sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mato Grosso Do Sul Barra Professor Doidão

Todo sujeito aprovado num concurso público de provas e títulos passa, em seguida, por uma avaliação médica que produzirá um laudo favorável, ou não, ao seu ingresso. 
Por ocasião de meu ingresso, o único exame feito a rigor foi o exame oftalmológico, o famoso exame de "vista", aquele com aquelas letrinhas com as "pernas" para baixo, para cima, para a direita, para a esquerda e dispostas em linhas com ordem decrescente de tamanho. Os outros foram feitos meio que a toque de caixa, mais para cumprir uma formalidade burocrática, mas isso já tem mais de 15 anos.
De uns anos para cá, parece ocorrer uma mudança nesse laudo burocrático, parece que está havendo o rigor necessário nos exames. Que muitas vezes de nada adianta, o indivíduo é barrado no exame médico, entra com recurso alegando preconceito e discriminação e logo está em sala de aula, ou melhor, logo está tirando licença-saúde ad infinitum, até a chegada de sua aposentadoria.
Um exemplo disso foi o caso ocorrido em fevereiro desse ano com as professoras obesas. A obesidade é considerada uma doença pela Organização Mundial de Saúde; portanto, os médicos que emitiram laudos desfavoráveis às gordinhas estavam no pleno cumprimento de seu dever e impediram o ingresso de pessoas incapazes de exercer o cargo a que se propunham. Resultado : os médicos foram acusados de preconceito e discriminação, as gordas ganharam o recurso e, hoje, estão por aí, em salas de aula, provavelmente mal conseguindo levantar o bundão da cadeira e mandando o aluno passar o "ponto" no quadro.
Coisa semelhante passará a acontecer, com certeza, em Mato Grosso do Sul, onde um exame a mais foi incluído para o laudo de professores : o toxicológico. O professor terá que provar que não é usuário de maconha ou cocaína - se o cara usar heroína, haxixe, ópio, crack, anfetaminas, barbitúricos, tarjas pretas, tudo bem? Segundo o documento, a etapa é obrigatória e "de caráter eliminatório" e servirá, juntamente com outros testes médicos e psicológicos, para medir a "aptidão física e mental" dos aprovados.
Vejamos alguns aspectos da questão.
Concordo com o exame se ele for ampliado para todos os outros cargos públicos, policiais, médicos, advogados, juízes, promotores, oficiais de justiça, faixineiros, todos; inclusive cargos eletivos, do vereador ao presidente da república.
Falei aqui, dia desses, do sucateamento do ensino básico e, agora, do superior. É a ralé que está saindo com um diploma das universidades, sobretudo das à distância. É necessário, sim e portanto, exames cada vez mais rígidos, toxicológicos, mesmo. 
O cara vai lidar com jovens facilmente influenciados pelo que é ruim, basta um cara desse dizer que consome sua maconhinha para o aluno ter a desculpa que ele precisava para também fumar. Ainda se o cara consumisse lá na casa dele e ficasse quieto, não fizesse alarde disso, fosse capaz de separar vida pessoal e profissional, nem haveria tanto problema. 
Mas a questão é que professor, hoje, virou amigo do aluno e falam de suas vidas pessoais em sala de aula, um conta pro outro de seus particulares. Um absurdo. Eu tomo minha cervejinha, mas jamais posso dizer numa sala de aula, como de fato nunca fiz, que cerveja é bom. Pelo contrário, por ocasião do assunto drogas, coloco o álcool no mesmo patamar das outras, digo-o tão viciante e prejudicial quanto qualquer outra droga ilegal.
Mas tem um outro lado. Com faculdades à distância sendo aprovadas pelo MEC - produzindo mais e mais ralé intelectual - e salários cada vez mais baixos pago aos professores, será que o Estado pode se dar ao luxo de escolher muito? No estado de SP, um professor recém-efetivado em seu cargo recebe cerca de R$ 900,00 por uma jornada de 25 aulas semanais. 
Será que dá para o Estado exigir sumidades em sala de aula autorizando cursos de formação de baixíssimo nível e pagando menos ao docente do que um catador de latinha angaria por mês? Será que dá pra ficar dizendo, esse é gordo, esse é vesgo, esse é míope, esse é maconheiro? Não. Infeliz e desgraçadamente, acho que não.
A decisão da Secretaria de Administração do MS, que diz exigir o exame para todos os outros concursos do estado, já está sendo criticada e combatida pelos trastes dos tais direitos humanos.
Paulo Ângelo de Souza, presidente do CDDH (Centro de Direitos Humanos Marçal de Souza), pretende levar o caso ao Ministério Público. "É uma exigência invasiva e descabida." Descabido, em minha imodesta opinião, é expor crianças a um desajustado social e mental, por exemplo. Mas, quase com certeza, se Paulo Ângelo de Souza tem filhos em idade escolar, eles não estudam em escola pública, aí fica fácil criticar.
Um outro defensor dos coitadinhos, o professor Roberto Magno, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), disse que a entidade pediu que a exigência fosse retirada. "Achamos que é algo que irá expor as pessoas", alega. De novo, coloco aqui o mesmo contra-argumento da situação anterior. 
Parabéns ao estado do Mato Grosso do Sul pela louvável iniciativa. Pena que ela irá esbarrar e cair por terra frente à Constituição Brasileira, notória em defender o errado; não só em defendê-lo, antes de tudo, privilegiá-lo. 
Em tempo : ocorreu-me, agora, um meio-termo para a celeuma, um jeitinho brasileiro para se manter a obrigatoriedade legal do teste toxicológico e, ao mesmo tempo, não barrar ninguém, maconheiro ou não. Basta o estado de MS contratar o mesmo perito que realizou o exame toxicológico post mortem na Amy Winehouse, e nada achou. Pronto, assim fica todo mundo satisfeito.  Hoje, estou salomônico.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cristo Sarado E Bombadão

Cristo, caso tivesse realmente existido, não poderia ter sido aquela figura hollywoodiana, loiro, pele e olhos claros, cabelo de comercial de xampu; condições geográficas, étnicas e climáticas impediriam tal aparência.
A novidade é que  ele também não teria aquele biotipo magro, fraco, delicado e franzino.
Jesus dificilmente poderia ter expulsado  os vendilhões do templo a pontapés se fosse um fracote - imaginem se ele volta e cai em Aparecida do Norte, nem sendo uma mistura do Stallone com o Schwarzenegger com o Bruce Lee com o Cassius Clay e com o Kal-El, ele daria conta;
Tem mais, era um carpinteiro da classe trabalhadora. Com certeza o seu corpo era forte e musculoso, porque essa era a sua ferramenta de trabalho - embora eu ache que ele foi uma espécie de Lula de seu tempo, dizia-se da classe trabalhadora, mas pegar no batente mesmo, pegou pouco. Não é à toa que pouco se sabe do período de sua vida dos 12 aos 33 anos (é isso, né?), ele ficou vagando pelo mundo, fugindo da lida e fundando seu sindicato.
Quem faz essas afirmações de um Jesus forte e musculoso é o artista plástico Stephen Sawyer, criador de um projeto para reaproximar os jovens e Cristo. 
Na concepção do artista, Jesus tem peitoral marcado, braços musculosos e atitude de vencedor. E deve desenhar tudo isso morrendo de tesão eclesiástico, doidinho de vontade de dar a bunda pra Cristo. Só pode ser. Desenhar homens musculosos, a menos que sejam super-heróis, é coisa de viadão enrustido. Ele diz que pouco importa como era o Cristo há dois mil anos, quer criar uma imagem relevante para os dias de hoje.
E os apóstolos? O artista não diz nada sobre eles, mas façamos o mesmo raciocínio.
Vamos tirar suas togas. Vamos botá-los vestidos de shortinhos colantes enfiados no cu e camisetinhas mamãe quero ser gay, todos malhando e puxando ferro, alguns, inclusive, levando ferro, que agora está na moda (ainda bem que sempre fui démodé). Vamos jogar fora Leonardo Da Vinci e repintar a Santa Ceia, vamos ambientar o último encontro de Cristo e seus sindicalistas numa academia, todos dançando ao "som" de Lady Gaga, correndo na esteira, pedalando na bicicleta com o selim roçando o butão e admirando um os músculos do outro; ou retratar a última confraternização do Nazareno numa boate GLS, no dark room. E vinho é o cacete, Cristo e seus cupinchas tomariam muito whisky com energético e se entupiriam de ecstasy.
Os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo - e todos os viadinhos da Canção Nova - terão orgasmos múltiplos ao rezarem suas missas olhando para esse novo Cristo, uma espécie de Chuck Norris de sandálias, como define o próprio artista.
Se a moda pega, os orixás africanos terão que alisar o cabelo e usar lentes de contato azuis; O Buda, tadinho, fará cirurgia de redução de estômago e se tornará uma espécie de Fausto Silva, flácido e decadente.
Só gostei de uma coisa na fala do tal artista, ele diz que está reinventando Cristo para o século XXI. Aí, eu concordo. Reinventar, uma vez que Cristo é isso mesmo, uma invenção, mais um dos delírios humanos.
E se mais algum cristão-bichona-enrustido quiser ver outras imagens do novo Cristo, e tocar uma punhetinha sacra, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO .
Fonte : BBC Brasil

