sexta-feira, 10 de abril de 2020

Cerveja-Feira (11)

Ela é a Mona Lisa da pinacoteca da Cerveja-feira. A Afrodite do panteão desta malfadada seção.
A bela, devassa e do lar Sandy !
Sim! Sandy também é chegada em dar uma boa duma talagada numa cerveja. A Sandy bebe Devassa e é uma adorável devassa!
Jamais o Brasil se esquecerá de sua declaração bombástica em entrevista à revista Playboy : "Eu acho possível ter prazer anal. Sim, porque é fisiológico".
Eu li a tal edição da Playboy - com a arroz-de-festa Adriane Galisteu na capa - e em verdade vos digo que fiquei muito mais excitado com a declaração da Sandy do que com as muxibas da Galisteu. Como bem já relatei numa das postagens mais acessadas do Marreta até hoje : O Cu da Sandy 
Sim, é possível ter prazer anal, disse Sandy. E o irmão Júnior concordou. Plenamente.
Sim, meus caros, Sandy toma cerveja. Toma a cerveja e libera a tampinha. Toma a cerveja e não fica fazendo "miserê" do lacre! 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

O Duro de Matar Jair Bolsonaro

A dissimulação e o mau-caratismo da esquerda vigente parece mesmo não conhecer limites. Como não foi surpresa, a esquerda transformou a pandemia do coronavírus - o sofrimento dos infectados e a paranoia dos (ainda) não - em arma política contra o intrépido Bolsonaro.
Sob a desculpa deslavada, esfarrapada e manquitola de se preocupar com a saúde e o bem-estar da população e de que Bolsonaro é um genocida disposto a dizimar o dantes mais varonil povo brasileiro, a esquerdalha entrou com várias petições - um total de seis - junto a PGR, que pediam a abertura de investigação criminal contra o presidente Jair Bolsonaro por conta de ações praticadas por ele durante a pandemia do coronavírus. 
Basicamente, todas pediam o mesmo, a abertura de investigação e consequente denúncia contra o Capitão pela prática do crime tipificado no artigo 268 do Código Penal (“Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa”), cuja pena é de detenção de um mês a um ano e multa.
Todas as seis petições, todas as seis, foram rejeitadas e arquivadas. As decisões foram comunicadas pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que havia enviado os casos para análise.
Um dos requerentes, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), alegou que Bolsonaro contrariou recomendações do Ministério da Saúde ao defender publicamente o retorno da população às ruas e criticar o isolamento social preconizado pelas autoridades de saúde. O Capitão também teria estimulado e compareceu a uma manifestação em seu apoio sem máscara de proteção, em 15 de março, na qual cumprimentou apoiadores e manuseou celulares para tirar fotografias.
Mas mais uma vez a esquerda se fudeu! Deu com os burros n'água. Tomou na tarraqueta. Humberto Jacques de Medeiros, vice-procurador-geral da República, considerou que não há como imputar a Bolsonaro o crime de descumprimento de medida sanitária preventiva porque, simplesmente, não havia ainda, nas ocasiões citadas nas petições vermelhas,  nenhuma ordem desta natureza a vigorar
Medeiros considerou que, em primeiro lugar, “não há notícia de prescrição, por ato médico, de medida de isolamento para o presidente da República”. Em segundo lugar, à data dos fatos não havia restrição  preventiva imposta pelas autoridades sanitárias federais a eventos e atividades. Já o decreto editado pelo governo do Distrito Federal (40.520/2020), onde foi realizado o ato de 15 de março, não abrange manifestações políticas como a havida naquela data, mas somente eventos – “atividades recreativas, sociais, culturais, religiosas, esportivas, institucionais ou promocionais” – que “exijam licença do Poder Público”.
Não tem como Bolsonaro ter descumprido uma ordem que ainda não tinha sido dada. Ou seja, a esquerdalha está querendo que o inquebrantável Bolsonaro seja julgado, condenado culpado e preso por uma atitude que não era crime à época de sua prática.
E, depois, eles vêm dizer que quem sofreu "golpe" foi a pedaleira Dilma? Ora, vão à merda!
Ora, vão à merda (2) : se a esquerdinha petista de fato se preocupasse com a saúde do cidadão brasileiro, Lula, o Sapo Barbudo, o Seboso de Caetés, teria construído escolas - educação é prevenção - e hospitais, para a hora em que a porca torcesse o rabo, como agora torceu. Construiu foram estádios de futebol, o maior ladrão da História brasileira. Monumentais estádios de futebol. Um deles, o Itaquerão, orçado em quase 2 bilhões de reais, ele deu de presente ao seu time do coração, o Corinthians.
Jair Bolsonaro, por sua vez, embora a grande mídia, agora sem o dinheiro que recebia aos montes do PT, não noticie, antes pelo contrário, faça questão de esconder, já tomou medidas acertadas e adequadas contra a pandemia. Algumas delas : sessenta bilhões para a manutenção de empregos, prazo maior para o recolhimento do FGTS, isenção do Simples Nacional por 3 meses para pequenas e médias empresas, auxílio de 600 reais para trabalhadores informais e autônomos, isenção de impostos para produtos médicos e 0% de IPI para itens de combate ao coronavírus, quarenta e oito bilhões de crédito para as empresas, garantia do escoamento da produção por meio de estradas e portos, antecipação de parte do seguro-desemprego para o trabalhador que tiver jornada e salários reduzidos, liberação, a partir de junho e até dezembro, de saques do FGTS no valor de 1.045 reais.
E muitas outras medidas ainda virão.
A verdade é que a esquerda está desesperada para voltar a mamar nos grandes e túrgidos úberes do Estado, torce e faz a maior força para que o governo Bolsonaro dê errado, muito errado; nem que a própria esquerda tenha que causar isso. Porque sabem que se ele der minimamente certo - nem precisará ser um estrondoso sucesso -, nunca mais o PT, PDT, PC do B, Psol et caterva retornarão ao poder.
Mas o Capitão é carne de pescoço, é osso duríssimo de roer. Ainda mais para dentes acostumados a comer sanduíche de mortadela. O duro de matar Bolsonaro já aguentou facada (ou teria sido uma foice?) e já aguentou o próprio coronavírus - acredito, sim, que ele tenha sido também infectado junto a outros de sua equipe. Para usar um termo queridíssimo dos "inteligentinhos", dos viadinhos e das empoderadas de plantão, Bolsonaro é resiliente!
Bolsonaro escapou de facada e do coronavírus! Não vai escapar desta esquerdinha mequetrefe e matusquela que aí está?
Claro que vai. Ô, se vai.
O intrépido Bolsonaro conversando com um vendedor de churrasquinho em Taguatinga (DF). Só cuidado, Capitão, em se assegurar de que não é churrasquinho de gato, pois parece que os bichanos também podem contrair e, quiçá, transmitir o coronavírus.

