terça-feira, 6 de junho de 2017

O Pau Dentro que Veio de Garanhuns

O Natal chegou mais cedo na casa do Azarão. Não veio, contudo, na figura do bom velhinho voando em seu trenó puxado por viadinhos dos narizes vermelhos e dos tobas roxos. Nem veio do fresquíssimo Polo Norte. Veio da tórrida e caliente Garanhuns (PE), no lombo de um jegue montado, aferrado e esporeado pelo cabra safado, porreta, arretado, fuleiro, xibiuzeiro e pai d´égua Altamir Pinheiro.
Altamir é o Guerrilheiro do Agreste Pernambucano. Blogueiro e escrevinhador da moléstia, não poupa ninguém de seu Chumbo Grosso, principalmente o sapo barbudo Lula, a quem chama afetuosamente de o seboso de Caetés, e a esquizofrênica Dilma Rousseff, a qual trata por a vaca da Dilma.
Em suas horas de paz e trégua, porém, Altamir é também o Pajé de Garanhuns, o Alquimista da Suíça Pernambucana. Altamir herda e detém todo o conhecimento herbário e farmacopeico dos anciãos das anciãs nações indígenas, os quais alia às intrincadas e herméticas técnicas alquímicas. Altamir é uma mistura de xamã com Paracelsus, de Sapaim com Hermes Trismegisto.
A suma criação de Altamir Pinheiro, a sua pedra filosofal, é a cachaça Pau Dentro, uma infusão feita com técnicas e ingredientes que jamais seriam aprovados pela Anvisa e que aprisiona na cachaça o espírito dos troncos e dos cernes mais duros, resistentes, paudurescentes e imperecíveis de nossas devastadas matas. Uma vez ingerida, os espíritos das antigas árvores difundem-se pelo sangue e vão se alojar no pau, no famoso cacete, mas que, sob o efeito da Pau Dentro, passa a atender pelo nome de peroba, de jequitibá.
Miraculosa e mítica beberagem, de fórmula mais secreta que a da Coca-Cola, a Pau Dentro é o Santo Graal buscado por todos os broxas desde a aurora dos tempos.
Há alguns meses, em uma de nossas conversas, Altamir, julgando-me, talvez, merecedor de provar dessa beberagem milenar, desse concentrado imemorial de conhecimentos ocultos, revelou-me sua existência e prometeu me enviar, em breve, umas garrafas desse elixir da longa vida do caralho. Pediu-me apenas que não tivesse pressa, pois a confecção da Pau Dentro é processo meticuloso e melindroso.
Então, hoje, a cumprir o assegurado, mostrando que sua palavra vale cada fio de sua barba, chegou-me, pelos correios, uma remessa da lendária Pau Dentro. Aliás, uma remessa, não. Um verdadeiro carregamento : duas garrafas já prontas à degustação e mais quatro litros rotulados com a inscrição "Purgante", recomendando prévia diluição.
Mas não foi só. Altamir enviou-me inúmeros produtos e artigos produzidos por ele, todos com poderes afrodisíacos. Além da Pau Dentro : uma barra de rapadura batida, um saco de castanha de caju, um saco de feijão do tipo fava tesuda, um queijo coalho, uma manteiga de garrafa, três licores - jabuticaba, jenipapo e canela -, feixes de cascas de cajueiro roxo, umburama e aroeira e dois copos pra tomar a Pau Dentro.
É a cesta básica do broxa!!! Pããããta que o pariu!!!
Diante de tantos produtos de usos e propriedades a mim desconhecidos, enviei minhas dúvidas a Altamir, que respondeu-me de forma clara e direta, curta e grossa, como é peculiar a quem não se utiliza do linguajar dos conventos. Abaixo, minhas dúvidas seguidas das respostas do Guerrilheiro :

Cara!!! 
Esqueci dos dois litros de pimenta. Estais fudido, não vais escapar da próstata? – Mandarei nessa segunda carrada, aguarde!!! 
Os 11 quilos de “MANGAIOS” que chegaram aí, tudo é produzido por mim(ARTESANAMELTENTE SEM FINS LUCRATIVOS, SOMENTE POR HOBBY!!!), com exceção da manteiga de garrafa e do QUEIJO DE COALHO(QUE DEVE SER CONSUMIDO, COMO TIRAGOSTO NESSES PRÓXIMO 30 DIAS). 
Vamos as respostas:
- as garrafas escritas pau dentro pronto para o consumo tem líquidos de cores diferentes, um mais claro e outro mais escuro, tem diferença no poder enrijecedor de cada um? É PARA CONSUMIR, SIM!!!! TENHA CUIDADO NA MEIO AMARELADA QUE O EFEITO PODE SER O CONTRÁRIO E DAQUI UNS DIAS VOCÊ TÁ DANDO UM CU DA PORRA!!! 
- pelo que entendi, as garrafas escritas "purgante" contêm uma versão mais concentrada da pau dentro, que requerem, antes, uma diluição com mais cachaça. Quanto de diluição? Meio a meio? Um pra dois? A SEU GOSTO!!! OU ENTÃO, UM COPO DE PURGANTE PARA CADA LITRO DE CACHAÇA LIMPA!!! 
- as cascas de cajueiro roxo, aroeira e umburama de cheiro são para ser adicionados na pau dentro já pronta para o consumo? NÃO!!! ADICIONÁ-LAS EM CACHAÇA LIMPA, AÍ, DA SUA REGIÃO(PROCURE AGITAR AS GARRAFAS TODOS OS DIA ATÉ ELA PEGAR O PONTO) 
- a manteiga de garrafa tem que ficar na geladeira? NÃO, SEMPRE PERTO DO FOGÃO DE PREFERÊNCIA PERTO DE PANELAS QUENTES(CONSUMI-LA NO PRÓXIMOS 90 DIAS, COM UM ARROZINHO QUENTE, CAI BEM A MANTEIGA DE GARRAFA!!! 
- aquelas sementes são de que tipo de feijão? ISSO AÍ CHAMA-SE FAVA. MAIS CONHECIDA COMO FAVA RAJADA TESUDA, COZINHA-SE DO MESMO JEITO DO FEIJÃO COM O TEMPERO A SEU GOSTO. SÓ HÁ UMA DIFERENÇA QUANDO FOR NA HORA DE SABOREÁ-LA. POIS TEM QUE BOTAR CAMISINHA NA PICA, SE NÃO É COMENDO E A GALA ESCORRENDO PELO CANAL DA ROLA, POR ISSO QUE SE CHAMA, FAVA RAJADA TESUDA!!! ESTA FAVA E A CASTANHA DE CAJU PRODUZIDAS NA MINHA CHÁCARA SÃO AFRODISÍACA E É UM TIRAGOSTO ARRETADO. QUANTO AOS LICORES, TAMBÉM PRODUZIDOS POR MIM, É UMA BEBIDA MAIS ADEQUADA PARA AS MULHERES. 
- por último : meu sogro tem 73 anos e é bem chegado numa cachacinha mineira, posso dar uma garrrafa de pau dentro pra ele? Será que a carcaça dele aguenta o tranco? MATE O VÉIO, MATE!!! Nada.. nada... Estou brincando... Pode dar, sim!!! 
Geralmente, eu convido os amigos para passar um domingo em minha chácara e lá eu cozinho 4 a 5 quilos de FAVA(AQUI NOS CHAMAMOS DE “UMA FAVADA”), A MISTURA DELA, PARA TIRAGOSTO A GENTE FAZ UMA VACA ATOLADA, QUE, AQUI NO NORDESTE, COZINHAMOS NA MESMA PANELA, JUNTAS, CARNES DE BOI, PORCO E BODE COM SEUS RESPCTIVOS INGREDIENTES, COMO MACAXEIRA(MANDIOCA), CHUCHU, QUIABO E MAXIXE. E TOME CACHAÇA E TIRAGOSTO ATÉ UMA “ZORA” E lá pras tantas, HAJA NEGO BEBO!!!

