sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Rola de Sabão

Sentada na calçada de canudo e canequinha
Tchuplec Tchuplim
Eu ví uma garotinha 
Tchuplec Tchuplim
Fazendo uma bolinha
Tchuplec Tchuplim
Rolinha de Sabão
 Tchuplec Tchuplim
Rolinha de sabão...
(Imaginem, o que mais ela não saberá fazer com essa boca?)

Quando o Inferno é Uma Esperança

As pessoas que me dizem que eu vou para o inferno e que elas vão para o céu,
De certa forma, me deixam feliz :
Por não estarmos indo para o mesmo lugar.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Caminho de Letras

Escrevo muito enquanto caminho.
Muito do caminho rumo ao trabalho chato,
Rumo às pessoas chatas,
Rumo ao cheiro da mediocridade,
Já se transformou em letras -
Paralelepípedos a pavimentarem 
As trilhas esburacadas de minhas pautas vazias.

É o caminho quem dita o que eu escrevo,
E são os pés que psicografam.
É o caminho quem põe ereta a minha esferográfica,
Que arranca o cabaço da folha em branco
E lhe imprime ejaculação e gozo azuis.
Muito do meu caminho virou pensamento,
Como muito do meu pensamento se perdeu pelo caminho.

Por isso, ainda caminho :
Para repensá-lo, para reencontrá-lo.
Feito quem refaz cada passo do trajeto
À procura de uma moeda que vazou pelo bolso furado da calça,
De uma chave que se extraviou,
De um documento que se distraiu de nós,
De uma identidade que se desvencilhou.

E quando o reencontro - o pensamento -,
Ele é um chiclete grudado na sola do sapato,
Meio que misturado com merda de cachorro.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ari Pereira, Subsecretário de Segurança Pública da Bahia : O Charles Bronson do Recôncavo

Os integrantes do MST, os delinquentes que se autointitulam os sem-terra, são grupos armados de invasão. O bando passa, olha, julga que tal propriedade é sua por direito e invade.
Invadem, depredam, destroem e não plantam porra nenhuma, quando muito uma mandioca aqui, uma bananeira acolá, só para disfarçar.
Ao passar por uma propriedade invadida por esses canalhas, só o que vemos plantada é a sua bandeira vermelha, uma bandeira pirata a sinalizar o território tomado em saque, a pilhagem que ali houve, uma bandeira a denunciar a falta de uma lei severa neste país, uma lei que dê aos sem-terra um boa gleba para trabalharem com suas enxadas : na cadeia, trabalho forçado, de sol a sol.
Eles invadem feito uma matilha de hienas carniceiras, com sangue nos olhos e nos dentes, um bando de babuínos ensandencidos. Sempre armados com foices, facões, machados, enxadas e paus, que só sabem manejar mesmo para uso criminoso, eles vão tomando posse e conseguindo o que querem na marra, no grito. Certo?
Nem sempre. Hoje, uma quadrilha de sem-terra, armada com toda a sorte de "ferramentas agrícolas", tentou invadir o prédio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em Salvador. E se deu mal. 
Os sem-terra deram de cara com o que anda a faltar nesse país, com um macho das antigas, com um cabra da peste de saco roxo, que trata bandido como bandido merece ser tratado, a tiros, deram de cara com Ari Pereira, o subsecretário da Segurança Pública da Bahia, armado e perigoso.
Os sem-terra, mais de 500 deles, foram lá para cobrar mais agilidade da SSP-BA nas investigações da morte de um dos líderes do movimento e invadiram o local sem nem mesmo tentarem marcar previamente uma entrevista com o Secretário.
São engraçados, estes vagabundos do MST. Todo cidadão comum aguarda pacientemente pelos trâmites legais da morosa Justiça Brasileira, mas não eles, não os sem-terra. Eles se consideram cidadãos diferenciados, querem tratamento especial, de aristocratas, querem foro privilegiado, querem que o Estado e os contribuintes lhes deem de graça o que todo mundo tem que trabalhar para conseguir. Uns parasitas, uns escroques, uns achacadores, os sem-terra.
Policiais tentaram deter os sem-terra assim que eles ultrapassaram as catracas de acesso ao térreo do prédio, mas eles insistiram em subir às salas da secretaria. Para tudo de novo : como assim insistiram em subir? Como assim não acataram as ordens policiais? Eles se acham mesmo acima da lei. E por que a polícia já não tomou uma atitude mais enérgica nesse momento? Por que o pau do guatambu não cantou no lombo da vagabundada?
Mais : se a intenção era apenas conversar com o secretário, dois ou três representantes dos sem-terra não bastariam? Por que levar 500 jagunços? Se a intenção era só conversar, qual o sentido dos facões, foices e que tais? Só conheço um tipo de gente que sai armada de casa : bandido!
Os sem-terra já estavam se dirigindo às escadas, para alcançarem os patamares superiores, quando foram surpreendidos por um disparo de advertência. Era Ari Pereira, o subsecretário de segurança da Bahia, o Charles Bronson do Recôncavo.
Ari Pereira, que estava no primeiro andar do prédio, disparou contra uma porta de vidro, estilhaçando-a. O tiro assustou os valentes do MST e os fez recuar, que cachorro é assim mesmo, basta bater o pé que ele sai correndo.
Um trecho da nota divulgada pela pasta do governo Jacques Wagner : "Eles já ocupavam o térreo e pretendiam subir às escadas para ter acesso aos outros pavimentos quando foram impedidos por um disparo de advertência. A ação fez os manifestantes recuarem e garantiu a integridade dos servidores que já tinham chegado ao trabalho e das instalações do prédio"
Certíssimo, o subsecretário Ari Pereira. Criminoso tem que ser recebido a bala e não com cafezinho pelos poderes públicos, não com regalias. O subsecretário merece, no mínimo, uma medalha. Uma promoção.
Até o fim da tarde de hoje, nenhuma equipe de reportagem havia conseguido fazer contato com o MST da Bahia. Estão correndo até agora!
Acho mesmo que o subsecretário foi até muito manso, mostrou-se dono de um autocontrole fantástico. Se a situação fosse comigo, 500 facões vindo na minha direção e eu com um revólver na mão, eu só lamentaria não portar em meu coldre uma submetralhadora cuspidora de chumbo quente.
Parabéns, subsecretário Ari Pereira!!!
Ari Pereira, de arma em punho, a deter a horda do MST. É o próprio Clint Eastwood!

