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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Uma Elegia à Cláudia Ohana (22)

Eu, de máscara, fico parecendo a Cláudia Ohana de biquíni.
"Ela tem um jeito de andar 
(Sopra o vento, sopra o vento)
O cabelo esconde o seu olhar 
(Sopra o vento, sopra o vento)."

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Uma Elegia À Cláudia Ohana (A Última)

Durante mais de dois anos, sempre no primeiro dia de cada mês, eu fiz aqui no Marreta uma pequena homenagem à Cláudia Ohana, a deusa protetora das matas densas, úmidas e sombrias.
Meu singelo tributo sempre consistiu de uma foto de uma mulher bonita, preferencialmente nua, com cabelos fartos, longos e revoltos - cabeleira à la medusa -, acompanhada de um trecho de uma música consagrada de nossa MPB, em cuja letra se encontra a palavra cabelo ou pelo.
Foram vinte elegias, e mais outras tantas poderiam a essas se seguir, mas...
Cláudia Ohana desistiu de sua divindade, de seus dons Olimpianos, preferiu se tornar mortal.
No início do mês passado, declarou que sim, que agora raspa a buceta.
Aqueles pelos eram o próprio Velocino de Ouro, lã do mitológico carneiro alado Crisólamo, que conferia poderes mágicos de força e velocidade a quem o possuísse, e em cuja busca Jasão e seus Argonautas a tantos perigos mortais se expuseram.
E de uma hora para outra, Cláudia Ohana chega, como quem não quer nada, como se fosse a coisa mais natural do mundo, e diz que raspa a buceta.
Perdeu o seu Velocino de Ouro, desfez-se dele voluntariamente, guilhotinou-o com um reles e mundano prestobarba, perdeu seus poderes.
Assim posto, não ficarei mais aqui a deitar loas nem a erguer templos para deusas mortas.
Prestar-lhe-ei, então, uma última reverência, mais em caráter de uma nênia que de uma elegia; e nunca mais tornarei a elevar meus pensamentos a ela.
A foto, nessa derradeira vez, é da própria Cláudia Ohana, em seus clássicos tempos; a música, Cabelo, tem letra de Arnaldo Antunes.
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento
Quem pensa que cabelo é mato
Quem pensa que cabelo é pasto
Cabelo com orgulho é crina
Cilindros de espessura fina
Cabelo quer ficar pra cima
Laquê, fixador, gomalina
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem quer a força de Sansão
Quem quer a juba de leão
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado

terça-feira, 1 de outubro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Uma Elegia à Cláudia Ohana (19)

 "E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do batom que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte..."

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Uma Elegia À Cláudia Ohana (18)

 "...E a rosa louca
Vem me dar um beijo
E um raio de sol
Nos teus cabelos
Como um brilhante que partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando então os sete mil amores
Que eu guardei somente pra te dar.."

segunda-feira, 1 de julho de 2013

sábado, 1 de junho de 2013

Uma Elegia À Cláudia Ohana (16)

"Ela tem um jeito de andar 
(Só pra o vento, só pra o vento)
O cabelo esconde o seu olhar 
(Só pra o vento, só pra o vento)
Eu me lembro da primeira vez,eu sempre vou lembrar
Vinha contra o vento na beira do mar"

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Uma Elegia à Cláudia Ohana (15)

"Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu"

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Uma Elegia À Cláudia Ohana (14)

"Que roupa você veste, que anéis?
Por quem você se troca?
Que bicho feroz são seus cabelos
Que à noite você solta?
De que é que você brinca?
Que horas você volta?"

quinta-feira, 7 de março de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Uma Elegia À Cláudia Ohana (12)

"Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Boca e cabelo
Peitos e poses e apelos"

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

sábado, 1 de dezembro de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (10)

"Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perder-te em meus braços
Pelo amor de Deus"

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (9)

"Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia prá fugir do mundo.
Pretendo também me embrenhar
No emaranhado desses seus cabelos."

terça-feira, 2 de outubro de 2012

domingo, 2 de setembro de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (7)

"- Vamos entrar...
- Não tenho tempo!
- O que é que houve?
- O que é que há?
- O que é que houve, meu amor, 
você cortou os seus cabelos?
- Foi a tesoura do desejo, 
desejo mesmo de mudar."

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (5)

"Índia, seus cabelos nos ombros caídos,
Negros como a noite que não tem luar;
Seus lábios de rosa para mim sorrindo
E a doce meiguice desse seu olhar."

sábado, 12 de maio de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (4)

"Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante"

quinta-feira, 1 de março de 2012

Uma Elegia À Cláudia Ohana (3)

"...E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pelos, teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta..."