quarta-feira, 10 de março de 2021

Enterrem Meu Coração Num Canecão de Cerveja

O presunto ao forno, a chamada cremação de corpos, não é prática comum no Brasil. Talvez por questão cultural, mesmo. Talvez pelo alto custo do processo se comparado ao já oneroso paletó de madeira. 
Dei uma pesquisada e encontrei que, no Metropolitano Cemitério Vertical de São Vicente (SP), o churrasco mais em conta do cardápio sai pela bagatela de R$ 6 mil, fora os 10% do garçon, podendo atingir valores superiores a R$ 20 mil.
Nos Estados Unidos e em vários países europeus, no entanto, a cremação é uma tradicional destinação dada aos corpos dos mortos. Também é tradição os mortos expressarem em vida (é claro) o que querem que seja feito de suas cinzas.  
Uns, mais modestos, contentam-se em repousar pela eternidade em urnas sobre uma lareira, ou na prateleira de uma estante, em tornarem-se um elemento macabro da mobília. Há os que querem que suas cinzas sejam aspergidas ao mar; outros, que sejam espalhadas aos ventos do alto de uma montanha. Há também opções para os ecopentelhos, o defunto que quer ser chato até depois da morte, a urna ecológica, que vem com uma muda de planta enterrada nas cinzas e que, nesse rico substrato, vicejará; é a reciclagem de defunto, o (a) cinza virando novo verde. Ainda, para os mais fidalgos e com pretensões de faraós, as cinzas mortuárias podem ser convertidas em diamantes e joias, ou lançadas ao espaço sideral.
Pois não foi nenhum desses destinos bucólicos, piegas e melodramáticos que o britânico Kevin McGlinchey quis dar às sua cinzas.
Cervejeiro inveterado e frequentador assíduo do pub irlandês Hollybush, na cidade de Coventry (Inglaterra), McGlinchey quis que suas cinzas fossem misturadas a uma caneca de cerveja e vertidas num ralo do estabelecimento que tantas alegrias lhe proporcionou em vida.
E foi o que os seus filhos, Owen e Cassidy, fizeram. Misturam as cinzas do pai em uma tulipa de cerveja e o enviaram ralo abaixo. Depois da despedida, os filhos foram beber em honra e homenagem ao pai.
Ao tabloide "Sun", Cassidy declarou : "Papai havia nos falado por anos e anos que seu desejo seria ir pelo ralo de um pub, ele costumava deixar as coisas lá embaixo, coisas estranhas, como o cabelo dele. Ele adorava o Hollybush e ia lá todos os dias. Ele disse: 'Quando eu morrer, se você me colocar no ralo, poderei viajar para todos os meus locais pelos subterrâneos. Toda vez que você passar por um ralo, vai pensar em mim e há muitos por aí, então não importa onde você esteja no mundo, você ainda vai pensar em mim'".
Abaixo, Kevin McGlinchey, todo "animadaço" ao lado dos filhos.
Kevin e os filhos
Se a moda pega, vai ter gente querendo suas cinzas escoadas nos ralos de restaurantes, hotéis, estádios de futebol, shopping centers, escolas, cafeterias, bibliotecas, antigos locais de trabalho, academias... e até nos zonões e puteiros!
Pois o velho McGlinchey me deu uma boa ideia. Não chegarei ao ponto de querer que minhas cinzas sejam diluídas em cerveja e vertidas ralo abaixo daquele que foi meu bar preferido, o Paulistânia, do velho Durval, até porque o bar nem mais existe, mas quererei que elas sejam armazenadas dentro um belo canecão de cerveja, transformado em urna cinerária tão-somente pela adaptação de uma tampa à sua boca.
Ah, isso eu vou querer, sim! Deixarei até especificado o modelo de caneca em que desejarei repousar. Uma robusta caneca feita em pedra sabão. Um modelo de traços clássicos, sóbrios e elegantes. Feito eu.
É ou não é uma bela duma urna cinerária?

A Volta do Messias, o Outro

terça-feira, 9 de março de 2021

Nem Dá Mais Raiva. Só uma Tristeza Muito Grande.

Jogados fora. Sem nenhuma cerimônia. Jogados fora. Com os maiores menoscabo e desfaçatez. Todo um empenho de juízes e promotores, todo um gasto público com investigações, todo um gasto público de milhões e milhões com audiências, processos, recursos etc, mais milhões para dar mordomias de fidalgo, em seus dois anos de "prisão", ao maior ladrão da História do Brasil. Jogados fora.   
Todo o trabalho digno da Operação Lava Jato deitado ralo abaixo pela canetada monocrática do ministro do STF Edson Fachin, indicado para o cargo em 2015 pela presidanta Dilma Rousseff. 
Todo o trabalho valoroso da Operação Lava Jato escarrado e escoado descarga abaixo por um capanga do PT.
Fora o deboche e o escárnio para com a esperança de uma grande parcela da população, que ainda acredita(va) que o crime no Brasil poderia deixar de compensar.
Sim. O crime sempre compensou por aqui, por terras cabralinas.
E pudera.
Fomos "descobertos" por bandidos. Colonizados por bandidos. Legislados, desde sempre, por bandidos.
Lula está livre de todas as condenações e os processos relativos aos casos do Tríplex, do Sítio de Atibaia e da Fundação Lula. Nem mais é considerado réu em nenhum dos casos.
Do dia pra noite, Lula se torna a "alma mais honesta" desse país por decisão única de um ministro infiltrado no STF pelo PT.
Lula está livre, elegível e de volta aos braços do povão encostado que o elegeu, sindicalistas, sem-terra, sem-teto, professores de "ciências" humanas e outros comedores de sanduíche de mortadela. 
"Cientistas" políticos, articulistas da grande imprensa e outros palpiteiros apostam numa polarização entre Bolsonaro e Lula para 2022. Caso mais essa desgraça venha a se abater sobre nós, declaro, sem nenhum orgulho, tampouco vergonha, o meu voto em Bolsonaro.
Lula livre. O maior ladrão de cofres públicos de todos os tempos, de toda a história do Brasil e do mundo, inocente.
Nem dá mais raiva. Só uma tristeza muito grande.