Vista Cansada

- Vista cansada.
Disse-me o oftalmologista
Em minha última visita ao seu consultório.

E o que em mim não é cansaço? - quase lhe perguntei.

Só peguei a receita
E mandei aviá-la na óptica mais próxima.
Ao menos,
Para as vistas,
Há fácil possibilidade de descanso.
Mas não para o que eu vejo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Trepar Fortalece a Amizade

Quem nunca ouviu, depois de vencer o medo e a timidez e, finalmente, conseguir passar aquela cantada na pessoa desejada, a resposta : eu gosto de você como amigo, ou, eu sou sua amiga, não vamos estragar a amizade, tá? Ou qualquer desculpa semelhante?
Muita vezes, eram meses e meses tomando coragem, pensando, repensando, perdendo o sono, sondando cada gesto e palavra da amiga por que nos apaixonamos, procurando ver neles pistas de  um interesse recíproco, até que decidíamos, ou vai ou racha. E sempre rachava. Nada da "racha", pelo menos, no meu caso.
No começo, nas primeiras vezes, eu ficava sem graça, amuava, e acabava me afastando; com o tempo, mais calejado, com menos vergonha na cara, passei a lançar o desesperado contra-argumento : sim, somos amigos, você prefere dar para um inimigo?
Também nunca adiantou. Nunca encontrei ouvidos sensíveis ao meu raciocínio, tampouco bucetas que se abrissem à minha lógica. 
E as coisas foram seguindo assim, as minhas amigas dando para os seus não-amigos e eu sem comer ninguém. Nunca comi uma amiga, acho que vou morrer sem.
Falando sério, sem nenhum tipo de sacanagem ou ironia, nunca entendi essa coisa de estragar a amizade. Se gostávamos das mesmas coisas, dos mesmos livros, filmes, músicas etc, por que uma trepadinha poria tudo a perder? Pelo contrário, ao meu ver, só reforçaria a amizade, seria mais uma atividade em comum. Sempre pareceu óbvio para mim.
E não é que agora, o que eu sempre soube, a moderna ciência, mais uma vez com décadas de defasagem em relação à minha percepção, vem a confirmar?
A doutoura e pesquisadora Heidi Reeder, do Departamento de Comunicação da Boise State University (EUA), afirma que um sexozinho ocasional entre amigos não é apenas viável : é recomendável, fortalece a amizade.
Heidi Reeder analisou um grupo de 300 pessoas, 20% das quais disseram ter feito sexo com um(a) amigo(a) em algum momento de suas vidas, portanto, 60 pessoas das trezentas. Destas, 76% afirmararm que a amizade melhorou depois da furunfa.
Uma revelação surpreendente? Não, de forma alguma. Faz tempo que não me surpreendo com as "novas" descobertas das ciências, sobretudo das ciências humanas, que, para mim, são como ler jornal velho. E por que seria diferente, por que "novas" descobertas na área do comportamento humano deveriam me surpreender?
Sou humano, um bicho humano. Por que as coisas relacionadas ao comportamento de minha espécie me soariam como novidade? É novidade só para aqueles que não se põem ao exercício do autoconhecimento, que preferem ser analisados por outrem, feito voluntários e preguiçosos ratos de laboratório.
É novidade só para aqueles que não se lançam ao aprimoramento da capacidade humana de pensamento; e, sobretudo, para aqueles que não se consideram bichos, mas seres com uma parcela divina em seu DNA, autorretratos do Criador, seu inexistente criador.
Eu sou humano. Por que uma "revelação" a respeito do que sou, ou de como ajo, deveria me causar espanto? Eu sou o cientista de mim mesmo, meu próprio dissecador, meu próprio mineiro, escafandrista e astronauta. Nenhum cientista das humanas pode saber mais de mim que eu próprio, nenhum, inclusive, tem o direito de.
Portanto, o argumento que eu usava com minhas amigas para tentar conseguir uma trepada não era um mero ardil mal-intencionado, não era só uma cantada canalha. Era ciência pura! E só não era ciência aplicada porque não me deixavam aplicá-la.
Heidi Reeder constatou também que muitos começaram um namoro com o(a) amigo(a) depois da fincada, e 50% deles mantêm  firme o relacionamento, até casório já saiu - é o risco da brincadeira.
Ao lado, Heidi Reeder, toda alegre e sorridente, o que não é comum entre os acadêmicos. Mais que alegre e sorridente, eu até diria. Eu diria que é uma pessoa com cara de muitos amigos, aos quais, se ela põe em prática a teoria que professa, já deve ter dado muita felicidade.
Mais uma vez, a ciência mostrou-se morosa se comparada ao pensamento azarônico, mais uma vez, comeu a poeira de suas ideias. 
Ciências humanas, tá bom... conte-me outra, por favor.

sábado, 7 de setembro de 2013

Japonês Tem Quatro Filhos (Ou Seriam Cinco?)