Fico imaginando a putaria que não é essa chácara!!! Uma última dúvida, Guerrilheiro, nessas festanças regadas a muitos comes e a muitos bebes, a mulherada também comparece? Ou só vai o macharal? Tem xibiu também, ou é só prega que avoa?
Mais uma vez, gratíssimo pelo presente!!!

Bruno Gagliasso e a hipocrisia dos “tolerantes” que odeiam quem pensa diferente

Um excelente texto de João César de Melo.

"Não há dia em que algum ator da Rede Globo não apareça se manifestando contra o “golpe”, contra Temer, com o capitalismo, contra o preconceito, contra o racismo, contra o machismo e contra a homofobia, e em favor dos pichadores, da Cracolândia, dos delinquentes, dos presidiários e, claro, de Lula.
No último sábado (03), Bruno Gagliasso se retirou de um evento esportivo porque nele também se encontrava, entre outras 20 mil pessoas, o deputado Jair Bolsonaro. Foi a forma dele protestar contra a direita. Uau!
O gesto do ator tornou evidente uma antiga realidade: os socialistas não aguentam mais viver num mundo onde existam pessoas que pensam diferente deles.
Diante disso, não seria a hora dos artistas socialistas liderarem uma grande e decisiva revolução?
Num mundo onde Trump está destruindo o planeta Terra, onde Temer está acabando com o maravilhoso legado de Lula e Dilma e onde Doria está promovendo o genocídio dos grafiteiros e viciados em crack, torna-se urgente que os artistas “globais” convertam a fama e o dinheiro que conquistaram num projeto que poderia revolucionar nossa civilização.
Abaixo, segue uma lista de ações que eles poderiam promover:
1 – Reincidir seus contratos com a emissora e com seus patrocinadores capitalistas;
2 – Vender seus apartamentos descolados e todos os outros imóveis que acumularam ao longo de suas carreiras;
3 – Promover uma campanha para que seus fãs façam o mesmo;
4 – Realizar shows e peças de teatro nas favelas para convidar a classe trabalhadora a se juntar a eles num grande e maravilhoso projeto: construir uma sociedade livre do individualismo, da exploração e da ganância, onde a coisa mais importante seja o amor, não o dinheiro;
5 – Com o dinheiro arrecadado, comprar uma imensa área de floresta e nela fundar uma sociedade autossuficiente, livre de produtos industrializados, livre de armas, de automóveis, de televisão, de dinheiro, de roupinhas de grife, de muros e de preconceitos;
6 – Para viver nesta sociedade, poderiam convidar todos os “excluídos pelo capitalismo”: a população carcerária formada por ladrões, assassinos e estupradores seria acolhida com todo amor e compreensão. A Cracolândia seria bem-vinda;
7 – Em vez de alimentar a ditadura “cristã-islamofóbica”, poderiam promover a convivência pacífica entre muçulmanos e umbandistas;
8 – Em vez de escolas burguesas com coisas chatas como português e matemática, poderiam oferecer uma educação focada em aulas de teatro, capoeira, rap, maracatu, grafite, papel marche, sexo e cultura dos povos africanos e latinos-americanos.
Creio que dentre as “centenas de milhares de pessoas” que se interessariam em integrar essa nova sociedade – vide o público das manifestações promovidas por UNE, CUT, PT, MST e PCdoB −, há um grande número de engenheiros e cientistas que, sem visar o lucro, iriam promover a mais espetacular revolução tecnológica já vista, desenvolvendo e disponibilizando produtos de grande qualidade, 100% ecológicos, que tornariam essa sociedade feliz, harmônica e autossustentável.
O que impede os artistas da esquerda de começar essa revolução?
O que impede Bruno Gagliasso de empenhar sua fama e seu talento empresarial na construção de um mundo onde não existam pessoas como Jair Bolsonaro?
Enquanto não fazem eles mesmos o que cobram que os outros façam, só nos cabe dizer que são hipócritas que criticam o capitalismo enquanto usufruem dele e cretinos que dão faniquito contra a “direita” enquanto adulam ditaduras e políticos corruptos da esquerda."
Bruno Gagliasso (à esquerda) e um outro barbudo qualquer também metido a artista defendendo a democracia brasileira, protestando contra a direita "canalha e opressora". Se bem que, para mim, isso responda a outro nome...

sábado, 3 de junho de 2017

Gatinha Manhosa

Um dia, gatinha manhosa, eu prendo você...

