sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Que Fossa, Hein, Meu Chapa, Que Fossa... (55)

A canção "Mensagem", de autoria de Aldo Cabral e Cícero Nunes, de 1946, gravada por inúmeras cantoras de peso, desde Isaura Garcia até Maria Bethânia, passando por uma de suas versões mais conhecidas com Vanusa, não tem a grandiloquência e o refinamento de um de um Chico Buarque, de um Milton Nascimento, de um Belchior, de um Oswaldo Montenegro, de um Renato Russo, de um Flávio Venturini, de um Lupicínio Rodrigues, de um Herivelto Martins.
Porém, carrega em si uma simplicidade e uma singeleza que a tornam, na minha opinião, uma das mais tocantes e pungentes da MPB.
Guarda uma beleza tímida, que não se expõe de forma óbvia, exibicionista e ostensiva - e é mais bela por isso -, a beleza das coisas que nascem espontaneamente, sem esforço e sem fórceps, sem traumas; a majestade do miosótis que brota no solo fértil da saudade durante uma madrugada orvalhada de lua cheia. Sem se anunciar, sem ninguém ver.
A letra narra a curta história da mulher que recebe a visita do carteiro a lhe trazer notícias do homem que a abandonara, que, provavelmente, a trocara por outra, pois, como diz meu corno e filósofo amigo Fernandão, "alguém já viu o Tarzan largar de um cipó sem estar segurando em outro?".
A letra traz alguns achados, algumas pequenas pepitas de inspiração. Traz, por exemplo, a tão pouco usada preposição "ante"; "ante surpresa tão rude ", e segue com uma boa rima, "nem sei como pude chegar ao portão". E meu trecho preferido : "lendo o envelope bonito, em seu sobrescrito, eu reconheci, a mesma caligrafia que disse-me um dia estou farto de ti". Sobrescrito... pããããta que o pariu... quem sabe o que é isso hoje em dia? Bonito com sobrescrito, caligrafia com disse-me um dia, reconheci com estou farto de ti. Um primor.
Vanusa canta "que disse-me um dia"; Maria Bethânia, que gravou a canção mais recentemente e é uma baita conhecedora da nossa língua, canta "que me disse um dia", pois o pronome relativo "que" atrai para si, em próclise, o pronome pessoal "me". Não sei qual das duas maneiras é a original dos autores, mas, nesse caso, isso pouquíssimo importa.
E a moça não chega a abrir o envelope bonito. Destrói-o. Incinera-o : "quanta verdade tristonha ou mentira risonha, uma carta nos traz, e assim pensando rasguei tua carta e queimei, para não sofrer mais".
Ante uma nova e provável decepção, uma nova e provável tristeza, a moça abriu mão da possibilidade de uma ressurrecta felicidade. É a carta de Schrödinger!!!
Que fossa, hein, meu chapa, que fossa...

Mensagem
(Aldo Cabral e Cícero Nunes)
Quando o carteiro chegou
E o meu nome gritou
Com uma carta na mão
Ante a surpresa tão rude
Nem sei como pude
Chegar ao portão

Lendo o envelope bonito
Em seu sobrescrito
Eu reconheci
A mesma caligrafia
Que disse-me um dia
Estou farto de ti

Porém não tive coragem
De abrir a mensagem
Porque na incerteza
Eu meditava e dizia
Será de alegria?
Será de tristeza?

Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha
Uma carta nos traz
E assim pensando rasguei
Tua carta e queimei
Para não sofrer mais

Porém não tive coragem
De abrir a mensagem
Porque na incerteza
Eu meditava e dizia
Será de alegria?
Será de tristeza?

Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha
Uma carta nos traz
E assim pensando rasguei
Tua carta e queimei
Para não sofrer mais

E assim pensando rasguei
Tua carta e queimei
Para não sofrer mais.
Para ouvir a canção, é só clicar aqui, no meu missivista MARRETÃO.

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Aos Que Votaram em Lula (5)

