Percorro três voltas inteiras em torno de uma avenida situada a seis quarteirões de casa. O circuito completo pela avenida - baseando-me na numeração das casas, prédios e lojas - conta com cerca de três quilômetros. Três voltas; nove quilômetros, portanto. Mais os seis quarteirões para chegar à avenida e os outros seis para voltar para casa e ultrapasso a marca dos dez quilômetros.
(depois, à hora do almoço, mais quatro quilômetros até a escola do filho e mais quatro para voltar; mais à tarde, posto que hoje é quinta-feira, mais um quilômetro e meio até a escola de natação e outro quilômetro e meio de volta, e definitivamente, ao reduto do meu lar. Tudo contabilizado, por baixo, uns vinte quilômetros. Os latões de cerveja, assistindo à sexta temporada do House M.D., descerão leves e sem culpa, absolvidos por álibi irrefutável).
Na avenida, à minha esquerda, a leste no horizonte, um morno e remelento sol de pijamas e pantufas me atinge com seus raios ainda a se espreguiçarem, um afago tépido de amante recém-acordada e com os dentes ainda por escovar.
Passo, então, pela tradicional Panificadora Elite, que, com o tempo, tornou-se também em posto de combustíveis e loja de conveniência, e cujo dono, há tempos, estende e exibe, na fachada do estabelecimento, faixas de oposição ferrenha e sanguinolenta ao governo e à política petista.
Muitas das faixas são autênticas charges - o Lula vestido de presidiário, o Lula com uma tira de papel higiênico sujo cruzada ao peito à guisa de faixa presidencial -, outras são palavras de ordem e de revolta - Fora, Dilma!, Lula na Cadeia, Já!
Nessa panificadora, o Lula não tem vez nem compra fiado. Pudera. Basta atentar para o nome, Elite. Mas o fato é que essa Elite - muito antiga no bairro - já deu e dá muito mais empregos do que o PT foi capaz de, ou quis, ou pretendeu.
Hoje, uma nova faixa. Com o costumeiro tom de bravata, porém, com um fundo de rendição, de toalha jogada ao centro do ringue. O cara se mostra ainda indignado e puto da vida, mas, frente aos recentes eventos e revelações da política nacional, estende suas críticas às demais legendas partidárias e anuncia sua capitulação.
Como não tenho celular nem máquina digital nem porra nenhuma dessas parafernálias idiotizantes, com as quais eu poderia ter fotografado a faixa, registrei-a com minha câmera visual-encefálica-sináptica e a reproduzi no Photo Filtre, respeitando, inclusive, o tipo da fonte, as cores e a disposição das frases.
Sem querer, creio que o dono da panificadora, talvez, tenha achado o novo e tão necessário caminho para a política brasileira. O início pela busca de uma renovada e unificada identidade nacional. Talvez a pamonha seja capaz de reconciliar o que a dicotomia Coxinhas x Mortadelas cisalhou.
Dicotomia que é uma versão bem humorada e eufemística da canalha, mal-intencionada e maniqueísta divisão da sociedade brasileira efetuada pelo calhorda do Sapo Barbudo, do Nove-dedos do PT : Elite branca x Povo. Lula, sempre movido a ganância, desonestidade e torpes motivos, reduziu o Brasil a duas classes sociais, a elite branca e o povo - até a Índia tem mais castas, mais opções. Sendo que, por elite branca, Lula considera e taxa qualquer pessoa - branco ou negro, homem ou mulher, viado ou macho - que não depende das esmolas petistas; qualquer pessoa que trabalha, que estuda para se capacitar, que paga suas contas e impostos, que consegue levar vida minimamente digna sem ter que pedir a benção do tio Lula e receber suas infinitas bolsas assistenciais. Para o Lula e o PT, elite branca é todo e qualquer cidadão que, por méritos próprios, não está preso ao cabresto comunista, que conseguiu romper o cercado do curral eleitoral do PT, com muito mais reses que o da Friboi e o da JBS, juntos. E povo, segundo o PT, é o coitadinho, é vítima da elite branca. O caralho. O "povo" de Lula e do PT é o vagabundo. É o cara que vive às custas do alheio
De onde fica fácil ver que a divertida briga Coxinhas x Mortadelas, lembrando até aquelas caricatas lutas livres antigas (Ted Boy Marino, Fantomas, Aquiles), não tem nada de engraçada. No fim, a rivalidade Coxinhas x Mortadelas, Elite branca x Povo, esconde a verdadeira briga de foice do país : Trabalhador x Vagabundo; o primeiro sendo posto na condição de vilão da história. Gravíssima, essa subversão de valores impetrada pelo PT. Quem sabe a pamonha não venha a começar a construção de uma sociedade em que cada qual receba e tenha direito apenas ao que faz jus, ao que faz por onde? Nem mais nem menos.
Além disso, a pamonha evitaria novas e futuras dissidências gastronômicas em nossa política e em nosso povo. Sim, dissidências gastronômicas, não políticas ou ideológicas. Somos um país primitivo, de primitivos, de motivações e necessidades primitivas. Tudo nos passa pelo estômago, não pelo cérebro. Não temos ideologias, a base de toda cultura civilizada e ordeira. Temos fome, a base de toda a corrupção.
No passado, tivemos a política do café com leite, agora, a da coxinha e a da mortadela. Qual será a próxima? Virado à paulista x Tutu à mineira? Pão de Queijo x Acarajé? Churrasco Fogo de Chão x Buchada de bode?
Com a pamonha, não haveria esse risco. É quitute bem aceito e apreciado em todo o território tupiniquim, pela elite branca e pelo povo.
Portanto, urge, já para 2018, o lançamento de um candidato nem coxinha nem mortadela, pamonha. O Dória, creio, poderia ser uma opção desse novo político.
Se bem que, mal a candidatura pamonha seja lançada, ela já correrá sério risco de ser imediatamente impugnada. Por crime eleitoral de propaganda política antecipada. Por se adiantar e infringir as datas e os prazos legais estipulados pelo TSE para a divulgação dos candidatos, suas propostas e plataformas.
Uma propaganda sutil, ainda que barulhenta; subliminar, ainda que explícita. Feita na maior cara de pau por carros de som nas vias públicas das pequenas, médias e grandes cidades do país : “Olha aí, olha aí freguesia. São as deliciosas pamonhas de Piracicaba . Pamonhas fresquinhas, pamonhas caseiras. É o puro creme do milho verde. Pamonha, pamonha, pamonha."
Essa merda me acorda todos os sábados, às sete da manhã. Aos domingos, as Testemunhas de Jeová.
Pãããããta que o pariu!!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Barsa-Múndi

