terça-feira, 9 de junho de 2020

Pequeno Conto Noturno (81)

- Rubens... - diz Wanda se largando e se esparramando de bruços na cama, solta da pressão das mãos dele em suas ancas e liberada da sua posição de quatro depois que ele gozara e mantivera o pau dentro dela até ele murchar e escorregar naturalmente para fora - ... estamos nisto tem um tempo, uns dois meses, eu venho aqui no seu apartamento, a gente não sai pra lugar nenhum, eu não conheço nenhum amigo ou parente seu, você nenhum amigo ou parente meu... nós temos futuro?
Rubens se deixa desabar na cama ao lado de Wanda, deitado de barriga para cima. Alisa o pau, espalha e combina as gosmas dele e de Wanda. Leva os dedos ao nariz, aspira-lhes o aroma, sabe-lhes o bouquet, que meter o nariz em taça de vinho é coisa de viadinho. Leva os dedos indicador e médio à boca. À sua e depois à de Wanda, à sua, à de Wanda.
- Temos, Rubens - volta a perguntar Wanda -, temos futuro?
Rubens beija Wanda na boca. Na boca de cada um deles, o gosto dos dois.
- Olha - começa Rubens -, se eu disser que não e você se sentir ofendida ou magoada e se levantar, se vestir, calçar os sapatos, pegar a bolsa na mesa da sala, dar uma ajeitada nos cabelos no reflexo da tela da TV e se ir porta afora, ainda assim teremos um futuro. Um futuro que durará o tempo entre minha resposta que a desgostou e o momento em que você bater a porta às suas costas.
Se você tivesse resolvido antes ter ido até a cozinha, voltado com um latão de cerveja para cada um e ao fim deles feito a mesma pergunta, e minha resposta fosse o mesmo não, igualmente teríamos um futuro, um pouco maior que anterior, o tempo de termos secado as cervejas.
Se fosse tivesse decidido que faria meu pau subir uma terceira vez, que dormiria aqui esta noite e somente pela manhã me fizesse a pergunta, teríamos um futuro. Se esperasse mais dois meses para me perguntar, teríamos um futuro.
Aliás, já tivemos um futuro. Desde o instante em que você me fez a pergunta até agora, quando estou terminando de respondê-la.
- Mais um latão, ou todos o quanto houver na sua geladeira, me parece uma ideia excelente agora, necessária - diz Wanda.
Wanda se levanta e vai toda bunda porta do quarto afora, e volta toda peitos e folia no matagal porta do quarto adentro. Um latão em cada mão.
Senta-se na cama de frente para Rubens, com as pernas cruzadas. Rompe o lacre da sua cerveja, fazendo-a chiar.
- Tá de sacanagem comigo, é Rubens? Acho que você não entendeu a pergunta ou tá dando uma de sonso - e vira uma boa golada.
Rubens também rompe o lacre da sua, entorna até a metade.
- Entendi muito bem a sua pergunta - e suga o mamilo esquerdo de Wanda com a língua gelada de cerveja.
- Entendi sim a sua pergunta. Você é que não fez a pergunta que pensa ter feito.
- Só perguntei se a gente tem futuro, só isso, simples, puta merda.
- Não, não me perguntou sobre o futuro; até porque, sobre ele, eu já lhe respondi. Me perguntou sobre a eternidade.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Cerveja-Feira (18)

Por aqui, já passaram cantores de samba, rock e sertanejo, quatro ex-Presidentes da República e o nosso atual, escritores, jogadores de futebol, personagens de desenho animado, gostosas (Scarlett e Sandy) e até um Papa. O que mostra o quão democrática é a sacrossanta cerveja. O que deixa claro (pode ser escura, também) e irrefutável que a cerveja é livre de todo e qualquer preconceito, não vê cor, credo, raça, sexo, ideologia, profissão ou nível social.
Só estava faltando, agora, era mesmo um santo. Sim, um santo milagreiro, reconhecido, canonizado e tudo pela Igreja Católica. Mas um santo encher a lata (ou esvaziá-la) não é um paradoxal desrespeito às escrituras? Não é um pecado?
Porra nenhuma!
Primeiro que pecado é a gula, é a glutonia, o comer em excesso; quem já ouviu falar, ou leu em algum dos evangelhos, reconhecidos ou apócrifos, de um pecado capital ou mesmo venal que condene o entornar em demasia, o enfiar o pé na jaca? Segundo que os santos, de todos os trabalhadores que carregam o mundo às costas, são dos que mais merecem uma cervejinha ao chegar em casa, ao fim do expediente, dos que mais fazem jus a relaxar tomando uma(s) antes de, paganamente, cairem nos braços de Morpheus. O santo passa o dia todo no call center de Deus, a ouvir todos os tipos de queixumes, lamúrias, tragédias e desgraceiras. Passa o dia todo a realizar milagres e prodígios em troca de velas acesas, novenas e joelhos esfolados em escadarias. Puta que o pariu se um sujeito desse não merece uma cerveja. Um barril. E, por fim, que santo é santo, mas não é de ferro.
Santos cervejeiros não são novidade. Muitos são os relatos sobre santos chegados em dar uma beiçada numa loira gelada. Inúmeros são os santos devotos da Santíssima Trindade do Malte, do Lúpulo e da Cevada Santa. São Venceslau, São Floriano, São lourenço, São Patrício, São Columbano e até uma santinha do pau oco, Santa Hildegarda de Bingen.
O santo a figurar hoje no cerveja-feira não é qualquer um. Não é santo das boas e baratas (este serei eu, o Santo Azarão, que, depois de morto e canonizado, dedicarei-me a promover miraculosas promoções de cervejas nos supermercados, botecos e lojas de conveniência). É santo dos mais especiais e afamados no meio. Um santo artesanal e gourmet.
São Arnulf de Oudenburg, nascido Arnoldo de Soissons (1040 - 1087). São Arnulf é nada mais nada menos que o padroeiro dos coletores de lúpulo e dos cervejeiros da Bélgica, uma das mecas da Cerveja Mundial. Ser alçado a posto de tal realeza num país que possui das melhores cervejas do planeta não é para qualquer um. Quais terão sido os feitos miraculosos de São Arnulf, quais suas santificadas contribuições à arte da cerveja?
Pois o Azarão conta o nome do santo e também o milagre.
Século XI, ano de 1080 da graça do Senhor, o então Bispo de Soissons, de saco cheio e desiludido das trambicagens e das politicagens internas da Igreja, renunciou ao seu episcopado, retirou-se da vida pública e fundou o Mosteiro de São Pedro, em Oudenburg, onde começou a fabricar cerveja e a promover o seu consumo entre os aldeões e os camponeses que viviam nas cercanias do mosteiro, a apregoar o "dom da saúde" que a bebida evocava.
Arnoldo de Soissons recomendava, inclusive e enfaticamente, que o povão tomasse cerveja em lugar da água. Pãããããta que o pariu!!! Eu teria renunciado ao meu ateísmo e me tornado fácil, fácil, em coroinha do bispo Arnoldo. Isso é o que eu chamo tomar cerveja feito água!
Não era, no entanto, por safadeza, libidinagem ou qualquer outra falha de caráter a santa prescrição do bispo. Eram tempos de Peste Negra na Europa. Uma das epidemias mais mortais que já se abateu sobre a espécie humana. A bactéria Yrsinia pestis é de matar de vergonha o aprendiz coronavírus. Perto dos índices de mortalidade da peste negra, a covid-19 é menos que uma gripezinha, é uma unha encravada, se muito.
E não é que a substituição da água da região pela cerveja do bispo Arnoldo fez diminuir em muito os infectados e os mortos pela Peste? Os micro-organismos não eram conhecidos à época, nem mesmo sonhados. O "dom da vida" evocado pela cerveja do bispo Arnoldo nada mais era que o resultado da pasteurização da água usada no fabrico da cerveja durante a etapa de fervura e cozimento. Milagre, berravam bêbados os aldeões, milagre!!! Tal "milagre" não ocorreu apenas em Oudenburg, Bélgica. Ele se repetiu em várias outras cidades, aldeias e povoações europeias; na Inglaterra, na França, na Espanha. Sim, meus caros, a civilização ocidental tem grande, eterna e impagável dívida para com a cerveja. A cerveja, muitas vezes, nos salvou da extinção.
Outra história contada a respeito do bispo Arnoldo de Soissons, e essa, sim, se verdadeira, um milagre inexplicável pela ciência, se deu quando o teto da cervejaria do mosteiro desabou, comprometendo boa parte do abastecimento. É contado que Arnoldo de Soissons, então, pediu a Deus para multiplicar o que sobrou da bebida. E Deus multiplicou. E suas preces foram prontamente atendidas. Fazendo a alegria dos monges de sua abadia e da comunidade.
Cristo, dizem, multiplicou peixes, pães e verteu água em vinho. Por que o  bispo Arnoldo não pode ter obrado a multiplicação da cerveja? De preferência com uns torresmos e queijinhos meia cura? Eu acredito!
Além disso, diferente de seu ainda não nascido colega de profissão, o monge Gregor Mendel, o Pai da Genética, que cultivou ervilhinhas inúteis e insossas, o bispo Arnoldo cultivou e trabalhou no cruzamento e na seleção de melhores linhagens de lúpulo.
Morreu aos 47 anos, em 1087. Em reconhecimento aos seus milagres e aos seus inestimáveis serviços prestados às criaturas do Criador, foi canonizado pela Santa Sé em 1121, sob o nome de São Arnulf de Oudenburg
É dele a cerveja-feira de hoje.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Mimetismos (33)