É o Melô da Quarentena

Grande Antônio Marcos!!! 
" Antes que a vida na Terra desapareça, Vamos dar as mãos, Vamos dar as mãos, Vamos lá, E Vamos juntos cantar"
Pããããããta que o pariu!!! Mais Nostradamus, impossível.
Esta é pra todo mundo cantar!  É a playlist do fim do mundo!

Vamos dar as mãos e cantar
(Antônio Marcos)
Antes do pano cair
Antes que as luzes se apaguem
Todas as portam se fechem
Todas as vozes se calem
Antes que o dia anoiteca
E nunca mais amanheça
Antes que a vida na terra
Desapareça

Vamos dar as mãos, vamos dar as mãos
Vamos lá, e vamos juntos cantar
(duas vezes)

Antes do grande final
Antes dos rios secarem
Todas as mães se perderem
Todos os olhos chorarem
Antes que o medo da vida
Faça de mim um covarde
Antes que tudo se perca
E seja tarde

Vamos dar as mãos...

Para ouvir a canção, é só clicar - com luvas - aqui, no meu incontaminável MARRETÃO .

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Weintraub é Macho das Antigas

Uma galhofa, uma zombaria do ministro Weintraub, uma boa piada carregada de incômodas verdades, como cabe ser a uma boa piada, causou revolta, indignação e pôs sangue nos olhos do governo chinês e, consequente, nos dos seus asseclas e cães poodles de guarda brasileiros, a mídia esquerdista e as patrulhas justiceiras das redes sociais.
A China classificou o tuíte de Weintraub de : "declarações absurdas e desprezíveis". E a esquerdalha brasileira, que não sabe mais onde se apegar para derrubar Bolsonaro, ou qualquer um que o orbite, está a chamar Weintraub de "racista e xenófobo".
A China espera por um pedido de desculpas. A esquerdalha desocupada do PSOL já entrou, junto à PGR, com uma representação contra Weintraub por racismo e exige a instauração de inquérito administrativo, civil e criminal.
Tudo porque o tuíte bem-humorado e bem bolado de Weintraub faz alusão direta à origem chinesa do coronavírus - e sim, pasmem, ele surgiu, ora vejam, na China - e sugere que o coronavírus seja parte de um "plano infalível" do governo chinês para escangalhar com as grande economias mundiais e fortalecer ainda mais a sua. Teoria da conspiração? Vai saber... A esta altura do campeonato, quem pode dizer, com certeza, que sim? Ou que não?
O fato é que, quando a poeira baixar, grandes economias mundiais estarão anêmicas e exangues, e a da China, a gozar de boa e plena saúde. O jornalista Alexandre Garcia já atentou e alertou para isso há algum tempo : https://www.suino.com.br/o-bem-que-o-coronavirus-fez-a-china-e-ninguem-ve/ 
Coincidência?  A implosão da economia mundial e o decolar da chinesa? Será que Deus, que sempre me disseram ser brasileiro, naturalizou-se chinês? Se bem que eu sempre achei esse Deus que aí está, esse Deus cristão, meio xing-ling mesmo meio Deus de loja de 1 real.
No tuíte, Weintraub se pronuncia a emular a fala do Cebolinha, personagem da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa. E por duas bem-humoradas razões : primeira, o Cebolinha é o mestre dos planos infalíveis, feito, segundo o ministro, o plano chinês; segunda, Cebolinha tem dislalia, um distúrbio da fala que o faz trocar o "r" pelo "l", produzindo uma sonoridade muito semelhante ao sotaque chinês ao falar o português : honolável mestle, né?
Do dizer que o vírus é chinês, as acusações contra Weintraub de xenofobia; da dislalia do Cebolinha, as de racismo. Não acho que seja racismo. Só uma piada boa. Ou uma piada muito ruim. Até porque, como diz meu amigo Jotabê, macho ainda mais das antigas do que eu, piada boa é piada ruim. Piada boa é piada politicamente incorreta. Diplomaticamente incorreta, até. Piada intelectualizada e politicamente correta é igual a filme pornô com história : não é gozada!
Abaixo o polêmico e profano tuíte do ministro Weintraub, que, de hoje em diante, passa a figura na galeria do Marreta dos machos de respeito.
Ô povinho mais rançoso e sem senso de humor, este da esquerda.
instauração de inquérito administrativo, civil e criminal.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/06/psol-pede-que-pgr-abra-inquerito-contra-weintraub-por-racismo.htm?cmpid=copiaecola
instauração de inquérito administrativo, civil e criminal.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/04/06/psol-pede-que-pgr-abra-inquerito-contra-weintraub-por-racismo.htm?cmpid=copiaecola

Milenar Ditado (é claro) Chinês

Confúcio disse, Confúcio falou!

"Virá o HIV;
Nem por isso as pessoas deixarão de dar a bunda.
Virá o coronavírus;
As pessoas nem mais se darão as mãos."

