sábado, 18 de maio de 2019
quinta-feira, 16 de maio de 2019
Greve de Buceta Pelo Direito de Continuar Matando Inocentes
A atriz estadunidense Alyssa Milano (atriz? sério? quem já ouviu falar dessa fulana?), há uns três ou quatro dias, convocou a feministada a fazer greve de buceta!
Em tempos de "lacração" ideológica - sobretudo por parte das frentes esquerdistas, das quais o feminismo é um dos tentáculos mais rançosos e pegajosos -, a famosíssima atriz convocou a mulherada a lacrar a xavasca.
Greve de buceta em protesto contra o aumento das restrições e do rigor na lei que regulamenta a prática do aborto indiscriminado no estado da Geórgia.
A mudança na lei estabelece um novo limite de tempo para a interrupção da gravidez, para o extermínio covarde do feto : a detecção dos primeiros batimentos cardíacos. A partir do momento em que as batidas do coração do desavisado e jurado de morte feto puderem ser ouvidas, o seu aborto se torna ilegal, criminoso. O que ocorre, em média, por volta da sexta semana de gestação. Da sexta semana de VIDA do novo ser.
A tal da atriz se queixa da rigidez deste limite. A infanticida "argumenta" que a maioria das mulheres demora mais de seis semanas para saber que está grávida. Oh, tadinhas... tão distraídas, as biscates.
A lei não tem nada de rígida. É frouxa, é permissiva, isto sim.
Qualquer lei neste sentido, que permita matar de forma premeditada e indiscriminada um feto que não está colocando a vida da gestante em risco (caso em que poderia ser justificado como legítima defesa) e/ou que não tenha sido concebido sob violência ou coação, por obra de um estupro, é uma lei permissiva. Licenciosa. Canalha.
Estabelecer limites, mais ou menos rígidos, para a matança ainda é permitir a matança.
A tal atriz, rezando a cartilha feminazista feito o autômato que é - que são estes ativistas, sejam lá de que causas forem -, se saiu, óbvio, com a nojenta ladainha de que a mulher deve ter plenos direitos sobre o seu corpo, de que pode dispor dele como bem entender.
Até concordo. Sobre o próprio corpo, sim. E sobre o de mais ninguém.
Porém, uma criança, um feto, não é o corpo da mulher, é o corpo de um outro ser, temporariamente abrigado no dela. Quer dispor sobre a vida de alguém? Disponha sobre a própria. Se alguma abortista resolver se matar, é só falar comigo, tenho dicas maravilhosas para um suicídio (quase) indolor.
Matar um feto é decidir sobre a vida e a morte de um outro corpo, que não o da mulher.
Greve de buceta para manter o direito de matar inocentes? Deveriam ter feito greve de sexo, deveriam é ter fechado as pernas, quando deram de qualquer jeito, para qualquer um, e engravidaram "sem querer". Tivessem, na dúvida de uma possível gravidez indesejada, fechado as pernas, trancado a periquita. Não teriam engravidado, não seria "necessário" o aborto.
A tal da atriz, ferrenha discípula de Herodes, ainda "argumentou" em seu twitter : "Até que as mulheres possam ter controle total sobre os próprios corpos, não podemos arriscar uma gravidez. Junte-se a mim em não fazer sexo até que recuperemos a autonomia sobre nossos corpos".
Arriscar uma gravidez? Será que a fulaninha nunca ouviu falar de métodos contraceptivos? Será que nunca lhe passou pela cabeça mandar o macho que lhe come encapar a rola?
Eu só fui saber o que era meter sem camisinha quando estava com meus 40 anos. Antes disso, com todas as namoradas e mulheres com quem me relacionei, nunca dispensei a sim incômoda e sim mais ainda necessária capa de látex. Cheguei a ter uma namorada que tomava a pílula e mesmo assim nunca abri mão do preservativo. Pílula mais camisinha. Nem o Espírito Santo consegue emprenhar uma mulher nestas condições.
Na hora do bem-bom, na hora de "virar os zoinho", poucos se precavem ou pensam nas possíveis e prováveis consequências. Querem é meter. Querem é gozar. Depois, simplesmente, querem extirpar - feito furúnculo, feito tumor - a criança e se livrarem das responsabilidades de suas irresponsabilidades? Jogar privada abaixo e dar descarga na consequência de suas inconsequências?
Ora, vão tomar no cu! Aliás, se tivessem tomado no cu, não teriam engravidado. O cu é mais seguro dos métodos contraceptivos.
Fica a dica do Azarão para as abortistas : na dúvida sobre o risco de engravidarem, deem o cu. É uma solução natural. Sem contraindicações. E que pode até ajudar nos problemas de constipação e prisão de ventre, males tão comuns ao universo feminino. O cu, feministada, é o futuro do controle de natalidade.
Adotem minha sugestão. Não abortem esta ideia.
E que merda de limite é este adotado para a realização do assassinato? Somente a partir da primeira batida do coração é que o feto está vivo? Pois vos digo que a vida - seja lá o que ela for - se instala a partir do momento da fecundação. Quando óvulo e espermatozoide se unem, formando a primeira célula do novo ser, a vida ali já se encontra. Aquela primeira e, inicialmente, única célula, o zigoto, já consome oxigênio, já processa energia, já tem metabolismo, e, em poucas horas, começará a se multiplicar, virará duas, quatro, oito, dezesseis e assim por diante. Se isso não for algo vivo, deem-me agora a nova definição para o que o é.
Repito : aborto, sem que haja risco à vida da gestante, ou sem que a criança seja fruto de uma grande violência contra a mulher, é assassinato. Se esta modalidade de assassinato é, ou não, tipificada como crime, é uma outra história, uma outra questão. E diz muito a respeito dos valores em que se alicerça, ou em que chafurda, esta ou aqueloutra sociedade.
Repito : aborto, sem que haja risco à vida da gestante, ou sem que a criança seja fruto de uma grande violência contra a mulher, é assassinato. Se esta modalidade de assassinato é, ou não, tipificada como crime, é uma outra história, uma outra questão. E diz muito a respeito dos valores em que se alicerça, ou em que chafurda, esta ou aqueloutra sociedade.
Abaixo, a tal Alysson Milano. Bonita, gostosa e tal. Do tipo que, como dizia meu velho amigo Porpeta, "dá pra comer beijando". Apenas mais uma infanticida. Que se esconde por detrás, que tem por álibi uma ideologia criminosa e perversa.
domingo, 12 de maio de 2019
Ruim Pra Caralho, Porém em Oferta
Hoje, em minha costumeira ida ao supermercado, lembrei-me de meu velho e há muito não visto amigo Samuel, o famoso Nariz. Em nossos idos tempos de boteco, o Nariz era o enjoado do bando, o gourmet, quando este termo nem havia ainda entrado em voga. Enquanto tomávamos ampolas de Antarctica, Brahma, a que estivesse mais barata, o Nariz só tomava da Original.
