sexta-feira, 19 de junho de 2020

Cerveja-Feira (20)

A seguir, farei uma relação do número de visualizações diretas que as postagens de cada cerveja-feira anterior a esta, da 1 à 19, tiveram. As visualizações diretas correspondem àquelas em que o sujeito viu escrito "cerveja-feira" em algum lugar, em alguma página de busca e clicou em cima para conferir;  geralmente são pessoas que não são leitoras frequentes do blog, que acabam caindo por aqui de paraquedas. 
Explico isto porque os números de leituras de cada postagem a seguir colocados podem estar
subfaturados, ou, como se diz em tempos de coronavírus, subnotificados, não estando contabilizadas neles as visualizações indiretas, geralmente feitas por leitores habituais que acessam diretamente o link do nome do blog e não de cada postagem individualmente, e, portanto, impossíveis de serem identificadas. Mas me aterei a eles como único dado confiável que tenho. A eles : Cerveja-feira (1): 55 visualizações; cerveja-feira (2) : 35 visualizações; cerveja-feira(3) : 32 visualizações; cerveja-feira (4) : 39 visualizações; cerveja-feira (5) : 24 visualizações; cerveja-feira (6) : 21 visualizações; cerveja-feira (7) : 18 visualizações; cerveja-feira (8) : 22 visualizações; cerveja-feira (9) : 07 visualizações; cerveja-feira (10) : 13 visualizações; cerveja-feira (11) : 19 visualizações; cerveja-feira (12) : 23 visualizações; cerveja-feira (13) : 17 visualizações; cerveja-feira (14) : 29 visualizações; cerveja-feira (15) : 13 visualizações; cerveja-feira (16) : 21 visualizações; cerveja-feira (17) : 23 visualizações; cerveja-feira (18) : 28 visualizações. E cerveja-feira (19) : 113 visualizações.
O que fez com que o número de visualizações da cerveja-feira (19) tenha sido cinco vezes maior que a média das outras cervejas-feiras? A qualidade do meu texto terá sido tão superior em relação aos precedentes? As informações sobre a República Tcheca atraíram a atenção de turistas interessados em conhecê-la? A curiosidade despertada pelo ranking dos países mais bebedores de cerveja do mundo?
Porra nenhuma!!! O que alavancou, o que fez subir - e bota subir nisso - o número de visitas foi a gostosa peituda com a bandeira da República Tcheca ao fundo. Foram as mamadeiras suculentas da tcheca Denise Milani as responsáveis por tornar o cerveja-feira (19) no best seller dos cervejas-feiras.
Cerveja é o caralho! Textos informativos, curiosos, irônicos e engraçados são as putas que vos pariram! Você gostam mesmo é de putaria! Eu fico aqui pensando, dando tratos à bola para trazer um novo texto a cada sexta-feira, fico pesquisando sobre artistas, politicos etc que sejam chegados numa cerveja, preocupado em cumprir com o prazo de entrega da postagem, quando tudo pode ser muito mais fácil : basta colocar uma gostosa com uma cerveja na mão.
O mesmo fenômeno se repetiu no blog Ozymandias Realista, onde republico algumas postagens do Marreta. Lá, em meio a postagens de mais de quinze colaboradores que escrevem pra caralho, a cerveja-feira (19) chegou a alcançar a 3ª posição no ranking top 10 da semana.
E qual foi a cerveja-feira vice-campeã? Com 55 visualizações, mais que o dobro da média? A cerveja-feira (1). Com a gostosa da Scarlett Johansson.
Por isso, a cerveja-feira desta semana não contemplará um artista, um escritor, um político, ou um país. A homenageada desta semana, como já devem ter percebido, é a Propaganda de Cerveja das Antigas. É o reclame de cerveja com uma gostosa de biquíni agarrando firme, pegando com gosto na ampola.
Propaganda das antigas direcionada e feita para agradar aos machos das antigas. Propagandas do tempo em que cerveja era bebida de pedreiro, de estivador, de mecânico de trator, de caminhoneiro de fenemê, e não de somelliers e de degustadores de rola. Tempos em que o cara bebia cerveja para ficar bêbado e não para apreciar o bouquet, sentir o amargor equilibrado do lúpulo, o frutado do retrogosto e analisar com que comida este ou aquele tipo de cerveja harmoniza.
Propagandas do tempo em que não existia o politicamente correto e nem, por conseguinte, um de seus tentáculos mais pegajosos e rançosos, o feminismo. Tempos em que lugar de feminista era tão-somente nos diretórios acadêmicos dos cursos de humanas das universidades públicas, uma fazendo trancinha no sovaco da outra, e não soltas pela sociedade com a missão de serem estraga-prazeres e empata-fodas.
Tempos em que a mulher gostosa gostava e tinha orgulho de ser admirada como gostosa. Aliás, a gostosa aprecia isso até hoje, ser olhada com desejo.

A gostosa só não admite mais isso, só diz que prefere ser admirada pela sua "inteligência" que é para não se tornar alvo dos ataques recalcados e virulentos das feministas. Sim, as feministas são muito mais impiedosas com as gostosas que usam e abusam de suas gostosuras do que com o macho das antigas que baba e uiva à passagem delas.
Porque igualdade para as feministas é isso : se eu não nasci gostosa, ninguém mais pode ser; ou se for, tem que vestir uma burca. Se ninguém me chama nem pra propaganda da Pitu ou da Corote, ninguém vai mostrar a bunda torneada e os peitões suculentos na propaganda da Skol.
Mas aqui no Marreta, não, violão. Aqui, as gostosas das propagandas de cerveja terão sempre asilo e porto seguro. Ficarão preservadas por toda a eternidade, protegidas e bem cuidadas como obras de arte nas galerias de um museu, o Museu do Planeta Macho.
Não sei se vocês notaram, mas quanto mais bagaceira é a marca da cerveja, mais gostosa é a gostosa do cartaz. Para gastar colocando um pouco a mais de malte e de lúpulo na brassagem da cerveja, não tem; mas para gastar com gostosas, sim. E estavam certíssimos, os donos destas cervejarias, pois como eu disse no início, você gostam mesmo é de putaria. E eu também.
Para finalizar o cerveja-feira de hoje, fiquemos com a mais que BOA, com a excelente Juliana Paes na antológica campanha da Cervejaria Antarctica.
Esta, eu tomo é no gargalo! E você, se sentiu ofendidinho(a) com a objetificação da mulher? Humm, então, deve ser do time que prefere tomar no "copinho".