A Hora de o Moro Beber Água (e de o Lula Parar de Tomar Whiskão às Nossas Custas)

Após infinitos, arrastados e, muitas vezes, frustrantes rounds, a luta entre o Eliot Ness brasileiro Sérgio Moro e o Al Capone Nove-Dedos Lula parece estar chegando ao fim. E com vitória por nocaute, ao menos técnico, para o Paladino de Curitiba. 
Em alegações finais, o Ministério Público Federal pediu ontem, 02/06, a condenação e prisão do sapo barbudo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Junto com Lula irão para o xilindró também os companheiros Léo Pinheiro, Agenor Franklin Medeiros e Paulo Gordilho. O MPF só livrou a cara da Dona Marisa Letícia, que essa, agora, está sob a jurisdição do Capeta.
No mesmo pedido, o MPF quer que Moro determine a apreensão de R$ 87.624.971,26. O valor é correspondente ao montante de propinas que foram pagas nos contratos que a OAS firmou junto à Petrobras a agentes públicos, do qual o seboso de Caetés teria abiscoitado R$ 3 milhões para si.
Além da apreensão de 87 e tantos milhões, o MPF também pede que Lula pague uma multa de outros R$ 87 milhões. Tadinho do ex-retirante, tadinho do ex-operário tanto explorado pelo Grande Capital... Vai ter que vender parte do acervo de obras de arte, vinhos e outros "presentinhos" que recebeu enquanto Presidente e em que passou a mão e levou consigo ao deixar o Planalto. Lula é igual pobre em festa, é aquele que leva para casa um pedaço do bolo, um monte de salgadinhos embrulhados num guardanapo, rouba o arranjo da mesa e pega uma última latinha de cerveja pra ir bebendo pelo caminho. Os procuradores do MPF não caíram naquela conversa evasiva, dissimulada, canalha, filha da puta e pra boi dormir de Lula no depoimento prestado a Sérgio Moro. Não embarcaram naquele papinho de buteco com o qual Lula já venceu quatro eleições presidenciais, duas para si e duas para Dilma Rousseff. Estão pensando o quê? Que os procuradores do MPF são desdentados famintos, ou professores de história, sociologia, filosofia e outros que tais? Porra nenhuma.
Nas alegações finais entregues a Sérgio Moro, os procuradores pedem a condenação com base em provas indiciárias. Segundo os procuradores, as provas por indícios são aptas a lastrear a condenação em caso de crime de fácil presunção, porém de difícil prova pelo fato de os bandidos terem tomado cuidados e precauções prévios para que ela não existisse.
Afirmam que a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro : "o ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova. Isso não é apenas um “fruto do acaso”, mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus".
O MPF baseia seu pedido em modernas técnicas de investigação e de coleta de provas, que admitem probabilidades, evidências e inferência para uma melhor explicação. Lembram que no apartamento de Lula foram apreendidos documentos referentes ao tríplex 164-A, alguns com adulteração; e que, no depoimento a Sérgio Moro, Lula admitiu dar a palavra final na nomeação dos diretores da Petrobras e que o modus operandi de manter o triplex registrado em nome da OAS Empreendimentos "serviu para ocultar a origem e dissimular a verdadeira propriedade do apartamento perante terceiros, uma vez que a unidade pertencia materialmente" a Lula e sua mulher, Marisa Letícia, já falecida, facilitando o repasse de valores ilícitos.
"Assim, o que se deve esperar no processo penal é que a prova gere uma convicção para além de uma dúvida que é razoável, e não uma convicção para além de uma dúvida meramente possível. É possível que as cinco testemunhas que afirmam não se conhecer, e não conhecer suspeito ou vítima, mintam por diferentes razões que o suspeito matou a vítima, mas isso é improvável",afirmaram no documento os procuradores.
As defesas têm até 20 de junho para contestar os argumentos do MPF. Esta é a última fase da ação penal. Após todas as partes apresentarem as alegações finais, o processo volta ao juiz Sérgio Moro, que estará com a faca e o queijo nas mãos para tirar de circulação o maior mafioso que já apareceu por aqui desde a chegada de Cabral, estará com a faca e o queijo nas mãos para sepultar de vez a corja da esquerda que tentou aparelhar a nação aos seus propósitos, estará com a faca e o queijo nas mãos para aplacar e vingar - sim, a vingança é a mais deliciosa forma de justiça - a estuprada alma do bom brasileiro, do brasileiro honesto, do brasileiro que trabalha e paga impostos e não do que vagabundeia e vive dos impostos dos outros, não dos parasitas e sanguessugas que vestem camisas vermelhas.
É a hora de o Moro beber água, e de o Lula parar de tomar whisky às nossas custas. É a hora de o barbudo começar a passar a pão (com mortadela) e água. Esse será o maior castigo para o capo do PT, ter que tomar água. Só espero que Moro não nos decepcione, que não deixe Lula sair livre como fez com a esposa de Eduardo Cunha, por "falta de materialidade à acusação".
Diretas, Já, é o cacete. Isso sim seria um golpe, pois, em eventual queda de Temer, as indiretas são o previsto na Constituição. Diretas, Já é o cacete. Lula na Cadeia, Já - isso, sim. E deixem que cantem Caetanos e Miltons, e deixem que esperneiem Wagners Mouras e outros "artistas" saudosos da grana fácil que recebiam do PT via Lei Rouanet. Lula na Cadeia, Já!