Uma vez, dei uma bicada no copo dele para experimentar o tal néctar e não achei nada de mais. Não achei nada, aliás. Não achei gosto, não achei cheiro, não achei nem álcool. Falei pro Nariz que aquela porra não tinha gosto de nada. É mesmo uma cerveja mais leve, justificou-se. Ora, porra, disse eu, se for pra tomar algo mais leve, tomo logo água de torneira, que é de graça.
Anos voaram, décadas galoparam e eu nunca mais pus a tal da Original na boca. Até hoje.
Havia visto que a Original ganhara, de um mês, mês e pouco para cá, uma versão em lata de 350 ml, por um preço que tenho até vergonha de publicar aqui. Hoje, no entanto, ela estava em oferta : R$ 1,99 a lata.
Não chega a ser um preço que eu considere módico, mas está dentro do praticável. Cheguei a pensar em comprar uma meia dúzia de latinhas; imediatamente, uma voz vinda de dentro de mim (ou de dentro de meu bolso, mais provavelmente), disse : compra só uma, só para guardar a latinha. Obedeci à voz, e foi a minha sorte.
Cheguei em casa, guardei as compras, fiquei só de cuecas e fui à sacada, degustar a preferida do Nariz. Talvez o tempo tivesse lhe trazido mais gosto, mais corpo, e, a mim, um pouco mais de condescendência.
Abri e tomei direto da latinha. Tomei mais um gole. Deixei-o marinando na boca, algum gosto, eu teria de ser capaz de identificar. De novo, como há 30 anos : nada. Nem gosto de malte nem de lúpulo nem de álcool. Cheirei-a. Talvez o grande diferencial da Original fosse o seu aroma, o seu bouquet, o que justificaria plenamente a preferência do Nariz por ela. Com muita boa vontade, um leve aroma de um chá de camomila, melissa, carqueja, ou sei lá, desses dados para mitigar cólicas de bebês.
Pensei : fui logrado. Botaram outra coisa na lata, ao invés de cerveja . Deitei-a ao copo. Fez uma espuma de sabão em pó. Pouquíssimos gradientes de bege e palha separavam a sua cor da cor da água. Gosto, aroma e aparência de nada com coisa nenhuma.
Bebi-a até o fim. Havia pago por ela. Boa e barata? Porra nenhuma! Ruim pra caralho, porém, em oferta.
Valeu só pela latinha, pela embalagem, que guardarei junto a outras que tenho. O rótulo tem daqueles desenhos clássicos, antigos. Gosto deles. Linhas e cores - paradoxalmente - sóbrias.
Poderão me perguntar uns degustadores : um visual vintage, Azarão? Vintage é a puta que vos pariu!!! Que vintage é biba velha! É o Clóvis Bornay!
Vendo meu exaspero, e querendo prolongá-lo à guisa de diversão (deles), talvez ainda insistam, como vi escrito em alguns sites em que pesquisei sobre a Original em lata : um design retrô, Azarão? Retrô é o cacete. O cara que fala que o visual é retrô só pode tá dando é retrô no quibe!
Em suma : a latinha é legal, a cerveja é uma merda! Só não perde para a Skol. Até a Krill é melhor!
Eis a superestimada Original. Num copo Nadir Figueiredo, este, sim, um clássico que justifica sua fama.
sábado, 11 de maio de 2019
O Imbecil Juvenil, por Olavo de Carvalho
O texto a seguir, escrito por Olavo de Carvalho para o jornal A Folha da Tarde, pode ser considerado antigo, uma vez que datado de 1998, ainda mais em tempos de velocidades estonteantes, internéticas - ninguém sabe para onde está indo, mas, parece-me que é o que lhes importa, estão indo a grande velocidade. Não obstante, o texto é, cada vez mais, de uma cruel e irreversível contemporaneidade.
Só discordarão do que eu falo - e mais, do que Olavo de Carvalho escreve - aqueles que tiveram a sorte de ter que conviver com a juventude apenas durante a duração de sua própria, apenas aqueles que foram jovens, sobreviveram a isto, adulteceram, envelheceram, e o único cheiro de juventude que tiveram que respirar depois disso foi o dos próprios filhos.
Com vocês, Olavo de Carvalho, o guru de Bolsonaro, mas não o julguem por isso; afinal, ninguém escolhe ou controla os admiradores que tem.
Os grifos em vermelho são por minha conta.
Os grifos em vermelho são por minha conta.
O imbecil juvenil
"Já acreditei em muitas mentiras, mas há uma à qual sempre fui imune: aquela que celebra a juventude como uma época de rebeldia, de independência, de amor à liberdade. Não dei crédito a essa patacoada nem mesmo quando, jovem eu próprio, ela me lisonjeava. Bem ao contrário, desde cedo me impressionaram muito fundo, na conduta de meus companheiros de geração, o espírito de rebanho, o temor do isolamento, a subserviência à voz corrente, a ânsia de sentirem-se iguais e aceitos pela maioria cínica e autoritária, a disposição de tudo ceder, de tudo prostituir em troca de uma vaguinha de neófito no grupo dos sujeitos bacanas. O jovem , é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total. A luta contra os pais é um teatrinho, um jogo de cartas marcadas no qual um dos contendores luta para vencer e o outro para ajudá-lo a vencer.
Muito diferente é a situação do jovem ante os da sua geração, que não têm para com ele as complacências do paternalismo. Longe de protegê-lo, essa massa barulhenta e cínica recebe o novato com desprezo e hostilidade que lhe mostram , desde logo, a necessidade de obedecer para não sucumbir. É dos companheiros de geração que ele obtém a primeira experiência de um confronto com o poder, sem a mediação daquela diferença de idade que dá direito a descontos e atenuações. É o reino dos mais fortes, dos mais descarados, que se afirma com toda a sua crueza sobre a fragilidade do recém-chegado, impondo-lhe provações e exigências antes de aceitá-lo com o membro da horda. A quantos ritos, a quantos protocolos, a quantas humilhações não se submete o postulante, para escapar à perspectiva aterrorizante da rejeição, do isolamento? Para não ser devolvido, impotente e humilhado, aos braços da mãe, ele tem de ser aprovado num exame que lhe exige menos coragem do que flexibilidade, capacidade de amoldar-se aos caprichos da maioria — a supressão, em suma, da personalidade. É verdade que ele se submete a isso com prazer, com ânsia de apaixonado que tudo fará em troca de um sorriso condescendente. A massa de companheiros de geração representa, afinal, o mundo, o mundo grande no qual o adolescente, emergindo do pequeno mundo doméstico, pede ingresso. E o ingresso custa caro. O candidato deve, desde logo, aprender todo um vocabulário de palavras, de gestos, de olhares, todo um código de senhas e símbolos: a mínima falha expõe ao ridículo, e a regra do jogo é em geral implícita, devendo ser adivinhada antes de conhecida, macaqueada antes de adivinhada. O modo de aprendizado é sempre a imitação — literal, servil e sem questionamentos. O ingresso no mundo juvenil dispara a toda velocidade o motor de todos os desvarios humanos: o desejo mimético de que fala René Girard, onde o objeto não atrai por suas qualidades intrínsecas, mas por ser simultaneamente desejado por um outro, que Girard denomina o mediador.
