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terça-feira, 22 de novembro de 2022

Serão os Mitos, Astronautas?

Uma cena noturna nas ruas de Porto Alegre, pelo seu inusitado, chamou a atenção de um ciclista, que a registrou em vídeo.

sábado, 26 de março de 2022

Carros Voadores, Calendários Maias e Outros Futuros Que não Se Cumpriram

Eu também, quando moleque, como acho que todos os de minha geração, acreditava que os anos 2000 nos chegariam a bordo de carros voadores, que habitaríamos cidades suspensas da Babilônia.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

W.I.B. - Mulheres de Preto

M.I.B. é a sigla, em inglês, para Men in Black, Homens (vestidos) de Preto. E engana-se redondamente quem pensa que MIB seja apenas mais uma produção hollywoodiana baseada em clássicos dos quadrinhos, que seja só o registro em filme da imaginação fértil de um argumentista ou roteirista.
Os MIBs são a lenda urbana mais temida entre ufologistas sérios. Relatos sobre os homens de preto remontam aos anos 1940, justamente a década a partir da qual as pessoas começaram a intensificar as narrativas de avistamentos de OVNIs. Supostamente, são agentes do governo estadunidense que surgem em locais onde aparições relevantes tenham ocorrido, para contatar e silenciar (por bem ou por mal) as testemunhas oculares do fenômeno. Para isso, avisariam testemunhas, pesquisadores e ufólogos para que não divulgassem suas informações, fazendo diversos tipos de ameaças, apreendendo evidências materiais ou até mesmo oferecendo grandes quantias de dinheiro.  
A concepção clássica de um homem de preto é um humano de idade indefinida, saudável, porte médio e totalmente vestido - obviamente - de preto. Sua aparência é descrita como exótica, forma mecânica de falar e andar, o que fez com que fossem comparados a robôs ou andróides.
A primeira aparição registrada dos MIBs foi relatada por Albert K. Bender, diretor de uma entidade então conhecida por International Flying Saucer Bureau [Departamento Internacional de Discos Voadores, IFSB] e editor de uma revista ufológica chamada Space Review. Em outubro de 1953, Bender publicou um comunicado informando que havia descoberto informações que iriam desvendar o mistério dos UFOs, mas não poderia publicá-las por ter recebido ordens contrárias. Alertou para que outros pesquisadores do ramo tomassem muito cuidado e sua revista deixou de ser publicada após este número.
Resumindo : os MIBs estão sempre a monitorar e a perseguir pessoas que descobrem, voluntária ou involuntariamente, certas verdades inoportunas, que os governos mundias preferem manter em segredo. E dão um chega pra lá nelas.
Pois eu, o Azarão, estou há pouco mais de um mês sendo monitorado não pelos MIBs, mas sim pelas WIBs, as Mulheres de Preto. Que verdade incômoda eu terei descoberto? Que abordagem e castigo planejam para mim? Oferecerão-me dinheiro para eu parar de fazer revelações ao mundo via A Marreta? Ou oferecerão coisas mais "interessantes"?
Só descobri isso agora, justamente nesse momento. Estava eu a lidar com minha faina diária, a fazer meu faxinão, enquanto o filho pequeno via a televisão, num desses canais infantis, o cartoon network. Foi quando uma paródia do filme MIB, feita pelo pessoal da legendária revista satírica MAD, chamou-me a atenção e gelou-me as veias : estavam lá, em ação, os agente J e o agente K.
Explico : nunca assisti a MIB, não gosto do Will Smith, considero-o um baita dum canastrão, feito tantos outros consagrados por Hollywood, como Leonardo di Caprio, Tom Cruise etc; eu não sabia, portanto, quem fosse, como chamava, ou o que fazia seu persoangem no filme. Por isso - e aqui justifico as minhas incomuns burrice e falta de sagacidade nesse caso -, não fazia ideia do perigo que ando a correr, até agora. Estavam lá na tela : o agente J (Will Smith) a dar um aperto em uns informantes à procura do agente K (Tommy Lee Jones).
"J" e "K", perceberam, caros leitores do Marreta? O Marreta foi invadido por duas WIBs, disfarçadas sob a pele de moças belas e meigas. Uma armadilha para saber até que ponto o Azarão conhece a verdade que está lá fora?
De qualquer forma, as WIBs, até então, só travaram contato virtual comigo, através dos comentários do blog, nenhuma tentativa de contato real e pessoal foi encetada. Talvez queiram me pegar de surpresa, de calças curtas? Como as reconhecerei? 
Os MIB, segundo relatos de ufólogos que já passaram por poucos e boas em suas mãos, trajam sóbrios ternos e calças pretos, de um tecido estranhamente brilhante e fino, diferente dos conhecidos. Como se vestirão as minhas WIBs? Corpetes de couro negro, bem acinturando os pneuzinhos e estufando os peitos? Minissaias, botas com canos que chegam aos joelhos e cintas-ligas, tudo preto? 
Tomara! Tomara que sim!
Agora, é aguardar. Ver em que termos as WIBs tentarão negociar o meu silêncio.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dízimo Extraterrestre

