terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Francês Desbatizado

René Lebouvier, um aposentado francês de 71 anos, indignado com as canalhices da Igreja Católica, recorreu à Justiça para ter seu nome retirado dos livros do Vaticano.
Alguns fatos que o levaram à sua decisão foram o pronunciamento da Igreja contra o uso de preservativos em 2009, por ocasião da visita do nazistão Bento XVI à África, e o caso da menina brasileira de 9 anos que, por correr risco de morte, abortou um filho de seu padrasto : a Igreja excomungou a menina, assim como os médicos que realizaram o procedimento. O padrasto, com certeza, foi chamado para compor o corpo clerical de alguma paróquia e deve estar comendo um cu de padre a uma hora dessa.
A luta do francês é antiga. Ele começou o processo em 2001, inicialmente apresentando seu pedido aos padres de sua pequena cidade. Foi informado pelos filhos das putas que isso era impossível, o máximo que conseguiu foi uma observação nos registros de batismo da paróquia, um adendo dizendo "renegou ao batismo" ao lado de seu nome. 
Mas depois do caso da menina de 9 anos do Recife, Lebouvier resolveu entrar na Justiça para a total deleção de seu nome dos registros católicos. E ganhou. O Tribunal de Coutances justificou, com base no “direito ao respeito da vida privada”, sua determinação para a diocese da região que retire em “definitivo dos registros de batismo a menção a René Lebouvier”. Se em 30 dias o nome dele não for encoberto “com tinta preta indelével”, a diocese pagará multa diária de cerca de R$ 34.
Tem um bispo filho da puta lá que irá recorrer da decisão. Afirma que mesmo que seja obrigado a cumprir a ordem judicial, é impossível desfazer o batismo, seria como negar o nascimento do indivíduo. É o caralho. É a mesma coisa que se desfiliar de um clube, partido político ou sindicato.
Um tal teólogo Jesus Hortal afirma que, para a Igreja,  ordenação, matrimônio, crisma e batismo são sacramentos para a vida toda. Além disso, há o entendimento de que, como o batismo é um fato público, ocultá-lo seria o equivalente a destruir documentos históricos”
Claro que esse canalha só podia se sair com essa. Um teólogo chamado Jesus, porra, é óbvio que vai advogar em causa própria.
Fiquei um pouco surpreso com a notícia, achei que fosse plenamente possível desfazer o batismo. Inclusive já postei um modelo de carta de desbatizado que circula pela net aqui no blog.
Penso em, futuramente, seguir o exemplo do francês. Conseguir na Justiça o direito de borrar os seculares livros do Vaticano e ter meu nome coberto de tinta preta. E torcer para a Igreja recorrer e não cumprir a ordem. Trinta e quatro reais diários de multa totalizam mais de mil reais no fim do mês. Seria um excelente acréscimo na renda.
E eu seria, se não o único, um dos raros casos de pessoas que tiram dinheiro dos cofres sagrados, e não que os abarrotam com seus salários e ignorância.
Fonte : O Dia Online
Em tempo : sobre o caso da menina excomungada, leiam o fantástico cordel do poeta Miguezim da Princesa, A excomunhão da vítima.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Renas Do Papai Noel (I)

Odeio Rodeio

Rita Lee não é das minhas cantoras/compositoras prediletas. Nunca foi. Tenho-lhe um grande respeito histórico e certa reverência por sua boa obra antes de se juntar a Roberto de Carvalho, isso lá pelos fins da década de 1970. Destaque para o antológico Fruto Proibido (1975), pelo gravadora Som Livre, que conta com clássicos como Agora Só Falta Você, Esse Tal de Roque Enrow, e a belíssima Ovelha Negra
Vai daí que um dia desses, vasculhando desses sites de compartilhamento, baixei o cd Rita Lee - Duetos, de 2010. Gosto de duetos. Baixei, gravei num CD com mais outros álbuns, deixei na gaveta e pus hoje para escutar. A terceira faixa me surpreendeu. Logo de cara, uma voz que não reconheci a nenhum custo saiu disparando que odeia rodeio e que até sente um certo nojo quando um sertanejo começa a cantar. Puta que o pariu, exclamei.
Corri em busca de descobrir o dono da voz, cheguei a pensar que a música fosse composição da Rita, depois de décadas de marasmo. Não era. O autor é Chico César, aquele que tem um coqueiro nascendo do cocoruto pelado .  Sei dele a tal da Mama África, e mais umas duas ou três gravadas pela Bethânia; recentemente conheci dele a bela O Barco, gravada por Zeca Baleiro. O que chegou dele até os meus ouvidos, via rádios, nunca me apeteceu a procurar por mais. 
Agora, o cara manda essa. Se sai com essa coragem e ousadia. Vomita o que boa parte dos músicos de verdade pensam e não se metem a falar, talvez por medo de represália da indústria fonográfica e da pesada máfia do rodeio, que envolve multinacionais e políticos; alguns, até o próprio Zeca Baleiro, de quem muito gosto e citei aqui, já teve sua canção Lenha gravada por uma dessas excrescências sertanejas. Não sei de que ano é a composição, mas para mim ela é de hoje. Vou procurar pela net coletâneas de Chico César, prestar-lhe mais atenção. É o minímo, por sua valentia.
O disco de Rita ainda traz duetos com os Titãs, Arrigo Barnabé, as delicinhas musicais Pitty e  Fernanda Takai, Banda das Velhas Virgens, Caetano Veloso, e até o Rei Roberto Carlos.

Odeio Rodeio
(Chico César)
 Odeio rodeio
 E sinto um certo nojo 
Quando um sertanejo
Começa a tocar
 Eu sei que é preconceito 
Mas ninguém é perfeito
 Me deixem desabafar [bis]

A calça apertada
 A loura suada 
Aquele poeirão 
A dupla cantando 
E um louco gritando 
Segura peão
[Refrão]

Me tira a calma 
Me fere a alma 
Me corta o coração
 Se é luxo ou é lixo 
Quem sabe é o bicho 
Que sofre o esporão
[Refrão]  

É bom pro mercado
 De disco e de gado
 Laranja e trator 
Mas quem corta a cana
 Não pega na grana 
Não vê nem a cor
Respeito Barretos 
Franca, Rio Preto 
E todo interior 
Mas não sou texano 
A ninguém engano 
Não me engane amor
[Refrão] 

Para ver o vídeo e ouvir a música é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.