Professores acumulam livros. Mais do que mullheres, sapatos. Professoras acumulam livros e sapatos. Ganhamos livros de editoras, tomamos livros emprestados ou os compramos em sebos e feiras do livro. Igualmente aos sapatos das mulheres, a maioria deles nunca é usada, lida. Vamos amontoando-os em armários, vamos relegando-os ao esquecimento e à naftalina.
Mas chega o dia, por mais que nos doa e tenhamos protelado, em que se faz inescapável a desocupação daquele espaço - ou isso, ou a esposa nos pede o divórcio; e divórcio dá mais trabalho, dá mais chateação, custa caro, é mais burocrático. Além do quê, em nosso íntimo, sabemos mesmo da necessidade de liberação daquele espaço improdutivo. Para que, futuramente, pouco a pouco, vá sendo de novo ocupado por novos livros, que também nunca leremos.
O que fazer com os livros nesta tão difícil hora do desapego? Jogá-los às ruas?
Dói no coração do professor das antigas jogar livros à lixeira ou mandá-los para a reciclagem, virarem guardanapo, papel higiênico, ou, pior, embalagem chique e politicamente correta para cosméticos  ou chazinhos orgânicos, autossustentáveis e biodinâmicos. Aos professores das novas gerações, o que dói é ter que trocar o chip do celular e perder os dados do antigo.
Assim, na escola em que leciono, é comum que o professor, ao fazer a limpeza de seu armário de livros, leve o excedente para doá-lo à biblioteca da escola. Porém, antes que os volumes sejam catalogados, tombados e perfilados em seus lugares nas estantes da biblioteca, de onde não serão jamais retirados e lidos, tal e qual no armário do professor de onde saíram, é meio que de praxe que eles sejam oferecidos antes aos outros professores da casa. Os livros ficam expostos à apreciação na mesa da sala dos professores e cada um pega o que lhe for de algum interesse ou utilidade.
Em uma dessas desovas de livros, peguei uma edição em capa dura de 1001 Plantas & Flores, da Editora Europa, que, como o título sugere, traz belas fotos de 1001 espécies de plantas, divididas em várias categorias para melhor consulta : árvores e arvoretas (lembrei da piada do camelô que vendia bolsas, bolsinhas e bolsetas), arbustos, orquídeas e bromélias, cactos e suculentas, trepadeiras, plantas aquáticas, samambaias e outras.
O livro traz informações bem úteis e legais sobre cada uma das espécies retratadas : sua classificação biológica, se é planta de sol ou de sombra, quantas horas de luminosidade deve receber por dia, se é de clima quente ou frio, o tipo de solo que lhe é mais favorável, o número de vezes que ela dever ser regada por semana, se é frutífera, se é tóxica etc. Também mostra a forma de propagação de cada uma e em como obter ou confeccionar mudas; instrui, ainda, no combate às pragas mais comuns dos jardins. 
Um livro bonito e, no mínimo, interessante, mesmo que você não tenha um jardim. Um livro que você pode ler com o mesmo descompromisso com que assiste a programas de culinária e suas receitas fantásticas, que você nunca vai fazer. Um livro para folhear quando a programação da TV não lhe agradar, ou enquanto você espera as necessárias 48 horas para uma nova ereção. Um livro para se distrair no banheiro, enquanto dá aquele cagote mais demorado, aquele em que você tem que se empenhar em demorada negociação com o cu para que ele libere os reféns.
Se você tiver um jardim, uns canteirinhos, feito eu tenho, melhor ainda. Sim, tenho o meu jardim. Seco, áspero e desesperançado. Uma estante vertical de madeira de 1,80m x 0,60 m escalonada em cinco patamares, cinco prateleiras. É o meu Jardim de Darwin, onde só os fortes sobrevivem, uma vez que escaldado diariamente pelo inclemente sol da tarde. É um jardim onde os fracos não tem vez. Composto de 50 tons de verdes-acinzentados. Apenas plantas suculentas e cactos. Ou plantas que, antes de ler o livro 1001 Plantas & Flores, julguei que fossem todas cactos.
A maioria até são cactos. Mas descobri que um deles não pertence à sofrida família das cactáceas. Que um deles, não obstante o seu perfeito disfarce, feito de caules armazenadores de água e guarnecidos por espinhos, é um farsante, um impostor, um denorex, um parece mas não é. Que ele é, na verdade, um agente infilstrado da família das Euforbiáceas. A mesma à qual pertencem, a exemplos bem conhecidos, a coroa-de-cristo, a bico-de-papagaio (aquela usada em decoração natalina) e o nosso orgulho nacional, a nossa idolatrada salve salve a mandioca; tão louvada em verso e prosa pela nossa ex-presidanta (e eterna anta) Dilma Rousseff.
O embusteiro de meu jardim, agora devidamente desmascarado, atende pelo nome de cacto candelabro. Você já deve ter visto muito dele por aí, e também ter sido enganado por ele.
Parece-lhe, de fato, um cacto, né? Como diferenciá-los, um cacto de uma eufórbia? Como não comprar gato por lebre?
O livro também dá dicas a este respeito. Primeira : além dos espinhos, as eufórbias possuem também pequenas folhas, ao contrário de um cacto verdadeiro. Segunda : nos cactos, os espinhos nascem e se irradiam de pontos específicos no caule, chamados aréolas; nas eufórbias, os espinhos nascem diretamente do caule e em toda a sua extensão. Terceira : os cactos tem flores grandes, coloridas e exuberantes; nas eufórbias, quando elas ocorrem, são reduzidas e pouco chamativas. Quarta e a mais infalível : se arrancarmos um ramo ou uma folha de uma eufórbia, ou fizermos uma pequena incisão em seu caule, deles escorrerão uma resina branca e leitosa, o que não ocorrerá se fizermos o mesmo com um cacto.
Faça o teste. Se você tiver em casa um canteiro com coroas-de-cristo, ou um vaso com bicos-de-papagaio, arranque uma de suas folhas ou fenda-lhes o caule, e você verá o leite brotar. Faça o mesmo se tiver um cacto, e verá que nada dele escorrerá. Se você tiver um quintal maior e nele houver plantado um pé de mandioca, melhor ainda. Vá lá, mexa na mandioca e verá a imensa quantidade de leite que dela emanará.
Aproveito o ensejo para deixar aqui a minha dica - como se eles já não soubessem disso - para os vegetarianos, veganos e outros antílopes e gazelas : fartem-se e labuzem-se de leite de mandioca! Uma vez que se autoproíbem do consumo de leite de vaca ou de qualquer outro animal (que dó eu tenho do marido de uma vegana...), os veganos dizem que o substituem pelo leite de soja.
Mentira! Conversa pra boi dormir! Eles entopem-se, sim, é de leite de mandioca! Adoram ordenhar uma mandioca! Já eu, tenho intolerância a este leite!
Pãããããããããta que o pariu!!!

