sexta-feira, 24 de outubro de 2025

As Boas e Baratas do Azarão - Episódio 46 - Alcoólatra?!?!? Eu?!?!?

Episódio 46, aquele em que eu abordo a suspeita raras vezes externada pelos sóbrios a respeito dos cervejeiros das antigas, o cervejeiro que toma suas três ou quatro latinhas quase ou todos os dias : será que esse cara é um alcoólatra? O que define um alcoólatra? A quantidade ou a frequência com que bebe? Qual a diferença entre um alcoólatra e um alcoófilo?
Para assistir ao episódio, é só clicar na imagem abaixo e ser redirecionado para o vídeo. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Um Dia na Vida (19)

Nuns dias, ele acorda ruim - e estes são os dias bons. Nuns dias, ele acorda pior. Nuns dias, ele nem dorme.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Travessuras ou Travessuras

Saudades de campear os matos e os terrenos baldios - que, à época, disputavam ainda espaço parelho ao das casas e estabelecimentos comerciais - à captura de borboletas, grilos, formigas, besouros, cigarras, louva-a-deuses e outros bichos para espetá-los com alfinetes em pranchas de isopor ou promover rinhas entre eles?

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Os Joões Bobos de Lula (6)

Um belo texto de Lygia Maria, publicado hoje, 13/10, no Jornal A Folha de SP, especialmente dedicado aos Joões Bobos deste Brasil dantes muito mais varonil.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

As Boas e Baratas do Azarão - Episódio 43 - Que Chopp Que é Bom?

Episódio 43, aquele em que eu promovo o embate entre duas marcas de chopp em lata muito comercializadas por aqui nos últimos tempos, e encontradas a preços bem honestos, de R$ 2,79 a 2,99 o latão de 473 ml : o Chopp Ribeirão e o Ecobier Chopp.

Aniversário de 70 Anos

Desde março, abril de 2023, quando quebrei de vez, quando passei a ser acometido por episódios, ao mesmo tempo, crônicos e agudos de depressão, ansiedade e início de pânico, desencadeados pelo contato insalubre com o que há de pior na dita sociedade, adotei duas terapêuticas : os tais "remedinhos", que quase nos dão alegria (o caralho que dão), e evitar, com todas as forças, quaisquer ambientes ou ocasiões que reúnam mais que quatro ou cinco pessoas - o principal "gatilho" do meu mal.

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Uma Tentativa de Reaproximação de Calíope?

Até os meus quarenta, quarenta e poucos anos, fui um leitor contumaz, lá pelos cinquenta, ainda mantinha uma certa assiduidade, hoje, com cinquenta e oito, perdi o hábito de leitura.
Pior : não perdi o hábito, perdi minha capacidade de leitura, meu poder de concentração. Quando muito, hoje leio crônicas e pequenos contos, não tenho fôlego para nada além disso.
 
Há uns anos que rompi meu longo namoro com Calíope, a musa da literatura. E em nossos últimos encontros, fui um fracasso. Os últimos três ou quatro livros mais longos que inicei, abandonei pela metade, ou até antes. Em nossos últimos encontros, fui um fiasco, broxei geral com Calíope.
 
Eu não possuo CNH, não sou habilitado a conduzir veículos automotores, faço tudo a pé, ida e volta ao trabalho, ao mercado, à casa de algum amigo. Flano por ruas e mais ruas. Ruas sujas. Moro numa cidade suja, de um povo escroto, mal-educado, que faz das calçadas e das vias públicas os seus chiqueiros particulares.
 
Tudo aqui se joga na rua. Baldes rachados, cadernos, cabos de vassoura, estrados de cama, caixas de papelão, entulho de reformas, latas de cerveja, garrafas PET, embalagens longa vida, tênis e sandálias velhos, vasos sanitários quebrados, placas de computadores etc etc.
 
E mesmo o lixo que a parcela minimamente civilizada da população acondiciona em sacos plásticos adequados e deposita nas lixeiras sofre a ação dos catadores de lixo, os cachorros vira-latas destes tristes tempos, que rasgam e arregaçam os sacos e vão jogando ao chão tudo o que não lhes interessa, embosteiam tudo.
 
Hoje, no entanto, amaldiçoei um pouco menos a falta de educação deste povo amaldiçoado. Numa esquina, rente à base de um poste da iluminação pública, encontrei a raridade abaixo. Oliver Twist, Charles Dickens. Publicado pelo Clube do Livro, na cidade de São Paulo, em 1954.
 
Suas páginas, é claro, nem amarelas mais estão, estão marrom claras, as beiradas das páginas estão um tanto carcomidas  e com marcas de mofo e umidade, mas não falta nenhuma, nenhuma se perdeu ou foi arrancada.
 

Oliver Twist é um clássico da literatura inglesa, universal, até. Nunca li nada de Dickens. Só conheço o enredo do Um Conto de Natal, e ainda através das adaptações Um Conto de Natal do Mickey, de um episódio dos Simpsons e da HQ do Batman, O Longo Dia das Bruxas.
 
Não acredito em coincidências, nem no Acaso e no Aleatório. Não há nada aleatório, apenas ocorrências cujos padrões não conseguimos identificar. Será que encontrar o livro é a chance que Calíope está me ofertando de reatarmos, de voltarmos a ter uma relação séria, uma espécie de anel de noivado?
Será que ela quer voltar a ver no meu rosto o gozo e o êxtase de quando éramos inseparáveis?
Vou tentar, sério que vou tentar.
 
Amanhã, é sabadão. Vou acordar pela manhã, tratar dos bichos (que macho das antigas é dono de bicho e não pai de pet), regar as plantas, ir ao mercado e, na volta, sentar-me-ei à sacada com um belo canecão de cerveja e começarei a usufruir a oferenda de Calíope.
Vamos ver.