Antes que se lancem à leitura, no mínimo instigante, do artigo abaixo, deixarei bem clara a minha posição sobre esse assunto : eu nunca tive dúvidas sobre a origem laboratorial (chinesa) do vírus chinês. Há um Instituto de Virologia em Wuhan - e eu nunca acreditei em coincidências.
Se o comunavírus foi criado tão-somente para servir a pesquisas, ou para ser tornado em uma arma biológica, já é uma outra questão. Se a sua disseminação pelo planeta foi um acidente, uma falha de segurança do Instituto, ou um ato terrorista proposital, é também outra questão. Questões que devem (ou deveriam) ser seriamente investigadas (nunca serão). Mas que o vírus chinês não saiu das forjas da Mamãe Natureza, disso, sempre tive certeza. E mais : ainda que a pandemia não tenha sido um ato deliberado, isso não elide a China de sua culpa e responsabilidade, não a exime (não deveria) de ser duramente penalizada. De que incida e se abata sobre ela uma enorme e insolvível "dívida histórica" para com a humanidade.
Agora, ao texto de Leonardo Trielli, comentando uma notícia divulgada no Wall Street Journal (com links em azul para as reportagens que o autor utiliza como referência).
"Com um ano de atraso, até
mesmo a grande e velha mídia passa a reconhecer a "estranheza" de
pesquisadores de Wuhan terem sintomas da peste ainda em 2019
Três
cientistas do Instituto de Virologia de Wuhan, na China, tiveram
sintomas de peste chinesa em novembro de 2019, de acordo com um
relatório não-divulgado da inteligência dos EUA ao qual o The Wall
Street Journal teve acesso.
A reportagem
do WSJ foi publicada no último domingo (23) e foi a primeira da grande
imprensa a admitir que a teoria de que o vírus saiu de um laboratório
está longe de ser “conspiração da extrema direita.”
Desde o ano
passado, no entanto, a mídia alternativa vem travando uma batalha contra
Big Techs e grandes conglomerados de mídia quando o assunto é a peste
chinesa. Em meados de 2020, qualquer um que ousasse afirmar que o vírus
chinês teve origem no laboratório de Wuhan, seria sumariamente censurado, calado e “etiquetado” como propagador de fake-news, negacionista da ciência e teórico da conspiração.
Agência
Lupa, Estadão Verifica, Aos Fatos, Folha de S.Paulo e demais
estados-membro da Checolândia correram para produzir textos com as
provas incontestes de que o vírus teve origem natural. A ciência falou,
cale sua boca e deslogue seu Twitter.
Foi
nesta época que o jornalista Glenn Kessler, do Washington Post,
“lacrou” em cima de um tuíte do senador Ted Cruz que questionava um
vídeo de “checagem de fatos” do jornal. O vídeo afirmava
peremptoriamente que o vírus tinha origem na natureza.
“Temo que
@tedcruz não tenha visto a animação científica do vídeo que mostra como é
virtualmente impossível que este vírus tenha saído de um laboratório.
Ou as entrevistas com cientistas de verdade. Lidamos com fatos e os
espectadores podem julgar por si só.”
No
mesmo domingo em que o WSJ publicou a reportagem que citamos no início
deste artigo, Kessler teve que enrolar sua “checagem de fatos”,
temperá-la com sua arrogância e engolir tudo à seco, admitindo que sua
visão política atrapalhou sua objetividade.
Em artigo
intitulado “Linha do Tempo: Como a teoria do vazamento do laboratório
de Wuhan de repente se tornou confiável”, Kessler escreveu que “as
mensagens do governo Trump costumavam ser acompanhadas por uma retórica
anti-chinesa que tornava mais fácil para os céticos ignorar suas
afirmações.”
Como
um jornalista não se envergonha em admitir que “em alguns casos,
informações importantes estavam disponíveis desde o início, mas
geralmente eram ignoradas”?
O
cidadão checolander, no entanto, comete o mesmíssimo erro de descartar
uma teoria – a de que o vírus pode ser uma arma biológica – para
explicar o motivo que o fez desacreditar a alegação da origem
laboratorial da peste chinesa.
Segundo
o beócio, as teorias de vazamentos de laboratório “frequentemente se
misturavam com especulações de que o vírus foi deliberadamente criado
como uma arma biológica.”
Será
que nem o tabefe que a realidade deu nas bochechas rosadas de Kessler o
farão perceber o quanto sua visão de mundo custa à sua credibilidade e,
talvez, sua sanidade".

Pois é, no velho chavão detetivesco dos filmes policiais, a primeira pergunta que se faz é : quem levaria a maior vantagem no crime?
ResponderExcluirAlexandre Garcia - nem gosto muito dele -, levantou essa lebre desde o início, o fato da China ser o país a "sofrer" as maiores consequências vantajosas da pandemia. Vai ver que Deus é chinês...
Neste caso, discordamos. Considero fundamental saber a origem do vírus e os propósitos de sua criação. Até para tentar estabelecer protocolos internacionais que impeçam, ou, ao menos, vigiem e coíbam outras situações parecidas. Se o vírus é responsabilidade de alguém, esse alguém deve sim ser responsabilizado e punido, ou o mesmo alguém, logo, logo, nos brindará com novos, novos e mais novos coranavírus.
ResponderExcluirA lógica aplicada de forma perfeita é irrefutável.
ResponderExcluirTalvez eu esteja errado (e provavelmente estou), mas nunca tive perfil ou espírito punitivo. Meu negócio é resolver o problema sem gastar muita energia. Mas, repetindo o verso da música (que não é do Cláudio Zoli), "cada um, cada um".
ResponderExcluirDisse tudo, meu caro : hoje em dia, as coincidências, o azar, as fatalidades são mais acreditados que as evidências óbvias e ululantes.
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