domingo, 7 de março de 2021

Pandemia da Peste Chinesa Faz Cair as Máscaras

O confinamento faz aflorar personalidades recônditas. Não ter que representar o papel lhe atribuído pela sociedade, pela família, pelos amigos, pela profissão e mesmo autoatribuído na frente do bando faz com que se descortinem facetas muitas vezes insuspeitadas. Enrustidas e trancadas a sete chaves nos armários embutidos do ser.
O confinamento imposto pela Peste Chinesa vem escancarando e arejando com brisa fresca (fresquíssima) armários e gavetas recendendo a mofo, naftalina e pijamas com bolso na camisa. A Peste Chinesa vem aumentando ainda mais a viadagem planetária.
Garanhões reprodutores puros-sangues estão a se tornar em eguinhas pocotó. Reis leões, em princesinhas gazelas. Galos que cantavam e mandavam nos terreiros estão a soltar a franga, a se mostrarem Galinhas Pintadinhas. Zés Mayer e Jeces Valadão estão a virar Jeans Wyllys.
É a covid-19 fazendo cair as máscaras.
A pandemia do comunavírus fez crescer em 80% a venda de maquiagem "masculina". Eu nem sabia que essa viadagem existia. Os dados são da gigante do ramo, a rede de farmácias americana CVS, cujos campeões de venda são o BB Cream ("disfarça as pequenas imperfeições da pele e pode ser usado diariamente, pois é super discreto". Super discreto já é coisa de bichana, mesmo), o corretivo ("ótima opção para esconder aquela espinha incomoda ou as olheiras de uma noite mal dormida"), o pó compacto ("depois de aplicar o BB Cream e o corretivo, é comum a pele ficar com um aspecto meio brilhoso. O pó compacto serve para, além de tirar esse brilho, fixar a maquiagem para que não se desfaça com facilidade"), o lápis de olho ("para deixar o visual mais marcante e dar destaque aos olhos", também na versão para o olho do cu) e o hidratante labial ("para não ficar com os lábios ressecados durante o dia", e ficar com um boquinha de veludo à noite).
E na compra do conjunto completo de maquiagem, o cara recebe de brinde um vibrador de 20 cm de bitola com três velocidades, wi-fi e bluetooth para conectar na sua entrada USB.
Valha-me São Bolsonaro!!! É a volta do KIT GAY!!! 
Baitolas, boiolas, perobos, maricóns, paneleiros e jóqueis de jiboias do mundo todo entraram em pânico! Ficaram "horrorizadas" com suas imagens nos aplicativos de vídeoconferências. Perceberam que tinham, vejam só, gravíssimas deformidades faciais : imperdoáveis rugas, pés de galinha, olheiras, cravos, manchas de sol, marcas de acne juvenil etc.
As dondocas não tiveram dúvidas, começaram a se maquiar. A investir  em bases, corretivos, sombras e delineadores. Caiu a máscara dos machões. E entrou o make-up!  
Ben Dixon, corretor de imóveis, de 42 anos, de Nova York (EUA) diz ter "perdido o foco" (e depois as pregas) durante uma videoconferência de negócios quando percebeu olheiras e bolsas sob os olhos. Para se sentir seguro no trabalho remoto, para reforçar a sua imagem de macho, Ben recorreu à maquiagem.
"Foi incrível, as pessoas diziam que eu parecia mais jovem", declarou ele. Que atribuiu ao novo visual a venda de um imóvel de R$ 170 milhões, pela qual lutava há mais de um ano. Um ano suando para vender uma propriedade e o cara acha que conseguiu fechar negócio por causa de sua sombra marrom-verona, apenas um tom abaixo do tom de sua pele.
A nova modalidade de viadagem já ganhou até um nome : é o Efeito Zoom. Em referência a uma das ferramentas de chamadas de vídeos mais populares.
Gabriel Reyes, publicitário de Los Angeles (EUA), biba sexagenária, "tomou um susto com as rugas e as marcas de sol durante uma conversa por vídeo". Imagine só, um cara com mais de 60 anos ter rugas... Recorreu a um creme, uma base e um corretivo para rebocar rosto e pescoço e gostou do resultado que viu no vídeo : "os homens não devem ter receio de usar ferramentas que os ajudem a ter uma boa aparência e a se sentir melhor", declarou. 
A ferramenta que essa teteia está precisando, além daquela que a gente já sabe, é duma boa enxada para carpir de sol a sol.
Não nos preocupemos com o presente de grego nos dado pela China, com o cavalo de troia de R$ 1,99 colocado às nossas portas, não será o coronavírus a exterminar e a extinguir a humanidade. Sim, o boiolavírus.
Abaixo, o padrão do "macho" do milênio, o homem do século XXI, a nora que toda sogra pediu a Deus.
Ele limpa a casa, cozinha, lava e passa, lembra do seu aniversário, costura, tricota luvas e suéteres para o inverno, é vegano, faz lasanha e quibe de  berinjela, separa o lixo reciclável do orgânico, é "entendido" em arte contemporânea, adora uma bienal, emociona-se em saraus, dá dicas de decoração para a casa e te acompanha à Tok & Stock, só bebe vinho biodinâmico e cerveja artesanal, vota na Marina Silva e no Fernando Gabeira, não conta piada de bicha, de gordo, de japonês, de baiano e de gaúcho, pratica ioga, meditação, reiki, do-in e reflexologia, faz ikebana e origami de cisne em guardanapos de papel, tem purificador spray Gleide de lavanda no banheiro, só toma caipirinha de kiwi, leva o shih tzu para o banho e tosa, senta com as perninhas cruzadas e fica balançando os pezinhos tomando um espresso e folheando uma revista de arquitetura na bookstore. Um mimo de rapaz.
Só não vai te comer!
Pãããããããããta que o pariu!!!!!

sábado, 6 de março de 2021

Às Amadas Que Envelheceram Sem Maldade

Sem nos conhecermos
Sem nem ao menos nos suspeitarmos
Nos idealizamos.
 