Situações extremas, medidas e providências extremas. Agressivas, invasivas, até.
Não se combate um câncer arraigado com homeopatia, florais de Bach. Homeopatia só serve, e para quem acredita muito, para tratar de alergias e ansiedades imaginárias. Câncer é bomba de cobalto-60 na veia. Ou marcar a sua passagem para o beleléu.
Da mesma forma que a médica, a homeopatia política também só funciona na Dinamarca, Finlândia, onde os problemas são igualmente imaginários. E quadrilhas e organizações criminosas (mal) disfarçadas de partidos políticos não fazem parte nem do folclore escandinavo. Mais fácil cruzar com um elfo pelas ruas da Noruega do que com um político corrupto solto.
Aqui não dá pra pegar leve. Não dá pra passar uma pomadinha de calêndula na gangrena gasosa. Não dá para aplicar cristais ou cromoterapia no câncer vermelho que fora extirpado há quatro anos e, agora, ressurgiu, mais agressivo do que nunca.
Não dá (embora, eu ache que já seja tarde) para ser "moderadinho" no momento radical e decisivo em que vivemos. Tem de se entrar com armamento pesado, com armas de uso exclusivo das Forças Armadas, quase que literalmente. Vão nos cair os cabelos? Vão nos ser arrasados os sistemas imunológicos? Fazer o quê?
A vitória de uma direita forte, hoje representada por Bolsonaro, mas que poderia ser por qualquer outro, teria sido a nossa única chance, ainda que mínima, de um futuro decente; mínima, pois o câncer ideológico esquerdista já tomou a nação em metástases terminais, mas, ainda assim, seria uma chance. A exemplo, vocês que têm de 40 anos para mais, entrem numa sala de aula de uma escola pública hoje e horrorizem-se com o que mais de vinte anos de ideologia esquerdista fez à Educação.
Os moderadinhos, o povo do "não me comprometa", os órfãos do Felipe D'Ávila, do Eymael, do Péricles (não, não é o sambista), da Simone Tebet, da Vera Lúcia, da Soraya sei lá do quê, candidatos que tiveram a mesma chance que eu de serem eleitos (sem, inclusive, eu me candidatar), votaram em Lula no segundo turno. Sabe-se lá por que cargas d'água julgam que Lula é tão moderado quanto eles, um líder de ações democráticas e de medidas homeopáticas.
Lula virou a segunda via dos terceiras vias do país.
Porém, contrariando as expectativas do seu eleitorado da paz, ou apenas lhe evidenciando a burrice, Lula deu spoilers nada homeopáticos do que será seu Terceiro Reich. As primeiras falas do queridinho do pessoal dos panos quentes, do deixa disso, dos sem culhões - e isso porque ele nem ainda assumiu a presidência -, já causou efeitos nada homeopáticos.
A primeira coisa que o Seboso de Caetés falou é que vai retomar a gastança alucinada e sem freios, o esbanjamento, a lambança, o inchaço da máquina estatal e a orgia com o dinheiro dos trabalhadores para entupir de feijão e farinha a boca banguela dos encostados, dos improdutivos de carreira deste Brasil dantes mais varonil. Disse que está cagando para a responsabilidade fiscal, que vai furar, sem dó nem remorso, o teto de gastos, que vai pedalar sem pudor. Aliás, quem pedalou, naqueles pedalinhos em forma de cisne em rasos lagos, foi a Dilma. O Lula vai é competir na russa Red Bull Trans-Siberian, a maior prova de ciclismo do mundo, com 9 mil e tantos quilômetros de percurso. 
Como sempre digo, Lula nunca tentou enganar ninguém, quem vota nele é porque nele se reconhece. Lula sempre se declarou sumariamente contra o teto de gastos. Óbvio. Quer continuar - e irá - a meter a mão sem nenhuma restrição ou preocupação. Falou que furar o teto de gastos para aumentar as Bolsas-Parasitas não é pedalar, é investimento social. É o velho, canalha e manjado duplipensar esquerdista. Investimento social é o caralho!
Investimento social seria usar essa grana na geração de empregos nos distantes rincões do país, na capacitação da população, para, então, pôr esse povo pra trabalhar, para cumprir oito horas de trabalho, com uma hora de almoço, uma folga semanal, como todo mundo que (ainda) trabalha no país. Contudo, do mesmo jeito que o travesti perde o namorado se cortar o pau, Lula perderia até para o padre Kelmon caso pusesse o seu gado a trabalhar.
Concomitantemente à fala de Lula, a Bolsa de Valores despencou mais que pau de velho, fechou em queda de 3,7%, porcentual que, confesso, não faço ideia do que representa, mas que, pelo que li, é ruim pra caralho. Em contrapartida, o dólar subiu mais que pau de touro reprodutor que comeu viagra na ração, subiu 4,08%.
Na Bolsa, as ações estatais que mais caíram foram as da Petrobrás e as do Banco do Brasil.
Queda de 1,4% para a PETR3, 3,5% para a PETR4 e de 2,24% para as do BB.
Pudera. Se eu sou dono de ações da Petrobrás, empresa que foi estuprada por Lula e sua gangue, e sei que, agora, eles estão de volta, vou querer vendê-las o quão rapidamente possível, até por um preço de banana, para não ter perda total. Idem para as do BB, uma vez que as chaves do cofre do nação foram devolvidas para o ladrão.
Sem contar que tão desastrada (e verdadeira nas intenções) fala afugenta também investidores estrangeiros. Que gringo em sã consciência vai querer enterrar seus dólares, euros ou ienes num país que não preza pela estabilidade fiscal?
E isso é o resultado de apenas um discurso extraoficial, isso é só porque ele falou. Imaginem, então, ó, homeopáticos moderadinhos, quando ele começar a pôr tudo em prática?
Com a desfaçatez e a ausência de remorso própria dos psicopatas, Lula declarou : "Se eu falar isso vai cair a Bolsa, vai aumentar o dólar? Paciência”.
Façam o "L", agora, felas das putas!!!

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Serão os Mitos, Astronautas?

Uma cena noturna nas ruas de Porto Alegre, pelo seu inusitado, chamou a atenção de um ciclista, que a registrou em vídeo.
Dispostos em círculo, manifestantes bolsonaristas equilibravam seus celulares com as telas acesas sobre as cabeças, com as luzes direcionadas para os céus. Em seguida, passavam as mãos, ritmadamente, por sobre os aparelhos, indo e voltando, obstruindo e desobstruindo os fachos de luz, emitindo, assim, para alguma criatura que pudesse estar a observá-los do espaço sideral, o internacional sinal Morse de S.O.S.
Espirituoso, gaiato e fdp que só, o ciclista, provavelmente, um lulista, logo mandou : bolsonaristas pedem ajuda a extraterrestres.
Valha- me Santo Erich von Däniken!!!
Será o Mito, um astronauta?
Será que depois de recorrerem a todas possíveis e imagináveis instâncias jurídicas e eleitorais do país, resolveram apelar, agora, para esferas mais altas, muito mais altas, audaciosamente indo onde nenhum bolsonarista jamais esteve, a não ser o Marcos Pontes? Resolveram apelar a alguma ONU intergaláctica? À Federação dos Planetas Unidos? Ao Conselho Jedi? Se não o Chapolin Colorado, que é vermelho, quem poderá nos defender? O outro Capitão, o Kirk? O mestre Yoda?
Mas não, não era nada disso - pelo menos, ainda não. Os destinatários do S.O.S bolsonaristas não eram os krees, os skruls, shiars, klingons ou incas venusianos, mas sim, como fica claro no rogo de uma manifestante quase ao fim do vídeo, os generais, as altas patentes das Forças Armadas.
Que pena. Que pena que o pedido de ajuda não tenha sido feito para os ETs. Só de ser, e dessa forma, para os generais, já é algo risível, surreal. Porém, tivesse sido para os alienígenas, seria imbatível, insuperável. Antológico.
E, claro, caso o apelo tivesse sido direcionado aos nossos irmãos das estrelas, os manifestantes teriam chances muito maiores de ser atendidos.
"Ô, ô, seu moço do disco voador, me leve com você, pra onde você for, ô, ô, seu moço, mas não me deixe aqui, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí, enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí..."