Sete de Setembro, data oficial da Proclamação da Independência do Brasil, dia em que, em 1822, as amarras verdes e vermelhas lusitanas foram desatadas de nossas mãos, quando fomos dados à luz do mundo livre pelas mãos de D. Pedro I, que, com sua espada-bisturi, seccionou o cordão umbilical que nos ligava ao ventre de Dona Maria, a Louca.
Aí, ontem, sei lá porquê, através de uma destas involuntárias e quase surreais associações de ideias, lembrei-me do Hino da Independência, que cantávamos, à entrada das aulas, durante toda a Semana da Pátria, período em que também usávamos uma fita verde-amarela presa ao uniforme da escola por um alfinete, que teimava em nos espetar o peito imberbe.
Para ser sincero, lembrei-me mais da versão do Hino da Independência que cantávamos, da famosa paródia que nos acompanhou ao longo de nossa infância.
Lembrei-me que o original Já podeis, da Pátria, filhos, tranformava-se em Japonês tem cinco filhos. Seguia-se, então, na sequência da letra da paródia, um rosário de infortúnios que se abatia sobre cada um dos filhos do japonês, cada filho era agraciado com uma desgraça.
Empaquei no japonês tem cinco filhos, o resto da letra não me vinha à cansada memória, só sabia, de uma forma quase que inconsciente, mesmo atávica, que o quinto filho fora o mais atingido pela maldição familiar, a ele coubera a pior herança deste DNA de desditas.
Recorri, então, à internet, a este inconsciente coletivo de nossa cibernética matrix, a este oráculo de Delfos de uma época de templos em ruínas, a esta pitonisa binária nossa de cada dia. Logrei-me.
No mecanismo de pesquisa, escrevi lá : paródia do Hino da Independência. Surgiram várias páginas com o conteúdo pesquisado, mas, em todas elas, o japonês havia sido menos prolífico do que na versão que cantávamos em minha escola. Em todas as que vi, o japonês tivera apenas quatro filhos. Justamente o quinto rebento, o mais desafortunado, de alguma forma, e por alguma razão, foi suprimido da Matrix.
Encontrei várias versões do Hino com quatro filhos, a mais recorrente :
Japonês tem quatro filhos
Todos quatro aleijados
Um é surdo, o outro é mudo
E os outros dois são barrigudos
Um é surdo, o outro é mudo
Um é surdo, o outro é mudo
E os outros dois são barrigudos.
Totalmente sem graça, totalmente sem sentido, nem triscou a minha memória afetiva. Mesmo a paródia, mesmo a ficção, tem que ter algum nexo; aliás, a ficção precisa ter alguma coerência, a realidade, não.
Fui procurando em cada página fornecida pelo Google, e nada, mais uma página, e nada. Fui me indignando, a nova caverna mundial parece ter achado por bem deletar essa minha doce lembrança.
Onde teria ido parar o quinto filho do japonês?
Nada como uma boa indignação, uma justa revolta, uma picada de adrenalina no córtex para reacender nossas memórias. Bem dizia Adoniran : e eu que já fui uma brasa, se assoprar, eu posso acender de novo.
Fui recordando dos cinco filhos do japonês; um a um, os seus destinos trágicos. E o melhor : sem precisar de informações da internet. Minha memória ainda me é de mais valia que todos os bancos de dados do mundo, ainda sou um  homem, e não um deus ex machina.
A letra, fênix de minhas circunvoluções, ressurgiu :
Japonês tem cinco filhos
Todos eles com um defeito
O primeiro é maconheiro
O segundo é vagabundo
O terceiro é punheteiro
O quarto morreu no parto
E o quinto...
Nasceu sem pinto!!!!
Isso é que é paródia! De onde tiraram aquilo dos barrigudos?
O Hino da Independência tocava nos alto-falantes do pátio e nós, em fila indiana, como uma segunda voz ao hino verdadeiro, cantávamos a versão do quinto que nascera sem pinto, e morríamos de rir.
Desrespeito? Não. No Brasil, não. Num país em que a Independência foi feita pelo próprio conquistador, o que pode ser sério? 
Pelo próprio conquistador, D. Pedro I, quando voltava de uma viagem a Santos, onde fora ter e meter com a Marquesa de Santos, sua amante, uma vez que casado com Maria Leopoldina da Áustria.
D. Pedro I subia a Serra do Mar a bordo de um jegue (nada de um valoroso corcel, praticamente um bucéfalo, como o retratado na pintura do genial Pedro Américo) e parou para dar uma cagada atrás de uma moita. 
O imperador ainda estava a se arranjar com o seu desarranjo e teria lhe surgido um mensageiro da Coroa, ordens de seu pai, ordenando que o príncipe regente retornasse à Portugal e se submetesse ao rei e às Cortes.
Revoltado, literalmente enfezado, o playboyzinho português teria saído de trás da moita, com as calças ainda desabotoadas e o cu mal limpo, e gritado : Independência ou Morte!
Desrespeito, em uma data cívica de tamanha relevância, cantar japonês tem 5 filhos? Desrespeito nenhum. Não em um país que já nasceu como uma paródia de nação.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Trocando o Óleo

  - Oh, Dorothy!!!

Circo da Benção

A pilantragem evangélica anda tão grande, a cara de pau dos pastores tão lustradas a óleo de peroba e, lógico,  a burrice dos cristãos tão infinita, que fica até difícil comentar alguma coisa, fica difícil até ironizar e fazer piada, ela já é apresentada de tal forma completa que nenhum adendo é capaz de deixá-la mais engraçada, mais escarnecedora.
Escarnecer é a palavra que me parece mais adequada, os líderes religiosos escarnecem da fé dos que lhes enchem os bolsos de dinheiro, cagam na cabeça do fiéis, e quanto mais cagam, mais fiéis se aglomeram às suas voltas, feito moscas, mesmo.
Que as religiões - todas elas - e seus respectivos cultos são verdadeiros espetáculos circenses, daqueles bem mambembes, todo mundo sabe, só não vê quem é surdo.
Pois, agora, e dá até para dizer que há uma honestidade canalha nisto, a Igreja Evangélica Cristo Vive resolveu escancarar, assumir a patifaria de vez. Talvez cansados dos ambientes sisudos de seus templos, os pastores da Cristo Vive acabam de fundar o Circo da Benção.
Circo, mesmo, de verdade, com lona colorida, picadeiro, arquibancadas de ripas de madeira rachadas, que "mordem" o traseiro e pernas da plateia etc.
E poucas diferenças há dos circos originais. O domador continua no picadeiro, mas não há leões, foram todos devorados pelos cordeiros. O domador, com seu chicote cada vez mais eficiente, continua a reinar no picadeiro, mas os palhaços estão todos nas arquibancadas, sem poder de decisão sobre as próprias gargalhadas, rindo quando lhes é mandado - e chorando, também -, incapazes de entender a piada em que estão inseridos, na qual são o português, o bêbado, a bichinha, o judeu, o gago, o padre, o fanho, o anão, o gaúcho, e outros.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Maradona e Romário, Juntos Contra o Conmebol