quarta-feira, 17 de junho de 2020

As Esquerdalhas Alemã e Argentina Protestam Contra o Intrépido Bolsonaro

Esquerdista é canalha e hipócrita em qualquer lugar do mundo, não importa qual idioma fale nem para qual seleção de futebol torça. O duplo padrão de julgamento e o mau-caratismo são as cores da única bandeira à qual os esquerdistas prestam juramento.
Ambientalistas, ativistas, ecologistas e toda a sorte de desocupados alemães que mamam nas tetas da ONG Compact conseguiram obter mais de 300 mil assinaturas pedindo que três das maiores redes de supermercados do país deixem de comprar produtos brasileiros. Não só pela destruição da floresta, mas pela gestão Bolsonaro.
Na Argentina, hermanos rojos também saíram às ruas com cartazes contra Bolsonaro, a dizer que a culpa do desmatamento e da devastação ambiental do planeta não é das mudanças climáticas globais nem das ações e atividades conjuntas de toda a humanidade, que, no mais das vezes, são responsáveis pelas primeiras, mas sim, única e exclusivamente, do intrépido Bolsonaro. Bolsonaro é pior que o El Niño!!!!! Pãããããta que o pariu!!!!
"Não foi o clima, é o sistema, foi Bolsonaro. Defenda a Amazônia", diz um cartaz exibido num protesto na Argentina.
Não foi o clima, foi Bolsonaro. Portanto, estes dois países, Alemanha e Argentina, uma vez que não têm Bolsonaro como seus presidentes, devem estar com todas as suas florestas indo muito bem e obrigado, certo? Devem estar todas pujantes, soberbas e viçosas, as matas germânicas e rioplatenses. Alemanha e Argentina devem ser os países mais verdes e autossustentáveis do planeta, certo?
O caralho!!!! Como eu disse, digo e sempre direi, o esquerdista, seja de que nacionalidade for, é feito o macaco que senta no próprio rabo para falar mal do rabo do outro.
Vejamos como andam as verdes matas alemãs e argentinas.
Qualquer um sabe - até mesmo um professor de história esquerdista admite - que o progresso e a hegemonia econômica conquistada pela Europa com a Revolução Industrial se deu às custas da devastação de suas matas e da emissão de incontáveis toneladas de fuligem de carvão lançadas à atmosfera. O Vale do Ruhr, na Alemanha da ONG Compact, é uma das regiões mais industrializadas e poluídas do mundo até hoje.
Na Argentina, apesar das leis de proteção ambiental, hectares e mais hectares continuam a ser desmatados para plantar soja e implementar o desenvolvimento econômico, sendo que a maior parte da produção vai para a China.
Quer dizer que, para os esquerdistas alemães e argentinos, desmatamento em suas terras é desenvolvimento; em terras de Bolsonaro é para desalojar e matar indígena, né? É a porra do duplo padrão.
Abaixo, reproduzirei trechos de reportagens que falam sobre desmatamento e devastação ambiental na Alemanha e na Argentina, e, ao fim da postagem, disponibilizarei os links para quem as queira ler na íntegra.
Da agência de noticias alemã DW (2019) :
"Grandes áreas de florestas desapareceram nos últimos anos. Árvores cortadas para abrir estradas e para uma agricultura que precisa cada vez mais de espaço. A morte das florestas assume formas dramáticas, e os danos chegam a bilhões de euros. Essa é a atual situação na Alemanha".
Vejam bem, lá, a agricultura deles "precisa" de mais espaço. Aqui, é tão-somente para tomar terra dos pobres silvícolas e fortalecer a bancada ruralista. Seguindo com a agência DW:
"Grandes áreas de florestas desapareceram nos últimos anos. Árvores cortadas para abrir estradas e para uma agricultura que precisa cada vez mais de espaço. A morte das florestas assume formas dramáticas, e os danos chegam a bilhões de euros. Essa é a atual situação na Alemanha";
"Em apenas um ano, as florestas alemãs perderam 120 mil hectares, uma área do tamanho de Berlim, segundo a organização Sociedade de Proteção da Floresta Alemã (SDW)";
Autoridades alemãs alegam que as mudanças climáticas são parte deste estrago todo :
"Devido às mudanças climáticas, as árvores alemãs também não conseguem mais resistir a vendavais. 'Elas simplesmente caem com ventos de intensidade sete ou oito, pois, com a seca, suas raízes se degeneram', acrescentou Dohle,  engenheiro florestalresponsável por uma floresta no estado de Mecklenburg-Vorpommern".
De novo, lá é o clima, aqui é o Bolsonaro.
Quando a Alemanha, para fazer graça pro mundo, suspendeu em agosto de 2019 um repasse de 55 milhões de euros destinados à preservação da Floresta Amazônica, bem o fez o intrépido Bolsonaro em mandar um recadinho a Angela Merkel : "Pega essa grana e refloreste a Alemanha, tá ok? 
Vejamos agora as viçosas matas de nossos hermanos argentinos. 
Do site Diálogo Chino:
"Segundo um estudo da organização ambientalista Greenpeace, em 2018 mais de 112.766 hectares foram desmatados em apenas quatro províncias argentinas. Destes, 40.965 estavam em zonas consideradas pela lei como vermelhas ou amarelas, ou seja: áreas de exploração proibida ou restrita."
Será que a desobediência à lei argentina foi por ordem ou influência do Bolsonaro?
Do site El País :
"No entanto, é o que acontece com as florestas nativas da Argentina há oito anos, nos quais já se perderam 750.000 hectares. A superfície é comparável à de qualquer das cidades citadas (Boston, Tóquio, Los Angeles ou Chicago) ou à quantidade de terra produtiva da zona central do país que ficou submersa em 2017, entre outras razões, por causa do desmatamento perpetrado alguns quilômetros ao norte";
"Segundo dados do Serviço Meteorológico, nos últimos sete anos choveu em Buenos Aires quase 80% de tudo o que caiu no decênio anterior e as precipitações já superaram as de 1990-1999. O fenômeno é atribuído somente às mudanças climáticas, e pouco à ação direta (e perniciosa) do homem. A mata do Chaco é o guarda-chuva do resto do país";
"Contudo, a Argentina permanece entre os dez países que mais árvores derrubaram no último quarto de século, com 7,6 milhões de hectares de florestas nativas. A mesma superfície que a de toda a República Tcheca.".
Será que o Bolsonaro anda a acumular cargos? Será que nas horas vagas faz um bico de Presidente da República também na Alemanha e na Argentina?
Tomemos agora, para finalizar, somente o Brasil. As queimadas e o desmatamento começaram no governo Bolsonaro? Nunca antes tivemos devastações ambientais? 
Não estou dizendo que o desmatamento tenha que continuar a existir de forma desenfreada, nem defendo a ação predatória sobre o meio ambiente, mas sim que ele sempre existiu antes de Bolsonaro. Os governos FHC e Lula registraram os maiores números de desmatamento da Amazônia e de outros ecosssistemas. Mas era um desmatamento de esquerda, né? Um desmatamento engajado, de cunho social. Vai ver que era isso.
Do jornal O Diário do Poder :
"Dados do INPE revelam que a Amazônia teve 125 mil quilômetros quadrados desmatados nos 8 anos do governo Lula. O recorde foi em 2004, quando o INPE registrou em apenas um ano desmatamento de 27,7 mil quilômetros quadrados, equivalente ao Estado de Alagoas".
E tudo isso, meus amigos, sem que tenham sido ouvidos protestos de ONGs ou líderes europeus.
O site BBC Brasil publicou a acusação do Greenpeace contra o messias da canalhada vermelha, que não é o Jair, sim o Lula, o Sapo Barbudo. Segundo a entidade, Lula financiava indiretamente o desmatamento da Amazônia ao ceder grandes empréstimos, via BNDES, a setores que estão entre os que mais desmatam, como os pecuriastas, o que tornava, na prática, o governo em "sócio" da devastação.
"Um relatório divulgado nesta segunda-feira pela ONG ambientalista Greenpeace acusa o governo brasileiro de financiar indiretamente a destruição da Amazônia por meio de recursos destinados à criação de gado em áreas desmatadas ilegalmente".
E tudo, de novo, sem o menor alarde por parte da mídia e das entidades esquerdistas nacionais e estrangeiras.
Bolsonaro está a fazer um bom governo no que diz respeito ao meio ambiente? Não. De fato, não me parece que esteja. Mas nenhum outro antes dele também o fez. Alguns fizeram até pior. Alguns ainda continuam a fazer pior, como na Alemanha e na Argentina. Sem falar do viado francês Macron, que também quis por aqui se intrometer. Mas são todos estes de pendores mais esquerdistas, de discursos sociais democratas, de fala mansa. Neste caso, pode. Não tem problema. Se for em nome do social e dos encostados, o mico-leão, a onça-pintada, a preguiça-de-coleira, a arara-azul etc que se fodam, né? 
Vai ver que o Lula dava tanta grana para os pecuaristas com a intenção de aumentar a produção de carne e incluir picanha no Bolsa Família e na cesta básica.
Pãããããããta que o pariu!!!
Abaixo, os links dos quais extrai os excertos : 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Chegou a Medicina do Futuro