Padres Não Serão Mais Apalpados Nos Presídios

Padres, pastores e outros religiosos que prestam assistência "espiritual" a detentos não poderão mais ser revistados nas cadeias e penitenciárias.
Primeiro que eu nem sabia de mais essa palhaçada. O cara tá lá preso : matou, estuprou, vendeu droga, invadiu domicílio de gente honesta, e ainda pode receber visita de padre? Para quê? Só se for pra comer a bunda do sacerdote. Deve ter muito padreco voluntário para ouvir a confissão do Ditão Pé-de-Mesa.
O cara dá uma "migué", diz que encontrou Jesus, que se converteu, e recebe a visita do pastor, com aquela bíblia fedendo a sovaco, para lhe abençoar; pastor esse que, muitas vezes, também é um marginal "regenerado". Na hora do aperto, bandido e puta velha viram tudo religiosos. A religião é a aposentadoria do malandro.
Visita íntima, visita religiosa...a que outras visitas o safado tem mais direito? O cara está preso. Não é só sua liberdade de locomoção que deve ser cerceada. Deveriam ser todas suas liberdades. O cara está trancafiado porque feriu gravemente a sociedade e continua tendo direitos de cidadania. Só pode ser brincadeira. 
A prisão deveria anular totalmente o sujeito. Torná-lo um nada. Privá-lo de todos os direitos possíveis e imagináveis. A prisão teria que ser um modelo aperfeiçoado do Inferno. Para o vagabundo não querer nunca mais nem passar por perto. O único direito do preso deveria ser trabalhar pesado de sol a sol. Quebrando pedra e com o pau de guatambu cantando no lombo caso reclamasse.
Agora, o padre e o pastor vão entrar na cadeia sem levar nenhuma apalpada. Telefones celulares e drogas entrarão livremente dentro de bíblias, por sob as batinas e nos bolsos internos dos paletós de brechó dos pastores.
Aquela mãe, senhora já idosa, gente de bem, que teve o azar de ter um filho safado, é obrigada a passar pelo constrangimento de uma revista, e passa, resignada, porque enfim mãe é mãe. Os Cafetões de Cristo, esse outro pilantra,  não?
Tem que revistar padre e pastor, sim. Revistar tudo. Enfiar-lhes o dedo no cu. Que essa raça bem o merece.
E tem mais : a mesma resolução que exime a padraida de ser revistada, também autoriza a flexibilização de regras de vestimenta, alimentação e higiene pessoal (barba e cabelo) para os presos. Se bem entendi, significa que os presos não mais serão obrigados a usar os uniformes que os caracterizam como tais, poderão escolher o modelito com o qual aparecerão no Jornal Nacional do quando de suas rebeliões. Não serão mais obrigados a comer a comida padronizada da cadeia e não mais terão suas barbas e cabelos raspados.
Em breve, não duvidem, receberão visitas de estilistas, nutricionistas e cabelereiros. Que, por estarem prestando um "serviço social", também adentrarão os pavilhões sem serem revistados.
Se não revistam para entrar, deveriam revistar para sair. Para ver se não tem padre levando presidiário embaixo da batina, engatado em seu rabo.

domingo, 4 de dezembro de 2011

AMENIDADES

Incorporei 5 doses (das boas) de vodka (da não tão boa assim),
Secretei 5 poemas (dos melhores)...
E nada acontece.
Nem exalta nem desmerece.
 
Digeri 6 latas de cerveja (da mais barata)
Expeli 6 páginas (das mais ingratas)
De um conto para sempre inacabado...
E nada acontece.
Nem escalda nem arrefece.
 
É...
Meus vícios já não me servem de nada,
Não me tornaram grande como o pretenso.
Conversemos, pois, amenidades.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Menina Das Duas Tranças

Menina das Duas Tranças
(Vinícius de Moraes/Toquinho)
Menina das duas tranças
Deixe o meu filhinho em paz
Que ele ainda é muito criança
Pras coisas que você faz

Baixa o seu olhar escuro
Cubra esse peitinho em flor
Que ele ainda não está maduro
Prá essa escuridão de amor

Vá se embora, te esconjuro,
Deixe o filho meu
Basta neste negro mundo
O que o pai sofreu

Menina das duas tranças
Deixe o meu paizinho em paz
Que ele não é mais criança
Pras coisas que você faz

Pare de deitar quebranto,
Chega dessa mostração
Que meu pai já sofreu tanto
Só viveu desilusão

Vá se embora, te esconjuro,
Deixe em paz meu pai
Mais que o seu olhar escuro,
É pra onde ele vai.

Síndrome de Asperger

Sou funcionário público. E concluo, depois de anos enfronhado no Sistema, que é o lugar mais próximo do ideal para mim. Sim, Sistema escrito com inicial maiúscula, da mesma forma que a maioria grafa deus. Para o funcionário público, o Sistema é o Onipresente Vigilante e Punidor.
O funcionalismo público é mão e luva para pessoas ou muito talentosas e geniais - alheias ao mundano e acima das relações sociais comezinhas -, pois nele têm tempo de dar tratos à bola paralelamente ao fácil e pouco serviço, ou para pessoas totalmente desprovidas de talento ou adjetivos - rasas a ponto de não se ajustarem aos mais simples rituaizinhos da vida -, pois nele são imbuídas de um cargo, um título, que lhes concede importância ilusória.
Não sei qual é o meu caso. E, sinceramente, procuro não vasculhar muito pela resposta. Basta-me a indagação. Respostas são chatas. Às vezes, demolidoras e decepcionantes.
Há uma terceira possibilidade. E gosto mais dessa. O Serviço Público faz as vezes daqueles antigos sanatórios para tuberculosos, ou dos leprosários. Só que é um remanso para os portadores da Síndrome de Asperger (SA), que recentemente descobri ter.
Basicamente, o Asperger tem horror, verdadeira aversão a qualquer quebra de sua rotina, considera uma mudança como uma invasão de seu mundo. Muitos classificam a SA como uma forma moderada de autismo, de encasulamento, onde não há prejuízo no desenvolvimento intelectual e da linguagem; alguns Aspergers, não raro, tornam-se professores universitários (querem melhor redoma que o ambiente restrito de uma universidade?)
Os portadores de SA, segundo a literatura médica, embora não tenham prejuízo intelectual, apresentam prejuízos de interatividade social, prejuízos na convivência com outras pessoas. Prejuízo? Que prejuízo eu posso sofrer por estar trancado em casa ao invés de pulando e berrando feito um idiota no meio de uma turba num show de sertanejo universitário? Nós, Aspergers, somos normais. Problemas, têm os outros.
O portador de SA, diferente do autismo clássico, não tem dificuldade alguma de se comunicar e interagir com o mundo. Só não gosta. 
Os portadores de SA, ainda continuando a lista de sintomas, desenvolvem padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, cuja denominação, dada pela execrável psicologia, é Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Mais uma vez, cago pra esses merdas do psico-qualquer-coisa. Obsessivo para eles, bando de liberaizinhos de merda, queimadores de rosca. Para mim, padrões repetitivos de comportamento atendem por outros nomes : disciplina e método.
Os portadores da SA não têm prejuízo nenhum, em nada. Se eles não gostam da convivência em bando, qual o prejuízo em evitá-la? Se gostam da rotina, qual o prejuízo em preservá-la? Aliás, não entendo o porquê da rotina ser considerada indesejável. Para que roupas novas quando as antigas ainda estão usáveis, carro novo quando o velho ainda anda, cores novas nas paredes da casa quando a pintura velha ainda está intacta, móveis novos se os cupins ainda  não comeram os antigos? Tanto esforço dispendido na mudança para que se consiga o que já se tem, roupas, carros, móveis e paredes pintadas. E depois, nós, Aspergers, é quem somos os doentes? Preferimos gastar nossas energias em conluio e regozijo com nós mesmos.
Não sei se as pessoas dizem a verdade quando afirmam não gostar da rotina, ou se mentem com a intenção de parecer dinâmicas, jovens, modernas e descoladas; babacas, enfim. Em qualquer dos casos - ainda mais se forem adultas -, só revelam a incapacidade de amadurecimento que têm, a falta de uma personalidade solidamente estabelecida. Só o indeciso (o incapaz de decisão) pode ansiar tanto por mudanças. E depois, nós, Aspergers, é quem somos os doentes?
Eu verifico tudo antes de sair de casa, várias vezes, luzes acesas, ventiladores ligados, torneiras pingando, válvula do gás, porta da geladeira, janelas, ferro de passar roupa fora da tomada, se há água e ração suficientes para as gatinhas, e, muitas e muitas vezes, se tranquei adequadamente as portas. Eu não tenho TOC porra nenhuma, eu simplesmente não gosto de sair de casa. E ponto. Por isso, torno minha saída tão trabalhosa. Saio só para o básico e necessário. Levar o filho à escola e ao médico e ir ao supermercado, que comida e cerveja ao homem não podem faltar.
Qual o mal em gostar de sua caverna e se bastar como fonte da solução (ou não) de seus próprios problemas? Pura inveja dos que não se bastam. Daí, darem-nos a pecha de anormais. Pura aleivosia.
Por isso, achei-me no Serviço Público. Nele, a rotina é regra e é respeitada. Nele, chegamos todos os dias e temos a certeza do que vamos encontrar. Se bom ou ruim, é mero detalhe. O fundamental é a sua confortável constância. Não há surpresas, sobressaltos ou sustos. Eu nunca gostei nem de montanha-russa.
Vejam que escrita mais Asperger:

"Parece que recebo mais felicidade entre quatro paredes do que no meio das pessoas. Para mim, nunca foi difícil ficar sozinho. Sempre foi melhor. Era algo natural. Sou como esses animais que cavam buracos, é meu instinto. Quando estou só, recarrego a bateria, construo. Já fui deprimido, suicida, mas nunca fui um solitário. Ser só siginifica que outra pessoa pode resolver seus problemas. Eu precisava era de mim mesmo."

Quem? Charles Bukowski, o bom, velho e sujo Buk. Só podia ser.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bom De Bola, Ruim Da "Bola"

Nossa cabeça contém a mais sensível de nossas estruturas corporais, e a mais importante. Não é à toa que nosso cérebro se encontra encerrado numa dura caixa óssea, o crânio, e é revestido por três membranas, as meninges.
Qualquer lesão ocasionada por doença ou impacto tem caráter irreversível, suas células, os neurônios, não possuem, a exemplo de outras de nosso corpo, poder de regeneração. Uma vez perdido um neurônio, é para sempre.
Assim sendo, quem, em sã consciência e por vontade própria, sairia por aí batendo com a cabeça a torto e a direito. Resposta simples : os jogadores de futebol.
Uma bola de futebol alcança comumente velocidades entre 20m/s e 30m/s (72km/h e 108 km/h, respectivamente), o que, levando em conta sua massa, produz impactos com forças entre 1300 e 2000 N. Isso se o jogador que receber a bolada estiver parado, se ele correr em direção à bola e cabeceá-la em sentido contrário, sua força se soma à do impacto, e o resultado é ainda maior.
Só para efeitos de comparação, no boxe, um soco médio pode atingir 3000 N se o boxeador que o recebe estiver parado; caso ele jogue o corpo para trás na hora do golpe, diminuindo a resistência, esse valor diminui. Parece-me, portanto, que uma boa cabeceada e um soco de boxe "amortecido" provocam  impactos semelhantes no cérebro do sujeito.
Agora, médicos estadunidenses liderados por Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, do hospital da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, "suspeitam" que cabecear bola com frequência pode causar danos ao cérebro, a degeneração de suas células.
Jogadores amadores foram monitorados e os médicos descobriram que os "cabeceadores frequentes" tinham sinais óbvios de lesões traumáticas leves no cérebro. Cinco regiões do cérebro sofreram danos --áreas da frente do cérebro e na direção da parte de trás do crânio, onde ocorrem processos ligados à atenção, memória, funcionamento executivo e funções da visão.
Os médicos afirmam que uma única cabeceada não tem força suficiente para grandes danos, mas creem que a prática constante do ato possa levar a um efeito cumulativo. Citam o caso de um jogador britânico da década de 1960, Jeff Astle, falecido em 2002, cuja autópsia atestou uma doença degenerativa do cérebro, desencadeada pelas muitas cabeceadas durante sua carreira, como a causa da morte.
Os cientistas buscam, agora, determinar um número seguro de cabeceadas para cada jogador; embora não haja um estudo preciso, eles acreditam que um número em torno de mil cabeceadas/ano dê uma boa margem de segurança ao atleta. 
Fico até imaginando a cena (imaginando mesmo, não assisto a jogos de futebol) : o jogador recebe aquele passe aéreo para enfiar de cabeça para dentro do gol e deixa a bola passar, nem faz menção de pular para alcançá-la. Xingado, responde : já dei a minha cota de cabeceadas da semana.
Hoje, os jogadores de futebol têm a seu favor, dizem os médicos, o fato de que as bolas atuais são bem mais leves que as antigas. Eu não vejo grandes diferenças no resultado final. A massa das bolas de hoje é menor, mas isso faz com que elas atinjam velocidades maiores que as bolas pesadas de outrora. 
A força do impacto é dada pela multiplicação da massa do objeto pela variação de velocidade antes e depois do choque, tudo isso dividido pelo tempo de contato. A massa diminui, a velocidade aumenta em contrapartida. Praticamente, ficam elas por elas.
É óbvio ululante que constantes impactos na cabeça podem afetar o cérebro, acredito que a pesquisa seja feita para mensurar o quão grande pode ser esse dano. 
No caso de jogadores de futebol, no entanto, eu absolvo a bola. Ela não têm a menor culpa na questão. Jogadores de futebol, via de regra, já nasceram com o cérebro degenerado. O problema é que esses exames foram realizados em futebolistas já há algum tempo em atividade; daí, fornecerem a falsa impressão de que aqueles cérebros miseráveis resultaram das boladas. Se o exame tivesse sido realizado antes desses sujeitos começarem a jogar bola, o resultado teria se revelado o mesmo.
A bola em nada lesionou os cérebros dos jogadores de futebol. A coisa é de nascença, eles já saíram assim de fábrica. 
Bom de bola e ruim da bola. Precisa pesquisa para descobrir isso?
Fontes:
Reportagem : BBC Brasil
Dados sobre boxe : Ciências Olímpicas
Equação para cálculo de impacto : Física na Veia

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Silvio Santos Perde Seu "Lá, Lá, Lá, Lá..."

