sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Cerveja-Feira (58)

O filme dinamarquês Druk (que, no Brasil, ganhou o subtítulo de "Mais uma rodada" e que, se tivesse ficado ao meu encargo, eu teria posto "Mais uma dose? É claro que eu tô afim) foi agraciado com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2021 e exaustivamente aclamado por público e crítica.
Deu-me um tanto de trabalho e levou um certo tempo para que conseguisse baixá-lo da internet com uma qualidade de vídeo razoável e encontrar e ajustar boas legendas em português para ele.
Tempo perdido. Assisti. E achei uma merda.
A premissa do filme se baseia num comentário - e não em uma pesquisa, como correu à época de seu lançamento - do psiquiatra norueguês Finn Skarderud na abertura de um de seus livros e onde ele diz que a vida lhe parece melhor depois de dois ou três copos de vinho, que lhe parecia que o ser humano havia  nascido com um déficit de álcool no sangue. Que lhe parecia.
Até aí, nada de novo sob o sol. Humphrey Bogart, macho noir das antigas, vivia a dizer que "a humanidade está sempre duas doses abaixo do normal". E tomava as tais doses logo ao acordar, para dar uma calibrada, para se equalizar ao seu entorno.
No capítulo seguinte, no entanto, o psiquiatra desmente sua impressão, deixa claro que é uma sensação, sem dados concretos que a comprovem. Acontece que o bebum só lê a parte da notícia que lhe interessa.
Assim, quatro professores dinamarqueses de meia-idade, desanimados com o magistério, com o desinteresse das novas gerações, deprimidos e desconsolados pelos rumos que tomaram suas vidas e sua profissão (professores dinamarqueses desanimados? Sabem de nada, esses inocentes nórdicos), resolvem fazer um experimento no qual serão as próprias cobaias, resolvem testar a "teoria" de Skarderud, de que nascemos com o tanque vazio de álcool.
Antes de pegarem no batente, ainda em suas casas, escondidos das esposas, é claro, passam a entornar duas ou três doses de birita, para atingirem o 0,5g de álcool por litro de sangue "preconizado" pelo psiquiatra.
De início, o experimento é um sucesso, as coisas correm às mil maravilhas. O quarteto etílico passa a entrar animadíssimo para as suas respectivas salas. Aumentam a motivação de suas aulas e o interesse dos alunos. Porém, quando tudo corria bem, o filme caga na retranca e descamba para o moralismo fajuto.
Eufóricos com os resultados de suas "pesquisas", os quatro começam, gradativamente, a aumentar o número de doses laborais ingeridas, a fazerem subir mais e mais os seus níveis alcoólicos e, claro, acabam por ser descobertos. E mais não conto. Quem quiser saber o resto que perca também o seu tempo, como eu perdi o meu.
Moralismo fajuto, sim. Na prática, na vida real, os professores poderiam, facilmente, ter mantido suas duas ou três doses matinais, continuado a usufruírem de seus benefícios, e nunca terem sido pegos. Como quem toma um ansiolítico ou um antidepressivo antes de encarar a plebe ignara e ninguém fica sabendo, a não ser que a pessoa conte. Sei do que falo. Nos dois casos.
Talvez inspirado pelo filme Druk, o indiano Shailendra Singh Gautam, professor em uma escola de Hathras (Uttar Pradesh, Índia), foi além da experiência dos bebuns dinamarqueses : passou a entornar un bons latões de cerveja em sala de aula!
Valham-me Santa Krishna e São Ganesh!!!
A bebedeira docente, não se sabe se por um funcionário ou se por um aluno, foi gravada e agora o mestre está afastado e responderá a um inquérito do Departamento de Educação. A qualidade das imagens são sofríveis e, mais ainda, as fotos capturadas delas, mas é possível ver na tirinha abaixo, da esquerda para a direita (que é a única boa direção a ser seguida), primeiro, um latão já aberto embaixo da mesa do professor, segundo, o professor tentando esconder um latão ainda intacto nas costas ao perceber que fora flagrado, e terceiro, o professor com a maior cara de pau a olhar para a câmera, como se nada tivesse acontecido.
Pela coragem, ousadia e por querer dar uma aula diferente e inovadora, o prêmio Cerveja-Feira desta semana vai para ele, o mestre Shailendra Singh Gautam.
Eu tentei descobrir que cerveja é essa que ele estava entornando. Deve ser alguma boa e barata da Índia, pois se professor já ganha mal por aqui, imagine, então, na terra de Gandhi, da espiritualidade, do desapego ao material. Mas minha pesquisa não rendeu frutos. Tentei várias referências no Google : "cervejas indianas", "cervejas fabricadas na Índia", "beer made in Indian" etc. Mas o Google, burro que só ele, ficou a me mostrar apenas cervejas do tipo Indian Pale Ale (IPA), de todas as nacionalidades, menos indianas.
Se alguém conseguir identificar, mande o link aqui pro Marreta. Que, quando eu for à Índia, o que só ocorrerá se, na próxima vida, eu reencarnar como um rato sagrado, procurarei experimentá-la.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Metralha Vota em Petralha