Não é de espantar que o rito de ingresso no grupo, custando tão alto investimento psicológico, termine por levar o jovem à completa exasperação, impedindo-o, simultaneamente, de despejar seu ressentimento de volta sobre o grupo mesmo, objeto de amor que se sonega e por isto tem o dom de transfigurar cada impulso de rancor em novo investimento amoroso. Para onde, então, se voltará o rancor, senão para a direção menos perigosa? A família surge com o o bode expiatório providencial de todos os fracassos do jovem no seu rito de passagem . Se ele não logra ser aceito no grupo, a última coisa que lhe há de ocorrer será atribuir a culpa de sua situação à fatuidade e ao cinismo dos que o rejeitam . Numa cruel inversão, a culpa de suas humilhações não será atribuída àqueles que se recusam a aceitá-lo com o homem , mas àqueles que o aceitam com o criança. A família, que tudo lhe deu, pagará pelas maldades da horda que tudo lhe exige.
Eis a que se resume a famosa rebeldia do adolescente: amor ao mais forte que o despreza, desprezo pelo mais fraco que o ama.
Todas as mutações se dão na penumbra, na zona indistinta entre o ser e o não- ser: o jovem , em trânsito entre o que já não é e o que não é ainda, é, por fatalidade, inconsciente de si, de sua situação, das autorias e das culpas de quanto se passa dentro e em torno dele. Seus julgamentos são quase sempre a inversão completa da realidade. Eis o motivo pelo qual a juventude, desde que a covardia dos adultos lhe deu autoridade para mandar e desmandar, esteve sempre na vanguarda de todos os erros e perversidades do século: nazismo, fascismo, comunismo, seitas pseudorreligiosas, consumo de drogas. São sempre os jovens que estão um passo à frente na direção do pior.
Um mundo que confia seu futuro ao discernimento dos jovens é um mundo velho e cansado, que já não tem futuro algum."
sexta-feira, 10 de maio de 2019
Amores Longa Vida Também Expiram Seus Prazos de Validade (Ou : uma Balada Tetra Pak)
Você embalava
Meus sonhos
Minha insônia.
Meteu-me
Depois
Uma bala ao peito.
Fiquei embalagem vazia.
Sangrando molho de tomate
Água de coco
Suco de laranja.
Tudo sem vodka.
Meus sonhos
Minha insônia.
Meteu-me
Depois
Uma bala ao peito.
Fiquei embalagem vazia.
Sangrando molho de tomate
Água de coco
Suco de laranja.
Tudo sem vodka.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Todo Castigo Pra Broxa é Pouco
No bucólico e campestre ambiente da reserva ecológica Monkey World Affenwelt, em Sondershausen (Alemanha), um assassinato brutal, com requintes de crueldade e levado a cabo por motivos torpes estarreceu a todos os seus funcionários e frequentadores.
Um assassinato, não. Um macaquicídio! Um justiçamento coletivo promovido por um bando de macacos contra um outro símio, o outrora líder do bando, o macaco Cornelius, de 18 anos de idade, que, com esse nome, nasceu mesmo destinado ao infausto.
Cornelius, há tempos, ficara com a pele enrugada, perdera quase todos os dentes e - sua perdição final - ficara broxa. Incapaz de ter uma paudurescência e satisfazer o calor na bacurinha de suas nove fêmeas.
Foi dado o alerta entre a macacada. Os tambores da floresta anunciaram aos quatro ventos : tem bucetinha sobrando na área.
A notícia da paumolescência de Cornelius foi o que bastou para torná-lo em alvo dos machos mais jovens, mais viris, que, privados durante muito tempo das bucetinhas do bando pela hegemonia de Cornelius, tinham que bater três, quatro, cinco bronhas por dia.
A notícia da paumolescência de Cornelius foi o que bastou para torná-lo em alvo dos machos mais jovens, mais viris, que, privados durante muito tempo das bucetinhas do bando pela hegemonia de Cornelius, tinham que bater três, quatro, cinco bronhas por dia.
Chegara a hora da desforra. A hora da onça beber água. A hora do macaco jovem perder o cabaço.
Os macacos de pau duro se reuniram e mataram Cornelius a dentadas, pauladas e pedradas.
O pau do rei está morto! Vida longa ao pau do novo rei! Gritava a macacada em uníssono!
"Quando um macho não pode mais produzir filhotes ele se torna inútil para o grupo. Até perder o vigor físico, Cornelius era dominante no terreno de 1,5 hectare no zoo. Uma vez impotente, ele era apenas tolerado, já não tinha mais respeito de nenhum outro. Sem as presas, ele não pôde se defender.", declarou o diretor do parque, Silvio Dietzel, ao jornal "Mirror", justificando o ato dos assassinos e se saindo como advogado de defesa do bando.
A ONG alemã de encostados Schlaffe Banane (banana flácida, vertido para o bom português) disse que casos de macaquicídio vêm aumentando exponencialmente nos últimos tempos, numa curva de inclinação inversamente proporcional à perdida ereção de Cornelius. Também disse que seus alertas vêm sendo sistematicamente ignorados pelas autoridades ambientais e zoológicas do mundo inteiro.
"O preconceito e a violência contra o idoso, contra o indivíduo símio com deficiência de irrigação sanguínea nos corpos cavernosos penianos, têm de acabar.", disse o presidente da ONG, Weich Schmidt.
E seguiu dizendo, o presidente da ONG Schlaffe Banane :"Estes indivíduos precisam ter a sua autoestima trabalhada, precisam se sentir pertencentes ao bando em que nasceram, programas sociais de inclusão e de conscientização da população quanto à importância do idoso precisam ser implementados urgentemente, iniciativas de assistências médica e psicológica devem encabeçar as pautas da administração de todos os zoológicos, parques e reservas do mundo. E não é só de banana que vive o macaco idoso, suplementos alimentares à base de citrato de sildenafila devem ser adicionados sem tempo ao cardápio do símio avançado em anos. E o principal : o macaco da terceira idade deve ter lugar preferencial na fila do acasalamento" - concluiu, enfaticamente, Weich Schmidt.
Eis o broxa Cornelius, momentos antes de seu linchamento.
O novo dono do pedaço e das bucetinhas é o macaco Jonas, de 6 anos de idade, que, uma vez perguntado de como será o seu reinado, disse : "que seja eterno, enquanto de pau duro".
Pããããããta que o pariu!!!!
domingo, 5 de maio de 2019
Boxe é o Caralho!!! Cadê as Tetas?
Venho registrar aqui o meu protesto contra o mundo da chamada nobre arte do pugilismo, o boxe.
Registro contra a violência trocada entre seus atletas, contra o sangue e suor espirrando na tela em imagens HD? Registro contra uma modalidade que em nada preserva a integridade física de seus praticantes; antes pelo contrário, os expõem a uma série de lesões, muitas delas com sequelas físicas e mentais irreversíveis? Registro contra o esporte visto por muitos como uma apologia à brutalidade e à selvageria?
