Tomo-a em doses puras, sem gelo.
Inútil.
A noite não me embebeda mais.
Transcorre tranqüila, no entanto.
Não há tristeza daquelas densas,
Irrespiráveis.
Apenas móbiles de angústias leves
A balançar e tilintar
Pequenos e melancólicos sons de bronze.
Vai amanhecendo a garrafa de rum
Projetando um nascer do sol âmbar
Na um dia branca toalha da mesa
E em minha, outrora, face bela.
Dispensável arrebol :
Não pode devolver o viço a nenhum dos dois.
Vasculho o armário de remédios
À cata de um paregórico, uma panacéia,
Para corrigir a azia,
O incômodo de uma vida confortável
Que não me deixa arriscar mais nada:
Todos com prazos de validade vencidos.
Você dorme
E eu sonho.
Dorme a roncos vistos
E eu sonho à vozes trancafiadas.
Absorto, em meu pensamento torto,
Eu tramo.
Arquiteto metrópoles silenciosas

Na verdade isso eu chamo por outro nome.
ResponderExcluir"J"
Realmente não sei o que acho melhor: o poema ou os comentários. Dessa vez vai para o poema.
ResponderExcluirA infidelidade. No papel permanece? No gole de seja lá qual for a bebida?
Abraços.
Melhor que escutar trio elétrico e outros ruídos atuais.
ExcluirFicou de fogo de rum e ficou com vontade de queimar a rosquinha?
ExcluirRosquinha