domingo, 6 de novembro de 2016

Bukowski, o Vulgar

Vulgaridade
ok, aqui eu estou limpando minha bunda e pensando sobre o que há de errado com o 
mundo
mas eu acho que muito do que me incomoda é que eu considero
toda mulher com quem vivi como insana: eu sabia disso para começar
porque elas nunca teriam tentado viver comigo
caso contrário,
por exemplo, linda enviou recentemente um dos meus livros para a mãe dela
e sua mãe ficou ao telefone com ela e disse:
"por que ele não cresce? por que ele continua escrevendo sobre essas
coisas !: vômito e sexo e porcaria e todas aquelas
coisas FEIAS? "
e a pobre linda tentou defender as minhas obras,
ela é uma menina doce e querida,
e elas gritavam uma para outra,
a longa distância.
meu pai costumava gritar a mesma coisa para mim sobre a minha
escrita
mas então me ajude
quando eu escrevo eu não tenho nenhuma ideia que eu estou escrevendo sobre
merda e vômito e foda e assim por diante.
eu não sei,
eu pensei que eu estava escrevendo sobre
circunstância,
uma circunstância que  permitimos destruir a nós
e nós nos tornamos
aparições, e tudo sobre nós
também, até mesmo nossos animais
nossas ruas
nossas casas
nossas transas
então agora eu estou limpando minha bunda
e agora eu estou limpando a
sua.
você não pode detonar o que já foi
detonado, sim.
ainda assim, eu acho que eu vou começar a
levantar  pesos
de novo,
eu tenho 63 anos, mas eu me sinto mais jovem do que a
primavera
sou eu,
mas eu sou sincero quando digo que
quando eu ouço as pessoas dizerem que eu escrevo
sobre  coisas vulgares
eu acho que eles podem estar certos
mas eu não tenho certeza
eu gostaria que a mãe de linda pudesse ter conhecido
meu pai,
eles poderiam ter ficado juntos
nunca cagar, ​​vomitar, amaldiçoar ou
foder,
eles teriam sido totalmente sadios
totalmente
justos.
merda,
sim.

e uma vez que este não é um lugar para
terminar um poema
deixe-me dizer
que pelo meu bem e pelo
seu
vamos ser felizes
de qualquer maneira
pela
merda
mijo
vômito
foda
merda merda merda merda merda
e que os leitores
comprem os livros
não os críticos
que  obtém
de graça
até o
cu cu cu cu cu

cu.

sábado, 5 de novembro de 2016

Escola Invadida no Cu dos Outros é Refresco (Ou : Milicianos Pró-PT Fazem Prova do Enem, Tranquilamente)