Não gosto de futebol! Nem de futebol de botão. Nem futebol de videogame, aliás, também não gosto de videogame.
Mas reconheço que no futebol, assim como em qualquer outra atividade, esportiva ou não, existem figuras emblemáticas, personagens que representam as quintessências de seus ofícios : gigantes mitológicos, verdadeiros titãs.
No futebol, Maradona e Romário são dois desses titãs. E uso o verbo no presente, são, ainda são, e talvez sejam os últimos dos moicanos do verdadeiro futebol.
São os últimos dos craques legítimos, boleiros das antigas, daqueles que cuspiam no gramado e coçavam o saco, que comemoravam seus gois feito machos, não com dancinhas e coreografias afeminadas. (E sim, o plural de gol é gois, gols é apenas um barbarismo consagrado pelo uso).
Nasceram já talhados para a arena verde, são gladiadores naturais, com brios e têmperas inexistentes nessa geração produzida em escolinhas de futebol e nos laboratórios de preparação física dos grandes clubes. Nem precisavam treinar, nasceram sabendo o que fazer.
Não gosto de futebol, mas admito que ele - o verdadeiro - é coisa de macho, de ogro, de viking, uma vez que de origem bretã.
Maradona e Romário são politicamente incorretos, divertidíssimos em suas declarações diretas e sem floreios, não têm papas na língua, consideram-se "os caras", os escolhidos de deus, não poupam ninguém, principalmente os cartolas do futebol; para eles, Pelé foi pouco mais que um gandula, aquele menino que apanha a bola que sai do campo e a devolve para os jogadores.
Maradona e Romário são titãs! Humildade e cuidados verbais para não ferir a "sensibilidade" dos picaretas não fazem parte de seu arsenal de habilidades.
São dois dos últimos gigantes do futebol sacana, moleque, galhofeiro, são dois grandes FDPs, no melhor sentido da palavra. Maradona, uma vez, sei lá em que jogo contra a seleção brasileira, para tirar o jogador Branco de sua marcação, deu-lhe de beber uma garrafa de água mineral com um calmante, Toma, Blanquito, toma, dizia Maradona, e Blanquito tomou! Romário, na porta do banheiro masculino de um bar de sua propriedade, mandou pintar uma caricatura do técnico Zagallo, cagando com as calças arriadas até os pés. Sobre Pelé, proferiu uma de suas máximas : o Pelé calado é um poeta.
E sobretudo : Maradona e Romário adoram uma buceta!!! São machos de respeito!!! E não essas moçoilas de chuteiras de hoje em dia, que tiram a sobrancelha, usam creminhos faciais, pintam cabelo e até - valha-nos São Charles Miller - dão beijinhos na boca de amigos para comemorar uma vitória.
Agora, Maradona e Romário se uniram em uma causa comum, atacar o Conmebol, que eu nem fazia ideia do que fosse, mas parece que é uma espécie de Fifa sul-americana, "mais corrupta que a Fifa e a CBF", diz Romário, "formada por mafiosos", garante Maradona.
Eu quero que a Fifa, CBF etc se fodam, o que vale é esse verdadeiro encontro de titãs, essa aliança entre semideuses da pelota, que só mesmo as incomensuráveis e sacanas forças do universo podem ter alinhado em conjunção.
Aí estão, Dom Diego Maradona e Romário, o Baixinho, o Gênio da Grande Área. Antológico!!!
Eles são a materialização dos piores pesadelos do Pelé, o negão arrepia até os pelos do cu só de pensar em cada um deles separados, imaginem juntos!!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Femen : Havia Um Punheteiro Por Trás de Tudo

Sempre achei muito estranho o tal grupo feminista ucraniano Femen. Na verdade, sempre o considerei uma grande hipocrisia, no mínimo, um puta dum contrassenso.
Feministas protestando contra a vulgarização do corpo feminino, e nuas, elas próprias os banalizando; feministas protestando contra o chauvinismo dos homens em olhar para a mulher como um simples objeto sexual, e nuas, elas próprias se exibindo como bonecas infláveis sem alma; feministas vilipendiando as mulheres que emprestam seus corpos desnudos às campanhas publicitárias, e nuas, elas próprias tornando-se manequins de vitrines que ganharam vida, umas pinóquios de tetas; feministas execrando as gostosas que povoam as páginas das revistas masculinas, e nuas, elas próprias transformando-se em uma versão 3D das peladas da Playboy (bem menos gostosas, é verdade); feministas gritando por condições de equidade, por um espaço igualitário para expressarem suas opinões e pensamentos, e quando esse espaço lhes é dado, simplesmente ficam nuas, mostrando bem em que parte da anatomia residem suas pretensas inteligências.
Diante de tanta contradição, concluí que, na verdade, o Femen era somente um grupo de vagabas, iguaizinhas àquelas que criticavam, porém, sem os atributos físicos das gostosas, sem dotes que despertassem a atenção e o interesse da mídia em mostrá-las. Revoltadas e recalcadas, encontraram uma maneira de mostrar as muxibas que ninguém estava interessado em ver : exibi-las à força, na marra, em protestos públicos. E ainda posarem de mulheres conscientes de sua própria condição, de seu papel na sociedade contemporânea e blá-blá-blá, blá-blá-blá, blá-blá-blá.
Agora, uma revelação bombástica trouxe à tona toda a verdade sobre o Femen.
Minhas impressões e conclusões mostraram-se totalmente erradas. Não passei nem perto da verdade.
Tenho mania de ficar dando tratos à bola, de ficar elocubrando, quando, muitas vezes, a realidade é muito mais simples.
Nunca teve nada de hipocrisia nem de contrassenso nem de contradição nem de revolta ou de recalque por trás dos atos do Femen.
O que sempre houve por trás das ucranianas foi um homem. Havia um punheteiro por trás de tudo.
É isso mesmo! Um homem era o titereiro das peladas do Femen, um homem era quem estava por trás do teatro das fantoches do Femen, um homem era o ventríloquo que dava voz às bonecas do Femen.
A revelação veio no documentário "Ukraine Is Not a Brothel" ("A Ucrânia não é um bordel"), da cineasta australiana Kitty Green, exibido hoje (04/09) no Festival Internacional de Cinema de Veneza.
A criação, a organização e as ações do Femen foram obras de Viktor Svyatsky, que aparecia oficialmente apenas como um consultor do grupo, mas era o verdadeiro criador do movimento e seu líder até um ano atrás; Alexandra Shevchenko, Sara Winter e outras eram apenas testas de ferro de Viktor Svyatsky.
Em uma das partes mais paradoxais do longa, Svyatsky explica a razão de ter sido responsável pela organização do grupo: "Essas garotas são fracas". 
Até para serem feministas, as mulheres precisam de um homem que as oriente, que as lidere. Um homem para chamar de seu.
Umas das integrantes do Femen, Inna, rebate a provocação de Viktor : "Sim, é um paradoxo quando existe um homem liderando um movimento feminino. Mas o Femen não foi baseado em teorias. As mulheres começaram a se reunir e havia vários homens no nosso círculo. O problema é que ele sentiu que precisava de mais espaço, porque é um homem. E homens precisam ter o poder."  
E as meninas do Femen lhe cederam esse poder, porque são mulheres, e cederam de muito bom grado, tudo consensual.
Mas agora elas garantem que estão no comando de suas próprias tetas, romperam com Viktor e sua tutela :
"Infelizmente não posso dizer que Viktor não seja real, mas o modo de protestar foi uma decisão coletiva. Éramos nós na rua gritando, não vamos esquecer isso. Foi bom tê-lo em nossas vidas para sabermos como os homens podem ser grandes canalhas. Mantemos Viktor em nossas memórias para ficarmos mais fortes", declarou Sasha, outra das Femen, com um claro ressentimento em suas palavras, ressentimento típico da mulher que leva um pé na bunda.
Óbvio que não foi o Femen que expulsou Viktor, que se revoltou contra seu criador. Viktor é que deve ter se cansado das mesmas muxibas de sempre e partido em busca de carnes mais novas e suculentas.
Portanto, dou aqui a minha mão à palmatória, errei feio, nunca houve contradição nem falso discurso nas ações do Femen, e nem feminismo, a coisa agora ficou claríssima. 
Nunca houve, tampouco, a necessidade de ponderações ou de deduções acerca das atividades e das motivações do grupo, o que sempre houve foi o básico : um homem, um punheteiro por trás de tudo. 
Viktor Svyatsky, um macho do mais autênticos, que acabou de conquistar um lugar no Panteão do Azarão, juntava a biscataiada e dizia : vamos lá, mulherada, todo mundo pelado, vamos botar essas tetas pra fora e sair saracoteando por aí!
E era uma festa só! Uma bagunça! Uma putaria! Viktor no meio das tetinhas balouçantes! O Femen nada mais é do que um macho realizando os seus sonhos de sultão.
Um brinde de um bom rum de pirata, da reserva especial do Barba Negra, a Viktor Svyatsky!
E que se foda o Femen, as Amélias da Ucrânia.
As meninas do Femen, na Mostra Internacional de Cinema de Veneza. Ou será que doravante passarão a ser chamadas de as Viktoretes?
(A do meio é a cara da Elba Ramalho! Pããããããta que o pariu!!!)