Somos um país de bandidos!
Mesmo que a grande maioria da população, na prática, nunca tenha levado a cabo um delito, mesmo que nunca tenha, de fato, cometido um crime, somos um país de bandidos, uma nação de índole criminosa.
Só isso explica a grande simpatia que nutrimos pelo bandido. Temos uma compreensão e uma afeição inatas pelo criminoso. Muitas vezes, os vemos como coitadinhos, vítimas, infelizes que não tiveram outra opção na vida a não ser enveredar pelo crime, quando são indivíduos a ser banidos, extirpados do tecido social. Temos condescendência para com os bandidos, feito a que dedicamos àquele avô já gagá, ou àquele tio bebum chato pra caralho. Podemos, em nossa grande maioria, não ser agentes diretos de um crime. Somos cúmplices.
Toda essa afinidade que o país tem para com o vagabundo, toda essa empatia, eu diria até, hoje é o resultado de centenas e centenas de fatores, de milhares de causas.
Mas sempre há uma causa primeira, um motivo que deu o pontapé inicial e desencadeou todo o processo que resultou em nossa índole facínora. O pecado original do Jardim do Éden da terra de Pindorama : o nosso DNA português de degredados.
Não foi fácil, à época, arrumar voluntários e convencê-los a embarcar no cruzeiro de Cabral em busca do caminho para as Índias, dissuadir a portuguesada de bem a enfrentar serpentes marinhas, krakens, gigantes Adamastores e a correr o risco de despencar pela borda do mundo.
Assim, a Coroa Portuguesa enviou emissários às suas masmorras mais lúgubres e fétidas com a ordem de comutar as penas de bandoleiros, saqueadores, degoladores, estupradores etc que topassem embarcar no Titanic do tio Cabral.
Se sobrevivessem à viagem e às possíveis adversidades do novo território, teriam suas penas de morte anuladas e ali poderiam se instalar e começar uma nova vida. A bandidagem topou, é claro.
Não sei, efetivamente, que percentual deles chegou a sobreviver, mas sei que foi número suficiente para a propagação e o enraizamento de seus DNAs de vagabundos e de suas práticas e seus hábitos espúrios na nova terra.
A simpatia pelo ladrão nos é uma herança mendeliana, uma tradição familiar genética nossa, um caráter atávico de nossa personalidade.
Só esse início catastrófico e amaldiçoado é capaz de explicar coisas que, tenho certeza, só acontecem por aqui. Coisas que, se contadas a um inglês, a um alemão, a um japonês, lhes soariam, na melhor das hipóteses, como algum tipo de piada típica, local. E não deixa de ser. De sermos. Uma piada. Sem graça e de extremo mau gosto. Mas é. Somos.
A primeiro, conhecido e rápido exemplo, digam a um japonês que metade da população votou, de novo, num ladrão condenado (e nunca absolvido) pela Justiça. Temos ou não uma índoles de bandoleiros?
A segundo exemplo, o que originou essa postagem, e do qual só fiquei ciente ontem, experimentem dizer a um alemão que parte de nossa população carcerária mantém o seu direito ao voto, que bandidos sob certas situações podem opinar na vida política do país. Piada, ou não? País de bandidos, gerido por bandidos e para os bandidos.
Para mim, até ontem, vejam como eu sou ingênuo e otimista, o cara enjaulado ficava alijado de todos os seus direitos civis, de cidadão que nunca foi. O de ir e vir, o de votar, entre outros.
Mas não. Não no país da esquerdalha. Não na pátria da Constituição Cidadã do Ulisses Guimarães.
Pela Constituição do Ulissinho, podem votar os presos chamados de provisórios, aqueles que estão engaiolados sem condenação criminal transitada em julgado, que é quando o juiz bate o seu martelo em definitivo, quando não cabem mais recursos, sejam da defesa, sejam da acusação.
Sempre é bom lembrar que, no Brasil, se o sujeito tiver uma certa grana, ou estiver a ser bancado por alguma organização criminosa ou partido político, o tal trânsito em julgado poderá acontecer só depois do processo passar por quatro estâncias, o que pode levar anos, quiçá décadas, e chegando ao STF, é claro, o Gilmar Mendes manda soltar.
Outra "categoria" de vagabundos também com direito a voto é o adolescente infrator, maior de 16 anos e menor que 21, "submetido a medida socioeducativa de internação". Somos ou não um país de bandido? Prisão, agora, virou internação. Cadeia virou centro de ressocialização. A tal medida socioeducativa de internação consiste no assaltante, assassino e estuprador mirim ficar morando numa casa, em bons bairros residenciais, com todas as mordomias que muitos filhos de trabalhadores não têm, sair durante o dia para ir à escola vender droga e voltar à noite para dormir em suas camas macias, limpinhas e quentinhas.
Neste primeiro turno das eleições, aproximadamente 12 mil bandidos votaram, espalhados por 222 unidades carcerárias do país. E sabem quem ganhou estourado entre a bandidagem? Que estourou a boca da urna? Sabem quem venceu entre os metralhas?
O Petralha, é óbvio. Óbvio uLULAnte!
No cômputo geral, segundo apuração do site O Antagonista, dos 11.363 criminosos votantes, 8.883 votaram em Lula e apenas 1.741 em Bolsonaro, o que corresponde, respectivamente, a 80,59% e 15,79% do total. Ou seja, Lula teve quatro em cada cinco votos da marginália.
Em alguns lugares, a votação em Lula foi ainda mais expressiva. Na Paraíba, o Seboso de Caetés teve 90,3% dos votos contra 6,45% de Bolsonaro.
Mulher nem sempre elege mulher, negro nem sempre elege negro, gay nem sempre elege gay. Mas, acreditem, bandido sempre elege bandido. São corporativos, os canalhas.
Primeiro, foi a Justiça de um estado democrático a dizer que Lula é bandido; agora é o bandido a dizer que o Lula é bandido. Você, que pretende votar no Lula por ele ser mais do "bem" que Bolsonaro, precisa ainda de uma terceira opinião? De quem? Do Mefistófeles?
E, então, você ainda vai votar no Lula, ô portuga?

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Campanha Outubro Mamilo Rosa 2022 (2)

Uma peitaria dessa só pode ser obra do Diabo, esse velho libertino! E Deus, por inveja, por incapacidade, ou por ter outros gostos, vez ou outra, impinge-lhe um tumor, um câncer dos brabos.
Não sejam vítimas do despeito de Deus, meninas. Toquem-se. Toquem-se.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

E Se Fosse Bolsonaro Quem Tivese Dito? (2)

Mais um capítulo da séria série "E se fosse Bolsonaro quem tivesse dito?"
Com vocês, mais uma vez, o Lula real. O Lula raiz. Das antigas. Não o Lula caixa de sabão em pó colorida e brilhante, não o Lula de terno Armani, não o Lula produto dos marqueteiros. Não o Lula que virou a frouxa e covarde "terceira via" dos moderados deste Brasil dantes mais varonil.
Vejamos declarações do Lula real sobre as mulheres e o feminismo. E depois dizem que Bolsonaro é o quê, mesmo? Misógino? Aposto que 90% de quem diz isso nem sabe o que a palavra significa. Vamos lá.
Ainda naquela entrevista à Playboy (1979), o Lula original, sem nenhum retoque ou maquiagem midiática, disse sobre a sua então esposa, Dona Marisa-Letícia-Enfiem-Suas-Panelas-no-Cu, a primeira-dama mais aristocrática e com mais finesse que já habitou o Palácio da Alvorada :


Indo do micro para o macrocosmo e dizendo agora de todas as feministas, Lula disse à revista Lampião da Esquina, a primeira revista gay do Brasil :


Ou seja, o que Lula quer dizer é que a mulher que tem obrigações e responsabilidades para com o seu lar, que tem o que fazer da vida, não tem tempo de ser feminista. Que só desocupadas é que podem.
Pãããããããta que o pariu!!! Odeio admitir, mas concordo com o Seboso de Caetés, nesse caso. Só desocupados se engajam em causas "sociais", seja ela qual for.
Mas ainda tem mais.