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Aos Que Votaram em Lula (4)

Em 2017, o então presidente da república Michel Temer prestou um enorme bem e um incomensurável serviço aos trabalhadores de verdade deste país de vagabundos, encostados, improdutivos e esmoleiros. Temer, chamado por muitos de Vampiro, devido à sua aparência pálida e cadavérica, livrou os trabalhadores do tipo mais filho da puta de vampiro que há, os sindicatos, mafiosos da porra, sanguessugas do caralho.
Desobrigou o recolhimento da chamada contribuição sindical. Uma vez por ano, na data base de cada categoria, o trabalhador "contribuía" com o valor de um dia de seu salário para o seu respectivo sindicato. Esse valor seria uma paga, um agradecimento até pela "luta" e pelo "trabalho" dos sindicatos em negociarem o maior aumento possível para as categorias, o dissídio, junto ao patronado. O caralho!!! Há mais de 20 anos, sou funcionário público, não pago esta merda, mas antes trabalhei em diversas outras atividades, já "pertenci" a sindicatos de três categorias distintas.
E nunca, absolutamente nunca, nenhum sindicato fez porra nenhuma pelo trabalhador. A negociação do dissídio, o pressionar o patrão por melhores reajustes, é pura farsa. Tudo se dá na base do conchavo. O sindicato pede x, o patrão oferece x-y, o sindicato aceita e embolsa a diferença.
E o duro que, volta e meia, escuto imbecis dizerem que, afinal de contas, um dia de salário é um valor irrisório, uma fonte de renda pífia para os sindicatos, apenas simbólica pela sua pujante luta classista. De novo : o caralho!!! A tal "contribuição" sindical perfazia 98% da renda dos canalhas.
E vai voltar a fazer. Agora, com centrais sindicais, MSTs e outros bandidos fazendo parte das equipes de Lula, o achaque voltará. Talvez lhe deem um outro nome, mas a extorsão continuará a mesma.
O Sapo Barbudo já prometeu o retorno da contribuição para a CUT, em abril desse ano. Segundo o descondenado nem é contribuição sindical, é : "um financiamento solidário e democrático da estrutura sindical". Serão mais 4 bilhões de reais por ano sangrados do já anêmico bolso do trabalhador de fato. E, depois, vampiro era o Temer.
E nem dá para dizer que essa corja sindicalista está infiltrada sub-repticiamente no governo, que agem por debaixo dos panos. Todo mundo sabia que eles iriam voltar com o Nine Fingers. Todo mundo sabia que eles voltariam a dar as cartas na cleptocracia petista. Todo mundo!
Façam o "L", seus felas das putas!!!