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Noivo Dá o Anel e Noiva Leiloa a Aliança

Quando Laura Braxter, britânica de 28 anos, encontrou vestes e apetrechos de uso feminino que não lhe pertenciam - um vestido longo, sapatos de salto alto, meias-calças e uma peruca loura - na casa que dividia com o noivo, o também britânico Sean Rochester, começou a desconfiar de que tinha boi na linha de seu relacionamento, que tinha piranha no bidê, que uma vasta galhada estava a lhe ser transplantada, que seu nobre consorte estava a vesti-la com uma peruca do Príncipe Charles. Alguma biscate, certamente, estava a compartilhar com ela das joias da coroa de seu noivo.
Muito sangue-frio, paciência e trabalho investigativo depois, Laura descobriu estar meio certa em suas desconfianças. Sim, ela estava a levar chifres. E o noivo, a levar vara, rola da boa e grossa.
As roupas não eram de alguma vagabunda. Eram do próprio Sean, que as usava em seus escusos encontro com seu comedor, Brad.
Atônita e puta da vida, Laura tomou a única atitude que lhe era possível : rompeu o noivado com o viadão e, redundantemente, o mandou tomar no cu, impropério que o noivo despregueado tomou como mostra de um fim amigável do relacionamento, como um voto de felicidade de Laura ao novo casal.
Para se livrar das lembranças e das ziquiziras do malfadado noivado, Laura resolveu se livrar de todos os objetos e pertences que compuseram a história do casal, a começar pelo mais simbólico deles, uma aliança de diamantes dada pelo ex-noivo. Botou a aliança para leiloar no site e-bay com lance inicial de 3.500 libras.
Ou seja, o noivo dá o anel e a noiva leiloa a aliança. Pããããããta que o pariu!!! Tá certíssima, a noiva.
Fico aqui imaginando a futura cerimônia de enlace do casal Sean e Brad. O padre, no culminante momento do "e agora pode colocar o anel na noiva", a dizer : "e agora pode colocar no anel do noivo". Só fica faltando contratar o brega e chique cantor Falcão para cantar no baile, que mandaria logo de cara os versos de sua canção Ah! Uma Jaula! : "se aquele anel, você me deu, pensando no meu anel, aquele anel já se perdeu, o meu, Deus guarda, adeus..." Pãããããta que o pariu!!!
Aliás, isso das roupas que Sean usava com Brad, lembrou-me de uma piada.
O gaúcho chega em casa tarde da noite, vindo de uma noitada com os amigos, e encontra a mulher a esperá-lo acordada. Mal ele põe os pés no quarto do casal e a mulher, com uma voz que é um misto de sono e de urgência, vai logo dizendo:
- Vai, Gauchão, tira a minha blusa.
O Gauchão, solícito e obediente, desabotoa e tira languidamente a blusa da mulher.
- Agora, Gauchão, tira a minha saia.
O Gauchão, dando mostras de excitamento, solta o colchete da parte de trás da saia, desce o zíper e tira a saia da mulher.
- Vai, Gauchão, vai... agora tira o meu sutiã.
O Gauchão, a demonstrar grande destreza, desafivela num toque o fecho do sutiã, que cai no chão do quarto.
- Vai, Gauchão, agora tira minha calcinha e minhas cintas-liga.
O Gauchão, mal podendo se conter, se livra da calcinha e atira as cintas-liga em cima do guarda-roupa.
- E agora, Gauchão - continua a mulher -, vou te dizer pela última vez : nunca mais use as minhas roupas para sair com seus amigos.
O leilão será encerrado no dia 8 de junho e os lances já estão na casa das cinco mil libras. Quem sabe o Brad não o arremata para o Sean?

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Luana Piovani Para Ministra da Transparência

Diante dos imbróglios, dos convites e das recusas, dos disses-me-disses, da dança das cadeiras de ministro voltando a ser deputado e deixando suplente com o cu descoberto envolvendo a nomeação do novo ministro do Ministério da Transparência (nem sabia que essa porra existia, parece nome tirado de obras de ficção distópica, feito 1984 (George Orwell), Fahrenheit 254 (Ray Bradbury), V de Vingança (Alan Moore)), eu, o Azarão, preocupado que estou com os novos rumos da nação, resolvi dar o meu pitaco.
Para mostrar todo o meu espírito cívico e patriótico, para dar minha modesta contribuição à democracia brasileira, deixo aqui minha sugestão ao presidente Temer da inconteste nova Ministra da Transparência. Não me importo, inclusive, que minha indicação seja submetida a um plebiscito antes de sua nomeação oficial ao cargo. Tenho certeza de que não só sua aprovação beiraria os 100% como também sua rejeição tangenciaria o 0%.
Ela! Luana Piovani para Ministra da Transparência!
 Algum viado discorda?

