sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Cerveja-Feira (36)

Inúmeros são os casos e os relatos de pessoas que, negligenciando a própria segurança, lançam-se a enchentes, inundações e outras fúrias dos elementos para resgatar e salvar bens materiais, entes queridos, animais de estimação, sogra, cunhado etc. Legítimos heróis. Colocando o bem do outro acima de suas integridades físicas.
Mas nenhum ato de coragem ou de heroísmo se compara ao realizado por uma australiana no início desta semana, na segunda-feira (14/12). Jamais houve notícia de uma demonstração maior, nem mesmo igual, de despojamento da própria vida em prol do bem comum.
Na Austrália, ondas gigantes, rajadas de vento mais fortes que o habitual e elevação súbita das águas vêm se tornando recorrentes em algumas localidades, causadas por mudanças climáticas e pela erosão costeira provocada por empreendimentos imobiliários.
Como o ocorrido na praia de Byron, Queensland, no começo da semana. Os banhistas foram surpreendidos por fortes rajadas de vento de até 100 km/h, por ondas hidrofóbicas e por uma volumosa maré que tomou as areias e grande parte dos estabelecimentos comerciais. Trajes e pertences dos banhistas foram levados, viraram oferenda pra Iemanjá.
Em meio ao pânico e ao desespero, uma australiana, que já está a ser considerada uma heroína lá na terra do canguru, manteve a calma e a compostura e, ao invés de correr da tempestade, se lançou a ela e ao indócil mar.
Sua missão, a mais nobre. Digna de ser considerada um décimo-terceiro Trabalho de Hércules. Salvar dois barris de cerveja, que a sedenta maré estava a engolir e a levar para as suas negras profundezas.
A australiana mergulhou nas águas turbulentas e traiçoeiras, pegou Poseidon pelos colarinhos e disse : a cerveja é minha e ninguém tasca! Chamou Poseidon na chincha e emergiu vitoriosa das águas, a carregar e a exibir os seus troféus de guerra, os dois barris de cerveja.
Portanto, o cerveja-feira desta semana só poderia ser dela, cujo nome não foi mencionado em nenhuma das reportagens que li para me inteirar de maiores detalhes da épica batalha desta australiana contra o mar em defesa do Santo Graal. Nem o nome e nem uma foto dela de topless.
Pããããããta que o pariu!!!

7 comentários:

  1. Sem dúvida : ela bebe mais que nós dois juntos!!! Mas é bem corpulenta e robusta, deve ser uma boa foda, deve aguentar muito bem um tranco, uns tapas bem estalados na bunda e ainda pedir mais!!!
    A cerveja-feira nunca morrerá; só poderá aparecer de formar mais espaçada, esporádica.
    Um bom natal e um melhor ano novo para você e os seus, meu caro!
    Em tempo : o que é farcemia?

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  2. Já pensou nessa mulher como sogra ou chefe? A mulher carrega dois toneis de uma vez! Mesmo que possam estar vazios, fiz uma analogia com bujões de gás. A mulher é muito foda! Mesmo não tendo nada com isso, espero que "farcemia" não seja o mesmo que "farsemia". A Covid está matando no meu bairro, várias são as pessoas contaminadas e isso é muito triste e serio, nunca uma farsa.

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    1. Sim, a mulher é forte pra cacete! Acho que não estavam vazios, não; ou, talvez, ela não se jogasse à fúria dos elementos para resgatá-los.
      Pois é, a peste chinesa, sem ter ido embora, voltou com tudo. Só no Brasil já foram detectadas 19 mutações do corona. Os cientistas acreditam que essas mudanças não invalidem o efeito da vacina. Acreditam... Mas acreditar não faz com que seja realidade, ou que venha a se traduzir nela.
      Tentei achar o significado de farcemia e só encontrei no espanhol, que é falcemia, a anemia falciforme, um tipo de anemia genética que produz glóbulos vermelhos deformados e, portanto, pouco eficientes no transporte de oxigênio. Agora, se há um significado informal para o termo, um neologismo, sei lá, só saberemos caso o Marat responda.

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    2. Lendo o post do JOTABÊ é que me dei conta que escrevi farcemia ao invés de farsemia, na corrida, passou.
      Aproveitando o post, sobre os barris que a mulher impunha, eu diria que são de 50 litros, mas acredito que estão vazios, prestem atenção a mão direita, ela praticamente usa a ponta dos dedos e o polegar.
      Sobre a farsemia, postei inadvertidamente resposta explicando o que é, se quiser não publica, pois seria a explicação do erro que não me apercebi.
      Mais uma vez, boas festas!

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  3. Valeu pela explicação. Vou, sim, assistir aos links que me enviou.
    A obra é de H.G. Wells, A Guerra dos Mundos, mas quem tocou o terror radiofônico foi o Orson Welles, o diretor de Cidadão Kane, cujo tema também é a criação de notícias.

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  4. Eu tento acompanhar o raciocínio do pessoal, mas aí abro um link do Instagram (só de der dessa plataforma, já sei que eu é que estou errado de ter aberto o link) da Bia Kicis, com vídeo do Guilherme Fiuza, o ex-queridinho (mas atual) dos terraplanistas e, para fechar, na Jovem Pan. É, eu tento. Juro.

    Coitado do Wells. Agora, sobre a vacina, acho válido questionar o pouco tempo de testagem e as possibilidades de mutações do vírus, mas... tu crê mesmo que a vacina vai matar esse tanto de gente? Sem mais? Achas que as empresas e instituições sérias vão carregar tal tragédia no nome delas? Estamos falando do Butantã, da USP, da Johnson&Johnson (ação na BVMF: JNJB34, R$780)... lucro, óbvio que há, mas genocídio descarado? Bah, não existe isto de "VERDADE" e mentiras. É tudo uma questão de narrativa. Mas olha, há narrativas absurdas demais. E sei lá, qual é a da vacina?

    Os bolsonaristas estão parecendo alguns grupos que ficam dizendo "meu corpo, minhas regras" hahaha...

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  5. A margem de segurança em que eu me permito acreditar é justamente esta : de que essas empresas que estão a produzir as vacinas não queiram resultados que possam desvalorizar suas ações.
    Poucas instituições são, de fato, confiáveis no Brasil, mas o Butantã, a Fiocruz, a raros exemplos e na minha opinião, são honrosas exceções.

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