sábado, 19 de novembro de 2022

No Qatar, Não Pode Furunfar, Entornar e, Muito Menos, Dar a Ré no Quibe

E amanhã começa a Copa do Mundo de futebol 2022! Ops, Copa do Mundo, não : Cópula do Mundo. Que Copa do Mundo só é Copa do Mundo para quem vai lá jogar. Para quem vai "torcer", é Cópula do Mundo.
Muito que o sujeito vai gastar uma grana preta (ainda se pode dizer grana preta?), viajar um porrilhão de quilômetros, enfrentar filas em aeroportos, overbooks, risco de ter a bagagem extraviada, atrasos e cancelamento de voos etc só para aplaudir um bando de barbados chutando a porra de uma bola.
Se for só para torcer pela seleção do seu país, o cara fica em casa, feito um sapo no sofazão da sala, tomando sua cerveja com amendoim japonês, andando pelado, arrotando e peidando alto, que é a maior liberdade que um sujeito pode ter.
Se o cara vai para a Copa, é para enfiar o pé na jaca, para rosetar, para chafurdar numa xavasca nova, vai para, como diria o saudoso carnavelesco Clóvis Bornay, furunfar. E entornar, é claro. Para encher o caneco; ou melhor, para esvaziar o caneco, para chamar Jesus de Genésio. O futebol é só um pretexto, um detalhe. O cara até assiste a alguns jogos, afinal, já está por lá, mesmo. Mas o que ele quer é arrebentar a boca da vuvuzela.
Porém, no Qatar, o buraco é mais embaixo, ó, foliões da pelota. Aliás, no Qatar, o mais prudente é não se arriscar em nenhum buraco casual ou avulso, o que é, entre tantas outras práticas consideradas normais pelo degenerado Ocidente, crime. Sujeito à multa, cadeia e extradição.
Não é à toa que várias confederações de futebol estão a alertar os seus torcedores em relação aos costumes, tradições e leis cataris bem como quanto às respectivas punições para qualquer um que as transgredir; inclusive, os estrangeiros em visita ao país.
O Qatar é um país muçulmano. Lá é o Alá, deus iracundo das antigas, quem canta de galo. E põe ordem no galinheiro. No Qatar não tem lero-lero nem vem cá que eu também quero. Não tem mi-mi-mi. Não tem causas sociais, pautas progressistas ou ações afirmativas para os excluidinhos. Com Alá, pisou na chapinha, jogou água fora da bacia, vai queimar no mármore do inferno.
Por isso, o tabloide inglês Daily Star publicou uma série de recomendações aos torcedores britânicos, uma cartilha de boa conduta para os netinhos mais travessos da rainha Elisabeth, orientações vindas de uma fonte policial catari.
Álcool é substância ilícita no Qatar. Esqueçam, pois, ó, biriteiros da bola, "esquentas" e comemorações pós-jogos em bares e pubs. Não há bares e pubs no Qatar. Foi pego na blitz da lei seca de Alá? Se catari, multa pesada e sete anos de xilindró; se gringo, multa pesada, detenção e extradição.
"A cultura da bebida e da festa após os jogos, que é a norma na maioria dos lugares, é estritamente proibida. Com consequências muito rígidas e assustadoras se você for pego. Há uma sensação de que este pode ser um torneio muito ruim para os torcedores", disse a fonte policial ao Daily Star.
Sexo casual, dar aquela trepadinha sem compromisso, só para trocar o óleo, também é crime grave no Qatar. Conheceu aquela peituda croata nas arquibancadas do estádio e está pensando em levá-la pro quarto de hotel, para explicar-lhe a tática de jogo 3x4x4? Esqueça. Troque whatsapp com ela para uma punheta à distância, uma bronha home office. Se pego com a boca (ou qualquer outra parte do corpo) na botija, também multa, detenção e extradição, ou sete anos de cana para os nativos de Qatar.
"O sexo está muito fora do cardápio, a menos que você venha como marido e mulher. Definitivamente, não haverá sexo casual neste torneio. Todo mundo precisa manter a cabeça no lugar, a menos que queiram correr o risco de ficar presos. Existe essencialmente uma proibição de sexo na Copa do Mundo deste ano pela primeira vez. Os torcedores precisam estar preparados", disse a fonte policial.
E nem precisa afogar o ganso para que a ira de Alá recaia sobre o libidinoso torecedor. Basta andar de mãos dadas em público, dar um abraço, ou um selinho da Hebe. No Qatar, são mal vistas e punidas quaisquer demonstrações públicas de afeto, independente da orientação sexual de quem as praticar.
Fazendo coro às recomendações da fonte policial catari do Daily Star, Nasser al-Kather, executivo-chefe da Copa do Mundo Fifa 2022, disse : "A segurança de cada torcedor é de extrema importância para nós. Mas demonstrações públicas de afeto são desaprovadas, não faz parte da nossa cultura e isso vale para todos". No que foi endossado pelo Comitê Supremo do Qatar para a Copa do Mundo 2022 : "O Catar é um país conservador e demonstrações públicas de afeto são desaprovadas, independentemente da orientação sexual".
E se um homem e uma mulher a namorar na rua já correm o risco de cadeia e extradição, imagina só para um par homoafetivo de homens? Imagine só se duas borboletinhas esvoaçantes resolverem saracotear de mãozinhas dadas pelas ruas de Doha? O cajado de Alá lhes cantará no couro!
No Qatar, não pode furunfar, entornar e, muito menos, dar ré no quibe. Estão pensando o quê, que o Qatar é a casa do Cristo?
E o Daily Star ilustrou a reportagem com a foto de um casal praticando sexo casual em que a messalina é uma torcedora vestida com a camisa do Brasil!!!
Entre 32 delegações, por que será que logo uma brasileira foi escolhida como exemplo da promiscuidade? Por que será, hein?
Tais restrições estão provocando uma enxurrada de críticas por parte das delegações de vários países bem como de personalidades e celebridades internacionais defensoras hipócritas dos direitos disso, daquilo e daquiloutro. A essas, Gianni Infantino, presidente da Fifa, respondeu curto e grosso : - Não assista! E continuou : É como essas pesquisas que mostram alguns candidatos na frente, e depois eles não ganham. Pega bem para alguns dizer que não vão assistir, porque o Qatar isso, porque a Fifa aquilo... mas a gente sabe que essas pessoas vão assistir, talvez escondidos. Porque nada é maior do que a Copa do Mundo. Para estas pessoas, as que vão ver escondidas, eu digo que vai ser a melhor Copa do Mundo da história.
Estão certíssimos, Infantino e, mais ainda, o Qatar. Não digo - e nem desdigo - se em relação aos seus rígidos costumes e leis, vistos como retrógrados pelos nossos corrompidos olhos ocidentais, que diferentes e "estranhos" costumes, cada povo tem os seus, mas, sim, certíssimo em exigir que eles sejam respeitados e seguidos por quem quer que visite o seu solo pátrio. 
A casa é deles. O torcedor estrangeiro é visita. Para as visitas, as leis da casa. Se meu cunhado chegar na minha casa, pegar da minha cerveja, escarrapachar-se no sofá, apoderar-se do  controle remoto e botar os pezões na mesa, não tenham dúvidas, vai tomar um tapão no pé do ouvido.
Não concorda com as leis e os uso de um local? Fique em casa. Não o visite. Simples assim. O Qatar é rico pra caralho! Lá o petróleo jorra até do cu dos sheiks! Não depende de dinheiro de turista para o PIB. Não precisa se curvar e se prostituir a culturas alienígenas. E os nossos costumes? Quem somos nós, ocidentais e, pior ainda, brasileiros, para dizermos das tradições e das culturas alheias? O que é pior, sexo casual ser crime ou uma menina de 11, 12 anos passar por um carrosel de rolas num baile funk?
Críticas aos costumes cataris não faltaram também, é óbvio, por aqui, em terras tupiniquins. Sem que ninguém lhe pedisse, a dita cantora Anitta, porta-voz e embaixadora da moralidade brasileira no exterior e PhD pela Universidade de Khalifa (Emirados Árabes Unidos) em Estudos Comparados da Culturas e Tradições dos Povos Árabes, manifestou-se : "O povo comentando 'respeita a cultura dos outros', mas que cultura gente? Discriminar os outros é parte de cultura agora?".
Claro que não, né, minha filha? Cultura é atochar um shortinho no toba, rebolar o buzanfão e tatuar as pregas.
Repito a pergunta que fiz sobre a escolha de uma torcedora brasileira para estampar a matéria do Daily Star, já sendo a própria questão uma boa parte da resposta. Por que será que escolheram uma brasileira para simbolizar a promiscuidade na Copa? Hein, hein, hein?
Todos sabem que não gosto de futebol, mas achei o mascote catari para a Copa de 2022 bem legalzinho, bem simpático. Parece o Gasparzinho. É o La'eeb. Que, em árabe, significa "jogador super habilidoso". Nada original, é verdade, mas ainda é bem melhor do que Fuleco, que, no nordeste, significa cu!

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Os Garotos de BH

Antes da censura ao Marreta pelo Google e a consequente retirada de seu endereço dos mecanismos automáticos de busca, a maioria dos acessos se dava de forma fortuita e aleatória, a maioria caía aqui de paraquedas, como é comum na internet.
Acredito que a grandessíssima parte daqueles que por aqui pousaram inadvertidamente, horrorizaram-se com o que viram e nunca mais retornaram. Alguns até se converteram, depois, àlguma seita neopentecostal para tentar fugir da danação do Inferno, por terem quedado os olhos, ainda que por breves instantes, em conteúdo tão herege e blasfemo.
Mas alguns raríssimos, sabe-se lá o porquê , gostaram, foram ficando e, se não com grande assiduidade, volta e meia ainda passam por essas plagas.
Uma dessas figuras amalucadas, também uma das mais antigas, é o Cirilo, de Belo Horizonte, MG. Caiu por aqui em agosto de 2009 - o Marreta tinha apenas seis meses de idade. Chegou aqui procurando por algo do, também mineiro, cantor, compositor, humorista e grande FDP, Kakinho Big Dog.
Não tenho certeza do que direi, mas me parece que ele estava em Timor-Leste nessa época, prestando assistência jurídica a refugiados de guerra. Cirilo é advogado dos mais fodásticos, especialista em Direitos Humanos - e acredito que defensor dos direitos dos humanos certos.
Devo a Cirilo - e pago sem chiar, com muito gosto - uma eterna gratidão pela atenção e, por que não dizer, enorme respaldo jurídico que me dispensou quando, em 2014, sofri uma série de ameaças anônimas aqui no blog. Mas essa é uma história para ser contada em outra ocasião. Ou não.
Nossos contatos sempre foram feitos via blog ou e-mail. Conversei com ele uma única vez, quando lhe telefonei, num fim de ano, para desejar-lhe boas festas e agradecer verbalmente o citado apoio.
Depois, ficamos um longo tempo sem nos falar, até que, há alguns meses, acrescentei um número de celular antigo dele (torcendo que ele não o tivesse trocado) ao meu recém-instalado Whatsapp .
Dei sorte. Cirilo não trocara o número. Desde então, voltamos a trocar curtas mensagens com mais frequência.
E foi assim que, ontem, tomei conhecimento da banda de rock dele. Nem foi bem tomar conhecimento da existência da banda, pois eu já sabia que ele era baterista e atuava num conjunto. Tomei conhecimento foi da magnitude da coisa, da estrutura de shows e de divulgação.
Para mim, até então, era mais um hobby, uma diversão particular entre amigos e conhecidos, uma atividade feita de forma amadora, diletante.
O caralho!!! Os caras, o Mentol Trio, são profissas ! Têm agendas de shows. Apresentam-se em vários bares e pubs de BH. E não fazem apenas covers de clássicos nacionais e internacionais do rock'n'roll : compõem repertório próprio. Possuem três álbuns autorais já gravados, o Mentol (2013), o Especiarias (2016) e o fresquíssimo (mas sem viadagens ) Delírio, lançado em agosto desse ano.
Juntos desde 2006. Thiago Leão na guitarra, Ricardo Machado no baixo e no vocal e Cirilo Vargas na bateria. São os Garotos de BH!!!