O Dia da Marmota

Ela acorda e é sempre o mesmo dia.
05:00 em vermelho no mostrador do rádio relógio. Levanta pelo mesmo lado da cama, o mesmo pé a primeiro tocar o chão. Os mesmos minutos sentada ao vaso sanitário, os mesmos tantos mililitros de urina, os mesmos tantos centímetros de papel higiênico folha dupla.
Coa o café - o primeiro abraço quente de seu dia, muitas vezes o único -, sempre o mesmo gosto, e não bom, apenas necessário, burocrático; testou várias marcas, das mais baratas às mais caras, vários tipos de filtros, e qualquer café lhe parece melhor que o seu - o do consultório médico, o do seu local de trabalho, o quase sempre frio servido pelas promotoras nos corredores dos supermercados.
Abastece de ração as suas duas gatas e asseia a caixa de areia delas. Elas ronronam e se esfregam em suas pernas em sinal de gratidão - as gatas ainda lhe são gratas -, ou à guisa de pequenos e diários subornos emocionais, de tácitas propinas afetuosas para que ela continue a tratá-las e a mantê-las em vida mansa; animais domesticados aprendem e apreendem muito do comportamento humano.
Senta-se por dez, quinze minutos em seu sofá, como um detento a desfrutar de seu pouco tempo de banho de sol; toma o café, come um pão com qualquer coisa e uma fruta qualquer, assiste a algum resto, meio ou início de um programa ou de um matutino jornalístico na TV.
Acorda marido e filho. Escova os dentes. Desce com o lixo - às segundas, quartas e sextas-feiras - e sai.
Leciona para paredes descascadas, tetos mofados, janelas com vidros quebrados e esquadrias oxidadas, quadros negros desertos, dunas salgadas e estéreis de pó de giz, para rebanho muito e mouco.
Encerra o expediente vão, pega o filho à saída da escola, volta para casa. Almoça já a cozinhar a janta, a pôr a roupa na máquina de lavar, a ajudar na tarefa do filho. Almoça não arroz, feijão, salada e bife : ingere combustível para rodar até o fim de seu dia - sentirá um carro diferente paladar ou regozijo se abastecido com gasolina, etanol, diesel ou GNV?
Levar filho na natação, no inglês, no judô. Acha o professor de judô até interessante, desperta certos sentidos dela, no entanto, é japonês e ela não pretende se arriscar por pouca coisa, sonha acordada com o dia que o filho, quem sabe?, resolva trocar o judô pela capoeira.
Trânsito das 18 h, janta do filho, chegada do marido, banho, algum filme ou seriado na TV, conversas sobre amenidades e contas a pagar, preparativos para dormir, para seguir em frente enquanto toda a sua vida atrasa.
E ainda que seu sorriso seja obra conjunta de duas visitas anuais ao ortodentista e de meia garrafa diária de vodka, ela sorri. Para todos os efeitos (especiais, de 3D), ela é feliz e realizada.
Até goza, vez ou outra. Quando o marido dorme antes dela.

em tempo : o título da postagem faz referência ao filme Groundhog Day, traduzido por aqui para O Feitiço do Tempo, com o ranzinza Bill Murray e a belíssima Andie MacDowell. 

sábado, 27 de maio de 2017

Caneca Viking

Fui chamar-lhe para outra de nossas viagens, 
Para outro de nossos retrocessos. 
E sabendo, 
Fiquei possesso em ter você se adiantado; 
Fiquei enciumado 
Do seu salto sem mim ao passado. 
Vai ver nem pensou em me chamar, 
Vai ver logo me excluiu de seu itinerário... 
Tudo mal, mas tudo bem 
Tenho ainda esse papel, essa caneta, 
Essa cabeça de deficiente vocabulário 
Que bem pensa, mas mal se expressa. 
Tenho ainda minha fraca e esverdeada chama de bário 
Que não incomoda meu sono 
Porém também não me deixa hibernar. 
Tenho ainda aquela caneca viking 
Da qual brotava vinho para nossas gargantas 
E querosene para nossas retinas. 
Eu ainda a uso sobre a mesma mesa 
Em cujo redor se enraizavam os amigos 
A cantar nas madrugadas frias. 
Frias como a de hoje. 
Hoje, no entanto, a mesa está desabitada 
Só há o frio, não há o canto. 
E na caneca viking 
Onde, num bem-vindo sincretismo, 
Escorria o suor de Dionísio 
Só me é permitido, esporadicamente, 
Um inofensivo e inexpressivo chá de camomila. 
Esquecido pelos amigos e tendo que abolir os vícios.. 
Que vida mais inútil !!

terça-feira, 23 de maio de 2017

O Agente Com Licença Para Matar Pediu Licença e Morreu

Sei que vocês vão dizer que Sean Connery foi o melhor James Bond do cinema, o insubstituível e nunca sequer igualado agente 007, o espião a serviço de Sua Majestade com licença para matar. Fodam-se, vocês.
Racionalmente, eu também sei disso e concordo, até. Para minha memória afetiva, no entanto, o detentor do smoking e do dry martini com vodka (batido, não misturado) mais famosos e clássicos da sétima arte foi e continuará sendo Roger Moore. 
Isso porque o primeiro filme de James Bond a que assisti, o primeiro que tive idade para, foi Moonraker, aqui traduzido para 007 Contra o Foguete da Morte, protagonizado por Roger Moore. Foi inveja à primeira vista. Roger Moore saltou das Cataratas do Iguaçu a bordo de uma asa delta saída a um toque de botão da traseira de uma lancha, escalou e travou feroz batalha contra o Dentes de Aço dependurado no Bondinho do Pão de Açúcar e, como merecida recompensa, ao final do filme, trepou em gravidade zero, a bordo do tal foguete da morte, com uma gostosíssima bondgirl. A propósito, só nesse filme, James Bond traça cinco bondgirls.
Tem como eu ouvir falar em 007 e não recordar de Roger Moore? Aliás, de Sir Roger Moore?
Roger Moore (1927 - 2017)

