Cerveja Low Carb.
O mais recente ataque sub-reptício e canalha a uma das instituições mais machas das antigas : a cerveja.
Outrora
bebida de pedreiros, caminhoneiros, lenhadores e estivadores do cais do
porto, há tempos que a cerveja vem sendo vilependiada, achincalhada,
destituída de toda a sua hombridade em nome de uma pseudosofisticação,
de atender a paladares mais exigentes, refinados, gourmets, ou seja, há
tempos que a antes jecevaladânica cerveja vem sendo embichada.
E
por quê? Simples. Se não é possível exterminar de vez com o macho, se
não se consegue desconstruir todo o gênero abençoado pela testosterona,
como querem as cartilhas do feminismo, do progressismo social e da
ideologia de gêneros, afinal, sempre haverá os heróis da resistência do
cromossomo Y, qual a saída?
Desacreditar,
desmoralizar os símbolos, os signos que representam o macho das
antigas, entre eles, a cerveja, um dos mais emblemáticos. Fizeram a
mesma coisa com a barba, a tornaram em uso de afrescalhados, criaram as barber shops,
as barbearias gourmet; hoje, muito "homem" por aí possui mais produtos e
cosméticos para a barba do que a sua esposa, namorada etc, tem para os
cabelos.
A
primeira, com o perdão da má palavra, low carb que tomei, chegou como
quem não queria nada, de forma a parecer inofensiva, através de uma
cunhada de minha esposa : a BG (BG é a cerveja, não a cunhada da minha
esposa). Produzida na cidade mineira de Cláudio. Fiquei curioso. Comprei
duas latas. Sempre que vou experimentar uma cerveja desconhecida,
compro duas. Se for ruim, uma lata é impiedosamente marretada no As Boas e Baratas do Azarão;
a outra, guardo na minha coleção. Nem preciso dizer : achei uma bosta a
tal da BG. Sem nenhum sabor ou aroma. Um troço neutro, indefinido.
Depois
disso, começaram a aparecer mais e mais cervejas low carbs, cuja
maioria é denominada pelo fabricante como cerveja ultra. Antes, nunca
tinha ouvido falar da desgraça; logo em seguida, elas começaram a
pulular na minha frente. Coincidência? Ou elas já existiam aos montes e
eu é que comecei a prestar mais atenção às prateleiras, para não entrar,
outra vez e inadvertidamente, em mais uma barca furada?
Low
carb ou ultra é um líquido (nem chamo de cerveja) feito à base de água,
malte e lúpulo com baixíssimo teor alcólico, cerca de 3% em muitos dos
casos, zero carboidrato e zero glúten.
Ou
seja, primeiro que essa porra não é cerveja nem pau e, segundo, que não
tem nada de ultra, tem é de infra, de sub. Não tem nada, a desgraça,
como pode ser ultra?
Logicamente, não tem nem gosto, a aberração.
Deveria haver, inclusive, uma proibição legal de que as palavras cerveja e ultra fossem estampadas no mesmo rótulo!
É o mesmo que dizer que leite de soja é leite! Não é caralho!
Ultra
é fake beer. É cerveja trans. É um líquido que não é cerveja, mas se
sente uma cerveja, considera-se uma. É o líquido que tem certeza de que
nasceu na latinha errada!
Pãããããta que o pariu!!!!
Querem
saber a origem desta desgraça, saber a que público se destina, que
mudanças de hábitos da população levaram ao seu surgimento?
Querem
saber o meu veredicto? A minha sentença final, moraescrática e sem
direito a recurso nem tampouco à anistia a respeito dela?
É só clicar na imagem abaixo e ser redirecionado para o vídeo "Cerveja Ultra São Meus Oves!!!"
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