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Quando Um Texto Gera Teste

Jotabê, o ermitão do Blogson Crusoe (agora, ermitão mesmo), fez um "teste político" online, o Teste Político dos Oito Valores. Aquele tipo de questionário que vai pontuando cada uma das respostas e, no final, fornece um diagnóstico, um perfil de quem o respondeu. No caso em questão, o teste fornece o perfil sócio-político do sujeito, se ele é mais de direita, de esquerda, de centro, se mais moderado, se mais liberal etc. E o teste feito por Jotabê, e seu respectivo resultado, gerou um texto: Quando um Teste Gera Texto.
Pois se o teste gerou um texto para o Jotabê, para mim, o texto dele gerou um teste. Aproveitando que estou coçando o saco e sem assunto, resolvi dar uma olhada no tal teste. Lembrou-me muito aqueles testes antigos que vinham em revistas femininas, Nova, Capricho, Cláudia e outras. Testes que avaliavam a personalidade, a capacidade de fazer amizades, de ter sucesso no amor, no sexo, no trabalho, que indicavam o par ideal, a pedra da sorte, o animal que cada um seria caso fosse outro que não o humano, a cor da calcinha a ser usada no primeiro encontro de acordo com o signo, se a pessoa era tímida ou extrovertida etc etc.
Preenchi muito destes testes quando era moleque/adolescente. Ou na casa de tias casadoiras, ou nos consultórios médicos e dentários enquanto da longa espera.
Fiz o teste e eis o resultado:
Deu que eu sou centrista! Os testes da revista Capricho eram muito mais precisos e confiáveis.

em tempo : se alguém quiser fazer o teste, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO, que não é torto nem pra direita nem pra esquerda.

terça-feira, 2 de junho de 2020

O Brasileiro é Lúdico (2)

Democracia pode funcionar muito bem lá na Suécia, na Holanda, no Canadá, na França, na Alemanha e até, pra não dizer que não falei da América Latrina, no Chile, na Argentina e no Uruguai.
Mas democracia, definitivamente, não é para o brasileiro. Democracia não é cada um fazer o quiser e na hora em que bem entender. Democracia é regime sério. E o brasileiro é lúdico. O brasileiro é o Macunaíma, que só quer saber de brincar com uma cunhatã. O brasileiro é o Saci-pererê, que só quer fazer traquinagens.
Preocupado com as recentes manifestações "antifascistas" - promovidas por fascistas que se consideram democratas e julgam fascistas quaisquer outros que tenham opiniões e posicionamentos contrários aos seus -, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL) solicitou aos seus seguidores em uma rede social que denunciassem os antifascistas, se possível com provas reais de que "eles são o que afirmam ser". 
O deputado fazia menção à manifestação "antifascista" realizada no último domingo na cidade de São Paulo, promovida por torcidas organizadas de clubes de futebol. No que, então, eu volto ao começo : antifascista? Existe alguma coisa mais fascista que torcida organizada?
Para receber as denúncias, o deputado disponibilizou o seu e-mail oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo através da sua conta pessoal no twitter.
Acontece que Douglas Garcia é negro e assumidamente gay. Não deu outra e nem poderia ter sido diferente : o e-mail de Douglas foi inundado por milhares de mensagens. Dedurando os líderes das torcidas organizadas envolvidas no quebra-quebra? Porra nenhuma. Douglas recebeu foram milhares de fotos do ex-jogador corintiano Vampeta. Peladão! Do jeito que o generoso Deus o fez e o trouxe ao mundo. Só pode ter sido obra da Gaviões da Fiel!!!
Fotos que o craque fez para a revista G Magazine, lá pelo fim da década de 90. Fotos que assombraram a nação. Que ficaram gravadas para sempre no inconsciente coletivo tupiniquim. Fotos que, dizem as más línguas, foram muito usadas na época como tratamento de choque por psicólogos partidários da "cura gay". O pai levava o filho ao psicólogo, o filho que estava a jogar água para fora da bacia, e o discípulo de Freud garantia ao genitor que o seu rebento sairia curado em uma única sessão. O psicólogo, então, já a sós com o aspirante a boiola, perguntava : "você quer mesmo ser gay? Então, olha só o que você vai ter que aguentar!". E mostrava a foto do Vampeta pelado. O índice de "cura" era de 92%. A cura, ou se dava em uma sessão, ou não acontecia. Aquele que pedia por uma segunda, uma terceira ou uma quarta sessão era porque queria ver de novo a rola do Vampeta. Este era caso perdido.
Abaixo, uma das fotos do Vampeta que o deputado Douglas Garcia recebeu. Devidamente tarjada, é claro. Que se há uma coisa que você nunca vai ver no Marreta, essa coisa é rola.
O deputado, todo bem-intencionado, queria receber denúncias contra os "antifascistas", e acabou recebendo fotos do negão da piroca!!! O brasileiro é lúdico! Avacalha com tudo!
Pããããããããta que o pariu!!!!