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Ressurreição Do Super-Homem

Respeito a retidão, a hombridade, o conhecimento e o poder advindo dele e não da sorte;
Respeito o braço forte e o aço cimério por ele empunhado,
A deslealdade, a injusta guerra travada por motivos justos ou vice-versa;
Respeito a bravura, o seguir sangrando, o salvaguardar da máscara,
O morrer pelo escudo, os 300 loucos;
Respeito a fibra, o fanatismo em se manter vivo inutilmente,
Cada osso pulverizado em giz pela verdade;
Respeito a necessidade e a utilidade do mártir, a legitimidade do idiota;
Respeito a ressurreição do Super-Homem.
(E me oponho ferreamente a ela).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

As Putas Do Chico

Continuo na árdua tarefa de cumprir os trabalhos de Hércules que me impus nessa licença-prêmio, só para o povo não ficar dizendo que eu tô à toa, que virei um encostado. O primeiro hercúleo trabalho, como já disse, reouvir a discografia do Chico Buarque.
Adoro as letras do Chico para a biscataiada, tudo feito com tanto talento, apuro e bom gosto - como não podia deixar de ser em se tratando dele -, que nem parece que ele tá falando de uma puta.
A mais óbvia, óbvio, é Geni e o Zepelin, mas minhas preferidas dessa vertente são Folhetim e, a melhor, Sob Medida.
Letras abaixo :

FOLHETIM
Se acaso me quiseres,
Sou dessas mulheres
Que só dizem "sim!",
Por uma coisa à toa,
Uma noitada boa,
Um cinema, um botequim.

E, se tiveres renda
Aceito uma prenda,
Qualquer coisa assim,
Como uma pedra falsa,
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim.

E eu te farei as vontades.
Direi meias verdades
Sempre à meia luz.
E te farei, vaidoso, supor
Que é o maior e que me possuis.

Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte:
Te afasta de mim,
Pois já não vales nada,
És página virada,
Descartada do meu folhetim.

SOB MEDIDA
Se você crê em Deus
Erga as mão para os céus
E agradeça
Quando me cobiçou
Sem querer acertou
Na cabeça
Eu sou sua alma gêmea
Sou sua fêmea
Seu par, sua irmã
Eu sou seu incesto
Sou igual a você
Eu nasci pra você
Eu não presto
Eu não presto

Traiçoeira e vulgar
Sou sem nome e sem lar
Sou aquela
Eu sou filha da rua
Eu sou cria da sua
Costela
Sou bandida
Sou solta na vida
E sob medida
Pros carinhos seus
Meu amigo
Se ajeite comigo
E dê graças a Deus

Se você crê em Deus
Encaminhe pros céus
Uma prece
E agraceça ao Senhor
Você tem o amor
Que merece

Se interessar a alguém, há uma coletânea muito boa de músicas do Chico em seu eu-lírico feminino cantadas só por mulheres, as mais diversas intérpretes da MPB, compensa baixar. Para isso, é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO.

