Pois é, meus caros. Cerveja-feira sem álcool. Itaipava, ainda por cima. Cara e sem graça. Não se presta nem a placebo. É fake beer.
Dizem que tomar cerveja sem álcool é a mesma coisa que dançar com a irmã. Pior ainda para mim, que nunca gostei sequer de dançar.
Mais tarde, talvez ainda hoje, talvez amanhã, talvez vá saber quando, caso a mão arrume ânimos para vencer o desalento da alma e, feito hercúlea oleira que é, consiga modelar a argila disforme das ideias que voam estabanadas pela minha cabeça, a chocarem-se contra as grades farpadas e eletrificadas da minha depressão, eu vos relate a contento o porquê de tamanha decadência, de tão vergonhoso nocaute, de tão vexatório Waterloo, de tão sórdido e traiçoeiro fim.

Tenho um cunhado, católico à moda antiga (nunca vai à missa), que bebe cerveja aos toneis, complementada por uma garrafa de whisky e cachaça. Creio que fazia isso em três dias da semana (sexta, sábado e domingo, se não me engano). Quando chegava a Quaresma fazia um jejum de álcool de quarenta dias. Creio que ficava também sem fumar. Bastava acabar o período quaresmal para voltar com a fúria de uma manada de búfal9os africanos.
ResponderExcluirPois bem, a continuidade desse procedimento transformou-o em alcoólatra. Hoje, durante a quaresma, não consegue mais ficar sem beber cerveja, mas bebe sem álcool (trapaça com Deus).
Se a trapaça é com Deus, tá tudo certo. Não é o Todo-Poderoso o maior dos trapaceiros? Dos ilusionistas?
ExcluirMas homem sem pau é a(o)(e)(x) Thammy Gretchen.
ResponderExcluirEssa é a questão, um dos remédios tem esse efeito de depósito. Experimentei a Itaipava, a Heineken e a Budweiser. Por incrível que pareça, apesar das três serem uma merda, a melhorzinha é a Itaipava, mas também não vou tomar mais. Vou ficar na tônica com gelo e limão.
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