Nada disso! Porra nenhuma! Que a violência, liberá-la, extravasá-la, é inerente ao ser humano, principalmente ao macho da espécie. O boxe e outras lutas marciais são uma maneira "civilizada" de dar vazão a este instinto básico, com regras e tal. E àqueles que não as praticam, aos que são meros espectadores, ou por falta de atributos físicos para estarem no ringue, ou por covardia, elas servem como uma catarse.
Meu protesto não é contra a profusão de nariz quebrados e supercílios rasgados.
Meu protesto é contra a falta de peitos!!! De tetas!!!
Ontem - já era hoje -, assisti - mais dormi que assisti - ao combate Canelo Alvares vs. Daniel Jacobs, válido pela unificação de três cinturões da categoria peso-médio. No intervalo do primeiro para o segundo round, me preparei para ver o desfile da ring girl passando com a placa a anunciar o round seguinte, de pernas esguias e torneadas, empinando a bunda do alto de seus saltos altos e estufando os peitos dentro do sumário biquíni.
Decepção, meus caros, decepção.
Não é que a garota do ringue desfilou de corner a corner do quadrilátero trajada com um longo e recatado vestido vermelho? Exatamente as moças e os respectivos vestidos com que aparecem na foto abaixo, na hora em que os lutadores se confrontam em coletiva de imprensa.
Vestidos?!?!? Pããããããta que o pariu!!!! Vestidos usam as nossas avós, a crentes dos cus quentes e pernas cabeludas e as damas de honra!!!
Ring Girl tem é que usar biquíni! Tangas e sutiãs minúsculos! Porque se há duas coisas que macho que é macho, macho das antigas, muito aprecia - e necessita - é de quebrar a cara de seu inimigo e de tetas!!! Pããããta que o pariu!!! Como gostamos de tetas!!!
O boxe, atualmente, já não tem mais um Cassius Clay, um Éder Jofre, um Mike Tyson. Não vai mais ter, agora, também tetas???
Nunca mais assisto a esta porra!!! De agora em diante, ficarei atento às apresentações iniciais da luta, a entrada dos lutadores, as suas subidas e mise en scènes no tablado, a apresentação dos juízes, mas, principalmente, ficarei atento se as ring girls estarão de biquíni ou de vestido. Na segunda hipótese, eu desligo a merda da TV. Aceito também, só para não dizerem que sou radical, shortinhos mínimos e tops reveladores. É o meu limite!
Isso só pode ser coisa, só pode ser encheção de saco das feministas, tudo buchudas, pelancudas, tetas caídas e com buço! Só pode ser! Tenho certeza de que é!
Só espero que esta palhaçada não contamine também às lutas de MMA, último reduto de verdadeiros gladiadores, descendentes e herdeiros do Coliseu romano.
Porque gostamos, sim, de apreciar uma boa luta. Festejamos cruzados de direita no queixo. Vibramos com incontestes nocautes. Mas gostamos mesmo é de peitos!!!
Gostamos da nobre arte! Mais ainda de nobres peitos!
sexta-feira, 3 de maio de 2019
Completa com Etanol, por favor...
"Vá tomar no cu" é certamente a expressão de raiva, desprezo, desafeto, mal-querer e xingamento mais difundida da língua portuguesa, ao menos do português do Brasil.
"Vá tomar no cu" todo mundo conhece. Faz parte do nosso patrimônio cultural imaterial. Deveria figurar, se é que não, nos anais de nossos registros históricos e folclóricos mais remotos.
"Vá tomar no cu", independente de classe social, faixa etária, credo, etnia e regionalismos, todo brasileiro já mandou alguém, e/ou também já foi enviado a abjeto destino.
Embora, é verdade, de umas décadas para cá, o "vá tomar no cu" perdeu muito de seu poderio bélico-ofensivo. Há trinta ou quarenta anos, tempos de hegemonia do macho das antigas, sugerir ao sujeito que profanasse a sacrossanta basílica de suas pregas, introduzindo cu adentro seja lá o que fosse, era ofensa mortal. Famílias contraíam rixas eternas e ficavam gerações a se odiar. Era injúria a ser resolvida com sangue derramado em duelo ao pôr-do-sol.
Hoje, nem tanto. Antes pelo contrário. Em tempos de embichamento planetário, muitas vezes, dependendo de quem, mandar que um sujeito "vá tomar no cu" é o mesmo que lhe desejar boa sorte, fazer-lhe votos de eterna felicidade.
E "tomar pelo cu"? Sim, caro leitor macho do Marreta, não é tomar no cu, em+o cu; é tomar pelo, por+o cu, através do cu, via cu.
"Tomar pelo cu", confesso, nunca tinha ouvido, era novidade para mim. Até anteontem, ao ler uma reportagem cujo link me foi enviado nos comentários do blog por um anônimo.
Conta a reportagem, publicada no portal Terra, que atualmente - tristes tempos de pregas frouxas e piscantes -, entre jovens dos Estados Unidos e da Europa, está a se consolidar a moda - ou a tendência, como preferem os viadinhos mais descolados - de se embriagar pelo toba, de tomar um porre pelo cu.
Tem aumentado significativamente o número de jovens a darem entrada nos hospitais depois de terem "ingerido" grandes quantidades de uísque, vodka ou vinho através de um tubo enfiado no cu. Até em coma alcoólico, alguns. Então, é coma alCUólico!
Se cu de bêbado já é, notoriamente, propriedade devoluta, sem escritura passada, cu bêbado, então, é mesmo terra de ninguém, nem assentamento de sem-terra quer.
E não é só pelo cu que a juventude de hoje do primeiro mundo está a se embriagar. Pela buceta e pelo olho, também. Pelo olho, órgão da visão; além do já citado olho do cu, o terceiro olho. Vídeos na internet mostram jovens praticando o "vodka eyeballing", que consiste em pingar vodka no olho. Meninas encharcam absorventes tipo tampão, o famoso OB, de vodka, enfiam na xavasca, vão para as baladas e o absorvente fica lá, dando de beber a noite toda à perseguida.
Segundo os médicos, os riscos de quem ingere álcool por vias alternativas são os mesmos do método convencional, os efeitos positivos e colaterais nada diferem entre si. Porém, tomar pelo cu dificulta o controle do quanto o viadinho está bebendo.
Quando bebemos, vamos tomando de pouquinho em pouquinho, de gole em gole, parando de vez em quando, dando um tempo, comendo um tira-gosto, se percebemos que estamos a passar do ponto. Pelo cu não tem jeito. A bichona vai, enfia o tubo e já injeta logo uma garrafa de vodka inteira, não vai ficar indo ao banheiro toda hora para dar de beber aos poucos para o cu. Além disso, a absorção do álcool pelas mucosas do intestino e da vagina é muito mais rápida, ocorrendo em minutos, enquanto que pode levar horas para a bebida ser processada se tomada por via oral.
Dei uma ligeira procurada por casos ANÁLogos no Brasil e não encontrei nada. Pelo visto, a moda ainda não aportou em terras tupiniquins. Ainda bem.