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Quarankini, o Biquíni do Verão do Coronavírus

A modelo, influencer e gostosa - muito gostosa - australiana Jade Marie se tornou o alvo da ira, do repúdio e do linchamento virtual de seus próprios seguidores em redes sociais.
Antes de tudo, fui pesquisar que porra é isso de influencer. Modelo, gostosa e australiana, eu conheço os significados; influencer, não conhecia.
Influencer, ou influenciador digital, é um perfil famoso em redes sociais, que estabeleceu credibilidade em um nicho de mercado específico e é capaz de influenciar o comportamento e opinião de milhares de pessoas por meio do conteúdo que publica em seus canais de comunicação, como Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.
Ou seja, pelo que entendi, influencer é uma pessoa com um cérebro do tamanho de uma noz que se torna guia e referência e que conduz pelo atual deserto da ignorância e da futilidade outros milhões de pessoas com cérebros do tamanho de uma ervilha. Pessoas incapazes de decidirem por si próprias o que devem vestir, a que filmes devem assistir, que marcas de desodorante e de pasta de dentes usar, a que causas sociais aderir e, sobretudo, o que devem pensar, que opiniões devem ter a respeito dos mais variados assuntos. O influencer é o guru da galera ácefala da geração smartphone, o Oráculo de Delfos dos zumbis digitais. E o leque de atuações dos influencers é vastíssimo. Da moda às finanças. Da maquiagem à política. Da jardinagem à religião. Da tatuagem à gastronomia.
O influencer indica tendências. Mas o bom influencer não se contenta nem se atém em indicar obras, criações ou ideias alheias; um influencer de respeito é autoral, é um gênio criador, um influencer profissional, literalmente, inventa moda.
E foi o que fez a suculenta Jade Marie, inventou moda. E o fez de uma forma brilhante - e digo isto a sério, sem nenhum resquício ou laivo de meus usuais sarcasmo e ironia.
Jade Marie, dando prova cabal de sua inteligência mercadológica e de sua plasticidade cognitiva de se adaptar rapidamente a novos contextos e cenários, criou o Quarankini, o biquíni para ser usado em tempos de quarentena do coronavírus. Com todo o conceito pensado e confeccionado com máscaras hospitalares.
Foi o que bastou para que seus próprios fãs se tornassem seus acusadores, júris e algozes. Júris talibãs. Da Santa Inquisição. Muitos classificaram a brincadeira como "revoltante", "insensível" e "desrespeitosa". Muitos até, o que é depressão e morte certa para qualquer influencer, deixaram de seguir Jade Marie. Pois eu a seguiria até as portas do Inferno.
A ideia foi brilhante, de rara originalidade, eu repito. O seu lançamento, talvez, precoce.
O mundo ainda não está preparado para fazer piada e para rir do coronavírus; será só uma questão de tempo até estar, mas ainda não. Como se rir e fazer chacota do coronavírus tornasse a pessoa mais vulnerável a ele. E o oposto : como se tratá-lo com todo "respeito", pompa e circunstância, como se tratá-lo por Vossa Excelência, ou Vossa Santidade o Covid-19 criasse na pessoa uma imunidade a ele. Nem um coisa nem outra. Tanto faz você rir dele ou não, tudo o que você precisa para ser contaminado é : respirar.
Pois Jade Marie desafiou o coronavírus! Fez piada dele, zombou e escarneceu! Debochou da morte de forma muito criativa! Sem medos ou pudores hipócritas! Gostei desta moça. Gostei muito. E não só pelos motivos óbvios e ululantes.
Postou a moça, em seu Instagram, junto à foto : "Encomendei uma nova tendência para o verão de 2020. Só preciso trocar a cada duas horas".
De fato. E ainda dizem mal da moça. Pois Jade Marie segue à risca a recomendação da Organização Mundial de Saúde de trocar a máscara de tempos em tempos, sempre que ela ficar muito úmida. Principalmente, a parte de baixo do quarankini, perenemente molhadinha.
Eu usaria - fácil - a máscara hospitalar da parte de baixo do quarankini descartada por Jade Marie após duas horas de uso. Tenho certeza de que seria um santo remédio contra coriza, nariz entupido e sinusite. Um descongestionante natural, orgânico e artesanal. E sem contra-indicações. Salvo boiolas alérgicos ao fármaco. E só um porém : o uso continuado do medicamento pode causar dependência.
Eu toparia - mais fácil ainda - passar uma longa quarentena com Jadie Marie, ajudando-a a confeccionar, provar e divulgar seus modelitos para o próximo verão pós-apocalipse.
Com uma única condição : se ela inventar um modelo masculino, se ela criar uma sunga de máscara hospitalar, eu não uso nem a pau!
Pããããããta que o pariu!!!
Uma cuequinha samba-canção, eu até encaro.

domingo, 5 de abril de 2020

Para Toda Cura, o Mal

De onde,
Estas almas penadas,
Estes arrependimentos,
Estas culpas
A mal-assombrarem
O meu sono em claro
E a minha vigília catatônica?

Vingança!
Das dores que, covardemente,
Eu mantenho domesticadas
E na coleira do álcool !
E da ferida
- antes suporada de sangue, pus e vida -
Que eu deixei cicatrizar !

Mimetismos (32)

Ontem, que já era hoje, duas e pouco da manhã, eu a dar meus últimos beijos em Natasha, vodka boa e barata, e a admirar e a desejar de minha sacada a Lua quase cheia - o calendário me diz que ela atingirá todo o seu fogo, fulgor e plenilúnio no dia 07/04 -, o modo randômico do toca-CDs pulou das Travessuras do Oswaldo Montenegro ("Eu preciso é te provar que ainda sou o mesmo menino, que não dorme a planejar travessuras, e fez do som da tua risada um hino") para o Estrangeiro do Caetano Veloso ("O pintor Paul Gauguin amou a luz na Baía de Guanabara, o compositor Cole Porter adorou as luzes na noite dela, a Baía de Guanabara...o antropólogo Claude Lévi-Strauss detestou a Baía de Guanabara, pareceu-lhe uma boca banguela").
Na mesma hora, ocorreu-me outro verso, que julguei ser da mesma canção, "Sou tímido e espalhafatoso, torre traçada por Gaudi", e fiquei esperando por ele na música. O Estrangeiro acabou e a torre traçada por Gaudi não apareceu. 
Natasha, sussurrou-me, então, aos ouvidos, com a ponta de sua língua úmida a fazer-me cócegas nos tímpanos, que a torre de Gaudi não era d' O Estrangeiro, sim de outra composição do mano Caetano, Vaca Profana, a eterna dona das divinas tetas.
Pããããããta que o pariu!!!! Equivoquei-me de canção. O que não é comum. Raramente, esqueço-me de uma boa letra de música, menos ainda faço-lhe confusão. O que terá me causado a baralhada?
Foi quando, ao olhar para o canto direito da sacada - talvez minha visão periférica já o captasse há algum tempo e tenha causado a confusão -, vi uma das espécies de cacto que mantenho em uma estante vertical de madeira, 1,75m x 0,60 m, com cinco patamares, junto a outras variedades também de cactos e de suculentas. Estante à qual chamo de o meu Jardim de Darwin, uma vez que ali, devido a sacada ser face oeste e receber o inclemente açoite do sol de todas as tardes, só os fortes, os muito fortes sobrevivem.
Olhei para o tal cacto por mais  uns instantes, dei um último e longo beijo na boca de Natasha e concluí que sim : fora sua visão que fizera com que eu trocasse as bolas de O Estrangeiro e Vaca Profana.
Vejam só se ele não é, de fato, uma pequena torre de Gaudi?
Ou será que somos só eu e a Natasha quem achamos?