Amélia é que era a mulher de verdade...
E, para não dizerem que Lula mudou de verdade, uma mais recente, um pronunciamento no Pará, em sua campanha de 2022, retirado da revista O Antagonista, do macho das antigas Diogo Mainardi, que mandou o advogado Kakay, defensor de todos os políticos bandidos deste país, tomar no cu em rede nacional.


O companheiro tem que ajudar, dar uma mãozinha, mas o serviço doméstico, ora porra, é da mulher. Quem é que não sabe disso, não é?
Você vai mesmo votar nesse cara sob o pretexto dele ser menos extremista que Bolsonaro? Arrume outra desculpa.
E, claro, a pergunta que não quer calar : E se fosse Bolsonaro quem tivesse dito?
O país já estaria em pé de guerra. As empoderadas muxibentas e suvacudas estariam a pedir a cabeça do Mito. A cabeça do pau. Estariam a exigir o impeachment do imbrochável auriverde pendão da esperança do Presidente.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A Geografia da Fraude (Ou : os Maiores Estados Produtores de Gado do Brasil)

Os mapas abaixo mostram, em vermelho, os estados em que a máfia do PT venceu as eleições de 2010 (Dilma x Serra), de 2014 (Dilma x Aécio) e, até agora, a de 2022 (Lula x Bolsonaro).
Exatamente os mesmos. Exatamente.
Curioso? Não. Suspeito, isso sim.
Coincidência? Não. Que isso não existe.

domingo, 9 de outubro de 2022

As Luzes da Cidade Acesas

Tungstênio...
Ainda vá lá...
Gênio da lâmpada,
Fornalha encapsulada
Em vidro e vácuo.
Castrada,
Mas ainda viva, com desejos,
Com calor na bacurinha.

Fluorescentes...?
Argônio brocha
Acondicionado em cartuchos?
Luzes halógenas,
Leds?
Que porras são essas?
Luzes frias,
Frígidas.
Fótons obesos
E alimentados não pelo tesão,
Sim pela sildenafila,
Pela tadalafila.
Abortos de Lúcifer,
O portador da verdadeira tocha.

Quero de volta o raio
De Zeus
De Tupã
Do Deus iracundo do Velho Testamento.

Quero de volta
A carne de mamute
Assada na fogueira.

Quero as labaredas nuas e peitudas
Das boas colheitas
Dos equinócios de verão
Das orgias pagãs.

Quero a poesia
Do bardo inglês
Escrita à bico de pena
Sob a bússola de uma vela de sebo de carneiro.

Quero as luzes de vapor de sódio da velha praça
E seus bancos de cimento
Com anúncios de chapelarias, alfaiates, tabacarias, casas de ferragens, armazéns.
Seu coreto com a bandinha marcial.

Quero a saudade,
A solidão,
O soluço pelo amor ao qual não pude corresponder,
Ao som de um lampião de querosene.

