sexta-feira, 17 de julho de 2020

Cerveja-feira (24)

O cerveja-feira dessa semana vai para o sempre presente e no mais das vezes esquecido ator coadjuvante de nossas bebedeiras. Para o copiloto de nossos voos ébrios. Ele é o Robin dos nossos porres. O Sancho Pancha de nossas carraspanas. O figado!!!
Não seríamos nada sem o fígado. Não seríamos nem humanos. Seríamos seres eternamente sóbrios, tristes e ranzinzas. Nós só podemos usufruir dos prazeres de uma boa cerveja porque o fígado está lá, recolhendo e jogando nosso lixo fora. Nós ficamos com a parte boa do álcool, o fígado, com os resíduos. Morreríamos facilmente intoxicados se o fígado não transformasse o álcool em compostos menos tóxicos e facilmente elimináveis. O fígado de um homem de peso próximo aos 70 kg é capaz de metabolizar cerca de 20 ml de etanol/hora, o equivalente a uma lata de cerveja de 350 ml. Ou seja, ele vai varrendo o nosso lixo numa velocidade mais baixa do que sujamos, o que permite nos mantermos em agradável estágio de embriaguez. O fígado cuida da gente, mas não impede que fiquemos bêbados. É como se fosse uma mãe que liberasse umas doses para seus filhos. Claro que, de vez em quando, ele nos passa um sermão, um pito, a ressaca. 
Tamanha a sua importância que a sábia Natureza o fez com o mais alto poder de regeneração de todos os nossos órgãos. O fígado é o Wolverine dos órgãos. Que o diga Prometeu. Em uma semana, o fígado pode se reconstituir totalmente de lesão ou remoção cirúrgica de até dois terços de seus tecidos. Coração, rins, pulmões, ossos etc não chegam nem perto disso. O cérebro, então, nem se regenera.
Sem contar que, acebolado e ao ponto, também é um excelente tira-gosto para tomarmos com... cerveja.
Um brinde a ele, o Fígado!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

O Hulk é LGBT!!! Valha-me São Stan Lee!!!

