Cosplay : abreviatura inglesa de costume play; ou seja, brincar de se fantasiar, trajar-se com costumes de personagens fictícios, sobretudo de quadrinhos, livros, filmes e séries.
Mostrando postagens com marcador Batman. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Batman. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
domingo, 8 de janeiro de 2023
Coringa Também Tem Seu Dia de Arlequina
Quem é o maior vilão das histórias em quadrinhos de super-heróis? Rei do Crime, Lex Luthor? Galactus, Darkseid? Caveira Vermelha, Duas-Caras? Dr. Destino, Brainiac? Loki, Adão Negro? Magneto, Ra's al Ghul? Thanos, Apocalypse? Mefisto, Trigon?
sábado, 15 de outubro de 2022
PETs
Não são apenas
Os pássaros
Os peixinhos dourados
As borboletas monarca
E as amadas que envelheceram sem maldade
Que podem ser
Engaiolados
Postos em vidros de conserva
Empaladas em éter
Imoladas em matrimônio.
sexta-feira, 12 de junho de 2020
Luto em Gotham City
Muito se incensa e se louva o papel e a importância do desenhista/argumentista Frank Miller na trajetória e na construção do personagem Batman. De fato, com a excelente e lendária minissérie O Cavaleiro das Trevas, de 1986, Frank Miller definiu a imagem que temos do Batman até hoje em dia, tornou o filho dileto de Gotham em um personagem "adulto", colocou-o no rol dos homens sérios. Os Batmen de Tim Burton e Christopher Nolan jamais poderiam ter sido concebidos e realizados se não fosse a minissérie de Frank Miller. Eu próprio gosto pra caralho dos trabalhos de Frank Miller, também fui fã de carteirinha do sujeito na minha época de leitor assíduo de quadrinhos, na minha fase nerd, que nem se chamava nerd então; chamavam a gente de CDF (cu de ferro), ou de retardados, mesmo. Era uma época mais honesta.
Eu também já achei que o Batman tinha mais era que erguer um altar a Miller na sua bat-caverna e rezar e agradecer a ele todos os dias, de joelhos, em profunda contrição. Hoje, porém, do alto de meus cinquenta e poucos anos, considero que a outro se deve o rito de passagem de Batman, a transição de um personagem mais adolescente, digamos assim, para o adulto soturno e ranzinza. Na verdade, a outros, a outros dois. O argumentista Denny O´Neil e o ilustrador Neal Adams.
Denny O´Neil e Neal Adams são quadrinistas das antigas. Dos que sabem escrever e desenhar. Requisitos não obrigatórios para as gerações atuais de quadrinistas. Foram os argumentos de Denny O´Neil que, paradoxalmente, salvaram e tiraram o Batman das trevas. Das trevas da vergonha, do rídiculo e, até, de sua união homoafetiva com Robin. Foi Denny O´Neil, e não Frank Miller, quem fez Batman virar homem. Ou voltar a ser homem. E explico.
Batman fora concebido por Bob Kane como um personagem taciturno, grave, sombrio, obstinado, obcecado. Um personagem que viu os pais serem assassinados à sangue frio e passou a se vestir de morcego para combater o crime. Um sujeito deste não tem nada de leve, de engraçado, de bonzinho. Não tem nada de amigável, alegre e festivo. Tem é de louco de pedra. Tem parafusos a menos, ou, no mínimo, soltos. O Batman de Bob Kane não tinha bat-corda no seu cinto de utilidades, nem repelente de tubarão. Tinha era um revólver, uma pistola 9 mm com a qual, já em sua história de estreia, O Caso do Sindicato dos Químicos, publicada na mítica Detective Comics nº 27, mandou um balaço nas tripas e matou um dos bandidos.
Nada a ver com o Batman colorido, companheiro e gregário daquele desenho antigo da Liga da Justiça, que brinca de salvar o mundo com seus amiguinhos. Menos ainda, e aí chego onde quero, com o Batman de Adam West, aquele do POW!, SOCK!, BIFF!, QUNCKK!, e do uniforme lilás.
Dois fatores transformaram o morcego de Bob Kane na libélula psicodélica de Adam West.
Primeiro que o bicho tava pegando para o lado dos quadrinhos de ação, mistério e terror na década de 1950. Reinava o macarthismo, termo que fazia referência aos senador estadunidense Joseph McCarthy, uma série de medidas linha-dura para combater a " segunda ameaça vermelha". Tempos de censura braba e de muito dedo-durismo. Milhares foram acusados de comunistas, antipatrióticos, subversivos e corruptores. Sobrou para os quadrinhos, acusados de serem, principalmente, corruptores de menores. Editores e roteiristas de quadrinhos passaram a ser perseguidos e enquadrados na lei de McCarth. Teve até livro de psiquiatra alertando para o mal causado pelos quadrinhos às desavisadas e puras mentes do jovem americano, A Sedução dos Inocentes, de Fredric Wertham.