sábado, 8 de outubro de 2022

He-Man do Nordeste, o Gigante Loiro das Américas

Esta é uma das histórias mais malucas que já chegaram ao meu conhecimento. E olha que eu já vi, ouvi e até vivi muitas sandices nesse meio século e um lustro de existência.
É o He-Man do nordeste!
Até aí, nada de surpreendente. Infinitos He-Men brasileiros devem ter existido entre fins da década de 1980 e meados da de 1990, época em que esse personagem virou febre nacional.
Devem ter existido He-Men do nordeste, do norte, do pantanal, dos pampas. Mas este do qual vos falo é diferente. Especial e único.
Antes, porém, um esclarecimento para quem não nasceu na Terra nem em Eternia, ou faz parte da triste e acéfala geração millennial e, portanto, nunca ouviu falar do He-Man.
Na maior parte do tempo, ele é o afeminado príncipe Adam, herdeiro do trono real de Eternia. Então, quando o malévolo Esqueleto ameaça o reino, ele manuseia com destreza e carinho um enorme espadão, o põe em riste acima de sua cabeça e brada o seu grito de shazam : "pelos poderes de grayskull... eu teeeenho a força!!!!". Um raio incide no espadão e ele se transforma no também afeminado He-Man. Uma espécie de Conan nada bárbaro. Um corno fresquíssimo e louro saído de um comercial de xampu. Um Conan do crossfit.
Não é à toa que o brasileiro, genial para o que não presta, eternizou a paródia do seu grito : "pelos poderes de gay que sou... eu queeeeimo a rosca!!!".
Mas não o He-Man nordestino, nascido sob o nome de Lenine Alves Baptista. Que esse era cabra da peste, da moléstia, da gota serena. Aliás, não era nordestino, nasceu no Paraguai, filho de mãe índia paraguaia e pai cigano russo.
Lenine Alves Baptista foi o maior lutador de vale-tudo do Brasil. E um dos menos conhecidos. Tanto que mesmo eu, um apreciador dessa modalidade esportiva desde os tempos do telecatch da TV Tupi, só fiquei a saber dele um dia desses, por um vídeo me enviado pelo Ozy, do blog Ozymandias Realista.
Lenine lutava em um circo. O seu próprio circo. Ele percorria os confins e os pequenos rincões do Brasil a armar o seu picadeiro. Para anunciar seu espetáculo, ele ia para a praça central das cidades, dava demonstrações de força e habilidade e desafiava os locais para que tentassem derrotá-lo. Oferecia prêmios em dinheiro para quem lograsse tal feito.
Em 1996, realizou a sua maior façanha, que transformou o seu nome em lenda : em Crato (CE), derrotou 35 homens ao mesmo tempo, de mãos limpas. Tudo bem que nenhum dos 35 eram lutadores profissionais, eram moradores da cidade, um bando de mal-acabados; a bem da verdade, uma legião de Esqueletos, mas, ainda assim, 35 homens.
Lenine postou-se ao centro do picadeiro e a boiada foi solta pra cima dele. Trinta cinco homens cercando-o, procurando uma brecha para lhe encacetarem, um flanco livre. Os homens começaram a se apinhar em cima do He-Man do nordeste. Choveram porradas, socos, safanões e catiripapos. Dos homens em He-Man e do He-Man nos desafiantes. Porém, enquanto He-Man aguentava firme os golpes, cada homem ia sendo colocado fora de ação pelos golpes de He-man. Um a um foram sendo derrotados, até que só sobraram uns quatro ou cinco para encarar Lenine. Olharam um para o outro e desistiram.
E olha que He-Man nem golpeava duramente quando lutava com quem não fosse profissional. Como todo herói, He-Man era benevolente para com o amadorismo de seus oponentes, não lhes dava socos de mão fechada, para não ferir-lhes gravemente, só tapas de mão aberta.
Contam também que He-Man dominava uma técnica que, embora não letal, era vexatória para o inimigo. Se ele conseguisse acertar um tapão bem colocado na região dos rins do cabra, este perdia o controle da bexiga, da micção, e se mijava todo, ali mesmo.
Também parecia ser imune à dor. Em certa feita, lutou contra oito lutadores profissionais ao mesmo tempo, oito homens treinados nas artes do combate. Embora tenha derrotado seis deles, acabou vencido. Levado ao hospital para suturar um corte no lábio, dispensou a anestesia. O médico costurando o beiço dele à seca e ele nem sentindo nada.
Contudo, seu fim nada teve de heróico ou glorioso. Não se deu nos ringues pelas mãos de um oponente mais valoroso.
Em 26 de dezembro de 20o8, aos 57 anos e ainda em plena atividade, foi baleado pelo sogro, no município pernambucano de Ouricuri. Inconformado com o rompimento de He-Man com sua filha, o sogro meteu-lhe um balaço na cabeça. Dono de um vigor e de uma resistência física incomuns, mesmo com uma azeitona na cabeça, He-Man ainda conseguiu correr do sogro, que meteu-lhe mais quatro pipocos nas costas.
Não caiu. Munido da força que o destino só concede aos heróis, conseguiu que vizinhos o levassem a um hospital. Travou, então, o seu combate mais difícil, contra a Morte, que teve que suar para levar o He-Man nordestino.
Baleado em 26 de dezembro de 2008, só sucumbiu de vez em 08 de janeiro de 2009, em Petrolina (PE), para onde foi transferido em busca de melhores recursos médicos.
Ignorado pela grandes meios de comunicação da época, o He-Man nordestino foi ressuscitado e eternizado pela internet. Hoje, é possível achar vários vídeos de suas proezas. Inclusive, o da sua épica luta contra os 35 de Crato.
Eis o He-Man nordestino, também conhecido como o Gigante Loiro das Américas.

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

E Se Fosse Bolsonaro Quem Tivesse Dito?

Querem votar em Lula? No ladrão, o que, provavelmente, é de seus menores crimes? Votem. Estamos numa merda de uma democracia, não é? Votem.
Votem. Mas não me venham com chorumelas. Não fiquem a arrumar desculpas esfarrapadas e rotos argumentos para minimizarem o aval que estarão a dar, pela quinta vez, ao maior saqueador de cofres públicos que já estuporou na face desse planeta.
Votem. Mas não encham o meu já rendido saco a racionalizarem e a convencerem as paredes do quarto para terem um sono culpado, porém, tranquilo.
Votem. Mas não subestimem a minha inteligência nem superestimem a minha tolerância, a minha paciência, a dizerem que votarão em Lula porque ele é mais moderado que Bolsonaro, menos extremista. Se, de fato, acreditam nisso, moderadas são as suas percepções dos fatos e suas memórias; quiçá, os seus caráteres, afins ao do Sapo Barbudo.
Lula não é moderado. A esquerda não é moderada. Esse Lulinha do bem, esse Lulinha paz e amor é uma embalagem colorida projetada por marqueteiros. Não há esquerda do bem. Lula e seus seguidores e eleitores é que são o que acusam Bolsonaro de ser. Lula é machista. Lula é homofóbico. A esquerda carrega esses predicados. Vide Rússia, China, Coreia do Norte etc. Vai lá um viadinho andar de mãos dadas com outro na rua.
Até o fim do mês, colocarei aqui, nessa seção, E se fosse Bolsonaro quem tivesse dito?, provas disso, excertos de falas do Seboso de Caetés que, se ditas por Bolsonaro, o mandariam à Corte de Haia, ao Tribunal de Nuremberg, à Santa Inquisição da Esquerda e de seus aliados de ocasição, os moderados, a turma do deixa-disso, a turma dos que têm medo de "sujar as mãos".
A maioria dos excertos são de uma entrevista, de 16 páginas, dada por Lula à revista Playboy em 1979. Lembra, caro amigo, quando a gente via a Playboy por causa das entrevistas? E tanto era que a gente até "colava" as páginas das bucetudas, lembra?
E, para começar, de leve, coisa mais pesada vem por aí, um pouco de bestialismo e zoofilia pra vocês.
E se fosse Bolsonaro quem tivesse dito?

Cerveja-Feira (57)

