domingo, 3 de março de 2013

Miss Bixete

Há um lugar onde ainda resiste - e passa muito bem - o verdadeiro espírito universitário macho, um lugar onde o politicamente correto não conseguiu dizimar a testosterona e a paudurescência de nossas novas gerações, um lugar onde os varões de nosso Brasil varonil ainda fazem morada.
É o campus da USP - São Carlos. Lá, há um grupo que não entra nessa de trote solidário, de arrecadar alimentos para a população carente, de ensinar a separar lixo para coleta seletiva, de organizar palestras para a conscientização sobre os problemas das minorias etc etc. Atitudes, de um certo ponto de vista, até louváveis, mas que cabem às autoridades competentes e às ONGs parasitas, e não a universitários no auge de seus 20 e poucos anos e de seus vigores físico e hormonal. A esses, pela ordem natural das coisas, cabe a boa e velha putaria.
No campus da USP - São Carlos, essa necessária libertinagem é garantida pelos integrantes do GAP - Grupo de Apoio à Putaria. Adorei. Que causa melhor a defender durante a juventude? Desconheço.
E são eles - o GAP - que promovem, em todos os inícios de ano letivo, o concurso Miss Bixete. As calouras mais apetitosas e suculentas são selecionadas e incentivadas a desfilar numa passarela, para o deleite dos veteranos. Incentivadas, ninguém é obrigada a.
Os veteranos ficam lá, a tomar cerveja, a apreciar o belo e a bradar elogios às candidatas à Miss Bixete : "gostosa", "peitão", "bundão". Acontece que felicidade alheia incomoda, acontece que tem sempre o estraga-prazer, o filho da puta do empata-foda.
O Miss Bixete desse ano enfrentou o protesto de um grupo de 50 manifestantes, composto por mulheres da Frente Feminista de São Carlos e por alguns "homens". O grupo, que, diga-se de passagem, ninguém chamou para estar alí, que não acorreu ao local a pedido de socorro de nenhuma bixete, segurava faixas e cartazes de repúdio.
Um protesto dos mais idiotas, bem coisa de quem não tem o que fazer, de quem não tem marido pra cuidar em casa. Como já disse, nenhuma caloura é obrigada ou coagida em sua participação no salutar evento, elas vão porque são gostosas e gostam de ser chamadas de gostosas; aliás, toda mulher gosta de ser chamada de gostosa, mesmo as tais feministas, tenho certeza, gostam de ser chamadas de gostosas, o problema é que elas não são. Daí, a ira de suas frustrações a se materializar nesses protestos.
A feminista, via de regra, é aquela que sempre foi a mais feinha da classe, desengonçada, míope, óculos de armação retangular e grossa - que alguém, algum dia, determinou serem "óculos de intelectuais" -, e desprovida de curvas, reentrâncias e, principalmente, protuberâncias, que tornam a mulher, mulher. Feminista não queima sutiã por considerá-lo um símbolo de cerceamento de sua liberdade, queima-o porque, simplesmente, não precisa dele, com aquelas suas muxibinhas.
Como se ainda fosse pouco, a feminista cursa ou psicologia, ou filosofia, ou ciências sociais, ou qualquer outra dessas inutilidades, dessas pseudociências que só se justificam por dois motivos : primeiro, para que não fiquemos sem assunto na mesa do buteco, depois que todos os jogos da rodada e os escândalos políticos da semana já tiverem sido esgotados; segundo porque é sempre bom sabermos citar um pouco de Platão, Nietzsche ou Foucault, para que, naquelas cruéis épocas de jejum sexual, de "secas" brabas, e de baixíssima autoestima, possamos impressionar e comer uma feminista.
As feministas foram recebidas e combatidas como bem mereceram ser pelos membros do GAP. Jogaram cerveja e bombinhas nelas. Dois veteranos ficaram nus e balançaram a benga para elas - perfeito, genial. Outro simulou uma trepada com uma boneca inflável. Outros, com certeza muito loucos e bêbados, tentaram até, num ato de caridade, agarrar algumas das manifestantes. Rá, rá, rá. Muito bom. A melhor infantaria antifeminista de que eu já ouvi dizer.
Uma das manifestantes, anonimamente, declarou a um repórter : "Na hora, foi psicologicamente perturbador. A gente sabia que era um evento muito machista, mas não fazíamos ideia do quanto seria"
Psicologicamente perturbador? Eu não disse? Ou é estudante de psicologia, ou é de filosofia. Tadinha... Achou um caralho psicologicamente perturbador.
A USP tirou o dela da reta e disse que o Miss Bixete não faz parte da agenda oficial da Semana de Recepção ao Calouro, e que é veementemente contra qualquer ação que cause constrangimento. O CAASO, centro acadêmico do campus, também renegou o evento, "pelo seu caráter machista".
Triste, isso. Nos meus tempos de Química -USP-Ribeirão Preto, o pessoal do CAASO era nosso mais temido adversário nos jogos Interquímicas, o CAASO era um feudo dominado por machos. Agora, pelo visto, virou o quê? Um reduto de politicamente corretos assexuados. Sim, porque é isso o que é um politicamente correto : insípido, inodoro, incolor, e assexuado.
Quando entramos numa universidade, fome de conhecimento à parte, nosso objetivo é ir atrás da "coisa", abater umas lebres, aliciar umas incautas, ordenhar uns peitões. Isso, agora, é machismo? Quer dizer que gostar de ver uns peitões, que se expõem de livre e espontânea vontade, é politicamente incorreto? E o que é politicamente correto, então? Dar a bunda? Parece que sim.
As feministas gravaram o desfile e as imagens estão nas redes sociais da net, à disposição das calouras que tenham se sentido constrangidas e queiram identificar quem as coagiu. Nenhuma bixete vai reclamar, ou entrar com alguma ação judicial, tenho certeza. Nenhuma delas se sentiu constrangida, sentiu-se lisonjeada. São mulheres bonitas que gostam de ser apreciadas, que gostam de provocar, de saber que o macho está de pau duro por causa delas. Mulher, lógico, gosta de flor, de poesia, de chocolatinho, mas, no fim das contas, sonham mesmo é com um macho que bem as coma, que as peguem de jeito.
Deixo aqui uma sugestão para as integrantes da Frente Feminista de São Carlos : convidem, para o próximo Miss Bixete, para engrossar suas fileiras, as meninas do Femen Brazil. Elas irão e protestarão contra a exibição chauvinista da figura feminina, berrarão contra a redução da mulher feita em objeto, urrarão de raiva contra as bundinhas empinadas, as camisetas molhadas e os peitões balouçantes das misses bixetes. E sabem como protestarão, as meninas do Femen? Ora... Mostrando os peitos.
A verdade é que, cada uma a seu modo, bixete ou feminista, todas, absolutamente todas, gostam é de aparecer.
E ao pessoal do GAP, os mais sinceros parabéns do Marreta. Passem a benga nessas feministas. Longa vida ao GAP. 
Em tempo : para provar que São Carlos é, talvez, o último núcleo das verdadeiras macheza e subversão, leiam : O ofurô da UFSCar