sábado, 20 de maio de 2017

Kama Sutra do Punheteiro

A Jota, a sombria e enigmática autora do blog Elemento Jota, escreveu hoje a respeito de uma antiquíssima memória sua, da época de seus 16 aninhos, quando, em uma visita a uma feira de livros, adquiriu um exemplar de Cálculo I e um volume do Kama Sutra. De Cálculo, admite ela, aprendeu picas. Do Kama Sutra, suponho, também.
Ela alerta, porém, aos tarados de plantão, que o Kama Sutra não é putaria pura, não é pornografia gratuita e despropositada. Diz-nos a Jota : "Mas para aqueles que nunca deram uma boa folheada no clássico indiano adianto que não é bem por aí. O livro está mais para uma abordagem de um tipo de ioga voltada ao prazer. O que não o exclui e não torna de todo inútil."
Voltado para o prazer de quem? Só se for de algum animal invertebrado, ou de alguma contorcionista de circo, daquelas que entram dentro de uma caixa de um metro quadrado.
Eu também, é claro, já dei uma olhadinha no tal do Kama Sutra e tenho certeza de que até consigo executar, de que até consigo entrar em algumas daquelas posições. A mesma certeza que tenho de que jamais conseguiria sair de nenhuma delas. Travaria tudo. Teria cãibra até no pau.
Mas discutir as impossibilidades anatômicas do Kama Sutra é para quem já está com a vida mansa, com uma buceta ganha. Em minha solitária adolescência, a dificuldade maior em realizar o Kama Sutra não era colocar a perna atrás do pescoço, tampouco plantar bananeira equilibrado na cabeça do pau, a grande impossibilidade era arrumar uma xavasca. Nem rezando para a deusa indiana da Grande Vulva.
Aprendi muito Cálculo em minha adolescência.
Por isso, à sombra dessa dolorosa memória, deixo aqui a minha contribuição aos adolescentes tímidos e introvertidos de hoje, meninos inábeis - como eu também fui - com o sexo oposto, sofredores calados que quando querem ver uma calcinha, que não seja nem a da mãe nem a da irmã, só mesmo dando uma passeada nas Lojas Marisa.
Para eles, o Kama Sutra do Punheteiro.

Há de Ser Nada

Nada me falta. 
Há, no entanto, grande hiato em mim. 
Não há de ser nada. 
É só que ando triste de novo. 
Nada daquela tristeza vulcânica. 
É uma tristeza mais calma, mais mansa, 
Tristeza quase mecânica, 
Tristeza de quem não entende a piada, 
De quem os pés se recusam a entrar na dança. 
Nada daquela tristeza de prantos em avalanche, 
É tristeza preguiçosa 
Tristeza de lágrimas sem som e sal 
Como uma infiltração em parede velha. 

Nada me assalta 
Há, apesar disso, grande inexistência em mim. 
Não há de ser nada. 
É só que ando meio sozinho de novo. 
Nada daquela solidão oceânica. 
É solidão fininha, zumbido de pernilongo, 
Solidão que se ajeita ao nosso lado, no sofá, 
Pra comer da nossa pipoca. 
E fica quieta, sem dizer palavra 
Feito cachorro deitado aos nossos pés. 
Fidelíssima. 
Nada daquela solidão de infartar sismógrafos 
É só aquela solidão de louça suja na pia. 
De encolher e encalhar sob as cobertas com o peito encolhido. 
Solidão de quem se descobre mais querido do que imaginava, 
Solidão de livro não-publicado 
Solidão como tantas outras. 

Não há de ser nada. 
Mas essa noite será mais uma daquelas 
Em que o sono demorará a chegar.

É Melhor Jair Se Acostumando

Mesmo porque, pelo andar da carruagem, ou, melhor, do camburão da Lava Jato, só sobrará ele, o intrépido Bolsonaro, livre, fora do xilindró.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Tome, Dr., esta tesoura, e... corte, Minha singularíssima pessoa.

Porque,
Vez em quando,
O Mal e os Monstros
Precisam de um descanso,
De umas férias na Riviera Francesa
- Tomar Bordeaux com Brie -
E aproveitam para deixar
Que o Bem e os Heróis
- esses egocêntricos, vaidosos, fracos e frouxos -
Acreditem que podem vencê-los.

Porque
Toda Dalila
Tem o seu dia de Sansão.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Bukowski, Vida e Loucuras de um Velho Safado

Ao contrário do Rei Roberto, uma das metas de minha vida, talvez a única que tenha atingido, sempre foi, justamente, não ter um milhão de amigos.
Nunca fui muito de amigos, ou os amigos nunca foram muito de mim. Jamais os tive em número superior a dois ou três a cada temporada, ou estágio de minha vida. Por temporada, ou estágio, refiro-me a cada escola, trabalho, cidade ou geração da família pelos quais eu tenha passado.
Desses poucos eleitos - ou amaldiçoados -, a maioria se perdeu na poeira dos anos, virou poeira com os anos (e eu para eles), um outro tanto, jaz conservado em naftalina em velhas e emperradas gavetas da memória, visitadas vem em quando, nos meus Finados existenciais. E quatro, apenas quatro, sobreviveram às separações e às distâncias, enfim, aos trâmites normais da vida. A vida, meus caros, separa muito mais que a morte.
Quatro. Dá pra contar meus amigos nos dedos de uma mão. Até na mão esquerda do Lula.
Por isso, é de surpreender - de me surpreender, ao menos - que, em parcos oito anos de blog, eu tenha feito igual número de amigos virtuais que os que fiz em cinquenta anos de vida : quatro. 
Um de Sorocaba (SP), dois de Belo Horizonte (MG) e um de Garanhuns (PE).
E foi de um deles, um de Belo Horizonte, que recebi um puta dum presentão na semana passada. Uma biografia caprichadíssima do Bukowski, o velho Buk, o velho safado.
O livro é do caralho. À altura do biografado. À altura das loucuras, peripécias e filha da putices do velho Buk.
E para lê-lo a contento, estreei um marcador de páginas que trouxe comigo de minha viagem ao Chile no ano passado. Na verdade, um marcador de páginas adaptado, concebido originalmente para outra função, não menos nobre que a leitura. É uma propaganda de um clube de strip chileno, um bordelzinho básico, dada a mim por um rapaz que as distribuía aos passantes masculinos em uma movimentada rua da capital chilena. Guardei-a. Agora, ela encontrou sua real vocação.
Aposto que o velho Buk aprovaria o uso. Frente e verso.