As músicas estão disponíveis para audição nas plataformas Spotify (seja lá o que for isso) e YouTube Music, da qual seguem os links para os álbuns : Mentol, Especiarias e Delírio.
Minha trilha sonora das madrugadas de sexta e de sábado desta semana está garantida. Usarei um desses programas online que capturam áudios em mp3 do YouTube, montarei uma pasta com as faixas, passarei-as para um pendrive e as ouvirei atenta e tranquilamente na calada da noite, acompanhadas por umas boas, baratas e geladas, claro.
Cirilo, além de um advogado sumo conhecedor de seu ofício, é também um calejado e tarimbado batera de rock e de blues. E, não nos esqueçamos, xará daquele menino do Carrossel.
Nem precisaria eu dizer, mas faço questão de : parabéns, meu caro!
Quanto ao nome da banda, Mentol Trio, deixemos que o próprio Cirilo nos explique a origem : "O nome Mentol surgiu de uma gozação de colégio. Éramos atormentados por uma gorda insuportável que fumava uns cigarros fedorentos de menta. Dez anos depois, tocando numa banda de Beatles, encontramos a gorda, que virou uma gata incrível. E gente boa. Então, numa festa que a gente tocava, ela chegou oferencendo uma maconha, segundo ela, “mentolada”. A situação foi muito engraçada e, quando o quinteto de Beatles acabou e o trio foi formado, decidimos homenagear a ex-gorda do colégio, colocando o nome na banda de Mentol. Gozação pura."
Ou seja, o vício da gorda não era o cigarro de nicotina nem o cigarrinho do capeta, era a menta. Será que ela põe menta em tudo o que leva à boca?
No mais, fica aqui mais do que uma dica de boa música, fica uma recomendação, uma ordem expressa. Em particular, para outro célebre habitante de BH, o Jotabê, o matusalém do Blogson Crusoe, que bem gostava de bandas e até arranhava um violão em sua juventude.
Dei uma ouvida geral nos três álbuns e gostei bastante do tipo de som : rock e blues dos antigos, pesado, "sujo", guitarra, baixo e bateria impiedosos. Rock e blues. E nada mais. E mais para quê? Pretendo ouvir mais atentamente o Mentol e o Especiarias ainda hoje, mais de madrugada. O Delírio já escutei três vezes, faixa a faixa, e a de que mais gostei foi da História Estranha. Não entendo picas de música, mas me parece ser um belo blues, que muito me lembrou o Frejat, dos bons e velhos tempos do Barão Vermelho.

História Estranha
(Mentol Trio)
Você não sabe que eu percebo   
Nem tão pouco presumir o que desejo 
A mensagem ficou clara mesmo com a cara lavada  
O que eu quero é ver a cor do seu depois  
Você já viu que eu não cedo 
Não vou suportar ser feito de brinquedo 
Você fez da forma errada 
Deu a trinca e a canastra 
Nessa história tão estranha de nós dois.

A gente vira e mexe desfaz nosso sossego 
E nesse vai e vem eu perco todo apreço 
Mas quando você vem dizendo, "eu não mereço"
Volto à estaca zero 
Cometo o mesmo erro.
Dessa vez tu não me escapa 
Vou até o fim da estrada 
Dessa história tão estranha de nós dois.


Para ouvir a canção é só clicar aqui, no meu delirante MARRETÃO.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Todo Castigo Pra Corno é Pouco (34)

Até o início desse ano, nunca havia antes sequer manuseado um celular. Tenho certa repulsa à tal estrovenga. Certo asco da cara apalermada de quem passa horas e horas fixo à sua tela. Então, a desgraça do ex-governador Doria Calcinha Apertada, entre as tantas canalhices que aprontou para cima do professor, tirou-nos o clássico Diário de Classe, o de papel. O livro em que registrávamos as frequências, as atividades e as notas dos apedeutas. 
Somos obrigados, hoje, a usarmos uma porca e mal-acabada versão digital dele na plataforma da Secretaria de Educação Digital, a famigerada SED. Que inclusão digital no cu dos outros é refresco. Além de muito mal elaborada, o seu uso é um verdadeiro suplício. 
Quando não é a internet da escola que está capenga, é a plataforma que está com sobrecarga de usuários e trava. Em outras vezes, o registro da frequência não é salvo e temos que repetir a chamada. Noutras ainda, as notas desaparecem. Uma desgraça. 
Com o bom e velho papel, não havia erro. Papel não precisa conectar à rede, não fica sem bateria, não sobrecarrega o sistema, não dá bug, registrou, o registro não some "misteriosamente".
Assim, tendo que fazer a chamada online, fui obrigado a ter um celular. Peguei lá um Samsung da idade da pedra que fora da minha esposa e que estava no fundo de uma gaveta, troquei-lhe a bateria e o uso desde então na escola.
Uma vez no inferno, acatei o velho ditado e coloquei nele coisas de que gosto, pelo menos. Transferi alguns gigas de músicas e as ouço em uma caixinha de som com bluetooth aposentada pelo meu filho; gosto de ouvir música, mais do que assistir à TV ou a filmes. Ouço-as baixo, só para mim, quando limpo a casa, quando vou lavar os banheiros, quando faço a comida e, nos fins de semana, na sacada do apartamento, de madrugada, entornando. 
Passei a usar também a câmera, fotografo coisas pelo meu caminho que julgo interessantes e algumas, inclusive, chego a usar aqui no Marreta.
Aplicativos, fora os que já vieram fábrica e o da SED, instalei mais três.
O Plantnet, que identifica plantas a partir de fotos tiradas na hora ou já pré-existentes na galeria. Fornece os nomes científicos, os populares, as áreas de maior ocorrência da planta etc. Muito bom e útil para quem gosta de plantas e de saber-lhes os nomes.
O Accupedo, um contador de passos e de quilômetros, que uso para medir a distância percorrida em minhas andanças, o tempo decorrido, a velocidade média e o número de calorias queimadas.
E o Radionet, que tem endereços de rádios AM e FM do Brasil e do mundo. Podemos pesquisar por gênero, pelo nome da música, nome do autor, local.
Na sexta-feira, e, enfim, o motivo desta postagem, entrei nas rádios de Brasília, DF, à cata de rádios de MPB - xenófobo musical assumido que sou.
E encontrei uma preciosidade : a Corno FM, o chifre em primeiro lugar.