Com o meu ingresso no mundo das drogas médico-farmacêuticas, diminuí, em muito, o consumo da droga que sempre foi, digamos assim, o meu navegador padrão, o álcool.
Tomo meus remédios - um ansiolítico e antidepressivo pela manhã e um "regulador" de humor à tarde - e já fico menos angustiado, agoniado, não me acometendo, assim, a vontade/necessidade de umas latinhas à noite.
Tenho tomado cerveja apenas aos sábados, só mesmo para o fígado não destreinar, não atrofiar. A cerveja, de esposa com quem eu acordava e dormia, passou à amante de fins de semana.
Dessa forma, e por conseguinte, também diminuiu muito a minha peregrinação pelo meu caminho de Santiago em busca das boas e baratas. Ainda assim, uma preciosidade caiu-me às mãos no sábado passado. E o melhor : a R$ 1,99 a lata de 350 ml, na rede atacadista Makro.
Cerveja Bamboa puro malte. 4,8% de teor alcoólico. Fabricada em Campo Grande (MS). Existem por aí aquelas que se dizem até duplo malte, feito a Brahma - a Brahma comum é bem melhor que ela. A Bamboa também é duplo malte, mas vai além : é triplo lúpulo.
Segundo o rótulo : "o primeiro lúpulo proporciona aroma e sabor; o segundo, traz o original amargor da cerveja; o terceiro, proporciona a refrescância de uma autêntica pilsen. Para finalizar a receita, colocamos duas variedades de maltes importados e a mais pura e leve água captada do Aquífero Guarani".
E ela é boa, mesmo. Melhor que as seguintes puro malte que já experimentei : Skol, Brahma, Itaipava, Império, Spaten, Devassa, Amstel, Petra. Das puro maltes que conheço, perde para a Cacildis, Brahma Extra Lager, Bohemia, Eisenbahn e Serramalte, porém, essas estão numa outra faixa de preço, de custo-benefício.
Mais uma a receber a honraria das boas e baratas do Marreta, a comenda ISO-Azarão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Campanha Outubro Mamilo Rosa 2022

Rapaz, eu ando tão puto com essa putaria de eleição que estava até a me esquecer do que, de fato, é importante, do que faz a vida valer a pena, do que dá um mínimo de sentido à existência.
Um belo par de tetas!
É o Outubro Mamilo Rosa!
Toquem-se, apalpem-se, meninas. Deixem-se tocar e bolinar. Que apertão nas tetas é carinho, não é assédio.
E à presença de qualquer corpo estranho nos peitos, que não sejam minhas mãos e minha boca, corram a um médico. 
Não se deixem corroer por um punhado de células revoltosas e rancorosas. Não deixem que as areias do tempo erodam esses monumentos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Ao Mestre, Com Asco e Desprezo

É possível apoiar e idolatrar um ladrão, um corrupto, e, ao mesmo tempo, dizer que defende valores éticos, morais e as instituições de um estado democrático? Pior : dizer que, justamente, ao apoiar um ladrão está a fazer isso, a defender a moral, a ética e a democracia?
Para qualquer pessoa minimamente sã e racional, isso é pura loucura, caso de internação. Para mim, menos condescendente, é caso, isso sim, de prisão perpétua, de pena de morte. Para o ladrão e para quem o idolatra.
Mas, sim, meus caros, isso é possível, sim. Na cabeça e na ideologia pervertidas e criminosas da esquerda, isso não é somente possível, é obrigatório, é condição sine qua non.
Essa, nesses dois dias (03 e 04/10/22) que sucederam o primeiro turno das eleições presidenciais, é a nova e atual tônica a ser usada (a continuar a) pelos professores esquerdistas com quem convivo (passar um pouco de Vick Vaporub dentro das narinas ao entrar na sala dos professores tem me ajudado bastante. Dramin, ainda não preciso lançar mão de. Tenho estômago forte, calejado pelos porres e bebedeiras) : doutrinar os alunos para que apoiem ladrões e criminosos de todas as espécies, desde que estejam sob a égide vermelha, e cobrar deles que, em sala de aula, se portem comportada e eticamente em relação à "aula" do professor, que, afinal, é um pobre proletário oprimido, um trabalhador, que respeitem a instituição Escola. Essa, daqui em diante, será a nova pérola do duplipensar comunista.
Explico meu nojo e o motivo dele.
Como era esperado, Lula foi bem votado pelos professores de onde leciono. Notadamente, pelos tais das "humanas"; não só por eles e nem por todos eles, mas, notadamente, pelos das "humanas".
São esses mesmos caras que, a partir da semana que vem (essa semana, estamos apenas em reuniões e conselhos de classe), entrarão em suas salas de aula e, como se nada tivesse acontecido, como se não tivessem votado em um ladrão, voltarão a dizer de ética, moral e valores para os alunos, voltarão a defender as Instituições, o estado democrático etc.
Entra o de filosofia, por exemplo, e diz : "olha, gente, eu votei num ladrão condenado e ainda réu em quatro processos, mas isso é só um detalhe, tá?, uma coisa de nada, vamos agora voltar a discutir a ética de Platão, de Kant, discutir os fundamentos da ação moral, aprender a distinguir as ações morais, das imorais e amorais etc etc etc"; toda uma vã e hipócrita papagaiada.
Entra o de Sociologia (esses são os piores), invariavelmente um sindicalista, e faz sua defesa de palanque, de showmício com cantor sertanejo universitário, do estado democrático, defende a preservação e a crença nas Instituições, fala de uma melhor distribuição de renda e o caralho. "Ah, sim, galera (os de sociologia são descolados, falam a linguagem do jovem), isso de eu ter desprezado o parecer da Instituição Justiça desse país e ter votado num corrupto condenado por ela, não tem importância nenhuma, tá? Temos que acreditar nas instituições"
Lula é sonegador de impostos, também. Deve R$ 18 milhões ao Fisco, cobrança que estava a ser feita pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e que foi suspensa por medida cautelar, adivinhem, de Gilmar Mendes, do STF, que apontou possível abuso de autoridade no caso, classificando a cobrança como "ideológica". E sem dúvida que foi ideológica, afinal, é contra a ideologia do esquerdista trabalhar e pagar qualquer coisa de seu próprio bolso.
Retoma a fala, o de Sociologia : "Galera, entre vários fatores, uma boa distribuição de renda depende de uma adequada arredação de impostos, tudo bem votar em um ex-presidente sonegador, tá?, desde que seja para um bem maior, desde que seja para a manutenção de um estado democrático, da democracia em que vivemos e "lutamos" tanto para conquistar. E não, também não tem problema que o Lula seja amigo e apoie, inclusive com o dinheiro de nossos impostos, todas as ditaduras da América do Sul".
Tem mesmo que ser muito canalha para votar num ladrão e continuar a pregar valores éticos e morais. Mas eles conseguem. Pãããããta que o pariu se conseguem. Sempre conseguiram. Nem ruborizam de vergonha. São vermelhos sem-vegonha.
Por que vocês acham que houve toda uma campanha de incentivo para que o jovem entre 16 e 17 anos e 11 meses (e, portanto, desobrigado ainda a votar) fizesse seu título de eleitor? Para que fossem doutrinados e direcionados pelos das "humanas" a votar em bandido e saírem das cabines eleitorais com a sensação de dever cumprido.
Se você é pai ou mãe de estudantes, sobretudo de escolas públicas, atentem-se. Seus filhos estão a ser cooptados por esses canalhas. O estrago moral neles causado transcenderá os muros da escola, eles o levarão para as suas vidas adultas, para as suas relações pessoais e de trabalho.