Eu cantei essa bola ainda ontem! Em uma sala na qual, ao fim da aula, naqueles minutos finais em que se fica à espera do libertador sinal, um aluno me perguntou sobre as tais invasões que estão a impedir a realização da prova do Enem por mais de 250 mil alunos, ele queria saber, sabe-se lá por quê, a minha opinião sobre as provas que serão realizadas depois, se esses alunos, por disporem de mais tempo para estudar, não levarão vantagens sobre os demais, se o correto não seria cancelar o Enem em todo o país etc etc.
Eu cantei essa bola ainda ontem! Sabendo que antes da minha, eles tinham tido aula com uma professorinha metida a comunista, que faz partidarismo em sala de aula e que, descaradamente, tenta enfiar o tal bolivarianismo goela abaixo dos alunos, respondi que o correto seria a Polícia entrar e desocupar todas as escolas. Na porrada, na base do cassetete, da bala de borracha e do gás lacrimogênio, se necessário se mostrasse.
Pois invasão, continuei eu, ocorra ela em propriedade pública ou privada, é crime, logo, quem a comete é um criminoso e como tal deve ser tratado, e não agraciado com uma espécie de foro privilegiado simplesmente por possuir o status de "estudante", que estudante, aliás, a rigor do significado do dicionário, "aquele que estuda", eu duvidava - e duvido - que algum houvesse em tais ocupações, só baderneiros, só desocupados, só aqueles alunos que perturbam durante o ano todo o bom andamento das aulas e que passam de uma série para a outra empurrados pela lei da progressão continuada, só delinquentes seguros da impunidade que o nefando ECA (Estatuto da Criançae do Adolescente) lhes confere.
Cantei essa bola ainda ontem! Disse-lhe ainda que se esses canalhas, se esses embriões de futuros petistas, MSTs e outros que tais da vida, estivessem mesmo defendendo os interesses da classe estudantil, eles, no mínimo, nem que fosse para reinvadi-las depois, deveriam desocupar as escolas para que o Enem fosse realizado, afinal, a não realização da prova não está a prejudicar em nada o governo que dizem combater, está é ferrando a vida de milhares de estudantes que, ao contrário deles, se preparam o ano todo para o evento.
E o que eles estão a combater, contra o que protestam? Nem eles sabem. Dizem que são contra a reforma do ensino médio e a PEC 241. Deem uma folha em branco a cada um desses baderneiros e peçam a eles que redijam um texto no qual relacionem e discorram sobre os pontos da PEC ou da Reforma a que se opõem. Folhas em branco é o que receberão de volta. A grossa maioria deles nunca leu porra nenhuma sobre nenhum dos dois projetos. A grossa maioria, ainda que tivesse lido, nada teria entendido. A grossa maioria, ainda que tivesse lido, é incapaz de escrever duas ou três linhas sobre; semianalfabeta, a grossa maioria deles. Estão lá pela baderna, pelo oba-oba, para namorarem, para fumarem sua maconhazinha, para brincarem de modernos Ches Guevaras.
Cantei essa bola ainda ontem! Ao estupefacto aluno, disse mais, disse que, inclusive, eu tinha a certeza de que muitos desses canalhas invasores, também inscritos que estão no Exame Nacional, e que tiveram a injusta sorte de o realizarem em escolas não invadidas, sairiam de fininho de suas invasões para fazer as suas provas em outras escolas e, ao fim do dia, voltariam para as suas ocupações e retomariam seus papéis de comunistas revolucionários, na maior cara de pau, na maior desfaçatez, comum a todo esquerdista que se preze.
Cantei essa bola ainda ontem! E não deu outra. Já há vários informes de alunos invasores que abandonaram as escolas nas quais estão malocados, muitos há mais de mês, para realizar o Enem em outras, não invadidas.
Cantei essa bola ainda ontem! Os invasores impediram deliberadamente as pessoas de fazerem exames do ENEM, mas estão fazendo exames em outras escolas.