Outras postagens no blog sobre o Femen : 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Amores Expressos e Solúveis

- Eu te amo!
- Mas acabamos de nos beijar...
- Eu te amo!
- Um beijo que nunca houve intenção...
- Eu te amo!
- Ou pensamento...
- Eu te amo!
- Ou intenção prévia...
- Eu te amo!
- Um beijo que foi mais um susto...
- Eu te amo!
- Um descuido...
- Eu te amo!
- Um tropeção...
- Eu te amo!
- Um esbarrão em alguém desconhecido na multidão...
- Eu te amo!
- Uma topada do dedo do pé no batente
Que não se pode evitar...
- Eu te amo!
- Um espirro que não se pode conter...
- Eu te amo!
- Um ato reflexo...
- Eu te amo!
- Um instinto...
- Eu te amo!
- Uma falta do que fazer...
- Eu te amo!
- Um útero baldio...
- Eu te amo!
- Um óvulo vadio...
- Eu te amo!
- Uma âncora para a ausência momentânea de espaço e tempo...
- Eu te amo!
- Só duas boca mudas, sem palavras, sem linguagem
Mas com línguas a serem alimentadas...
- Eu te amo, porra!
- Um beijo e já afirmas que me amas! Fácil assim?
- Dificil assim! Amo todas a quem beijo.
- És leviano, leve, volúvel, volátil...
- Te enganas, sou por demais amarrado, estável, denso, monolítico.
- Não amas ninguém...
- Amo, todas.
- Proves...
- Não reparaste como sou infeliz?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

E é Verdade, É Sim Senhor, Quem Me Contou Foi Um Pescador (Ou : Jesus Cristo, o Multiplicador de Pênis)

Na Bíblia, todos os relatos - os supostos relatos - têm dimensões grandiosas, assumem proporções...bíblicas.
Uma invencionice só! A Bíblia é o livro de cabeceira do Barão de Münchhausen, o livro de autoajuda do Pinóquio.
Se não invencionices, pelo menos, interpretações equivocadas e desmedidas de fatos e fenômenos naturais, equivocadas e ampliadas pela potente lupa da ignorância, que a tudo teima em ver como mágica, como milagre.
E quando algo nos parece puro delírio, uma mentira das mais deslavadas, dizemos que é uma história de pescador, aludindo-nos ao hábito que o referido esportista tem de aumentar seus feitos e peripécias.
Em suma, a Bíblia é um grande almanaque de histórias de pescador. Querem maior história de pescador que o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, atribuído a Cristo? 
Cristo teria feito multiplicar sete pães e alguns peixinhos e alimentado cinco mil homens com eles, fora mulheres e crianças. É a maior história de pescador de todos os tempos. Imbatível. E se padeiros também se dedicassem ao ofício da mentira, a história lhes serviria igualmente de referência.
Mas segundo Nicolás Maduro, sucessor de Hugo Chávez no trono ditatorial da Venezuela, não foram exatamente peixes o que Cristo teria multiplicado. De acordo com Maduro, Cristo multiplicou caralhos! Pãããããta que o pariu!!! Cacetes aos montes, rolas aos borbotões, pintos saindo pelo ladrão, pirocas às mancheias.
A Bíblia de Maduro é bem mais legal do que a que eu tinha de ler nos meus tempos de aluno de colégio salesiano.
Na semana passada, em um discurso, ao abordar a necessidade da construção de novas escolas no país, Maduro disse que iria multiplicar as escolas pela Venezuela, da mesma forma que Cristo teria multiplicado os "pênis". Sim, ele falou pênis!
Maduro confundiu "peces" (peixes em espanhol) com "penes" (pênis).
O cara confunde peixe com benga! Eu jamais o acompanharia em uma pescaria.
Por outro lado, assistir a uma missa com ele, tenho certeza, seria divertidíssimo.

