Vi pequenos e aleatórios instantâneos das manifestações. Ora pela CNN; ora pela Band News, ora pela Record News (onde descobri estar - ele, sim, um mito - o grande Heródoto Barbeiro), ora (mea culpa, mea maxima culpa) pela GloboNews.
Basicamente, supus que veria, ao longo do dia, transmissões das manifestações dos dois lados da mesma moeda, as a favor e as contra Bolsonaro. A compará-las numericamente. Que tentariam, sobretudo a GloboNews, contrapor imagens de manifestações pró-Bolsonaro de locais onde elas tivessem se dado de forma mais rarefeita com imagens de manifestações contrárias de lugares onde elas tivessem ocorrido de forma mais intensa. Comparar os lugares de menor adesão a Bolsonaro com os de maior rejeição a ele, para corroborar a sua queda de popularidade tão alardeada pelas pesquisas de intenção de votos para 2022.
Pois a grande mídia não teve nem mesmo como fazer essa comparação parcial e tendenciosa. Tão maciças foram as aglomerações pró-Mito e tão pífios e anêmicos os ajuntamentos vermelhos que não houve como negar ou minimizar os primeiros, nem como maquiar e otimizar os segundos. As transmissões do Sete de Setembro contradisseram total e cabalmente todos os resultados divulgados pelos tais Institutos de Pesquisa a respeito da queda de popularidade e da crescente rejeição ao governo Bolsonaro. E não estou dizendo que isso seja bom ou que seja ruim. Tão-somente foi o que se mostrou.
Se não pode vencer o inimigo, junte-se a ele, certo? Porra nenhuma. Se não pode vencer o inimigo, desqualifique-o.
Foi o que restou à GloboNews e ao seu time de jornalistas, órfãos desmamados e viúvas dos governos Lula e FHC, desqualificar a vontade popular. O tempo todo - e foi algo que até ultrapassou o limite do ridículo - foi pisado e repisado que as manifestações verde-amarelas carregavam “pautas antidemocráticas”.
Não sei quem convencionou que democracia é manter uma população de mais de 200 milhões de habitantes refém de 513 parlamentares, ainda que sejam sequestradores, em tese, escolhidos por suas vítimas. Beeeeemmmm em tese : em 2018, apenas 27 parlamentares (5,26% da corja) foram eleitos apenas pelos próprios votos; os outros, a reboque do tal quociente eleitoral, votos da coligação e outras mumunhas. Ou seja, 94,74% não representam nem mesmo quem pensa diferente de você, caro leitor; só representam a si mesmos e aos interesses de seus partidos. Democracia?






