domingo, 18 de setembro de 2011

Festa Da Maconha Na PUC

Não existem sociedades homogêneas. Sejam elas humanas, ou de que qualquer outro tipo, não existem sociedades igualitárias. As abelhas sabem disso, assumem e são muito mais funcionais e felizes. Aldous Huxley também sabia : enganam-se os que consideram seu "Admirável Mundo Novo" uma crítica feroz a uma sociedade rigidamente estratificada; oposto a isso, o livro é uma brilhante constatação de como as coisas são. De como têm que ser.
Toda sociedade é estratificada. Tem que ser. Ou isso, ou ruiria rapidamente. Ou isso, ou seria o retorno às cavernas. Menos que isso, até. Mesmo nas mais primitivas tribos nômades havia uma estratificação, uma hierarquia. Gorilas e babuínos formam bandos estratificados.
Os integrantes de cada estrato social, sem serem mais ou menos importantes que os de outros estratos, desempenham sua tarefas e funções para o bom andamento de sua sociedade de acordo com suas aptidões e habilidades naturais, congênitas.
Há, naturalmente, indivíduos com maiores destrezas e posses - intelectuais, físicas ou financeiras - e indivíduos com menores. Não há excluídos. Todos têm seu lugar no corpo social. E cada órgão deve fazer o que lhe cabe nesse corpo, o fígado não pode se fazer passar pelo coração, que fracassaria se tentasse se meter no que é dos rins, que não podem fazer as vezes da musculatura, e assim vai. O que não pode é misturar a coisa.
Quanto menor o grau de especialização de um estrato, maior o número de indivíduos que ele congregará, a maioria não é portadora de grandes talentos ou diferenciais; quanto maior o grau de excelência do estrato, menor o número de indivíduos que o compõe, são as chamadas elites.
As elites se fazem presentes em todas as áreas, econômica, intelectual, artística, esportiva, religiosa, política.
Grosseiramente me explicando : não dá pra existir mais empresários que empregados, mais senadores ou presidentes que vereadores, mais Papas que padres, apenas um pode ganhar o ouro olímpico, a copa do mundo, o Oscar ou o Nobel. As elites sempre existiram, sempre existirão. E é fundamental que existam.
A meu ver, de todas as elites, a intelectual é a mais importante. É ela que arquiteta, meio que nos bastidores, as maneiras de manter a sociedade minimamente funcional, enquanto que as outras elites, digamos assim, divertem-se e se exibem sob os holofotes. E é o destino dessa elite, o cérebro do corpo social, que vem se tornando preocupante ultimamente, pelo menos no Brasil.
As elites são estratos restritos, criados e mantidos por processos rigorosos de seleção, e não pode ser diferente. Seria decretar o caos imediato se a todo atleta de fim de semana fosse dado o privilégio de correr pelo ouro olímpico; ou se a todo ator canastrão tipo Giannechini, o de competir pelo Oscar, ou se a qualquer semianalfabeto graduado à distância, o de ser laureado pelo Nobel.
Mas é o que vem acontecendo. Nas Universidades Públicas brasileiras, outrora, e talvez um pouco ainda, as depositárias dos grandes cérebros, é o que vem acontecendo.
Com a tal "democratização" do ensino, a infame "escola para todos", os níveis fundamental e médio da escola pública (os antigos grupo, ginásio e colegial), num espaço de 15 anos, talvez um pouco mais, foram totalmente sucateados. Era inevitável, portanto, que, depois de bombardear o básico, a "democratização" viesse a vitimar também o ensino superior.
Semianalfabetos são produzidos em escala industrial, tanto pela pública como pela particular. O rico idiota, depois de concluído o ensino médio, paga lá dois, três anos de cursinho, dá uma remendada e acaba ingressando numa universidade pública, ou paga uma particular como sempre fez sua vida inteira. O semianalfabeto endinheirado não é problema para o Estado. O pobre é.
A partir disso, como a solução adotada pelo Estado nunca foi melhorar o nível das escolas, começaram a surgir inúmeros artifícios para, disfarçadamente, colocar o iletrado pobre dentro de uma universidade.
(Faço aqui um parênteses para deixar claro que a questão não é o idiota ser pobre ou rico, é ser um idiota, que não deveria integrar uma elite intelectual, assim como um perna de pau não deveria jamais compor uma seleção esportiva, como de fato não a compõe. Mas estudar é fácil, qualquer um pode. Uma bosta que pode.)
Surgem para isso, então, os ENEMs da vida. Que, segundo seus idealizadores e defensores, são provas com uma abordagem diferenciada, que valorizam menos o conteúdo e mais as habilidades e competências do sujeito em obtê-lo etc etc.
Abordagem diferenciada é o caralho! Competências e habilidades é a puta que o pariu!!! O ENEM não é diferenciado porra nenhuma, ele é fácil, ridiculamente fácil, basta saber ler, é prova para o Tiririca fazer e ser aprovado, o ditado do Tiririca foi mais difícil que o ENEM.
O ENEM é de um nível muito baixo se comparado, por exemplo, ao primeiro vestibular da FUVEST que prestei, em 1985, riríamos do ENEM à época; como os da FUVEST, segundo nossos professores, já exibiam um nível menor se comparados aos dos extintos CESCEM, CESCEA e MAPOFEI. O nível vem caindo, e o jeito é baixar também o nível das provas seletivas. E para aqueles que nem via ENEM conseguem o ingresso numa pública, há o ProUni que lhes paga uma particular.
Tudo para que a ralé intelectual (independente de ser rica ou pobre, repito) invada o estrato da elite. E isso é perigosíssimo. Os desdobramentos a médio e longo prazo são evidentes, um corpo social mais e mais acéfalo e uma dependência tecnológica ainda maior, perene, dos países civilizados. As consequências imediatas são igualmente desastrosas e, volta e meia, explodem vergonhosamente na nossa cara feito sacos de merda.
No ano passado, houve o hediondo Rodeio da Unesp, idiotas agarravam e montavam à força as alunas gordas como se gado elas fossem, havia apostas de quem conseguiria se manter numa gorda por 8 segundos. É essa ralé que eu digo que nunca deveria estar ali, e pior, dali sair empunhando um diploma . Esses dementes deveriam montar gado de verdade, ordenhar, tirar carrapato, levar pra pastar, pisar em muita merda mole no pasto, ou seja, fazer o que é de sua natural aptidão, sendo, inclusive, muito mais úteis se assim o fizessem.
Nessa semana que passou, outro efeito claro da ralé nas universidades : a Festa da Maconha, que seria realizada nas dependências de uma das unidades da PUC e que foi acertadamente proibida pelo reitor. O documento emitido pelo reitor afirma que "as festas na universidade ganharam "proporções inadmissíveis" por causa do barulho, da duração dos eventos e do "não dissimulado uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes, afora outras condutas reprováveis". Universidade, agora, virou rodeio de peão, virou boate, virou balada. Tudo por conta da ralé intelectual ali colocada.
Com a proibição, a maconheirada se revoltou e a festa ganhou novas proporções, os babadores de chibaba transformaram seu vício fedorento em um manifesto pela liberdade, segundo eles. A festa foi reprogramada e continuará sendo da maconha, mas a canabis, de novo segundo eles, será apenas o pano de fundo, a discussão agora é mais "profunda", foi alçada a um patamar superior, o do debate pela liberdade de expressão. Patifaria. Pura patifaria. Um bom local, isso sim, para a polícia exercitar o braço.
Nas décadas de 1960, 1970, um pouco até na de 1980, a liberdade das ideias é que era discutida e pleiteada, as livres expressões ideológica e política eram o que se buscava. Que também não servem para bosta nenhuma, que também não mudam nada no fim das contas. Mas, pelo menos, o sujeito punha a cabeça para funcionar.
Liberdade para esses atuais jovens, catapultados artificialmente à condição de elite intelectual, é poder fumar maconha. Alguém precisa comunicar a eles que seus pais já faziam isso há mais de 40 anos. Ah, sim!, e portabilidade no celular. Para essa atual juventude, liberdade é fumar maconha e ter portabilidade no celular. Puta que o pariu !!!
É a plebe comendo brioches e mastigando de boca aberta.
É a patuleia cagando no sala do trono.
É o cu tomando o lugar do cérebro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bukowski

O Jeito que isso é
  
o inferno está lotado ainda

 você sempre pensa que  você está
sozinho.

e você nunca pode dizer
a ninguém que
você está no inferno
ou eles vão pensar
que você está
louco.

mas ser louco é
estar no inferno
e ser sensato
também.

aqueles que escapam do inferno
nunca falam sobre
isso
e nada mais
incomoda eles
depois
disso.
Quero dizer, coisas como
falta de uma refeição,
ir para a cadeia,
bater seu carro
ou
mesmo
morrer.

quando você perguntar-lhes,
"como as coisas estão
indo? "
eles vão responder: "bem,
muito bem ... "

uma vez que você foi para o inferno
e voltou
é o bastante, é a
mais silenciosa celebração
conhecida.

uma vez que você foi para o inferno
e voltou,
você não olha para trás
quando o chão
range.
o sol está no alto a
meia-noite

e coisas como
os olhos de ratos
ou um velho pneu
em um terreno baldio
pode torná-lo
feliz.

uma vez que você foi para o inferno
e voltou.

Scarlett Johansson, Porque Sim!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Embosteadores de Água : Purificam É O Caralho!

Já desci a marreta aqui, no ano passado, nos tais purificadores de água. A única coisa que aquelas merdas produzem de pura é a enganação, e o povo adora uma enganação, ainda mais se ela vier vestida de "alta" tecnologia, luzinhas, leds, design futurista e metálico, essas porras todas de que nada valem.
Nenhum desses purificadores é mais eficiente que o bom e velho filtro de barro, a famosa talha. O que eu não sabia, e fiquei ciente agora, é que, além de não limpar, a maioria dessas estrovengas piora ainda mais a qualidade da água.
A ProTeste avaliou cinco dos modelos mais comercializados de purificadores e apenas um foi aprovado, sendo que dois deles pioram a qualidade da água. 
Um deles (X) adiciona metais pesados na água, prata no caso, em uma quantidade 14 vezes acima da que é permitida em lei, e olha que no Brasil as leis são bem mais permissivas em relação à impurezas que nos países civilizados. 
Eu acho que o embosteador de água lá da escola onde leciono é desse; isso explicaria muita coisa do que vem acontecendo, metais pesados (prata, chumbo e mercúrio) não são eliminados do organismo e podem causar, inclusive, a demência.
O da marca ELECTROLUX cria um ambiente propício à proliferação de micro-organismos e água sai de sua torneirinha com 10% a mais de bactérias do que quando entrou; além disso não cumpre a redução do cloro prometida em seu manual.
Apenas os aparelhos da marca LATINA foram considerados satisfatórios.
Voltem aos filtros de barro, não precisam de técnicos para instalar, qualquer um troca as velas de tempos em tempos, a água fica mais fresca, o barro tem propriedades medicinais, e não gasta um miliwatt de eletricidade.
Outras considerações a respeito do assunto, veja a postagem "Novas Tecnologias". 
Fonte : ProTeste - Associação de Consumidores

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Pastéis De Vento

Não sou bom em nada.
Corrijo : sou bom no que não serve para nada.
Bom em dar um sentido ilusório ao que é inútil;
E você,
Encanta-se pelo oco,
Tem enorme afeto pelo vácuo,
Farta-se com pastéis de vento :
Nossas pequenas habilidades.