Anos depois,
Nos conhecemos,
Nos re-conhecemos;
Num cruzamento
Numa encruzilhada do Acaso,
Nossos ideais se esbarraram.
 
Exultamos, então.
Flertamos
(e como era gostoso flertarmos),
Enamoramo-nos
(e, de tão bom, nem nos sabíamos enamorados).
"Mas na hora da cama
Nada pintou direito
É minha cara falar
Não sou proveito
Eu sou pura fama".
 
Vieram, então
Os desapontamentos,
As mágoas.
Um culpando o Outro
Pelo Outro não ter pra dar
(ou não poder dar)
O que o Um necessitava
E que nunca comunicara verbal e oficialmente ao Outro.
O Um tendo que adivinhar o que o Outro concebera
E tomara como tácito que o Um soubesse.
E vice-versa.
Um culpando o Outro,
O Outro culpando o Um
Pelos seus próprios erros de concepção,
Pela ruína de suas utopias.
 
Vieram, então,
As picuinhas,
Os espezinhamentos,
As pequenas vinganças;
Um virou o pesadelo do Outro,
O Outro, o terror noturno do Um.
 
Anos depois,
Já equilibrada
A balança entre o arrebatamento e o querer matar,
Você é a única
Que ainda aparece
Nos meus raros sonhos bons.
 
em tempo : o título é um verso do poema Nova Poética, de Manuel Bandeira, meu modernista preferido.

quinta-feira, 4 de março de 2021

Perdeu, Fiel!!! (Ou o Crime do Colarinho Clerical)

A proibição inicial da realização de missas e de cultos religiosos e, mesmo depois, as suas liberações com público reduzido por conta da pandemia da Peste Chinesa golpearam as igrejas onde mais lhes dói : nos seus santos bolsos, nos seus ungidos cofres. A redução de ovelhas nos pastos do Senhor levou a uma queda na tosquia, na arrecadação de dízimos e ofertas.
O que fazer frente a tão excruciante cenário, uma vez que nem só de fé vivem os homens de Deus? Rezar ao Todo-Poderoso? O caralho! Porra nenhuma! Se é que Deus existe e está do lado de alguém, esse alguém, inegavelmente, é o coronavírus.
Inovar e empreender é a resposta. Sabendo disso, que Deus tá cagando para o que acontece aqui embaixo, o padre Elizeu Lisboa Moreira, de Passo Fundo (RS), terra da Salomé, resolveu adotar novas abordagens com os seus fiéis para suprir o déficit da caixinha de esmolas de sua paróquia.
Largou da Bíblia e do crucifixo e pegou da pistola. Não a pistola do coroinha, do sacristão, do bispo. De uma 9 mm. Um simulacro, na verdade, uma réplica. E, com ela, saiu a assaltar todo filho de Deus que via pela frente.
- Perdeu, fiel!!!, ameaçava o padre com sua pistola de mentirinha.
O padre foi preso após praticar uma série de assaltos a estabelecimentos comerciais da cidade, dos quais se evadia com a grana a bordo de uma camionete Hyundai Ix35, veículo que, segundo a Brigada Militar que realizou a herege prisão, está registrado em nome da Arquidiocese da cidade. Muito humilde, a Igreja.
O padre foi grampeado pelos homens da Lei dos Homens após um assalto à mão armada (ainda que sem balas) a um supermercado do bairro de Petrópolis, o seu terceiro do dia; antes, na mesma tarde, o padre roubara um outro supermercado e uma farmácia. O padre foi reconhecido pelas vítimas e recolhido ao xilindró.
Com o padre, a Brigada Militar encontrou R$ 655,00, produtos alimentícios e de higiene e a réplica da pistola usada nos assaltos.
Em sua defesa, padre Elizeu disse que praticou os crimes em um "momento de loucura".
É o Crime do Clérgima! O Crime do Colarinho Clerical!
De agora em diante, os padres terão um argumento fortíssimo para fazer com que aqueles fiéis mais mãos de vaca, mais sovinas, desapeguem-se de suas posses materiais e terrenas e deem polpudos donativos para os cofres da Igreja. 
Ao fim da missa, na hora do Espírito Santo beber água, no momento de passar a "sacolinha", o padre dirá : "pois é, meus amigos, eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, no entanto, estou aqui, só celebrando uma missa."
Cheios de temor a Deus (e, agora, ao padre), os fiéis esvaziarão as suas bolsas e seus bolsos.
Padre Elizeu Lisboa Moreira ao púlpito, em pregação aos seus fiéis. E, ao fundo, Cristo; entre ladrões, como sempre.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

As Aventuras de Paulo Maluf na Cidade do Vaticano

Esta postagem é uma contribuição minha à cultura geral, inútil e anedótica do Jotabê, que me disse não conhecer o folclórico episódio que logo narrarei.
 