Se a moda pega por aqui, a bichinha vai chegar para o frentista do posto de combustíveis, abaixar a calça, empinar o toba e pedir : "completa com etanol, por favor...".
Pãããããããta que o pariu!!!
Fonte : Terra
Pequeno Conto Noturno (76)
- Precisas mesmo ir?
- Quero - diz Rubens.
- ???
- Mudar de ares, de bares, de mares e de marés.
- Não tens medo de se perder?
- Pois é o que eu mais quero. Me perder. Melhor : me desfazer, desvanecer-me.
- ???
- Enterrar a lenda, o personagem.
- Haverá alguém a carpir por ti neste velório?
- Não haverá velório.
- Um suicídio?
- Assistido.
- Por quem?
- Por mim. Só por mim. Espero.
- E conseguirás mesmo enterrar a tua lenda, a tua glória pretérita que tanto te assombra por te veres retalhos de lençóis fantasmagóricos de ti?
- Sim, darei cianureto à lenda, que, inadvertidamente, criei, deixei que criassem de mim. Leiloarei barato o retrato de Dorian Gray que pintei de mim mesmo. Ou...
- Ou?
- Ou, desgraçadamente, ela ressurgirá no novo ambiente, em nova reencarnação.
- E aí?
- Aí, não terei mais tempo para outra tentativa; aí, será de vez o fim, o fim do projeto de homem que pretendi ser um dia.
- E o que fará, neste caso, da ressurreição do teu melhor que queres tanto matar?
- Beberei.
- E já não é o que estamos a fazer?
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Feriadão Bom e Barato
Feriadão. E no meio da semana. Pra professor, é uma maravilha. Ontem, os "estudantes" deste nosso Brasil dantes mais varonil já emendaram, fizeram um "paredão", como costumávamos dizer na minha época de apedeuta. E, se tudo der certo - se der errado, não será por falta de reza docente -, emendarão amanhã e depois.
Feriadão. Lapsei-me. Esqueci-me de que o supermercado perto aqui de casa não iria abrir suas portas. Ele quase nunca fecha. Apenas em uns três ou quatro feriados no ano. O de hoje, um deles.
O alimento para o estômago, o antepasto, não foi o problema. As provisões na geladeira - arroz, feijão, frango grelhado, salada de berinjela, macarrão com calabresa, brócolis, tomate-cereja e manjericão - são suficientes até para o fim da semana, para a sexta-feira.
Mas e o alimento para a alma, a cerveja, o sacrossanto etanol? Nem me atinei para o feriado. Não estoquei latinhas de cerveja para o apocalipse do 1º de maio, para o blecaute do dia do trabalho.
Como assistir aos telejornalísticos do meio-dia com a Andréia Sadi, aos programas de culinária (recomendo muitíssimo o Comidas de Praia com Kate Lee - não as comidas de praia, que quero que os camarões e as manjubas se fodam, mas sim a Kate Lee) e aos documentários turísticos sem uma latinha ao lado, bebericando e beliscando um tira-gosto?
Lancei-me à rua. À rua Henrique Dumont, a aorta comercial do bairro. Fui subindo-a à procura de um estabelecimento cujo gerente fosse o Al Capone e que teimasse em abrir na lei seca do 1º de maio. Subi mais de dez quarteirões e fui recompensado.
Um posto de combustíveis sem bandeira conhecida, de bandeira branca, gasolina cristã, batizada. E daí? Que se fodam os motoristas e seus apêndices fálicos, os seus carros. Entrei na loja de conveniência e dei de cara com inúmeras geladeiras com altíssima densidade demográfica de cervejas, das mais variadas marcas. Surpresa ainda maior e melhor : preços melhores que os do mercado.
Para a minha esposa, fui incumbido de comprar Subzero. Elas estavam lá. Quatorze centavos por lata a menos do que pagaria no supermercado desertor. Escrutinei as geladeiras em volta para ver qual levaria para mim e lá estava ela : a Dama de Vermelho - garçon, olhe pelo espelho, a Dama de Vermelho que vai se levantar; note que até a orquestra fica toda em festa quando ela sai para dançar...
Lá estava ela, a Dama de Vermelho, a Lokal Bier. Exposta por detrás do grosso vidro da geladeira, sob a sua luz fria. Uma prostituta nas vitrines de Amsterdã. E o melhor : sem cobrar em euros ou em florins. Em reais. Em pouquíssimos reais.
R$ 1,69, o latão de 473ml!!!!
O transtorno do mercado fechado levou-me a uma grata surpresa e à economia de uns reais. Como dizem, há males que vêm pro bem, quando deus fecha uma porta, abre uma janela e outros blás-blás-blás conformistas.
A Lokal é boa. Não é, claro, uma puro malte. Mas tem mais gosto de cerveja que a maioria das cervejas de pobre mais consumidas. Tem mais amargo de lúpulo do que, por exemplo, a Subzero, a Kaiser, a Itaipava, a Bavária e, óbvio, a superestimada Skol, cuja composição é 50% de milho e 50% de propaganda enganosa.
Boa, a Lokal. Fabricada em Teresópolis, região serrana fluminense de famosas, cristalinas e cervegênicas águas.
terça-feira, 30 de abril de 2019
Pequeno Conto Noturno (75)
Duas e meia da manhã. Rubens acaba de preparar a quinta dose de vodka-tônica. Olha para o fundo da garrafa e vê que ainda há conteúdo para uma sexta dose, mas não para uma sétima; e Rubens não gosta de números pares. Decide que será a última da noite.
Uma noite sem foda. Uma noite de foda certa e garantida; até horas atrás. Como se diz no jargão futebolístico, Rubens chutou a foda pra fora de frente pro gol.
Pega a vodka e vai se sentar à sacada do apartamento, mirar a noite e a rua.
O ser humano, pensa Rubens - e desde lá com o nosso tataravô Homo habilis - é o único animal que aprendeu a confeccionar ferramentas. Daí em diante, acredita Rubens, o homem passou a ver o mundo de outra forma. Para o homem, o mundo passou a ser uma grande caixa de ferramentas; a Terra, o setor de bricolagem da galáxia.
Passou a olhar para tudo como potenciais ferramentas, utilitários. E a desprezar tudo aquilo que não conseguia destinar a uma finalidade, a uma função.
Se uma pedra não pudesse ser lascada para se transformar numa ponta de lança, ou se não gerava faíscas ao ser colidida com outra, ele não mais se interessava por ela. Ele nunca mais olhou para uma pedra pelas belas formas, cores e relevos que ela pudesse assumir. Nunca mais se sentou à beira de um córrego para ver os seixos rolando e dando cambalhotas nas corredeiras. Nunca mais contemplou um cristal de rocha só pelo brilho e pela exata simetria, para simplesmente se deixar banhar por sua calma rutilância.
Se uma árvore não lhe fosse madeira para suas construções, ou para suas fogueiras, ela também não mais lhe interessava. Ele nunca mais se deitou à sombra de um ipê ou de uma paineira em flor a admirar a coreografia marcial das abelhas e outros polinizadores.