Hoje pela manhã, eu estava a terminar minha caneca de café, sentado na sacada, fazendo minhas palavras cruzadas, contemplando o horizonte mais azul, o ar mais livre poluição e de buzinas, a rua com menos gente... enfim, a desfrutar deste período sabático da pandemia, quando minha esposa me perguntou se eu sabia o que era telemedicina, que ela marcara uma consulta com uma dermatologista e fora informada da nova modalidade de atendimento.
Perguntar pro rei da palavra cruzada nível dificil o que é telemedicina? É sopinha no mel. Respondi que, a julgar pelo prefixo tele, do grego, que significa à distância, longe de, era provável que telemedicina fosse exatamente o que a palavra define em si : medicina feita à distância, de longe. Que, certamente, pouco antes da hora marcada, ela receberá uma senha para adentrar um chat, ou uma sala de vídeoconferência, ou coisa parecida, e que lá, neste ambiente virtual, a médica se apresentará e procederá na teleconsulta e no telediagnóstico; de seu consultório, a médica, aqui de casa, a minha esposa.
Só não sei como se dará a prescrição do remédio para a compra em farmácia. Se a médica mandará, por exemplo, uma receita em PDF com sua assinatura digital para que ela seja impressa pela paciente; não sei se farmácias aceitariam uma assinatura digital; ou se nem precisaria imprimir a receita, se bastaria apresentá-la ao farmacêutico pela tela do celular. Mas como ela não me perguntou a respeito da receita, também não expus minha dúvida, minha ignorância. Que não sou de ficar exibindo minha ignorância por aí. Só mesmo se for muito pressionado e não conseguir inventar nada na hora. Vocês não têm ideia do tanto de teorias biológicas, químicas e físicas que eu já postulei sem nunca ter entrado num laboratório de pesquisa, ou ter defendido sequer uma tese.
Assim que acabei de responder à minha esposa, a ideia me veio na mesma hora, automática, feito um corisco elétrico : "Opa! Vou aproveitar e antecipar a minha consulta anual ao urologista, sempre feita em janeiro. Quero ver o filho da puta conseguir enfiar o dedo no meu toba agora!"

Pode Ser Numa Canção, Pode Ser no Coração, Eu Só Quero Ter Você Por Perto (9)

Essas Vidas da Gente
(Humberto Gessinger)
Prenda minha
São tantas e tão diferentes
Essas vidas da gente
Centenas sem igual

Prenda minha
Tantas, mas insuficientes
Essas vidas da gente
Centelhas pelo ar

Não há quem segure
A fagulha se espalha
Que seja eterno
Esse fogo de palha

Sem pressa e pra sempre
Bocas e braços
Distantes diamantes
Beijos e abraços

Joia rara
Foi bom te encontrar

Prenda minha
São tantas e tão diferentes
Essas vidas da gente
Centelhas pelo ar

Não há quem segure
A fagulha se espalha
Que seja eterno
Esse fogo de palha

Sem pressa e pra sempre
Bocas e braços
Distantes diamantes
Beijos e abraços

Joia rara
Foi bom te encontrar

Sem pressa, pra sempre
Sem pressa

Prenda minha
São tantas e tão diferentes
Essas vidas da gente
Foi bom te encontrar

Para ouvir a canção, é só clicar aqui, no meu insular MARRETÃO.

sábado, 13 de junho de 2020

Segredos de Liquidificador

"Você sonhava acordada, um jeito de não sentir dor, prendia o choro e aguava o bom do amor, prendia o choro e aguava o bom do amor..."