sábado, 4 de abril de 2020

Máscaras de Veneza

- Quem é você?
- Adivinha, se gosta de mim!
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:

- Quem é você, diga logo...
- Que eu quero saber o seu jogo...
- Que eu quero morrer no seu bloco...
- Que eu quero me arder no seu fogo.
- Eu sou seresteiro,
Poeta e cantor.
- O meu tempo inteiro
Só zombo do amor.
- Eu tenho um pandeiro.
- Só quero um violão.
- Eu nado em dinheiro.
- Não tenho um tostão.
Fui porta-estandarte,
Não sei mais dançar.
- Eu, modéstia à parte,
Nasci pra sambar.
- Eu sou tão menina...
- Meu tempo passou...
- Eu sou Colombina!
- Eu sou Pierrô!
Mas é Carnaval!
Não me diga mais quem é você!
Amanhã tudo volta ao normal.
Deixa a festa acabar,
Deixa o barco correr.
Deixa o dia raiar, que hoje eu sou
Da maneira que você me quer.
O que você pedir eu lhe dou,
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!
Seja você quem for,
Seja o que Deus quiser!

A letra é da belíssima canção do Chico, a Noite dos Mascarados.
Para ouvir, é só clicar aqui, no meu incontaminável MARRETÃO

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Trapezista

Às vezes,
Me bate uma saudade
Que é trapézio
Sem rede de proteção.

O pior :
Minhas mãos nunca erram a barra,
Ou escorregam,
Eu nunca caio.

Cerveja-Feira (10)

Não são apenas os atores, cantores, políticos e outros integrantes da vida desregrada e mundana que se rendem à sacrossanta cerveja.
Também ele, um homem santo; também ele, o eleito pelo Espírito Santo; também ele, o Papa mais simpático que já se sentou ao trono de São Pedro, também ele, o meu Papa preferido, Bento XVI, é muito chegado a uma boa cerveja e não faz disto um quarto segredo de Fátima.
Aos noventa anos, Bento XVI continua firme e forte na talagada. E não é o famoso e terapêutico "um copinho"por dia, não. Alemão das antigas, Bento XVI vai é de canecão de um litro.
Percebam, pela foto abaixo, que o Sumo Pontífice não tem forças nem para ficar de pé, mas para entornar um canecão todo santo ajuda.
E me digam se a cerveja não é deveras um líquido milagroso. Uma boa golada dela consegue até arrancar um sorriso da cara de Bento XVI.
Habemus Papam!

terça-feira, 31 de março de 2020

Pequeno Conto Noturno (80)