A Polar Caipira

Em pequena e breve tertúlia sobre cervejas, entre ele e GRF nos comentários do blog, Mr. F disse que não liga de gastar seu dinheiro em boas cervejas, mas que também não foge da raia se alguma mais bagaceira lhe cai ao copo.
Conta-nos que, no quesito cerveja, já foi literalmente do Céu - já provou da lendária Deus Brut Des Flanders - ao inferno, ou, ao menos, ao purgatório - entornou também muito da cerveja Polar. E se mostrou um verdadeiro entendido em Polar, na pérola da cidade de Estrela (RS). Disse existir a Polar gaúcha - a qual já tomei muito, quando de minha estada em Gramado (RS), e que não é das mais intragáveis - e a Polar paraguaia, que nunca provei, mas que, pelo que Mr. F me deu a entender, se um cavalo comer malte, lúpulo e cevada e depois mijar, sai coisa melhor que a dita cuja.
Falou que já tomou da Polar em Santa Catarina, onde residiu por um tempo, e no Paraná, mas que acredita que ela nunca tenha ultrapassado a barreira da região Sul e sido distribuída e comercializada no Sudeste e demais regiões do país.
Engana-se, Mr. F. 
Como eu disse, entornei muito da Polar gaúcha quando estive em Gramado (RS), e por dois motivos. Primeiro : porque sou um dedicado pesquisador, um arqueólogo, um escavador de boas e baratas, e, sendo assim, sempre que viajo, vou aos mercados para descobrir marcas locais. Segundo : tomei-a com muito gosto também por nostalgia, para reavivar, fazer pegar no tranco a memória afetiva, para dar uma voltinha no meu túnel do tempo.
Engana-se Mr. F. A Polar já pisou terras sudestinas. Saiba, pois, que além da Polar gaúcha e da Polar paraguaia houve uma Polar paulista. Mais que paulista : uma Polar ribeirão-pretana, uma Polar caipira, por assim dizer. Ou, ao menos, existiu, durante quase toda a década de 1990, uma cerveja que circulou por aqui sob o rótulo de Polar - o porquê desta ressalva, desta desconfiança, digo mais ao fim da postagem.
Na década de 1990, só existiam cerveja de macho! Nem existia, então, o termo artesanal aplicado à boa e velha loura gelada. Artesanal, na época, eram as miçangas, os colares de contas, os brincos de pena, os incensos e os cachimbinhos para fumar maconha vendidos pelos hippies da Praça da Bandeira. Gourmet, então, é que piorou. Era tão-somente uma marca de margarina, ruim pra caralho.
As cervejarias Antarctica e Brahma dominavam o mercado cervejeiro. Existia a Skol e era bem conceituada, mas meio que corria por fora desta briga, parece-me que tinha produção mais modesta e ainda não investia tanto em publicidade. Foi quando começaram a surgir marcas mais baratas e populares, alternativas ao quase monopólio das duas grandes. A Kaiser surgiu nesta época, também a Malte 90, que chegou, se não me falha a velha memória, a patrocinar um Rock'in'Rio. Ainda a Nova Malta, a Krill, a Belco, a Cintra, a Itaipava e outras.
Foi neste novo cenário, de maior diversificação e concorrência, que a Antarctica de Ribeirão Preto lançou a Polar. Uma cerveja mais barata para disputar este nicho mais popular. Uma maneira de abiscoitar parte deste novo filão sem precisar baixar o preço de sua marca líder e correr o risco de depreciá-la às vistas de seus consumidores habituais.
Daí em diante, foi uma festa. Melhor : foram várias festas. Todas na república do meu corno amigo Fernandão. 1990, 91, 92, 93 e Copa do Mundo de 1994. Tudo regado a Polar. Eram tempos de faculdade, todo mundo duro e de bolsos furados. Como manter o (baixo) nível das festas? Polar! A Polar foi nossa tábua de salvação. Era baratíssima. Não me lembrarei de valores exatos, até porque passamos por várias moedas nesta época, Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real. Mas sei que, durante a Copa de 94, a ampola de 600 ml da Polar saía a centavos da recém-criada moeda do Real. Era mais barata que passagem de ônibus. Se fôssemos a pé para a faculdade ao longo de toda a semana, dava pra comprar uma caixa de 24 ampolas no sábado. Sobrava até para o pão e o vinagrete.
Bebi muito da Polar caipira, Mr. F. E não posso me queixar dela no famoso dia seguinte. Muitas vezes, para não perder o público que viajava para a casa de seus pais ao término das aulas da sexta-feira, as festas eram realizadas nas quintas. O batente começava por volta das 21, 22 h e alguns de nós - eu, o Fernandão e os da "diretoria" - íamos fácil até as três, quatro da matina.
E, em verdade, vos digo, Mr. F : nunca tive uma porra de uma ressaca por conta da Polar. Nem sequer uma leve dor de cabeça. No outro dia - aliás, no mesmo dia, apenas umas poucas horas depois -, na sexta-feira, estávamos todos lá, às oito da manhã, a assistir a aula de Cálculo II do grande mestre e mito Jairzão.
Um único efeito adverso decorria do nosso consumo nada moderado de Polar. Um dano colateral que batizamos de O Efeito Polar : a gente cagava mole por uns dois ou três dias. Cagávamos feito patos. Mijávamos pelo cu. Chegava uma hora em que a gente nem mais limpava, só enxugava. E dá-lhe maisena pra não assar o toba.
Porém, voltando agora à ressalva feita mais ao início, há a possibilidade de que a Polar nunca tenha sido mesmo comercializada por aqui, apenas o seu rótulo a conter outra cerveja. É que alguns bebedores-raízes da Antarctica tradicional também experimentaram a Polar e garantiam, e juravam de pés juntos e cambaleantes, que o líquido contido na Polar era exatamente o mesmo das garrafas com o clássico rótulo do Pinguins Imperiais. Que a Polar era a própria Antarctica, em trajes mais humildes, mais classe C, uma Antarctica de chinelos Havaianas (na época, Havaianas eram coisa de pobre fudido). E que a Antarctica adotara tal estratégia para não ter que reduzir a produção, ou não ver parte dela estagnar nos tanques, em virtude da redução das vendas causada pelo advento das emergentes cervejas mais baratas. Sacrificava parte da produção a um preço inferior para evitar perdas maiores. A Polar caipira teria sido o boi de piranha da Antarctica.
Sejam verdadeiros, ou não, os rumores, o fato é que o hábito faz, sim, o monge. Se o rótulo era Polar, também o seu conteúdo. Até porque ela cumpriu com galhardia a sua função : era boa e barata.
Nunca vi dela em latinha, acho que nunca foi produzida desta forma, apenas em ampolas âmbar de 600 ml, e o rótulo que tantas alegrias nos deu era este aí abaixo:
Bem diferente do atual, mais colorido, alegre, festivo, mais turma do arco-íris, enfim... mais gaúcho.