Com o tempo, ele próprio fez-se em ferramenta. Uma ferramenta de fazer ferramentas.
Fez ferramenta de suas interações com outras ferramentas. Todos os vínculos e relações humanas passaram a se basear na utilidade que os envolvidos têm um para o outro. Somos ferramentas de usos emocional e financeiro uns dos outros.
- Qual a minha função para você, a função da nossa relação? - perguntou-lhe Juliana, a foda tida como certa para esta noite.
Pego de calças curtas, Rubens estranhou. Nunca vira Juliana como a um serrote, a uma esferográfica, a uma buceta de borracha. Ofendeu-se, calado. Veria a ele - ela - como a uma chave de fenda, a uma cafeteira elétrica, a um vibrador? Rubens não lhe bastaria - como ela bastava a ele - apenas pelo correr dos seixos no leito do riacho? Pelo brilho polarizado e morno? Pela coreografia marcial dentro dela? Por que teria ele de ser a ela ferramenta, utilitário, definição?
Rubens não respondeu à pergunta. Não soube. Ou não quis. Juliana calçou os sapatos e foi embora, sem se despedir, bufando. Incapaz de viver sem ver função em tudo, Juliana ficou perdida. Perdeu-se na noite. Juliana, a buceta perdida na cara do gol.
Rubens dá o último gole na quinta vodka-tônica. Há ainda vodka para uma sexta dose, mas não para uma sétima, e Rubens não gosta de números pares.
Rubens se levanta e vai para a cozinha, para a geladeira. Preparar a sexta vodka-tônica.
Já é mais do que hora de se livrar de velhas e tolas superstições.
sexta-feira, 26 de abril de 2019
segunda-feira, 22 de abril de 2019
Que Fossa, Hein, Meu Chapa, Que Fossa... (47)
A canção "Resumo" não faz parte do repertório clássico do Rei Roberto Carlos; não é daquelas músicas que o público exige nos shows, sob pena de, se não tocada, pedir o dinheiro do ingresso de volta.
"Resumo" não caiu no gosto popular dos súditos do Rei; talvez pela sua natureza sombria, da má sina encerrada em si mesma, sem escapatórias, sem nenhum sinal de esperança de dias melhores.
"Resumo" não faz parte da seleção principal do Rei; duvido mesmo que ela seja, ainda que eventualmente, escalada para alguma apresentação de Roberto Carlos.
"Resumo" não faz parte da comitiva principal do Rei; não obstante, é fossa de primeira linha.
Fala-nos o Rei : "Eu sou o consumo de um sol sem calor/Enfim, sou resumo do riso e da dor/Eu colho a tristeza em forma de flor...".
Resumo(Roberto Carlos)
Qual folha que vaga sem rumo e sem vida
No espaço perdida sou eu a vagar
Qual chuva correndo nos olhos do tempo
Nos mares crescendo, sou eu a chorar
Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza, sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito
Eu sou o consumo de um sol sem calor
Enfim, sou resumo do riso e da dor
Eu colho a tristeza em forma de flor
Na paz da certeza onde canta o amor
Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza, sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito
Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito
Qual folha que vaga, sem rumo e sem vida
No espaço perdida sou eu a vagar
Qual chuva correndo nos olhos do tempo
Nos mares crescendo, sou a chorar
Qual sombra da noite de um céu nevoento
Que canta tristeza, sou eu a cantar
Qual mente que vai aos pés do infinito
Gritando, gritando, sou eu esse grito.
Para ouvir a música, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.
sábado, 20 de abril de 2019
Poeira de Estrelas e de Naftalina
"Pensei na sua carpa...
Já usei uma borboleta para você...
Acho que fadas, borboletas, dragões são figuras complexas e complementares...
Fico com a pele, a minha, a sua, a minha na sua, a minha é a sua."
[É nisso o que dá
Tirar nebulosas de comas vegetativos
(cheias de mofos de hidrogênio e de pelos nas orelhas e nos buracos negros);
É nisso o que dá
Exumar velhas gavetas
Que só querem da vida
Fazer tricô e crochê,
Bolinhos de chuva para os netos
E lavar as calçadas ao romper da Aurora].
"Pela marca que nos deixa
A ausência de som que emana das estrelas
Pela falta que nos faz
A nossa própria luz a nos orientar
Doido corpo que se move
É a solidão nos bares que a gente frequenta
Pela mágica do dia
Que independeria da gente pensar
Não me fale do seu medo
Eu conheço inteira sua fantasia
E é como se fosse pouca
E a tua alegria não fosse bastar
Quando eu não estiver por perto
Canta aquela música que a gente ria
É tudo que eu cantaria
E quando eu for embora, você cantará"
Já usei uma borboleta para você...
Acho que fadas, borboletas, dragões são figuras complexas e complementares...
Fico com a pele, a minha, a sua, a minha na sua, a minha é a sua."
[É nisso o que dá
Tirar nebulosas de comas vegetativos
(cheias de mofos de hidrogênio e de pelos nas orelhas e nos buracos negros);
É nisso o que dá
Exumar velhas gavetas
Que só querem da vida
Fazer tricô e crochê,
Bolinhos de chuva para os netos
E lavar as calçadas ao romper da Aurora].
"Pela marca que nos deixa
A ausência de som que emana das estrelas
Pela falta que nos faz
A nossa própria luz a nos orientar
Doido corpo que se move
É a solidão nos bares que a gente frequenta
Pela mágica do dia
Que independeria da gente pensar
Não me fale do seu medo
Eu conheço inteira sua fantasia
E é como se fosse pouca
E a tua alegria não fosse bastar
Quando eu não estiver por perto
Canta aquela música que a gente ria
É tudo que eu cantaria
E quando eu for embora, você cantará"
sexta-feira, 19 de abril de 2019
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Saudades, Meu Bem, Saudades.
Saudades, meu bem,
Saudades.
Saudades de quando nem sabíamos que nos amávamos,
E já.
Saudades, meu bem,
Saudades.
Saudades de quando, impedidos de nos amarmos,
Achávamos que sempre nos amaríamos.
Saudades, meu bem,
Saudades.
Saudades de quando resolvemos poupar nosso amor em nitrogênio líquido,
Esperma e óvulo hibernando na geladeira de um laboratório,
Crentes que, em tempos menos estéreis,
Nos fecundaríamos.
Saudades, meu bem,
Saudades.
Saudades de quando o Universo
Tinha sido recém-descabaçado pelo Big Bang.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Da. Francisca Trocou Deus por Uma Bicicleta Grená
Em meu habitual caminho às seis da matina a pé para o trabalho, cruzo com algumas pessoas também a caminho dos seus; uma meia dúzia de gatos pingados, de galos madrugadores, neste caso.
Algumas delas, vejo muito esporadicamente, ou mesmo uma única vez. Outras, no entanto, são figurinhas carimbadas para mim - e eu para elas -, personagens anônimos recorrentes do meu cotidiano.
Cruzamo-nos em todo santo e profano dia. Não sei para onde vão, nem elas, o meu destino. Não sei qual o ofício que lhes agrilhoa e lhes garante a subsistência - nosso inferno e céu de cada dia -, nem eles o meu.