Os quadrinhos precisavam passar pelo escrutínio da censura e receber um selo de aprovação, o Comic Code Authority. Se não recebessem o selo, nada feito. Assim, para sobreviverem, as editoras passaram a suavizar os personagens, torná-los mais bonzinhos. É desta época a Liga da Justiça que citei anteriormente. O Batman passou a ser um superamigo, amigo dos Super Gêmeos, ativar, e do macaco Glick. Pãããããta que o pariu!!!
Mas o macarthismo, como eu disse, foi apenas o primeiro fator da descaracterização do Batman, o fator inicial. A cereja do bolo viria uns anos depois, em 1966. Para coroar a humilhação do Homem Morcego, para jogar o nome do Morcegão na lama por quase todo o sempre, veio a série televisiva Batman, da rede ABC. Deu-se que havia na emissora um roteirista contratado que odiava super-heróis, todos eles. Calhou, justamente, de a ele ser dada a incumbência de escrever a série. Como funcionário da empresa, não poderia se negar ao serviço, mas pensou num modo de se livrar rapidinho do abacaxi. Escreveu o episódio piloto mais ridículo, cafona e burlesco que conseguiu imaginar; estava seguro da desaprovação da emissora, que cancelaria a série e, assim, Batman morreria no ninho. Antes assim tivesse se dado. Acontece que o piloto foi ao ar e foi um puta dum sucesso. O americano médio, medíocre e infantiloide adorou aquele Batman afrescalhado. Resultado : o roteirista foi obrigado a amargar mais três temporadas, num total de 120 episódios. Ao longo dos mais de três anos de duração da série, o tal foi fazendo seu estrago, foi avacalhando com a imagem do Batman a cada episódio.
Pois foi justamente deste lodo de desmoralização total, de descrédito absoluto, de reputação duvidosa e de ruína moral que Denny O´Neil tirou o Batman. Denny O´Neil resgatou o Cavaleiro das Trevas das trevas do ultraje, da desonra e do opróbio. As histórias de Batman escritas por Denny O´Neil, magistral e inigualavelmente desenhadas por Neal Adams, levaram Batman de volta ao lar, às suas raízes sombrias. Voltaram a ter mistério, violência, trabalho de detetive, técnicas forenses e até elementos sobrenaturais.
O Batman atual não teria sido possível sem Frank Miller, verdade. Frank Miller não teria sido possível sem Denny O´Neil e Neal Adams.
Se Bob Kane foi o pai de Batman, Denny O´Neil foi o tutor que o adotou e o acolheu, o preceptor que o reconduziu ao bom caminho. Frank Miller? O tio, irmão do pai. O tio que ensinou algumas coisinhas ao Batman. O tio que nos ensina a beber, que nos leva à zona etc.
Morreu hoje, aos 81 anos, Denny O´Neil, o segundo pai de Batman.
Será velado na bat-caverna, de onde o féretro seguirá em cortejo ao Cemitério de Gotham.
Uma revoada de 21 morcegos em sua honra e homenagem.
Denny O´Neil
1939 - 2020
Uma estranha coincidência : Denny O´Neil nasceu em maio de 1939; sabem qual foi a data da criação do Batman, da sua primeira aparição? Maio de 1939.
sábado, 23 de novembro de 2019
JOaKin : Achei uma Bosta!!!
Já aos primeiros comentários a respeito, não simpatizei com ele, o Coringa, o Joker de Joaquin Phoenix, o qual passarei a chamar, pejorativamente e para diferenciá-lo dos outros verdadeiros Coringas, de JOaKin.
Soube, via primeiras críticas que me caíram aos olhos, que haviam mudado e mexido em sua origem; agora, depois de assisti-lo, digo que chafurdaram em sua origem.
Não se mexe em um clássico! Pode-se até, de tempos em tempos, dar-lhe uma renovada, uma repaginada, como diriam os afrescalhados de plantão. Pode-se acrescentar novos elementos à história e à mitologia do personagem, mas não mexer no básico. Pode-se criar e contar histórias nunca contadas, adicionar ao clássico adereços e penduricalhos, histórias de bastidores nunca reveladas; enfim, de tempos em tempos, pode-se dar ao clássico uma nova roupagem.
Uma nova roupagem, uma nova vestimenta, um novo verniz, uma nova superfície. Nunca, jamais, em tempo algum, no entanto, mudar-lhe o cerne, o âmago, a quintessência. E que maior pedra angular do personagem que a sua origem?
Mexer na origem é matar o clássico, é parir outro personagem, ainda que insistam que é o mesmo. Não é. Outro homem tivesse engravidado a sua mãe, ou, nem precisaria ter sido outro homem, outro espermatozoide de seu pai, dentre os milhões possíveis, tivesse fecundado o óvulo que lhe deu origem, você seria você? Não. Não seria.
Não fui ao cinema assistir a JOaKin, quando de seu lançamento. Não suporto aglomerações humanas; cinemas, os quais muito já frequentei, hoje me causam sufocamento e claustrofobia. Assisti ao filme ontem. Baixei-o da internet. Com boas qualidades de imagem, som e legendas. Só não com boa qualidade de filme. Mas, aí, a culpa não é dos valorosos piratas e ripadores deste nosso Brasil dantes mais varonil.