Para Rubens, boas noites de sono são como boas mulheres : não se lembra de ter tido muitas. Raramente, caem-lhe nas mãos. Menos ainda hoje - já 01:38 h da madrugada -, que Rubens apagou vespertinamente por uma hora e tanto, quase duas horas. Sono turbulento, doente, mas sono.
Chá de camomila? Capim-cidreira? Composto de valeriana e mulungu? Rivotril? O caralho! De rum, Rubens decide se sedar.
Serve-se de licenciosa dose dupla de rum, pega seu toca-CD, agora também com entrada USB, para que não digam que Rubens é um homem das cavernas, vai para a sacada, põe as centenas de músicas no pen drive no modo randômico e se senta a beber e a olhar a noite. A observar a dança da Lua - ora odalisca com véus de nuvens, ora atriz pornô desnuda e túrgida -, a esperar pela visão de OVNIs e de estrelas cadentes. 
Põe-se, enquanto bebe e espera pelo imponderável, a pensar na vida, no seu dia. Rubens também está, teórica e oficialmente, em regime de quarentena. Quarentena para os outros - pensa Rubens, durante um gole de rum -, para a maioria, para a grossa massa. Para Rubens, fora o fato de não ir ao trabalho, a tal quarentena é o seu dia a dia normal.
Rubens termina a primeira dose dupla e se recorda da caminhada, da volta que deu, pela manhã, pelo bairro e por sua principal rua comercial. 
Papelaria fechada. Já tenho mais canetas Bic e papel do que serei capaz de, respectivamente, esgotar as tintas e deflorar as brancas pautas, pensou Rubens, ao passar por suas portas de metal corrugado; posso passar muito tempo sem entrar em uma papelaria.
Ópticas. Três delas. Fechadas. É bem verdade, pensou Rubens na hora, que o 1,5 graus de meus óculos de leitura não se ressentiriam de uma recalibragem, mas, sob boa luz e boas letras, ainda dão para o gasto, poderão durar por muito tempo. Além do quê, pensou também Rubens, depois de certa idade, pouca coisa ainda há para se ver, há muito mais coisas para serem lembradas, e a lembrança sempre pode ser editada e ampliada em letras garrafais, sem depender de lentes ou de outras muletas a servirem de máscaras negras de nossas decrepitudes. Depois de certa idade, a lembrança é muito mais fundamental que a realidade e o futuro. As ópticas fechadas e os meus óculos obsoletos também não me são itens de urgência, concluiu Rubens.
Uma grande loja de produtos de beleza - perfumes, cosméticos, xampus. Fechada. Para o sovaco, pensou Rubens, ao passar por suas amplas portas de vidro, outrora de hálito perfumado e ornada por vendedoras vestidas em seus uniformes e maquiagens engomadas e bem passadas, sempre usei a eficiente mistura de álcool e bicarbonato de sódio; para os cabelos, sabonete do mais barato. Perfume? Nunca comprei nem pra presente. Para Rubens, mais uma ruína sem sentido e sem saudade, a grande loja de produtos de beleza.
Restaurantes self-service e de pratos executivos. Quatro deles. Fechados, todos. Igualmente, pensou Rubens, ao trafegar livremente pela calçada lateral de um deles, antes tomada por mesas e pessoas falando alto e comendo com as bocas abertas, não me farão falta se extintos forem; nunca me sentei às suas mesas, nunca os cheiros saídos de suas cozinhas me despertaram o apetite, nunca provei de seus sabores, nunca nem pus os olhos em seus cardápios.
Uma concessionária de automóvies usados, adjunta a uma de instalação de som automotivos. Outro ponto para o coronavírus, pensou Rubens, ao passar pelo portão em grades a rodear a loja e a deixar entrever os carros em oferta com preços pintados nos para-brisas, nunca tive carro, não tenho nem habilitação, e o mundo ficará melhor sem o pigarro dos motores e o ribombar dos alto-falantes, as vozes amplificadas dos idiotas. Muito melhor, aos pulmões, o ar poluído apenas pelo silêncio. Se bem que, ponderou Rubens, dando tratos à bola, os pôres-do-sol, perderão seus reflexos castanhos-arroxeados sem o óxido nitroso. Um sacrifício válido.
Uma barbearia. Aliás, barbearia, não, barber shop. Fechada. Foda-se, pensou Rubens, ao mirar sua fachada retrô, vintage. Só corto cabelo, quando muito, duas vezes por ano, uma no equinócio do outono, outra na da primavera. A barba, então...
Posto de combustível e sua loja de conveniência. Trabalhando a passo de tartaruga, permitindo a entrada e o atendimento de duas pessoas por vez. E com o latão da Lokal a R$ 1,99. Secando a segunda dose dupla de rum, Rubens se lembra de que entrou, dispensou o álcool gel à porta, as luvas plásticas disponíveis entre as prateleiras, comprou quatro latões, os responsáveis por seu sono vespertino, e saiu. Atravessou a rua, subiu dois quarteirões, tomou uma rua paralela.
Uma loja de 1,00 Real. Nunca comprei, pensou Rubens, querendo chegar logo em casa para entornar os latões, sequer um "tupperware" nestas pequenas chinatowns, sequer um prendedor de roupas, um pano de prato ou de chão, uma extensão elétrica, uma chave de fenda, um sachê perfumado para banheiros, um capacho de "welcome" para pôr à soleira da porta do apartamento.
Uma academia de cross fit. Fechada. Nem merece comentário - pensou Rubens, apressando o passo para a cerveja não perder muito o "gelo".
Tudo fechado. Volta a pensar Rubens agora, às 02:43 h da manhã, a se servir de sua terceira dose dupla de rum. Tudo fechado. Tudo o que nunca precisaria ter sido, de fato, aberto.
Nos poucos lugares em funcionamento - supermercados, farmácias, padarias e pet shops (sim, o melhor amigo do homem também precisa comer) -, assim como naquelas lagoas barrentas em meio à aridez das savanas, em que girafas, zebras, gnus, hienas, leões e elefantes se reúnem em reverente distância, as pessoas não mais se abraçam, não mais se tocam, não mais oferecem as mãos em cumprimento; quando muito, sorriem-se à distância de 1,2 metros e por detrás de suas máscaras hospitalares.
Nenhuma intimidade. Nenhuma cordialidade. Só a convivência básica e indispensável.
03: 12 h da matina. Rubens gargalha. Se levanta da cadeira, ajeita as bolas do saco dentro da cueca e, novamente, gargalha. Seca a terceira dose de rum.
Finalmente, pensa Rubens, o seu estilo de vida, o isolamento social, está a receber o seu devido valor, está a ser reconhecido. Rubens ri, agora silenciosamente, a mirar a paisagem da cidade acesa, porém de ruas vazias; as lâmpadas dos prédios, dos postes, dos estabelecimentos comerciais não mais a atraírem as mariposas noturnas; sim a se prestarem de velas em funeral. Quer sobreviver? Faça como Rubens, evite as pessoas. 
O novo coronavírus, pensa Rubens a preparar sua quarta dose, transformou a todos em Rubens.
À tal conclusão, Rubens, já de volta à sacada, sorri um sorriso de canto de boca; sempre no canto esquerdo. Não um sorriso de vingança, como muitos poderiam supor. Um sorriso - mais até um esgar - de como quem diz : eu te disse, eu te disse. Um sorriso de profecia cumprida, de mãe cuja praga rogada ao filho pegou. Um sorriso triste de quem sempre teve a razão e nunca a ilusão por desjejum e travesseiro.
O novo coronavírus - pensa Rubens, tentando se acostumar à ideia - transformou todo mundo em Rubens. Está obrigando todo mundo a encarar e confrontar e acordar e almoçar e jantar com o seu Rubens interior. Com o seu Rubens interior e com os de seus filhos, esposas, maridos, companheiros etc.
Com a convivência forçada com seus Rubens, pensa Rubens, será que o número de mortes evitadas pelo contágio do coronavírus não será superado pelo número de suicídios? Pelo de divórcios, certamente. Outras duas questões que também não me preocupam - Rubens dando uma boa talagada.
Mais penosa, no entanto - e o semblante de Rubens torna-se taciturno frente a tal pensamento - será, pelo visto, a quarentena de bucetas. Também todas fechadas, as bucetas. Ao menos, as que Rubens conhece, ao menos aquelas de quem ele ainda guarda os telefones, aquelas que ainda lhe dirigem a palavra.
Pela tarde, antes de ser render ao apagão provocado pelos latões de Lokal, Rubens ligou para Virna, Yrina, Selena, Brígida e Suzana. Brígida não atendeu. Todas as outras, sim, e se declararam reclusas pelo coronavírus. 
- Mas a gente não precisa beijar na boca, só dar uma metidinha - tentou ainda Rubens, sem conseguir convencer a nenhuma delas, sem sequer lhes arrancar uma risada, mesmo uma risada forçada, fingida como a maioria dos orgasmos delas.
A mulherada anda com mais medo do coronavírus que do HIV, pensa Rubens, e drena a quarta dose.
Mais penosa lhe será, ao que tudo indica, esta quaresma de buceta. Logo eu - pensa Rubens, sentindo-se um tanto injustiçado -, que nem cristão sou, que adoro uma carne vermelha, embebida em sangue pagão, de preferência.
04:02 h da manhã. Na geladeira, o rum dá pra mais uma moderada quinta dose. Rubens terá de se contentar com ela. Tempos de contingência, pensa Rubens. Tempos de contingência, conforma-se.
(no randômico do toca-CDs, a "agulha" cai em Raul, O Dia em que a Terra Parou)

O Poço

Para quem tem estômago forte - muito forte -, vale a pena pra caralho assistir! Está no Netflix.

segunda-feira, 30 de março de 2020

REMs e Poluções Noturnas

Há tempos,
Há sei lá quantas ampulhetas,
Meus passos entraram em hibernação,
Minha vontade, em incubação,
Meus ânimos e brios, em câmara criogênica,
Meus prazeres, de maçã envenenada da bruxa má se fartaram,
Meu rosto dorme em velhas fotos e em espelhos sépias.