Paulo Salim Maluf foi/é (ainda vivo e com 90 anos) um dos grandes mitos da nossa História recente. Que nós, brasileiros, como digo sempre, não temos História, temos Folclore. 
Paulo Maluf é corrupto das antigas. Dos honestos. Da nobre linhagem dos que roubavam, mas faziam; hoje, apenas roubam. 
Mestre intrancafiável das falcatruas - até a Interpol está há anos em seu ençalco, sem sucesso -, Paulo Maluf contribuiu até para o enriquecimento (ilícito, é claro) do nosso vernáculo, inspirou o neologismo "malufar", que designava a ação de roubar, passar os cinco dedos (ou os quatro, de forma mais eficiente ainda, como logo um outro mostraria).  No princípio, era o Verbo. E o Verbo fez-se em Paulo Maluf. Eu malufo, tu malufas... Neologismo caído em desuso pós-advento do PT ao poder, transformado em arcaísmo e substituído em upgrade pelo neosuperlativo máximo da rapinagem, o verbo "lular".
Paulo Maluf também é homem de deus das antigas. De batismo, primeira comunhão, crisma, casório na igreja e de, quando chegar a hora dele, extrema-unção. De ir à misssa, de joelhos calejados pelo genuflexório, de comungar, de confessar maracutaias ao padre, de pagar dízimo até de caixa 2.
Católico confesso, contrito e devoto que é, Paulo Maluf não poderia ter se furtado (só aos cofres públicos), valendo-se de sua influência política à época como governador do estado de São Paulo, de conseguir um encontro com o então Papa João Paulo II, o Papa mais pop da história da Igreja.
Reza a lenda - e confirmam as más-línguas - que o episódio narrado a seguir faz parte de tal encontro.
"O Papa recebeu Paulo Maluf à entrada da Basílica de São Pedro, que já ficou ressabiado de ter que passar em revista pela Guarda Suíça, e foram, ambos, para a Sala Régia do Vaticano, a Sala do Trono. Lá, o Papa fez servirem um bom café com rosquinhas a Paulo Maluf, que, por força do hábito e aproveitando uma distração do Papa, enfiou um monte delas no bolso, para fazer uma boquinha mais tarde.
Conversaram, então, sobre a política mundial, sobre a panorama das religiões, das suas atribulações como homens públicos e representantes de seus povos, também de amenidades e trivialidades; enfim, sobre a vida.
Num dado momento, Paulo Maluf se viu chamado pela natureza a esvaziar a velha bexiga.
- Vossa Santidade, terei que interromper nossa espiritual e iluminada conversa por motivos dos mais mundanos e terrenos, por conta de uma urgente micção que me acomete, poderia, com a graça de Deus, indicar-me o adequado recinto mais próximo?
- Ah, meu filho, tudo aqui na Basílica é muito grande e tudo muito longe, eu mesmo chamo o papamóvel, quando tenho de ir à sala do "trono", o mais perto fica a uns quatro ou cinco longos corredores daqui. Faz o seguinte, meu filho, vai atrás daquela estátua de São Pedro e mija lá mesmo, que o pessoal da limpeza dá um jeito depois.
- De jeito nenhum, Vossa Santidade! Urinar na estátua de São Pedro seria uma heresia, um verdadeiro pecado.
- Deixa disso, meu filho, confie no que eu digo, não tem problema, não, vai lá, se alivia, sem culpa.
- Não posso, Santo Padre. Seria um desrespeito inominável a São Pedro, o fundador da nossa Santa Igreja.
- Olha, meu filho, confie na minha infalibilidade e deixe eu lhe explicar de uma maneira que você possa entender : para quem já cagou tanto em São Paulo, o que é uma mijadinha em São Pedro?".
"O que é uma mijadinha em São Pedro, meu filho?"

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Eles Venceram. E o Sinal Está Fechado Para Vocês, Que São Jovens

Trinta anos de o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, o Manual Prático de Formação do Delinquente Juvenil. Vinte e cinco anos da LDB, as Leis de Diretrizes e Bases do Ensino, a Cartilha Paulofreirista de Formação do Semianalfabeto, do "coitadinho", do "oprimido", da falsa inclusão e do blá-blá-blá verborrágico da pedagogia em substituição aos conteúdos científicos e acadêmicos de fato, o Português, a Matemática, a Química, a Física, a Biologia.
Vinte e cinco anos de Progressão Continuada, a promoção automática do vagabundo e do preguiçoso, sistema em que a simples presença - muitas vezes malcomportada e desrespeitosa - do aluno o capacita a "passar de ano", a ser promovido para a série seguinte. Vinte e cinco anos da oficialização e da valorização da vagabundagem escolar em detrimento do respeito, da disciplina e do afinco e da dedicação aos estudos.
E tudo!, tudo embasado "cientificamente" pelos pedagogos, educadores, teóricos de gabinete, sociólogos e toda a sorte de ideólogos da esquerda festiva, da esquerda caviar.
Logo, não foi preciso que tenhamos nos debruçado sobre o hermetismo de uma centúria de Nostradamus para prever o resultado colocado abaixo, publicado em manchete pelo portal G1 :
Os resultados que constatam de forma cabal o total naufrágio do ensino público brasileiro são das provas do Sistema de Avaliação do Ensino Básico, o Saeb, aplicadas em 2019. Importante que seja frisado : os resultados são do Saeb 2019! Ano em que o mundo ainda caminhava dentro de sua chamada normalidade. Não dá nem para colocar a culpa na pandemia da Peste Chinesa, que, de fato, levou a uma brutal queda do rendimento escolar em 2020.
E ainda que fossem os resultados de um Saeb (não realizado) 2020, ainda que fossem. Os números apresentados pela reportagem, tabulados pela plataforma QEdu e divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), correspondem aos aproveitamentos de alunos que acabaram de concluir o terceiro e último ano do ensino médio, que passaram, no mínimo, doze anos na escola. Um único (por enquanto) ano de pandemia não dizimaria desta forma com a formação escolar dos onze anos pregressos. Se tivessem sido onze anos bem feitos, sérios.
Apenas 5% dos jovens adultos brasileiros com diploma de ensino médio sabem voltar ou conferir um troco. Apenas 5% dos jovens adultos brasileiros com diploma de ensino médio sabem decidir, por exemplo, se compensa pagar 10 reais por uma embalagem de 500g de um produto ou 6 reais por uma de 250g; que dirá, então, decidir acertadamente entre pagar R$ 1,89 por uma latinha de cerveja de 350 ml ou R$ 2,39 por um latão de 473 ml, cálculo tão necessário em nosso dia a dia. Apenas 5% dos jovens adultos brasileiros com diploma de ensino médio sabem, inclusive, o que significam 5%.
A cada ano, a escola pública desova no mercado tropas de jovens adultos condenados ao fracasso, jovens que, se derem sorte, terão ocupações profissionais que qualquer chimpanzé bem treinado poderia cumprir até mesmo com maior eficiência, uma vez que não estaria distraído com seu telefone celular enquanto trabalhasse. Jovens adultos que envelhecerão pulando de subemprego para subemprego. E felizinhos e satisfeitos da vida, sem nenhuma mágoa ou revolta por suas inaptidões, pois foram também condicionados socialmente nos bancos escolares a tomarem seus fracassos como uma grande realização pessoal. Ao estabelecer e impor que, nas salas de aula e nos materiais didáticos adotados, sejam trabalhados, enfocados e supervalorizados apenas temas "relevantes e sensíveis" ao cotidiano do aluno, a escola, depois de anos e anos martelando nesta tecla, acaba por convencê-lo de que aquele seu cotidiano de merda não só é bom como também desejável, o único que lhe é possível. E o sujeito fica conformadinho. Pelo resto da vida. Funciona melhor que um sistema oficial de castas.
"Apenas 5% dos alunos da rede pública terminam o ensino médio com conhecimentos adequados em Matemática".
Diante de um quadro tão negro e da total desvalorização do quadro-negro, só me resta dar os meus parabéns aos pedagogos, aos educadores, aos teóricos de gabinetes, aos sociólogos e aos demais ideólogos esquerdistas deste nosso Brasil dantes mais varonil.
Meus mais sinceros parabéns De verdade. Sem nenhum laivo de sarcasmo ou de ironia. Vocês venceram. Dou-lhes a minha cara a torcer e o meu braço a tapa. O aniquilação do Ensino Público não foi uma fatalidade : foi um projeto! Ainda o é. Ainda está em andamento. Parabéns, mesmo. Vocês tiveram pleno sucesso nos seus planos para o fracasso da educação pública.
Eles venceram. Os ideólogos da esquerda canalha venceram. Os políticos de esquerda foram derrotados nas urnas; por outro lado, os ideólogos vermelhos infiltrados na educação nunca lograram maior triunfo.
Os ideólogos da esquerda venceram, por exaltar e conferir vantagens constitucionais à preguiça em um país de índole naturalmente preguiçosa.
Eles venceram. E o sinal está fechado para vocês, que são jovens.