O JOaKin não é o Joker, não é o Coringa. Em nenhum momento das excruciantes duas horas de filme, vi o Joker em JOaKin. Vi um sujeito desequilibrado, transtornado, psicótico e cheio de autopiedade. Mas e o Coringa, onde estava? Em nenhum lugar.
Para começar, o JOaKin não foi dado à luz da loucura do mundo por conta da queda e imersão em um tanque cheio de um gosmento produto químico, do qual emergiu tantã e lelé da cuca e já, e em definitivo, com a pele descolorida e branca, os cabelos verdes e os músculos faciais ligados à boca deformados, irreversivelmente, na forma de um perpétuo sorriso - como foi estabelecido e sacramentado por Bob Kane, Jerry Robinson e Bill Finger e, depois, fielmente acatado e reproduzido por Tim Burton e Jack Nicholson.
O JOaKin nasceu e enlouqueceu a partir de uma sucessão de percalços e de desgraças pessoais que se abateram sobre a vida de um tal de Arthur Fleck (de onde tiraram a porra desse nome?), um comediante fracassado de stand up. O mundo foi batendo, batendo em Arthur - como bate em todos nós - até que, num belo dia, ele quebrou. E surgiu o JOaKin. O JOaKin surgiu da inabilidade de Fleck em revidar, ou, ao menos, absorver, as pancadas que o mundo nos dá cotidianamente. O JOaKin pinta os cabelos de verde com tintura Wellaton, maquia a cara com pasta d´água e desenha com batom o deformado sorriso.
Origem de merda. Plágio do caralho. História muitíssimo melhor contada, inclusive, no inigualável Um Dia de Fúria (1993), dirigido por Joel Schumacher e estrelado por Michael Douglas, um outro clássico. Exponencialmente melhor contada.
Sem contar que entra por uma linha de pensamento muito da mal-intencionada, que se propõe a justificar o porquê do sujeito ter se tornado um bandido, um assassino, que se propõe a transformar o canalha em vítima, em coitadinho, em produto do seu meio, que se propõe a granjear e a promover a simpatia e a empatia da sociedade - a verdadeira vítima - para com o seu algoz. Quantos não passaram pelas mesmas, ou piores adversidades, e se mantiveram íntegros?
Daí em diante, como não podia deixar de ser, o filme só piora.
O JOaKin ri desbragada e desrespeitosamente frente a situações não tidas como engraçadas, tidas como sérias, cruéis, trágicas, repulsivas e assustadoras - exatamente igual ao Joker. Mas não ri, diferentemente do Joker, porque acha graça delas, não ri devido ao seu peculiar senso de humor, que vê e extrai comicidade da calamidade e do caos. O JOaKin ri desbragada e desrespeitosamente, simplesmente, porque não consegue deixar de rir.
Inventaram lá para o JOaKin uma condição médico-psiquiátrica que lhe estoura o riso a qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer situação, sem aviso nem contenção possível : irrefreável, angustiante. Inventaram lá para o JOaKin uma espécie de Síndrome de Tourette, que faz jorrar um vomitório de gargalhadas ao invés de palavrões, insultos e xingamentos.
O riso louco do Joker é desbragado, desrespeitoso e, sobretudo, prazeroso, muito prazeroso, um orgasmo histriônico para o Coringa. O riso insano do JOaKin é desbragado e desrespeitoso, porém, torturante para ele. Não há nenhum prazer na risada do JOaKin; há angústia e consternação, mesmo remorso e culpa. Mais uma vez, querer fazer o bandido de vítima?
E a cereja deste bolo de merda : há a tentativa de estabelecer um grau de parentesco, um vínculo consanguíneo entre o JOaKin e o Batman; no caso, o jovem Bruce Wayne, à época em que se passa o filme. Há a tentativa de fazê-los irmãos de sangue. Meio-irmãos, por parte de pai.
Há, e sempre houve, nos quadrinhos, uma relação estreita, simbiótica e indissociável entre o Coringa e o Batman, como fossem as duas faces do mesmo dólar de prata, como se a existência de um houvesse convocado e justificado e fosse condição sine qua non para a existência do outro. Jack Napier, assaltante pé de chinelo, caiu no tanque de produtos químicos ao tentar fugir do Batman, e se tornou no Coringa; pode-se dizer que Batman o criou.
Há versões que dizem que foi Jack Napier, em uma tentativa desastrada de assalto, quem matou Thomas e Martha Wayne, os pais do jovem Bruce Wayne, trauma que levou o menino a jurar, sobre os corpos dos pais, que dedicaria sua vida ao combate ao crime, e tornou-se o Batman; pode-se dizer que Jack Napier criou o Batman, que iria recriá-lo como Coringa.
Sempre houve, entre os dois personagens, essa relação estreita, essa codependência de suas origens. Mas irmãos? Ora, vão à merda.