Dando Uma Rapidinha

Mais uma da série Pequenas Igrejas, Grandes Negócios.
É o fast Cristo, é McDonald's da fé, Jesus in box.
Uma igreja evangélica do distrito federal, preocupada com os que não têm tempo de ir a um templo, criou o drive-thru de oração. Puta que o pariu. É brilhante. E digo isso sem nenhum tipo de sarcasmo, de fato é de uma genialidade inversamente proporcional à daqueles que frequentam qualquer tipo de igreja.
Basta o motorista passar pelo estacionamento do templo Jesus Cristo é o Senhor e se dirigir a uma tenda onde sempre há um pastor de plantão. Sem precisar sair do carro, recebe uma oração e a benção do pastor.
O pastor Edgar Lopes afirma que o serviço é gratuito e está aberto das 08:00 às 19:30h, há uma espécie de plantão de pastores que se revezam no atendimento. Não importa a crença do sujeito, todas as crenças são respeitadas, todos os que necessitam de uma oração e um aconselhamento são atendidos.
Sem fins lucrativos? Sei, sei. É feito droga, a primeira dose é sempre de graça. O cara passa lá uma vez e o pastor vai fazendo a cabeça do sujeito, passa duas, e na terceira já está entrando no templo e pagando o dizímo. Aí já era, tá fudido, vai carregar bíblia pelo resto da vida.
A Igreja Universal também mantém um drive thru de oração próximo ao metrô Santa Cruz, na capital paulista; o motorista encosta e, em coisa de 5 minutos, recebe uma oração, um folheto com o horário dos cultos e um pedido de doação. E um caso de milagre do drive thru já foi relatado : depois de ter passado no drive-thru, uma costureira, que estava desesperada por causa de dificuldades financeiras, recebeu o pagamento de todos os seus devedores.
A ideia não é brasileira, vem de Houston, Texas, EUA, onde as igrejas passaram a dar atendimento nas movimentadas rodovias estadunidenses.
Parabéns aos pastores, de verdade. Idiota tem mais é que ser explorado. O dia que eu achar alguma forma, também não perdoarei.
A quem interessar possa, há um vídeo divertidíssimo no you tube, em que um cara finge ser homossexual e recebe uma oração de um picareta semianalfabeto que se faz passar por pastor, para assistir é só clicar aqui, no meu poderoso MARRETÃO
Fontes : Ateus do Brasil e Portal G1

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Padre Marcelo Rossi : "Pirataria é Pecado"

Segundo o picareta e safardana Padre Marcelo Rossi, piratear CDs é pecado. É que o caridoso padre está lançando a porra de um CD chamado Ágape, homônimo de um livro de sua autoria. O livro vendeu seis milhões de cópias e o disco, em apenas uma semana, 430 mil cópias.
Cheio de soberba, ele diz que seu CD tem enorme potencial e credita tais cifras à honestidade e à fé de seus seguidores idiotas. E ele segue na baboseira dizendo que os outros artistas também vendem muito, mas é tudo pirata, quem compra CDs de músicas religiosas sabe que pirataria é pecado e adquire o original por respeito ao autor e a deus. É muito cara de pau. Mas é o que o povo merece.
Para completar, o "cantor" Belo, já fora do xilindró, grava uma faixa no disco do padre. Safados unidos em nome de deus. Mas deus merece. O padre diz que pediu permissão ao bispo para gravar com Belo e que o dueto é "a cara do Belo". Verdade. Vi a letra, e a cara de um é o cu do outro.
Garante o padre que todo o dinheiro arrecadado vai para obras de caridade. Lógico que vai. Assim como todo o dinheiro do Vaticano. Da mesma forma que todo o arrecadado com a CPMF foi para a Saúde.
Será que se alguém bater à porta de seu confessionário e revelar que comprou um CD pirata de Ágape, ele dá a absolvição? Será que se a pessoa mostrar que comprou o pirata por pura falta de dinheiro e movida pela vontade insana de ouvi-lo cantar, ele dá um autógrafo na capinha e uma ungidinha?
Não adianta, não há salvação nem exceções.
É como bem dizia - e com certeza ainda diz se vivo for - o cabo Cruz, militar reformado e remanescente dos áureos anos de chumbo, inspetor de alunos de uma escola onde lecionei lá pelos idos de 2000-03 : "Só tem filho da puta".

Sexo Em Preto E Branco

Um excelente site para quem gosta de fotos em preto e branco (e de sexo), fotos belíssimas, sem baixarias e para todos os gostos : Sexo em Preto e Branco.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Os Homens Estão Cada Vez Menos Machos

Já falei várias vezes aqui, citando inúmeros exemplos, do complô para o embichamento planetário. Há, sem dúvida alguma, uma conspiração para reduzir o número de machos do planeta. Não sou pesquisador científico, desses que ficam em laboratório, mas ando por aí, sou um observador com uma excelente antena e a viadagem está além do normal.
Uma pesquisa, mais uma, vem reforçar minha teoria do embichamento global. Pesquisadores do New England Research Institutes, nos EUA, constataram, num estudo que se estendeu de 1987 a 2004, que os "machos" de hoje têm 22% menos testosterona que duas décadas atrás, são muito menos viris que seus pais e avós.
Fala-se, para tentar esconder o complô, em mudança do estilo de vida, estresse, tabagismo, aumento na obesidade etc etc, que realmente contribuem um pouco para a redução do hormônio da paudurescência, mas a maior parte é causada por substâncias propositalmente inseridas no cotidiano das pessoas.
Quem afirma isso é a pesquisadora e endocrinologista Elaine Maria Frade Costa, do Hospital das Clínicas de SP, e cita pesticidas, componentes do plástico (já falei dos ftalatos aqui) e alimentação à base de soja (também já falei da soja introduzida na merenda escolar na forma de carne e leite) como grandes causadores da desmasculinização atual. Ela ainda se esqueceu de falar dos hormônios para a engorda de aves e bovinos.
O sujeito com um quadro de baixa testosterona poderá apresentar diminuição da libido, disfunção sexual, perda óssea, alterações no humor e anemia (já viram como essa molecada, sobretudo os emos, são magros?)
Aos fatores químicos, juntem-se os incentivos da mídia e da própria Constituição - ser viado, hoje, é extremamente vantajoso do ponto de vista legal - e o que temos é o que vemos por aí, a bicharada solta.
Puta que o pariu!!!!