Por que diabos, então, 
Eu não consigo dormir?
Por que cargas d'águas, ora porra,
Eu não consigo uma noite ininterrupta de sono?
De REMs repletos de voos
E de poluções noturnas?

domingo, 29 de março de 2020

Fiiuu, Algodão Doce Pra Vocês

Daniel Azulay
1947 - 2020

O Novo Coronavírus é um Vírus Comunista, Sim!

Tudo parado.
Ninguém trabalhando.
Todos à espera de subsídios governamentais.
Se ainda havia alguma, agora não resta mais nenhuma dúvida :
O novo coronavírus é, sim, um vírus comunista!!!
De esquerda, inconteste. Até a medula!!!

sexta-feira, 27 de março de 2020

Pequeno Conto Noturno (79)

- Por que resolveu se ir? - pergunta Selene.
- Resolvi? - diz Rubens.
- Tá... por que se vai?
- Talvez por não poder ficar.
- Não poder? - instiga Selene.
- Não conseguir.
- Destino, então, Rubens?
- Quando havia opções?
Rubens e Selene secam o resto de cerveja em seus latões.
- Livre-arbítrio, então, meu homem perdido, meu ateu devoto?
- Livre-arbítrio? Quando todas as opções são exatamente a mesma escolha?
- Por que, então, a mudança, o movimento? - e Selene abre mais um latão para si e outro para Rubens.
- Talvez para não morrer à míngua, como os tubarões, que, parando de nadar, não importa para onde, deixam de receber o oxigênio que lhes passa pelas fendas branquiais, dissolvido na água, na inércia aos seus redores.
- Faria diferença, então, ficar e morrer?
- Se fosse em uma de suas crateras isoladas acusticamente, em um de seus úteros anaeróbios, não. Não faria diferença partir ou ficar.
- Mas não poderá ser, né? Não será, não é mesmo? - Selene, sentindo faltarem-lhe a gravidade e a atmosfera.
De um fôlego, Rubens drena o latão recém-aberto e se encaminha para a cozinha. Fazer o último café dos dois.

Travessuras de Menina Má (27)

quinta-feira, 26 de março de 2020

Decidi : Vou Virar Caloteiro!

Pããããããããããta que o pariu!!! É o cu dividido em três vezes e sem juros!!! É o cu pré-datado!!!
Depois dessa, adotarei o velho lema dos inadimplentes : devo, não nego, pago quando e se puder!!!
Fico com fama de caloteiro. Peço moratória e concordata!
Abro falência, mas não abro o cu!!! 
Já o meu amigo ex-boiola terá crédito ilimitado na praça!!!
Pãããããããta que o pariu!!!!!!

terça-feira, 24 de março de 2020

O Coronavírus é Made in China, Sim.