A rádio é uma verdadeira ode, um verdadeiro altar ao chifre. Toca os clássicos dos cabarés e dos zonões. 
Entre uma música e outra, em alguns momentos, o locutor solta uma frase sobre a galhada, autênticos aforismos do chifre. Por exemplo, "um homem sem chifre é um animal indefeso ".
E, de cara, nem bem eu tinha sintonizado a rádio, um clássico da cornagem sertaneja de raiz.


Solidão

(Milionário e José Rico)

Alguém me falou que você me enganou
Eu não posso acreditar
Eu preciso saber se foi mesmo você
Que mandou me avisar
Eu preciso partir, sei que não vou resistir
Esta solidão do amor para o meu coração
Eu preciso partir, sei que não vou resistir
Esta solidão do amor para o meu coração
Alguém me falou que você me enganou
Eu não posso acreditar
Eu preciso saber se foi mesmo você
Que mandou me avisar
Eu preciso partir, sei que não vou resistir
Esta solidão do amor para o meu coração
Eu preciso partir, sei que não vou resistir
Esta solidão do amor para o meu coração
Amor, eu gostaria saber
Se foi mesmo você que mandou me avisar
Porque se for verdade

Eu preciso partir, sei que não vou resistir

Esta solidão do amor para o meu coração Eu preciso partir, sei que não vou resistir Esta solidão do amor para o meu coração Para o meu coração, para o meu coração Para o meu coração.

Para ouvir a canção, é só clicar aqui, no meu solitário MARRETÃO.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Banheiro Unissex é Caralho!!!

Uma das táticas mais manjadas da esquerda - e é isso que me deixa mais puto, que a canalhada jogue tão às claras e a maioria não perceba - é tornar absurdamente complicadas questões que são absurdamente simples. Tão simples e patentes que nem mesmo chegam a ser questões.
Relativizam assuntos que não têm nenhuma escala ou gradação de dificuldade. Tornam complexos e mesmo inescrutáveis o banal e o óbvio, para impedirem, inclusive, que qualquer contraponto ou oposição de ideias sejam feitos às suas proposições sub-reptícias sobre o tema, sob a pena de levar a pecha de preconceituoso e fascista quem o fizer.
E assim vão nos enfiando goela abaixo a sua ideologia nefanda. O ser humano e a sociedade são múltiplos... e, a partir daí, tudo pode ser justificado, todo e qualquer desvio ou aberração de caráter ou comportamento são estabelecidos como normais. Normatizados por lei, se preciso for, ou se assim eles julgarem.
Múltiplo é o meu caralho torto!!!
O sujeito pode ser múltiplo o quanto ele quiser, se tiver a tão esquecida qualidade da decência de o ser dentro de sua casa, ou entre os seus. Nos ambientes coletivos e comuns, sejam eles de trabalho ou de lazer, deve haver - e ser seguido - um ditame único de postura e comportamento. Não há nuances em certos casos.
É o caso do banheiro unissex, ou neutro, em prédios públicos e privados, em empresas, em shopping centers e até mesmo em escolas de ensinos fundamental e médio. O banheiro unissex é a bola da vez dos pústulas da ideologia de gênero. Não há relativismos nesse caso : tem rola, mija no banheiro com a plaquinha escrito ELE, de preferência em azul; tem xavasca, mija no ELA, em rosa.
Ah, o cara tem um trabuco de 20 cm, mas se sente uma mulher... dirão, os adeptos. Se sente uma mulher... que fofo. Fofo é o meu saco murcho!!!
Se ele se sente uma mulher, isso é lá problema dele, ele que se resolva com essa questão de foro íntimo, ninguém é obrigado a compartilhar disso em espaços públicos. Nenhuma mulher, criança ou senhora de idade são obrigadas a mijar ao lado do Kid Bengala. Tem velhinha por aí que nunca viu direito nem o pinto do marido, vai ter que ver o da menina de grelo grande agora? Para evitar um suposto e possível constrangimento de um, centenas de outros serão constrangidos? Que porra de democracia e igualdade são essas?
Nesse caso, respeito à diversidade é o cacete. Nesse caso, a diversidade é uma só, clara e racionalmente inquestionável : uns tem pau; outras, xavasca. E o respeito da parte do cara em não desenrolar a mangueira ao lado de uma menininha de 6 ou 7 anos? Para a esquerda, o respeito e a tolerância são unilaterais, só em direção a eles.
Chamar o cara que nasceu João de Ágatha ou de Samanta, tudo bem, sem problemas, até aí, que seja feita a vossa vontade, mas que vá mijar longe da Maria que nasceu e continua a ser Maria.
Mas essa pataquada ideológica só cola para cima de desocupados, dos tais inteligentinhos do Pondé  : intelectuais de gabinete e de boteco, sociólogos, pedagogos, professores universitários federais com seus salários nada comunistas e os seus correlatos do baixo clero da docência, os professores de "humanas" das escolas públicas de ensinos fundamental e médio.
Com o povão raiz, essa putaria esquerdista disfarçada de ideologia inclusiva não vinga, não encontra eco. É a choldra ignóbil, é a plebe ignara que sabe lidar de maneira prática e contundente com o duplipensar esquerdista, que acaba com qualquer tipo de penduricalho pseudofilosófico de forma pragmática.
Não sei em que cidade ou estado aconteceu o episódio cujo vídeo recebi de um amigo, mas ele é um primor de como resolver essa questão tão "complexa" dos banheiros unissex, ainda mais agora com a volta da vermelhada.
Um travecão, com uma rola de fazer égua olhar pra trás, entrou no banheiro feminino de um posto de saúde e arrancou a ferramenta para fora, na frente de mulheres, crianças e senhoras idosas. Duas ou três ladys que lá estavam, não tiveram dúvidas : pegaram a boneca pelos cabelos e arrastaram-na pelos corredores da unidade de saúde sob uma saravaida de socos, tapas e bicudos. Do lado de fora do posto, a pancadaria continuou.
Estão certíssimas, as ladys. Mostrou o cacete? Cacete nele.
E essa implantação de banheiros unissex é tão desprovida de todo e qualquer sentido que o até o Nine Fingers Lula, guru e tangedor da esquerda, e inimigo público nº 1 aqui do blog, fecha comigo nesse debate. Em um evento com as principais lideranças evangélicas do país, o Sapo Barbudo apresentou uma carta cujo um dos trechos tratava dos tais banheiros. Com a palavra, o Seboso de Caetés : "tem coisa que eu não acredito que o ser humano possa acreditar. Mas eles falam e tem gente que acredita. Agora inventaram a história do banheiro unissex. Gente, eu tenho família, eu tenho filho, eu tenho neta e bisnetas. Só pode ter saído da cabeça de Satanás a história do banheiro unissex".
Só faltou Lula dizer que, no caso, o Satanás, ou, pelo menos, uma de suas manifestações mais terríveis na Terra, é a própria ideologia que ele representa.
Abaixo o vídeo da mulherada explicando a ideologia de gênero para o traveco. Mais didático e assertivo, impossível.