Fonte : Portal G1

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Volkswagen Relança Modelo de Carro Retrô, Retrô-vírus

Surfando na atual tendência dos novos modelos do Covid-19 produzidos na Zona Franca de Manaus, a Volkswagen reedita um de seus maiores êxitos mercadológicos da década de 1970 : a Variant.
Variant 1973, na cor azul-calcinha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Pequeno Conto Noturno (84)

Rubens, às 03:34 h da manhã, entornando a oitava dose de Guerra Fria (vodka + coca-cola, o melhor dos dois mundos), a ouvir "Gota d'água", "Mil Perdões", "Eu te Amo", "Atrás da Porta" e a invejar, sem querer mal, e a querer ser, sem deixar de ser-se, o Chico, reabastece a tigela de ração das gatas, duas senhorinhas não muito bem comportadas de 13 anos de idade, para não deixá-las em involuntário jejum caso durma até o sol a pino, embora saiba que seu sono nunca ultrapassa o horário do Globo Rural - não importa em que horas se deite, se renda, nem o quanto de álcool há em seu sangue a estofar feito plumas de ganso o seu travesseiro.
Na verdade, não teme acordar tarde e deixar as suas meninas ("olha as minhas meninas, as minhas  meninas, onde é que elas vão...") em dieta não consensual. Teme, ao mesmo tempo em que deseja, não acordar. Morrer. Na verdade, não quer suas confidentes ronronantes tenham de se alimentar de sua carne indigesta e amarga até que algum vizinho, incomodado pelo mau cheiro, acione a polícia, os bombeiros, o IML.
Anda pela sacada com o copo na mão. Apalpa e verifica a terra dos vasos do manjericão e da hortelã - ver se não está tão seca -, a terra dos vasos dos cactos e das suculentas - ver se não está tão molhada -, por fim, a dos vasos das samambaias e das orquídeas - calibrando, quando julga necessário, as umidades atlânticas propícias aos seus vicejares.
Senta-se, acaba com a dose, mastiga, tritura e engole as pequenas pedras de gelo residuais do fundo do copo. Fecha o caderno. Põe a tampa na caneta. Desiste de mais um poema que ficou sem desfecho, que ficou pela metade. Antigamente, as ideias lhe fluíam feito patinadores no gelo a estas horas da madrugada; hoje, são aleijados de muletas tentando andar em terreno de mangue. Mais uma ideia a não ser retomada e concluída. Mais um natimorto para o cemitério de suas gavetas.Vai à cozinha, prepara a nona Guerra Fria, volta à sacada ("passas em exposição, passas sem ver teu vigia, catando a poesia que entornas no chão..."). 
Pensa em Virna, em Yrina, em Selene. Desejaria tê-las ali com ele, naquele momento? Desejar? O que tem o Desejo a ver com isso? As pessoas, pensa Rubens a emborcar o copo, dão muita importância e prestam excessiva vassalagem ao Desejo. Superestimam-no e sujeitam-se a Ele como se não fosse possível não. Por que o sussurar do Desejo tem que, obrigatória e forçosamente, ser respondido com uma ação na busca e na captura de seu objeto? Não tem. Ter o Desejo não implica em ter de saciá-lo.
Há tempos que Rubens aprendeu a ignorar e dar as costas ao Desejo, esse ser andrógino de olhos dourados e irmão do Sonho e da Morte, a ouvir os Seus conselhos como aos de um louco.
Desejaria tê-las em lugar da placidez muda e do silêncio de placenta do envelhecer de suas gatas e do brotar de suas plantas? Ou tê-las somadas, em ruído dissonante, à inerte paisagem?
Não. Não mais. E ainda que desejasse, riria do Desejo. Diria ao Desejo que ele nada mais é que um Delírio.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Vou Procurar um Caminhão Para Ajudar a Desatolar

