quinta-feira, 7 de abril de 2016

É a Podridão, Meu Velho (8)

Água
(de conversa mole)
Em pedra erodida
E escaldada;
Café 
(para acordar),
Uma bomba de sódio em cada garfada
(para manter a fornalha em combustão)
E cerveja
(para dormir)
Em estômago ulcerado
E cérebro mutilado de guerra :
A Rotina fez a Poesia jogar a tolha;
O poeta, ao menos.
(não há nocautes na vida. é sempre a arrastada, exaustiva e degradante derrota por pontos, pelo cansaço, não pela falta de técnica ou de talento, pelo cansaço - o cansaço é o resumo de tudo. e sem aquelas gostosas passando com placas pelo ringue entre um round e outro).

3 comentários:

  1. A Marreta do Azarão7 de abril de 2016 às 19:09

    "Quem, pra nos mandar de volta pro ringue?" - pergunta errada.
    Quem, pra nos tirar de vez do ringue?

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  2. É a podridão e o excesso de masturbação
    BJ

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    1. A Marreta do Azarão9 de abril de 2016 às 01:19

      Muito bom esse seu comentário, fez-me lembrar de um caso correlato que prova que a boa e velha punheta, por ser um processo natural, uma necessidade fisiológica, não causa tendinite, não configura Lesão por Esforço Repetitivo (LER).
      Vou escrever e postar esse caso (verídico) aqui, que prova que a punheta não faz mal.
      Aguarde.

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