Não pode ser mero azar. Alguém fez uma macumba muito braba pro lado do Senor Abravanel, o Silvio Santos. Puseram o nome dele na boca do sapo, fizeram um boneco vodu. Ou, no caso, armaram uma cabala e um Golem dos bons contra o careca mais cabeludo do Brasil.
Primeiro, ele perdeu o banco Pan-Americano; até aí, tudo bem. O que é um banco para o Homem do Baú? Em seguida, para pagar o rombo deixado pelo banco, teve que vender o Baú. Aí, a coisa já ficou mais séria. Perdeu-se a imagem quase atávica daquela capinha do carnê do Baú que povoava nossa imaginação desde a infância. Quem nunca teve ao menos um avô que comprava o carnê do Baú, nunca ganhava nada, e no fim do ano trocava por presentes pros netos nas lojas Buri e Tamakavy? Ou por panelas para a avó?  Desde que, é claro, estivesse rigorosamente em dia com as mensalidades. Mesmo os vendedores do carnê do Baú, espalhados pelas ruas dos centros urbanos, deixaram uma lacuna impreenchível.
Foi um golpe duro para Senor Abravanel, mas ele não esmoreceu. Continuou seu programa dominical com toda galhardia que lhe é peculiar. Até faz propaganda e vende os restos de seu estoque - o rescaldo do Baú - a cada final de bloco de seu programa, honrando sua origem de judeu e bom mascate.
Silvio Santos só não tombou por um simples motivo. Tudo o que ele perdeu, foram bens materiais, e isso, um judeu recupera do dia pra noite. Não caiu porque o mais importante, ele ainda conserva. Sua essência, seu anima, seu savoir-fare
Silvio Santos só não desmoronou até agora porque manteve seu totem, o famoso "Silvio Santos vem aí, lá, lá, lá, lá, lá, lá". O mojo do Senor Abravanel é o lá, lá, lá, lá, lá, lá. É, e sempre foi, sua artilharia de frente. Ele nem precisa entrar no auditório, basta tocar o lá, lá, lá, lá e suas colegas de trabalho se agitam como se lá ele estivesse.
O lá, lá, lá, lá é o mantra que Silvio Santos recita antes de dormir, está em sua secretária eletrônica, em seu toque de celular, em seu despertador, no alarme de seu carro. Quando dá uma fincada na helen-ganzaroli-banheira-do-gugu, goza cantando o seu lá, lá, lá, lá. O lá, lá, lá, lá é o que o impulsiona, o que garante sua pujança e sua paudurescência.
Pois agora, Silvio Santos pode perder sua alma, o seu lá, lá, lá, lá. O Golem está com suas poderosas mãos em torno do pescoço do Senor Abravanel.
Archimedes Messina, que diz ser o criador do jingle de Silvio Santos, venceu em 2001 o processo que movia contra o SBT por danos morais e materiais pelo uso da música sem pagamento por mais de 40 anos.
Não é de se duvidar. Silvio Santos é exímio na arte de usar o que é dos outros e nada pagar. 
O caso mais clássico é o do palhaço Bozo. Reza a lenda que Silvio Santos teria pago pelos direitos de uso da figura do palhaço por apenas um ano. Depois, criou personagens que não existiam no original americano : vieram a Bozolina, o Papai Papudo, a Vovó Mafalda, o Salci Fufu (o saudoso Pedro de Lara) etc, ou seja, descaracterizou o produto e bem o utilizou por uma década sem pagar porra nenhuma ao detentor da marca, na faixa. Além dos personagens alienígenas ao original, criou quadros muito instrutivos e pedagógicos. Como a Bozo Corrida, em que a molecada ligava pro programa e apostava num páreo entre três cavalinhos mecânicos, o branco, o preto e o malhado.
Depois de muitos recursos e apelações, o processo foi encerrado. Não cabe mais recurso por parte do SBT. Messina venceu a ação em que pede uma indenização de cerca de R$ 5 milhões à emissora, e o pagamento de cessão de direitos da música.
 “Nos próximos dias, assim que sair a publicação da decisão da Justiça, o SBT terá de parar de executar a música ou comprar os direitos dela”, diz a advogada de Messina, Eliane Jundi.
Caso venha de fato a perder seu lá, lá, lá, lá, tenho certeza de que Silvio Santos não resistirá. Capitulará frente a esse novo e injusto revés. Todos temos que ter nosso lá, lá, lá, lá.
Ou o Senor Abravanel compra seu mojo de volta, ou morre de vez. Sem banco e sem baú, podemos muito bem viver. Sem nosso lá, lá, lá, lá, definitivamente não.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Vaia A Tom Jobim E Chico Buarque

O canal por assinatura A&E está a exibir uma série de programas com Chico Buarque de Holanda, cada episódio enfoca uma fase da vida do compositor.
Não sei quantos programas são, ou os dias e horários de suas exibições, não sei nem o número do canal. Não decoro ou lembro de nada disso, vou pulando pelos canais e paro quando algo me apetece. O ruim é que raramente vejo algo na íntegra, o bom é que não me frustro se algum contratempo impede que eu assista a uma programação que muito quisesse.
Assisti a uns quarenta minutos do programa - de um total de noventa -, mas foram suficientes para eu ver uma das cenas mais deprimentes do mundo do entretenimento : a famosa e longa vaia à bela "Sabiá", composição de, simplesmente, Tom Jobim e Chico Buarque, vencedora do III Festival Internacional da Canção, 1968.
Tom e Chico vaiados. Puta que o pariu !!! Pior : vaiados em favor a Geraldo Vandré e sua tosca, pobre e panfletária "Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores", a preferida do público. Foram vinte mil pessoas vaiando dois dos grandes e últimos gênios de nossa música por dez ininterruptos minutos.
Essa vaia é um fato no mínimo curioso. Suscita algumas dúvidas quanto à elite intelectual da época e ao suposto estrago que o governo militar, extremamente atuante então, teria lhe causado. 
Quando digo que foi a elite intelectual que vaiou Tom e Chico, estou sendo exato e preciso em minha afirmação. Não era o povão a lotar o Maracanãzinho, palco do festival; não era o povão que via as transmissões nas antigas TVs em preto-e-branco e torcia por esse ou por aquele compositor - ainda bem que não, por isso, os festivais tiveram boa qualidade.
Os aparelhos de TV eram caríssimos naqueles dias, só uma fatia mais abastada da população os podia adquirir; o povão ouvia rádio, as AMs, e lá a coisa não diferia muito do que vemos hoje. Elite financeira e elite intelectual eram grupos coincidentes na década de 1960. Com esparsas exceções, formavam basicamente um único estrato social. Uma coisa levava à outra. Se o sujeito tinha dinheiro, investia pesado em sua própria educação e na dos filhos. Ou embora pobre, se esforçado e capaz, conseguia se instruir em uma boa escola pública e colocar-se profissionalmente com bons ganhos.
(Diferente de hoje. A elite financeira atual gasta em carrões feitos à semelhança de blindados de guerra, escuta sertanejo universitário e se diverte tomando cerveja de madrugada em lojas de conveniência de postos de gasolina)
Logo, se era o rico e instruído, ou o instruído e rico, que compunham o público dos festivais (e eram), como justificar a fragorosa vaia a Tom e Chico? Onde se escondeu, naquele momento, toda a pretensa cultura dos que vaiavam e protestavam contra um governo militar que, diziam, estava dilapidando sua educação?
Os cultos da época tomaram a canção de Vandré como um protesto ao regime vigente, e até era, aquela merda toda de quem-sabe-faz-a-hora, de-soldados-armados-amados-ou-não, de caminhando-e-cantando-e-seguindo-a-canção, etc etc. E mal interpretaram a belíssima "Sabiá" como sendo uma mera canção de amor, até uma espécie de alienação de seus compositores ao atual momento.
De novo, onde estavam a cultura e o senso crítico da elite que os militares "destruíram"? A canção "Sabiá" versa claramente sobre os exilados do governo militar. Igualmente a Vandré, abordava a conjectura política da época, mas com muito mais beleza, inteligência e lirismo; como não podia deixar de ser, rebento que era de Tom e Chico. 
"Sabiá" faz patente alusão à "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias. Será que a elite que se dizia oprimida em sua sensibilidade pelos militares não tinha cultura o bastante para se aperceber disso?
Sempre achei muito mal contada essa história de que os militares demoliram a educação e a intelectualidade brasileiras em rápidas duas décadas. Se tivesse existido de verdade toda essa inteligência e ilustração antes de 1964, vinte anos de repressão mal tornariam baço o seu verniz. Antes pelo contrário, a verdadeira genialidade mais reluz e aflora sob pressão. Que foi o ocorrido em raros casos : Tom e Chico são excelentes exemplos disso. E foram vaiados.
Uruguai, Argentina e Chile passaram por ditaduras militares piores que a nossa (que nem ditadura foi, e sim um governo militar com vários presidentes eleitos por voto indireto; pode até não parecer, mas é bem diferente). Hoje, Uruguai, Argentina e Chile são os melhores colocados  sul-americanos no ranking de Educação da Unesco; o Brasil, pra encurtar a história, na América do Sul, só "ganha" do Suriname. Por que o governo militar destruiu nossa educação e não destruiu a deles?
Em 1980, apenas uma década e meia pós-golpe, eu com 13 anos, tive aulas com professores que já nos consideravam uma geração perdida por conta da intervenção militar. Meros 15 anos de censura e toda uma cultura e intelectualidade se perde? 
Só se houvesse muito pouco a se perder!
E acho que foi isso mesmo. Começo a considerar que os militares tenham efetivamente dizimado a intelectualidade brasileira. Nem teve como ser diferente. Havia muito pouco a ser posto ao chão, e em tarefa fácil deve ter se constituído. Brincadeira de criança, subjugar uma elite que acreditava nas flores vencendo o canhão. Ou na música (seja qual for) depondo governos.
O que poderia ter sido mais fácil - e inevitável - que destruir uma intelectualidade que vaiava Tom e Chico?