domingo, 1 de setembro de 2013

Uma Elegia à Cláudia Ohana (19)

 "E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do batom que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte..."

sábado, 31 de agosto de 2013

Igreja Católica Quer Vetar o Sepultamento de Animais de Estimação

O que você acharia de enterrar seu animalzinho de estimação no mesmo jazigo da família? Sepultar aquele poodle chato junto aos seus avós, tios etc?
Confesso que, a mim, a ideia não é das mais naturais, mas até aí o próprio ato de sepultar não é natural, é ritual criado pelo ser humano, e como, hoje em dia, o cachorro está mais que domesticado, está humanizado (ou o ser humano é que está "caninizado", sobretudo no QI), nada mais coerente (dentro da loucura) que as pessoas que tratam seus animaizinhos como se filhos fossem queiram realizar um funeral decente às suas passagens. Ou, morrendo antes de seus bichinhos, queiram revê-los depois, no mundo do além, na barriga dos vermes.
A Câmara Municipal de São Paulo, sempre atenta às necessidades básicas do cidadão, está trabalhando nesse sentido. Tramita um projeto, ainda a ser votado, que autorizaria o sepultamento de cães, gatos e outros animais de estimação onde já se encontram os restos mortais de seus donos. 
Depois de uma vida juntos, dono e bicho (figuras que muitas vezes se confundem, ficando difícil saber quem é o dono de quem e quem é o bicho de quem), separados pela Inclemente da Foice, voltariam a se encontrar num grande petshop do céu. E todos viveriam felizes para sempre, ops, morreriam felizes para sempre, certo?
Não! Não se depender a Igreja Católica, que já não suporta ver a felicidade das pessoas durante a vida (a tudo que dá prazer lhes proíbe), que dirá, então, depois da morte?
A Igreja Católica, entre outras canalhices, é notória especialista em se meter na vida alheia. E não só na de seus fiéis, que esses, por suas burrices e pela preguiça de deixarem de ser burros, bem que merecem ter suas condutas ditadas por outrem, suas intimidades escarafunchadas por deus, ou, dada a inexistência dele, por aqueles que se dizem seus representantes, padres e que tais, os aspones de deus.
A Igreja em tudo se mete, ou quer se meter. 
Vive querendo atravancar o avanço da ciência. Toda nova descoberta científica, sobretudo na área médica, é logo taxada de antiética, antinatural, "contra as coisas de deus", pelo homens da Igreja. 
Também está sempre à espreita para se intrometer no Legislativo da nação. Quer fazer passar leis que estejam de acordo com o que "diz" a Bíblia, e vetar outras que estejam em desacordo com ela, livro que a própria Igreja escreveu, ou, ao menos, editou para as suas conveniências, mutilou partes, desfigurou outras, enxertou a maioria delas.
Querem proibir tudo, desde pesquisas genéticas até o casamento gay, como se só os padres tivessem o direito de serem felizes dando a bunda. A Igreja morre de saudades da Idade Média, quando seu poder se confundia com o do Estado, e mesmo se sobrepunha ao dos reis.
Acharam, então, que ela não iria se meter no reencontro póstumo das pessoas com seus animaizinhos de estimação? É óbvio que iria; como de fato já está.
O projeto nem foi ainda votado e Dom Odilio Sherer já teve um encontro com o prefeito Fernando Haddad, a quem caberá sancionar o projeto depois de sua aprovação.
Aliás, eu nem sei porque um prefeito recebe e dá ouvidos a um religioso : o estado é laico, não tolera (não devia tolerar) intromissões da Igreja. Prefeito, preciso conversar seriamente com o senhor, diz um padre ao telefone; vá para a puta que te pariu, vá cuidar de suas beatas frígidas, deveria o prefeito lhe responder.
Dom Sherer argumenta que a aprovação da lei seria a deflagração de um processo de depreciação da dignidade humana, colocar homens e bichos de estimação no mesmo patamar, palavras dele, "seria inaceitável".
Depreciar a dignidade humana? E o que Dom Sherer chamaria de promovê-la? Torturar e fazer churrasquinho de hereges? Dar apoio tácito, como a Igreja deu, aos regimes totalitaristas da Segunda Guerra Mundial, nazismo e fascismo, sendo que por esse último foi até agraciada, via Tratado de Latrão, com um território próprio, autônomo e soberano, o Vaticano? Enviar missionários à África, o continente mais infectado pela AIDS, para pregarem contra o uso da camisinha, para dizerem que deus é contra os preservativos? Acobertar pedófilo? Esses são os projetos da Igreja Católica em prol da dignidade humana ?
O autor do projeto, o vereador Roberto Trípoli, justifica : "Quando um deles [animais] vem a falecer, além do extremo sofrimento da perda, as pessoas em geral se desesperam sem saber para onde destinar o cadáver".
Além disso, os jazigos são propriedades privadas, a pessoa que compra o espaço pode usá-lo como quiser, o túmulo das pessoas não é de alçada da Igreja. Se ela quiser enterrar um cachorro ali, qual o problema? Tem gente que enterra até a sogra no mesmo túmulo!
Fora a costumeira intolerância, Dom Sherer revela também uma crassa burrice com sua oposição a essa lei. Ele desmerece os cachorros, gatos etc, todos esses, segundo o delírio das religiões, também "filhos de deus". Dom Sherer está a renegar outras criações de seu Criador. 
Às vistas do Criador, isso é classificado como crime hediondo, com pena eterna no Inferno, sem direito a pagamento de fiança nem recurso junto ao Joaquim Barbosa do Céu.
E no Inferno, padre é igual a estuprador quando chega na cadeia, a demoniada e os condenados fazem a festa com o toba dele. Dom Sherer purgará no mesmo caldeirão de enxofre fervente que o Belzebu Pé-de-Mesa.
E não sei o porquê da implicância com essa lei. Os padres também poderão se beneficiar dela, também poderão ser sepultados com seus bichinhos de estimação, os coroinhas, os sacristãos etc, a quem tanto deram amor e carinho em vida, a quem conduziram pelas mãos, a quem tanto deram colo, principalmente.
Dom Odílio Sherer, que, pelo visto, está muito do desocupado, num ócio desgraçado, ele e seu deus. E vejam a cara ruim, de gente frustrada, recalcada, cujo único prazer é impedir o prazer alheio. São os empata-fodas de deus.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Morcegando

 "Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que o teu olhar, flor na janela 
Me faz morrer..."