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Luto em Gotham City

Muito se incensa e se louva o papel e a importância do desenhista/argumentista Frank Miller na trajetória e na construção do personagem Batman. De fato, com a  excelente e lendária minissérie O Cavaleiro das Trevas, de 1986, Frank Miller definiu a imagem que temos do Batman até hoje em dia, tornou o filho dileto de Gotham em um personagem "adulto", colocou-o no rol dos homens sérios. Os Batmen de Tim Burton e Christopher Nolan jamais poderiam ter sido concebidos e realizados se não fosse a minissérie de Frank Miller. Eu próprio gosto pra caralho dos trabalhos de Frank Miller, também fui fã de carteirinha do sujeito na minha época de leitor assíduo de quadrinhos, na minha fase nerd, que nem se chamava nerd então; chamavam a gente de CDF (cu de ferro), ou de retardados, mesmo. Era uma época mais honesta.
Eu também já achei que o Batman tinha mais era que erguer um altar a Miller na sua bat-caverna e rezar e agradecer a ele todos os dias, de joelhos, em profunda contrição. Hoje, porém, do alto de meus cinquenta e poucos anos, considero que a outro se deve o rito de passagem de Batman, a transição de um personagem mais adolescente, digamos assim, para o adulto soturno e ranzinza. Na verdade, a outros, a outros dois. O argumentista Denny O´Neil e o ilustrador Neal Adams.
Denny O´Neil e Neal Adams são quadrinistas das antigas. Dos que sabem escrever e desenhar. Requisitos não obrigatórios para as gerações atuais de quadrinistas. Foram os argumentos de Denny O´Neil que, paradoxalmente, salvaram e tiraram o Batman das trevas. Das trevas da vergonha, do rídiculo e, até, de sua união homoafetiva com Robin. Foi Denny O´Neil, e não Frank Miller, quem fez Batman virar homem. Ou voltar a ser homem. E explico.
Batman fora concebido por Bob Kane como um personagem taciturno, grave, sombrio, obstinado, obcecado. Um personagem que viu os pais serem assassinados à sangue frio e passou a se vestir de morcego para combater o crime. Um sujeito deste não tem nada de leve, de engraçado, de bonzinho. Não tem nada de amigável, alegre e festivo. Tem é de louco de pedra. Tem parafusos a menos, ou, no mínimo, soltos. O Batman de Bob Kane não tinha bat-corda no seu cinto de utilidades, nem repelente de tubarão. Tinha era um revólver, uma pistola 9 mm com a qual, já em sua história de estreia, O Caso do Sindicato dos Químicos, publicada na mítica Detective Comics nº 27, mandou um balaço nas tripas e matou um dos bandidos.
Nada a ver com o Batman colorido, companheiro e gregário daquele desenho antigo da Liga da Justiça, que brinca de salvar o mundo com seus amiguinhos. Menos ainda, e aí chego onde quero, com o Batman de Adam West, aquele do POW!, SOCK!, BIFF!, QUNCKK!, e do uniforme lilás.
Dois fatores transformaram o morcego de Bob Kane na libélula psicodélica de Adam West. 
Primeiro que o bicho tava pegando para o lado dos quadrinhos de ação, mistério e terror na década de 1950. Reinava o macarthismo, termo que fazia referência aos senador estadunidense Joseph McCarthy, uma série de medidas linha-dura para combater a " segunda ameaça vermelha". Tempos de censura braba e de muito dedo-durismo. Milhares foram acusados de comunistas, antipatrióticos, subversivos e corruptores. Sobrou para os quadrinhos, acusados de serem, principalmente, corruptores de menores. Editores e roteiristas de quadrinhos passaram a ser perseguidos e enquadrados na lei de McCarth. Teve até livro de psiquiatra alertando para o mal causado pelos quadrinhos às desavisadas e puras mentes do jovem americano, A Sedução dos Inocentes, de Fredric Wertham.
Os quadrinhos precisavam passar pelo escrutínio da censura e receber um selo de aprovação, o Comic Code Authority. Se não recebessem o selo, nada feito. Assim, para sobreviverem, as editoras passaram a suavizar os personagens, torná-los mais bonzinhos. É desta época a Liga da Justiça que citei anteriormente. O Batman passou a ser um superamigo, amigo dos Super Gêmeos, ativar, e do macaco Glick. Pãããããta que o pariu!!!
Mas o macarthismo, como eu disse, foi apenas o primeiro fator da descaracterização do Batman, o fator inicial. A cereja do bolo viria uns anos depois, em 1966. Para coroar a humilhação do Homem Morcego, para jogar o nome do Morcegão na lama por quase todo o sempre, veio a série televisiva Batman, da rede ABC. Deu-se que havia na emissora um roteirista contratado que odiava super-heróis, todos eles. Calhou, justamente, de a ele ser dada a incumbência de escrever a série. Como funcionário da empresa, não poderia se negar ao serviço, mas pensou num modo de se livrar rapidinho do abacaxi. Escreveu o episódio piloto mais ridículo, cafona e burlesco que conseguiu imaginar; estava seguro da desaprovação da emissora, que cancelaria a série e, assim, Batman morreria no ninho. Antes assim tivesse se dado. Acontece que o piloto foi ao ar e foi um puta dum sucesso. O americano médio, medíocre e infantiloide adorou aquele Batman afrescalhado. Resultado : o roteirista foi obrigado a amargar mais três temporadas, num total de 120 episódios. Ao longo dos mais de três anos de duração da série, o tal foi fazendo seu estrago, foi avacalhando com a imagem do Batman a cada episódio.
Pois foi justamente deste lodo de desmoralização total, de descrédito absoluto, de reputação duvidosa e de ruína moral que Denny O´Neil tirou o Batman. Denny O´Neil resgatou o Cavaleiro das Trevas das trevas do ultraje, da desonra e do opróbio. As histórias de Batman escritas por Denny O´Neil, magistral e inigualavelmente desenhadas por Neal Adams, levaram Batman de volta ao lar, às suas raízes sombrias. Voltaram a ter mistério, violência, trabalho de detetive, técnicas forenses e até elementos sobrenaturais.
O Batman atual não teria sido possível sem Frank Miller, verdade. Frank Miller não teria sido possível sem Denny O´Neil e Neal Adams.
Se Bob Kane foi o pai de Batman, Denny O´Neil foi o tutor que o adotou e o acolheu, o preceptor que o reconduziu ao bom caminho. Frank Miller? O tio, irmão do pai. O tio que ensinou algumas coisinhas ao Batman. O tio que nos ensina a beber, que nos leva à zona etc.
Morreu hoje, aos 81 anos, Denny O´Neil, o segundo pai de Batman.
Será velado na bat-caverna, de onde  o féretro seguirá em cortejo ao Cemitério de Gotham.
Uma revoada de 21 morcegos em sua honra e homenagem.
Denny O´Neil
1939 - 2020

Uma estranha coincidência : Denny O´Neil nasceu em maio de 1939; sabem qual foi a data da criação do Batman, da sua primeira aparição? Maio de 1939.

Cerveja-Feira (19)

O cerveja-feira desta semana não contemplará uma celebridade, um político, um escritor, um personagem de desenho animado nem mesmo um Papa ou um santo.
O homenageado desta semana é um país : A República Tcheca, ex-Tchecoslováquia
Ela está na Europa Central, encalacrada entre a Alemanha, a Polônia, a Eslováquia e a Áustria.  Sua moeda é a koruna (não confundir com o vírus chinês), seu idioma o tcheco, tem o 27º IDH entre os 169 países rankeados pela ONU - nós somos o 79º.
Sua capital Praga é uma das mais belas obras de construção empreendidas pelo ser humano e foi a única cidade europeia não bombardeada pelas forças do Terceiro Reich, por ordens expressas do Führer, que pretendia transformá-la na capital cultural da Europa depois que vencesse a Segunda Grande Guerra.
Conta com dois imortais da Literatura Mundial (não digo da Literatura Universal porque não sei se em Júpiter, no planeta Ming ou em Vulcano, eles seriam considerados tão bons), Franz Kafka e Milan Kundera.
Tem o maior castelo do mundo, o Castelo de Praga, com área de 70.000 metros qudrados. Em censo de 2011, em relação à religião, o povo checo assim se declarou : 45% nada declararam, 34% ateus, 10% católicos, 2% protestantes, 9% outras religiões.
No entanto, não é por sua arquitetura, por sua posição geográfica privilegiada, por sua cultura, por suas belas-artes, por seu desenvolvimento econômico nem mesmo por seu agnosticismo e ateísmo que a República Tcheca está aqui hoje, mas sim porque o povo tcheco é o povo que mais entorna cerveja no mundo. Acharam que eram os alemães, os irlandeses? Os brasileiros? Aí é que piorou. Perto do tcheco, o brasileiro é quase que um abstêmio, só aparecendo na 17ª posição global.