domingo, 31 de maio de 2020

O Castigo Vem a Cavalo

Cada Bela Adormecida, cada nação deitada eternamente em berço esplêndido, tem o príncipe montado no cavalo branco que merece e que bem lhe cabe. 
Hoje, domingão, 31/05, teve manifestação pró-Governo na Esplanada dos Ministérios, no Distrito Federal. Manifestantes a pé, ou em carros, buzinaram, fizeram tremular o lábaro estrelado e carregaram faixas e cartazes de apoio ao intrépido Jair Bolsonaro e hostis, sobretudo, ao STF, ao Poder Judiciário. "Supremo é o povo", dizia uma das faixas.
Ele, Jair Bolsonaro, o Cavalão, o Centauro do Planalto, o Coice Man do Alvorada, não poderia cometer a deselegência de se ausentar de festa feita em seu nome e compareceu à manifestação. Sem máscara. Bolsonaro foi pra galera. Em companhia do deputado Helio Lopes e do filho Flávio, cumprimentou apoiadores, abraçou véios e véias, pegou criança catarrenta no colo.
Na hora de ir embora, Bolsonaro o fez em grande estilo: tomou emprestado um cavalo da PM do Distrito Federal, destacada para fazer a segurança do local, e cavalgou por entre seus seguidores, acenando para o seu público feito um imperador romano que volta de uma campanha vitoriosa.
Um Dom Quixote em seu Rocinante, em perpétua batalha contra os moinhos de vento da esquerda. Um Perseu em seu Pégaso, a investir incansavelmente contra a Medusa do marxismo. Um Napoleão em seu branco Marengo, a caminho de seu Waterloo.
É o mito!!!

sábado, 30 de maio de 2020

Que Fossa, Hein, Meu Chapa, Que Fossa...(51)

Você pode nunca ter ouvido falar dele, mas, certamente, já ouviu dezenas de suas composições : Evaldo Gouveia. Um dos grandes nomes da fossa e da dor de cotovelo da nossa outrora poética e valorosa MPB.
São dele e de seu indefectível parceiro Jair Amorim, a uns poucos exemplos : Alguém me Disse (alguém me disse que tu andas novamente, de novo amor, nova paixão, toda contente..."), Brigas (veja só, que tolice nós dois brigarmos tanto assim...), Que Queres Tu de Mim (que queres tu de mim, que fazes junto a mim, se tudo está perdido amor...), O Trovador (sonhei que eu era um dia um trovador, dos velhos tempos que não voltam mais), Sentimental Demais (sentimental eu sou, eu sou demais...), Tango para Tereza (hoje, alguém pôs a rodar, um disco de Gardel num apartamento junto ao meu, que tristeza me deu...), Bloco da Solidão (angústia, solidão, um triste adeus em cada mão, lá vai meu bloco, vai, só desse jeito é que ele sai...).
Evaldo Gouveia foi gravado por Altemar Dutra, Ângela Maria, Gal Costa, Nélson Gonçalves, Cauby Peixoto, Agnaldo Timóteo, Ney Matogrosso, Jair Rodrigues e outros intérpretes de uma época em que era necessário saber cantar para ser cantor ou cantora.
Morreu ontem, ao 91 anos, em decorrência de um AVC.
Evaldo Gouveia
1928 - 2020

Engaiolado

É madrugada.
O vômito seco de vinho nos lábios
Me faz lembrar e querer o gosto do teu batom
Do teu grelo.

É madrugada.
Estou bêbado
Eu te amo
Que merda!

É madrugada.
Ruas vazias
Céus congestionados :
Corujas-buraqueiras voam
Morcegos-vampiros voam
Mariposas ninfomaníacas
Estrela cadentes sem habilitação
Naves-mães desnaturadas
E Super-homens neurastênicos
Voam.

Só o meu pássaro azul não voa mais.
Pobre de meu pássaro azul...
Sempiternamente
Tatuado
E trancafiado
Na gaiola das tuas costelas.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Pode Ser Numa Canção, Pode Ser no Coração, Eu Só Quero Ter Você Por Perto (8)

No Final da Brincadeira
(Oswaldo Montenegro)
Deixa eu tentar
Mesmo que não seja o mesmo lugar
Mesmo que não seja a mesma canção
Deixa eu fingir que é possível tentar.

Faz isso não
Não me conta que o destino escapuliu
Que não há como ir buscar o que partiu
Deixa o tempo andar pra trás.

Tenta deixar
Que não seja como sempre será
Tudo igual ali no mesmo lugar
Vento morno ranço e desespero...

Deixa estar
Não demora a gente volta a brincar
Como se o começo fosse voltar
No final da brincadeira.
Para ouvir a canção, é só clicar aqui, no meu nostálgico, e sempre sonhador, MARRETÃO.

Cerveja-Feira (17)

São mais de 30 anos de fidelidade à Marge e, sobretudo, à cerveja. 
Mais de 30 anos equilibrando a latinha na barriga enquanto assiste à TV. 
Mais de 30 anos batendo cartão de ponto e de espartana assiduidade na Taverna do Moe.
Não bastasse tamanho empenho e dedicação à cerveja, Hommer Simpson ainda é um frasista de mão cheia, ou melhor, de copo cheio; um verdadeiro filósofo do malte, do lúpulo e da cevada. Abaixo, alguns seus aforismas, que deveriam figurar nos RGs e nas lápides de todos os bebuns:

"Um brinde à cerveja : a causa e a solução de todos os nossos problemas";
"Mulher é igual a cerveja : cheira bem, tem boa aparência, você passaria por cima da sua mãe para ter uma! E logo vai querer outra...";
"Dinheiro não compra felicidade, mas compra cerveja, que é quase a mesma coisa.";
"Ok cérebro, eu não gosto de você e você não gosta de mim - assim vamos recomeçar e eu volto para te derrubar com cerveja.";
""Eu mataria a todos nesta sala por um gole de cerveja." 