sábado, 26 de novembro de 2011

Água Fresca, Beeem Fresca

Vivemos em tempos temerosos; o tempo do não-tempo, segundo os Maias. Em nossos dias, todo cuidado é pouco, ao menor vacilo, as pregas do seu cu podem rodar.
Já falei aqui do caso de um francês que garante ter virado boiola após um tratamento para o mal de Parkinson, mais recentemente falei do ex-jogador de rúgbi inglês que virou viado depois de um AVC. Isso sem contar os inúmeros exemplos já citados no Marreta do inegável complô para o embichamento planetário : hormônios nos alimentos, produtos à base de soja nas merendas escolares, substâncias químicas como os ftalatos e os bisfenóis dos plásticos, usados amplamente em utensílios de cozinha, brinquedos infantis e mamadeiras, o timerosal nas vacinas etc etc.
Agora, o perigo vem da própria mãe natureza.
José Benítez Pantoja, prefeito de Huarmey, no Peru, garante que as águas que servem sua cidade fazem a homarada ficar com tesão na argola. A água, disse o prefeito após receber o resultado de uma análise química, é rica em estrôncio, que interfere na produção do hormônio masculino, reduzindo sua taxa no organismo.
Desse jeito, os homens de sua cidade correm o risco de ficar iguais aos de Tabalosos, cidade vizinha de onde vem a água que abastece Huarmey e onde vivem 14 mil homens gays, assegura o prefeito e fiscal das pregas da população.
A teoria do prefeito foi refutada por Roberto Castro Rodríguez, decano do Colégio de Química Farmacêutica de Lima. Rodríguez explica que o estrôncio em grandes quantidades pode provocar câncer ósseo, anemia e problemas cardiovasculares, mas não há registros de casos de homossexualidade.
Não há registros associando estrôncio e viadagem. Não há registros. Não significa que não existam casos. Uma coisa é muito diferente da outra. O próprio decano do Colégio cita distúrbios cardiovasculares. E o que é que faz o pau levantar? No caso, o Peru subir? Não é o sangue? Pois é. A diabetes causa problemas cardiovasculares e, sabidamente, a paumolescência. Por que não o estrôncio?
É um caso a se estudar profundamente, não a se rechaçar de pronto. Se está sendo veementemente negado, sem nenhuma análise mais atenta, é porque aí tem.
Não é de hoje que a sabedoria popular  relaciona a água de certas localidades com a prática da viadagem.  A sabedoria popular, na minha opinião, é uma memória genética da espécie, um tipo de instinto coletivo de sobrevivência; não podemos dar-lhe crédito cego, porém dela, é recomendável nunca zombar ou escarnecer. No Brasil, temos o notório exemplo de Campinas. Viajante tarimbado que por lá passa , garante que não toma de suas águas de jeito nenhum, leva sempre um galão de água mineral. Tomou água de Campinas, dizem, não tem por onde: o sujeito embicha na hora, fica gostando de levar bolada no queixo, cabeçada no céu da boca, umbigada na testa etc.
Os prefeitos de Campinas e Huarmey bem que poderiam estabelecer uma parceria para o estudo dos efeitos de suas águas nas contrações do esfíncter anal dos machos da espécie humana, via Unicamp.
Outro líder político sul-americano alertou recentemente para o perigo da viadagem químico-adquirida. Evo Morales, da Bolívia, acusa os hormônios da carne de frango pelo embichamento de seus conterrâneos; quem a consome, "têm desvios em seu ser como homens", afirmou Morales.
Nunca pensei em viajar para o Peru, mas acabei de verificar as localizações geográficas de Huarmey e Tabalosos no Google Earth, bem como a de outras cidades abastecidas por suas águas frescas. Só para saber, só por via das dúvidas. 
Sei lá, é melhor prevenir do que costurar as pregas depois.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Santos Seios (E Nádegas E Etc)