Contudo, sem querer desmerecer os esforços do povo tcheco, vos digo que são números pra lá de modestos, pífios. Façamos as contas, 143 litros por ano dá uma média de 391 ml por dia. Ou seja, pouco mais que uma latinha de 350 ml, menos que um latão diário de cerveja.
Pois quando a ONU reconhecer como nação independente a República Nada Democrática do Azarão, da qual serei Presidente autodeclarado e terei por meu Hamilton Mourão o meu corno amigo Fernandão, mostraremos ao mundo o que é consumir cerveja. A República Nada Democrática do Azarão, garanto-vos, irá para as cabeças deste ranking. 
Por enquanto, deixemos a República Tcheca a gozar dos louros de sua ilusória conquista.
Por outro lado, justiça seja feita, a República Tcheca é líder mundial não são só nas modalidades cultura, arquitetura, belas-artes e cerveja. Também é conhecida por ter um dos mais elevados índices de gostosas per capita desse mundão de seu Deus. Abaixo, honrando a bandeira tcheca, Denise Milani. Não há bandeira que fique a meio-pau, meus amigos!
Isso sim é que é IDH!!!

terça-feira, 9 de junho de 2020

Pequeno Conto Noturno (81)

- Rubens... - diz Wanda se largando e se esparramando de bruços na cama, solta da pressão das mãos dele em suas ancas e liberada da sua posição de quatro depois que ele gozara e mantivera o pau dentro dela até ele murchar e escorregar naturalmente para fora - ... estamos nisto tem um tempo, uns dois meses, eu venho aqui no seu apartamento, a gente não sai pra lugar nenhum, eu não conheço nenhum amigo ou parente seu, você nenhum amigo ou parente meu... nós temos futuro?
Rubens se deixa desabar na cama ao lado de Wanda, deitado de barriga para cima. Alisa o pau, espalha e combina as gosmas dele e de Wanda. Leva os dedos ao nariz, aspira-lhes o aroma, sabe-lhes o bouquet, que meter o nariz em taça de vinho é coisa de viadinho. Leva os dedos indicador e médio à boca. À sua e depois à de Wanda, à sua, à de Wanda.
- Temos, Rubens - volta a perguntar Wanda -, temos futuro?
Rubens beija Wanda na boca. Na boca de cada um deles, o gosto dos dois.
- Olha - começa Rubens -, se eu disser que não e você se sentir ofendida ou magoada e se levantar, se vestir, calçar os sapatos, pegar a bolsa na mesa da sala, dar uma ajeitada nos cabelos no reflexo da tela da TV e se ir porta afora, ainda assim teremos um futuro. Um futuro que durará o tempo entre minha resposta que a desgostou e o momento em que você bater a porta às suas costas.
Se você tivesse resolvido antes ter ido até a cozinha, voltado com um latão de cerveja para cada um e ao fim deles feito a mesma pergunta, e minha resposta fosse o mesmo não, igualmente teríamos um futuro, um pouco maior que anterior, o tempo de termos secado as cervejas.
Se fosse tivesse decidido que faria meu pau subir uma terceira vez, que dormiria aqui esta noite e somente pela manhã me fizesse a pergunta, teríamos um futuro. Se esperasse mais dois meses para me perguntar, teríamos um futuro.
Aliás, já tivemos um futuro. Desde o instante em que você me fez a pergunta até agora, quando estou terminando de respondê-la.
- Mais um latão, ou todos o quanto houver na sua geladeira, me parece uma ideia excelente agora, necessária - diz Wanda.
Wanda se levanta e vai toda bunda porta do quarto afora, e volta toda peitos e folia no matagal porta do quarto adentro. Um latão em cada mão.
Senta-se na cama de frente para Rubens, com as pernas cruzadas. Rompe o lacre da sua cerveja, fazendo-a chiar.
- Tá de sacanagem comigo, é Rubens? Acho que você não entendeu a pergunta ou tá dando uma de sonso - e vira uma boa golada.
Rubens também rompe o lacre da sua, entorna até a metade.
- Entendi muito bem a sua pergunta - e suga o mamilo esquerdo de Wanda com a língua gelada de cerveja.
- Entendi sim a sua pergunta. Você é que não fez a pergunta que pensa ter feito.
- Só perguntei se a gente tem futuro, só isso, simples, puta merda.
- Não, não me perguntou sobre o futuro; até porque, sobre ele, eu já lhe respondi. Me perguntou sobre a eternidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Cerveja-Feira (18)

Por aqui, já passaram cantores de samba, rock e sertanejo, quatro ex-Presidentes da República e o nosso atual, escritores, jogadores de futebol, personagens de desenho animado, gostosas (Scarlett e Sandy) e até um Papa. O que mostra o quão democrática é a sacrossanta cerveja. O que deixa claro (pode ser escura, também) e irrefutável que a cerveja é livre de todo e qualquer preconceito, não vê cor, credo, raça, sexo, ideologia, profissão ou nível social.
Só estava faltando, agora, era mesmo um santo. Sim, um santo milagreiro, reconhecido, canonizado e tudo pela Igreja Católica. Mas um santo encher a lata (ou esvaziá-la) não é um paradoxal desrespeito às escrituras? Não é um pecado?
Porra nenhuma!
Primeiro que pecado é a gula, é a glutonia, o comer em excesso; quem já ouviu falar, ou leu em algum dos evangelhos, reconhecidos ou apócrifos, de um pecado capital ou mesmo venal que condene o entornar em demasia, o enfiar o pé na jaca? Segundo que os santos, de todos os trabalhadores que carregam o mundo às costas, são dos que mais merecem uma cervejinha ao chegar em casa, ao fim do expediente, dos que mais fazem jus a relaxar tomando uma(s) antes de, paganamente, cairem nos braços de Morpheus. O santo passa o dia todo no call center de Deus, a ouvir todos os tipos de queixumes, lamúrias, tragédias e desgraceiras. Passa o dia todo a realizar milagres e prodígios em troca de velas acesas, novenas e joelhos esfolados em escadarias. Puta que o pariu se um sujeito desse não merece uma cerveja. Um barril. E, por fim, que santo é santo, mas não é de ferro.
Santos cervejeiros não são novidade. Muitos são os relatos sobre santos chegados em dar uma beiçada numa loira gelada. Inúmeros são os santos devotos da Santíssima Trindade do Malte, do Lúpulo e da Cevada Santa. São Venceslau, São Floriano, São lourenço, São Patrício, São Columbano e até uma santinha do pau oco, Santa Hildegarda de Bingen.
O santo a figurar hoje no cerveja-feira não é qualquer um. Não é santo das boas e baratas (este serei eu, o Santo Azarão, que, depois de morto e canonizado, dedicarei-me a promover miraculosas promoções de cervejas nos supermercados, botecos e lojas de conveniência). É santo dos mais especiais e afamados no meio. Um santo artesanal e gourmet.
São Arnulf de Oudenburg, nascido Arnoldo de Soissons (1040 - 1087). São Arnulf é nada mais nada menos que o padroeiro dos coletores de lúpulo e dos cervejeiros da Bélgica, uma das mecas da Cerveja Mundial. Ser alçado a posto de tal realeza num país que possui das melhores cervejas do planeta não é para qualquer um. Quais terão sido os feitos miraculosos de São Arnulf, quais suas santificadas contribuições à arte da cerveja?
Pois o Azarão conta o nome do santo e também o milagre.
Século XI, ano de 1080 da graça do Senhor, o então Bispo de Soissons, de saco cheio e desiludido das trambicagens e das politicagens internas da Igreja, renunciou ao seu episcopado, retirou-se da vida pública e fundou o Mosteiro de São Pedro, em Oudenburg, onde começou a fabricar cerveja e a promover o seu consumo entre os aldeões e os camponeses que viviam nas cercanias do mosteiro, a apregoar o "dom da saúde" que a bebida evocava.
Arnoldo de Soissons recomendava, inclusive e enfaticamente, que o povão tomasse cerveja em lugar da água. Pãããããta que o pariu!!! Eu teria renunciado ao meu ateísmo e me tornado fácil, fácil, em coroinha do bispo Arnoldo. Isso é o que eu chamo tomar cerveja feito água!
Não era, no entanto, por safadeza, libidinagem ou qualquer outra falha de caráter a santa prescrição do bispo. Eram tempos de Peste Negra na Europa. Uma das epidemias mais mortais que já se abateu sobre a espécie humana. A bactéria Yrsinia pestis é de matar de vergonha o aprendiz coronavírus. Perto dos índices de mortalidade da peste negra, a covid-19 é menos que uma gripezinha, é uma unha encravada, se muito.
E não é que a substituição da água da região pela cerveja do bispo Arnoldo fez diminuir em muito os infectados e os mortos pela Peste? Os micro-organismos não eram conhecidos à época, nem mesmo sonhados. O "dom da vida" evocado pela cerveja do bispo Arnoldo nada mais era que o resultado da pasteurização da água usada no fabrico da cerveja durante a etapa de fervura e cozimento. Milagre, berravam bêbados os aldeões, milagre!!! Tal "milagre" não ocorreu apenas em Oudenburg, Bélgica. Ele se repetiu em várias outras cidades, aldeias e povoações europeias; na Inglaterra, na França, na Espanha. Sim, meus caros, a civilização ocidental tem grande, eterna e impagável dívida para com a cerveja. A cerveja, muitas vezes, nos salvou da extinção.
Outra história contada a respeito do bispo Arnoldo de Soissons, e essa, sim, se verdadeira, um milagre inexplicável pela ciência, se deu quando o teto da cervejaria do mosteiro desabou, comprometendo boa parte do abastecimento. É contado que Arnoldo de Soissons, então, pediu a Deus para multiplicar o que sobrou da bebida. E Deus multiplicou. E suas preces foram prontamente atendidas. Fazendo a alegria dos monges de sua abadia e da comunidade.
Cristo, dizem, multiplicou peixes, pães e verteu água em vinho. Por que o  bispo Arnoldo não pode ter obrado a multiplicação da cerveja? De preferência com uns torresmos e queijinhos meia cura? Eu acredito!
Além disso, diferente de seu ainda não nascido colega de profissão, o monge Gregor Mendel, o Pai da Genética, que cultivou ervilhinhas inúteis e insossas, o bispo Arnoldo cultivou e trabalhou no cruzamento e na seleção de melhores linhagens de lúpulo.
Morreu aos 47 anos, em 1087. Em reconhecimento aos seus milagres e aos seus inestimáveis serviços prestados às criaturas do Criador, foi canonizado pela Santa Sé em 1121, sob o nome de São Arnulf de Oudenburg
É dele a cerveja-feira de hoje.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Mimetismos (33)