Cantei essa bola ainda ontem! E não me atribuam poderes divinatórios, tampouco nostradâmicos, nada tenho de visionário. Bastou-me pensar como o esquerdista pensa, bastou-me realizar o simples exercício de emular o raciocínio primário do vermelhoide, ou seja, para o esquerdista, escola invadida no cu dos outros é refresco.
É o caso, segundo informações que colhi no excelente site JORNAL LIVRE, "do jovem Weverton Ramon, 20, que vai deixar a invasão ilegal em que está há 19 dias, na Escola Estadual Manoel Lúcio, em Arapiraca (130 km de Maceió), para fazer prova do Enem em outro local, não invadido. Ele é aluno do terceiro ano do ensino médio da primeira escola invadida na cidade. Ele alega que fará faculdade de filosofia ou design, em Maceió. Dando uma de especialista em políticas públicas, o invasor diz que foi um erro suspender as provas".
O tal fará seu Enem no colégio particular Êxito, tranquilamente, em salas com ar-condicionado e tudo, enquanto que os alunos que chegam para fazer a prova na escola tomada pela sua gangue são informados por dois fiscais de que a escola está tomada. Canalhice pura! Típica de comunista! Típica dessa geração cria da doutrinação de esquerda feita por professores em sala de aula!
Ainda segundo o JORNAL LIVRE : "em Arapiraca, Rikelly Maria Silva, 18, também irá fazer Enem neste fim de semana. No segundo ano do ensino médio, ela fará a prova apenas por experiência. Também adotando o tom fingido de especialista em políticas públicas, ela diz: “O MEC poderia ter conversado conosco e feito provas aqui e nas demais escolas ocupadas. Não teve eleição em tantos locais? E em Minas Gerais houve acordo com estudantes, poderiam todos fazer prova hoje, seria mais justo”.
Quer dizer, então, que os bonitinhos queriam ser ouvidos pelo MEC? Que lhes fossem prestadas reverências? Que o governo federal lhes pedisse autorização para a realização das provas? Que uma nação inteira implorasse pelo seus beneplácitos? Que lhes dessem tratamento de fidalgos?
Eis os dois "estudantes" citados pelo Jornal Livre, posando orgulhosos para a foto com uma bandeira de merda qualquer, alguma porra relacionada com "juventude socialista". O rapaz já conta com 20 anos e ainda no ensino médio, o que bem mostra sua dedicação aos estudos. Estudar que é bom (ou, ao menos, necessário), ninguém quer. Querem é, depois, ficar se fazendo de coitadinhos, dizendo que não tiveram oportunidades na vida por serem alunos de escola pública, que são excluídos, exigindo cotas etc etc, toda a ladainha da cartilha esquerdista. Tudo filho da puta, oportunistas.
Repito : à Polícia deveria ser dada ordem de desocupação de todas as escolas, por bem ou por mal.
Suponho - e bem pode ser ingenuidade minha - que um regime verdadeiramente democrático seja aquele que trabalhe pelo e garanta o bem comum, o bem da maioria. Meia dúzia de milicianos pró-PT prejudicando centenas de milhares de estudantes não é democracia, é baderna, é perturbação da ordem pública, é terrorismo. Contra o quê, únicos remédios : pau na moleira e ferro na boneca. Medicamentos que nunca serão administrados pelo poder público : vivemos em um país que foi descoberto por bandidos, feito por e para eles, para os seus totais desfrute e deleite. 
As recentes ocupações, e por que não dizer sequestros?, das escolas públicas e a impotência da lei para agir contra o fato é um retrato feio e escroto da chamada educação brasileira, porém, fidedigno do que acontece dentro das escolas públicas do país, atuais celeiros de delinquentezinhos de esquerda, criados por delinquentes maiores, os professores das áreas das ditas "humanas", história, geografia, sociologia etc. 
É a "Escola Com Partido".
Queria ver essa vagabundada se criar no Japão, na China, nos EUA, ou na Alemanha. Estariam todos na cadeia, isso sim. Que país civilizado é aquele que bem sabe destinar cada um de seus cidadãos.  
Fonte : Jornal Livre