Segundo o filme, Arthur Fleck é filho bastardo de Thomas Wayne, pai de Bruce, concebido na época em que a mãe do futuro JOaKin trabalhava como empregada na Mansão Wayne. Ao longo do filme, tal ligação consanguínea, confidenciada, às portas da morte, pela mãe a Arthur, é desmentida por Thomas Wayne, que conta a Arthur que a mãe era uma psicótica com delírios sobre a realidade, que estivera, quando Arthur era criança, internada no Asilo Arkham e tal. E que Arthur nem era filho legítimo da própria mãe, que havia sido adotado por ela. E tirou, Thomas Wayne, o seu cu fidalgo da reta da paternidade de Arthur.
JOaKin vai investigar os desmentidos de Wayne. Vai ao sanatório Arkham e tem acesso a documentos e registros que comprovam a versão de Wayne. Mas vai saber? Não poderia, Thomas Wayne, o homem mais poderoso financeira e politicamente de Gotham, ter a tudo forjado para não reconhecer o bastardo? Para alguém com seus recursos, nada mais fácil que ter comprado psiquiatras que lavrassem laudos falsos a respeito da saúde mental da mãe de Arthur Fleck. Nada mais fácil que ter comprado a cumplicidade de médicos e enfermeiros e internado à força o seu caso extraconjugal. Nada mais fácil que ter submetido a moça a sessões de eletrochoques e, quiçá, a uma lobotomia. Nada mais fácil que obter um certificado falso de adoção. A ideia do parentesco foi lançada e, ainda que desmentida, ficou a pairar no ar. Talvez para ser usada numa futura sequência do filme. Que, garanto e adianto, não verei nem sob tortura.
Transformar a rivalidade de Coringa e Batman numa eterna rixa de ódio entre irmãos? Acho que esta história também já foi contada. Salvo engano, os nomes dos irmãos eram Caim e Abel e ela figura na tal da Bíblia, livro de questionável qualidade literária.
Um conselho : se querem brigas entre irmãos e, assim como eu, preferem os quadrinhos à Bíblia, fiquem com Thor e Loki.
Onde está o grande filme do ano? A película tão incensada pela crítica especializada? E, a pergunta mais relevante de todas, onde está o Coringa, o Joker? Não está. Não o vi. Vi o JOaKin.
Para mim, Coringa por Coringa, foi muito mais Coringa, e tem muito mais o meu respeito, o Cesar Romero, da icônica e avacalhada série Batman, de 1966. Aquela do Pow!, Zap!, Sock!, Biff!, Kapow!
sábado, 10 de novembro de 2018
Uma Cerveja com James Gordon
No intervalo de um episódio de "Eu, a Patroa e as Crianças", transmitido por um desses canais mais-do-mesmo da tv a cabo, na propaganda de uma das outras atrações da emissora, apareceram dois apresentadores de um programa de comentários e sugestões de filmes, dois caras sentados num sofá e comendo pipoca. Um deles estava com uma camiseta do Batman. Não uma camiseta qualquer. A do uniforme clássico. Não uma das inúmeras variações e distorções, pós-Tim Burton, do traje do morcego, não dessas vendidas, hoje, em qualquer camelô, em qualquer loja de rodoviária.
A clássica. Fundo cinza não muito escuro e, no peito, a elipse amarela a circunscrever o morcego negro; concepção imortal, tal traje, do lendário ilustrador Carmine Infantino.
Tenho uma camiseta dessa - lembrei-me! Comprada em 1989, por ocasião do aniversário dos 50 anos do filho mais dileto de Gotham City. O ano chinês do morcego. Ano de muita celebração, marcado por publicações de muitas minisséries, de excelentes graphic novels e pelo lançamento do filme Batman, de Tim Burton, com Michael "Batman" Keaton e Jack "Curinga" Nicholson. Camiseta oficial do cinquetenário. Com o selo de aprovação e garantia de qualidade da própria DC Comics.
Não tenho boa memória para detalhes. Até me lembro de ter feito isso ou aquilo, de ter estudado em tal escola, de ter viajado para certos lugares, das mulheres que comi etc, mas me lembro sem pormenores. As lembranças não me vêm em imagens e sons cinematográficos de altas definições e fidelidade, sim em ecos esparsos, em lamentos de fantasmas não sepultados, sim em teatros de sombras, de vultos.
Não foi assim desta vez. À visão da camiseta, a memória se projetou com perfeição na tela quase sempre em branco da pré-velhice. Tudo estava de volta. Eu e meu amigo Jaimão esperando por horas na fila invertebrada que contornava quarteirões, para garantirmos nossos assentos no cine Comodoro e assistir ao tão esperado Batman. O único cinema de Ribeirão Preto, na época, a ter contrato de exibição com a Warner. O único cinema em Ribeirão, hoje, a se manter em atividade no velho centro da cidade, ainda que, por questões de sobrevivência, tenha se rendido ao ramo do entretenimento adulto, o que lhe valeu o apelido pelo qual é conhecido atualmente, cine Pornodoro. Todos os outros cinemas centrais - eram mais de uma dúzia - foram abatidos pelo advento dos escrotos e impessoais shopping centers.