Fui leitor de quadrinhos de super-heróis por cerca de 25 anos; de 1978 a 2002, 2003. Assíduo e contumaz até meados da década de 1990. A partir daí, cada vez mais relapso e rarefeito, até o abandono definitivo.
A minha deserção das HQs, acredito, tenha se dado por dois fatores. O avançar da idade, o primeiro; eu, na época, já a bater na casa dos quarenta, a chamada meia idade. A velhice não nos rouba apenas a cor dos cabelos, o viço da pele, a flexibilidade das articulações e as três ereções diárias. Rouba-nos o deslumbramento com as coisas, a nossa capacidade para o espanto; a paixão, enfim.
Portanto, minha saída das HQs só teria sido mesmo uma questão de tempo. Elas já não me encantavam tanto assim; culpa minha, nesse caso. Mas ela poderia ter sido protelada, eu poderia ter me mantido como leitor eventual por mais cinco, dez anos, talvez; continuando a ler, sem me espantar, mais do mesmo que tanto me impactara no passado. Poderia ter seguido mais um tanto no universo das maravilhas se não fosse pela ocorrência e conjunção do segundo fator.
Não era apenas eu a envelhecer. A envelhecer, aposentar-se, ou morrer, estava também toda a geração de autores de quadrinhos (argumentistas, desenhistas, arte-finalistas etc) que tanto fascínio havia exercido sobre mim e que começava a ser substituída por uma nova leva de quadrinistas. Concomitante à minha transição para a meia-idade, deu-se também a transição entre a geração clássica das décadas de 1960, 70 e 80, que definiu o que as HQs são hoje, para uma geração de novatos imberbes da década de 1990. Uma geração cheirando ainda a leite azedo e a fralda suja, com uma linguagem de quadrinhos - tanto nos roteiros quanto nos desenhos - mais fraca, muito mais fraca que a sua predecessora - na minha visão, quero deixar claro. Argumentos sem profundidade nem dramaticidade, "sagas" forçadas e mal costuradas, desenhos espetaculosos - muitos já coloridos por computador, um horror -, que bem serviriam a cartazes publicitários de sabão em pó, pasta de dente e cereais matinais postos às portas dos supermercados; não para os quadrinhos; não para o conceito que eu tinha do que deveria ser um quadrinho de heróis.
Juntando os dois fatores, o meu envelhecimento, a minha cada vez menor capacidade para o espanto, mais o sumiço da geração de autores que tanto me espantara, o resultado não poderia ter sido outro, que não a minha deserção dos quadrinhos. Aceitar a troca de nomes como Jack Kirby, Jim Steranko, John Buscema, Sal Buscema, Steve Englehart, Roger Stern, Jim Starlin, doug Moench, Paul Gulacy, Roy Thomas, Neil Adams, Denis O'Neil, John Romita, Chris Claremont, John Byrne, Marshal Rogers, Barry Windsor-Smith, Frank Robbins, Carmine Infantino, Gene Colan, Herb Trimpe, Don Heck, Gene Day, Howard Chaykin, Al Migron etc por nomes feito Todd McFarlane, Rob Liefeld, Jim Lee, Marc Silvestri e Erik Larsen? Quem eram esses porras? Foi mais do que pude aguentar. E debandei de vez.
Minha última aquisição foi o decepcionante Cavaleiro das Trevas 2, o que só fez mais corroborar a minha decisão de parar com as HQs; se nem mais o Frank Miller produzia algo que prestasse.... Minha última aquisição, o Cavaleiro das Trevas 2, foi também, se não me engano, a última publicação de super-heróis da Editora Abril, que dominara o mercado nas décadas de 1970, 80 e 90. Nasci para os quadrinhos através da Editora Abril e morri para eles com a último suspiro dela. Dois cisnes velhos a entoar seus derradeiros cantos. O encerramento poético de um saudoso ciclo.
E permaneci por cerca de 15 anos sem nada saber das HQs de super-heróis, sem nenhuma notícia do mundo das maravilhas. Até que, acho que há dois anos, voltei a ter frugal e comedido contato com eles através de um blog, o Ozymandias Realista. O Maestro do blog, o visionário Ozy, cometeu a imprudência de me tornar um colaborador, um escritor convidado, deu-me toda a liberdade de publicar por lá as mesmas sandices e os mesmos absurdos que publico no Marreta. Ouso mesmo dizer que uma respeitosa amizade se estabeleceu entre nós.
Sempre que publico alguma coisa no Ozymandias, aproveito para saber dos últimos lançamentos em quadrinhos - o blog trata essencialmente de quadrinhos e cinema. Além disso, o Ozy, talvez tentando me reconverter às HQs, volta e meia me envia PDFs de suas histórias preferidas. Li uma muito boa do Nick Fury escrita pelo Garth Ennis; e uma excelente, uma do caralho, do Wolverine, o Velho Logan, de Mark Millar (roteiro) e Steven McNiven (arte); não conhecia nenhum dos dois e o trabalho deles impressionou-me.
O que veio me mostrar que a "nova geração", iniciada na década de 1990, pelo visto ganhou corpo e consistência, adquiriu "sustância". Se não a geração inteira nem a sua maioria, ao menos alguns de seus representantes. O que veio me mostrar que eu posso ter, sim, perdido e deixado de ler muita coisa boa neste meu período de total abstinência. Paciência. Bobagem chorar sobre o tempo derramado.
Por outro lado, também tomei contato e ciência de muita porcaria, de muitas aberrações advindas da falta de talento e criatividade que só fazem justificar o meu abandono dos quadrinhos. Coisas como o Demolidor de Ferro, o Motoqueiro Fantasma Cósmico, um Homem Aranha místico com poderes do Doutor Estranho, um Capitão América com poderes do Surfista Prateado, um Thor mulher etc etc.
E os meus preferidos : os Hulks multicoloridos, os Hulks caixa de lápis de cor Faber-Castell. Há, hoje em dia, Hulks de todas as cores do arco-íris. Hulks LGBT. United Hulks of Beneton. Fiquei sabendo que durante a minha ausência o Hulk foi de mal a pior, surgiram os Hulks vermelho, laranja, amarelo, azul, roxo e negro.
Até então, até onde fui com os quadrinhos, eu só sabia de duas cores do Hulk, e do mesmo Hulk, do mesmo Bruce Banner, o cinza e o verde. O cinza foi a cor concebida originalmente por Stan Lee e Jack Kirby para o Verdão. Porém, por problemas de ordem puramente técnica, por limitações da tecnologia gráfica da época, o cinza do Hulk não saiu uniformemente em todas as páginas da primeira edição do personagem, assumindo tons de verde em algumas delas. Os leitores gostaram mais do verde e Stan Lee juntou o útil ao agradável : sacramentou a cor verde para o Hulk. 
Na década de 1990 (vejam que a coisa já estava a decair), o Hulk voltou a ser cinza pelas mãos de Peter David em um arco limitado de histórias do personagem.  Não era o Hulk cinza original de Stan Lee, sim a manifestação de uma personalidade oculta e reprimida de Bruce Banner, segundo o roteirista. Chamava a si próprio de Sr. Tira-teima, vestia chapéu e ternos de risca de giz, bebia e passava o rodo geral na mulherada e trabalhava como leão de chácara para a máfia do jogo de Las Vegas. Por sorte, foi um arco de histórias bem breve.
Vamos ao pouco que me dispus a descobrir sobre as novas cores do Hulk.
1) Hulk Vermelho. A bem da verdade, não posso dizer que não sabia de sua existência. Havia o visto uma vez. Em uma loja de brinquedos em que entrei com meu filho. Na época, jamais pude supor que aquele boneco do Hulk Comunista fosse uma nova versão do personagem. Julguei que fosse uma falsificação paraguaia ou chinesa, tipo de maracutaia muito comum com esse tipo de brinquedo. O "fabricante" muda a cor do boneco, muda um detalhezinho qualquer para não pagar royalties. Enganei-me. O Hulk Vermelho é o General Ross, o primeiro e o mais obstinado inimigo do Golias Esmeralda. Cansado de levar tunda do Hulk e ainda ter que aguentar o alter ego do Verdão, Bruce Banner, passando a vara em sua filha Betty Ross (General Ross foi sogro de Bruce Banner), ele se submeteu a um experimento de irradiação gama conduzido pelo Dr. Leonard Sansom, um psiquiatra com longas melenas verdes também dotado de poderes gama. E virou o Hulk Vermelho. Cujo poder, diferente do Hulk Verde, não é ficar mais forte quanto mais nervoso fica, mas sim mais forte quanto mais radiação gama absorve, podendo absorver a radiação gama do Hulk durante um combate.
2) Hulk Laranja. Não nasceu nos quadrinhos.
Surgiu como um jogo para videogame e, dada à grande entressafra de criatividade dos roteiristas de HQs, foi incorporado pelos quadrinhos. Ele não é Bruce Banner nem a manifestação de alguma personalidade oculta dele. Ele nem é desta realidade. Ele é de uma linha temporal alternativa, criado pela Legião Negra, seja isso o que for. Sua força também tem origem numa radiação; porém, não os raios gama. O Hulk Laranja (não sei como ainda não ofereceram um cargo pra esse cara em Brasília) é abastecido pelos raios solares. Ou seja, à noite ele toma um pau do Batman.
3) Hulk Amarelo. Outra das várias personalidades que coabitam a mente esquizofrênica de Bruce Banner, o Hulk Amarelo personifica o ódio que Banner nutre pelo Hulk verde.