A organização do Miss Bumbum Brasil 2011 precisou se desculpar com pessoas e grupos ligados à Igreja que se sentiram ofendidos com o cartaz da divulgação do evento. O cartaz é uma releitura da obra de Leonardo da Vinci, "A Última Ceia". Ao invés do Cristo e seus comparsas reunidos e manguaçando em torno da mesa, o cartaz exibe as finalistas do concurso em bíquinis até que bem comportados.
 Não vejo motivo para a ofensa alegada pelos fanáticos religiosos. Deve ser porque o cartaz mostra mulheres, bonitas, desejáveis e adultas, e a Igreja, como sabemos, é composta de padres homossexuais e pedófilos, e beatas de bucetas encarquilhadas que ninguém mais come desde os tempos do Antigo Testamento. Daí, a ofensa, só pode ser. Além do mais, a Igreja, até onde eu sei, não é proprietária ou detentora dos direitos de imagem da obra de da Vinci.
Tudo bem que concurso de rabeta é uma das coisas mais ridículas que se possa conceber, mas o cartaz, queiram ou não, é uma produção artística. Envolveu uma ideia, uma concepção, e sua realização mobilizou fotógrafos, cenógrafos, figurinistas, maquiadores, câmeras, contrarregras, iluminadores, artistas gráficos etc.
Muito mais que a simples proibição ao cartaz, há a censura à ideia. É a ideia, é o livre pensar que a religião quer matar, sempre quis. Ou ela perderia sua clientela.
Se o produto final é de gosto questionável, é outra história; o que não pode ser censurada, ou censurável, é a ideia que levou à sua produção. Ainda mais pelo simples fato de que "ofende" a pequenos grupos, incapazes de criar qualquer coisa que seja. 
Há várias maneiras de queimar homens e livros, sem necessariamente atear-lhes fogo como a Igreja fazia há pouco tempo. A censura do politicamente correto é uma dessas maneiras. Tal obra não agradou ao grupo A, proíbam-na; tal livro melindrou o grupo B, vetem-no; tal filme ultrajou o grupo C, tirem-no de exibição. É a censura dos ofendidos e dos incapazes. 
Em vez de produzirem uma outra obra artística para contestar e combater a que lhes desagradou, simplesmente "queimam-na". Não têm talento para criar nada, então se valem dos meios mais canalhas para "queimar" quem o tem. A Inquisição continua, companheiro.
Agora, deixando a profundidade de lado (como diria Belchior), se alguém quiser ver as finalistas do Miss Bumbum Brasil em fotos mais artísticas, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.

Aninhando A Pomba

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bolsonaro Manda Dilma Sair Do Armário

O deputado Jair Bolsonaro, macho das antigas e militar dos bons, revoltou-se mais uma vez, e com toda a razão, contra a insistente tentativa de embichar cada vez mais o jovem brasileiro. 
Para mim, o tal do kit gay já era caso morto e enterrado. Mas parece que não. O kit gay é um material "didático" que iria ser distribuído no início de 2011 a crianças das escolas públicas, crianças na faixa etária dos sete aos dez anos. Com o pretexto de ensinar a tolerância, o kit gay pregava explicitamente a viadagem, a queimação de rosca, exaltava a ré no quibe, como fosse a coisa mais normal do mundo. O material só não chegou às escolas graças à ação providencial do deputado Bolsonaro.
Repito o que sempre digo aqui, quer dar, que dê, ninguém é fiscal de cu de ninguém, mas não queiram tornar a boiolagem em comportamento padrão. Porque ela não é.
Em outras palavras, ainda mais incisivas e viscerais que as minhas, esse foi o recado que Bolsonaro mandou à presidente Dilma. Disse que se o negócio dela é amor com homossexual, que assuma. E não fique usando de seu poder para instalar a homossexualidade no currículo escolar da escola pública. Sim, porque duvido que os pais que têm filhos em escolas particulares aceitassem tal aberração.
Bolsonaro, mais uma vez, está certíssimo. Não tem que usar do poder para oficializar uma condição sexual particular. Isso é canalhice. Algumas falas de Bolsonaro:
"São 180 itens. O kit gay não foi sepultado ainda. Dilma Rousseff, pare de mentir! Se gosta de homossexual, assuma! Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau! Tudo o que foi tratado ontem foi com a temática LGBT para os livros escolares. Criam aqui bolsa de estudo para jovem LGBT, estágio remunerado para lésbicas, gays, bissexuais etc.!" 
(Bolsa para viado? Bolsa-Queima-Rosca? O cara vai receber um benefício só porque entuba? E a competência profissional? Viado agora virou item de currículo? Viado virou profissão? Se ainda não, é uma das coisas que esse pacote-gay a ser aprovado no congresso quer oficializar.  É a bolsa-KY. Isso é discriminar, isso é segregar. Mas como é uma discriminação boa, a viadada não reclama.) 
"Então, pessoal, é o presente de Natal que a Dilma Rousseff está propondo para as famílias pobres do Brasil. Ou seja, o dia em que a maioria da garotada nas escolas for homossexual, está resolvido o assunto... Será que o [Fernando] Haddad [ministro da Educação], como prefeito de São Paulo, vai implementar a cadeira de homossexualismo nas escolas do 1º Grau?".  
Aí, a defensora da viadada, Marta Suplicy, falou um monte de besteiras contraditórias, como é de seu feitio. Exigiu medidas disciplinares contra Bolsonaro. A dondoca, dublê de sexóloga e, pior, mãe do Supla, alega que Bolsonaro fez insinuações a respeito da sexualidade da própria presidente da República, quando a opção sexual de qualquer ser humano é uma questão de foro íntimo. 
Sim, a sexualidade é uma questão de foro íntimo. Então, porque temos que aturar e bater palmas pra viadada nas paradas gays, exibindo publicamente e esfregando sua sexualidade fedorenta nas fuças de toda uma nação? É intimo? Concordo. Pois então, proibamos as paradas gays. Se é questão de foro íntimo, por que a lei tem que conceder privilégios a essas pessoas, que devem se declarar legalmente como tais para usufruí-los?
Se é questão de foro íntimo, por que a própria Marta Suplicy, na iminência de ser derrotada  no segundo turno para a prefeitura de São Paulo em 2008, fez insinuações a respeito da sexualidade de Kassab? Por que ela, que se apresenta como amigona do povo que beija pra trás, tentou roubar votos de Kassab dizendo que ele era viado? Para quem não lembra disso, vão aí dois links que confirmam o que eu disse :
Bolsonaro é o cara!!! Fala o que a maioria da população pensa. Se fosse feito um plebiscito sobre os privilégios aos pregas frouxas, ele receberia o repúdio da população.
O viadinho pode até ser muito "bonito" lá na novela da Globo, na Malhação, no programa da Xuxa, mas na vida real, duvido que alguma família anseie que seu filho seja gay, ou comemore o fato.
Que pai ou mãe se encheriam de alegria e júbilo com aquele clássico diálogo:
- Pai, acabei de ter minha primeira relação sexual - diz o filho, de 14 anos
- Ô, meu filho - diz o pai animado e orgulhoso de sua cria -, senta aqui e me conta tudo.
- Aiii, pai, sentar eu não posso!
Puta que o pariu!!!
Longa vida a Bolsonaro e aos seus aliados. Longa vida ao heterossexualismo e ao Orgulho do Macho.