domingo, 13 de novembro de 2022

O Cocoricó Virou Bundalelê

Quando meu filho, hoje com 13 anos, era ainda criança, a única programação infantil que eu, tranquilamente, deixava que ele assistisse, sem que eu me desse ao trabalho e à preocupação de, volta e meia, passar pela TV e dar uma supervisionada, era a produção nacional da TV Cultura.
Mesmo o aclamado Discovery Kids, já àquela época, havia aderido ao politicamente correto, às pautas "sociais"; ainda que discretamente, de leve, mandava lá umas lacrações.
Castelo Rá Tim Bum, Cocoricó, X-Tudo, Glub Glub, Bambalalão, no Mundo da Lua, Quintal da Cultura. Produção de qualidade além de internacional. Programas repetidas vezes premiados mundo afora. Sem nenhum tipo de ideologia por detrás (ou, ao menos, que eu conseguisse perceber) capaz de deformar o caráter em formação da criança. Nenhuma ideologia, a não ser a de, simplesmente, ser criança.
Além disso, trabalhava e transmitia bons valores e bons comportamentos à meninada.
Mas tudo muda... E para pior.
O Cocoricó, tristemente, também aderiu à nefanda, insidiosa, subversiva e antibiológica, ideologia de gêneros, comprou (ou se vendeu) a canalhice das pautas "progressistas", o nazifascismo identitário. E, reforço aqui, que não digo de orientação sexual. O homem pode gostar de trepar com outro homem, sem grilo nenhum, mas continua sendo homem. Idem para as meninas do sapato grande, que continuam a ser mulheres. XX e XY, e ponto. O que o homem faz com o seu Y é problema (ou solução) dele, mas é um homem; idem para o que a mulher faz com o duplo X dela.
No vídeo, de um minuto e meio, divulgado pela TV Cultura, Júlio conta, entusiasmado e eufórico, que a professora, Da. Quitéria, chegara com uma novidade na sala de aula - a mestra, também, toda ouriçada. Não haveria, doravante, mais plaquinhas nas portas dos banheiros a diferenciar os sexos. Os banheiros seriam unissex, ou neutros. A notícia foi recebida (no vídeo) com alegria e entusiasmo pela meninada e pela galinha Lilica.
O Cocoricó virou bundalelê!!! É a festa no W.C.!!!
Valha-me São Latino!!!
Vai ser uma putaria só, o Cocoricó daqui em diante. Um bacanal na arca de Noé. Pedofilia e zoofilia explícitas. Todos os personagens do Cocoricó mijando e cagando juntos, todos balangando suas "partes" sem nenhum pudor ou constrangimento.
Tudo junto e misturado : a piroquinha imberbe do Júlio, o pinto murcho do Vô, a ameixa seca e encarquilhada da Vó, as cloacas arregaçadas das galinhas Lilica, Lola e Zazá, a piroca espiral do porquinho Astolfo, o bucetão da vaca Mimosa. Só quero ver quem é que vai ter coragem de mijar ao lado do cavalo Alípio!
Pãããããããta que o pariu!!!
E, no mais, é isso aí! Vamos todos fazer o "L".

sábado, 12 de novembro de 2022

Pode Ser Numa Canção, Pode Ser no Coração, Eu só Quero Ter Você Por Perto (19)

"Depois do terceiro ou quarto copo, tudo o que vier, eu topo, tudo o que vier, vem bem"

Paixão
(Kleiton e Kledir)

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar

Ser feliz é tudo que se quer!
Ah! Esse maldito fechecler
De repente, a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar

Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém

Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar

Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar

Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita

Que a minha já tocou.
Para ouvir a canção, é só clicar aqui, no meu apaixonado MARRETÃO.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Salve, Lindo Pendão da Esperança! Salve, Símbolo Augusto da Paz!