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Não Existe ex-Puta. Nem ex-Petista

É tudo puta velha!!! Dói-me errar em minhas convicções. Mas não me dói assumir meu erro, tenho hombridade suficiente para enxergar e admitir as minhas cagadas quando elas explodem e embosteiam a minha cara.
Dou meu braço à tapa e minha cara a torcer e digo que me arrependo de ter votado em Ciro Gomes em 2002, 2018 e quase de novo, agora, em 2022. Não que eu tenha aderido ao voto útil, mas fugi do voto inútil.
Votei no passado em Ciro Gomes porque, em primeiro lugar, é um sujeito inteligente, com propostas concretas (não sei se as concretizaria), que entende do que fala, e mesmo a profunda decepção para com ele depois do que acabei de ouvir há uns minutos não me fará negar isso. Depois, porque mesmo antes de toda a sujeira do PT estourar para a nação, Ciro já descia a lenha no PT.
Sobre a máfia petista, Ciro já fez declarações como :
O PT ser uma quadrilha e Gleisi Hoffman, a sua chefe. “Sim, não tenho dúvida. Ela é a chefe. Ela e o marido estão enrolados em tudo. Se quiserem me processar, já estou acostumado. Estou falando a verdade. Não vale me processar por dano moral. Me processe por calúnia que tenho direito a demonstrar. É só tirar certidões das acusações do Ministério Público. Quantos tesoureiros o PT tem? Estão todos presos. Lula apoiou Sérgio Cabral até o gogó. Quem nomeou Michel Temer vice, contra minha opinião?” (2019);
"Lula apodrece onde bota a mão; além de ser corrupto, é grande corruptor". (2021, ao Canal Uol);
"Lula se lambuzou no poder", Dilma Rousseff é "aborto", Michel Temer é "bandido" e Jair Bolsonaro um "patife, genocida". (2021, Canal Uol).
Agora, na sua campanha de 2022, Ciro Gomes voltou à carga para cima do Sapo Barbudo.
“Eu nunca mais farei campanha para bandido nesse país, nem que o pau tore. Por isso tenho que estar no segundo turno”. (fevereiro/2022);
"Gabinete do ódio de Bolsonaro é uma cópia do de Lula". (maio/2022)
“O Lula faz pose de bonzinho e financia um gabinete do ódio completamente desonesto e fascista igualzinho o do Bolsonaro” (setembro/2022);
"Lula e Bolsonaro brigam para ver quem é mais ladrão". (agosto/2022).
E, finalmente, há duas míseras semanas : "Não há a menor chance de fazer campanha junto de bandido".
Então, hoje, há poucos minutos, ao ligar em um telejornal, a porrada : "Ciro Gomes oficializa seu apoio a Lula no segundo turno".
Fake news, pensei eu. Mas não. Ciro se saiu a la tucano, é claro, disse que acompanha a decisão de seu partido.
Decepção. Decepção.
O que só reforça mais ainda o meu voto em Bolsonaro também no segundo turno.
Uma vez petista, sempre petista. Tudo canalha, tudo puta velha.

em tempo : sei que Ciro Gomes nunca foi um petista de fato, nunca foi filiado ao PT, mas participou do governo do Sapo Barbudo, de 2003 a 2006, como Ministro da Integração Nacional.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Elma Chips de Buceta

Nenhum culto data de tempos tão imemoriais e se mostra tão perpétuo quanto o prestado a Ela. Nenhuma devoção atravessou eras, séculos e civilizações de maneira tão incólume como a dedicada a ela. Nenhuma Deusa, Entidade ou Elemental inspirou tantas odes, paixões, poemas, epopeias, louvores, invenções e guerras quanto Ela.
A Deusa Buceta!!!
Pudera. A Deusa Buceta não impõe submissão e humilhação aos seus fieis. Pelo contrário, exige que todos se ponham de pé diante dela.
A Deusa Buceta é independente de qualquer outra cosmogonia; extinta ou vindoura. Ela é a Mitologia de uma Deusa Só. A Deusa Buceta se basta. Não precisa de complementos. É uma singularidade. É um universo à parte. É um panteão autossustentável.
E, feito o boi, da Deusa  Buceta nada se perde, tudo se aproveita. Ela tem o gosto bom, o cheiro bom, relevo e textura agradáveis, clima tépido e úmido na medida certa e a sua sopinha é dos tônicos mais revigorantes da natureza. Nenhuma homenagem que já lhe foi prestada e mais as outras que ainda virão fazem jus à sua grandeza.
Agora, mais um fiel devoto da Deusa Buceta dá a sua contribuição, o seu ex-voto, ao relicário Dela.
É o lituano macho das antigas Andrius Kazlauskas, engenheiro de alimentos à frente da gigante dos salgadinhos e petiscos Chazz. Que está lançando uma novidade no mercado dos salgadinhos, tira-gostos, acepipes e belisquetes.
É o Putes Skonio. O salgadinho, como diz a embalagem, com Pussy Flavor. Sabor de buceta.
Pããããããta que o pariu!!!!! É o Elma Chips de Buceta!!!!
Segundo a empresa, o público-alvo do Elma Chips de Buceta é a geração dos millennials, essa geraçãozinha de merda que aí está e que já nasceu com um celular na mão, os viadinhos cibernéticos. De acordo com a Chazz, é notório que os millenials fazem três vezes menos sexo que a geração de seus pais, que a molecada está perdendo o interesse pela Perseguida. Pura verdade. E eu digo mais, vou além. Nem punheta, essa molecada bate hoje em dia. Ficam o dia todo com as duas mãos ocupadas a masturbar o seus celulares.
O Pussy Flavor visa, então, despertar o interesse dessa geração para a buceta. Tanto que, como pode ser visto na foto, na tampa caixa que acondiciona o pacote de Elma Chips de Buceta, podemos ler : perca a sua virgindade com Chazz Pussy Flavor.
Mas acho que a Chazz vai atirar no que viu e acabar acertando no que não viu. Acho que atingirá muito mais um outro público-alvo. Essa meninada não gosta de buceta. É irreversível. São não-binários, assexuais, trans-isso, cis-aquilo.
O Chazz Pussy Flavor cairá é no gosto das gerações antigas, dos velhinhos sem porvir. Para matar a saudade do cheirinho da fedegosa.
O Elma Chips de Buceta será comercializado em três versões : chips de bacalhau ao Porto, de perereca à Provençal e de caranguejeira ao sugo (se é que vocês me entendem).
O que beber com tão precioso tira-gosto? O que harmoniza com o Elma Chips de Buceta? Nada. Não harmoniza com nada! Salgadinho de macho das antigas não harmoniza, no máximo, cai bem, desce bem com uma bebida. O Elma Chips de Buceta desce bem com uma "branquinha" - aquela que matou o guarda e fez engasgar o gato - e, claro, com cerveja de pedreiro, de estivador, de "chapa" de caminhão : Antarctica Boa, Brahma, Bavária, Kaiser, Crystal, Glacial, Polar, Belco, Lokal.
"Mas Azarão", logo perguntarão os mais refinados, "e eu, que gosto de uma IPA artesanal, orgânica e biodinâmica, de uma caipiroska de pitaya, de uma saquerita de physalis? 
Respondo : "Calma, bicha! Calma que, em breve, a Chazz abrirá duas filiais no Brasil, uma em Pelotas (RS) e outra em Campinas (SP), e produzirá o salgadinho ideal para você degustar com a sua artesanal : o Cock Flavor. O Elma Chips de Caralho!!!".
Igualmente ao Pussy Flavor, o Cock Flavor também contará com três versões : chips do mandiocão do Zé Bonitinho, do chouriço do Kid Bengala e da sucuri do Velho do Rio. Já inclusos, as três versões serão acompanhadas de um sachê de esmega nos sabores molho tártaro, rose e pesto, respectivamente.
O que eu sei é que já tem muito macho das antigas à espera do Elma Chips de Buceta ser lançado aqui no Brasil, para usá-lo como um álibi, uma estratégia de sobrevivência matrimonial. O cara sai com a amante e cai de boca, queixo, nariz e testa num bom bucetão. Chega em casa com o bigode cheiroso e o hálito perfumado de buceta. Imediatamente, a esposa detecta o cheiro do chifre e bota o cara contra a parede. Então, o safado saca de um pacote de Pussy Flavor já comido pela metade e diz : "é o cheiro do salgadinho, amor".
A sua esposa acreditaria? A minha, não. É uma descrente.