Chegou-me tudo com ofuscante nitidez. As roupas que usávamos, as conversas que tivemos enquanto esperávamos, nossos estados de ânimo, nossas expectativas, que beiravam uma crise de ansiedade, uma agonia da qual chego a sentir saudades, uma vez que sentimento exclusivo de quem muito fortemente deseja algo - há tempos não desejo a esse ponto. Uma aflição que era filha do desejo com a falta de informação. Eram tempos pré-internet, para o bem e para o mal.
Era muito mais fácil as produtoras manterem segredos em torno dos filmes antes de suas estreias, muito mais fácil jogar para o público apenas as informações selecionadas que queriam que soubéssemos, cruéis gotas homeopáticas que, longe de matar nossa sede, só punha um deserto ainda mais árido em nossas gargantas. O filme estava anunciado há mais de ano, quando do início de sua produção, e quase nada sabíamos dele. Uma neblina e uma noite ainda mais impenetráveis que as de Gotham o envolvia. Tudo o que tínhamos eram as poucas imagens estampadas nas revistas do ramo e as pequenas notas de rodapé divulgadas pela imprensa.
Lembrei-me de tudo. Do calor que fazia no dia, dos últimos raios do sol poente a arranhar nossas retinas - entráramos na fila pouco antes das 17 h, para pegar a sessão das 20 h -, dos boatos que corriam pela fila de que os lugares para a próxima sessão, a das 18h, e para a seguinte a ela, a das 20 h, já haviam se esgotado - só conseguimos lugar na sessão das 22 h. Imagine só se, hoje, eu esperaria cinco horas por alguma coisa. Não esperaria cinco horas numa fila nem pra comer a Scarlett Johansson. Lembrei-me de nossas falas, de nossas previsões e especulações de como seria o filme, de nossa tentativa - uma forma de matar o tempo - de montar o quebra-cabeça com tão pouca informação, com tão poucas peças disponíveis. Lembrei-me - de médico e de louco e de crítico de cinema, todo mundo tem um pouco - de nossas certezas antecipadas da péssima escolha de Michael Keaton para o papel do Batman e da excelente escolha do iluminado Jack Nicholson para o papel do palhaço do crime - certezas confirmadas com poucos minutos de projeção.
O presente puxando-me de volta, ocorreu-me : eu tinha 22 anos à época; o Jaimão, 19. Era o ano de 1989. A camiseta que deflagrara a paudurescência de minha memória completará 30 anos no ano que vem, 2019. Trinta anos. Tem a camiseta, hoje, mais idade do que eu tinha quando a comprei.
Batman completara 50 anos, então. Bruce Wayne adentrara à meia-idade, era um senhor distinto, galante, conservado e em muito boa forma; eu, um jovem universitário, inocente, puro e besta.
Ano que vem, Batman completará 80 anos de vida, um justiceiro octogenário que não se arriscará mais em sair para combater o crime sem verificar o estoque de fraldas geriátricas e de Corega no seu bat-cinto de utilidades; eu, um cinquentão acabado e vencido. É a podridão, meu velho.
Fui cuidar da lida. Desliguei a tv, lavei e guardei a remanescente louça da pia, recolhi as gatas, enfim, fui me ocupar do comezinho para tentar esquecer do passado. A imagem da camiseta, porém, não me abandonou.
Fui ao guarda-roupas - senti-me o próprio Batman a descerrar as emperradas, pela falta de uso, portas da bat-caverna -, escavei fundo uma das gavetas e lá estava ela. Conservadíssima. Como se ontem eu a tivesse retirado da loja - usei-a poucas vezes. Nenhum sinal de desbotamento ou de ataques de traças. Guardei-a. Não a recoloquei ao fundo da gaveta, entretanto. Deixei-a por cima. E esperei. Esperei o filho dormir, a esposa, as gatas, a casa.
Silencioso, imperceptível e indetectável como só o Batman sabe ser, peguei a camiseta no guarda-roupas. Esquivo e célere, tranquei-me com ela no banheiro. Vesti-a. Serviu-me perfeitamente. Como 1989 fosse. Naquele momento, 1989 era!
Uma sombra dançou pelo banheiro e desceu sobre o meu semblante. Olhei-me no espelho. Não tive dúvidas. Gritei : I'm Batman! Era verdade. Em 1989, eu era o Batman. Com 22 anos, todos éramos o Batman!
Com pesar e relutância, desvesti a camiseta (a sombra abandonou minhas faces), devolvi-a ao guarda-roupas tão silenciosamente quanto a tirara, voltei ao banheiro, escovei os dentes e fui me deitar. E fui me deitar.
Com uma vontade danada e uma saudade doída de saltar e de correr pelos telhados, de me sentar em vigília sobre as gárgulas, de esmurrar a sempre zombeteira cara do Curinga, de jogar "o que é o que é?" com o Charada, "cara ou coroa" com o Duas-Caras, de me atracar com a Mulher-Gato.