É por estas e por outras, que o cerveja-feira desta semana é dele, Homer Simpson.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

O Coronavírus é Solerte, Diz Dilma Rousseff

Organização Mundial de Saúde é o escambau! Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta é o caralho! Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) é a puta que o pariu! Cloroquinas e tubaínas sejam vertidas nos ralos ou dadas aos porcos! Tudo amadorismo. Tudo especulação. Tudo tentativa e erro. Até agora.
Faltava ela, meus caros. Faltava ela a jogar uma nova luz sobre o cenário de pandemia e de pandemônio. Faltava ela a elucidar, decifrar e, agora, a nos revelar a verdadeira natureza do vírus chinês. Informações estas que, tenho a certeza, serão o Fio de Ariadne que nos conduzirá, de forma segura e certeira, pelo dédalo da obtenção de uma vacina eficaz contra o coronavírus.
Faltava ela, meus caros : Dilma Rousseff, a ex-presidanta - e eterna anta - do Brasil. Faltava Dilma Rousseff se pronunciar a respeito do coronavírus. E ela o fez de forma brilhante, em fluente e castiço Dilmês, idioma do qual é a criadora e única falante; idioma que, de vez em quando e muito por acaso, permite-se a estrangeirismos e acaba por empregar uns poucos vocábulos em português.
De cara, Dilma nos fornece preciosos dados quanto à constituição genética e ao comportamento bioquímico do vírus, que serão o ovo de Colombo para a vacina, a cura e, quiçá, a erradicação do coronavírus.
Disse Dilma Roussef, com sua fala desconexa e tatibitate, a parecer sempre chapada de algum medicamento tarja preta : "Nós estamos enfrentando um vírus com uma grande capacidade de transmissão e muito... vamos dizer, solerte... muito...é, é... esperto".
Pronto. Eis tudo o que precisávamos saber, eis a peça que faltava no quebra-cabeças : o vírus é solerte. Caso não saiba o que significa "solerte", caro leitor, afinal, tão belo vocábulo é praticamente um arcaísmo, vá ao dicionário e pesquise. Ou melhor, nem precisa ir, eu fui por você, ao Antônio Houaiss. Solerte adj. de dois gêneros) : esperto, diligente, sagaz, hábil em usar meios desonestos para conseguir o que quer, embora com aparência de honesto; velhaco, ardiloso. 
Hábil em usar meios desonestos para conseguir o que quer, embora com aparência de honesto... pããããta que o pariu!!!! O coronavírus é mesmo comunista! É petista de carteirinha! Não é à toa, como eu disse na postagem Lula Não Precisa se Preocupar com o Contágio Pelo Coronavírus, que o Sapo Barbudo celebrou o seu surgimento.
Agora, sabemos como lidar com o coronavírus : enfiemo-lhe um impeachment goela abaixo e toba adentro!
E Dilma Rousseff segue em sua explanação, com seu pensamento bêbado equilibrista, agora a explicar sobre a velocidade com que o vírus se espalha, outro dado de suma importância para bem o entendermos e combatermos, tudo dentro e em conformidade com a mais técnica e precisa terminologia científica : "é um vírus que chega devagarzinho, fica, tem um tempo de incubação... significativo e pode... portanto... surpreender". 
É o vírus Martinho da Vila, aquele chega devagar, devagarinho. E que porra de tempo significativo é esse?
Finalizando, Dilma Roussef receita o isolamento social como único meio de combate à pandemia, e explica o porquê ele deve ser horizontal, e não vertical, como muitos defendem a bem da necessária Economia : "nós temos só um método, e esse método é o isolamento social, e o isolamento social é horizontal, por que que é horizontal? Porque as famílias, elas são horizontais".
As famílias são horizontais? A que características da família brasileira Dilma se refere? À preguiça da legião de encostados mantida pelo PT durante 16 anos e que ficava deitada o dia todo enquanto era sustentada pelos impostos dos trabalhadores? Ou fará referência, ela, ao verso do Hino Nacional, deitado eternamente em berço esplêndido. 
Abaixo, vídeo com comentários de Augusto Nunes.
Em uma outra fala, mais tresloucada ainda, feita a um outro canal, Dilma Rousseff critica a falta de capacidade do Brasil produzir álcool gel suficiente para abastecer toda a população : " como que um país... que é o país que produz mais álcool etanol no mundo, não é capaz de produzir gel com álcool pra poder...é, é, é... levar às populações a ter quando não tem água ter acesso a álcool".
Pior que o vírus é saber que esta mulher foi eleita presidente do país por dois mandatos. Eleita, é verdade, por uma massa de brasileiros desinformada e carente, que tem a ignorância como atenuante de seu crime e a fome como seu álibi inconteste. Mas também eleita por um contigente, como ela própria diria, significativo de pessoas bem-nascidas, bem nutridas e bem formadas, gente com instrução e diplomas e mais diplomas em suas paredes, professores universitários, jornalistas, artistas etc. E estes, o que poderão alegar em nome de suas inocências?
É, meus amigos, o vírus é esperto. Mais que esperto : é solerte. Acabaram-se as esperanças, meus amigos, o vírus é velhaco, é safo. Estamos mesmo todos fodidos!!!

O Coronavírus é Igual a Dois Anos de Governo da Dilma, diz Delfim Netto

O coronavírus provocou muitas mortes. Por outro lado, trouxe outros de volta da sepultura. É o caso do economista Antônio Delfim Netto, de quem há tempos eu não ouvia falar, nem mesmo o sabia ainda vivo.
Hoje com 92 anos, Delfim Netto está na vida pública desde 1959, quando integrou a equipe de planejamento do governo de Carvalho Pinto. Daí em diante, Delfim Netto ocupou os seguintes postos, segundo a Wikipedia : Conselho Consultivo de Planejamento (Consplan), órgão de assessoria à política econômica do Governo Castelo Branco em 1965 e do Conselho Nacional de Economia no mesmo ano; secretário de Fazenda do governo paulista de Laudo Natel em 1966 e 1967, ministro da Fazenda de 1967 a 1974 e embaixador do Brasil na França entre 1974 e 1978, ministro da Agricultura em 1979 e do Planejamento de 1979 a 1985; deputado constituinte por São Paulo de 1987 a 1988 e federal por São Paulo desde 1988.
Ou seja, se tem alguém que conhece todos os meandros e sinuosidades do jogo do poder - e também todos os seus podres -, esse alguém é Delfim Netto; além de ser economista de renome e referência mundiais. 
Em entrevista a Josias de Souza, no canal de economia do portal UOL, Delfim Netto falou sobre a crise gerada pela pandemia. Transcreverei trechos da fala do ex-ministro da Fazenda e colocarei o link para o vídeo ao fim da postagem.

"Você tinha antes da crise, você já tinha uma redução da demanda global do pais, tinha um desemprego, a indústria trabalhava abaixo da capacidade, de forma que você tinha já uma situação delicada. Com o coronavírus, essa demanda global caiu dramaticamente. E a oferta global? A oferta global, que se mantinha mais ou menos no ponto anterior, também caiu. O que se pode afirmar com segurança? Se pode afirmar que esse conjunto, essa conjugação da redução da demanda global com a redução da oferta global vai produzir um novo equilíbrio, em que há uma depressão - que será séria - com uma redução dramática das pressões inflacionais, ela produz recessão e deflação ao mesmo tempo".

Delfim Netto também diz que o Banco Central, o FMI, ele próprio, não dispõem de informações precisas, que cada um dá seu parecer de acordo com suas experiências e suas intuições. E que a previsão que ele faz é um pouco pior que a dos órgãos oficiais.