4) Hulk Azul. O Hulk Azul é Bruce Banner. Outra manifestação de personalidade reprimida? Desta vez, não. Aliás, o Hulk Azul é apenas meio Bruce Banner, uma vez que resultante da fusão espiritual e cósmica entre o Hulk e o Capitão Universo, que não possui forma física e, por isso, precisa se fundir a alguém através da Uniforça para manifestar-se em nosso mundo. Assim, o espírito do Capitão Universo possuiu o Hulk, fazendo surgir o Hulk Azul. Só não me perguntem como foi que o Capitão Universo possuiu o Hulk, só não me perguntem detalhes desta "fusão", deste acoplamento, deste engate.
5) Hulk Negro. E eu que achava que o Hulk fosse macho das antigas, que fosse espada. De novo possuído e violado, Bruce Banner virou o Hulk Negro. Desta vez, possuído por Shanzar, o Feiticeiro Supremo da Dimensão Negra, o Hulk Negro adicionou poderes mágicos e místicos à superforça do Verdão.
6) Hulk Roxo. Esse é o mais complicado. Pelo que entendi, o Hulk Roxo é o Hulk Negro, que, numa adaptação para uma animação da TV, foi possuído (de novo) pela criatura conhecida como O Híbrido. Ou seja, o Hulk Roxo é o Bruce Banner possuído primeiro por Shanzar e, depois, pelo Híbrido, sem que Shanzar tenha antes desocupado a moita. O Hulk Roxo é o resultado de um duplo possuimento, uma dupla penetração sofrida por Bruce Banner, o Hulk Verde.
Pãããããããta que o pariu!!!!
Pelo blog do Ozy, fiquei também sabendo das tais Fanfics. Que, como o nome em inglês sugere, são narrativas ficcionais escritas por fãs dos personagens. Roteiro feitos pelos leitores por diversão e diletantismo. Gostei da ideia. Achei um bom exercício de imaginação e escrita. Tanto que me arriscarei agora em propor uma fanfic. Não um roteiro inteiro, completo e acabado. Lançarei tão-somente a origem de um novo Hulk, apenas o mote da gênese de uma nova cor no coloridíssimo panteão dos Hulks.
7) Hulk Rosa. Ou fúcsia, como tenho certeza que o próprio preferiria. O Hulk Rosa não é Bruce Banner. Não é uma manifestação de mais alguma personalidade recôndita. Nem é um Hulk de uma linha de tempo alternativa. Nem é o Hulk verde sendo possuído pelo espírito do Clodovil ou do Clóvis Bornay. o Hulk Rosa é Jean-Paul Beaubier, o Estrela Polar, integrante da Tropa Alfa e o primeiro personagem da Marvel a se assumir como boiola, o primeiro gay "superpoderosa" dos quadrinhos. E como o Estrela Polar se transformou no Hulk Rosa, como ganhou seus poderes gama? Simples. Via enrabamento. O Estrela Polar escorregou gostoso no quiabo do Abominável, que, na hora do êxtase, irradiou as pregas dele com sêmen gama. Um enema gama!!! Daí em diante, sempre que o Estrela Polar pensa em rola, ou vê a foto de uma senhora benga, ele se transforma no Hulk Rosa! Pãããããta que o pariu!!!!
Finalizando o assunto desta postagem, a minha deserção das HQs de super-heróis, penso que, no frigir dos ovos, sopesando ao que de bom eu posso ter me furtado e ao que de absurdo eu posso ter me poupado, acho que ainda estou no lucro.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Zé Mayer, a Volta do Passador de Rodo

É bem sabido que o canalha do politicamente correto esquerdista campeia e impera nos principais meios de comunicação e emissoras de massa do país; leia-se Rede Globo.
Há três anos, um dos tentáculos mais pegajosos, rançosos, encruados e cheio de teias de aranha (quem é que tem coragem de espanar aquilo?) do politicamente correto, o feminismo, a estranha seita às muxibas, suvacos cabeludos e grelos duros, desferiu duro golpe contra a Instituição do Macho das Antigas. Que é o cara que come todas, menos as feministas; daí o recalque e a revolta.
Há três anos, o feminismo atingiu com golpe desleal um dos emblemas máximos do macho de respeito, do macho pegador e passador de rodo, do homem que adora mulher - muito longe de ser o assediador e o estuprador a que as feminazis querem reduzir toda a população com uma benga entre as pernas, o homem que chama de gostosa a mulher que é gostosa e gosta de ser reconhecida desta forma.
Há três anos, foi armada uma arapuca para o macho das antigas que todo macho das antigas gostaria de ser, e pelo qual todas as mulheres das antigas (digo das que depilam o suvaco, não a xavasca, e não votam no PT) gostariam de ser cantadas e bem comidas. Há três foi armada uma arapuca de buceta para um dos últimos Paladinos da Testosterona, um dos últimos Cruzados do Cromossomo Y : o galã passador de rodo Zé Mayer!!!!
No complô, uma figurinista da emissora, uma tal e desconhecida Susllem Tonani, foi usada como "laranja" e acusou o galã de assédio, numa das farsas mais mal contadas da história das fofocas da TV. Tão mal contada e cheia de furos que a tal pudica donzela, depois dos seus quinze minutos de fama, resolveu deixar tudo por isso mesmo, desistiu de levar o caso à justiça comum dos homens.
Zé Mayer queria comer a moça? Sim, claro que queria. Não só queria como já tinha comido e muito!, de acordo com o colunista Léo Dias. Nem Zé Mayer é tão Lobo Mau nem, muito menos, a moça, Chapeuzinho Vermelho. É como diz o José Simão : não tem virgem na zona!
No auge do imbróglio, Léo Dias publicou em sua coluna : “Su e José, que é casado com a produtora Vera Farjado, tiveram um relacionamento extraconjugal no passado. Eles terminaram a relação e Su Tonani já estava envolvida com outra pessoa quando ocorreram as novas investidas do ator. A coluna ouviu funcionários da TV Globo que relataram que Mayer e Tonani chegavam juntos, no mesmo carro, para as gravações nos Estúdios Globo. Por muitas vezes ela ficava com a chave o carro dele. Eram nítidas as brincadeiras entre ambos. A intimidade entre eles sempre foi de conhecimento de todos no antigo Projac”.
Mas adiantou? Porra nenhuma! As feminazis, incluindo algumas atrizes globais que já tinham contracenado com o ator, estavam com sangue nos olhos. Na época, nada ousou, ou teve interesse de, se interpor à fúria das suvacudas. Zé Mayer foi crucificado, demitido e tudo. 
Mas, agora, o pica das galáxias Zé Mayer retorna triunfalmente à "nova" novela das nove, Fina Estampa - na verdade, retornou há dois meses, mas só fiquei sabendo ontem, ao passar inadvertidamente pelo canal aberto da Globo. Justiça lhe foi feita! E retornou pelas talentosíssimas mãos do veterano Aguinaldo Silva.
E só podia ser. Aguinaldo Silva foi o único na Rede Globo a defender o galã na época, o único a dizer que ninguém se dispôs a ouvir o lado do garanhão, que a mídia deu o benefício da verdade absoluta à desconhecida na época e desconhecida agora Susllem alguma coisa. Palavras de Aguinaldo Silva : “Ele é um grande ator, faz muita falta nos palcos e na televisão brasileira. Eu acho que não existiu nada contra ele, já que nada foi provado… A própria pessoa que fez a acusação, depois não quis mais tocar no assunto. Isso não é justo! O Zé foi condenado apenas por uma entrevista dessa moça. Não é justo!”
Aguinaldo Silva foi o único na Globo a defender Zé Mayer; e eu, o Azarão, o único a defendê-lo na blogosfera!!! Na minha postagem Frateroridade a Zé Mayer.
Ele voltou!!! O pegador voltou novamente!!! Qual a trama da novela? Qual o personagem de Zé Mayer? Não sei e pouco importa!!! O que importa é que ele voltou!!! As feministas vão ter que me engolir!!!! - poderia ser o lema de Zé Mayer, doravante. Vão ter que engolir Zé Mayer e beijá-lo na boca em cenas de futuras novelas!!!
E voltou mais cabeludo, barbudo e homem das cavernas do que nunca, voltou com a mesma cara de macho safado, de macho que gosta demais de uma xavasca e de uns peitinhos, de macho que mulher que é mulher gosta, se derrete e se encharca!!! Voltou com a cara de macho passador de rodo que Deus lhe deu!!!!
Viva o Zé Mayer!!! Pããããããta que o pariu se Viva!!!!
Susllem Tonani ... - Leia mais em https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/tres-anos-apos-acusacao-de-assedio-jose-mayer-volta-ao-horario-nobre-da-globo-36424?cpid=txt