Professores acumulam livros. Mais do que mullheres, sapatos. Professoras acumulam livros e sapatos. Ganhamos livros de editoras, tomamos livros emprestados ou os compramos em sebos e feiras do livro. Igualmente aos sapatos das mulheres, a maioria deles nunca é usada, lida. Vamos amontoando-os em armários, vamos relegando-os ao esquecimento e à naftalina.
Mas chega o dia, por mais que nos doa e tenhamos protelado, em que se faz inescapável a desocupação daquele espaço - ou isso, ou a esposa nos pede o divórcio; e divórcio dá mais trabalho, dá mais chateação, custa caro, é mais burocrático. Além do quê, em nosso íntimo, sabemos mesmo da necessidade de liberação daquele espaço improdutivo. Para que, futuramente, pouco a pouco, vá sendo de novo ocupado por novos livros, que também nunca leremos.
O que fazer com os livros nesta tão difícil hora do desapego? Jogá-los às ruas?
Dói no coração do professor das antigas jogar livros à lixeira ou mandá-los para a reciclagem, virarem guardanapo, papel higiênico, ou, pior, embalagem chique e politicamente correta para cosméticos  ou chazinhos orgânicos, autossustentáveis e biodinâmicos. Aos professores das novas gerações, o que dói é ter que trocar o chip do celular e perder os dados do antigo.
Assim, na escola em que leciono, é comum que o professor, ao fazer a limpeza de seu armário de livros, leve o excedente para doá-lo à biblioteca da escola. Porém, antes que os volumes sejam catalogados, tombados e perfilados em seus lugares nas estantes da biblioteca, de onde não serão jamais retirados e lidos, tal e qual no armário do professor de onde saíram, é meio que de praxe que eles sejam oferecidos antes aos outros professores da casa. Os livros ficam expostos à apreciação na mesa da sala dos professores e cada um pega o que lhe for de algum interesse ou utilidade.
Em uma dessas desovas de livros, peguei uma edição em capa dura de 1001 Plantas & Flores, da Editora Europa, que, como o título sugere, traz belas fotos de 1001 espécies de plantas, divididas em várias categorias para melhor consulta : árvores e arvoretas (lembrei da piada do camelô que vendia bolsas, bolsinhas e bolsetas), arbustos, orquídeas e bromélias, cactos e suculentas, trepadeiras, plantas aquáticas, samambaias e outras.
O livro traz informações bem úteis e legais sobre cada uma das espécies retratadas : sua classificação biológica, se é planta de sol ou de sombra, quantas horas de luminosidade deve receber por dia, se é de clima quente ou frio, o tipo de solo que lhe é mais favorável, o número de vezes que ela dever ser regada por semana, se é frutífera, se é tóxica etc. Também mostra a forma de propagação de cada uma e em como obter ou confeccionar mudas; instrui, ainda, no combate às pragas mais comuns dos jardins. 
Um livro bonito e, no mínimo, interessante, mesmo que você não tenha um jardim. Um livro que você pode ler com o mesmo descompromisso com que assiste a programas de culinária e suas receitas fantásticas, que você nunca vai fazer. Um livro para folhear quando a programação da TV não lhe agradar, ou enquanto você espera as necessárias 48 horas para uma nova ereção. Um livro para se distrair no banheiro, enquanto dá aquele cagote mais demorado, aquele em que você tem que se empenhar em demorada negociação com o cu para que ele libere os reféns.
Se você tiver um jardim, uns canteirinhos, feito eu tenho, melhor ainda. Sim, tenho o meu jardim. Seco, áspero e desesperançado. Uma estante vertical de madeira de 1,80m x 0,60 m escalonada em cinco patamares, cinco prateleiras. É o meu Jardim de Darwin, onde só os fortes sobrevivem, uma vez que escaldado diariamente pelo inclemente sol da tarde. É um jardim onde os fracos não tem vez. Composto de 50 tons de verdes-acinzentados. Apenas plantas suculentas e cactos. Ou plantas que, antes de ler o livro 1001 Plantas & Flores, julguei que fossem todas cactos.
A maioria até são cactos. Mas descobri que um deles não pertence à sofrida família das cactáceas. Que um deles, não obstante o seu perfeito disfarce, feito de caules armazenadores de água e guarnecidos por espinhos, é um farsante, um impostor, um denorex, um parece mas não é. Que ele é, na verdade, um agente infilstrado da família das Euforbiáceas. A mesma à qual pertencem, a exemplos bem conhecidos, a coroa-de-cristo, a bico-de-papagaio (aquela usada em decoração natalina) e o nosso orgulho nacional, a nossa idolatrada salve salve a mandioca; tão louvada em verso e prosa pela nossa ex-presidanta (e eterna anta) Dilma Rousseff.
O embusteiro de meu jardim, agora devidamente desmascarado, atende pelo nome de cacto candelabro. Você já deve ter visto muito dele por aí, e também ter sido enganado por ele.
Parece-lhe, de fato, um cacto, né? Como diferenciá-los, um cacto de uma eufórbia? Como não comprar gato por lebre?
O livro também dá dicas a este respeito. Primeira : além dos espinhos, as eufórbias possuem também pequenas folhas, ao contrário de um cacto verdadeiro. Segunda : nos cactos, os espinhos nascem e se irradiam de pontos específicos no caule, chamados aréolas; nas eufórbias, os espinhos nascem diretamente do caule e em toda a sua extensão. Terceira : os cactos tem flores grandes, coloridas e exuberantes; nas eufórbias, quando elas ocorrem, são reduzidas e pouco chamativas. Quarta e a mais infalível : se arrancarmos um ramo ou uma folha de uma eufórbia, ou fizermos uma pequena incisão em seu caule, deles escorrerão uma resina branca e leitosa, o que não ocorrerá se fizermos o mesmo com um cacto.
Faça o teste. Se você tiver em casa um canteiro com coroas-de-cristo, ou um vaso com bicos-de-papagaio, arranque uma de suas folhas ou fenda-lhes o caule, e você verá o leite brotar. Faça o mesmo se tiver um cacto, e verá que nada dele escorrerá. Se você tiver um quintal maior e nele houver plantado um pé de mandioca, melhor ainda. Vá lá, mexa na mandioca e verá a imensa quantidade de leite que dela emanará.
Aproveito o ensejo para deixar aqui a minha dica - como se eles já não soubessem disso - para os vegetarianos, veganos e outros antílopes e gazelas : fartem-se e labuzem-se de leite de mandioca! Uma vez que se autoproíbem do consumo de leite de vaca ou de qualquer outro animal (que dó eu tenho do marido de uma vegana...), os veganos dizem que o substituem pelo leite de soja.
Mentira! Conversa pra boi dormir! Eles entopem-se, sim, é de leite de mandioca! Adoram ordenhar uma mandioca! Já eu, tenho intolerância a este leite!
Pãããããããããta que o pariu!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Quando Um Texto Gera Teste