Num ato impensado de heroísmo (como é todo o ato de) e de uma impressionante demonstração sobre-humana de força, a  escocesa Charlene Leslie, dona de casa e mãe de três rebentos, ajudou a desatolar da neve um caminhão carregado de leite da empresa de latícinios Graham's. Como mostra a foto abaixo.
Não bastasse a titânica e inequívoca tonelagem da carga que ajudou a desencalhar, Charlene suplantou ainda dois outros obstáculos, que poderiam ter lhe sido fatais. A escocesa-maravilha não empurrou, simplesmente, o caminhão de leite : primeiro, ela o fez numa subida, podendo o veículo, dado ao escorregadio da pista, facilmente e a qualquer momento, começar a deslizar ladeira abaixo e esmagá-la; segundo, ela o fez enquanto era açoitada por uma pesada tempestade de neve e pelas temperaturas mais baixas registradas na Escócia nas duas últimas décadas, o que a expos ao risco de uma hipotermia.
Ao jornal "The Sun", Charlene disse que, na hora, não pensou nos riscos de seu ato quase que suicida, disse que não poderia ficar parada vendo o motorista lutar sozinho contra a tempestade : "Eu nunca fico parada quando vejo alguém em apuros. Suponho que o que fiz foi realmente perigoso, mas felizmente o caminhão da Graham subiu a ladeira com segurança. No momento eu não estava realmente pensando em mim, só queria ajudar"
Em agradecimento pelo seu ato altruísta, Charlene receberá da Graham's um suprimento grátis de leite e derivados por um ano. Na foto abaixo, Charlene ao lado de Robert Graham Sr., presidente da empresa, que a classificou como uma "Super-mulher da vida real".
Hoje, não! Que já está escurecendo e eu trabalhei o dia inteiro e tô cansadaço. Mas a partir de amanhã, vou andar por aí procurando por um caminhão para ajudar a desatolar e também ganhar um agradecimento do presidente da empresa. Um caminhão como esse aí embaixo.
Pode também ser um da Antarctica, da Bohemia, da Itaipava, da Petra, da Império, da Bavaria, da Crystal, da Schin... pode até ser um da Skol.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

O Pancadão dos Velhinhos (Ou : os 300 do Asilo)

Conforme o esperado, proibir os foliões de Pindorama de pularem o carnaval fez pulular a quantidade de festas clandestinas por todo o País do Carnaval. Festas cujo o breve reinado de Momo só veio a servir de pretexto para a manada se congregar, pois, de fato, em nada guardam a essência dos velhos carnavais. São raves, bailes funks, pancadões e outras aberrações e excrescências.
Deliberada e inconsequentemente, por todo o território nacional, hordas e mais hordas de jovens, em rebeldia e desobediência civil, lançaram-se a festas que foram verdadeiros rituais suicidas de contaminação pela Peste Chinesa.
Jovens? Só se tiver sido por aí, na cidade em que você reside, caro leitor. Só se tiver sido por aí. Por aqui, na eternamente mal-educada e insalubre Ribeirão Preto (SP), rebeldia juvenil é coisa do passado. É, literalmente, coisa de velho. Por aqui, a vibe deste carnaval, o que bombou mesmo, foi o Pancadão dos Velhinhos!
No sábado de carnaval (13/02), uma denúncia de um filho da puta anônimo, levou a polícia a desbaratar uma festa com mais de 300 pessoas, promovida por uma casa de eventos localizada no Centro Velho da cidade, à rua Álvares Cabral, nº 50.
A denúncia, mais uma de várias, foi feita ao 190 e a polícia já foi preparada para descer o sarrafo na moçada (policiais ganham pouco, mas se divertem). Qual não foi a surpresa dos meganhas ao verem que era um bailão bate-coxa e mela-cueca destinado a idosos. Os famosos "bailes do desmanche".
E por pouco a polícia não pegava ninguém no local, pois o baile da velha guarda (e do velho que não mais "guarda") tinha término previsto para as 22 horas. Que Bailão do Desmanche é assim, começa ao anoitecer, ao lusco-fusco, às 21 horas é servida a canja, que é para não abusar do Corega, e às 22 todo mundo vai pra casa, vestir o pijama com bolso e as pantufas. Sei porque trabalhei com uma professora que era assídua e entusiasta frequentadora dessas matinês da terceira idade. Inclusive, corria à boca pequena que ela era conhecida como a Pantera do Palestra (tradicional e decadente clube aqui da cidade).
Ao jovem, o atenuante concedido à sua inconsequência é a sua própria condição de jovem, a sua juventude, que, dizem, não lhe permite ter a clara - ou mesmo nenhuma - percepção de sua mortalidade. Um jovem de 20 anos se julga imortal. Um eleito e um protegido dos deuses. E, convenhamos, o cara que é capaz de ter três ou quatro ereções por dia tem todos os motivos para acreditar nisso.
E aos velhinhos, o grupo de maior risco do comunavírus? E aos 300 do Asilo? Que atenuante poderíamos lhes conceder pelas suas inconsequências, para que não sejamos acusados de discriminação, de geriatrofobia? O que lhes poderia ser aceito como álibi?
Creio que um da mesma natureza que o concedido ao jovem; apenas no outro extremo do espectro da vida. O jovem não tem a precisa noção de sua finitude; já o velho não só a tem como também sabe que ela lhe chegará em breves e curtos anos.
Então, o velho, já com sua missão cumprida, filhos criados, já no bico do urubu, já mijando no pé, já tendo tirado as medidas com o alfaiate da funerária para o seu paletó de madeira, resolve desbundar, despirocar, "aproveitar" os poucos anos que lhe restam vivendo a ilusão de ser novamente jovem, dobrando e unindo, assim, os dois extremos do espectro da vida e fechando o círculo da triste existência humana.
Com 90 anos de idade, o matusalém vai se cuidar para quê? Vai adotar alimentação saudável e ir fazer ginástica na praça para quê? Para chegar aos 92, 93 anos? Porra nenhuma! O velhinho quer mais é rosetar! Parar de beber? De fumar? O caralho!! Na velhice, os vícios nos são os únicos prazeres possíveis.
O jovem se arrisca porque acha que não vai morrer; o velho, porque não tem muito mais pelo que viver.
Depois de uns quinze ou vinte minutos de filosofia barata, que geraram esta postagem, percebi que o motivo para a "loucura" cometida pelos 300 do Asilo aqui de Ribeirão nada teve de existencial, de "profundo" quiçá de metafísico. Foi produto da absoluta confiança na ciência. Na semana passada, os idosos e idosas (senão seria um baile gay) ribeirão-pretanos acima dos oitenta anos foram vacinados.
Pois os velhinhos tomaram a vacina, sentiram-se protegidos e foram brincar o carnaval!
Certíssimos, os velhinhos!!!!
Só esperemos que a vacina chinesa, a CoronaVac, não entre em conflito medicamentoso com o Viagra, produzido pela Pfizer. Interação desastrosa que levaria a uma movimentada e concorrida Quarta-Feira de Cinzas. No único crematório da cidade.
Pãããããta que o pariu!!!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2021