Cruzamo-nos em todos os dias e sempre nos mesmos trechos de nossos percursos. Somos os relógios uns dos outros. Ao cruzar com um ou com outro sempre naquele lugar, me asseguro de que estou dentro do meu horário - e eles dos deles.
Há ligeiros atrasos às vezes. Atrasos de um ou dois quarteirões, para mais ou para menos.
Não lhes sei os nomes, nem eles o meu. Não sei da parte deles, mas a alguns, que já encontro há anos, acabei atribuindo nomes fictícios, apelidos.
Há um rapaz, por exemplo, de seus 30 e poucos anos, a quem eu sempre ultrapasso em frente às Lojas Americanas no centro da cidade. Ele tem o passo firme, cadenciado e o único quase tão rápido quanto o meu : é o Forrest Gump; com um outro, ainda, um japonês de seus mais de 40 anos, cruzo sempre perto de um posto de saúde, e ele carrega sempre uma mochila posta ao peito e não às costas : é o Canguru de Tóquio. E as besteiras por aí vão, por aí seguem os seus caminhos.
E há a Da. Francisca, o motivo desta postagem. Uma senhora, estimo eu, entre os seus 55 e 60 anos, morena, baixinha e atarracada, um toquinho de amarrar jegue. Chamei-lhe de Francisca por ser muito parecida com uma Francisca com quem trabalhei há muito e muito tempo.
Cruzo com a Da. Francisca, invariavelmente, na avenida que margeia o Ribeirão Preto, rio que corta o centro da cidade e que lhe deu o nome, outrora mais caudaloso e flanqueado por exuberantes palmeiras imperiais.
Da. Francisca anda sempre de cabeça baixa, como a olhar para o chão ou para os pés, mas, na verdade, está sempre a rezar. Da. Francisca anda sempre com um rosário de contas na mão, a balbuciar, contrita, o seu terço de orações.
Hoje, uma surpresa. Cruzei com a Da. Francisca a um quarteirão acima da avenida, ela descendo em direção ao rio. Dizer que "cruzei com a Da. Francisca" não descreve exatamente nem faz jus à realidade do fato : Da. Francisca passou voando por mim. A bordo de uma bicicleta grená.
Instintivamente, olhei para as mãos de Da. Francisca. Ambas no guidão. Deu-me vontade de gritar-lhe : "Cadê o rosário, Da. Francisca, cadê o terço, mulher de Deus?". Se não em suas cansadas e calejadas mãos, em que lugar Da. Francisca estaria a levar Deus consigo? Na garupa de sua "bike"?
Da. Francisca trocou Deus por uma bicicleta grená! Pããããããta que o pariu!!!!
Levou vantagem, a Da. Francisca, muita vantagem.
segunda-feira, 15 de abril de 2019
Notre-Dame Pegou Fogo! Que se Foda Notre-Dame!
Notre-Dame pegou fogo! Nossa-Senhora! Notre-Dame pegou fogo!
O mundo lamenta, diz um jornalista conceituado de um conceituado canal jornalístico da tv a cabo.
Eu, não. Eu não lamento.
Só mais uma construção humana de gosto duvidoso. Pior: só mais uma igreja.
Notre-Dame pegou fogo! Joana D'Arc pegou fogo, também. A Igreja Francesa botou fogo em Joana D'Arc, sapatão das antigas. Notre-Dame botou fogo em Joana D'Arc antes de pegar fogo.
Notre-Dame pegou fogo! Viva a Inquisição de Notre-Dame. Que o tempo - e a má manutenção - seja o Torquemada de todas as igrejas e deuses.
Notre-Dame sobreviveu às Cruzadas, sobreviveu à Revolução Francesa, sobreviveu à 1ª Guerra Mundial, sobreviveu a Hitler, à 2ª Grande Guerra, continua, quase aos soluços, o conceituado âncora.
Sobreviveu porra nenhuma. Notre-Dame nunca foi um ser vivo.
Notre-Dame pegou fogo! Quasímodo está sem moradia, sem emprego. Será só mais um a engrossar a marcha dos sem-teto e dos sem-Esmeralda.
Notre-Dame pegou fogo! Suas cinzas e suas memórias fedem a abades gordos e rosados feito leitões cevados, sebosos e pervertidos; não se prestarão nem a um bom sabão.
Notre-Dame pegou fogo! Mil e trezentos carvalhos centenários - ou mais - foram ceifados e suas ossadas e suas almas elementais utilizadas no arcabouço dos domos e pináculos de Notre-Dame. Árvores sábias e barbadas chacinadas para erigir uma igreja. Quem quereria maior pecado, maior blasfêmia?
Notre-Dame pegou fogo! Os corpos profanados dos 1300 carvalhos mortos tiveram, enfim, um digno funeral. Um funeral cristão. De fogo e enxofre. De fogo e chumbo.
Notre-Dame pegou fogo! Foi cremada! E as ninfas presas nos cernes dos carvalhos, açoitadas secularmente pelas penitências, pelos castigos, pelos flagelos e pelos abusos clericais, finalmente dançam livres.
Livres com suas xoxotas ardentes, de grandes lábios de asas de libélulas!
O fogo é, realmente, um dos deuses mais lindos!
sexta-feira, 12 de abril de 2019
Primeiras Excomunhões
Duas peixeiras
Cravadas
- irremovíveis -
No granito em que se tornou meu coração :
O amargo/fétido do abandono da primeira mulher com quem trepei;
O fétido/amargo da ressaca da vodka barata com nome de mulher
Sob o vômito convulso da qual passei a considerar,
Como plausível e palpável hipótese,
A existência do divino.
Duas barreiras alfandegárias
(buscando me castrar, confiscar meu passaporte da alegria? e importa?)
Duas primeiras excomunhões
(vingança de que deus? e importa? que se fodam todos eles).
em tempo : não costumo trabalhar "por encomenda", mas a esquiva e enigmática Jota, leitora das antigas do Marreta, por alguma razão, viu uma possibilidade de continuação da postagem Primeiras Comunhões, e sugeriu o título, Primeiras Excomunhões. Ele acabou saindo e aí está. Melhor se for lido lado a lado com o primeiro.
quinta-feira, 11 de abril de 2019
A Volta do Ex-Boiola
Meu grande amigo virtual, o ex-boiola, sempre aparece por aqui no Carnaval e nos mantém informados de sua folia durante os dias do reinado de Momo. Neste ano, porém, ele sumiu, não deu as caras; estava, com certeza, dando outras coisas.
E não fui apenas eu quem sentiu a ausência da alegre e esfuziante figura. Dia destes, um anônimo comentou em um postagem : "Falando em bichonas, por onde estará o ex-boiola? Será que sobreviveu ao carnaval? Suas estórias são muito boas, volta logo ex-boiola".