No cruzamento da rua Garibaldi com a Duque de Caxias, entroncamento pelo qual passo na volta do trabalho para casa, há, como já relatei, a 5ª CSM (Circunscrição de Serviço Militar), em frente à qual, desde a segunda-feira pós-apocalipse petista, uma pequena multidão verde e amarela está em vigília.
Nem coloco aqui em questão a legitimidade ou não dessas manifestações, desse movimento auriverde, mas simpatizo e coaduno com seu propósito. Mais ainda, tenho um profundo respeito por pessoas que arregaçam as mangas na defesa de suas convicções. Eu também tive umas poucas delas, porém, nunca lutei por elas, nunca tive essa energia, ou essa fé, ou já desconfiava de que seria tempo perdido fazê-lo.
Não obstante a quadra em que se situa a 5ª CSM estar fechada para o trânsito, a manifestação é das mais pacíficas e ordeiras, com um clima, eu diria, mesmo familiar. Sem baderna, sem quebradeira, sem maconheiro, sem vadias, sem depredação de patrimônio público ou privado, sem ninguém cagando na bandeira nem enfiando crucifixo no cu. Como é marca registrada e patenteada da esquerdalha.
Ontem, dia em que dou aula até às 12h30 e só retorno às 14h30, resolvi ficar direto na escola e dar uma camelada pelo Centro.
Gastei alguns minutos conversando com alguns manifestantes, em sua maioria, idosos já aposentados, dado o horário comercial do dia; segundo um deles, à noite, a aglomeração ganhava corpo, com a chegada de pessoas que deixaram seus expedientes.
Disse-lhes da minha admiração pelo que estão a fazer, de não desistirem de seus ideais mesmo na idade que têm, quando eles poderiam ficar o dia inteiro com a bunda no sofá ou jogando dominó na praça, umas vez que já estão com a vida ganha, com o burro na sombra; sombra conquistada arduamente, com trabalho, e não vivendo como parasitas do suor alheio, como, de novo, é uma das marcas registradas da esquerda.
Agradeci-lhes pelo que estão fazendo não só por eles, mas por todos os outros que não podem ou não têm coragem para estar ali, e que também não votaram pela volta da ORCRIM do PT.
Perguntei-lhes, então, sobre o prosseguimento do movimento, sobre os próximos passos, agora que, ao meu entender, os militares nem cagaram nem saíram detrás da moita, nem atestaram a confiabilidade das urnas nem a contestaram de forma categórica.
Ele disse que continuarão por ali, a aguardar com paciência e muita fé que o PL utilize o relatório das Forças Armadas para entrar com alguma representação, algum pedido de anulação, ou de um terceiro turno. Aguardar…
Feito eu disse, é um pessoal pacífico, cordato, cristão em sua maioria, suponho, que é a religião mais amansadora que há. Não acreditam na força, na violência; sim na justiça. Por isso, perderão. Perderemos.
Em um pais "descoberto" por bandidos, colonizado por bandidos e, até hoje, estruturado e legislado por eles, e ainda mais numa situação crítica como a atual, a força bruta, o abandono temporário da civilidade, seria a única e pequena chance que teríamos. Seria...
Antes de ir embora, não resisti. Pedi a um senhor que me fotografasse em frente a uma enorme bandeira do Brasil estendida entre duas árvores na calçada. Eu, de camiseta verde. Oliva, é claro.
Porque provocação pouca é bobagem!!! Roa-se de inveja, Abujamra!
O Azarão com o lábaro estrelado às costas!!! Revire-se no túmulo, Ayrton Senna do Brasil!!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Sargento Pincel Pede Baixa da Corporação

Roberto Guilherme
(o eterno e impagável Sargento Pincel)
1938 - 2022

O Último dos Caipiras

Depois que a cantora, apresentadora, professora e folclorista Inezita Barroso morreu, em 2015, Rolando Boldrin tornou-se o último dos moicanos, dos sertanejos das antigas, dos caipiras raiz.
Minhas lembranças mais antigas de Boldrin são da minha infância, de quando, no quadro final do extinto Som Brasil, transmitido pela rede Globo em suas manhãs dominicais, ele fazia duo com Ranchinho, órfão da dupla Alvarenga e Ranchinho. Contavam causos e cantavam modas de viola repletos da malícia e do humor brejeiro do matuto.
Fui ter noticias de Boldrin só muito depois dessa época, quando, se não me engano, em 2005, começou a apresentar o excelente Sr. Brasil, pela TV Cultura, do qual fui fiel espectador no início e, depois, com o aumento das atribulações cotidianas, continuei a assistir sempre que possível.
Em Sr. Brasil, Boldrin ampliou o seu (e o nosso) universo musical. Não se ateve ao sertanejo, prestigiou e divulgou todos os ritmos regionais do país. Fazia questão de sempre exibir o nome do compositor da música que estava a ser interpretada no rodapé da tela. Sendo um ele próprio, Boldrin sempre rendeu homenagens à figura esquecida e, muitas vezes, até desconhecida do compositor.
Dessa admiração ao autor, nasceu um de seus causos mais célebres.

"O sujeito, cansado da viagem a cavalo, sequioso pelo pó da estrada, apeou numa bodega à beira do caminho para matar a sua sede e dar uma esticada no esqueleto. Assim que pegou a sua cervejinha no balcão e sentou-se à mesa, um som mavioso tomou-lhe os ouvidos. Olhou em direção à cantoria e viu duas gaiolas, um canário-da-terra em cada uma. Era de um deles que emanava aquela sinfonia silvestre; o outro, mudo e calado. Acabou de tomar sua cerveja e perguntou ao dono da venda o quanto ele queria pelo canarinho cantor.
- Mil reais, decretou o dono da ave.
- É muito dinheiro para um canarinho - começou a pechinchar o homem.
- Mas você ouviu como ele canta, né?
- É, é verdade... de qualquer jeito, eu não tenho tanto dinheiro assim. E pelo outro canarinho, o que está calado, quanto o senhor quer?
- Dez mil reais - disse o dono do armazém.
- Pãããããããta que o pariu - exclamou o viajante - mil pelo que canta que é uma beleza e dez mil pelo que não canta porra nenhuma? Que maluquice é essa?
- É o que calado - disse o dono da bodega - é o compositor.

Não tenho nenhum LP de Boldrin, porém, com o advento da internet, guardo um CD gravado com 12 álbuns dele em mp3. Material que me permitiu e me deu o privilégio de conhecer uns poucos centímetros abaixo da superfície dos abissais talentos e trabalhos de Boldrin.
Agora, fiquei sabendo que, na tarde de ontem, 09/11/2022, aos 86 anos, por conta de uma insuficiência renal e respiratória, Rolando Boldrin enfiou a sua viola no saco e foi cantar em outra freguesia.
Deixou-nos aqui, ruminando essa Vida Marvada.
(e nem precisarei de muito esforço para decidir a trilha sonora das minhas bebedeiras das madrugadas de sexta e sábado dessa semana).
Rolando Boldrin
1936 - 2022