Mais uma vez : valeu, Cirilo, pelo presentão. Terminei de lê-lo hoje.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Selaram seus laços eternos frente a santos torturados e foram trepar na lua-de-mel

Eles juraram fidelidade
Frente a um deus invisível e oniausente.
Ouviram conselhos de conduta e de felicidade matrimonais
Vindos de um sacerdote que nunca aturou aporrinhação
Por ter deixado levantada a tampa da privada,
Ou por ter respingado um pouco de mijo no chão,
Que nunca foi levado ao Calvário
Por ter se esquecido da data do primeiro encontro, do primeiro beijo, da primeira briga, do aniversário da sogra, ou do da tartaruga de estimação,
Que nunca caminhou pela via crucis de uma TPM.
Por fim,
Beijaram-se e selaram sua aliança eterna
Diante de santos de semblantes vazios, dementes e torturados,
Uns flechados, outros açoitados, outros degolados.
E foram para a festa,
Dançar e comer bolo
E foram para a lua-de-mel,
Trepar com vistas para o mar.

domingo, 14 de maio de 2017

Ela Disse Que Me Chamaria Para Um Oba-Oba e Zarpou em Seu Carro Branco

Ela me vê
E me chama
Quase passa com a roda do carro
Em cima do meu pé
À entrada do estacionamento do supermercado.

Ela
Saindo com seu carro
Passando pela cancela automática;
Eu
Entrando pela passagem
Expressamente proibida a pedestres.

- Passeando um pouco? - pergunta ela.
-Só comprando umas latas de cerveja, pra passar a noite, normal - digo, mostrando minha sacola retornável como prova e/ou reforço do que acabara de dizer.
(Uso sacolas retornáveis, mas não sou nenhum desses ecologistas bicholas, elas só são mesmo práticas).
- Daqui a pouco, a fulana vai lá pra casa, vamos fazer um comes e bebes - diz ela -, se você fosse solteiro, eu te chamaria pra ir com a gente, fazer um oba-oba.
- Seria bom - digo eu, com meu semblante animado de sempre.
Ela zarpa em seu carro branco
E eu subo a rampa de acesso ao supermercado
Pensando em se ela realmente me chamaria pra um oba-oba com a amiga
Caso eu fosse solteiro.
E a saber, também, que tal pensamento me acompanhará pela noite afora e adentro
E resolvo trocar as latas de cerveja
Por um litro de vodka.

Queijo é Queijo, Buceta é Buceta; Ou, A Respeito e A Despeito dos Fanceses; Ou, ainda, Gorgonzola Blues

A respeito dos queijos,
Concordo com os franceses :
Quanto mais mofados e fedorentos,
Melhores.

A despeito das francesas, 
Digo :
Só os queijos, meninas,
Só os queijos...

terça-feira, 9 de maio de 2017

O PT e Seus Capangas Apresentam Suas Armas

O PT, a maior quadrilha de bandoleiros, de saqueadores, que já passou por terras tupiniquins, e todos os seus capangas, cupinchas e mercenários terroristas pagos a soldo de pão com mortadela estão a se instalar em Curitiba para se manifestar democraticamente durante o depoimento do sapo barbudo ao implacável Sérgio Moro, o Eliot Ness brasileiro.
Democraticamente lá do jeito deles, do jeito dos comunistas canalhas que, há tempos, desde de a década de 1960, quando então fomos resguardados pela ação das Forças Armadas, querem instalar no país uma ditadura vermelha. Que democracia para comunista, para esquerdista, é isso : se você pensa como eu, liberdade plena pra você; se não, paredão do tio Fidel.
Os bandidos do MST chegaram a Curitiba e já estão a montar acampamento. Na bagagem, roupas, agasalhos, cobertores, colchonetes, papel higiênico, água e, claro, um estoque praticamente vitalício de mortadela. Tudo patrocinado por algum conclave vermelho disfarçado de ONG e sustentado com recursos públicos, ou seja, por nós, trabalhadores, pela elite branca, pelos coxinhas. Chupar minha rola, esses filhos das putas não querem, agora, dinheiro dos meus impostos de coxinha é sempre muito bem-vindo.
Deem uma olhada e sejam sinceros, esse rapazola de moletom verde e a menina de mochila preta têm cara e jeito de trabalhadores rurais? São estudantes universitários que nunca tiveram carteira de trabalho assinada, que nunca pegaram no batente, numa enxada, que são sustentados pelos seus pais, se bem que o rapazinho tem até um arzinho de que numa mandioca já pegou. E gostou muiiiiito.
Além dos gêneros de primeira necessidade, os MSTs levaram também a sua ideologia, os seus argumentos de esquerda em suas bagagens, ou seja, foices e facões.
Isso mesmo. O bando do MST foi pego em revista da Polícia do Paraná portando afiadas foices e facões. 
Wagner Mesquita, secretário da Segurança Pública do Paraná, foram apreendidos foices e facões em um ônibus de militantes do MST. Não houve prisões, pois o porte de tais artefatos não é crime, mas que foi apreendido por não ser "condizente com uma manifestação democrática".
Taí, a bandidada toda levando uma geral! Cade os cassetetes, as bolas de borracha, a cavalaria, os pastores alemães, o spray de pimenta e o gás lacrimogênio. Cadê a recepção de boas-vindas da Polícia do Paraná?