Eu gostava muito mais do mundo
Quando ele cabia na Enciclopédia Barsa.
Bem cartografado
E delimitado
De A a Z.

domingo, 2 de julho de 2017

A Velha Parteira

A ideias continuam a me vir,
A me incomodar,
Vibrações de origem indeterminada na parede do prédio
Que me acordam de madrugada
(a bomba da caixa d´água, o ar-condicionado do vizinho, um abalo sísmico?),
Moscas da sopa do Raul,
Daquelas que não adianta nem se dedetizar,
Pois se matamos uma,
Outras vêm em seu lugar.
As ideias continuam a estuporar
A vir a furo,
Furúnculos sebosos,
Cogumelos no esterco,
Miomas,
Embriões bastardos,
Parasitas sanguessugas
Na chocadeira do meu cérebro :
Prenhe de ideias chocas, o meu cérebro.
Mas se a cabeça é o útero das ideias,
A mão é que é a parteira
(as ideias precisam de cesariana, fórceps e de muita benzeção com arruda para saírem ao branco do papel).
E a minha, há tempos, se mostra enfastiada
(de calos cansados e articulações tortas e nodosas)
Em bater na bunda
E fazer chorar ao mundo novas ideias,
Desinteressada em curar novos umbigos.
A velha parteira perdeu o gosto e a fé.
A "madama" só quer se sentar à sua varanda e ao sol,
Pitar seu cigarrinho de palha
E tomar sua pinguinha de alambique.
(ideias - mais ideias -, para quê? As natimortemos.)