O governo chinês anda a se ofender com a automática associação que o resto do mundo tem feito entre a China e o surgimento e a propagação do novo coronavírus. A chinesada anda cheia de mi-mi-mis com o assunto, toda doloridinha, dizendo-se vítima de preconceito, injustiçada etc. Está parecendo até as "minorias" brasileiras.
E a ditadura chinesa tem o apoio e a vassalagem de jornalistas e políticos brasileiros de esquerda, jornalistas e políticos que não poderiam se expressar livremente se estivessem na China. Tem gente dizendo de xenofobia, ou, melhor, de sinofobia, aversão não ao estrangeiro de forma geral, sim específica e direcionada ao chinês.
O deputado federal mais votado das últimas eleições, Eduardo Bolsonaro (outros disseram o mesmo, mas é claro que o Dudu é alvo preferencial) disse que o coronavírus é um vírus chinês. Foi execrado pela imprensa, por muitas alas políticas e pelas redes sociais. Querem que ele - ou qualquer outro que tenha dito que o coronavírus é um vírus chinês - se ajoelhe em desculpas e retratação à maior ditadura comunista do planeta.
O ex-senador Cristovam Buarque disse ter sido desrespeito e preconceito contra o povo chinês. Não é desrespeito para com o povo chinês atacar o regime opressor ditatorial comunista que o massacra. Cristovam Buarque defende o modelo chinês, isto sim é um desrespeito para com a democracia brasileira, democracia que o elegeu por várias vezes, da mesma forma e com a mesma legitimidade que elegeu Eduardo Bolsonaro.
Ciro Gomes propôs a cassação de Eduardo Bolsonaro, logo ele que, segundo o que ouvi o jornalista Rodrigo Constantino dizer, tem no site oficial do PDT uma parceira com o PCC, o Partido Comunista Chinês, para que este o apoie no Brasil; está no site oficial do PDT, não é teoria da conspiração; fica parecendo que Ciro Gomes é um agente da ditadura chinesa querendo cassar um deputado eleito por um regime democrático.
Mas, enfim, por que tanto melindre e prurido do governo chinês e seus simpatizantes tupiniquins com este assunto? Algum espanhol se ofende com o termo gripe espanhola? Alguma corrente ideológica, ou conglomerado de mídia se revoltam e querem banir tal designação, gripe espanhola? Acho que nem mesmo os catalães e os bascos, mais dados às porradarias, se importam, ou se sentem ofendidinhos.
Por que ficar, então, tão cheios de dedos com o vírus chinês? Por que tanta frescura e viadagem em torno do tema?
Primeiro, porque a China pode exigir um cala-boca global sobre o assunto, é a principal parceira comercial das nações mais poderosas do planeta, é a comunista com mais - e as mais importantes - parcerias capitalistas do mundo; segundo, porque a associação entre o novo coronavírus e a pátria do genocida Mao Tsé-tung não é questão de preconceito nem de sinofobia : é clara, óbvia e inequívoca, é a mais pura verdade. Fosse uma mentira deslavada e descabida, a China não estaria a se doer deste tanto, estaria cagando e andando.
Eduardo Bolsonaro disse que o novo coronavírus é um vírus chinês. Disse-o de forma desastrosa, nada diplomática? Sim, disse. Eduardo Bolsonaro é um idiota, um boçal, um despreparado, um falastrão inconsequente, que se aproveita da situação para atacar a esquerda, os seus opositores ideológicos? Sim, ele o é; sim, ele se aproveita. Mas, neste caso, em nenhum momento, Eduardo Bolsonaro mentiu, ou distorceu a verdade. O novo coronavírus é mesmo chinês. Falhas à parte, e elas são incontáveis, ainda prefiro um desbocado inepto eleito democraticamente a um ditador comunista.
Vamos aos fatos, ao que se tem de concreto.
Onde foi que o novo coronavírus, devido a certos hábitos alimentares "exóticos" da população, como se deliciar com sopa de morcegos, por exemplo, transferiu-se do animal, infectou pela primeira vez a espécie humana e daí se pôs a circular e a se disseminar pelo planeta? Foi na Noruega? Na Alemanha? Na Austrália? Não, né? Na China. Estudos publicados na conceituada revista científica Nature confirmam que a província de Wuhan foi o epicentro da pandemia.
Ainda que, como querem os teóricos da conspiração, o novo coronavírus não tenha sido propositalmente criado em laboratórios chineses como forma de arruinar a economia mundial e fortalecer a sua própria - o que vem "coincidentemente" acontecendo -, o fato é que o novo coronavírus encontrou um ambiente muito bem protegido e propício à sua propagação : o regime comunista chinês, a censura vermelha.
Jornais de pendores esquerdistas e, portanto, insuspeitos neste caso, feito o New York Times, nos EUA, e a Folha de São Paulo, no Brasil, noticiaram e documentaram que Xi Jinping, Presidente da República Popular da China, e o prefeito de Wuhan tinham conhecimento do novo coronavírus há muito mais tempo do que admitem publicamente, que o regime comunista chinês trabalhou para calar médicos dissidentes, que queriam alertar para o problema.
Estudos ingleses mostram que se o governo chinês tivesse agido de pronto e de acordo com a gravidade da situação, a propagação do novo coronavírus poderia estar, hoje, dois terços menor. Ou seja, se os comunas tivessm agido decentemente, de cada três casos de infectados pelo novo coronavírus que há no mundo, dois poderiam ter sido evitados. Nem seria uma pandemia.
Mesmo que o acaso de uma fatídica mutação no vírus tenha tornado a China em involuntária manjedoura do novo coronavírus, o regime comunista chinês esmerou-se em se tornar a sua mais perfeita incubadora, na qual o vírus pôde se proliferar, avolumar-se, ganhar força e partir para a conquista de novos territórios.
Sim, o regime comunista chinês tem relação direta com a pandemia do novo coronavírus. Não é preconceito. Negar os fatos e pedir desculpas a uma ditadura comunista cujos métodos conduziram o planeta a este caos? Nem fodendo. Pedir desculpas pelo quê, a um governo deste? Só mesmo porque a esquerda lavada cerebralmente brasileira quer, né?
No ano passado, por ocasião das queimadas na Amazônia, queimadas que sempre ocorrem e ocorreram no período de seca daquela região e cujo recorde se deu, sem muito alarde e notícias, no governo Lula, o viado francês Emmanuel Macron vilipendiou internacionalmente o presidente Jair Bolsonaro, atribuindo-lhe, sem nenhum indício concreto, toda a responsabilidade pelos incêndios, sugerindo-os até propositais, deixando subentendida, embora de forma muito clara, no mínimo, uma conivência de Bolsonaro com as queimadas, até mesmo um incentivo de sua parte para que elas fossem criminalmente provocadas. Nem eram mais as queimadas da Amazônia, passaram a ser as queimadas de Bolsonaro.
Não me lembro de nenhum político, intelectualoide, ou órgão de imprensa a cobrar nem provas do que Macron vomitava aos quatro ventos nem tampouco a exigir algum tipo de desculpas, ou de explicação pelas acusações feitas a um líder político - repito - eleito num regime democrático por milhões de brasileiros.
Associar, sem provas e impunemente, o Presidente da República de um regime democrático à devastação dolosa de um dos mais importantes biomas do planeta, pode, né?
Agora, associar, à luz dos inegáveis fatos, uma ditadura de esquerda, comunista, ao acobertamento da gênese de um novo e preocupante vírus e, consequentemente, à facilitação de sua disseminação pelo mundo, não pode?
Não pode é o caralho que não pode!
A novo coronavírus é made in China, sim!

domingo, 22 de março de 2020

O Que o Cu Tem a Ver com o Coronavírus?

Depois do álcool em gel (eu continuo preferindo o em latão), o produto mais disputado nos corredores e prateleiras dos supermercados da vida tem sido o bom e velho papel higiênico.
Pelo que tenho observado em minhas rápidas incursões aos supermercados, o brasileiro está a comprar mais papel higiênico que arroz e feijão. Vai chegar uma hora em que não haverá mais o que cagar, mas o estoque de papel higiênico estará a sair pelo "ladrão".
Até há poucos dias, por exemplo, um carrinho de compras cheio de picanha e de fardos de cerveja puro malte era um dos símbolos de ostentação no supermercado. Clientes menos afortunados, os que só têm o que basta para uma fraldinha, uma asinha de frango e meia dúzia de subzeros e bavárias, olhavam para aqueles carrinhos com um misto de inveja e cobiça.
Hoje, tudo mudou. Hoje, ostentação é um carrinho abarrotado de fardos de papel higiênico - compre 12 e pague 11, e assim por diante. Se for de folha dupla, então, é que o orgulhoso condutor do carrinho mais atrai para si olhos de lascívia e concupiscência. Ele desfila pelo mercado como se fosse (e neste momento ele o é) o mais bem-sucedido dos homens.
A manter-se tal quadro, o IBGE já estuda em mudar o parâmetro de um dos principais indicadores de riqueza e prosperidade da nação, a renda per capita, que é a renda nacional, em reais, dividida pelo número de habitantes, ou seja, é o quanto de dindim, do faz me rir, em média, que cada brasileiro ganha por ano (per capita do latim, por cabeça).
A consolidar-se tal conjuntura, a renda per capita será substituída pelo rolo per capita. O papel higiênico passará a ser o principal indicador socioeconômico da nação. Tanto mais próspera, com melhor divisão de renda e justiça social será a nação quanto mais rolos de papel higiênico por habitante ela produzir e consumir.
O motivo para a corrida ao papel higiênico só pode ter uma explicação : o brasileiro - e o resto do mundo - está se cagando de medo do coronavírus.
Porém, a psiquiatria e a psicanálise - ah, o que seria de nós se não fossem a psiquiatria e a psicanálise... - discordam de mim e fornecem uma explicação alternativa à minha, menos escatológica e cheia de vocabulário de divã, uma explicação "racional".
Não é somente o papel higiênico a sumir das prateleiras, também houve grande aumento na demanda por produtos de limpeza em geral. O que é normal em períodos de pandemia, garantem os psicopicaretas. Como o ser humano faz uma associação direta entre doença e sujeira, o simples fato dele se guarnecer e se ver cercado de produtos de higiene e limpeza já o faz se sentir mais seguro e protegido.
Com a palavra, a psicanalista francesa Sonja Saurin : 