Pois ele voltou. O ex-boiola voltou novamente e nos dá, em primeira mão, notícias de seu folguedo carnavalesco :
"Nobre e querido mestre Azarão, Sobrevivi ao carnaval, meus amigos. A novidade foi um italiano mascarado que conheci no último dia, que me consumiu até o último suspiro. Um italiano de pau grande que me deu trabalho e até hoje ainda estou sem prumo. Afffff."
Pãããããta que o pariu!!!! O ex- boiola levou a Torre de Pisa no cu!!! Diante de relato tão minucioso e ilustrativo, nada tenho a acrescentar.
Só dizer que é sempre uma alegria lhe ter por aqui, ex-boiola.
Sempre bom saber que está vivo, com boa saúde e de pregas arrebentadas.
em tempo : de repente, você e o seu anônimo admirador fazem contato por aqui e formam o casal Arlequim e Pierrot do Carnaval 2020.
Olha só, ex-boiola, o tamanho da flauta desse Arlequim.
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Primeiras Comunhões
Duas excalibures
Cravadas
- irremovíveis -
No granito da memória :
O cheiro/gosto do sovaco suado da primeira mulher com quem trepei;
O gosto/cheiro da vodka barata com nome de mulher
Sob os vapores da qual passei a considerar,
Ainda como vaga e intangível hipótese,
A existência do divino.
Dois ritos de passagem
(para onde? e importa)?,
Duas primeiras comunhões
(com que deus? e importa? que se fodam todos eles).
Quando Eu Voltava das Festas
Somos socialmente moldados a perpetuar a célula da família - procriar é biológico, alicerçar e erigir uma família é puramente social.
Somos condicionados - por pais, parentes, professores, novelas das oito - a pensar que a solidão é uma doença, é o câncer da alma. Somos doutrinados - por poetas, romancistas, letristas de MPB e roteiristas de Hollywood - a crer que uma vida tranquila, sem responsabilidades para com outrem, sem nem um passarinho pra dar água, é uma vida vazia.
Fazem-nos confundir sossego com ausência de sentido.
Só desfazemos a confusão, só nos damos conta do engodo, quando perdemos a solidão, quando ela, amante traída, no abandona e não vem nos visitar nem mais nos domingos e feriados.
A vida do solitário não é vazia. Tampouco cheia de dor e de desespero. A vida do solitário é bonita pra caralho - como nos diz o maluco beleza Rogério Skylab na canção "Quando eu voltava das festas".
A canção, com letra que não recomendo aos paladares mais sensíveis, está no disco "A Trilogia dos Carnavais", recomendado a mim pelo Gianndre, um ex-aluno, hoje graduando, talvez já graduado psicólogo, em cujo divã, pelo andar da carruagem, não tardarei em me deitar - mas sem nenhum tipo de viadagem. Gianndre também é o menestrel do blog P-o-e-s-i-a.
Quando Eu Voltava das Festas
(Rogério Skylab)
Quando eu voltava das festas
Chegava em casa arrasado
Sofria de sinusite
E não sabia
E quando eu acordava
Eu vomitava
Depois ia pro McDonalds
E comia um McFish
Então voltava pra casa
Um pouco mais conformado
Se eu ficasse tarado
Putaria
Comia gente do hospício
Bichas e criancinhas
A vida de um solitário
É bonita pra caralho
Andava nu pela casa
Fazia o que eu queria
Rock, bumba, xaxado
Poesia
E quando vinha o dilúvio
A nuvem negra baixava
Não tinha saída
Eu dancava o puladinho
Confesso que não sofria
Naquelas noites de insônia
Fumava um baseado
E dormia
Havia um abandono
Havia um quê de alegria
A vida de um solitário
É bonita pra caralho
Aialaialaia
Laialaiala
Aialaialaia
É bonita pra caralho
Para ouvir a música, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.
em tempo : esta postagem vai pro meu irmão mais novo (já não tão novo assim), recém-casado, casadinho de novo, e que, segundo as más, porém confiáveis, línguas, já anda a sentir falta de seu "cantinho".
domingo, 7 de abril de 2019
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Tomemos Cerveja!
E quando faltar a água?
Para o lava-jato,
Para a raiz do mato,
Para a bacanal do sapo,
Para o flutuar do pato,
Para, do alevino, o parto,
Para a comportada e pudica sede do cacto?
Para o lava-jato,
Para a raiz do mato,
Para a bacanal do sapo,
Para o flutuar do pato,
Para, do alevino, o parto,
Para a comportada e pudica sede do cacto?
segunda-feira, 1 de abril de 2019
É Tudo Chupador de Pau do Lula, dispara Nana Caymmi
Não bastasse ser filha de um dos grandes gênios da MPB e ser, ela própria, uma das vozes mais afinadas e maviosas do nosso cancioneiro, a cantora Nana Caymmi mostrou que também é mulher das antigas, que não tem nada de politicamente correta.
Antes pelo contrário. Em entrevista à Folha de São Paulo, pelo lançamento de seu novo disco, Nana Caymmi detonou três dos mais queridinhos ícones da esquerda festiva deste país : Chico, Gil e Caetano.
Isto mesmo. Nana Caymmi blasfemou linda e corajosamente contra a Santíssima Trindade dos "inteligentinhos" da esquerda.
Declarou claramente o seu voto em Bolsonaro no segundo turno : "É injusto não dar a esse homem um crédito de confiança. Um homem que estava fodido, esfaqueado, correndo pra fazer um ministério, sem noção da mutreta toda… só de tirar PMDB e PT já é uma garantia de que a vida vai melhorar", disse a diva maior da família Caymmi.
Em relação às teorias conspiratórias e ao terrorismo cívico que os órfãos do Lula e da Lei Rouanet tentam instalar no país, dizendo que Bolsonaro vai dar um golpe e colocar tudo nas mãos dos militares, Nana Caymmi foi de uma exímia precisão. Insuperável : "Agora vêm dizer que os militares vão tomar conta? Isso é conversa de comunista. Gil, Caetano, Chico Buarque. Tudo chupador de pau de Lula. Então, vão pro Paraná fazer companhia a ele. Eu não me importo".
Pããããããããta que o pariu!!!! Tudo chupador de rola do sapo barbudo!!! E é verdade!
E tenho certeza de que grande parte da classe artística - sim, há também artistas decentes - tem o mesmo pensamento de Nana Caymmi, mas frente à Gestapo Ideológica instalada durante o Terror Petista, calam-se.
É necessário ser um potentado feito Nana Caymmi para dizer isto às claras, em bom e chulo português. Quero ver, agora, se algum dos chupadores do pau do Lula vão querer processá-la, quero só ver.
Do Chico e do Caetano, não sei com que propriedade Nana Caymmi diz, mas do Gil, tem conhecimento de causa, ela foi casada, na década de 1960, com o ex-Ministro da Cultura do atual presidiário Lula.
Eu, que já gostava muito da Nana Caymmi, de agora em diante, virei fã de carteirinha.
Pãããããta que o pariu se virei!!!
Fonte : O Antagonista
Se alguém quiser ouvir - como diria o Zé Bonitinho - um tostão da voz da Nana Caymmi, interpretando a belíssima Resposta ao Tempo, é clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.
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