Auto-Ostracismo

Outra idiotice dos tais gregos A.C. e sua abjeta democracia era o ostracismo, posto em prática, segundo eles, para combater a tirania e garantir o regime democrático - na verdade era para manter os privilégios de um pequeno grupo, quando ameaçados por outras classes.
O político que propusesse projetos e votações em benefício próprio, ou que assim parecesse aos manda-chuvas, era candidato ao ostracismo. A assembleia de Atenas se reunia e nomes eram escritos em fragmentos de cerâmica em forma de ostra; aquele que tivesse seu nome citado mais de seis mil vezes era condenado ao ostracismo, um exílio de dez anos. Fora da pólis, ele deixava de ser um cidadão. 
Isso, para mim, não é punição, é prêmio.
Outra estupidez muito grande é achar que o homem só existe na pólis, coisa de grego viado mesmo, que não suporta viver fora da "irmandade". Muito pelo contrário, é só fora da pólis que ele passa a ter chance de exercer sua verdadeira identidade. A pólis lhe imputa um trabalho, família para cuidar, casa para manter, amigos para cultivar, impostos para pagar e mais uma série de obrigações que esmagam o indivíduo, reduzem-no em ser tão-somente mais um dos edifícios, ruas e logradouros da pólis.
Para quem gosta de cheiro de curral e da merda alheia, a pólis é um paraíso. Não existir para a pólis, não ser notado, não ser comparado a nada, não ser invejado, não ser falado, é o sonho do verdadeiro cidadão, do indivíduo livre e pleno; para esses, um exílio para longe do coletivo é o maior presente que ele pode receber.
Funcionário público que sou, a cada cinco anos, se for bem comportado e pouco faltar, e eu sou um bom moço e pouco me ausento de minhas funções, tenho direito a uma licença-prêmio, um período de três meses de descanso. A licença-prêmio pode ser usufruída de várias maneiras, gozada em períodos alternados de quinze dias, um mês, parte em pecúnia, enfim, todas as combinações possíveis para inteirar os três meses.
Pela segunda vez, tirei os três meses de uma só tacada, noventa dias longe do coletivismo burro da pólis. Ainda mais burro nesse ano, já que um grupo de pessoas, sem ter o que fazer da vida, resolveu, oficial e declaradamente, trilhar o caminho da idiotia e levar todo mundo junto, é a ditadura dos idiotas.
No meu caso, nem é licença-prêmio, é licença-merecimento, licença-poética, até.
Far-me-á um bem imenso esse distanciamento da pólis, esse meu auto-ostracismo. Voltarei a ela, claro, paciência, fazer o quê?, mas de modo diferente. Esse meu afastamento fará findar um ciclo, retornarei à pólis mais distante e indiferente a ela do que já sou, esses três meses de vida de ostra servirão para eu romper em definitivo com os todos os vínculos e todos os resquícios de crença que eu ainda possa ter em seu funcionamento; retornarei a ela, e aos dela, como se nela nunca houvesse estado.
Será boa essa minha vida de ostra, caminharei de madrugada, visitarei os sebos da cidade e (re)ouvirei discos antigos. Amanhã, começo. Com o Chico, é claro, e todos os seus LPs da década de 70.

domingo, 11 de setembro de 2011

Spray Mata-Capeta

A partir do momento em que o sujeito acredita em deus, qualquer outro logro que lhe impinjam é café pequeno (deus é o maior conto do vigário de todos os tempos), e muitíssimo merecido. Acontece que os gigolôs de deus - padres, pastores e congêneres - estão se esmerando em escalpelar seu rebanho, criam os artificíos mais absurdos para arrancar dinheiro dos crentes, e o pior é que todos funcionam.
Quando adolescente, e um pouco de história foi me dado no colegial, mal acreditei na tal venda de indulgências que a igreja católica praticava na Idade Média, todo e qualquer pecado podia ser facilmente absolvido mediante um estabelecido preço, até violar a mãe de cristo era passível de negociação. O lema da igreja era : para cada moeda que tilintar nos cofres, uma alma é elevada ao paraíso.
O comércio das indulgências atingiu seu auge no pontificado de Leão X, vejam alguns dos pecados e respectivas "fianças" : a) o Sacerdote que deflorar uma virgem pagará 2 libras e 8 soldos; b)A absolvição e a certeza de não ser perseguido por crime de roubo, furto ou incêndio custarão ao culpado 131 libras e 7 soldos; c)A absolvição de homicídio simples cometido contra a pessoa de um leigo custará 15 libras, 4 soldos e 3 denários, Se o assassino tiver matado dois ou mais homens em um único dia, pagará como se tivesse assassinado um só. (para lista completa clique aqui, no meu poderoso MARRETÃO).
Havia também a venda de relíquias, pedaços da cruz de cristo, do manto de cristo, dos pregos que supostamente teriam-no pregado à cruz, lascas da arca de noé, pó do qual teria sido criado Adão, o prepúcio de cristo (isso mesmo), a lança usada para furar cristo durante a crucificação e até o ovo da pomba do espiríto santo.
Ri muito, à época, de tanta ignorância, mas creditei tal burrice aos atrasos da Idade Média. Hoje ninguém mais cairia numa bobagem dessa, certo? Errado. O povo continua tão ignorante quanto na Idade Média, as igrejas e seus deuses lutam arduamente para mantê-lo assim.
Nos dias atuais, pastores passam máquinas de cartão de crédito entre seus fiéis e programam débito automático para o dizímo. O pastor Valdomiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, vende as poderosas meias consagradas à bagatela de R$ 153,00 o par, cada par sai a cinco reais para a igreja. Segundo ele, disse Josué 1:3 : Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo dei, como eu disse a Moisés. Moisés usava meias, é isso? Valdomiro Santiago está vendendo as meias de Moisés, chulé ungido. E o povo tá comprando.
E agora, a melhor, dessa fiquei até com inveja :  o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, criou o spray Mata-Capeta.
Brilhante. O pastor garante que bastam umas borrifadinhas no fiel possuído e o capeta vaza, volta pro quinto dos infernos. O spray sairá pela pechincha de R$ 100,00  e vem com a garantia de que um único frasco dá pra remover o diabo de umas vinte pessoas.
 A ideia foi aclamada entre os fiéis, “Toda semana quando vou à Igreja o pastor tira o diabo do meu couro. Bate em mim, me joga no chão, me dá tapas, e agora com esse spray basta me dedetizar que o problema será resolvido”, diz o pedreiro José Jair Jacob. A dona de casa Carmen Cotovelo Castro disse que comprará centenas de frascos para borrifar no marido, que costuma chegar bêbado em casa, de madrugada, com o diabo no couro.
Puta que o pariu!!! Queria saber ganhar dinheiro assim. Verdade. Morro de inveja.
Aos que não acreditam nessa baboseira, o spray mata-capeta também será de serventia : presente como desodorante para a sogra.

Torres Gêmeas (II)