Com uma vontade filha da puta de, ao fim do expediente, na troca de turnos da madrugada com o arrebol, no rápido roçar da Lua com o Sol na sala do relógio do cartão de ponto, tomar uma cerveja gelada com o Comissário Gordon.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
I'm Batman
Tim Burton e Michael Keaton é o cacete! Val Kilmer porra nenhuma! George Clooney e seus mamilos que se fodam! Christian Bale é a puta que o pariu!!!
Adam West é o cara!!! Sempre foi. Com seu uniforme collant lilás. Com sua barriguinha saliente. Com seu bat-cinto que tinha até repelente anti-tubarão. Adam West era o cara que tinha o telefone vermelho, sua linha direta com o Comissário Gordon (e por que usavam ainda o bat-sinal?). Adam West era o cara que não deixava o Robin dirigir o bat-móvel porque era menor de idade. Era o cara da porrada onamotopeica, Sock! Crash! Pow! Thunk! Whamm!
Adam West é o Batman!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Cu de Morcego Não Tem Dono
Pois eis que chegou ao fim o julgamento mais longo da história das histórias em quadrinhos : a investigação acerca da perobagem enrustida do Batman, o homem morcego, o cavaleiro das trevas, o cruzado embuçado.
O veredicto foi proferido em última instância, não cabendo mais recursos nem apelações, dada à contundência e à irrefutabilidade de uma prova surgida de última hora e que causou uma reviravolta no moroso processo.
A prova cabal da rosca frouxa e queimada do Morcegão foi uma foto de uma antiga e pouco representativa missão da Liga da Justiça, arrolada aos autos pela Promotoria, representada pela figura dúbia de Harvey Dent. Aliás, quando Harvey Dent disse "arrolada", uma onda de frenesi fez o musculoso corpo de Batman se agitar sob o collant.
Rumores antigos sobre tal foto sempre correram à boca pequena, mas eram tidos apenas como mais uma das inúmeras maledicências lançadas contra o Batman ao longo de sua vida de combate ao crime e ao mal. Se encontrada em algum arquivo morto da Sala de Justiça, se em alguma bat-gaveta íntima de Robin junto às bat-sungas do Menino Prodígio, ou ainda, e mais provavelmente, se obtida em alguma coleção de gibis da Ebal, ninguém pode assegurar-lhe a origem, mas a foto existe. A foto é fato. Com autorização judicial da Corte Suprema de Gotham, concedida com exclusividade ao Marreta do Azarão, reproduzirei-a aqui, ao fim da postagem.
Do corpo de jurados, composto por doze elementos, dez votaram pela confirmação da boiolagem de Batman - Flash, Aquaman, Super-Homem, Mulher Maravilha, Lanterna Verde, Mulher Gato (e essa trazia sonhos e esperanças destroçados nos fundos dos olhos), Arqueiro Verde, Elektron, Shazam e os supergêmeos Zan e Jayna, que tiveram direito a um único voto -; um jurado votou pelo desmentido da questão - Robin, que teve o voto considerado inválido e improcedente, pois, além de menor de idade, é parte interessada da questão, configurando conflito de interesses -; e um jurado foi desqualificado antes da votação - a Batgirl, que, desmascarada, revelou-se o mordomo Alfred travestido e disposto a dar uma força ao patrão Bruce sentado no banco dos réus. Aliás, quando o juiz indicou o banco dos réus a Batman e falou que ele podia se sentar, uma outra onda de frisson lhe percorreu a bat-medula.
Quem descobriu o embuste do falso jurado foi o Curinga, que assistia a tudo da plateia. Em alta, esquizofrênica e histriônica gargalhada, o Arlequim do Mal perguntou : - o que a Batgirl tá fazendo de bigode?
Por fim, a foto que pôs uma pedra sobre os boatos, solidificando-os como verdadeiros, que jogou uma pá de cal na questão. Nela, um vilão bem boca de porco, bem chinfrim, bem ao
estilo da DC Comics das décadas de 1960 e 70, lança uma maldição sobre
os heróis da Liga da Justiça.
Vilão boca de porco – “Não são apenas vocês que estão condenados! Assim estão também todos aqueles em que vocês tenham tocado!”
Elektron – “Jean Loring…eu assinei a sentença de morte dela!”
Flash – “Eu dei para Iris West o beijo da morte!”
Lanterna Verde – “Carol Ferris , está em perigo mortal!”
Batman – “Robin…o que foi que eu fiz com você?”
Para os não iniciados nos quadrinhos, todos os outros heróis falam de suas namoradas ou esposas, e o Batman... também!!!
Pãããããta que o pariu!!!! Robin, o que eu fiz com você?!?!?!
Inconteste! Cu de morcego não tem dono.
Com essa postagem, eu finalizo a trilogia dos mordedores de fronha Batman e Robin, iniciada com as
postagens Batman e Robin - A Origem do Mito e Cuecão de Couro, Mano!!
domingo, 8 de novembro de 2015
Cuecão de Couro, Mano!!!