A Universidade do Arizona, em Tucson (EUA), de 16 a 21 de março agora, foi palco da realização da confererência científica "The Search for Life Beyond the Solar System: Exoplanets, Biosignature & Instruments" (A Procura por Vida Além do Sistema Solar: Exoplanetas, Bioassinaturas e Instrumentos).
Tal evento, de âmbito internacional, quiça galáctico, foi promovido pela própria Universidade do Arizona em parceria com... o Vaticano, que, para quem não sabe, possui um dos observatórios astronômicos mais bem equipados do mundo.
Sim. A mesma Igreja Católica que, há uns poucos séculos, queimou Giordano Bruno na fogueira da inquisição - Bruno afirmava que cada estrela era um sol como o nosso, com seus próprios conjuntos de planetas e que esses planetas, por suas vezes, seriam habitados -,  a mesma igreja que, um pouco depois, só não fez churrasquinho também de Galileu Galilei porque esse recuou em sua teoria do Heliocentrismo e conseguiu reverter sua pena de morte para prisão perpétua, essa mesma igreja sai agora em busca de vida extraterrestre. Essa mesma igreja admite a possibilidade de vida fora da Terra.
Ilógico e contraditório? Ou será a fé cega e estúpida se rendendo ao avanço inexorável da ciência? Nem uma coisa nem outra.
Não tem nada ilógico, muito menos contraditório na participação da Igreja nessa conferência científica. Pode até ter, se alguém quiser assim considerar, de hipócrita, e muito hipócrita, de cara de pau mesmo, mas nada de incoerente ou discrepante. Aliás, tem é de estratégico. Uma vez que a Igreja não mais detém a hegemonia de seus tempos de Idade Média, uma vez que não mais consegue, apesar de todas as suas constantes tentativas, estagnar o avanço científico, resolveu se aproximar da ciência, conhecer-lhe melhor e aos seus métodos. Lobo em pele de cordeiro. Como sempre.
Também nada há de rendição por parte das ideias da Igreja, nada de dar o braço a torcer, o pensamento religioso continua imutável. Muito longe de ser uma capitulação, a aproximação com a ciência é uma tentativa de cooptar os seus eternos inimigos, os homens da razão, contaminá-los com o pensamento mágico. Ou, pelo menos, ao lhes proporem certas alianças, torná-los mais amigáveis para com os religiosos, mais simpáticos a eles, menos belicosos em seus pronunciamentos sempre que uma descoberta da ciência fizer ruir pilares da religião. A aproximação com a ciência é uma tentativa de parecerem menos embusteiros, quando não forem mais capazes de esconder a verdade. Uma tentativa de fazer parecer que a religião sempre esteve ao lado do verdadeiro conhecimento.
E, nesse caso, a verdade é : os extraterrestres existem. Existem, sim. São 100 bilhões de galáxias, cada um com 100 bilhões de sóis. Vida só aqui? Impossível.
Que fique patente : quando organizações tradicionais, formadoras de opinião, detentoras de poder e mal-intencionadas, como os governos, as comunidades científicas e as religiões, admitem publicamente a possibilidade de algo, é porque eles já têm provas cabais de sua existência. 
Primeiro, foram os cientistas a admitir a possibilidade de vida extraterrestre; depois, e a contragosto, os principais governos mundiais, e agora, mais a contragosto ainda, a Igreja Católica.
Querem indício mais forte da existência de vida alienígena do que o Papa dizer que os ETs são uma possibilidade? E não digo isso por conta da suposta infalibilidade papal, que nela, óbvio, não acredito, não digo isso pela afirmação do Papa em si, mas pelo o oposto, pelo fato de que o Papa só a admite por não mais conseguir negá-la.
Contudo, nessa questão dos ETs, tenho cá comigo certas desconfianças. Creio que o grande interesse da Igreja nem seja o de ficar amiguinha da ciência, o de fazer as pazes com quem sempre tentou destruir. Creio que o interesse real da Igreja sejam mesmo os ETs. A igreja está de olho nos ETs. Quer conhecê-los para melhor catequizá-los.
A Igreja Católica perde seu rebanho a olhos vistos. Suas ovelhinhas andam a debandar para novos e vicejantes pastos, para novas terras prometidas - as religiões evangélicas, sobretudo as neopentecostais. Imaginem só que regojizo, que supremo gozo católico apostólico romano, descobrir novas civilizações, prontinhas a serem convertidas.
Posso até imaginar a cena : num futuro próximo, contato com civilizações alienígenas já oficializados, relações diplomáticas e de comércio ultragaláctico firmadas, o Papa se reúne com os líderes dos ETs. 
Começará por chamá-los de irmãos das estrelas, dirá-lhes que a Igreja Católica sempre soube de suas existências, e que sempre esteve à espera deles. Mais que isso : dirá-lhes que a Igreja Católica sempre os retratou e os exaltou em seu livro sagrado. 
Para provar a verdade de suas dissimuladas palavras, tirará uma Bíblia de sob suas vestes, preferencialmente em aramaico, línguas mortas sempre dão mais credibilidade, e fará desfilar aos olhos do ETs uma série de passagens do texto sagrado. 
Dirá-lhes que os anjos, seres de luz e conhecimento infinito, é a alegoria pela qual a Igreja os representa, que foi a forma que encontraram de dizer a uma população sem nenhum conhecimento científico da existência de seres extraterrenos superiores. 
Mostrará-lhes a subida de Elias aos céus, levado por uma carruagem de fogo : abdução, uma simples abdução, carruagem de fogo, coisa nenhuma, confidenciará-lhes o Papa, uma nave espacial, isso sim, uma nave é que levou Elias para as estrelas. 
Talvez lhes dirá até de Jonas, aquele que foi engolido por um grande peixe de escamas resplandecentes como o mais polido metal. O tal peixe manteve Jonas por 3 dias e 3 noites em seu estômago, e depois o vomitou de volta, numa praia. Outra abdução, dessa vez por um OSNI, Objeto Submarino Não Identificado.
E o Papa seguirá falando, falando, puxando o saco dos ETS, apelando para suas vaiadades, que é o pecado favorito do capeta (grande Al Pacino), e, assim que os ETs baixarem a guarda, enfiará-lhes o Cristo goela abaixo. Catequizar-lhos-á.
A Igreja Católica está de olho no dízimo dos ETS!!!
Dar-se-á, então, um novo apogeu da Igreja Católica. Erguer-se-á a Igreja Católica Apostólica da Via-láctea e Andrômeda. Edir Macedo, na cola do Vaticano, fundará a sua Igreja Intergaláctica do Reino de Deus. 
Duvidam? Quem viver, verá. E depois vai me contar, quando me encontrar no inferno.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Stephen Hawking: 'Eles Não São Nossos Amigos'