No Combate à Pandemia do Boiolavírus, A China Inclui (no bom sentido) Matéria Antiviadagem no Currículo Escolar

A China é a pátria do coronavírus. Mas também é terra de regime comunista das antigas. A economia chinesa pode até ter se aberto ao mundo, mas abrir o CUmunismo, jamais. Se o regime é fechado, o toba também tem que ser. Os olhos da cara podem ser rasgados, o do cu, não.
A China infectou o mundo com o coronavírus; porém, está sendo infectada pelo mundo ocidental por uma pandemia ainda pior : a da viadagem socialmente construída e imposta, lenta e sorrateiramente inoculada e infiltrada pelo discurso canalha do politicamente correto de uma ala esquerdista mais liberal, mais flexível e arrombada - feministas encruadas, suvacudas e muxibentas, defensores da ideologia de gêneros, mestres-salas e porta-bandeiras do estandarte do arco-íris etc -, que pretende demolir e tornar vergonhosa, criminosa, até, a figura do macho da espécie.
Hoje em dia, o sujeito nascer homem e exercer todos os atributos e as qualidades que seu cromossomo Y lhe confere, cumprir com a função de macho que a natureza lhe deu por missão e incumbência, e ter orgulho disso, é crime. Punível pela penas capitais da lacração e do cancelamento. Orgulho de ter a rosca frouxa, pode; de ser homem, não. 
Hoje em dia, o sujeito nascer com um pau entre as pernas, ficar ereto ao ver uma gostosa e atender o chamado biológico de querer metê-lo num bom bucetão cabeludo, agora, é considerado "tóxico". Aliás, bucetão cabeludo também não pode mais, é "sujo", é "feio", "anti-higiênico e antiestético". O caralho que é! É uma delícia, isso sim!!!
Esse discurso de castração do macho e de tentativa de catequizá-lo à doutrina e à prática de escorregar no quiabo e de beijar pra trás é tão onipresente que, na maioria das vezes, ele nos passa despercebido, de tão asperso e impregnado que já se encontra no ar que respiramos.
Essa construção do "machinho" se dá por todos os flancos, essa urdidura do cara sensível às necessidades da mulher, simpático às causas sociais e ambientais, empático aos infortúnios das "minorias" e dos "vulneráveis, do cara que não conta piada de bicha, que é membro do greenpeace, que não vira o pescoço para olhar a bunda da gostosa, que sequer mija na piscina e que, claro, é um broxa irremediável (afinal um sujeito com tanta empatia e preocupação social jamais correria o risco de machucar uma buceta, ainda que, para com as próprias pregas, não demonstre mesmo cuidado e consciência social), se dá por todas as mídias, plataformas e veículos de comunicação : noticiários, novelas, filmes, livros, redes sociais, músicas e, sim e desgraçadamente, nas salas de aula.
Nas salas de aula, majoritariamente nas das redes públicas, onde as canalhas estão imunes à demissão, professoras de sociologia, filosofia, história, geografia etc - o chamado povinho da área de "humanas" - cortam e cauterizam as bolas dos sacos dos apedeutas do sexo masculino desde os seus ingressos na escola, desde as suas primeiras infâncias. Fazem-nos se sentir culpados por terem nascido homens. Martelam o tempo todo em suas cabeças (principalmente na do pau) que eles são potenciais opressores, repressores, objetificadores e agressores das mulheres. Vomitam e impõem aos meninos todas as suas frustações e recalques de mal-resolvidas que são, destilam todas as suas mágoas e seus ressentimentos por serem incapazes de segurar um macho com o que têm entre as pernas, por chatas, rançosas e "empoderadas" que são não conseguirem um pau duro para chamar de seu. Se o menino for macho e, ainda por cima, branco, aí é que ele está fodido de vez nas mãos dos "educadores" engajados e "críticos sociais" deste nosso Brasil dante mais macho e varonil. Nesse caso, ele não só é um estuprador em potencial como também o responsável por toda discriminação, racismo, homofobia e desigualdade social do país.
A emasculação social do macho não se dá apenas no terreno da ideologia, ela tem também apoio técnico-científico na sua missão, também conta com o auxílio da adição de diversos componentes, hormônios e outras substâncias químicas, sabidamente feminizantes, em alimentos e embalagens que os contêm.
A extinção do macho das antigas é um projeto muito bem engendrado. É o que eu chamo de o Complô Mundial para o Embichamento Planetário, e contra o qual eu alerto há tempos aqui no Marreta, há mais de 10 anos, como, a quem interessar possa, está exposto e fundamentado nas, entre outras, postagens abaixo. 