Se houve um sujeito (e digo houve porque as novas gerações de fãs de quadrinhos certamente nunca ouviram falar dele) odiado, execrado, abominado pelos aficionados em HQ das décadas de 50, 60, 70 e 80, se houve um filho da puta que seria amarrado a um poste e malhado feito um Judas e depois ainda empalado caso aparecesse numa Comicon, supondo que elas existissem à época, esse sujeito seria o psiquiatra Frederic Wertham.
Foi esse canalha que, em 1954, publicou o livro A Sedução dos Inocentes, cujas heréticas páginas colocava os quadrinhos de super-heróis, policiais, de terror e mistério no banco dos réus. As acusações do crápula : incitação à delinquência juvenil, ao uso de drogas e entorpecentes, à paronoia e à esquizofrenia, e o pior : segundo o doutor - que em seu currículo consta ter sido correspondente de Freud, um outro maníaco comedor de bosta e com tesão na mãe -, os quadrinhos levavam os adolescentes ao afrouxamento da rosca, à comichão do brioco, ao tesão na argola.
E os culpados de toda a viadagem enrustida da América : Batman e Robin.
Segundo o doutor, eles representavam os desejos de dois homossexuais vivendo juntos em condições escusas e de clandestinidade. Tanto que, à época, quando um sujeito assumia sua boiolagem, era usual dizerem : o fulano soltou a morceguinha, saiu da bat-caverna.
E tudo com base em um quadrinho em que Batman e Robin se trocavam na bat-caverna separados apenas por um biombo, que deixava entrever as sombras musculosas dos dois através de seu diáfano tecido. Frederic Wertham deve ter ficado excitadíssimo. Deve ter tocado muita bronha para as silhuetas definidas de Bruce Wayne e Dick Grayson. Como podemos ver, o "trabalho" do psiquiatra era realmente "muito bem fundamentado", com sólidos argumentos "científicos". Aliás, próprio aos da psiquiatria, psicologia, psicanálise etc.
Em virtude da publicação de A Sedução dos Inocentes, Wertham foi chamado a depor sobre delinquência juvenil na subcomissão do Senado do Tio Sam, e o resultado direto de seu depoimento foi a criação do Comic Code Authority, um código de censura para os quadrinhos sem cujo selo estampado nas capas, certificando a "qualidade" do material, o gibi não poderia ser publicado. Uma verdadeira Letra Escarlate dos quadrinhos.
Aqui, porém, assumo um pouco o papel de advogado do diabo e pergunto se o doutor estava mesmo totalmente desprovido de razão - tanta da razão psíquica como da analítica, a que se funda em argumentos.
Estaria o bom doutor a ver pelo em ovo, chifre em cabeça de cavalo, paudurescência em sunga de velho?
Vejamos.
Tempos de plena liberdade tendem a ser tão perigosos quanto os de férrea opressão. Excessos podem ser cometidos - e sistematicamente o são - tanto em uma democracia quanto em uma ditadura. Irmãs xifópagas, a liberdade e a tirania. Tanto que períodos longos de uma acabam por exigir períodos da outra.
Uma longo período de despotismo, de proibições, de falsos moralismos, de castração, acaba por eclodir em revolta, em revolução por liberdade, por um respiradouro. Um extenso período de liberdade acaba por afluir em desregramento, licenciosidades, libertinagens, devassidões mil e perda do norte; aí vem a vontade/necessidade de alguém que ponha ordem na casa, que assuma uma linha mais dura, que restrinja o Carnaval aos quatro dias que lhe é destinado. E o ciclo se repete, ad infinitum.
É triste. Mas é parte da dual e inerraigável indecisão e insatisfação humana, incapaz de se pautar pela moderação, pelo caminho do meio.
A década de 50 foi uma década de euforia para os EUA, eles haviam acabado de vencer a 2ª Guerra Mundial e se tornado donos do mundo, uma era de prosperidade se anunciava, a América e o resto do mundo estavam livres do terrível Eixo. Liberdade era a palavra de ordem. Não estaria certo o renomado doutor sobre possíveis excessos, decorrentes de toda essa euforia?
Esqueçamos o sutil e discreto biombo, que foi o pivô da suspeita do doutor sobre Batman e Robin, e tomemos outro quadrinho da dupla dinâmica.
Enquanto isso, na bat-caverna...
Robin : “Essa é a primeira vez que tivemos
a oportunidade de catalogar esses troféus desde que você retornou.
Nossa, Batman…lembra da sunga de couro? (a palavra THONG também pode ser
traduzida como chinelo de dedo, ou “tira de couro”) Ela ainda tem amarcas de seus dentes nela.”
Pããããta que o pariu!!!
Cuecão de couro, mano!!! Macho até debaixo de outro macho!!!
Aí, por mais que eu queira, não dá pra tirar a razão do doutor Wertham!
Algum bat-maníaco pode estar a me amaldiçoar e a dizer que o quadrinho acima, assim isolado, foi tirado de seu contexto original e usado para propósitos vis de desmoralizar o Cruzado Embuçado.