Berlusconi, Vero Amore

Berlusconi lança "Vero Amore"
O cara é mesmo uma das maiores figuraças do século, do passado e desse. Se antes, como primeiro-ministro da Itália e tendo que manter um certo decoro, ele já aprontava as dele, imaginem agora longe do poder. Longe do poder entre aspas, Berlusconi sempre será uma das figuras mais poderosas do país da bota, que o digam as 33 putas que ele comeu em dois meses.
Homem romântico e sensível que é, Berlusconi, longe de suas obrigações políticas, retoma sua carreira artística de cantor, o homem da pistola de ouro já foi crooner de cruzeiro em priscas eras.
O CD Vero Amore se compõe de 11 canções de amor de sua autoria em parceria com o cantor e guitarrista napolitano Mariano Apicella e é o quarto trabalho conjunto da dupla. Antes, o ex-primeiro-ministro já havia lançado "Melhor uma canção", em 2003, "O último amor", em 2005 e "Nápoles no coração", em 2006.
Alguns comentários femininos sobre o CD do Berlusconi:
"Eu acho que, com sua grande experiência, ele vai ser capaz de escrever canções de amor muito boas", disse Maria Grazia Merilli, uma turista de Florença, perto de uma loja em Roma, onde o CD está à venda. "Não, absolutamente não, eu nunca iria comprá-lo."
Outra transeunte foi menos receptiva aos dotes musicais de Berlusconi. "Eu não gosto dele nem como político nem como compositor. Ele é nojento", disse Maria Rossi.
Tudo baranga ressentida e recalcada! Tudo puro despeito pelo prêmie não ter lhes passado a brachola.
A boa propaganda vem da parte da putas que Berlusconi traçou. Apesar de serem suas inimigas judiciais, admitem as virtudes do ex-premiê: recentemente, uma das prostitutas acusadas de participar de orgias com o ex-primeiro ministro afirmou que ele tinha "muita energia" e que gostava de fazer sexo com cada uma das garotas que participavam de suas conhecidas "festas".
O CD do Berlusconi vai emplacar no hit parade dos motéis napolitanos, sicilianos etc. E na zona! O que vai ter de puta e corno bebendo, cantando e chorando ao som do Berlusconi não tá escrito.
O Berlusconi é o Wando da Itália.
Ainda não encontrei o CD do Berlusconi pra baixar da net, mas ficarei atento, assim que encontrar um link, baixarei e postarei o endereço aqui.
Em tempo : até o George Clooney já participou das festas bunga-bunga e será uma das testemunhas de defesa do ex-premiê. Puta que o pariu!

A Igualdade Entre Os Gêneros

 (Que dura até a hora de pagar a bat-conta do restaurante, de trocar o pneu do batmóvel etc)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Denis Diderot

Bukowski, O Carteiro

The Postman (Cartas na Rua, no Brasil) foi o primeiro romance de Charles Bukowski, em que ele desfia suas peripécias e infortúnios de mais de uma década como carteiro de Los Angeles. Por coincidência, foi também o primeiro livro que li do Bukowski. Cartas na Rua é Bukowski puro e primal, em seu estado mais bruto. Triste e hilariante; melancólico e confortador, culpado e sem remorso, uma visão sem medo da realidade.
Abaixo um trecho:
"No Natal, convidei Betty. Ela assou um peru, e nos embebedamos. Betty sempre gostou de enormes árvores de Natal. A nossa devia ter uns três metros e meio de altura por um e meio de largura, coberta de luzes, lâmpadas elétricas, lantejoulas, e bugigangas. Bebemos várias doses de uísque, trepamos, comemos nosso peru, bebemos mais um pouco. O prego do suporte estava folgado e o suporte não era grande o suficiente para sustentar a árvore. Fui tentar apertá-lo. Betty, esticada na cama, ignorava tudo. Eu estava bebendo no chão, de cuecas. Depois me estiquei. Fechei os olhos. Alguma coisa acordou-me. Abri os olhos : deu tempo de ver apenas a enorme árvore coberta de luzes quentes inclinar-se lentamente em minha direção, com uma estrela pontuda caindo sobre mim como um punhal. Não percebi direito o que era. Parecia o fim do mundo. Não podia me mover. Os braços da árvore tinham me envolvido. Fiquei debaixo dela. As lâmpadas estavam vermelhas de tão quentes.
- AH, AH, MEU DEUS, SOCORRO! DEUS ME AJUDE! DEUS! SOCORRO!
As lâmpadas estavam me queimando. Rolei pra esquerda, não consegui sair, aí rolei pra direita: ZAPT!
Finalmente consegui sair. Betty estava de pé.
- O que houve? O que foi?
- NÃO ESTÁ VENDO? ESSA MALDITA ÁRVORE TENTOU ME ASSASSINAR!
- O quê?
- É, OLHE PRA MIM!
Eu tinha pontos vermelhos no corpo todo.
- Ah, coitadinho!
Dei um passo e desliguei o fio da tomada. As luzes se apagaram. A coisa morreu.
-Ah, minha arvorezinha!
- Ah, sua pobre arvorezinha?
- É, ela era tão linda!
- Eu a arrumarei de novo pela manhã. Não confio nela agora. Dou-lhe folga o resto da noite.
Ela não gostou. Farejei o início de uma discussão e aí resolvi levantar a coisa, colocá-la atrás de uma cadeira e reacender as luzes. Se aquela droga lhe tivesse queimado as tetas ou o cu, ela a teria jogado pela janela. Achei que estava sendo bastante gentil."

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Duff, A Cerveja Do Homer Simpson

Pois é, vivendo e aprendendo (sobretudo coisas inúteis). Eu não tinha a mínima ideia de que a cerveja Duff, a cerveja que Homer Simpson toma no Moe's, não fosse uma cerveja estadunidense e que, tampouco, não existisse fora dos desenhos até 2007.
A Duff surgiu em 2007 e não tem vínculo algum com a Fox, produtora do desenho Os Simpsons. Ela é uma parceria entre o empresário mexicano Rodrigo Contreras e a cervejaria belga Haatch Brewery, sendo comercializada na Europa e alguns países da América do Sul, como Chile e Colômbia.
A Duff foi lançada oficialmente no Brasil no dia 17/11, será produzida pela catarinense Saint Bier e custará cerca de 10 reais a long neck. De repente a cerveja é até muito boa, catarinense é tudo alemão e alemão entende de cerveja, mas não é barata, então não merece figurar na galeria do Azarão.
Por esse preço, no que depender de mim, vai ficar tudo encalhada lá nos mercados de Springfield.