Cientista volta a apontar perigo de contato com alienígenas que poderiam nos exterminar (Fonte : www.ufo.com.br)
Ninguém dúvida de que num universo de magnitudes desproporcionais exista vida além da Terra. Mas há uma pergunta que ainda não se pôde responder de modo uniforme: Como será essa forma de vida? O prestigioso e ao mesmo tempo polêmico físico inglês Stephen Hawking pôs o dedo na ferida há um ano ao levantar a voz de alarme sobre os constantes sinais de nossa existência que estamos mandando ao espaço em busca do contato extraterrestre.
A teoria de Hawking baseia-se na lógica matemática que sempre regeu seu cérebro. "Os extraterrestres que recebam nosso sinal, ou não dispõem da tecnologia suficiente para nos responder, ou têm uma muito superior que lhes permitirá vir até aqui". E se essa civilização alienígena que tanto chamamos for hostil? O físico afirma que melhor do que enviar sinais, o que deveríamos fazer é nos esconder. Hawking alerta de que pode ser produzido o mesmo efeito de quando os espanhóis chegaram a América em 1492. Uma civilização mais desenvolvida inutiliza e acaba com os recursos de outra em menor grau de desenvolvimento que, inclusive, pode ser levada a seu desaparecimento.
No mês passado, Hawking voltou ao ônus em uma entrevista publicada pelo The Guardian na qual fez questão de salientar que "a noção de vida extraterrestre é real, mas perigosa". Esta teoria espaço-apocalíptica ganhou críticas entra a comunidade científica ao longo dos últimos meses. "Se os alienígenas quisessem conquistar nosso planeta já poderiam tê-lo feito nos últimos 4.500 milhões de anos", afirmou Paul Davies, cientista do projeto Search for Extraterrestrial Intelligence.
"Qualquer coisa que nós tenhamos aqui, eles poderiam encontrar no lugar onde vivem. E no caso de que na Terra tenha algum recurso que não exista em seu planeta natal, seguramente há uma forma mais fácil do conseguir que a de vir aqui para nos invadir", disse Seth Shostak, também pesquisador do SETI. Por sua vez, David Morrison, diretor do centro de investigação espacial Ames da Agência Espacial Norte-American (NASA) é da mesma opinião, ainda que com reservas. "Se uma civilização consegue perdurar ao longo de centenas ou milhares de anos, é quase seguro que terá conseguido resolver os problemas que temos nós. Ou pelo menos assim espero".
De momento, sendo bom ou não, a humanidade tem enviado uma boa série de indícios sobre sua presença por aqui. As duas sondas Voyager, uma das quais já navega fora de nosso Sistema Solar, levam consigo um disco de ouro com sons e imagens de nosso planeta. Além disso, o SETI encaminhou numerosos sinais à espera de que algum seja respondido, e isso sem contar os satélites e mecanismos artificiais que vagam pelo espaço depois de cumprir sua vida útil.
Os temores de Stephen Hawking diante da vida extraterreste viram-se refletidos no recente livro First Contact [Primeiro Contato, Simon & Schuster, 2011], obra de Marc Kaufman, diretor nacional do The Washington Post. Segundo escreve Kaufman, "no SETI supõe-se que qualquer civilização que tivéssemos a sorte de contatar seria inofensiva. Não há evidência de que isto seja verdadeiro ou falso, é somente o que eles crêem".
Enquanto isso, o físico britânico aproveita as páginas de First Contact para lançar uma nova justificativa de sua teoria: "Só temos que olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode ser convertida em algo que você não gostaria de encontrar".