 
Pois é justamente essa pandemia, a do boiolavírus, esse sim comprovadamente criado em laboratórios e nos centros acadêmicos de universidades de "ciências" humanas, que está a chegar à China, que está a contaminar os seus jovens mancebos, o principal grupo de risco do boiolavírus.
Mas na China, meus caros, ditadura vermelha das antigas, o buraco é mais embaixo.Tão embaixo e escondido e protegido que inacessível e inexpugnável à entrada não só do boiolavírus como também à de qualquer outro corpo estranho de maiores dimensões.
Digamos mal o que e o quanto queiramos do regime chinês - e estaremos certos -, mas não lhe neguemos o reconhecimento e o aplauso por sua suprema virtude : a disciplina. A disciplina e a organização que lhe é colateral. Através das quais a China é capaz de detectar precocemente o inimigo, antes que ele cause maiores estragos, e combatê-lo e rechaçá-lo rápida e eficazmente. Erradicá-lo. 
O alerta epidemiológico do crescente surto do boiolavírus entre os jovens chineses foi dado pelo conselheiro político e presidencial Si Zefu, cujos olhos, não obstante serem oblíquos, não são obtusos, enxergam longe. 
Si Zefu externou sua preocupação a respeito da boiolagem adquirida dos jovens chineses (descrevendo-os como "delicados, covardes e afeminados") ao presidente Xi Jinping, que cobrou medidas urgentes e severas do Ministério da Educação Chinês. No que foi atendido prontamente : os burocratas chineses da educação criaram a Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino
Valha-me São Bolsonaro!!!!
A medida, entre outras coisas, obrigará, em breve, os governos locais a contratarem mais professores homens para as escolas, tidas como um ambiente excessivamente feminino. Um aumento de homens no quadro docente, segundo Si Zefu, ajudará a "combater o problema", que considera como "uma ameaça ao desenvolvimento e à sobrevivência da nossa nação"
De fato, as escolas são ambientes predominante femininos e, logo, feminizantes, emasculadores, o menino não tem, ou tem pouquíssimas, referências masculinas, só escuta um lado da história, e nele é doutrinado.
Sobretudo, professores homens de educação física, de preferência ex-atletas, para promover o "desenvolvimento vigoroso" de esportes de macho feito o futebol, e não aulas de bordado e ikebana, a fim de "cultivar a masculinidade dos alunos homens" e "melhorar a saúde física e mental deles". De novo, corretíssimo o conselheiro Si Zefu. Tem que elevar a autoestima do macho, reacender nele o orgulho de carregar um pau entre as pernas.
Há algum tempo que Si Zefu vem demonstrando preocupação com o fato de que figuras atléticas fortes não são mais tomadas como modelo e padrão de masculinidade, sendo trocadas, muitas vezes, por figuras de celebridades afrescalhadas e andróginas, como os astros do gênero musical K-Pop.
Mocinhas e "moçoilas" chinesas do K-Pop
Si Zefu não livra a cara de ninguém pelo processo de embichamento do jovem chinês. Culpa as escolas, culpa as celebridades da rosca frouxa e sobra chumbo grosso até para a dantes mais tradicional e rígida família chinesa. O conselheiro atribui parte da viadagem
ao ambiente doméstico, com boa parte dos meninos chineses sendo educados por suas mães e avós, que os criam com muitos mimos, além de lhes atribuírem tarefas domésticas femininas como lavar a louça, passar roupa, varrer a casa etc.
Pois eu sugiro que, além do aumento de professores homens e de atividades de macho, o governo chinês inclua revistas suecas de sacanagem no material escolar do apedeuta macho. Revistas suecas e "catecismos" do Carlos Zéfiro. 
É o kit macho das antigas, opondo-se ao KIT GAY que o PT quis distribuir para alunos de 7 a 10 anos de nossas escolas públicas lá pelos idos de 2010, 2011. Que se abra a mochila do chinesinho e estejam lá os livros de matemática, de chinês, de ciências etc e revistinhas de putaria. 
Que seja incentivada, nas aulas de educação sexual, a quase perdida arte da punheta entre os jovens. Que, no mínimo, três vezes por dia, o chinês largue de seu celular por cinco minutinhos e soque uma bronha. Só não vale enfiar o dedo no cu. Só não pode se eletrizar com um fio-terra.
É claro que o anúncio da tão necessária Proposta para Previnir a Feminização do Adolescente do Sexo Masculino não foi bem recebido pelos ativistas e passivistas (principalmente) das redes sociais. Novidade nenhuma. A internet, como bem o disse Umberto Eco, é o reino dos idiotas. E, digo eu, o ducado da viadada.
"Os meninos também são humanos… sendo emocionais, tímidos ou gentis, essas são características humanas", escreveu uma pessoa na plataforma de microblog Weibo. Escreveu e não disse porra nehuma.
"Do que os homens têm medo? Ser igual às mulheres?", protestou outra usuária do microblog. Nem é questão de medo, é questão de senso. De fato, não há nada de mais, muito menos de depreciativo, antes pelo contrário até, em ser igual a uma mulher : desde que se tenha nascido com dois cromossomos X, útero e uma fenda do bíquini no meio das pernas.
Uma vez que estamos a importar a CoronaVac da China, proponho que o Governo Federal negocie um combo imunitário com o governo chinês. Que, junto à CoronaVac, para ser aplicada na velharada, também recebamos a BoiolaVac, para ser inoculada em nossos jovens, que importemos o programa educacional do macho chinês para implantá-los em nossas escolas.
Si Zefu morreria de AVC da cabeça da rola se soubesse quantos alunos já me disseram que depilavam pernas, peito e saco porque namoradas, mães e professoras lhes diziam que pelo é "feio e anti-higiênico".
A importação da BoiolaVac deverá ser de inteira e exclusiva responsabilidade do Governo Federal, do intrépido Bolsonaro, pois o João Dória, governador de SP, tenho certeza, não importaria a vacina. Nem mooooorta! Não daria esse tiro no pé!
Pãããããããta que o pariu!!!!
Conselheiro Si Zefu, entrando com honra e distinção para a galeria Macho das Antigas do Marreta.