Com os gentis galanteios
Com os floreios
Com os intermeios
Do poeta.
Não te iludas
Com suas metáforas
Com seus eufemismos
Com seus buquês de rosas
E seus modos e salamaleques de Corte Lisboeta.
O poeta não te fala de amor
Não te deita louvor
Não te põe num andor
O poeta te quer aberta numa alcova :
O poeta fala é de buceta.
Ainda que por vício
Ainda que por hábito
Ainda que só com os dedos
E com a Língua
Te atenda.
Ótimo poema, Marreta!
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