domingo, 20 de novembro de 2011

Skinheads Patrulharão Campus Da USP

Três alunos da USP foram pegos com maconha por policiais que patrulhavam o campus da universidade e, infratores que são, receberam as devidas reprimendas. Normal. Nada de mais.
Acontece que os delinquentes, mimados pelas famílias, psicólogos, pedagogos e pelo ECA (sim, desgraçadamente os universitários de hoje já são crias do permissivo estatuto da criança e do adolescente), sentiram-se ofendidos, feridos em seus "direitos". Direito de quê, de fumar maconha?
Junte-se a isso o fato de serem alunos da USP e se julgarem a nata da ricota, a coisa deu no que deu. Os maconheiros se consideraram no direito de cometer crimes "maiores" : invasão, ocupação e depredação de patrimônio público.
Sinceramente, não acompanhei o desenrolar e as negociações da Revolta da Chibaba (não confundir com Revolta da Chibata), até porque reivindicação de maconheiro, por mais que a imprensa tenha interesse em estender o fato e dar-lhe ares de "conquista social", é uma só : fumar maconha. Os fumeiros querem a polícia fora do campus para que eles possam fumar seus cigarrinhos do capeta.
Se a maconha deve ser, ou não, legalizada, é outra questão; se ela faz mais ou menos mal que o cigarro de nicotina ou a bebida alcoólica, é ainda outra discussão. O fato é que, hoje, a maconha é ilegal no Brasil. Logo, seus portadores são infratores, criminosos, foras-da-lei literalmente. E como tais devem ser tratados.
Achei a PM até muito boazinha nesse caso. A Universidade não pode se tornar uma embaixada para o infrator, e nem seus matriculados, cidadãos com imunidades especiais. A PM deveria ter adotado o procedimento-padrão de quando pega um maconheiro na rua e este reage à sanção, deveria ter descido o cassetete nos "estudantes".
Não sei em que pé andam as negociações e nem quero saber, o que parece é que logo, logo, esses delinquentes mimadinhos terão o que merecem por acharem que cagam mais cheiroso que os outros. Se não pelo poder estabelecido do Estado, por um poder paralelo a ele, que é o sempre ocorre quando o oficial se omite ou é negligente. Nesse caso, os famosos skinheads prometem assumir a bronca, terão a coragem que a Lei não teve, ou, pelo menos, não terão a preguiça e a desfaçatez dela.
Cartazes foram espalhados no campus pelos skinheads : "Atenção drogado: se o convênio USP-PM acabar, nós que iremos patrulhar a Cidade Universitária!"; "maconheiro, aqui você não terá paz"; "se te pegarmos consumindo drogas,enfiaremos tudo no seu rabo". O recado é bem claro, não dá margem a dúbias interpretações, não dá pra neguim dizer que não foi avisado.
Caso o acordo entre USP e PM for desfeito, levando à retirada dos policiais, os skinheads garantem compor uma milícia para patrulhar o campus. Com uma semana de patrulha skinhead, aqueles bostinhas da USP vão implorar de joelhos pela volta da PM ao campus. 
Conheço bem a porra desses liberais de universidade - vivi no meio deles -, quando infringem a lei em ganho próprio, estão protestando contra um Estado autoritário e castrador; quando outros infringem a lei e os prejudicam, são os primeiros a chamarem a polícia e a cobrar resguardo do poder público, o mesmo que contestam e desafiam. São hipócritas, cagões e bundas-moles.
Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia; os Uspianos verão que eles também precisam. Os skinheads seriam excelentes professores para esses merdinhas, fariam-nos sentir na carne (inchada, dolorida, roxa e sangrando) a real necessidade das leis e seus agentes em uma sociedade.
Ser cidadão e, sobretudo, livre é obedecer às leis e, contando com que todos façam o mesmo, usufruir dos benefícios e proteção que elas asseguram. Liberdade não é poder transgredir as leis impunemente, ou evocá-las apenas quando conveniente. Liberdade e cidadania, numa sociedade minimamente organizada, é toma lá, da cá, é ação e reação, é terceira lei de Newton.
Os skinheads seriam bem capazes de ensinar a verdadeira cidadania e o conceito de liberdade coletiva aos filhinhos da USP, muito mais que qualquer acadêmico empoado de sociologia, filosofia ou ciências políticas.
Abaixo um dos cartazes colados pelo campus:
Fonte : Folha de São Paulo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vá Abençoar A Puta Que O Pariu

Antigamente - e bons tempos eram - só ouvíamos falar de religião caso entrássemos em uma igreja, templo ou merda que o valha, salvas as eventuais "visitas" na hora do almoço de domingo das testemunhas de Jeová e suas revistinhas Sentinela.
Hoje, a religião virou uma praga, uma pandemia perigosíssima. Estou sendo muito condescendente, corrijo : a religião sempre foi uma praga, uma pandemia, mas só contaminava os que eram dos grupos de risco, digamos assim, os que a ela se expunham sem nenhuma proteção, entenda-se por proteção um mínimo de inteligência e bom senso.
Atualmente as religiões empesteiam o ar, poluem a atmosfera feito - e através delas - as ondas de rádio, TV e celulares. Mesmo quem não tem o menor interesse na enxurrada de absurdos que compõe uma religião, acaba sendo importunado por elas. É como se o sujeito fosse capaz de contrair o vírus HIV sem ter mantido relações sexuais, recebido transfusão de sangue, compartilhado seringas etc. Por mais que não queiramos, e ainda que por breves segundos, acabamos por esbarrar em algum padre, pastor, ou idiota do tipo, dentro de nossas casas.
Há alguns meses, eu estava em um lugar onde a televisão era abastecida por uma antena parabólica. Contei trinta e três canais no total, onze dos quais eram religiosos. Fora os de venda de produtos inúteis para a sua cozinha e banheiro, e de leilões de tapetes, quadros, joias e bois. Talvez sobrassem uns cinco canais de programação "normal".
Canais católicos, evangélicos e até um japonês da Seicho-no-ie. E não estou dizendo de canais que têm certos horários de sua programação destinados às religiões. Falo de canais que transmitem baboseiras de suas bíblias em tempo integral. Nem Cristo teria paciência pra eles.
Percebendo o filão religioso, vendo o quanto é fácil ganhar dinheiro em cima dos fanáticos, vários canais estão "descobrindo" sua religiosidade, várias emissoras estão, como diriam os evangélicos, "aceitando Jesus em seus corações".
Além da Record, que é do bispo (p)Edir Macedo, a Globo e o SBT também estão se convertendo à Palavra (de novo como dizem os porras dos evangélicos). A Globo terá um especial de Natal gospel, fora com Roberto Carlos, o negócio agora é Jesus Cristo Superstar. 
Um parentêses : dando uma pesquisadinha rápida aqui pela net, fiquei a par de que o expoente atual da gospel music é a banda Diante do Trono. Eu já fiquei diante do trono hoje, virei-me de costas para ele, sentei-me e dei minha grande contribuição diária à humanidade, hoje a coisa passou do nível da água, sinto-me leve e ungido.
Mas, nessas breguices e ignorâncias, o SBT, a TV (ainda) do Senor Abravanel, é primorosa, beira o insuperável. Raul Gil já promove um show de calouros gospel, até aí tudo bem. A novidade imbatível (tomara que seja, assim espero) vem do Domingo Legal, apresentado pela figura simpática e inócua de Celso Portioli : o programa irá sortear uma benção do picareta Padre Marcelo Rossi. É isso mesmo, as pessoas se inscrevem, enviam cartas lamuriosas para o programa, sei lá, e concorrem em um sorteio cujo "prêmio" é uma visita do padre Marcelo às suas casas e uma benção do safardana.
O padre Marcelo Rossi já vendeu milhões de livros e DVDs, quanto será que ele está cobrando do SBT pela benzida? Cachê é a paga ao artista, michê, à puta (hoje, muitas vezes, cachê e michê se misturam), qual seria o nome da paga para a participação especial de um "homem de deus"?  Filhadaputê? Ou melhor, filsdeputê, para preservar o galicismo.
De quanto será o filsdeputê pago pelo SBT ao padre Marcelo? Acho que dá pra comprar um caminhão do Faustão.
Ora, vá abençoar a puta que o pariu.