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cerveja GLS (Ou : o Complô Para o Embichamento do Planeta Continua)

Que há um complô mundial muito bem orquestrado para o embichamento do homem, para o desatarraxar das pregas do gênero masculino do Homo Sapiens, não tenho mais dúvidas.
Substâncias químicas sabidamente afeminantes são adicionadas de propósito aos mais variados alimentos e produtos destinados ao consumo humano; objetivo : reduzir a testosterona do macho, enviadá-lo.
Aqui no blog, já postei vários exemplos desse complô, mais que exemplos : provas cabais de que um embichamento químico vem sendo imposto à população. A quem possa se interessar, lembro de alguns agora : Geração Leite de Soja, A Marreta do Morales, O que é que o cu tem a ver com o saco Eu, o Alfaiate das Coincidências, e outros.
Acontece que, venho percebendo nos últimos tempos, o plano é muito mais sórdido do que pensava, é um projeto muito mais amplo que a simples transformação química, não adianta somente embichar o sujeito, esse é só o primeiro estágio do processo, e o mais fácil; o segundo, mais trabalhoso, é mantê-lo embichado.
Não basta embichar a pessoa, há de se embichar também o seu entorno, para evitar recaídas de macheza do recém-enviadado. Se o cara enviada e continua com os hábitos e atividades de seu tempo de macho, uma recaída é inevitável, só questão de tempo até a sua reprogramação ruir.
Há de se tornar o embichamento não apenas completo, mas também irreversível. A frescura tem que rodeá-lo, tornar-se parte de seu ambiente : nos filmes a que assiste (sempre tem uma bicha engraçada e simpática nos filmes; até cowboys viados já inventaram), nos jornais e revistas que lê (sempre tem alguma notícia a respeito do movimento gay, briga por direitos etc), nas roupas que veste (alguém já tentou, de uns tempos para cá, achar, por exemplo, uma calça jeans de macho, reta, simples, básica, sem botõezinhos brilhantes, bordadinhos e outras firulas? Não existe.), nos hábitos de higiene pessoal (hoje, é "normal" homem se depilar, tirar sobrancelha, fazer limpeza de pele, passar creminho nas mãos, fazer tintura nos cabelos) etc etc.
Há de se criar uma Matrix gay, intrincada e entrelaçada, para que o recém-embichado nunca mais sequer se lembre que um dia foi macho - e ela está sendo criada.
Agora, de uns tempos para cá, um dos últimos emblemas da macheza e virilidade vem sofrendo ataques sutis e sub-reptícios, para desfigurá-lo gradativamente, para também inserí-lo na Matrix GLS, para também enviadá-lo : é a cerveja nossa de cada suado dia.
A cerveja é a bebida do macho por excelência. Amarga, rústica e solitária, a ela nada se acrescenta, nem gelo, a ela nada se combina, nada de suquinhos adocicados, de licorezinhos cremosos, nada de folhinhas de hortelã, de rodelas de abacaxi ou de guarda-chuvinhas a enfeitarem o copo.
Aliás, a verdadeira cerveja nem tem copo próprio para ser servida, vai naquele copo americano mesmo, no copo de requeijão, no de massa de tomate. Ou direto no gargalo. É bebida de ogro, do macho careca e barrigudo, que, não obstante, mantém o pau em riste e sai a comer as bucetinhas sentadas à beira do caminho.
Porém, lentamente, estão submetendo a rude e tosca cerveja a um processo de sofisticação, de suavização, estão tentando transformá-la em mais um item do kit gay, estão tentando levar a cerveja de nossos ancestrais para a "irmandade".
O mais forte indício são as tais cervejas artesanais, das quais já falei na postagem Sommelier de Buceta, que são aquelas cervejas cheias dos guéri-guéris, feitas para paladares sensíveis, para viadinho degustar. Mas vai daí que, por curiosidade, até por ingenuidade, pode acontecer do macho desavisado experimentar uma dessas, e começar a gostar, começar a degustar ao invés de entornar. Aí, já era. É caminho sem volta. Uma vez degustador, as pregas nunca mais voltam ao lugar.
Macho que é macho só conhece um tipo de cerveja : a mais barata! A em oferta no mercado da esquina!
Se o cara começar a dizer de cerveja Ale para cá, cerveja Stout para lá, Irish acolá, podem desconfiar dele. Desconfiar, não! Podem ter certeza : o cara é mais chegado no "casco" escuro que na loira gelada.
Não bastassem as artesanais, cientistas da University of Griffith, na Austrália, garantem ter desenvolvido uma cerveja antirresaca. O cara pode beber à vontade, que nunca correrá o risco de acordar com uma puta duma ressaca, cabeça a martelar, vomitando até as tripas.
A cerveja antirressaca recebeu a adição de minerais como o sódio, o potássio e outros, que se unem numa solução iônica de mesma concentração salina que o corpo humano, impedindo assim a sua desidratação pelo álcool, uma das principais responsáveis pelo gosto de cabo de guarda-chuva na boca. São os mesmos sais usados nas bebidas isotônicas destinadas às práticas esportivas, explicam os australianos.
Pããããããta que o pariu!!! Isso não é cerveja! É gatorade, porra! Aquela bebidinha coloridinha com aroma de frutinha que o viadinho toma na academia, depois de puxar - e também de levar - uns ferros.
Cerveja isotônica!!! Perto disso, até dar o cu fica parecendo coisa de macho!
Quer dizer que o florzinha quer tirar uma de machão, mas não quer o risco de uma dor de cabeça no dia seguinte? E a famosa ardência no cu? Com essa ele não se preocupa, né?
Macho que é macho entorta o caneco sabendo do inimigo à espreita, sabendo que a ressaca poderá estar de tocaia para emboscá-lo ao seu despertar. Macho que é macho não foge da ressaca, enfrenta-a, aprende a se defender dela, desenvolve técnicas para lutar os 12 rounds sem ir a nocaute, caleja o fígado.
Se ainda assim, às vezes, a ressaca lhe pega à traição, macho que é macho não fica tomando analgésicos nem antiácidos, macho que é macho, no máximo, se permite o auxílio luxuoso de um macerado de boldo, planta milagrosa de  nossa farmacopeia, indispensável e obrigatória na casa de todo macho. 
E nem o fato do cara morar em apartamento justifica a ausência do boldo. O boldo é, antes de tudo, um forte, uma planta valorosa e aguerrida, cresce em qualquer vaso, canto ou fresta, em qualquer época do ano, bata sol ou faça sombra, seja adubada ou não. O cara nem precisa ter mão boa para plantar, enfiou um galho de boldo na terra seca e logo ele se ergue em uma pequena árvore; até porque essa coisa de mão boa para plantar também não me parece muita macheza, fulano tem mão boa para plantar orquídeas...fudeu!
E nem pense em conversar com seu boldo para fazê-lo melhor crescer, pôr música clássica e cantar para ele, então, nem pensar. Cante para seu boldo e ele morre na hora, sua bichona!
Cerveja isotônica é a puta que o pariu!
Tem medinho de tomar cerveja e acordar de ressaca? Então, vá tomar Amarula, Martini, St. Remy e outras viadagens que tais.
E já aproveita para cortar o pau fora!!!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Médicos Cubanos Que Conseguiram Escapar da Venezuela Processam Cuba, Venezuela e Petroleira PDVSA por Trabalhos Forçados