Gosto de Caminhar, Mas Já Pouco Caminho

Não me cansa
O caminhar;
Exaure-me
É sempre o mesmo caminho.

Não me enfastia
O caminhar;
Empreguiça-me
É a busca
(Inútil)
De novos caminhos.

Gosto de caminhar,
Mas já pouco caminho;
Gosto de caminhar;
Mas já há pouco caminho.

domingo, 12 de julho de 2020

Padre Morre em Via Crucis de Putaria

O suplício, a mortificação e o flagelo são os principais agentes de penitência e as mais bem pavimentadas vias para a absolvição do Catolicismo. Uma pesada cruz de culpa e consumição faz com que o sujeito fique bem aos olhos do Criador e garante a sua Minha Casa, Meu Além Vida no condomínio fechado do Céu.
Cristo se deixou açoitar, chicotear, fustigar por lanças romanas e ser pregado à cruz para redimir os pecados da humanidade. Ao festival de pancadaria e bordoadas desferidas contra Cristo, dá-se o nome de a Paixão de Cristo. O Filho do Homem (que é Ele mesmo) se deixou martirizar e morrer por amor aos homens. A leitura da Via Crucis é de deixar o Marquês de Sade de pau duro, ou com o cu piscando, sei lá que apito(s) o Marquês tocava.
O autoflagelo com chicotes de tiras de couro munidas de metal perfurocortante em suas extremidades não é prática incomum entre os sacerdotes católicos, quando assediados pelo Demônio e pela Tentação. O sadomasoquismo é a base da relação do católico com o mundo de desejos proibidos que o cerca e, principalmente, com aquele que o habita.
Por isso, não me causou espanto algum o caso do padre Peter Miqueli (Bronx, Nova York), que foi acusado, há coisa de dois ou três anos, de desviar fundos de sua igreja para gastá-lo com sexo sadomasoquista. À epoca, o padre foi afastado temporariamente de suas funções e deve ter tido lá que rezar umas trezentas ave-marias. Punição injusta, considero eu. 
 Padre Peter Miqueli
O sacerdote estava apenas a seguir os passos de Jesus. Estava tão-somente a vivenciar  o cruciato do Salvador, a trazer para si o calvário do Nazareno. A cada sessão de sexo sadomasoquista a que se submetia, a cada rodada de tortura, sofrimento e sevícia, o padre Miqueli estava a redimir e a purgar os seus pecados e, se não os de toda a humanidade, os de seus paroquianos com cujas doações ele pagava ao seu dominador, a quem ele chamava de "mestre" e de quem, afirmam seus acusadores, o padre chegava a beber urina feito fosse vinho litúrgico, um garotão de programa de nome Keith Crist. Isso mesmo, Crist. Pããããããta que o pariu!!!
Porém, pelo visto, nesta quinta-feira passada (09/07/20), Miqueli e Crist exageraram na penitência e o padre morreu por excesso de Pai-Nossos, Ave-Marias e Salve-rainhas. A causa da morte do padre ainda não foi confirmada, mas suspeita-se que ela esteja relacionada às práticas sadomasoquistas do homem de Deus.
Padre Miqueli cumpriu com o seu calvário, levou a cabo (e bota cabo nisso) a sua missão de vida. Assim como Cristo, morreu em agonia e êxtase; se não cruficado, ao menos empalado em grossa rola. Seguiu o exemplo dado pelo Nazareno, se deixou martirizar e morrer pelo amor aos homens. E, neste caso, como tenho certeza que diria o sumido ex-boiola, "que homem". Abaixo, Keith Crist, o instrumento de purificação do padre.
Guardo há muito tempo uma charge do Angeli. Não sei se ela foi feita inspirada neste caso, mas serve muito bem para ilustrá-lo e para fazer valer a máxima de que uma imagem vale mais que mil palavras; ao menos, como meu texto deixa evidente, mais do que mil de minhas palavras.
Em tempo : dizem as más-línguas que a alta cúpula do Vaticano está em nível máximo de alerta, em defcon 5. Atenta ao caso para evitar o vazamento de uma possível ressurreição. Hoje, é o terceiro dia da morte do padre e, por enquanto, está tudo nos conformes.

sábado, 11 de julho de 2020

Mares de Rum (II)

O Rum
Traz o Mar das Caraíbas
Para dentro
Do meu peito :
Mar Morto,
Atlântida dinamitada.

Traz você
(de onde quer que esteja)
Para mais perto da minha madrugada.
Ou me leva
(seja qual for o seu paradeiro que eu desconheço)
Para mais perto de você,
Das órbitas das suas duas Luas cheias.

Quase abre um buraco de minhoca
Para uma realidade paralela
(uma das inúmeras com que sonhamos)
Onde teríamos tido uma chance.
Quase...