domingo, 2 de outubro de 2022

Consummatum Est

Hoje, fui ter com Morpheus às duas e tanto; disse um bom-dia rançoso a Apolo às sete e pouco.
Acordei com o hálito da Natasha no meu, seus humores no meu bigode. Tomei um café forte passado na minha cafeteira italiana e me pus à rua, em direção à minha zona eleitoral, ao cumprimento do cívico dever de escorraçar de vez o PT do poder.
No caminho, para rebater, entornei uma lata de Antarctica Boa. Voto útil é o caralho! O negócio é voto bêbado!!!
Meus votos assim ficaram:
Levaste "cola" para a eleição, Azarão? - dirão, a zombar e a escarnecer, os meus detratores. Estarás já tão decrépito?
Porra nenhuma! Sou professor macho e catedrático das antigas! Nunca nem olhei em livro nenhum para dar aula, sempre passei a matéria no quadro de cabeça. E fui aluno CDF mais das antigas ainda. Do tempo em que tínhamos que decorar tabuada, tempos verbais, tabela periódica e os afluentes das margens direita e esquerda do rio Amazonas. Não vou me lembrar da porra de quatro números? Respeitem-me.
Votei. Como diria Júlio César : fui, vi, votei e (espero) venci.
Consummatum est. Para o bem e para o mal.
E falando em consummatum est, lembrei-me de uma piada.
"A mãe, zelosa e preocupada em como a filha (a quem julgava ainda cabaço) se sairia na noite de núpcias, pediu que, no dia seguinte, se tudo tivesse corrido bem lhe enviasse um telegrama com os seguintes dizeres : consummatum est. Dessa forma, a genitora saberia que tudo transcorreu nos conformes. Dia seguinte, chega o carteiro, a mãe abre o telegrama e lá está : 'Mamãe, foi uma noite maravilhosa. Consummatum est. E oeste!"
Pãããããããta que o pariu!!!! Que inveja do noivo!!!
Faz muito tempo que eu não consummatum um oeste. Pra ser sincero, nem um est.

O Dia "B"

00h57. Vodka-tônica patinando nas veias. Oswaldo Montenegro a esquiar no toca-CD.Hoje é o Dia "B", meus caros. "B" de Bolsonaro.
Hoje não tem plano A nem lado A do vinil. Hoje, o plano B é o plano A, e o lado B do "preto com um buraco no meio", convenhamos, é o que sempre escondeu as melhores músicas.
Hoje, é o dia de escorraçar de vez a comunistada do Brasil, de enfiar uma estaca no coração da vampirada que, por 30 anos, vem sugando o sangue vermelho das veias abertas da nação.
Hoje, é o dia de enfiar o pau no cu da vagabundada desse país. De três ou quatros gerações de encostados que vêm sendo sustentadas pelos meus (nossos) impostos desde o esquerdinha caviar FHC. 
Estou cansado de sustentar filho dos outros; e os outros, também. Pacto social é a puta que vos pariu!!! 
Hoje, é tudo ou nada. Ou optamos pela possibilidade de um Brasil trabalhador, de fato, ou por um Brasil do Partido dos "Trabalhadores", de sermos, de novo, gerenciados por uma máfia pior que a Cosa Nostra, a Yakuza, a Tríade e a Tambovskaia.
Hoje, é o dia do Brasil decidir pela correção, pela moral e pelos bons costumes, ou pela bandalheira, pela inversão de valores, pelo solapar das hierarquias, das autoridades, da ordem, da organização; pela hiperfragmentação da sociedade, pela continuidade do reinado dos incapazes, inaptos, preguiçosos e analfabetos diplomados e das inúmeras minorias majoritárias e pedintes e mendigas e vítimas algozes da sociedade.
Nunca tive tanta gana de ir às urnas como hoje.
Hoje, é o dia de sepultarmos o morto-vivo Lula Inácio "Sapo Barbudo" da Silva.
"Brasil,  mostra a tua cara. Nós é que pagamos pra vagabundada ter uma vida boa assim. Brasil, acabemos com esse ócio, não quero vagabundo pra sócio... confie em mim. O meu título de eleitor é uma navalha!!!"