“O papel higiênico está relacionado à limpeza. Enquanto você está evacuando, o seu corpo rejeita o que não serve mais. Então, há uma associação metafórica desse papel higiênico, feito para limpar, e a vontade de evitar contaminação, além de evacuar os medos. Nesse momento, vemos homens que sempre tiveram barba raspando, pois tudo o que pode ser sujo lembra contaminação. O que podemos dizer também, de um ponto de vista psicanalítico, é que quando há pânico as pessoas se fixam sobre certos objetos".

Um caralho que vou raspar minha rasputínica barba!!! 
Mas não é só, a coisa não para por aí. Seguido e se somando a isto, instala-se o "efeito manada", o "efeito maria-vai-com-as-outras", macaco vê, macaco imita. Basta que um "serumaninho", médio e normal, veja um outro comprando e possuindo algo em grande quantidade para que ele desenvolva a urgente necessidade de também se apossar daquilo. Se o outro precisa, também eu.
Confesso que também não sou totalmente imune ao "efeito manada", a automaticamente pensar que preciso do que o outro tem; confesso que, às vezes, sou tão refém deste ditame biológico evolutivo quanto o resto do rebanho. Sentia muito fortemente o "efeito manada" quando via, a exemplo, fotos do Brad Pitt abraçando a Angelina Jolie. Instantaneamente, o "efeito manada" apossava-se de mim, tomava-me feito uma entidade, eu tinha que possuir aquela mulher.
Mas "efeito manada" por papel higiênico? Ora, vão à merda!
Que sejam reativados e reinaugurados todos os bidês do mundo!!!
E o pior : de nada valerão montanhas de papel higiênico contra o coronavírus. Com a palavra, o psiquiatra Fábio Barbirato, professor de pós-graduação em Psicologia da PUC, que reitera a associação sujeira-doença, mas alerta :

"Isso é uma grande bobagem. Na transmissão do coronavírus, não vai fazer diferença se na casa tem dez pacotes ou um de papel higiênico. O vírus é passado pela via aérea. O papel não vai proteger nem aliviar nesse caso".

Ou seja, não se pega coronavírus pelo cu! Se o cu nunca teve nada a ver com as calças, menos ainda com o coronavírus! O medo e o pânico, talvez, estejam a desorientar e a confundir o povo : pelo toba, pelo brioco, pelo roscofe, se pega é um outro vírus, o HIV.
E, neste caso, as medidas profiláticas são outras, são bem outras. Como bem nos explica, com uma eloquência de fazer inveja a qualquer orador romano, o saudoso comediante Costinha, em seu LP de piadas O Peru da Festa, volume 2. Orienta-nos, Costinha:

"Eu descobri um remédio pra não pegar AIDS, rá, rá, rá, um remédio pra não pegar AIDS, éééée´... um remédio, um remédio pra não pegar AIDS. Fácil, muito fácil. É só ir num galinheiro, pegar uma galinha, arrancar uma pena do cu, mas tem que ser do cu,  não tem problema que esteja suja de bosta, e guardar sempre no bolso ou na carteira. Moral da história : quem tem pena do cu, não pega AIDS".

Pããããããããããta que o pariu!!!! 

A Casa Caiu Para a Casa di Conti

Não há pandemia que me iniba, ou que me tolha de prosseguir no desbravamento de novos territórios - eu, o bandeirante das cervejas gerais -, de continuar a experimentar cervejas nunca dantes degustadas, de me embrenhar em mercados, mercearias, armazéns, bodegas e lojas de conveniência na eterna busca da boa e barata perfeita.
Ontem, ao ir na loja de conveniência da rede de postos Sewal, para comprar meus latões de Lokal (473 ml) por R$ 1,99 a unidade, deparei-me com ela, a puro malte (assim dizia o rótulo) Moinho Real, R$ 1,89 a lata de 350 ml.
Além dos latões de Lokal, comprei duas latinhas da Moinho Real.
Confesso que, desta vez, a compra não chegou a ser um tiro no escuro; talvez a velhice, inimiga de toda a testosterona, tornou-me mais precavido, mais temeroso, enfim, mais cagão mesmo. Pus a lata na horizontal a procurar por seu fabricante, procedência etc.
Animei-me : produzida e envasada pela tradicional e conceituada Casa di Conti, de cuja lavra também são as boas e baratas 1500 e Tag Bier, já devidamente mostradas, comentadas e condecoradas aqui no Marreta.
Desta feita, todavia, a minha persistência na procura pelo Santo Graal do bebum sovina não foi recompensada. Lembrei do filósofo Dr. Gregory House : "perseverança não é igual a merecimento".
Apesar da embalagem caprichada e estilosa, a Moinho Real é ruim. Muito ruim. Deu o que fazer para tomar as duas latas. Sem espuma, cheiro meio rançoso. Mesmo gelada, quase ao ponto de empedrar, dá-nos a impressão de morna, zero de refrescância. Mais gosto de tubaína sabor maçã que de cerveja. Só "ganha" de uma cerveja que tomei até hoje, da Royal Beer, mas a respeito desta, tenho dúvidas até hoje de que seja cerveja.
Não sei o que houve, mas há algo de podre no reino da Casa di Conti. E, este algo, é a cerveja Moinho Real.