10 comentários:

  1. A Marreta do Azarão5 de março de 2013 às 16:50

    Que bom que você fugiu à "minha regra". Adoro as mulheres bonitas e inteligentes, sou casado com uma dessas, que, por coincidência, também é engenheira. E aqui em casa quem cuida de faxina, comida e etc sou eu, eu sou o dono-de-casa.
    Não sei se você percebeu, mas eu não dito regra nem preconceito nem estereótipo nenhum, eles existem e eu, em meus textos, tento apenas brincar com eles, mostrar até como são risíveis
    Claro que eu sou meio pavão, claro que eu gosto de aparecer, ou eu não manteria um blog. E você também gosta de aparecer. Afinal, escreveu um belo e extenso comentário aqui, não foi?
    Obrigado e, se quiser, apareça mais por aqui, leia outras postagens, mas sem levá-las muito a ferro e fogo, muito a sério, que não é essa a intenção do blog.

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  2. Concordo plenamente com você em certas partes, mas primeiro que esses alunos não são em sua maioria "filinhos de papai" e simples idiotas, te garanto porque estudo lá. A atitude desses alunos nesse dia e sua visível forma de pensar e agir quanto à esse quesito comportamental não indica se serão ou não bons profissionais à serviço da sociedade, entende?
    Quanto ao episódio isso não passa de uma vontade por parte do grupo de haver uma forma mais divertiva de interação no campus, já que em sua maioria são homens hahaha. Ninguém obriga as bixetes à tal atitude, elas simplesmente se empolgam com a idéia (o que é bem aceitável) logo não consigo ver nada de errado com a brincadera. E realmente os tempos mudaram hoje a mídia é feroz e sangue suga, procura alguma forma de eventual polêmica para agir e chamar o máximo a atenção. Mas é isso concordo com você que não se deve invadir o espaço do outro e haver um respeito mútuo sempre.


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  3. Olha, eu achava que conhecia pessoas desprezíveis; mas você rompeu todas as expectativas estratosféricas.

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    1. A Marreta do Azarão6 de março de 2013 às 17:36

      Imagine...deixe de elogios...suas expectativas é que são baixas.
      A estratofera é apenas a segunda camada da atmosfera, há ainda a mesosfera, a termosfera e a exosfera. E eu espero romper com todas elas.

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  4. A Marreta do Azarão6 de março de 2013 às 04:59

    huuuummm...leu Mein Kampf...huuummm...faz ciências sociais...
    Eu, um estereotipador? Sai pra lá, bichona.

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  5. AHHAHAHAH não fica com inveja só pq vc não ta na usp! ou melhor, soh pq nao fez faculdade

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  6. A Marreta do Azarão6 de março de 2013 às 17:37

    Não seja tão severo com o nosso amigo aí de cima. Acho até que ele fez uma faculdade, mas nunca conseguiu comer ninguém e, ainda por cima, acordou algumas vezes, depois de um porre, com o cu ardendo.

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  7. A Marreta do Azarão7 de março de 2013 às 16:48

    Você perdeu seu precioso tempo lendo e, depois, perdeu mais tempo ainda fazendo esse comentário? Quer saber? Acho que você gostou, na verdade você gostou, deve ser uma dessas feministas recalcadas que adorariam ser chamadas de gostosas.

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  8. A Marreta do Azarão17 de março de 2013 às 19:08

    Se eu tirar a fralda, você faz bilu-bilu na minha Marreta?

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  9. Que texto lindo, cara. O mundo tem que se livrar dessa praga politicamente correta de uma vez. Já imaginou se o homem sempre tivesse sido politicamente correto? O homo sapiens nunca teria evoluído e a espécie seria extinta em 5 anos.
    Sou mulher, sou de humanas e acho extremamente deprimente ir à faculdade e só encontrar esse tipo de babacas insípidos pela frente.São pouco inteligentes, incapazes de raciocinar e extremamente irritantes, ofendendo todo mundo que não tenha um pensamento massificante que nem o deles.

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