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Primeiro Round de Moro X Lula : Marba, Sadia, Perdigão e Frimesa Estão em Festa

Crise é o cacete! Recessão é a puta que o pariu!!!
Há setores da economia que nunca vão à falência, setores em que a grana pode até pingar, mas não seca nunca.
O de papel higiênico, por exemplo. O povo pode nem comer vez ou outra, mas continua cagando. Em tempos de vacas magras, claro que o cara não vai dar tratos ao cu, não vai comprar Neve folha dupla acetinada com óleo de calêndula e vitamina E, mas aquele papel cor-de-rosa, tipo lixa, que tem função tripla - limpa, coça e depila o toba -, o sujeito acaba por comprar.
Por falar em cagada, não é só na privada que o brasileiro caga, caga também e, principalmente, em público, caga de montão nas urnas eletrônicas, e sai de lá com o cu sujo, pois não tem nem mais cédulas de papel pra ele higienizar as pregas. Caga nas urnas, vota no PT. No safado do Lula e em todos os safados que o safado indicar.
Porém, devo admitir, eleger petralhas, escrotos, ensebados, desdentados que fizeram implante dentário com dinheiro público, gera milhares de empregos ao setor de embutidos, que não é o embutido no nosso cu, mas o nicho dos salames, das salsichas e, preponderantemente, das mortadelas.
Enquanto houver um petista no poder e todo um povo encostado e fazedor de filhos, que se tornarão também encostados e fazedores de outros filhos, ad infinitum, amém, as fábricas de mortadela, ou, mortandela, como diz o eleitor do PT e os por ele eleitos, continuarão de vento em popa, jamais saberão o que é recessão.
É que pra cada manifestante, em cada passeata ou manifestação, a envergar, feito porta-estandarte do carnaval do inferno, uma bandeira vermelha com a foice e o martelo, são licitadas (fraudulentamente) e direcionadas umas tantas fatias de mortadela.
Sim, tão achando o quê? Que comunista também não é capitalista? Tão achando que comunista marcha na Paulista de graça, só pra aparecer na TV Globo? Pra esse triste papel já existem o Wagner Moura, a Camila Pitanga, a Letícia Sabatela, o José de Abreu etc etc. Quem trabalha de graça é relógio. E professor.
Militante do PT cobra caro pela sua figuração. Pelas últimas cotações, cada militante, além de ser pego por um transporte clandestino na porta de sua casa, leva cinquenta reais, um boné do MST, uma camiseta pra virar pano de chão e um almoço sustancioso composto por um filão cascudo recheado com muita mortadela.
Mortadela superfaturada. Na nota, consta que é mortadela ouro da Marba; no bucho, é mortadela comum da Frimesa.
Pois, agora, os frigoríficos estão em festa, estão em dezembro, estão em seu Natal temporão, em seu carnaval fora de época, estão de mortadelas em riste.
É que o depoimento do sapo barbudo Lula ao implacável e condecorado militarmente Sérgio Moro, o Eliot Ness brasileiro, a ser realizado no dia 10/05, irá atrair e concentrar, nas portas do local do depoimento - e, espero, da sua prisão do seboso de Caetés - 20 mil militantes do MST, a milícia comandada pelo terrorista João Pedro Stédile, e mais uns tantos vagabundos das forças sindicais do país.
Essa corja toda terá seu vigor cívico sustentado, mantido e nutrido à base do quê? De ideologia marxista, leninista e bolivariana? Porra nehuma! Serão mantidos na base do pão com mortadela.
Suponhamos que cada leal militante do PT receba um pão com duas fatias de mortadela, duas no café da manhã, duas no almoço e duas na janta. Serão cento e vinte mil fatias só pro pessoal do MST - e eu me pergunto, quem é que irriga a plantação de mandioca e de banana enquanto esses "trabalhadores rurais" estão em viagem pelo país a fazer arruaça?
Consideremos, modestamente, cifra igual à dos MST para as centrais sindicais, os sem-teto, os sem-vergonha-na-cara e os militantes dos demais partidos de esquerda, mais cento e vinte mil fatias de mortadela. Chutando baixo, uma única manifestação a favor do sapo barbudo, custará, fora o pãozinho e a cachaça com groselha, no mínimo, duzentas e quarenta mil fatias de mortadela, coloquemos aí um quarto de milhão de fatias de mortadela.
Fui ao mercado e pedi duzentos gramas de mortadela. Contei o número de fatias : quinze. O que corresponde a sete e meia a cada cem gramas, ou, a setenta e cinco por quilo. Fazendo as contas, até porque os eleitores e os eleitos do PT não são capazes de fazê-las, um quarto de milhão de fatias de mortadela, contabiliza três toneladas e trezentos e poucos quilos do embutido.
Haja cavalo velho, burro manco, jegue cego pra manter a linha de produção!!!
Os equinos e asininos, nessa toada, logo entrarão em extinção. Serão a bucha de canhão, os inocentes úteis da nova e pretensa revolução e retomada petista do poder.
Sejamos autossustentáveis, companheiros. Que petistas e militantes sejam jogados às moedoras de carne dos grandes frigoríficos, que sejam transformados em mortadela e que alimentem suas novas gerações de vagabundos - da merda vieste, à merda voltarás.
Odebrecht? Porra nenhuma. A empreiteira está sendo usada como bode expiatório, boi de piranha, uma cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros patrocinadores do caixa 2 do PT, a indústria de mortadela, os maiores beneficiados desses 15 anos de governo do PT - sim, considero o atual governo ainda do PT, afinal, a petralhada pode gritar e estrebuchar que o Temer não os representa, mas votaram no cara. Quem votou na Dilma, votou no Temer e ponto.


Instantâneos da distribuição e posterior degustação dos sanduíches de mortadela em uma manifestação pró-Dilma à época do impeachment. Isso sim é que é povo politizado, engajado e consciente de seu voto. E bonito, também!

domingo, 7 de maio de 2017

A Lua de Minissaia Multicor

A Lua tá vestida com aquele halo multicor,
Com minissaia rodada bordada de arco-íris de matéria escura,
Tá toda vaporosa em sua calcinha de algodão.

A Lua tá quase cheia
(de mim)
Dando-me a última chance de lhe chegar como um astronauta encantado
Montado em uma Apolo 11 branca.

Mas o Era Uma Vez
Era uma vez.
Os contos de fadas viraram contos da Carochinha,
Do vigário.

Não arreio meu ônibus espacial :
Arrio.

Tomo o último gole de vodka-tônica-anilina azul
E vou dormir.

São Jorge e Neil Armstrong me excluem de seus feicibúquis e uatizápis.

A Lua ri com desprezo de mim
E chora os seus restos de Sol na madrugada.