Artigo do blog cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br, por sugestão do comentário de Osvaldo Aires na minha postagem Te Cuida, Negão, Que a Lei Áurea Foi Assinada a Lápis.
Mais uma prova inconteste das "democracias" cubanas e do PT, da canalhada vermelha.

MÉDICOS CUBANOS ESCAPAM DA VENEZUELA E PROCESSAM CUBA, VENEZUELA E A ESTATAL PDVSA POR IMPOR TRABALHO ESCRAVO EM TRIBUNAL DE MIAMI (EUA). PEDEM INDENIZAÇÃO DE MAIS DE US$ 50 MILHÕES.

Sete médicos e um enfermeiro cubanos estão processando Cuba, Venezuela e a PDVSA (a petroleira estatal venezuelana) por conspiração para obrigá-los a trabalhar em condições de “escravos modernos”, como pagamento pela dívida cubana com o Estado venezuelano por fornecimento de petróleo, segundo informação do site venezuelano Noticias24.

Os médicos e o enfermeiro conseguiram escapar, chegando aos Estados Unidos, país que lhes outorgou vistos. Essa ação foi proposta em 2010, todavia adquire importância no momento em que o Brasil inicia contrato similar a esse que suscitou a demanda apresentada nos Estados Unidos. 

Segundo a petição a que teve acesso a agência internacional de notícias Efe, os demandados intencional e arbitrariamente", colocaram os profissionais da saúde em “condição de servidão da dívida” e esses se converteram em “escravos econômicos” e promotores políticos.

A demanda foi interposta ante um tribunal federal de Miami (EUA) pelos médicos Julio César Lubian, Lleana Mastrapa, Miguel Majfud, María del Carmen Milanés, Frank Vargas, John Doe e Julio Cesdar Dieguez, e o enfermeiro Osmani Rebeaux.

Com esta ação proposta perante a Justiça americana, os demandantes buscam uma indenização que ultrapassa US$ 50 milhões de dólares, revelou Pablo de Cuba, um dos advogados do grupo cubano.

“Queremos estabelecer o precedente da responsabilidade patrimonial dos Estados sobre seus cidadãos. Isto é uma conspiração pré-determinada e dolosa desses governos e da empresa para submeter a trabalho forçado e servidão por dívida a esses médicos”, salientou o advogado.

Na demanda, o advogado Leonardo Aristides Cantón, que lidera a defesa, argumentou que os demandantes viajaram à Venezuela sob “engano" e “ameaças” e foram forçados a trabalhar sem limite de horas na missão “Barrio Adentro” (programa social do chavismo) em lugares com uma alta taxa de delitos comuns e políticos, incluindo zonas da selva e a “beligerante” fronteira com a Colômbia.

Os países, segundo o advogado, uniram-se numa conspiração sem precedentes na história contemporânea, com a única exceção da escravatura na Alemanha nazista, no uso do trabalho forçado.
Sublinhou também que “o convênio dos governos de Cuba e Venezuela constitui uma flagrante confabulação (maquinação) comparável ao comércio de escravos na América colonial".
O governo venezuelano persegue, intima, captura e faz regressar a Cuba os médicos e outros profissionais da saúde que se negam a realizar trabalhos forçados ou que tentem obter sua liberdade para sair do país sul-americano, segundo consta na petição entregue à Justiça de Miami (EUA).

Os demandantes afirmaram que viviam internados em residências alugadas ou em casas de pessoas ligadas ao regime Venezuela, enquanto trabalhavam sem a devida licença para exercer a medicina na Venezuela violando as leis desse país.

Os médicos e o enfermeiro foram submetidos por funcionários de segurança de Cuba e Venezuela a uma estrita vigilância e controle de seus movimentos, de suas relações, além de serem intimidados e coagidos, segundo consta na petição.

Esta é a segunda demanda por “escravidão moderna” que se interpõe num Tribunal de Miami (EUA).

Em outubro de 2008, um juiz determinou que o estaleiro Curacao Drydock Company pagasse indenização de US$ 80 milhões de dólares a três cubanos que alegaram que foram enviados por Cuba para trabalhar na reparação de barcos e plataformas marítimas de Curaçao sob condições “desumanas e degradantes” para pagar dívidas do Estado cubano.

Os advogados disseram nessa ocasião que a sentença representava a “primeira vez que um tribunal dos Estados Unidos responsabilizou uma companhia que negocia com Cuba por trabalhos forçados e abusos aos direitos humanos incorridos de forma acordada com o regime cubano”.Do site Notícias24 - Hacer CLIC AQUI para leer la historia en español