Bêbados,
Quando arrumam um tempo para beber
(e nós sempre arrumamos um tempinho),
Não estão buscando fugir da realidade ou do mundo.
Que esses
Não nos valem
Bêbados,
Quando bebem nos seus momentos de ócio
(ócio que, de fato, é nosso trabalho, vocação e sacerdócio),
Estão na tentativa, isso sim, de irem ao encontro de si próprios.
E nos encontramos?
Nos reconhecemos em nossos rostos refletidos na superfície espelhada do rum,
Por vezes, multifacetados nas pedras de gelo?
É o que menos nos importa.

Você é realmente fã do Bukowski.
ResponderExcluirGostei do poema.