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Cerveja-Feira (23)

O cerveja-feira de hoje presta merecida e atrasada homenagem aos inventores da cerveja, o povo sumério. Não bastasse terem inventado a roda e a escrita, os sumérios nos brindaram, literalmente, com a cerveja. Os registros mais antigos de fabricação de cerveja, datados de 6000 anos, remetem a esta brilhante civilização, que floresceu ao sul da Mesopotâmia, região onde hoje se situam o Iraque e o Kwait.
A cerveja, segundo consta, foi uma descoberta acidental, uma obra do Acaso, que muitos dizem ser a maneira pela qual os deuses se comunicam conosco. Seu inventor anônimo foi um padeiro, um operário do trigo, da cevada e de outros grãos que cresciam naturalmente na região. Antes de serem usados no preparo do pão e de outras massas, os cereais eram deixados de molho por um tempo, para amolecerem e incharem, o que facilitava o seu uso e manejo e os tornava mais palatáveis.
Pois em um belo dia, o tal padeiro distraiu-se da lida e deixou os cereais de molho por um tempo muito além do normal. Ao abrir o recipiente, ele notou que a água tinha adquirido uma coloração e um cheiro diferentes dos costumeiros; um aspecto turvo, sujo, e um odor que beirava o azedo. O que fez o padeiro? Maldisse o seu descuido e jogou tudo fora? Nada disso. Atraído pelo estranho e inesperado líquido, resolveu prová-lo. Em poucos minutos, uma sensação de prazer, de deleite, de transcendência, quiçá de epifania, apossou-se do distraído padeiro. Ele fez provar também do líquido alguns amigos seus, que descreveram a mesma experiência de elevação espiritual que ele.
Pronto. Havia nascido a cerveja. A partir de então, a notícia se espalhou e o líquido, antes acidental, passou a ser produzido a propósito e com técnicas cada vez mais aprimoradas de elaboração. O erro do padeiro passou a vender mais que o pão. A cerveja passou a ser o "pão nosso de cada dia" dos Sumérios.
E que o Acaso e a não intencionalidade da invenção não minorem a importância e a inteligência do padeiro; antes pelo contrário, as enalteçam. Afinal, é muito mais fácil reconhecer o resultado positivo que se busca, o resultado teorizado e esperado, do que inferir alguma utilidade a um produto estranho decorrente de uma falha no experimento. Estar preparado para reconhecer alguma utilidade no Acaso requer uma genialidade muito superior à de simplesmente conduzir e acomodar procedimentos e resultados em currais cartesianos. Quantas invenções já não devem ter sido descartadas nos ralos das pias e nos lixos dos laboratórios e das forjas científicas pela imperícia, pela tacanhez e pela falta de argúcia de seus criadores em lhes perceber a importância? Quanto do Acaso já não foi desperdiçado por mentes não preparadas e abertas a ele?
O caso da cerveja mostra não só a genialidade do padeiro, que ao invés de jogá-la fora, elevou-a a néctar dos deuses, como também serve de importante registro histórico da infinitamente superior macheza dos povos antigos. Somos todos uns afeminados, uns poodles de madame, se comparados a eles. Na Suméria, um padeiro distraído inventou a cerveja. Hoje, aqui por essas bandas, o que um padeiro distraído faz? Deixa queimar a rosca!
A cerveja passou a ter uma relevância tão grande para a vida dos sumérios que leis reguladoras de sua produção, distribuição etc foram inseridas no código de leis sumério. Que não era uma constituiçãozinha qualquer, que não era uma cartinha magna mequetrefe de merda, não,  feito o Direito Romano ou, pior ainda, a Constituição Cidadã Brasileira, escrita pelo pulha do Ulisses Guimarães e seus cupinchas movidos à base de mensalões; o conjunto de leis que pairava feito espada pontiaguda e afiada sobre as cabeças do povo sumério era nada mais nada menos que o Código de Hamurabi, o mais antigo e severo código de leis que se tem registro. A cerveja passou a ter lugar de honra no mais macho das antigas e no já draconiano, antes mesmo de Drácon,  código de leis do mundo, aquele em que a diretriz básica era a Lei de Talião, a do olho por olho, dente por dente.
O Código de Hamurabi estabelecia rígidas leis de formulação, fabricação e comercialização da cerveja. Punia severamente o fabricante que a produzisse fora dos parâmetros legais, com ingredientes diferentes dos preconizados ou de baixa qualidade, e também o taberneiro que a adulterasse para enganar o cliente e aumentar seus lucros. 
Os infratores, os que cometiam heresia em relação ao sacrossanto líquido, não eram multados, que multa é coisa de Constituição de viado. Eles eram condenados à morte, e a maneira pela qual morriam era concernente ao tipo de delito cometido contra a cerveja. Por exemplo, quem diluísse a cerveja, adicionando-lhe mais água que o permitido para aumentar seus ganhos, era condenado a morte por afogamento. Percebem a beleza da coisa? Percebem a eficiência e o justo senso de justiça da Lei de Talião? Pôs água na cerveja? Então, vai morrer afogado, de tanto beber água. Genial. Irretocável. Poético, até. Fosse o Código de Hamurabi aplicado nos dias de hoje aos produtores brasileiros de cerveja, iria faltar piscina pra tanto afogamento. Iria faltar mar.
E a lei que mais me agradou : o Código de Hamurabi estabelecia uma ração diária de cerveja para o povo sumério. Ao fim do dia de labuta, eram dados dois litros de cerveja ao trabalhador comum, três litros aos funcionários públicos e cinco litros para os administradores, governantes e sacerdotes.
Pãããããããta que o pariu!!! CLT é o caralho!!! Estatuto do Servidor Público é a puta que o pariu!!! Isso sim são direitos trabalhistas!!!
Imagino-me, funcionário público da "educação" que sou, chegando ao fim de um infrutífero dia de trabalho, guardando meu material no armário e, à saída da escola, recebendo 3 litrões de cerveja das mãos da diretora!!!
Vale-refeição é o escambau! Enfiem o vale-transporte no cu! Quero meus direitos, bonificações, quinquênios e terços de férias pagos em cerveja! Todos eles. Centavo por centavo. Mililitro por mililitro.
Abaixo, o alto-relevo sumério chamado Monumento Blau (4000 a.C.), que mostra a cerveja sendo oferecida à Deusa Nin-Harra.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Crônica de Uma Contaminação Anunciada