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

É a Podridão, Meu Velho Amigo Fernandão

Pois é, velho e corno amigo, com certeza, você se lembra da beldade abaixo; com certeza, ela ocupa lugar de honra na memória afetiva de nossa adolescência. 
Aliás, memória afetiva é a puta que o pariu! Memória punhetiva, isso sim! Que macho que é macho, macho das antigas, macho de respeito, não se lembra das coisas com o cérebro, muito menos com o coração : macho que é macho se lembra é com a cabeça do pau.
É ela, velho amigo, Kelly LeBrock, a Dama de Vermelho, a Mulher Nota 1000, em plena forma e gostosura em meados da década de 80.

Quantas e quantas punhetas, velho amigo, Kelly LeBroke já não nos inspirou? Quantas tocadas em homenagem a ela? 
Inspirado pelo enredo do filme A Mulher Nota 1000, eu a imaginava surgindo peladinha e com a buceta babadinha por mim de dentro do meu computador - um então TK-85, que, com seus inacreditáveis 16 Kb de memória RAM, no máximo, com  muito esforço, boa vontade e sorte, só poderia gerar, quem sabe, uma Zezé Macedo, a dona Bela da Escolinha do Professor Raimundo. Mas a imaginação do jovem é prodigiosa, a cena vinha e o pau subia - e várias vezes ao dia, oh, saudade!
Hoje, nem a mais fértil das imaginações poderia reverter o que o Tempo, esse velho sacana e filho da puta, fez à nossa bela LeBroke. Veja, velho amigo, umas fotos que, por acaso, vi dela hoje na net.
Se o Tempo causou tamanhos estrago e ruína à sílfide LeBrok, imagine, então, a desgraceira que ele provocou em nós. É a podridão, meu velho.
Se bem que nunca fomos grande coisa, e essa talvez seja a única vantagem - até com um saborzinho de vingança - dos pouco agraciados pela Natureza, dos feios, tortos e mal-acabados : sempre fomos tão excomungados que o Tempo não tem muito o que piorar em nós. Alguns de nós, com a idade, acabam até por se tornar - o que, evidentemente, não é o meu caso - mais simpáticos.
E a outra Kelly, amigo Fernandão? A da época da faculdade? Terá o tempo, esse velho viado (sim, pra fazer o que fez com LeBrok, só pode ser um viadão invejoso), perpetrado sua vingança também contra ela?

Quando o Flamboyant Floresce...

Nem era ainda época da florada deles, acontece que há cerca de um mês, a caminho do banco (ver em quanto fui roubado por ele no mês anterior), dei de cara com um flamboyant em pleno cio, em total desbunde vermelho-alaranjado. Lá estava ele, no canteiro central da avenida, perfilado com vários outros flamboyants-primos-dele, e apenas ele florido. Temporão ou retardatário? Não importa, já embelezou um pouco o meu dia. Gosto de flores, são das poucas coisas admiráveis nessa natureza louca, são as bucetas das plantas.
No caso dos flamboyants, é inevitável há mais de 30 anos : sempre me lembro do prof. Paiva quando vejo um florido. O prof. Paiva lecionava matemática, geometria analítica, matrizes, essas coisas. Era um escroto, um escroto divertidíssimo sob o verniz de homem sério e carrancudo; um gozador, para quem soubesse entender seu humor.
A florada dos flamboyants ocorre entre fins de novembro e meados de dezembro, época em que os alunos se descabelavam com as provas finais de antigamente. Era nessas horas, e nesse ambiente tenso, que o prof. Paiva passeava pela sala durante a aplicação de suas avaliações, circulava por entre as fileiras de carteiras, mãos cruzadas às costas e, de tempos em tempos, proferia solene e gravemente : "quando o flamboyant floresce, o aluno padece. E porque merece."
Padecíamos, sim, àquela época. Ainda bem. Nunca vi forja funcionar a frio. Eu gostaria muito de poder repetir as palavras do prof. Paiva aos meus alunos. Por isso, sou taxado de retrógrado e recalcado pelos tais "educadores" modernos, analfabetos diplomados à distância. Essas "sumidades" dizem que a minha mágoa é não poder fazer com meus alunos o que fizeram comigo. Surpreendentemente, esses idiotas estão certos, dessa vez.
Ressinto-me em não poder fazer aos jovens de hoje o que o prof. Paiva e tantos outros fizeram por mim. Eles me ensinaram a ter disciplina, método, organização, a ser cumpridor de minhas obrigações. Em suma, a ser responsável. De quebra, ainda aprendi muito de química, física, matemática, geografia etc. Devo a eles, inclusive, muito de meu afiado senso crítico. E olha que toda minha formação básica se deu de 1972 a 1984, época da injustiçada e difamada ditadura, as escolas formavam gente, então. Claro que me ressinto em não poder fazer o mesmo pelo meu aluno.
Hoje, o aluno não mais padece, é contra a lei. A passagem dele pela escola, manda a lei, deve ser uma visita a um parque de diversões, de onde ele sai semianalfabeto, é ilegal formar um ser pensante na escola pública. Ele padecerá - verdadeiramente - depois, o resto de sua vida, de subemprego em subemprego. A ditadura terminou mesmo em 1984? Ou foi aí que ela se iniciou?
Não posso repetir as palavras do prof. Paiva hoje. Não há mais provas finais. Ainda que, por puro saudosismo, eu parafraseasse o prof. Paiva, de nada resolveria. Tenho uma média de 400 alunos/ano, garanto que nem 10% saberiam o significado da palavra "padece", muito menos o que é um flamboyant.
Não posso ensinar o currículo básico ao aluno, nem torná-lo alguém responsável. A lei não me permite. Paciência, Iracema, paciência.
Só me resta apreciar os flamboyants.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Dia dos Mortos