Jotabê, o ermitão do Blogson Crusoe (agora, ermitão mesmo), fez um "teste político" online, o Teste Político dos Oito Valores. Aquele tipo de questionário que vai pontuando cada uma das respostas e, no final, fornece um diagnóstico, um perfil de quem o respondeu. No caso em questão, o teste fornece o perfil sócio-político do sujeito, se ele é mais de direita, de esquerda, de centro, se mais moderado, se mais liberal etc. E o teste feito por Jotabê, e seu respectivo resultado, gerou um texto: Quando um Teste Gera Texto.
Pois se o teste gerou um texto para o Jotabê, para mim, o texto dele gerou um teste. Aproveitando que estou coçando o saco e sem assunto, resolvi dar uma olhada no tal teste. Lembrou-me muito aqueles testes antigos que vinham em revistas femininas, Nova, Capricho, Cláudia e outras. Testes que avaliavam a personalidade, a capacidade de fazer amizades, de ter sucesso no amor, no sexo, no trabalho, que indicavam o par ideal, a pedra da sorte, o animal que cada um seria caso fosse outro que não o humano, a cor da calcinha a ser usada no primeiro encontro de acordo com o signo, se a pessoa era tímida ou extrovertida etc etc.
Preenchi muito destes testes quando era moleque/adolescente. Ou na casa de tias casadoiras, ou nos consultórios médicos e dentários enquanto da longa espera.
Fiz o teste e eis o resultado:
Deu que eu sou centrista! Os testes da revista Capricho eram muito mais precisos e confiáveis.

em tempo : se alguém quiser fazer o teste, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO, que não é torto nem pra direita nem pra esquerda.

terça-feira, 2 de junho de 2020

O Brasileiro é Lúdico (2)

Democracia pode funcionar muito bem lá na Suécia, na Holanda, no Canadá, na França, na Alemanha e até, pra não dizer que não falei da América Latrina, no Chile, na Argentina e no Uruguai.
Mas democracia, definitivamente, não é para o brasileiro. Democracia não é cada um fazer o quiser e na hora em que bem entender. Democracia é regime sério. E o brasileiro é lúdico. O brasileiro é o Macunaíma, que só quer saber de brincar com uma cunhatã. O brasileiro é o Saci-pererê, que só quer fazer traquinagens.
Preocupado com as recentes manifestações "antifascistas" - promovidas por fascistas que se consideram democratas e julgam fascistas quaisquer outros que tenham opiniões e posicionamentos contrários aos seus -, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL) solicitou aos seus seguidores em uma rede social que denunciassem os antifascistas, se possível com provas reais de que "eles são o que afirmam ser". 
O deputado fazia menção à manifestação "antifascista" realizada no último domingo na cidade de São Paulo, promovida por torcidas organizadas de clubes de futebol. No que, então, eu volto ao começo : antifascista? Existe alguma coisa mais fascista que torcida organizada?
Para receber as denúncias, o deputado disponibilizou o seu e-mail oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo através da sua conta pessoal no twitter.
Acontece que Douglas Garcia é negro e assumidamente gay. Não deu outra e nem poderia ter sido diferente : o e-mail de Douglas foi inundado por milhares de mensagens. Dedurando os líderes das torcidas organizadas envolvidas no quebra-quebra? Porra nenhuma. Douglas recebeu foram milhares de fotos do ex-jogador corintiano Vampeta. Peladão! Do jeito que o generoso Deus o fez e o trouxe ao mundo. Só pode ter sido obra da Gaviões da Fiel!!!
Fotos que o craque fez para a revista G Magazine, lá pelo fim da década de 90. Fotos que assombraram a nação. Que ficaram gravadas para sempre no inconsciente coletivo tupiniquim. Fotos que, dizem as más línguas, foram muito usadas na época como tratamento de choque por psicólogos partidários da "cura gay". O pai levava o filho ao psicólogo, o filho que estava a jogar água para fora da bacia, e o discípulo de Freud garantia ao genitor que o seu rebento sairia curado em uma única sessão. O psicólogo, então, já a sós com o aspirante a boiola, perguntava : "você quer mesmo ser gay? Então, olha só o que você vai ter que aguentar!". E mostrava a foto do Vampeta pelado. O índice de "cura" era de 92%. A cura, ou se dava em uma sessão, ou não acontecia. Aquele que pedia por uma segunda, uma terceira ou uma quarta sessão era porque queria ver de novo a rola do Vampeta. Este era caso perdido.
Abaixo, uma das fotos do Vampeta que o deputado Douglas Garcia recebeu. Devidamente tarjada, é claro. Que se há uma coisa que você nunca vai ver no Marreta, essa coisa é rola.
O deputado, todo bem-intencionado, queria receber denúncias contra os "antifascistas", e acabou recebendo fotos do negão da piroca!!! O brasileiro é lúdico! Avacalha com tudo!
Pããããããããta que o pariu!!!!