Aconteceu o que a esquerdalha brasileira mais desejava : o intrépido Bolsonaro foi infectado pelo coronavírus, pela praga chinesa, certo? Um prato cheio para os vermelhinhos do feicibúqui e das redes sociais escarnecerem do Mito, dizerem que ele está colhendo o que plantou, que está sendo vítima de sua própria inconsequência e das medidas médicas equivocadas que vêm tomando (segundo a esquerda), que bem que merece estar com a Covid-19 pelo descaso e pelo deboche (de novo segundo a esquerda) com que sempre se referiu ao vírus chinês, um merecido castigo pelo desrespeito para com os milhares de mortos da covid-19, certo? Hoje vai ter festa no apê e no PT! Quem sabe até no triplex da Da. Marisa, certo?
Não. Pelo jeito, não. Pelo jeito, a esquerda considera Jair Bolsonaro mais inexpugnável e invulnerável do que ele próprio bravateia. Pelo jeito, a esquerda acredita muito mais no mito do Messias do que o próprio Cavalão, apelido de Bolsonaro dos tempos de Academia Militar.
Explico : hoje, o Presidente Jair Messias Bolsonaro gravou um vídeo tomando sua terceira dose de cloroquina e relatando a melhora que o fármaco vem operando em seu organismo desde domingo, quando manifestou os primeiros sintomas.
Com todo estilo que sempre lhe foi peculiar - ninguém pode lhe negar a autenticidade - e sem demonstrar nenhum tipo de arrependimento, ou de fazer alguma mea culpa, Bolsonaro disse no vídeo : "Estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina (mostra o comprimido)...he, he, he, he... e tô me sentindo muito bem. Tava mais ou menos domingo, mal segunda-feira e hoje, terça, eu tô muito melhor do que sábado. Então, com toda certeza, né, tá dando certo (e toma o comprimido em frente à câmera).Sabemos que hoje em dia existem outros remédios que podem ajudar a combater o coronavírus, sabemos que nenhum tem a sua eficácia cientificamente comprovada, mas mais uma pessoa que tá dando certo, então eu confio na hidroxicloroquina. E você? Valeu. Tamo junto".
Acontece que Bolsonaro, na coletiva de imprensa em que anunciou o seu diagnóstico positivo, tirou a máscara de proteção em frente às equipes de TV, expondo os jornalistas ao risco de contágio, atitude que aumentou a desconfiança por parte da esquerda de que Bolsonaro esteja mesmo infectado. Já estão a dizer que o diagnóstico positivo é uma farsa montada por Bolsonaro para fazer propaganda do medicamento cloroquina e para justificar a aprovação do protocolo que permite os pacientes do SUS optarem pelo controverso tratamento. A meteórica melhora relatada por Bolsonaro acabou por gerar mais incredulidade ainda sobre a veracidade de sua anunciada contaminação.
Primeiro, a esquerda diz que a facada dada por Adélio Bispo de Oliveira foi uma fakeada, que foi tudo armação para Bolsonaro ganhar a eleição. Agora, a esquerda diz que Bolsonaro não pegou o coronavírus coisa nenhuma. Como eu disse, a esquerda acredita muito mais na indestrutibilidade do Presidente e quer mais bem ao atleta Bolsonaro que os seus próprios eleitores.
Resolva, esquerdalha : afinal, vocês querem que ele morra ou não?

Ah, me esqueci : além disso, no caso da facada ter sido uma fakeada, como vocês vermelhos afirmam, vocês estão a negar veementemente a burrice que tanto atribuem ao Mito. Antes pelo contrário, estão a dizê-lo um cara inteligentíssimo, um gênio, um estrategista político de primeira linha, pois só alguém dotado de tais predicados seria capaz de engendrar e, sobretudo, de executar com requintes hollywoodianos de produção, roteiro e elenco (Hospital Albert Einstein) uma trama de tal complexidade e magnitude.
Admitam, vermelinhos, vocês adoram o cara, né? Domesticados e emasculados ideologicamente que foram, vocês morrem de tesão num macho das antigas de direita. Ô, se morrem!!! 

Não Aceitamos Devoluções, Diz a China

Várias empresas frigoríficas brasileiras, num total de seis de suas unidades processadoras de carne, tiveram seus contratos de exportação suspensos. Os atingidos, até agora, foram os frigoríficos MarFrig (Várzea Grande - MT) , o JBS (unidades de Passo Fundo e de Três Passos, ambas no RS), o BRF (Lajeado - RS) e o Minuano (Lajeado - RS). O motivo alegado pelos compradores é a preocupação de que, devido aos crescentes casos de covid-19 no Brasil, a carne possa estar contaminada pelo coronavírus.
Um motivo justo, o apresentado pelos importadores de carne brasileira? Sim. Se não fosse um pequeno, um mero, um ínfimo detalhe : o comprador em questão, tão preocupado com as normas de higiene e com o rigor sanitário das instalações brasileiras, é ninguém mais ninguém menos que a... China.
A mesma China imunda que come carne de cachorro (Festival de Yulin), espetinho de rato e a famosa sopa de morcego está com nojinho das carnes aviárias e suínas brasileiras.
A mesma China, onde foi gestado (se intencionalmente ou não, isso tem pouca importância agora) e de onde se espalhou o coronavírus para o resto do planeta (aí, sim, por negligência comprovada do governo chinês) , está com medo de que a carne brasileira esteja contaminada pelo... coronavírus.
A mesma China, que já anunciou uma nova possível e provável pandemia causada por uma variante do vírus H1N1 surgida em suas criações de porcos, não quer comer a pururuca à brasileira.
Chega quase a ser uma piada. Quase.
A China é mesmo uma enorme loja de R$ 1,99 (ou cada uma das lojinhas de 1,99 são pequenas embaixadas chinesas espalhadas pelo Brasil) : vende produtos vagabundos, de baixa qualidade, tóxicos no mais das vezes e... não aceitam devoluções!!!
A China não aceita a devolução da praga que rogou e jogou pra cima do mundo.
Fossem uma Bélgica, uma Holanda, ou outro país da União Europeia, com rígidas legislações sanitárias e draconianas fiscalizações das mesmas, que estivessem a desconfiar da carne brasileira, seria mais do que admíssivel. Mas a porra da China????
Por um lado, eu acho é bom. Vão sobrar carne de porco e de frango no mercado. Os produtores brasileiros, sempre a puxar o saco, sempre a chaleirar a chinesada, que passem a abastecer o mercado interno com carne de qualidade tipo exportação, e não com o restolho que eles não conseguem vender para o mercado exterior. Se bem que muitos preferirão jogar fora a produção do que vendê-la mais barato.
Quanto à China, ela que vá tomar naquele cu amarelo dela.
Quanto à China, finalizo à la Maria Antonieta : não querem nossos porcos? Que comam cães, ratos, morcegos, lacraias etc.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Apito de Cachorro