sábado, 10 de setembro de 2011

Bíblia, O Livro Da Putaria

Do blog Acidez Mental :
"É claro que vou meter o pau na bíblia (Di novo! Di novo!)! Um livro ridículo, mal escrito, cheio de besteias e contradições. E cheio da mais pura sacanagem sexual!
Não acredita? Pegue aí a sua bíblia na estante que eu vou te provar.
Sequestro sexual.
Os anjos do senhor, provavelmente cansados das trombetas, resolveram "passar o rodo" nas belas mulheres mortais. "Vendo os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram formosas, tomaram-nas para si mulheres, as que, entre todas, mais lhe agradaram" o resultado dessa esbórnia foi que Deus estipulou um tempo de vida de no máximo 120 anos para os homens, que estavam procriando muito rápido e colocando muitas mulheres no mundo, mulheres que corrompiam outros homens e até anjos. (Gênesis 6:2) Os homens fazem as besteiras, e as mulheres levam a culpa. Justo.
Incesto.
Após a destruição de Sodoma, os únicos sobreviventes eram Ló e suas duas filhas "safadenhas", que sentindo falta de outros varões, embebedaram o pobre pai, e tiveram com ele a noite mais incestuosa do Velho Testamento, e os filhos delas deram origem aos povos Moabitas e Amonitas, "Aqueles Bastardos!" (Gênesis 19:30-38).
Duas irmazinhas loucas por Jacó.
“E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela. Então reuniu Labão a todos os homens daquele lugar, e fez um banquete. E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu. E Labão deu sua serva Zilpa a Lia, sua filha, por serva. E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste? E disse Labão: Não se faz assim no nosso lugar, que a menor se dê antes da primogênita. Cumpre a semana desta; então te daremos também a outra, pelo serviço que ainda outros sete anos comigo servires. E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha.” (Gênesis 29:21-28).
O Pai da punheta.
O Hebreu Onã casou com a viúva de seu irmão, mas não queria fazer sexo com ela, e quando fazia, tirava o pênis na hora do orgasmo e deixava o sêmen cair na terra (eu prefiro acreditar que era nos seios dela, brincadeirinha), ele agia assim, pois se tivesse um filho, este seria dado como de seu irmão, segundo a tradição, então ele preferia criar calos nas mãos. (Gênesis 38:9) O termo "onanismo" que significa masturbação surgiu do pobre Onã, que como todo adolescente de hoje, tentava esconder esse hábito viciante de todos, só não conseguiu esconder de Deus, que não gostou nada e matou o coitado.
Se você não dá no couro, a mulher procura outro, mesmo que este outro seja teu pai.
Onã podia preferir se masturbar, mas a sua esposa não tinha nada a ver com isso, ela também tinha desejos como qualquer mortal, e sabendo que o seu sogro viúvo, Judá, tinha ido com um amigo se divertir em uma cidade vizinha, ela foi atrás, cobriu o rosto com um véu e fez sexo com Judá, ele achou que a nora era uma prostituta. (Gênesis 38:14-17)
Salomão e seus contos eróticos.
Se você gosta de poesias eróticas, leia os Cânticos de Salomão ou Cantares de Salomão (dependendo da versão da Bíblia), o texto é repleto de troca de elogios sexuais entre Salomão e sua esposa, vejam alguns trechos: "Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha; Quanto melhor é o teu amor do que o vinho e o aroma dos teus ungüentos melhor do que todas as especiarias!" Cânticos 4:10). "Já despi a minha túnica, hei de vesti-la outra vez? O meu amado meteu a mão por uma fresta, e o meu coração se comoveu por amor dele." (Cânticos 5:3). "Os meneios dos teus quadris são como colares trabalhados por mãos de artista. O teu Umbigo é taça redonda, a que não falta bebida, o teu ventre é monte de trigo, cercado por lírios, e os teus dois seios como duas crias gêmeas de uma gazela" (Cânticos 7:1-9), sacaram a malícia? Safadinhos eles, hein?.
O Motumbo da Bíblia.
Ezequiel ao contar sobre uma meretriz judia chamada Ooliba, que antes de fugir para Canaã, aprontou muito no Egito, diz que ela tinha muitas saudades dos egípcios: "Ela, todavia, multiplicou as suas impudicícias, lembrando-se dos dias de sua mocidade, em que se prostituíra na terra do Egito e inflamou-se pelos seus amantes, cujos membros eram como o de jumento, e cuja ejaculação era como a de cavalos." (Ezequiel 23:19-20). Por tanto, a própria Bíblia comprova, os africanos são os mais bem dotados. Será que tem alguma passagem sobre os japoneses?"

Torres Gêmeas (I)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cristo Abençoa Os Puladores De Cerca

Um site especializado em relações extraconjugais usou a imagem do Cristo Redentor em um outdoor e incorreu na Santa Ira da Igreja Católica. O outdoor da empresa The Ohhtel diz : "Tenha um caso agora! Arrependa-se depois."
A arquidiocese do Rio reagiu e ameaça acionar criminalmente a empresa caso não ocorra a retirada imediata da propaganda. A santa igreja alega que é um desrespeito à fé, à integridade religiosa e à imagem de Jesus. 
A arquidiocese reclama na posição de dona do Cristo, isso mesmo, a imagem do Cristo Redentor é de propriedade da arquidiocese carioca. Logo se vê, então, que o maior desrespeito aqui foi aos direitos de imagem, foi aos cofres da igreja.
O padre Omar Raposo, reitor do santuário do Cristo Redentor, diz que a comunidade católica ficou chateada pelo uso indevido da imagem. Primeiro que quero que a comunidade católica se foda, depois que não está havendo, de forma alguma, um uso equivocado da imagem do Cristo em tal outdoor. Muito pelo contrário, é o mesmo uso que a igreja católica faz do barbudo. O outdoor está perfeitamente coerente à intenção do site e também ao espírito católico.
Pois o perdão, via arrependimento, não é o carro-chefe da Santa Igreja até hoje? O sujeito não peca a semana inteira e vai à missa no domingo, onde se arrepende profundamente, recita uma meia dúzia de orações estúpidas e pronto, tá perdoado pra fazer tudo de novo? Não são o arrependimento falso e o perdão hipócrita os principais atrativos da fé católica? O outdoor é um primor de coerência canônica.
E que putaria é essa da arquidiocese do Rio ser proprietária da imagem do Cristo? Ser dona da imagem não é a mesma coisa que ser dona do Cristo? 
Não há provas da existência física do homem Cristo. Só existe o mito, a ideia, que, diga-se de passagem, nada tem de original, o mundo já teve vários cristos antes desse, Mitra, Krishna, Gilgamesh, e, desgraçadamente, muitos outros virão. E ser dono da imagem que representa a ideia não é também ser dono da própria ideia, da patente dela? O Cristo Redentor não pode ser considerado uma logomarca do produto Cristo? Pode, com certeza pode.
Vejam o pronunciamento humilde do servo de Cristo, o reitor Omar Raposo : “Não dei e jamais daria autorização para o uso da imagem do Cristo Redentor com esta finalidade. Eles foram muito imprudentes”.
Puta que o pariu!!! Nem é a Igreja, o padre Omar Raposo é que é o dono do porra do Cristo. É tudo um bando de filhos das putas.
Parabéns à agência de publicidade idealizadora da campanha, vocês foram brilhantes. E à contratante da campanha, a empresa Ohhtel, um conselho : reúnam-se com o Raposo, discutam uma "contribuição" aos cofres da igreja, um dízimo destinado às obras beneficentes da arquidiocese; o que há, nesse caso, é um uso comercial indevido da imagem do Cristo - propriedade que é de outrem -, e não  ideológico. Negociem, cheguem a um acordo com dividendos polpudos para ambas as partes, como bons cristãos que são.
Fonte : O Dia Online