sábado, 1 de outubro de 2022

A Burrice Continua, Companheiro (2)

Nos meus raros e curtos laivos de otimismo, tendo a acreditar que os professores da esquerdalha sejam somente hipócritas, que pratiquem o duplipensar de Orwell de caso pensado. De caso pensado? E por acaso a esquerdalha pensa pelos neurônios próprios? Porém, só a hipocrisia feita em estratégia (Lenin : acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!) não dá para explicar o que eu presencio no meu dia a dia.
Não é tão-somente hipocrisia planejada; absolvamo-os desse pecado : é burrice, mesmo. Burrice da mais encruada, arraigada, inextirpável, genética. Valha-me São James Watson
São, indubitavelmente, burros, os professores vermelhos. Lá na época deles de faculdade - leia-se tempos de doutrinação e de lavagem cerebral de suas cabecinhas de merda, de fumar maconha no Diretório Acadêmico - inocularam-lhes a cartilhinha do proletariado injustiçado, do oprimido, da luta de classes, da hiperfragmentação (dividir para conquistar) da sociedade etc e pronto. Mais indelével que uma tatuagem.
Por que afirmo isso? Simples : a vermelhada docente vai toda votar no Sapo Barbudo, de novo.
Eu tenho milhares de razões para não votar, como nunca votei, no Seboso de Caetés, mas os marxistas de iphones têm (teriam), pelo menos, três.
1 - Nem vou falar do paladino Sérgio Moro, que à simples menção de seu nome, a comunistada do giz começa a espumar de hidrofobia. Lembremos do juiz Joaquim Barbosa, que, em 2012, bateu seu impávido martelo (muito mais poderoso que a minha marreta) e concluiu que o PT é uma ORCRIM, uma organização criminosa, uma quadrilha, e mandou vários da alta cúpula petista para o xilindró, José Dirceu, José Genoino, Antônio Palloci et caterva. Como um cara que bate no peito (às vezes, com tanta força que chega a espetar e a ferir a mão no alfinete do broche da "estrelinha") e se diz trabalhador (e, de fato, o são; trabalhadores que maldizem o patrão mas tem orgulho de não serem patrões, de serem proletariado, que trabalham por uma merreca e enfrentam situações a que poucos se disporiam a) pode votar num bandido, no líder de uma organização criminosa? 
2 - Ao votar em Lula, é sabido que uma imensidão de dinheiro público, dos impostos arrancados dos salários deles, irá para o bolso do Nove-Dedos, de sua máfia, de empreiteiras e frigoríficos e para encher de grana o cu de tiranetes comunistas das Américas que não são a do Norte, para os cofres pessoais de Maduro, Ortega, Raul Castro ou quem quer que seja que "governe" aquela pocilga chamada Cuba hoje em dia etc. Menos dinheiro, muito menos dinheiro, e bota menos nisso, para os serviços públicos; inclusive para as escolas, de cujas condições precárias esses mesmos professores vivem a reclamar e a fazerem greve. Burrice ou não?
3 - Eu passei oito, dez anos, dentro da escola a ouvir esse pessoal descer a lenha nos governos Alckmin - e, nesse caso, com razão. Pois agora, todos eles votarão no Alckmin! Caso Lula seja eleito e, amanhã ou depois, por um motivo ou por outro (dizem que ele está muito doente, já no bico do urubu), ele tiver que abandonar o cargo, a vermelhada terá Geraldo Alckmin como Presidente da República. Um sujeito em que desceram o cacete - em vão - por 10 anos; um sujeito que, pelo mesmo tempo,  meteu o cacete - sem cuspe nem vaselina - no cu da professorada. Síndrome de Estocolmo? Burrice, pura e simples, reitero.
E aí vão dizer o quê? Que o Picolé de Chuchu deu um golpe? Igual a quando votaram em Michel Temer? Burrice ou não? Burrice somada à demência e ao delírio. 
E a burrice continua, companheiro!!!
Valha-me São Gabeira!!!

Amanhã, Eu Tento de Novo

Todas as noites,
No capão ermo dos meus sonhos,
Em frente à tapera eremita dos meus desejos,
Acendo a minha fogueira
Com galhos caídos de angico,
Peroba,
Jatobá.
 
Sento-me ao chão,
De pernas cruzadas,
Tomo da minha cerveja
E fico a olhar a madrugada
Pelo filtro da cortina de convecção
Que sai de suas labaredas.
 
Espero pelo chegar de uma jaguatirica
(Escuto, amiúde, os miados dela nas brenhas),
Tenho sempre um peixe ao meu lado,
Uma tilápia pescada na lagoa cheia de taboas,
Para jogar-lhe às suas quatro patas almofadadas,
Em oferenda.
 
Espero pela visita do Curupira
(Encontro, amiúde, suas pegadas dúbias no meu quintal),
Tenho sempre um bom fumo de rolo
E uma cachacinha de amburana
Para lhe fazer sala e levarmos um dedo de prosa.
 
Espero pela vinda dos vaga-lumes 
(Vislumbro, amiúde, seus relâmpagos sem trovão junto à nebulosa de Órion),
Tenho sempre um quarto de galão de querosene
Para ofertar-lhes como combustível 
E um lampião,
Que um dia já foi uma brasa,
À espera de que com ele acasalem.

Espero pela aparição da coruja
(Escuto, amiúde, o rufar de suas asas a espanar a poeira de minha biblioteca),
Tenho sempre o ombro
Para lhe oferecer em poleiro,
Para que ela me inocule
Com a peçonha da sabedoria de Palas-Atena
Que carrega em suas garras.

Espero...
Mas só quem chega é o dia.

Espero...
Mas o breu dos céus
Logo é lavado,
Logo é varrido,
Pelo jato, pela torrente de luz da manhã
Saída da mangueira de água
Da velha que acorda às 4 da manhã
Para lavar a calçada.

Acordo, também.
Respiro fundo e digo :
Amanhã, tento outra vez.