Não consigo
Mais escrever poemas
Do que me faz falta
- pessoas, lugares, memórias, sensações, desejos, segredos.
Não consigo
Mais escrever
Sobre eles
Por que
De fato
Eles deixaram de me fazer falta
(sou apenas eu que gostaria que eles continuassem a fazer),
Ou por que
Percebi
Que minha poesia
Não é mais capaz de evocá-los
De trazê-los de volta?
Por que
Percebi
Que minha poesia
É um apito de cachorro
Quebrado
Que eles
Não são mais capazes de escutar,
Ao sopro do qual
Não vêm mais 
Se deitar entre minhas pernas
Para aquecer
Os pés cada vez mais frios
De um velho?

domingo, 5 de julho de 2020

Bukowski, Para Jane

Para Jane
225 dias debaixo da grama
e você sabe mais do que eu
há tempos levaram seu sangue,
você é um ramo seco numa cesta.
é assim que funciona?
nesse quarto
as horas do amor
ainda fazem sombras.
quando você partiu
você levou quase
tudo.
à noite me ajoelho
diante de tigres
que não vão me deixar em paz.
o que você foi
não vai acontecer de novo.
os tigres me encontraram
e eu não me importo mais.
Elogio a uma nobre mulher dos infernos
alguns cachorros quando dormem à noite devem sonhar com ossos
eu me lembro dos seus ossos
na sua carne
ficavam ótimos
naquele vestido verde escuro
naquele seu salto-alto turvo,
e voce sempre me amaldiçoava quando bebia
seu cabelo para baixo escorria
enquanto você parecia que explodia
mas o que te segurava:
podres memórias
dum
podre
passado,
e quando
você morreu
deixou meu presente
roto
e desde que partiu
da minha mente
há 28 anos
não saiu.
você era a única
que entendia
a futilidade
dos preparativos
da vida;
todos os outros estavam apenas
descontentes
com suas triviais existências
reclamando
sem sentido
sobre o
que não faz
sentido;
Jane, você foi
assassinada por
saber demais
aqui vai um brinde
ao seu esqueleto
que
dos sonhos
deste cachorro
fazem parte
por inteiro.

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Oba! Tá Todo Mundo Louco! Oba!

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adverte : quem não morrer pelo coronavírus vai ficar lelé da cuca, doido de pedra. Ou morre de covid-19, ou passa a rasgar dinheiro, a comer bosta, a dar estilingada em avião e a beliscar poste.
A OMS alerta para o possível surgimento de uma pandemia paralela à do coronavírus; uma copandemia, digamos assim, de doenças mentais causadas pelo isolamento social.
Não é o meu caso - aliás, está longe de sê-lo -, mas o serumaninho médio e mundano, que deve compor uns 90% ou mais da população global, não consegue viver bem se longe do fedor da manada. Ele precisa que o cu do outro esteja sempre às suas fuças - para que possa reconhecer o seu cheiro também no outro -, e que o focinho ainda de outro esteja a farejar o seu toba - que o outro, igualmente, se reconheça nele e lhe dê a sua aprovação. Um círculo vicioso de cheira-cus, é a que se resumem as relações humanas.
Pensando bem - ou só pensando -, a pandemia de confusão mental prevista pela OMS pode ser vista como uma espécie de doença ou infecção oportunista. Que são moléstias causadas, geralmente, por agentes ou patógenos - externos e internos - com os quais convivemos diária, normal e pacificamente. Mas que, frente a uma nossa debilidade, a uma baixa de nosso sistema imune causado por alguma doença, arvoram-se em valentões e partem para cima de nós, botam pra fuder, aproveitam de nossa fraqueza para tirar as suas casquinhas. No jargão futebolístico, um agente oportunista é aquele que mal se percebe ou se faz ver em campo, mas que está sempre na boca do gol esperando por alguma sobra, é o cara que fica na "banheira".
Pode ser o vírus da herpes labial, que se aproveita de uma febre para eclodir em vesículas nas nossas bocas, muitas vezes depois de anos e anos inativo; pode ser o fungo Candida Albicans, comum no trato urogenital humano e que não causa qualquer dano ou desconforto em condições normais, mas basta que um desequilíbrio de pH, que pode ser motivado por stress, ocorra para que ele prolifere e cause a candidíase, mais comum em mulheres; podem ser as bactérias comuns e necessárias de nosso trato intestinal, onde são não só inofensivas como benéficas a nós, mas que, se atravessarem a parede intestinal através de alguma lesão causada por uma amebíase ou verminose e atingirem outros órgãos via circulação sanguínea, podem causar graves infecções; podem ser ácaros e outros agentes alérgenos do ambiente; etc etc etc.
Por isso digo que, caso venha a ocorrer, o surto de demência que tanto preocupa a OMS será o primeiro caso registrado de pandemia oportunista. Algo que já está por aí há muito tempo entre nós, só aguardando na "banheira" a chance de marcar o seu gol. 
Explico : assim como aos fungos, vírus e bactérias oportunistas, estamos expostos diariamente aos agentes da loucura. Agentes externos (aqueles entremeados no nosso dia a dia, em nossas relações afetivas, sociais e laboriais) e agentes internos (aquela loucura íntima e inconfessável contra a qual lutamos todos os dias (ou não), com a qual conversamos quando ficamos sozinhos a beber uma cerveja, ou quando botamos a cabeça no travesseiro).
Como acontece com os fungos, vírus e bactérias oportunistas, mantemos, o mais das gentes, no mais das vezes, a loucura sob controle. Estabelecemos relações diplomáticas e políticas de boa vizinhança com a loucura que nos cerca e que nos habita. Até que uma fresta se descortine para ela, até que uma fraqueza lhe aponte uma rachadura em nossa frágil sanidade e lhe dê o sinal verde para a invasão e a conquista de nosso território mental.
O coronavírus e o consequentemente isolamento social abriram esta brecha para um surto planetário de insanidade mental. Insanidade que, paradoxalmente, não será contraída pela exposição aos patógenos da loucura, mas sim e antes pelo contrário, pela falta de contato com eles.
Tenho cá para mim que a inoculação diária de loucura que recebíamos de nossas relações sociais e laboriais atuava como uma espécie de vacina contra nossa loucura íntima e pessoal. Que a loucura coletiva feita em norma nos imunizasse constantemente contra a loucura individual. Tenho pensamentos e/ou atitudes que, por vezes, me parecem insanos?, o sujeito se perguntava. Sim, ele próprio respondia. Mas... a maioria também os têm e age da mesma forma. Então, não é loucura, ele racionalizava. E dormia tranquilo.
É o que eu disse do cheiro nauseabundo da manada, do necessário cheiro do cu do outro : enquanto o sujeito sentia a própria fedentina, mas tinha a confirmação diária de que o outro também exalava o mesmo bodum, tudo estava certo na cabeça dele. E quando ele passou a ter que suportar o seu fedor sem nenhuma outra referência atenuante? Sem nenhum outro parâmetro que confirme a sua catinga como normal? Aí, meus amigos, aí é que a porca torce o rabo para o serumaninho comum; aí é que a casa cai para o sujeito mediano e medíocre.
Sem a dose de reforço cotidiana da vacina da loucura coletiva, o sujeito não consegue mais reagir e combater os agentes internos de sua loucura, não tem mais como estabelecer se o que ele pensa (o que nunca foi mesmo o seu forte) está dentro ou fora da casinha. Aí, a loucura interna do sujeito, feito o vírus da herpes e o fungo da candidíase, toma conta da casa. Aí, o sujeito despiroca de vez. Não é para qualquer um conviver só com o próprio cheiro e não ficar louco.
A abstinência da loucura coletiva, imposta pelo coronavírus, poderá trazer a copandemia oportunista da insanidade individual.
E quais são as recomendações, os remédios prescritos pela OMS para evitar a loucura global?  Aí é que vem a verdadeira loucura! A OMS destacou cinco itens de uma extensa lista que ela julga ser os mais eficientes na profilaxia da piração geral.
Frases motivacionais e de autoajuda!!! É o que nos receita a OMS contra o desatino! Pããããããta que o pariu!!!! Valha-me Nossa Senhora das Frases de Parachoques de Caminhão!!! Contra a pandemia da demência, Augusto Cury, Lair Ribeiro, Paulo Coelho e Içami Tiba! Aí é que eu fico louco!!!
Para a pandemia do coronavírus, a cloroquina (que, meno male, ainda é um produto da ciência); para a copandemia do despirocamento, os gurus da autoajuda.
Estamos mesmo todos fodidos.