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Previsão do Tempo, Horóscopo e Naves Espaciais

Estou de férias. Ou melhor, de recesso. Duas semanas.
Independente disso, eu sempre acordo cedo. A esposa não está de férias, e tem também o filho pequeno, 9 meses, e criança nessa idade ainda não descobriu como é bom dormir até mais tarde, uma vez que eles dormem na hora em que bem entendem.
Aproveito, então, e dou uma olhada todos os dias no jornal televisivo "Bom Dia, São Paulo"; inicialmente, isso há alguns anos, por causa da apresentadora Mariana Godoy, aliás, sumida do matutino (será que as férias delas coincidem com as minhas?). É um noticiário leve, rápido, gostoso de se assistir.
Hoje, deu na previsão do tempo a ocorrência de chuvas vespertinas seguidas de queda de temperatura. Previsão do tempo é aquela coisa que a gente escuta meio que distraído, como se fosse algo a acontecer longe, bem longe de nós, é algo que ouvimos até como uma espécie de curiosidade, como quem escuta ou lê seu horóscopo. A propósito - parece que tem pesquisa a respeito -, sabem que as pessoas acreditam mais em horóscopo que em metereologia?
Pela hora do almoço, o céu aqui de casa começou a nublar, a ventar, o sol sumiu. Lembrei da moça da previsão do tempo. Nesses casos, eu que sou costumeiramente do contra, gosto que as previsões se concretizem. O tempo anda seco, nível de umidade do ar inferior ao salutar e uma temperatura que começa a se aventurar por regiões de verão do termômetro.
Bom seria se a previsão se concretizasse. O tempo mais friozinho criaria um ambiente para uma espessa e rubrarrosa sopa de tomates com manjericão e raspas de provolone (faço uma muito boa, sem nenhuma modéstia). E daria um bom pretexto para tomar um vinho tinto seco, demi sec se a esposa fosse beber.
O tempo armou, rugiu, tremulou rufos e toldos e botou uma gigantesca nuvem chumbo a pairar no horizonte, uma enorme nave-mãe prestes a invadir o planeta. Como diria um conhecido meu da época da faculdade, viado : "que baita nuvão". Sabiam que as pessoas acreditam mais na existência de naves espaciais extraterrestres que em metereologia?
Eu fechei as janelas e fui para a sacada, esperar a chuva no peito, um magricela e raquítico Thor. Recebi muito vento e poeira, mas nem uma única gota.
A nave cor de chumbo resolveu sondar outras paragens e foi se distanciando lentamente. Nem sinal dela agora, quase 16 horas.
A previsão não se concretizou, outra vez. O tempo continua seco, de ferir narinas e rachar lábios, e as temperaturas retomam suas escaladas pelos termômetros.
Não haverá um ambiente para uma boa sopa de tomates.
Nem pretexto para um bom vinho.