"Eu, por exemplo, acredito que a coisa é um pouquinho pior, eu imagino, realmente, que a queda do PIB no Brasil vá ficar em torno de 6%; como a população vai crescer 0,8%, 0,9%, significa que nós deveremos ter uma trombada equivalente a 7% do PIB per capita."

Em seguida, Delfim Netto fecha sua fala com chave de ouro.

"Ou seja, é uma crise do tamanho da mesma crise de dois anos do governo da Dilma."

Pãããããããta que o pariu!!!! Fazendo uma simples regra de três, se dois anos de Dilma provocaram o mesmo estrago de um ano de coronavírus, quatro mandatos do PT, dezesseis anos de ladroagem a céu aberto, provocaram oito vezes mais prejuízos que o coronavírus à nação de Pindorama.
Resta-nos, no entanto, um consolo nas apocalípticas palavras de Delfim Netto : se a economia brasileira sobreviveu ao PT, não será o coronavírus a enterrá-la de todo e em definitivo.
Para assistir ao vídeo, é só clicar aqui, no meu incontaminável MARRETÃO.

Lula Não Precisa se Preocupar com o Contágio Pelo Coronavírus. Ganhou do TRF-4 Mais 17 anos de Isolamento Social, de Lockdown no Xilindró.

Não foram à toa nem gratuitas, muito menos impensadas, como tentou se retratar depois, a aclamação e a louvação de Lula, o Sapo Barbudo da Silva, ao coronavírus. Lula saudou-o mais que a Dilma à mandioca : "Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos enxerguem que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises."
Independente das desculpas esfarrapadas que pediu depois, nas quais só mesmo petistas, lulistas, dilmistas e outros retardados mentais acreditaram, Lula têm razões de sobra para estar esfuziante com a pandemia, para celebrar o vírus chinês. Acho até que o Nove-Dedos já o tenha em grande consideração, já o veja como companheiro de luta, considere-o seu correligionário.
Não fosse a impossibilidade dada por suas diminutas dimensões, Lula condecoraria o coronavírus com a Grã-Ordem da Estrelinha do PT. Não fosse o impedimento colocado pela nacionalidade chinesa da peste, Lula substituiria Haddad e lançaria o coronavírus como seu "poste" no pleito presidencial de 2022.
Lula têm, de fato, excelentes motivos para festejar a pandemia. Eu, em toda minha tacanhez e ingenuidade políticas, consigo ver, pelo menos, quatro. Lula, com certeza, vislumbra uns tantos outros além desses; afinal, o mal-intencionado sempre enxerga mais longe que o honesto.
Primeiro : porque toda calamidade que se abate sobre um povo ou nação é motivo para o esquerdista tentar justificar a implementação de um Estado Máximo, um Estado autoritário e intervencionista, que se dá o direito de dispor do dinheiro público sem maiores satisfações, um estado sem nenhum compromisso com orçamentos ou responsabilidades fiscais (é fácil gastar o dinheiro dos outros), um estado que pode "pedalar" ao seu bel-prazer e que, na hora de prestar contas, simplesmente diz que não sabia de nada, que foi pelo bem do povo etc.
Segundo : porque a esquerda brasileira - a seguir o exemplo dado pelo il capo Seboso de Caetés -, já está de posse de material suficiente para construir suas plataformas de corrupção e seus palanques eleitoreiros : os caixões dos mortos pelo coronavírus. A madeira dos paletós de madeira dos vitimadas pela covid-19 será o alicerce e o arcabouço da campanha esquerdista para a próxima corrida presidencial. Exagero meu? Maldade minha? Porra nenhuma. Para quem transformou em showmício o velório da própria esposa, a Da. Marisa-Letícia-Enfiem-as-Panelas-no-Cu, é fácil e destituído de remorso fazer o mesmo com as perdas alheias.
Terceiro : porque toda a comoção e a monotemática estabelecida pela mídia comum em torno do coronavírus está a servir de cortina de fumaça para ocultar outros acontecimentos e notícias de relevância ao público. Entre elas, mais uma prova cabal - se é que alguém ainda precisa de alguma - do inegável e congênito banditismo de Lula : o Sapo Barbudo ganhou do TRF-4 mais 17 anos de isolamento social, de lockdown no xilindró. Considerou-o culpado, em segunda instância,  agora pelo Sítio de Atibaia, o valoroso e incorruptível TRF-4, de Curitiba. Viva a República de Curitiba! Que uma bandeira, um selo, um brasão e um hino comemorativos sejam confeccionados em sua honra e homenagem. Diferente dos já citados lulistas, petistas, dilmistas e outros débeis mentais, ninguém mais acredita nas desculpinhas de Lula, de que ele nada sabia, de que o tal imóvel é de um amigo e outras chorumelas, muito menos o impávido TRF-4. Tascou mais dezessete anos no toba do Seboso de Caetés. E outros sete processos com Lula na figura de réu ainda tramitam. Deste jeito, Lula ficará inelegível até depois de sua morte, quando for sentar no colo do capeta. Não poderá concorrer nem a suplente de vereador do Quinto dos Infernos. Tanto a fixação em torno do coronavírus abafou esta notícia que o ocorrido se deu em 06 de maio e eu mesmo só fiquei sabendo ontem.
Quarto : duvido que Lula seja conduzido a um segundo enjaulamento, mas até isso, caso venha a ocorrer, lhe trará vantagens e benefícios. Lula já conta com quase 75 anos de vida de maracutaias, é mais que do grupo de risco, e, ao contrário do intrépido Bolsonaro, não é nem nunca foi um atleta, a não ser que consideremos levantamento de copo e saques a cofres públicos como modalidades olímpicas. No xilindró, Lula ficaria protegido do contágio pelo vírus chinês.
Só vantagens para o Lula, a pandemia.
Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/20/lula-entrevista-coronavirus-ainda-bem.htm?cmpid=copiaecola
Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/05/20/lula-entrevista-coronavirus-ainda-bem.htm?cmpid=copiaecola

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Monstros Oportunistas, por Rodrigo Constantino

Neste artigo, Rodrigo Constantino diz exatamente as mesmas coisas que digo aqui no Marreta; com melhores palavras, melhor estilo de escrita, mas a mesma coisa. Tudo o que destaquei em vermelho, já foi dito por mim. Em várias postagens.