A África de Naipaul - Luiz Felipe Pondé

"Quer conhecer um pouco sobre a África? Leia V. S. Naipaul. Recomendo. Aliás, o Nobel recomenda. Mas Nobel não basta. Saramago foi Nobel e sempre o achei um chato. Seu livro sobre Caim é um desfile de bobagens e desinformações sobre a Bíblia. Qualquer um que conheça um pouco desse clássico da literatura hebraica antiga perceberá que Saramago não entendia nada sobre o assunto.
Leia "A Máscara da África - Vislumbres das Crenças Africanas", publicado no Brasil pela Companhia das Letras. O livro traz a narrativa da recente visita de Naipaul a alguns países da África. O resultado é um jornalismo sofisticado em detalhes e reflexivo tanto na forma quanto no conteúdo.
O intrigante, hoje em dia, é que muito "inteligentinho" acha que combater o preconceito é inventar mitos de bondade e pureza sobre o "outro". Naipaul é um antídoto contra essa doença infantil.
Aliás, algo que surpreende Naipaul com relação à África é o fato de que muitos povos de lá não tinham alcançado a escrita antes de entrar em contato com muçulmanos e cristãos (ou seja, "ontem"), quase todo seu passado é mito e quase nada é história. É mais ou menos como viver em delírio constante quanto ao seu passado, sem saber o que de fato foi real e o que foi apenas devaneio.
É comum tratar Naipaul como "eurocêntrico", o que, por si só, já é uma boa recomendação, pois significa que a moçada politicamente correta, que exerce essa censura sem caráter, não gosta dele.
Não há nada no livro que nos remeta a "preconceitos", mas há, sim, muita coisa que revela a tristeza que ainda assola a África e que sempre existiu, mesmo antes dos absurdos que os brancos fizeram por lá. A grande mentira sobre a África é que os brancos tornaram-na violenta, pobre e infeliz. Não, ela é assim há muito tempo. Mas os europeus tampouco ajudaram.
Hoje em dia, é comum obrigar alunos a estudar a história da África. Pergunto-me como isso é feito. Temo que a África seja compreendida como um doce de coco que só não é melhor por culpa dos malvados brancos.
Não, todos os homens são maus, pouco importam cor, sexo, raça ou crença. Alguns poucos se destacam pelo bem. É verdade que esgotos, estradas e a recusa embutida nos sacrifícios humanos ajudem um pouco a você deixar de ser um bárbaro.
O livro de Naipaul dá atenção especial às crenças africanas. A catequese cristã e a islâmica destruíram o tecido das crenças ancestrais de muitos africanos, os deixando nem lá nem cá.
Por exemplo, queimar pessoas vivas foi um hábito dos povos africanos até "ontem". Ou melhor dizendo, até "hoje".
Matar, despedaçar, cortar órgãos e queimar pessoas por razões religiosas (e outras) sempre foi uma prática comum entre povos de Uganda, por exemplo. Em grandes quantidades.
Sim, eu sei que europeus também fizeram isso. Lembra o que eu disse acima sobre os homens serem maus? Mas a questão aqui não é essa, mas, sim, combater o "preconceito" de que a miséria material e moral africanas tenham sido criadas pelos europeus.
O encontro de culturas que não conheciam a roda até "ontem" (é isso aí...) com os colonizadores europeus (que nunca tiveram nada de bonzinhos) criou países à deriva.
Exemplos de tragédias cotidianas entre populações pobres numa mesma edição de um jornal ugandense:
1 - "Homem queima dez pessoas numa cabana". Um homem briga com sua mulher, joga gasolina e toca fogo. Entre as dez pessoas, sete eram crianças.
2 - "Meu marido foi cortado em pedaços com um machado na minha frente". Além de matar o marido, o assassino cortou uma mão da mulher; enquanto despedaçava a vítima, acusava-a de poligamia, daí a suspeita de que algo de cristianismo x "paganismo" estava em jogo na "disputa".
3 - "Acusada de queimar filho vivo". Esse parece ser um gosto da "cultura ugandense" mais "primitiva": queimar gente viva; o filho de 18 meses estava num saco com as pernas atadas.
Fora as manchetes, a bruxaria é comum até hoje. Diretores de escolas podem ser mortos por serem acusados de bruxaria e irmãos podem matar sua tia de 42 anos, além de arrancar sua mandíbula e sua língua com o intuito de fazer mágica. Até hoje, a bruxaria é "oficial" em muitos lugares da África.
Puro neolítico?"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Jesus Begins

E o Robin é a Maria Madalena.

Foi O Berlusconi

Giovanna Podda, italiana natural da Sardenha, ganhou destaque na TV por ter sido sequestrada por extraterrestres e, segundo ela, estuprada por eles. O objetivo, ainda conforme a moça, era servir de cobaia para dar à luz uma nova raça de extraterrestres e terrestres mista. O caso, sabe-se lá por quê, teve repercussão negativa e Giovanna foi expulsa da vizinhança onde residia, perdeu o emprego, foi alvo de risada dos policiais a quem recorreu para dar queixa e vive escondida para evitar constrangimentos.
Abduções alienígenas são dos temas preferidos entre os estudiosos e o caso dessa italiana é dos mais recorrentes nas casuísticas ufológicas : seres humanos sequestrados e utilizados como matrizes reprodutoras pelos ETs. 
Os motivos disso, de acordo com os especialistas, são dois, a) colher material genético humano para revigorar o DNA extraterrestre, tornado frágil, quase descaracterizado, pelas comodidades de uma vida altamente tecnológica que nada lhes exige fisicamente; b) criar híbridos que, semelhantes aos humanos, mas doutrinados pelos ETs, pudessem circular despercebidos entre nós e aprender nossos hábitos, costumes, forças e pontos fracos para uma ocupação e dominação de nossos territórios.
Há ainda uma terceira possibilidade para as abduções sexuais, suposição nunca divulgada, uma vez que minha e uma vez que só agora me ocorreu. Acho que certas raças de ETs vêm para cá fazer turismo sexual, a exemplo do que fazem milhares de noruegueses e alemães em praias do nordeste brasileiro todos os anos.
Acredito que há agências de turismo intergalácticas que vendem nosso planetinha como um verdadeiro oásis sexual, da mesma forma que os tristes trópicos são vendidos pelas agências de viagens europeias - fêmeas e machos selvagens, culturalmente inferiores, animais poderosíssimos, porém facilmente domináveis por intelectos superiores.
E sexo é basicamente dominação. Para muitos, nada é mais excitante que um corpo fraco, franzino e pálido subjugar outro, forte, muscular e sanguíneo. Daí o tesão pelo primitivo, pelo subdesenvolvido. Noruegueses são tão cultural e tecnologicamente superiores a uma desvalida de um rincão nordestino quanto um Zeta Reticuli o é de uma mulher da Sardenha, se não mais.
Por isso, não duvido de forma alguma da possibilidade das tais abduções sexuais, mas duvido da abdução dessa moça, Giovanna, por duas razões. Uma que a moça já planeja, além da notoriedade, ganhar um dinheirinho em cima de sua abdução, quer fundar, e ser presidente, de uma espécie de associação, um tipo de ONG de mulheres molestadas por ETs, e desconfio profundamente de qualquer ser humano que se meta com ONGs, sindicatos, grêmios recreativos etc. Outra que tal rapto seguido de bimbada se deu em terras italianas, em domínios silvio-berluscônicos. Nesse caso, tenho uma teoria muito mais plausível que uma abdução alienígena. Vamos a algumas correlações.
Zeus, pai celestial do antigo panteão grego; Berlusconi, manda-chuva do atual parlamento romano, povo que por direito de conquista se apoderou dos deuses gregos, seus costumes e personalidades. Gregos e romanos, meio-irmãos geográficos, povos de mesma fibra, têmpera e índole, produtos que são do mesmo clima, do mesmo terreno acidentado e hostil e de uma típica dieta mediterrânea.
Zeus foi famoso pelas sua incontáveis aventuras extraconjugais, o velho deus comeu meio mundo antigo; Berlusconi comeu meio mundo moderno, só Zeus comeu mais que ele.
Zeus, para escapar da sempre vigilante Hera, sua esposa, assumia os mais variados disfarces em suas puladas de cerca, transmutava-se nas mais diversas coisas, touro, cisne, sátiro, chuva de ouro, de esposo da mãe de Hércules, e até por Artemis o velho tarado já se fez passar em suas incursões às mais belas bucetinhas mortais; Berlusconi não tem uma esposa para cerceá-lo, em compensação, uma vigilância orwelliana da mídia o sufoca desde o caso Ruby e agora o único jeito do premiê dar uma trepadinha é se valendo, como Zeus, também de disfarces.
Meio-irmão de Zeus, não herdou do grego apenas a macheza rara hoje em dia, herdou igualmente seus poderes transmutacionais. Não foi um ET que deu uma catracada em Giovanna Podda, foi o Berlusconi disfarçado de ET.  Berlusconi, o ET bunga-bunga.
Isso se a coisa não for ainda pior : Berlusconi não é Berlusconi, nunca foi, o primeiro-ministro carcamo é tão-somente mais uma das inúmeras transmutações de Zeus, eternamente fugindo de Hera e passando o rodo na mulherada.

domingo, 4 de setembro de 2011

FRIGGA

Figuravas, figur'alva, 
Em cada plano de fuga de meu recolhimento. 
Fosforescias em cada canto escuro e trancado 
De minha misantropia. 