A Polar Caipira

Em pequena e breve tertúlia sobre cervejas, entre ele e GRF nos comentários do blog, Mr. F disse que não liga de gastar seu dinheiro em boas cervejas, mas que também não foge da raia se alguma mais bagaceira lhe cai ao copo.
Conta-nos que, no quesito cerveja, já foi literalmente do Céu - já provou da lendária Deus Brut Des Flanders - ao inferno, ou, ao menos, ao purgatório - entornou também muito da cerveja Polar. E se mostrou um verdadeiro entendido em Polar, na pérola da cidade de Estrela (RS). Disse existir a Polar gaúcha - a qual já tomei muito, quando de minha estada em Gramado (RS), e que não é das mais intragáveis - e a Polar paraguaia, que nunca provei, mas que, pelo que Mr. F me deu a entender, se um cavalo comer malte, lúpulo e cevada e depois mijar, sai coisa melhor que a dita cuja.
Falou que já tomou da Polar em Santa Catarina, onde residiu por um tempo, e no Paraná, mas que acredita que ela nunca tenha ultrapassado a barreira da região Sul e sido distribuída e comercializada no Sudeste e demais regiões do país.
Engana-se, Mr. F. 
Como eu disse, entornei muito da Polar gaúcha quando estive em Gramado (RS), e por dois motivos. Primeiro : porque sou um dedicado pesquisador, um arqueólogo, um escavador de boas e baratas, e, sendo assim, sempre que viajo, vou aos mercados para descobrir marcas locais. Segundo : tomei-a com muito gosto também por nostalgia, para reavivar, fazer pegar no tranco a memória afetiva, para dar uma voltinha no meu túnel do tempo.
Engana-se Mr. F. A Polar já pisou terras sudestinas. Saiba, pois, que além da Polar gaúcha e da Polar paraguaia houve uma Polar paulista. Mais que paulista : uma Polar ribeirão-pretana, uma Polar caipira, por assim dizer. Ou, ao menos, existiu, durante quase toda a década de 1990, uma cerveja que circulou por aqui sob o rótulo de Polar - o porquê desta ressalva, desta desconfiança, digo mais ao fim da postagem.
Na década de 1990, só existiam cerveja de macho! Nem existia, então, o termo artesanal aplicado à boa e velha loura gelada. Artesanal, na época, eram as miçangas, os colares de contas, os brincos de pena, os incensos e os cachimbinhos para fumar maconha vendidos pelos hippies da Praça da Bandeira. Gourmet, então, é que piorou. Era tão-somente uma marca de margarina, ruim pra caralho.
As cervejarias Antarctica e Brahma dominavam o mercado cervejeiro. Existia a Skol e era bem conceituada, mas meio que corria por fora desta briga, parece-me que tinha produção mais modesta e ainda não investia tanto em publicidade. Foi quando começaram a surgir marcas mais baratas e populares, alternativas ao quase monopólio das duas grandes. A Kaiser surgiu nesta época, também a Malte 90, que chegou, se não me falha a velha memória, a patrocinar um Rock'in'Rio. Ainda a Nova Malta, a Krill, a Belco, a Cintra, a Itaipava e outras.
Foi neste novo cenário, de maior diversificação e concorrência, que a Antarctica de Ribeirão Preto lançou a Polar. Uma cerveja mais barata para disputar este nicho mais popular. Uma maneira de abiscoitar parte deste novo filão sem precisar baixar o preço de sua marca líder e correr o risco de depreciá-la às vistas de seus consumidores habituais.
Daí em diante, foi uma festa. Melhor : foram várias festas. Todas na república do meu corno amigo Fernandão. 1990, 91, 92, 93 e Copa do Mundo de 1994. Tudo regado a Polar. Eram tempos de faculdade, todo mundo duro e de bolsos furados. Como manter o (baixo) nível das festas? Polar! A Polar foi nossa tábua de salvação. Era baratíssima. Não me lembrarei de valores exatos, até porque passamos por várias moedas nesta época, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real. Mas sei que, durante a Copa de 94, a ampola de 600 ml da Polar saía a centavos da recém-criada moeda do Real. Era mais barata que passagem de ônibus. Se fôssemos a pé para a faculdade ao longo de toda a semana, dava pra comprar uma caixa de 24 ampolas no sábado. Sobrava até para o pão e o vinagrete.
Bebi muito da Polar caipira, Mr. F. E não posso me queixar dela no famoso dia seguinte. Muitas vezes, para não perder o público que viajava para a casa de seus pais ao término das aulas da sexta-feira, as festas eram realizadas nas quintas. O batente começava por volta das 21, 22 h e alguns de nós - eu, o Fernandão e os da "diretoria" - íamos fácil até as três, quatro da matina.
E, em verdade, vos digo, Mr. F : nunca tive uma porra de uma ressaca por conta da Polar. Nem sequer uma leve dor de cabeça. No outro dia - aliás, no mesmo dia, apenas umas poucas horas depois -, na sexta-feira, estávamos todos lá, às oito da manhã, a assistir a aula de Cálculo II do grande mestre e mito Jairzão.
Um único efeito adverso decorria do nosso consumo nada moderado de Polar. Um dano colateral que batizamos de O Efeito Polar : a gente cagava mole por uns dois ou três dias. Cagávamos feito patos. Mijávamos pelo cu. Chegava uma hora em que a gente nem mais limpava, só enxugava. E dá-lhe maisena pra não assar o toba.
Porém, voltando agora à ressalva feita mais ao início, há a possibilidade de que a Polar nunca tenha sido mesmo comercializada por aqui, apenas o seu rótulo a conter outra cerveja. É que alguns bebedores-raízes da Antarctica tradicional também experimentaram a Polar e garantiam, e juravam de pés juntos e cambaleantes, que o líquido contido na Polar era exatamente o mesmo das garrafas com o clássico rótulo do Pinguins Imperiais. Que a Polar era a própria Antarctica, em trajes mais humildes, mais classe C, uma Antarctica de chinelos Havaianas (na época, Havaianas eram coisa de pobre fudido). E que a Antarctica adotara tal estratégia para não ter que reduzir a produção, ou não ver parte dela estagnar nos tanques, em virtude da redução das vendas causada pelo advento das emergentes cervejas mais baratas. Sacrificava parte da produção a um preço inferior para evitar perdas maiores. A Polar caipira teria sido o boi de piranha da Antarctica.
Sejam verdadeiros, ou não, os rumores, o fato é que o hábito faz, sim, o monge. Se o rótulo era Polar, também o seu conteúdo. Até porque ela cumpriu com galhardia a sua função : era boa e barata.
Nunca vi dela em latinha, acho que nunca foi produzida desta forma, apenas em ampolas âmbar de 600 ml, e o rótulo que tantas alegrias nos deu era este aí abaixo:
Bem diferente do atual, mais colorido, alegre, festivo, mais turma do arco-íris, enfim... mais gaúcho.