"O estrago causado pelo esquerdismo em tempos de paz, aliás, é análogo ao causado por catástrofes naturais ou guerras
“Ainda bem que a natureza, contra a vontade da humanidade, criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises”, disse o ex-presidente Lula esta semana. A fala é monstruosa.
Em primeiro lugar, uma correção: há controvérsias se o vírus veio da natureza ou do regime chinês, e mesmo que tenha vindo da natureza, foi graças à ditadura comunista, ao perseguir jornalistas e médicos e ocultar fatos, que o troço virou uma pandemia, com a possível conivência da OMS.
O que o petista confessa é o que muito esquerdista pensa, mas não diz. A esquerda radical sempre olhou para crises como oportunidade para avançar com seu nefasto projeto socialista, concentrando poder no estado. Lula não citou Roosevelt na fala por acaso: a metáfora de guerra sempre foi usada por socialistas, como a “guerra contra a pobreza”, para justificar o aumento dos gastos públicos.
Mas Lula bate num espantalho: os liberais entendem que, durante a crise, o aumento se faz necessário. Tanto que o ministro Paulo Guedes vem fazendo exatamente isso. Os liberais, porém, entendem que o quanto antes voltarmos ao trilho da austeridade, melhor, enquanto a esquerda deseja um estado permanente de irresponsabilidade fiscal. O resultado dessas aventuras heterodoxas são conhecidos, e no Brasil levaram a 14 milhões de desempregados mesmo com os ventos favoráveis de fora, sem qualquer pandemia.
O estrago causado pelo esquerdismo em tempos de paz, aliás, é análogo ao causado por catástrofes naturais ou guerras. A Venezuela que o diga: quem precisa de uma pandemia quando se tem o socialismo? A destruição pelo monstro oportunista é certa!".

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Você Não Confia na Cloroquina? Espere Só Até Você Ver a Vacina!

O bilionário Bill Gates, desde do início do mês de abril, por meio da fundação Bill and Melinda Gates, está financiando fábricas para que produzam e testem, ao menos, sete vacinas contra o coronavírus e a doença por ele causada, a covid-19.
A equipe de Bill Gates recebeu diversas propostas e está a bancar os custos de sete projetos de vacinas tidos como os mais promissores, e também a construir estruturas e aparatos para fabricar os que se mostrarem mais eficazes. "Embora a gente vá terminar escolhendo no máximo duas [vacinas], vamos financiar fábricas para todas as sete, para que a gente não perca tempo dizendo ‘ok, qual vacina funciona’ e só então construir a fábrica”, disse o criador da Microsoft.
Apesar dos esforços, disse ainda Gates, uma vacina deve demorar, pelo menos, na mais otimista das previsões, 18 meses para estar pronta para o mercado.
Mais um ano e meio e todos estaremos salvos e imunizados, certo?
Porra nenhuma!
Nesta semana, porém, em um pronunciamento ao CNBC, canal da NBC Universal dedicado a comércio e negócios, Gates admitiu que a "sua" vacina poderá causar mal ou mesmo matar cerca de 700 mil pessoas.
Para que a vacina funcione nas faixas etárias mais avançadas, que são o maior grupo de risco da covid-19, as doses das vacinas precisarão estar, de certa forma, sobrecarregadas, explicou Gates, com uma alta carga viral, a ponto de sensibilizar o sistema imunológico menos sensível e reativo dos idosos. Fazendo isso, amplificando a carga viral para que ela funcione, muitas pessoas serão prejudicadas, podendo até morrer pela inoculação da vacina.
Considerando a população mundial de 7 bilhões de pessoas e fazendo as contas que qualquer um pode fazer, desde que não seja formado em Pedagogia ou qualquer outra "ciência" humana, Bill Gates afirmou que, se ocorrer um efeito colateral danoso em uma de cada 10.000 pessoas vacinadas - um número não só plausível como até otimista - , 700 mil pessoas poderão morrer pela vacina.
Ou seja, morrerá mais gente pela "cura" que pela doença, que pelo contágio do vírus em si. Pelas contas de Gates, se uma vacinação global fosse promovida hoje, ela poderia causar mais que o dobro das mortes registradas até então por coronavírus em todo o planeta, cuja marca está em torno de 335 mil óbitos.
E a vacina, quando estiver pronta e produzida, certamente será utilizada.
Aí, tenho certeza, virão os inteligentinhos de plantão, os esquerda caviar defensores do lockdown, os vermelhinhos diplomados pela USP e outras que tais, que, independente de suas formações, são todos, hoje em dia, médicos com PhD em imunologia, dizendo lamentar as perdas pessoais envolvidas no processo, mas que a vacinação é necessária para imunizar a maioria da população.
Agora, se for para matar uns poucos e imunizar a maioria, Bill Gates nem precisa continuar a gastar o seu suado dinheirão. Já existe uma vacina pronta que atende às mesmas especificações e apresenta resultados muito semelhantes, uma vacina que também mata um pequeno percentual da população e imuniza a maioria, uma vacina sem nenhum custo, investimento ou fila de espera : o contágio natural pelo coronavírus.
Se for para esperar por  uma vacina que provavelmente matará um em cada 10.000 inoculados, e isso nas palavras de seu patrocinador, por que simplesmente não acabar com a patifaria do tal isolamento e deixar as pessoas voltarem aos seus trabalhos e às suas rotineiras ocupações? Moro em uma cidade em que, segundo dados colhidos nesta semana por uma pesquisa feita pela Associação de Comércio, 60% dos estabelecimentos estarão quebrados caso o isolamento perdure por mais dois meses. Teremos muito mais falidos do que falecidos.
Se a vacina contaminará, ao invés de imunizar, tanto quanto o vírus em si, ou um pouco mais, ou um pouco menos, por que não deixar as pessoas - resguardados, é claro, os grupos de risco - retornarem às suas vidas e saírem por aí, a conviver e a interagir? A se autovacinarem? A adquirirem, naturalmente, a imunidade do rebanho?
Por que, uma vez que todos nós, seja via vacina ou contágio natural, teremos de ser expostos ao coronavírus, não realizar estudos sérios que estabeleçam padrões internacionais de segurança para as mais diversas ocupações laboriais? Estudos que preconizem novos e seguros hábitos de trabalho, que instruam as pessoas a esta nova realidade, ao invés de querer prendê-las em casa e privá-las de seu meio de sustento? A vida é mais importante? Digamos que sim. Mas por quanto tempo a vida se mantém sem seus meios de vida?
Por que, por exemplo, além do indispensável uso de máscaras, não limitar o número de pessoas em um estabelecimento de acordo com a sua metragem, em lugar de proibir o seu total funcionamento? Tantos metros quadrados de área, tantas pessoas podem entrar por vez. Os supermercados aqui da região estão trabalhando assim, as padarias também, as lojas de conveniência de postos de combustíveis.
Por que não também, da mesma forma, a papelaria, a óptica, a loja de cosméticos, a perfumaria, os salões de beleza? Aliás, alguns desses estabelecimentos aqui do bairro estão a funcionar desta maneira, meio que clandestinamente, com portas semiabaixadas, como se algo de ilegal ou vergonhoso estivessem a fazer.
Por que rebaixar a contraventor o sujeito que sempre trabalhou e pagou seus impostos?
Decididamente, existe coisa muito maior por trás deste isolamento do que tão-somente o coronavírus. Não nego a existência da pandemia nem muito menos a gravidade da situação, mas que existem interesses outros usando o isolamento como fachada e dele se beneficiando, isso há. Interesses maiores, poderosos e inconfessáveis.
Fonte : Natural News