em tempo : o título da postagem foi tirado da letra da canção "Tá Todo Mundo Louco", escrita e interpretada por Sílvio Brito, ex-louco beleza, que hoje e há tempos virou evangélico. Isso sim é que é ser louco. Valha-me São Raulzito!!! Quando acabar, o maluco sou eu!!! E já está acabando, meus amigos... já está acabando...

Cerveja-Feira (22)

O troféu cerveja-feira desta semana não vai para um nome em particular, sim para um grupo anônimo de amigos residentes na Cidade Imperial de Petrópolis.
Tolhidos pelo isolamento social do direito básico e inalienável do macho das antigas de tomar umas geladas com os amigos num buteco, um grupo de amigos achou uma maneira à la Al Capone de driblar esta Lei Seca coletiva. 
Descobriram que no buteco que frequentavam, ao fundo do estabelecimento, há uma porta contígua à petshop vizinha, também propriedade do dono do buteco. Passaram a fazer o caminho inverso : com o buteco fechado pelas regras do isolamento social, os amigos entravam pelas portas da petshop e acessavam o interior do bar pela porta dos fundos da loja.
E depois dizem que o brasileiro é acomodado e conformista. Nada disso. O brasileiro é, sim, um povo que inova e empreende. A confusão se dá porque o empreendedorismo do brasileiro não é feito com o objetivo de torná-lo milionário, de fazê-lo figurar na capa da Forbes. É empreendedorismo mais modesto - porém, como visto, não menos genial -, é tão-somente para lhe suprir o básico. Uma vez satisfeitas as suas mínimas condições de sobrevivência, ele não segue em frente, não tem grandes ambições. 
Denúncias da vizinhança moralista, rançosa e recalcada, no entanto, acabaram com a festa dos amigos que tomavam da água que cachorrinho de madame não bebe.
A fiscalização da Prefeitura de Petrópolis, como diria Bezerra da Silva, deu o bote perfeito e levou todos eles para averiguação. Deu o flagra no dono do bar/petshop e nos 16 bebuns que por lá estavam a esquecer um pouco da vida. O dono foi multado em R$ 800,00 e os clientes foram obrigados a voltar para as suas casas; há relatos não oficiais de que alguns deles, que estavam com a sogra a visitá-los, tentaram subornar a fiscalização, imploraram de joelhos para deixá-los ficar no buteco.
Abaixo, uma tirinha com a sequência do flagrante. A entrada do petshop, o fiscal achando a porta dos fundos e os bebuns no balcão.
Mas a ideia dos amigos e do dono do petbar pode não ter sido assim tão original. Eles podem ter se inspirado em um episódio do seriado Os Simpons, em que Moe, impedido de abrir o seu estabelecimento por conta de uma lei seca que se abateu sobre Springfield , lançou mão deste mesmo subterfúgio e transformou a Taverna do Moe em a Petshop do Moe.
Se ideia original ou plágio com a melhor das boas intenções, pouco importa; o cerveja-feira de hoje vai para este grupo de amigos petropolenses e para o visionário dono do petbar.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

A Gastronomia Chinesa é de Matar

Uma nova cepa, uma nova variante do vírus da gripe suína, o H1N1, foi identificada e isolada em rebanhos de porcos bem como em uma porcentagem siginificativa de pessoas que lidam com eles. 
Onde? Ora, porra! Na China! E onde mais poderia ser?
A China tem a maior rebanho de porcos do planeta; e de chineses, também. O new look chinês 2020 do H1N1, chamado de G4 EA H1N1 pelos cientistas, já se mostrou capaz de passar de porco para porco e também de porco para chinês. Só não houve - ainda - transmissão confirmada de china para china, peripécia do vírus que poderia deflagar uma nova pandemia. Mas o mais difícil, dizem os especialistas, que é justamente romper e ultrapassar a barreira interespécies, o vírus já conseguiu. Que o contágio passe a se dar de humano para humano, é só questão de tempo.
Primeiro, foi a sopa de morcego de Wuhan
E agora, virá o quê? O Porco à Pequim? O Porco à Moda Cantonesa?
A gastronomia chinesa, como diria Adoniran Barbosa, mata mais do que bala de carabina, que veneno estricnina, que peixeira de baiano.
E essa postagem é só um aperitivo, uma entrada, digamos assim; o prato principal virá (ou não) amanhã, ou depois de amanhã, ou quando minha preguiça permitir, com a postagem Gripe Suína II, o Novo Presente de Grego da China.