Há cerca de três anos, o Marreta começou a receber um caudaloso número de visitas vindas das mais variadas localidades do planeta : Rússia, Canadá, Ucrânia, Índia, França, África do Sul etc. Cheguei a receber, num único dia, mais de seis mil visitas dos EUA, do Tio Sam. Pensei que fossem a CIA e o FBI em meu encalço. Enganei-me. Era pior. Eram os robôs do Google. A vasculhar o blog, a virá-lo pelo avesso e de cabeça para baixo, à procura de conteúdo "inadequado".
E eles acharam. Depois de uns quatro meses de visitas robóticas, recebi uma notificação de que o Google retiraria do ar todos os blogs de "conteúdo adulto" e o meu estaria entre eles caso eu não retirasse o material "inapropriado". Ora, porra, retirar o material inapropriado, impuro e herege do Marreta seria arrancar-lhe a própria alma. Pior : arrancar-lhe os testículos, as tão prezadas bolas.
Caguei para o aviso. Se fosse para o Marreta morrer, que fosse assassinado pelo Google, pego à tocaia, e não por suicídio. Meses depois, o Google deu uma arregada e resolveu não derrubar os blogs impróprios, mas os classificou como "conteúdo adulto" e os removeu de seus mecanismos automáticos de busca. Ficamos, nós, os imorais, invisíveis e indetectáveis à blogosfera.
Hoje, só chega ao Marreta quem dele já sabe, quem por ele procura de forma específica. O tráfego diário de visitas despencou, caiu, em um dia bom, a uns 10% do que era. Continuei firme, porém, apesar do golpe. Estóico.
Agora, já depois de dois anos do blog censurado, as visitas robóticas voltaram. De um mês para cá, recomeçaram as volumosas visitas, oriundas dos mais inusitados logradouros do planisfério : Itália, Bélgica, Moldávia, Emirados Arabes Unidos e até visualizações de "Região Desconhecida". Sempre da mesma forma : cem, duzentas, trezentas visitas do mesmo lugar e ao mesmo tempo, picos de visualizações, e sempre pela madrugada.
O que virá desta vez? Tenho cá pra mim que os robôs estejam a voltar para ver como os blogs indecentes andaram se comportando nestes dois anos, com, talvez, a missão de eliminá-los. Não me surpreenderia. Seria o Apocalipse Marreta. O Armagedon. O Ragnarok.
Resolvi, então, como dizem os viadinhos e as empoderadas de hoje em dia, ser pró-ativo. Precaver-me. Com o meu planeta, o meu Krypton, prestes a ser explodido, lancei naves ao ciberespaço, módulos de sobrevivência levando o conteúdo do Marreta para colonizar outras plataformas.
Há coisa de um mês que o Marreta também está no Wordpress (amarretadoazaraoblog.wordpress.com) e no SAPO (amarretadoazarao.blogs.sapo.pt), em Portugal. Isto mesmo, ora pois. Fazendo rota inversa à de Cabral, levei a nau do Marreta para a Santa Terrinha.
E não é que lá em terras de Camões o Marreta estava até a ir muito bem e obrigado? Quinze, vinte até visitas diárias; mais que o Marreta original em certos dias. Surgiu até uma "seguidora". Estava a ir bem, o Marreta lusitano. Estava. Ontem, ao acessar o blog, estava lá a notificação : "Blog Suspenso. Para maiores informações contactar o endereço tal".
Todas as postagens foram deletadas. Tudo. Ficou mais vazio que cérebro de sertanejo universitário.
O SAPO não quis engolir sapo. Eliminou-me de pronto. Sem aviso e de forma muito mais sumária que o Google.
Censurado também em Portugal!!! Pããããããããta que o pariu!!!!!
Escrevi para o endereço de e-mail que promete maiores informações sobre a suspensão do Marreta e aguardo pela resposta e pelos esclarecimentos. Se eles vierem.
Ainda não desisti de Portugal. Tenho um alter ego que pode sobreviver um pouco mais por lá, o Antenor Barbeiro, e seu pouco conhecido blog A Navalha do Antenor.
ResponderExcluirSer banido da blogosfera? Se for o caso... Tirar as fotos das bucetudas? Jamais.
Pode apostar que são, pode continuar a botar pra foder lá pelo Ozymandias, é só não colocar fotos das gostosas fodendo até o talo, porque se não, embaçam com a gente. Seu último post tá até no top dessa semana.
ResponderExcluirAH SIM, e disfarçar nos títulos, em tempos de censura, é assim que se escapa do radar, se for republicar esse do Cú da Sandy, era só colocar alguma coisa como O xx da Sandy no título.
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