Escrutinavas, escandinava, 
Cada floco hexagonal de meu labirinto. 
Velejavas sobre a capa de gelo 
De minha arquitetada antropofobia. 

Planetavas, Vênus palid'alva, 
Do afélio ao periélio de minha órbita fugidia. 
Drenavas cada lágrima cristalizada 
A ornar meu fosco casulo sociopata. 

Casulo ao qual devo retornar : 
Por teu bem, devo retornar. 
Adeus, figur'alva : 
Não resistirias 
Ao meu negro e equatorial inferno.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Eu Sou o Homem Bicentenário

Dia desses, um anônimo(a), comentando um texto postado aqui, tentou injuriar-me. Antes pelo contrário, elogiou-me.
Chamou-me de um homem das exatas que escreve textos dignos de um das humanas. Não entendi direito. O ataque dele(a) foi aos das exatas ou aos das humanas? Dependendo de quem lê, e como lê, há tanto elogios como críticas às duas áreas em sua frase.
Um registro inicial se faz necessário : essa separação das ciências por áreas é puramente artificial, uma idiotia em seu estado mais bruto e mal-acabado. Todas as ciências são humanas; a menos que se considere a possibilidade de que ETs tenham nos legado os princípios e fundamentos da matemática, da química, da física e da biologia. Mas até que isso não seja provado, reafirmo : todas a ciências são humanas.
O que ocorre é que alguns conhecimentos humanos simplesmente não são ciência. Pedagogia, astrologia, sociologia, quiromancia, filosofia, psicologia etc etc. Essas áreas são tão díspares da genuína ciência que seus seguidores, tacanhos e orgulhosos que são em não admitir isso, as classificam como "humanas", e, por inveja, usam o termo "exatas" de maneira pejorativa, puro despeito. Finalizo o registro inicial : matemática, física, química e biologia são ciências humanas; as outras citadas é que, apesar de produtos humanos, não são ciência, nem de longe.
Para arrematar o que ele(a) pretendia ser uma ofensa, o(a) tal anônimo(a) compara-me ao Homem Bicentenário, disse-me um "robô com alma humana". De novo, não entendi. A ofensa pretendida era a mim ou ao robô? De novo, dependendo de quem lê, e como lê, há tanto elogios como críticas aos dois em tal pronunciamento. Esse anônimo(a) tem uma deficiência muito grande em se expressar e se fazer entender, quero dizer, é burrinho(a) mesmo, tadinho(a), QIzinho baixo.
A mim, pareceu-me elogio. Isso porque, anônimo(a), o que define um robô ou um humano não são, respectivamente, uma epiderme queratinizada ou membros e articulações de titânio ou duralumínio.
O que faz um robô é a sua uniformidade e conformidade para com seus semelhantes, é o seu mugido em uníssono com o rebanho, é a resistência em abrir a cabeça para, pelo menos, cogitar novas possibilidades, ser robô é apegar-se a uma única e absurda crença por toda a vida, é ter medo de romper o conforto burro do senso comum, é negar-se ao pensamento; cruzo com centenas de robôs pelas ruas, todos os dias, todos de sangue e osso, inclusive trabalho com vários.
O que define um humano são suas peculiaridades, suas particularidades em relação aos seus pares, o que faz de alguém um humano é ele ser diverso dos outros humanos que saíram da mesma linha de montagem que ele, ser humano é ousar enxergar mais que simplesmente o cu da rês à sua frente, é ter coragem de olhar acima da cabeça de seu igual ruminante e aguentar as consequências do que vir, ser humano é ser singular. Vejo muito poucos por aí, trabalho com um ou dois.
Dessa forma, Andrew Martin, o homem bicentenário, criação do genial escritor Isaac Asimov (homem das exatas), é um dos personagens mais humanos com quem já travei contato através de minhas fartas leituras.
Nascido robô, uma "falha" nas trilhas de seu cérebro positrônico permitiu-lhe habilidades e talentos inimagináveis em qualquer outro de sua linhagem. 
Não poderia essa falha em sua montagem, esse acaso feliz, ser comparado ao acaso da mutação biológica, que confere ao seu portador uma superioridade sobre os demais de sua espécie? Andrew Martin, defeituoso, não seria o louco e/ou o gênio dos robôs? Um Einstein, um Darwin, um Lavoisier, um da Vinci dos "enlatados"? Não é um defeito, um desvio do comportamento normal que gera os grandes gênios, os responsáveis por todos os avanços e por estabelecerem, inclusive, novos comportamentos? Sim, sim, sim e sim.
Está conseguindo entender o que é um verdadeiro robô e um verdadeiro humano, anônimo(a)?
Andrew Martin nasceu humano, uma vez que diverso, uma vez que não conforme aos seus.
Dai, sob meu ponto de vista, a inutilidade e o enorme desperdício de energia de sua jornada, ao longo de 200 anos, dedicada à obtenção do reconhecimento legal e jurídico de sua humanidade. Reconhecimento negado várias vezes, por humanos mais robotizados que o próprio Andrew Martin. 
Se quiser a história inteira, que leia o livro, ver o filme não vale, mas a uma certa altura de um de seus inúmeros julgamentos, Andrew Martin pergunta ao juiz o que define um humano ou um robô. O próprio juiz era pessoa de idade avançada, inalcançável nos dias atuais, e só atingida graças a uma série de próteses orgânicas artificiais desenvolvidas pelo próprio querelante. Quantos por cento de natural era o juiz? Quanto de humanidade ele ainda tinha? Qual era o limite ?, questionou Andrew Martin.
Eu teria ido mais longe, menos polido que sou que o bicentenário. Teria perguntado quem era mais robô, ele, Andrew Martin, artista plástico, que nunca repetira única obra, e anatomista sem igual, responsável pelos mais significativos avanços e inovações da ciência de sua época, ou o juiz, que passara toda sua longa vida repetindo e repisando leis estagnadas?
Entendeu o que é ser humano ou robô, anônimo(a)? Entendeu por que sua comparação de mim com o homem bicentenário, contrariando sua intenção, foi elogio que só me envaideceu? 
Aliás, essa foi a única razão em Andrew Martin gastar seus 200 anos de vida na busca do reconhecimento de sua humanidade pelos humanos : vaidade, o maior dos vícios humanos, só por demonstrar vaidade, Andrew Martin já deveria ter recebido logo de cara o diploma de humano.
Assim sendo, no sentido de ser diverso aos que me rodeiam, ser muito superior, ser muito mais inspirado e inspirador, sim, anônimo(a) : sou o Homem Bicentenário. Com uma ressalva : diferente de Andrew Martin, eu não preciso e nem faço nenhuma questão da aprovação dos humanos.
Continue me lendo e me elogiando, anônimo(a). Também sou vaidoso.