domingo, 27 de abril de 2025

Desgraça

Eu não quero
Nem existir,
Quanto mais ser;

No entanto
Existo,
No entanto
Sou cobrado
(e me submeto, por falta de forças, talvez de armas)
A ser...

E  esta é a grande desgraça 
Da minha permanência.

É isso.
Nem existo 
Nem sou :
Permaneço. 

2 comentários:

  1. Vixe Azarildo! Que poema brabo esse!
    Tá maluco meu fí????

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    1. A Marreta do Azarão28 de abril de 2025 às 15:32

      Efeitos da madrugada, da vodka...

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