Várias
vezes, ouvi a analogia comumente estabelecida entre nossas antigas
memórias e as gavetas de um velho armário ou empoeirada cômoda, há muito
não abertas e de cujos conteúdos - toda a sorte de papéis, bugigangas e
quinquilharias - não nos lembramos ao certo.
Basta
abri-las, no entanto, espanar as suas teias de aranha, arejar as suas
naftalinas, que tudo começa a nos clarear de novo, e todos os espíritos
do passado voltam a tomar corpo.