O sapo barbudo tá morto! Agora, só falta enterrá-lo em algum jazigo profundo da penitenciária da Papuda! Valha-nos, coveiro Sérgio Moro! Se precisarem de alguém pra ajudar a cavar a cova, podem me chamar.
Só não podem colocá-lo em tumba próxima às do Zé Dirceu, do Pallocci etc, que aí as desgraças ressuscitam e acabam fundando um novo partido.
Pãããããta que o pariu se acabam!!!!
Que a terra lhe seja pesada, Lula!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O Alexandre Frota de Cristo (Ou : Deus me Livre desse Pastor)

O hoje pastor Giuliano Ferreira - devotado servo de Deus, incansável guardador de rebanhos do Todo-Poderoso - foi o outrora ator pornô Julio Vidal - valoroso e armipotente guerreiro a soldo do Capeta.
Nos cultos, o pastor revela o seu passado pecaminoso aos fiéis : foram mais de 300 filmes de putaria em menos de 10 anos de uma "dura" carreira.
O ator Júlio Vidal, já dando mostras da benevolência que o tornaria em um homem de Deus, não tinha preconceito de espécie alguma, não discriminava, não fazia diferença nem tampouco demonstrava preferência ou aversão : contracenou (ou afavorcenou) com mulheres, homens, bichas, travestis etc.
Bastava ter um buraco dando sopa que o pastor lhe cravava a sua espada flamejante de arcanjo Gabriel. Sem perceber - insondáveis são os desígnios do Senhor -, o ator pau pra toda obra trilhava incipientemente o caminho da fé e do púlpito : com vaselina, manteiga, azeite, creme rinse ou KY, ele untava, ungia cus e bucetas e lhes purificava com o seu cajado redentor.
O pastor Giuliano arranca o capeta do corpo do cristão, sim; mas, antes, como ninguém é de ferro, e como também é filho de Deus, arranca-lhe as pregas. Saiam pregas! Que esse cu não mais lhes pertence!
É o Alexandre Frota de Cristo!
Deus me livre e guarde desse pastor!
Mas como o Capeta dá com uma mão e tira com a outra, Júlio Vidal, vez ou outra, também era penitenciado. Embora fosse ativo na maioria dos filmes de boiolagem, o ator também já chupou rola e levou piroca no cu, também gravou alguns poucos filmes em que fez o papel da mulherzinha, da putinha arreganhada. Ironicamente, esses são os filmes de Júlio Vidal mais procurados e acessados pela internet.
O pastor conta que estava desempregado na época, quando um homem o abordou na rua e lhe perguntou se estava a fim de ganhar um troco fácil. Falou que Júlio era gostoso e o convidou para dançar numa casa noturna. Do pole dance para a indústria dos filmes de sexo foi um pulo. Durante quase 10 anos, Júlio gravou cenas novas todas semanas, recebeu diversos prêmios do setor (será o Oscaralho?) e passou a ser cobiçado por todas as produtoras nacionais.
Deus, porém, é providencial e estraga-prazer. Não deixa desassistidos os seus servos, não os abandona à mercê da perdição, da putaria, da depravação e do bem-bom por muito tempo. Insondáveis são os Seus desígnios, escreve certo por linhas tortas. Vale-se, Deus, por muitas vezes, dos artifícios do próprio Capeta para resgatar os seus filhos de uma vida pecaminosa, libidinosa, luxuriosa e de delícias. Deus é um puta dum empata foda!
Deus, admito, é um sacana de uma ironia finíssima. Se foram bucetas e cus que puseram o seu filho Júlio Vidal no colo do Capeta, que sejam, então, um cu e uma buceta a tirá-lo, a pô-lo no caminho do Cristo. Mas não uma buceta e um cu quaisquer. Sim orifícios abençoados e protegidos por um santo, que contra o Capeta é preciso artilharia pesada; pai-nosso, ave-maria, salve rainha etc não dão nem pro cheiro. 
Valha-me São Abelardo Barbosa!, clamou Deus.
Segundo o pastor, após gravar algumas cenas com a ex-chacrete Rita Cadilac, ele se sentiu muito mal. Ficou internado por cinco dias, entre a vida e a morte. No leito de morte, o pastor encontrou Jesus, teve a sua revelação, a sua epifania. Desde então, tem pregado e ministrado a Palavra.
Rita Cadilac!!! Essa buceta tem poder!!! Rita Cadilac exorcizou o Capeta do corpo de Júlio Vidal!!! Sugou o Capeta pela buceta!!! A buceta da Cadilac redimiu o pastor!!! "É bom para o moral, é bom para o moral..." Demos graças e louvores a São Chacrinha!!!
Até hoje, o passado do pastor escandaliza os fiéis, mas, cordeiros e submissos, dizem que não cabe a eles julgar o pastor : "É o poder de Deus. A gente espera que ele tenha realmente se arrependido, mas o testemunho é importante para mostrar que todo mundo pode mudar", diz uma de suas ovelhinhas.
Abaixo, o pastor e Dr. Jekyll Giuliano Ferreira ao lado do ator pornô e Mr. Hyde Júlio Vidal, um com cara de pilantra e o outro com cara de puto.
Rapaz, posso estar enganado, mas olhando bem, creio que em minhas pesquisas pela net, pesquisas essas de cunho estritamente socioantropológico, acho que já vi esse pastor dando o cu! Pããããããta que o pariu!!!!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