Admito que esse tipo de expediente, de ardil, de filha da putice - descontextualizar um trecho, um excerto e fazer uso tendencioso dele - é cada vez mais comum hoje em dia. Mas nesse caso? Em que outro contexto, a marca de seus dentes, Batman, ainda estão na sunga de couro pode significar outra coisa a não ser a marca de seus dente, Batman, ainda estão na sunga de couro?
Ponto para o doutor Frederic Wertham.
Touché!
Ippon!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Batman e Robin - A Origem do Mito
Esta vai especialmente para você, Marcellão. Duvido que saiba da revelação bombástica que vem a seguir.
A desconfiança de que Batman/Bruce Wayne e Robin/Dick Grayson fossem muito mais que companheiros de combate ao mal e ao crime sempre recaiu sobre a bat-caverna.
Constantes eram, e ainda são, mesmo tendo Dick Grayson se emancipado e se tornado o Asa Natourna, os rumores de que, ao encerrar do expediente, eles vestiam seus pijamas de morceguinhos e pintarroxos (robin, em inglês), tomavam uma chávena de chá, ou umas taças dos melhores vinhos da adega Wayne, ficavam em idílio ao pé da lareira e, por fim, dividiam a mesma bat-cama.
Desconfiança que sempre creditei à inveja do populacho, à maledicência do povão, que não pode ver ninguém feliz e bem-sucedido. Bruce Wayne é bilionário, tem QI de Einstein, perspicácia de Sherlock Holmes, porte físico de Adônis e a mulherada se joga aos seus pés. É também probo e reto : não entra em fila reservada para idosos no mercado ou no banco, não estaciona em vagas para deficientes físicos, nem "gato" da net, para pegar pay per view e canal pornô, ele tem. O que fazer contra um sujeito assim? Simples : lançar falsos sobre sua masculinidade. Dizer que ele é viado. É a vingança do povo. É bilionário? E daí, mas é viado. É inteligente? Viado. Bonitão e cobiçado? Continua sendo viado.
Sério que sempre dei o maior crédito à dupla dinâmica. Sempre lhes dei o maior apoio, como diria o Seo Peru, da Escolinha do Professor Raimundo. Até hoje. Até exatamente agora.
Revelou-se-me a verdade : a desconfiança da rosca frouxa, piscante e queimada do morcegão e do passarinho não é mera desconfiança, tampouco infundada aleivosia, é fato embasado em sólidas evidências. Irrefutáveis. Deixadas à posteridade por ninguém mais ninguém menos que Bob Kane, o pai dos dois heróis.
A cena a seguir é forte e tem conteúdo voltado apenas ao público adulto. A foto é 1954, publicada na edição nº 84 da revista Batman.
Bruce Wayne e Dick Grayson aconchegados no mesmo ninho de amor. Um com o pijama dos Bananas de Pijama e o outro com um pijama de bolinhas amarelinhas tão pequeninhas.
Ainda se o Batman fosse um herói brasileiro, fudido, assalariado, se morasse em um conjugado ou em uma kitnete, teríamos como lhe dar o benefício da dúvida, a falta de espaço e de cômodos obrigaria à tão suspeita proximidade. Mas não. A Mansão Wayne tem mais aposentos que o Palácio de Versalhes. A evidência iconográfica não deixa margem à dúvida nem à defesa : o Cruzado Embuçado e o Menino Prodígio mordem a fronha, beijam pra trás.
E os agravantes só se somam para o lado de Bruce Wayne : qual a idade do menino em sua cama? Segundo arquivos da DC Comics, Dick Grayson contava com 12 anos de idade quando ficou órfão e foi adotado por Wayne. Santa pedofilia, Batman.
E os agravantes só se somam para o lado de Bruce Wayne : qual a idade do menino em sua cama? Segundo arquivos da DC Comics, Dick Grayson contava com 12 anos de idade quando ficou órfão e foi adotado por Wayne. Santa pedofilia, Batman.
E o comissário Gordon sempre fez vistas grossas e acoitou a tara do amigo.
Mas e a Mulher Gato, e a Hera Venenosa? Com as quais sempre rolou aquela atração contida, aquele tesão recolhido, aquela alta-tensão erótica? Fachada. Pura fachada. Inimigas de conveniência.
Contudo, verdade seja dita : Bruce Wayne sempre cuidou muito bem de seu jovem pupilo, de seu imberbe efebo. Deu-lhe casa, comida, roupa lavada, boa educação e um propósito na vida.
Dizem que até entoava canções de ninar quando o sono se demorava a vir para Robin. Bruce Wayne cantava-lhe ao pé do travesseiro : Fly, robin fly/Fly, robin fly/Fly, robin fly/Up, up to the sky. E o Robin fazia-lhe dueto, em segunda voz : Sou menino-passarinho/Com vontade de voar...
Pããããããta que o pariu!!!
sábado, 28 de julho de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)