GPS

Esgotou-se o fio do novelo com que Ariadne me presenteou;
Ainda assim, 
Segui em meu labirinto,
Em minha labirintite.

Acabaram-se as migalhas do embornal que roubei de João e Maria;
Ainda assim,
Continuei brenha adentro,
Em minha caça às bruxas.

Desfiei-me, então,
Esmigalhei-me,
Na tentativa de um caminho de volta;
Na tentativa.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Artista Canadense Quer Embucetar a Campanha de Donald Trump

Frente à declaração de Donald Trump - de que ele pode agarrar quantas vaginas quiser, pois é uma celebridade -, a artista canadense Davison ficou puta da vida, sentiu-se mortalmente ferida e ultrajada em seus brios feministas, quis arrancar os cabelos do sovaco, quis morder a própria xana de tanta raiva.
Como não é contorcionista, resolveu tomar da arte - a mais inútil das formas de protesto e resistência - para externar a sua indignação : resolveu pintar quadros usando a própria buceta. 
A artista afirmou ao Huffington Post que Trump "é uma ameaça à estabilidade do planeta", e que os lucros obtidos com a venda dos quadros pintados com a perseguida serão revertidos em prol de uma instituição de combate ao câncer de ovários.
Quando vi a imagem acima, da autora com sua "obra", pensei mesmo que ela pintasse os quadros fazendo uso da buceta. Que ela lambrecasse de tinta os grandes e pequenos beiços, o grelo, o capô do fusca, a pelaiada toda, que um pouco respingasse até no cu, e depois se sentasse na tela e saísse a esfregar loucamente a fedegosa na superfície do canvas, a compor contemporânea arte.
Mas não. Ela não pinta exatamente com a buceta. Ela enfia um pincel na buceta, o segura firme com seus treinados músculos xavascais, põe a tela entre suas coxas e sai pintando.
Que cubismo, que nada! Que surrealismo, que porra nenhuma! Impressionismo é a puta que o pariu! O negócio agora é o neopompoarismo! É o buceto-abstrato!
Inacreditáveis os expedientes e os pretextos que a mulherada usa pra ficar enfiando objetos fálicos na xana!
Comentei a notícia com uma amiga minha e ela me disse, em tom lamurioso, que pincel, ela nunca tentou enfiar na buceta, não, mas que brochas, vários; sem muito sucesso, é claro.
Não sei se o protesto de Davison repercutirá mundialmente, se desencadeará outros de natureza parecida. Tampouco sei se abalará, ainda mais, a campanha de Trump, muito menos se a artista auferirá grandes ganhos com seus dotes de artista pompoarista.
Mas uma coisa, afirmo, sem o menor medo ou risco de estar errado : Davison não pinta como eu pinto!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O Boldo e o Tamarineiro

Tiveste, tu, Augusto,
Teu tamarineiro univitelínico,
Irmão de mesma ama de leite,
Companheiro na solidão da placenta 
E na da vida, depois,
Escudeiro que nunca te negou um galho amigo
- e tantas e tão sortidas e de tantas cores eram tuas dores, Augusto -
E sob cujas fronde e sombra
Descansaste o teu mirrado
O teu desassossego
E tua esquálida aridez.
Tiveste, tu, Augusto,
Teu tamarineiro xifópago,
Nascido grudado a ti pelo tormento,
Meeiro de teu coração aflito e de tua alma angustiada,
Ao qual,
Quando abatido pelo ressequimento,
Pela fuga da seiva
E das aves que se lhe pousavam e aninhavam em algazarra,
Que o faziam parecer mais alegre
(Tu, Augusto, nunca tiveste aves a te pousarem, nem a coruja de Atena, nem o corvo de Poe, nem o assum preto do Gonzaga),
Tu prestate
- Solitário, velaste -
As tuas despedidas.
Agradeceste-lhe a sombra,
Os conselhos,
As bagas agridoces.
E jogando-lhe a última pá de cal,
Disseste-lhe :
É a podridão, meu velho.

Sou homem de muito menos posses que ti, Augusto,
Materiais e, menos ainda, literárias.
Não nasci no espaço amplo de uma fazenda,
Sim em ventre de apartamento,
Em útero miomático de uma sacada,
Que só pode me arrumar como irmão adotivo
Um pé de boldo.
Que nunca me deu sua sombra,
Pois não a fabrica em quantidade que baste nem para seu próprio alívio.
Nunca sua sabedoria,
Pois é mato sem fronde nem berço, feito eu,
Banido do Conselho dos Centenários Anciões do Reino Vegetal.
Que nunca me ofertou banquete
Nem ao menos um piquenique com seus frutos,
Pois os produz secos, sem substância,
Estéreis.
Não obstante seus parcos recursos,
Fez bastante por mim.
Por vezes,
Em minhas ressacas,
Quando a alma me fugia pelo vômito,
Transfundia migalha de seu sangue para o meu,
Reabastecia com seu fel o meu combalido fígado.
Nessas ocasiões,
Ficávamos os dois,
Eu e o pé de boldo,
A nos olhar.
E apiedado
Da minha falta de talento,
Compungido pela folha em branco à minha frente,
Pela impotência da minha caneta
E pela minha incapacidade de torná-lo em meu tamarineiro,
Ele quebrava o silêncio
E dizia :
É a amargura, meu velho.

A Prancha (Ou : Entre o Escorbuto e o Tubarão)

À frente,
No mar,
Os tubarões,
As águas-vivas,
As serpentes marinhas,
Os triângulos das Bermudas,
O fatal despencar
Pelas cataratas da borda do mundo;
Às costas,
No convés,
A tripulação de degredados,
O escorbuto,
O canibalismo,
A falta de rum.
Entre os dois Infernos,
Um intermédio :
A prancha.
Caminhar pela prancha,
Viver entre a bucaneira espada e a goela do tubarão
Não é necessariamente ser trespassado pela lâmina enferrujada do Barba Negra
Nem carnemoído pelos dentes do tubarão :
É desafiar os dois,
É cagar e andar para ambos
É lavrar meu eterno voto nulo na vida
(a prancha não é o fim,
São os meios),
É ser um alegre bêbado-equilibrista sobre dois abismos,
É ser anjo caído e expulso de dois paraísos
- Um Lúcifer com acúmulo de cargos -,
É ser excomungado pelo Bem
E canonizado pelo Mal.
Em suma : é tocar a vida como eu sempre toquei.